Os três níveis de apego. Descubra qual é o seu!

(Foto: reprodução cnbb.org.br)

“Conta a lenda que um monge precisava atravessar um rio para encontrar seu guia e, como não sabia nadar, construiu um pequeno barco. Era um barquinho lindo que ele mesmo pintou, adornou com esculturas e deu um nome. Quando atravessou o rio, teve tanta pena de deixá-lo que o colocou nas costas. Porém, subindo a montanha em direção ao seu mestre, tamanho era o peso do barco que o monge sucumbiu e morreu no caminho. Muitas vezes, o que deveria ser somente uma ponte, uma transição, acaba se tornando uma carga porque não queremos deixar nada para trás. E isso gera um peso. Quantas coisas não carregamos além do que deveríamos, sem necessidade? O que já não serve mais, deixemos para trás.”

Li esse pensamento no livro Autocontrole Emocional, de Akbar, e imediatamente pensei em quão importante é uma das etapas mais temidas do processo de consultoria de imagem pessoal: a revitalização do guarda-roupa. O momento de reaproveitar e também de desapegar.

Ao longo de minha experiência como consultora de imagem pessoal, tendo visitado inúmeros guarda-roupas, percebi que, normalmente, esse é um lugar que tem muitas histórias e desejos para contar. Nesse aspecto, identifico três perfis de pessoas: 1) as que querem viver suas histórias atuais, mas ficam presas em histórias passadas, com peças que não deixam liberar espaço para o que poderia ser melhor, 2) as que querem viver suas histórias atuais, mas se auto-sabotam com peças que não as fazem se sentir bem e 3) as que valorizam viver as suas histórias atuais da forma mais intensa possível, fazendo do seu closet um aliado nessa jornada. O último perfil é o mais desapegado. Quando a pessoa consegue atingir esse nível de consciência quanto ao guarda-roupa, sente uma sensação de leveza e positividade que só traz boas consequências.

A partir do momento em que nos permitimos desapegar, abrimos espaço para coisas que são mais importantes em nossa vida e que, de fato, nos permitem evoluir. Falando de guarda-roupa, as peças que nos fazem nos sentir bem são aquelas que devem ficar mais visíveis. Quanto às histórias, o mais valioso de tudo é manter as histórias vivas na memória.

Não deixe as suas roupas contarem a sua história, deixe que você conte a história delas.

Em outro livro, A Mágica da Arrumação, Marie Kondo diz que a melhor maneira de fazer a triagem do que fica e do que sai é segurar cada item e indagar: “isso me traz alegria? Se a resposta for afirmativa, guarde. Caso contrário, descarte a peça.” Aliás, permita que ela traga alegria a outra pessoa.

Eu, Dani, faço uma revisão geral em tudo o que tenho no guarda-roupa e na minha casa a cada 6 meses. Guardo algumas lembranças materiais, mas são poucas e só permanecem aquelas que me fazem bem hoje. Essas sim são as mais importantes!

E você, já fez o seu desapego de início de ano?