• Gustavo Fonseca

    Oratória para advogados: como ter uma excelente sustentação oral?

    As sustentações orais em Plenário demandam uma comunicação de excelência por parte dos advogados. É preciso ser, ao mesmo tempo, claros e persuasivos nesse tipo específico de situação de exposição de fala.

    Por essas e outras demandas ligadas à carreira jurídica – e dos advogados, em especial –, a necessidade de desenvolver e aprimorar habilidades de oratória é latente. Contudo, nem todas as faculdades de Direito dão uma base suficiente nesse sentido.

    Neste artigo, abordaremos algumas técnicas importantes para a peroração durante uma sustentação oral e que transformam significativamente a comunicação interpessoal dos profissionais da advocacia.

    Tenha uma boa leitura!

    Como ter uma excelente sustentação oral em plenário?

    Uma sustentação oral eficiente, isto é, que logra ser clara, concisa e persuasiva demanda uma preparação prévia. Afinal, é muito difícil chegar ao Plenário e encarar juiz, júri, testemunhas e outros advogados contando apenas com o improviso. Por isso, um advogado criminal, por exemplo, precisa saber construir sua argumentação.

    Outro quesito que deve ser levado em conta é o diálogo com o júri. Ter a capacidade de adaptar o discurso para falar com pessoas que não se incluem na área jurídica é um dos desafios centrais e que precisa ser encarado com atenção.

    Vejamos, a seguir, algumas técnicas e passos para ter uma excelente sustentação oral:

    1. Faça um roteiro prévio

    Nesse roteiro, o advogado deve pontuar o caminho da sua sustentação oral, definindo, para isso, uma sequência lógica que tenha sentido – tanto para si quanto (principalmente) para os demais presentes.

    Além de planejar a ordem dos seus argumentos e a apresentação mínima do caso, quando necessário, é interessante se programar também para outras etapas. Dentre elas, a saudação formal aos presentes. Ela deve ser feita, preferencialmente e sempre que possível, de forma nominal.

    Técnica: o mapa mental é uma técnica eficiente na criação de roteiros. Conta com a vantagem de ser um apoio concreto durante a sustentação oral e que não prejudica a exposição, isto é, não interfere na performance do advogado.

    2. Pratique a sua fala com antecedência

    A prática leva à perfeição. Dedicar um tempo para treinar a sua sustentação oral em voz alta é primordial. Até mesmo advogados mais experientes tomam esse cuidado, afinal, cada caso é único – por mais que existam similaridades entre um e outro.

    Praticar a sua exposição é uma oportunidade de lapidar sua argumentação, tornando-a ainda mais persuasiva. É, também, o período para cortar informações desnecessárias e dar, às mais importantes, a relevância e destaque que devem ter.

    Técnica: gravar a sua fala é uma técnica eficaz para que você possa identificar pontos positivos e impulsioná-los. É, ainda, uma forma de verificar pontos fracos e aprimorá-los. Faça um vídeo, assim também poderá checar a sua linguagem não-verbal.

    3. Atente-se para a dinâmica não-falada

    Este passo já abrange a sustentação oral em si, isto é, quando o advogado já está em plenário comunicando-se com os demais presentes e defendendo os seus argumentos. Até aqui, trabalhamos o conteúdo. Agora, pensaremos em sua transmissão.

    Atentar-se para a dinâmica não-falada é de suma relevância porque permite a identificação de possíveis reações entre os presentes, incluindo júri e juiz. Perceber certos sinais pode indicar a necessidade de uma mudança de estratégia, por exemplo.

    A dinâmica não-falada inclui gestos, expressões faciais e postura. Isto é, tudo aquilo que as pessoas expressam sem necessariamente usar palavras. Se há muito bocejos, significa que é preciso fazer algo para recuperar a atenção das pessoas.

    4. Adapte a sua linguagem

    Um dos erros mais comuns de advogados recém formados é o uso de uma linguagem excessivamente formal, repleta de tecnicismos e termos próprios do Direito. Termos esses que nem sempre são de conhecimento do público em geral.

    Uma boa sustentação oral não é necessariamente aquela que utiliza uma linguagem técnica. Na prática, é a que é entendida pelos demais, ou seja, que é, ao mesmo tempo, profissional e acessível.

    Técnica: quando fizer o roteiro com a sua fala, procure identificar o uso de termos de nicho, limitando-o o máximo possível. Inclua sinônimos ou explicações posteriores quando não quiser substitui-los: desse modo, manterá uma linguagem profissional, mas será melhor compreendido pelo público leigo.

    5. Aprenda a contar uma história

    Há diversas maneiras de transmitir um conteúdo e uma delas é fazer uso da Storytelling, que significa “contar uma história”. Incluir uma história na sua sustentação a aproximará do público.

    Com isso, aumenta-se a carga de emotividade, tornando mais fácil chamar e reter a atenção daqueles que escutam a sua exposição oral. Além de tudo isso, uma abordagem desse tipo é altamente persuasiva porque tem a capacidade de despertar empatia.

    Técnica: o uso de dados e casos concretos é imprescindível em sustentações orais. No entanto, há maneiras mais suaves de apresentar esses dados. Inclua um rosto e uma história. Compartilhe uma experiência pessoal (se for o caso). Isso impulsionará a sua fala.

     

    Esses cinco passos e técnicas podem (e devem) ser aplicados nos mais diversos tipos de sustentações orais, sejam elas no Plenário ou no contato cotidiano com clientes. Aplicá-los em sua rotina transformará a maneira como se comunica.

    Um advogado que sabe se comunicar de uma forma atrativa, coesa e bem elaborada é um profissional que se destaca e que transmite confiança. Afinal, as habilidades de oratória estão intimamente ligadas à inteligência emocional.

     

    Fonte:

    www.thespeaker.com.br

  • Gustavo Fonseca

    Você é motorista de app? Confira dicas para reorganizar sua renda familiar!

    Você é motorista de app? Confira dicas para reorganizar sua renda familiar!

    O transporte de passageiros foi um dos setores mais afetados com a pandemia do novo coronavírus. Para os motoristas de aplicativo especificamente, as corridas diminuíram em 80% em algumas regiões do país.

    Nas cidades que decretaram o lockdown, essa queda foi ainda mais brusca, deixando a situação dos motoristas de app mais complicada. Isso aconteceu com você?

    Se a reposta é sim, é provável que esteja enfrentando desafios para reorganizar a renda familiar e a vida financeira como um todo, não é verdade?

    Pensando nisso, nas dificuldades deste contexto complicado, eu e minha equipe de especialistas desenvolvemos um material gratuito para ajudar motoristas de aplicativo.

    Neste artigo, te conto mais sobre esse material e também respondo algumas dúvidas, tais como: O que fazer com as multas de trânsito na pandemia? Motorista de app tem direito ao auxílio emergencial? Como parcelar dividas do veículo sem sair de casa?

    Boa leitura!

    Impactos da pandemia na renda dos motoristas de app

    É fato que a pandemia do novo coronavírus é a maior emergência sanitária dos últimos anos. Tanto é assim que, além dos impactos na saúde, há também efeitos econômicos e sociais.

    No Brasil, praticamente todos os setores foram afetados pela pandemia. Contudo, quem trabalha como autônomo e/ou informal sofreu ainda mais as consequências financeiras da pandemia e, especificamente, do isolamento social.

    Para você ter uma ideia, segundo a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis, cerca de 80% dos veículos alugados por motoristas de aplicativos foram levados de volta às locadoras.

    A dificuldade em cobrir o valor do aluguel e, além disso, obter uma margem de lucro é o que levou, em grande parte, a essas devoluções. Os motivos? Mesmo com a diminuição das corridas, os motoristas continuam com gastos significativos.

    Siga a leitura do próximo tópico e confira algumas dicas de como reorganizar a sua renda!

    Como reorganizar sua renda – 5 dicas essenciais

    O ponto chave para lidar com esse período de incertezas é a organização: rever gastos, distribuir a renda que você tem disponível e pensar em alternativas para gerar lucros.

    Nesse sentido, 5 passos são eficientes. Veja quais são:

    1. Parcele suas dívidas

    Você tem débitos junto ao DETRAN? Ou está pagando as parcelas do financiamento do seu veículo?

    Então, uma boa estratégia é verificar a possibilidade de parcelar essas dívidas. Ao fazer isso, você reorganiza a aplicação da sua renda, direcionando os ganhos para gastos mais urgentes e impossíveis de serem parcelados.

    Para ajudá-lo nisso, fiz uma parceria com o pessoal da Zapay, uma plataforma muito eficiente para quem quer uma ajuda para parcelas dívidas de maneira online. Acesse esse link e confira!  

    2. Recorra às medidas emergenciais do governo

    O governo federal implementou uma série de medidas para tentar amenizar os impactos econômicos da pandemia. Uma dessas medidas é o Auxílio Emergencial – também chamado de coronavoucher.

    Os motoristas de aplicativo têm direito ao auxílio emergencial? Caso se enquadrem nas exigências para aceder ao programa, sim.

    Essas exigências são, por exemplo: não ser um trabalhador formal (com carteira assinada), não ser aposentado, não estar recebendo seguro-desemprego e, ainda, ter renda familiar total de até três salários mínimos.

    3. Recorra de multas de trânsito

    As multas de trânsito podem ser bem caras e pesar ainda mais o seu bolso. Por isso mesmo, é importante exercer o seu direito de recorrer e tentar reverter a aplicação dessa penalidade.

    A medida 185 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) suspendeu os prazos para recorrer das autuações referentes a infrações cometidas a partir do dia 20 de março. Isso significa que você não precisa pagar essas multas agora.

    Quando os prazos voltarem ao normal, não deixe de recorrer. Se precisar de ajuda nisso, minha equipe de especialistas pode auxiliar a montar um bom recurso de acordo com o seu caso específico.

    4. Calcule seus gastos e ganhos

    Em períodos de crise, é de suma importância pensar se a sua atividade como motorista de aplicativo é mesmo rentável. Se não for, fazer as mudanças necessárias – seja aumentando o número de horas ou, mesmo, trocando o veículo, por exemplo.

    Faça uma tabela com os gastos que tem com seu veículo (incluindo uma margem para os gastos extras, que sempre acabam aparecendo). Precisa de ajuda? Use a Calculadora veicular do Doutor Multas, disponível no material do qual falarei adiante.

    5. Considere trabalhar como delivery

    Durante esse período no qual a demanda por transporte de passageiros diminuiu, pode ser interessante buscar outras fontes de renda. Uma delas é trabalhar com delivery.

    A procura por entregadores – veiculados a aplicativos ou não – cresceu muito durante a pandemia. Afinal, as pessoas têm usado mais os aplicativos de entrega de produtos e/ou comida a domicílio.

    Se essa for uma opção viável para você, programe-se com antecedência para garantir que realmente haja uma margem de lucro. No PDF com o material, há uma ferramenta que ajuda a programar entregas e se organizar. Saiba mais a seguir.

    Baixe o livro digital e tenha acesso às nossas ferramentas

    O material digital que eu e minha equipe planejamos tem o propósito de ajudar os motoristas de aplicativos, como você, a superarem esse período complicado. Por isso, disponibilizamos o PDF gratuitamente.

    Nesse material, você encontrará mais dicas para reorganizar sua vida financeira e evitar ficar no vermelho. Além disso, poderá usar as ferramentas – como a calculadora de gastos da qual já falei aqui.

    Tanto as dicas quanto as ferramentas são maneiras práticas para auxilia-lo a fazer essa adaptação e reorganização. Desse modo, poderá minimizar os impactos da crise causada pela pandemia.

    Mais de 14 mil pessoas de todo o país já fizeram o download! Acesse aqui, complete o formulário e confira as dicas dos nossos especialistas!

     

    Fonte:

    https://www.youtube.com/watch?v=r16z0WzEZtk

    https://conteudo.doutormultas.com.br/como-reorganizar-sua-renda-familiar

    https://usezapay.com.br/doutormultas

  • Oratória para advogados: conheça todos os motivos para aprimorar a sua fala

    Oratória para advogados: conheça todos os motivos para aprimorar a sua fala

    Advogados dependem diretamente da capacidade de se expressar bem. Tanto é assim que, para esses profissionais, essa habilidade é praticamente um instrumento de trabalho.

    Audiências, contato com clientes, mediação de discussões e negociações. Esses são apenas alguns exemplos de situações de exposição de fala recorrentes no dia a dia dos advogados.

    A relevância das competências ligadas à comunicação é significativa. Contudo, grande parte das faculdades de Direito ainda não conta com uma formação ampla nesse sentido.

    Neste artigo, você pode conferir todos os motivos pelos quais aprimorar a sua fala é uma decisão determinante em sua carreira na advocacia. Verá, ainda, 4 técnicas indispensáveis para profissionais da área. Siga a leitura!

    Oratória para advogados: por que aprimorar a fala é tão importante?

    Quando se trata da oratória, há uma série de mitos que circulam entre as pessoas, com destaque para dois. O primeiro deles é o que diz que a oratória é um dom. Não é: é um conjunto de competências desenvolvidas e aprimoradas ao longo do tempo.

    O segundo está diretamente relacionado ao Direito. É o mito de que falar bem é, necessariamente, falar difícil. Isto é, se comunicar de um modo pouco acessível para as pessoas que não pertencem à mesma área ou nicho.

    Falar bem é conseguir se expressar de uma maneira clara e assertiva. Para quem é advogado, especificamente, implica em dialogar com o público leigo e ser perfeitamente compreendido.

    Dito isso, vejamos, a seguir, alguns dos motivos pelos quais advogados devem aprimorar a sua fala:

    - Para dialogar com clientes leigos

    A ideia de que falar bem é falar difícil não passa de um mito, como vimos no tópico anterior. Ao contrário, estabelecer uma comunicação real é, sobretudo, fazer com que a mensagem que se quer transmitir seja compreendida.

    No cotidiano dos advogados, o diálogo com clientes é uma constante. Na maioria das vezes, esses clientes não fazem parte do nicho do Direito e podem ter dificuldades para interpretar informações e dados.

    Nesse sentido, um bom advogado consegue traduzir de forma simples o chamado “juridiquês”, criando uma relação de maior confiança com clientes e facilitando todo o processo. Inclusive, aprimorar esse diálogo otimiza o trabalho do próprio profissional.

    - Na apresentação da defesa

    Em audiências, a comunicação dos profissionais da advocacia é determinante. Apresentar uma defesa, por exemplo, é algo que demanda uma oratória assertiva, clara e contundente.

    Logo, aprimorar as habilidades de fala significa ter uma performance melhor em apresentações de defesa. Isso permite, principalmente, transmitir dados de uma forma mais eficaz, impulsionando consideravelmente a argumentação.

    - Para mediar conflitos

    A mediação de conflitos é outra das tarefas dos advogados. Para executá-la da melhor forma, a clareza na fala e a organização do próprio raciocínio são fatores fundamentais.

    Sem falar, ainda, que a comunicação está intimamente ligada à inteligência emocional, base para gerenciar conflitos de um modo eficaz. Dominar a própria linguagem não-verbal e domar as próprias palavras são competências essenciais nesse cenário.

    - Para persuadir

    Você já ouviu a expressão “a arte de persuadir”? Recorrentemente associada aos profissionais da área do Direito, essa ideia faz referência à oratória persuasiva. Em outras palavras, à capacidade de convencer alguém sobre algo.

    Para convencer alguém sobre algo, é necessário, primeiramente, chamar e reter a atenção dessa pessoa. Logo, é preciso ter um discurso interessante, claro e acessível para os mais distintos públicos e perfis.

    Para advogados criminalistas, saber persuadir é praticamente um requisito. Por isso mesmo, aprimorar a sua fala significa investir nas habilidades de persuasão, ao mesmo tempo em que o poder de argumentação é impulsionado.

    Quais são as melhores técnicas de oratória para advogados?

    A comunicação não é um conjunto de normas engessadas. Ao contrário, ela se adapta a contextos diferentes e a necessidades também distintas. Para quem atua como advogado, algumas técnicas são primordiais. Vejamos quatro delas:

    1. O mapa mental

    O mapa mental é uma ferramenta eficiente para a organização do raciocínio. Consiste, basicamente, em estabelecer palavras-chaves e imagens para cada tópico de uma fala. Essa técnica pode ser usada nos mais diferentes contextos.

    Para colocá-la em prática, defina o tema central da sua mensagem. Em seguida, divida esse tema em tópicos. Para cada um desses tópicos, atribua uma palavra-chave e uma imagem que possa ser associada a ele.

    Uma das principais vantagens dessa técnica é que ela une improviso e planejamento, possibilitando, com isso, uma performance organizada e espontânea simultaneamente.

    2. A retórica

    A retórica é um poderoso recurso de argumentação. Útil para reforçar uma ideia e, ainda, para tornar uma mensagem mais interessante e cativante para a audiência. Por isso, é uma grande aliada dos advogados.

    Conhecer a retórica e aplicá-la em situações de exposição de fala é um caminho estratégico para aprimorar a comunicação interpessoal. As perguntas retóricas, por exemplo, são ferramentas para impulsionar uma argumentação, se bem usadas.

    3. A expressão corporal

    Em todo processo comunicativo, há uma dinâmica não-falada, composta por tudo aquilo que é expressado sem, necessariamente, o uso de palavras. Incluem-se, aqui, os gestos, a postura, as expressões faciais e o contato visual.

    Para advogados, não basta apenas ter um conteúdo excelente. É importantíssimo saber transmitir esse conteúdo, garantindo que haja uma harmonia entre o que é dito e o que é expressado pela linguagem não-verbal.

    Aprimorar a oratória também significa saber gesticular, dominar as expressões faciais e tudo mais que faz parte da dinâmica não-falada em uma situação de exposição de fala.

    4. A expressão vocal

    A voz é um instrumento e, como tal, precisa ser utilizado da melhor forma possível. Ela também faz parte da dinâmica não-falada e interfere diretamente na imagem que uma pessoa transmite aos demais.

    Encontrar um ritmo de fala confortável, saber variar o tom de voz em momentos-chave e aplicar pausas intencionais são apenas alguns exemplos de competências ligadas à voz.

     

    É fato que saber se comunicar é uma habilidade determinante para profissionais de todas as áreas. Tanto é assim que a comunicação faz parte do grupo das “soft skills”, habilidades consideradas indispensáveis hoje em dia.

    Contudo, algumas profissões dependem ainda mais de uma boa oratória e a advocacia está entre elas. Por isso, aprimore a maneira como se comunica e impulsione, assim, a sua própria carreira.

  • Gustavo Fonseca

    Como fazer recurso de multa por transitar em local e horário não permitido

    Como fazer recurso de multa por transitar em local e horário não permitido

    Dirigir nas ruas e avenidas tão movimentadas e, na maioria das vezes, congestionadas, de São Paulo não é uma tarefa fácil.

    Há tantos veículos em circulação na cidade mais populosa do país, que, na tentativa de amenizar o caos diário, há 22 anos, a legislação de trânsito definiu dias e horários da semana em que os veículos são proibidos de circularem em determinados locais da megalópole.

    A Operação Horário de Pico, ou Lei do Rodízio, como é conhecida popularmente, tem o propósito de minimizar o tráfego conturbado e seus efeitos à população. No entanto, a restrição no número de veículos em circulação, além de não agradar a todos os motoristas, com frequência, gera multas de trânsito.

    Se você recebeu uma multa por desobedecer à restrição, e, por isso, está em busca de um recurso de multa por transitar em local e horário não permitido, é importante que saiba também quais penalidades podem lhe ser atribuídas.

    É sobre esse assunto que falarei neste artigo. Neste artigo, saiba como evitar as penalidades previstas para quem transita em local e horário não permitido.

     

    Entenda a infração por transitar em local e horário não permitido

     

    Transitar em locais e horários não permitidos é uma infração, prevista no art. 187 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), para todos os tipos de veículos.

    Portanto, algo que é importante saber é que a norma é válida para todos os motoristas que trafegam pelos locais em que a restrição se aplica, não apenas aos motoristas paulistanos. Assim, ainda que seu veículo tenha registro em outro estado ou município, você também pode ser multado se circular em dias ou horários proibidos.

    Algo que muitas pessoas não sabem é que, inicialmente, a restrição da circulação de veículos tinha o propósito de diminuir a emissão de gases poluentes na cidade. Hoje, o objetivo é mesmo tornar o trânsito menos caótico. Desse modo, mesmo os veículos elétricos ou movidos a gás não estão isentos da Lei do Rodízio.

    Não podemos desconsiderar que, além dos mais de 12 milhões de habitantes concentrados na cidade, o número de turistas recebidos e pessoas de cidades vizinhas, que também circulam pela cidade diariamente para trabalhar ou estudar, aumenta ainda mais o fluxo de tráfego nas vias.

    Em resumo, a Lei do Rodízio, embora gere descontentamentos, tem se mostrado eficaz para garantir um deslocamento mais fluido na cidade. E, para que ela seja efetiva, a legislação prevê consequências para quem a descumprir. Veja quais são na seção seguinte.

    Consequências da infração por transitar em local e horário não permitido

     

    Antes de saber como recorrer da multa, você deve conhecer as penalidades previstas pela legislação nessa situação.

    Conforme o inciso I do art. 187 do CTB, essa é uma infração média, cuja penalidade prevista é a multa. Portanto, o condutor que for flagrado desrespeitando a Lei do Rodízio estará sujeito a receber duas penalidades: multa de R$ 130,16 e 4 pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

    Além disso, lembre-se de que, em decorrência da aplicação de pontos, você pode ter a CNH suspensa por ultrapassar o limite estabelecido – 19 pontos no período de 12 meses. Ter o direito de dirigir suspenso leva à proibição de dirigir por determinado período, o qual será determinado pela autoridade competente.

    Nesse caso, isto é, por exceder o limite de pontos, o período de suspensão pode ser definido entre 6 e 12 meses. E, em caso de reincidência, entre 8 e 24 meses.

    Provavelmente, ter o direito de dirigir bloqueado seja um grande problema para você, assim como é para a maioria dos motoristas que utilizam seus veículos para deslocamento todos os dias. Felizmente, diante dessa situação, ainda é possível evitar ser penalizado.

    Após a leitura da próxima seção, na qual você saberá em quais locais e horários é proibido dirigir em São Paulo, explicarei a você como recorrer da multa do rodízio.

    Locais do rodízio veicular

     

    É claro que você não pode finalizar a leitura deste artigo sem saber exatamente em quais dias, locais e horários será preciso deixar seu veículo na garagem e optar por outro meio de locomoção, a fim de evitar ser multado.

    Desde sua implementação, em 1997, com a Lei Municipal n° 12.490, a Lei do Rodízio sofreu algumas alterações. A última ocorreu em 2018, com o Decreto n° 58.584, segundo o qual o rodízio veicular se aplica às margens e avenidas do Centro Expandido do município de São Paulo, conhecido como Mini Anel Viário.

    A restrição abrange grande parte da cidade paulista, na maioria das avenidas situadas na região do Mini Anel Viário, em toda a sua extensão. Bairros como Lapa, Barra Funda, Brás, Liberdade, Ipiranga, Perdizes, Jardins, Vila Leopoldina e Bom Retiro são alguns dos que entram na área do rodízio.

    No art. 2º do Decreto n° 58.584, são determinadas as regiões em que a restrição se aplica, nos dois sentidos das vias, incluindo seus limites.

    •         Marginal Tietê – entre a Avenida Salim Farah Maluf e a Marginal do Rio Pinheiros
    •         Marginal Pinheiros – da Marginal do Rio Tietê até a Avenida dos Bandeirantes
    •         Viaduto Grande São Paulo
    •         Complexo Viário Maria Maluf
    •         Avenida Bandeirantes
    •         Avenida Presidente Tancredo Neves
    •         Avenida das Juntas Provisórias
    •         Afonso d'Escragnolle Taunay
    •         Avenida Salim Farah Maluf
    •         Avenida Professor Luís Inácio de Anhaia Melo – entre o Viaduto Grande São Paulo e a Avenida Salim Farah Maluf

    Na próxima seção, veja em quais dias e horários seu veículo está proibido de circular por estas regiões.

    Dias e horários do rodízio veicular

     

    Para quem não é favorável à restrição veicular, a boa notícia é que a medida não é válida durante o dia inteiro. Ela se aplica apenas uma vez por semana a cada veículo, em duas faixas horárias. Pela manhã, das 7h às 10h. À tarde e à noite, das 17h às 20h.

    Nos finais de semana e feriados, a restrição não acontece. Afinal, de segunda a sexta-feira, nas faixas horárias determinadas, é quando a circulação de veículos é mais intensa.

    Para saber quais são os dias de proibição, você deve conferir o dígito final da placa do(s) seu(s) veículo(s), de acordo com a seguinte tabela.

    Segunda-feira: dígitos finais 1 e 2.

    Terça-feira: dígitos finais 3 e 4.

    Quarta-feira: dígitos finais 5 e 6.

    Quinta-feira: dígitos finais 7 e 8.

    Sexta-feira: dígitos finais 9 e 0.

    Se o último número da placa do seu veículo é 4, por exemplo, você não pode circular no Centro Expandido nas terças-feiras, das 7h às 10h e das 17h às 20h. Nos demais dias da semana, a circulação do seu veículo nessa região é liberada. Em ruas e avenidas não concentradas nessa região, a proibição não se aplica.

    Agora que você já sabe quais consequências poderá sofrer em caso de desrespeito à Lei do Rodízio, e também em quais locais, dias e horários seu veículo está impedido de circular, deve estar ansioso para saber como fazer um recurso da multa por transitar em local e horário não permitido. Veja a seguir.

    Recurso de multa por transitar em local e horário não permitido

     

    Algo que devo comentar com você é que, para recorrer administrativamente, é dispensável auxílio profissional, ou seja, você pode recorrer por conta própria. De qualquer modo, não posso deixar de reforçar que minha equipe e eu temos muita experiência em recursos de multas de trânsito, e estamos dispostos a ajudá-lo.

    Em primeiro lugar, você não tem uma única chance de recorrer, mas três. A primeira delas consiste na defesa prévia, a qual deve ser encaminhada ao órgão autuador. O recurso em 1ª instância, o qual deve ser enviado à JARI (Junta Administrativa de Recursos de Infrações), é a sua segunda oportunidade. Por fim, você tem uma última chance, que é recorrer em 2ª instância, enviando seu recurso ao órgão de trânsito competente.

    O recurso em 2º instância será enviado ao CETRAN (Conselho Estadual de Trânsito), quando a autuação for realizada por órgão estadual, ao CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito), quando o órgão autuador for da União, ou ao CONTRANDIFE (Conselho de Trânsito do Distrito Federal), para órgão do Distrito Federal.

    É muito importante enviar seu recurso ao endereço correto e dentro do prazo, informações que estão especificadas na notificação de autuação ou de imposição de penalidade recebida. Também é fundamental que o seu recurso seja formulado com base na legislação vigente, de forma clara e objetiva.

    Para saber como isso é possível, leia o último tópico deste artigo.

    Como você pode ver, formular um recurso de multa por transitar em local e horário não permitido não precisa ser um problema, principalmente se você entrar em contato com a equipe Doutor Multas.

    Além de pensar nos argumentos mais adequados para o seu caso, acompanharemos todas as etapas do processo de recurso, desde a primeira até a última oportunidade que você terá de cancelar a multa.

    Você também poderá acompanhar o andamento da formulação do seu recurso, sendo possível conversar com o redator responsável pelo documento.

  • Como fazer trilha de motos e quais os melhores modelos para o off-road?

    Fazer trilhas de motos é um dos esportes mais apaixonantes que existe. Quem diz isso? Aqueles que começam a aventurar-se nas trilhas, descobrindo o chamado mundo “off-road” – fora do asfalto.

    Fazer trilhas de motos une alta adrenalina e uma aproximação com a natureza, capaz de desestressar até mesmo quem tem uma rotina de trabalho intensa durante a semana.

    Cada vez mais popular no Brasil, o esporte vem despertando o interesse de quem já é motociclista (mas está acostumado a dirigir no asfalto) e também de quem ainda não tem uma moto.

    Neste artigo, você ficará por dentro de dicas essenciais para fazer trilhas de motos. Além disso, para quem está pensando em comprar uma motocicleta, separei uma lista com os melhores modelos para fazer motocross.

    Confira!

    Como fazer trilha de motos - Dicas para iniciantes

    Quem já é experiente nas trilhas de motos costuma dizer que, mais que um esporte, esse é um estilo de vida.

    Por isso mesmo, mais do que comprar a moto ideal e aprender as principais técnicas para dirigir fora das pistas de asfalto, é importante se preparar fisicamente.

    Para os iniciantes, as dicas dos trilheiros experientes são:

    1. Conheça trilheiros mais experientes

    Principalmente nas primeiras trilhas, sair com um grupo de trilheiros com experiência é um enorme diferencial. Para ter boas impressões do esporte e contar com uma rede de apoio em seus passos iniciais como trilheiro, esse é um cuidado importante – tanto para escolher as melhores trilhas para começar a se familiarizar com o off-road, quanto para aprender e aprimorar técnicas desse tipo de esporte.

    2. Tenha equipamentos próprios

    Parte importante do off-road é ter bons equipamentos de segurança para uma melhor experiência. Além dos dispositivos básicos e obrigatórios para qualquer moto, como o capacete, invista em bons calçados (botas são boas opções), luvas, calças resistentes, cotoveleiras, coletes, joelheiras, óculos de proteção e, se necessário, as chamadas bolsas de ferramentas. Novamente, os seus colegas de trilhas mais experientes podem te orientar quanto ao que usar, levando em consideração os tipos de trilhas por onde vocês pensam em circular.

    3. Entenda bem o funcionamento da sua moto

    Os trilheiros são, antes de tudo, apaixonados por suas motos. Mais do que isso, precisam conhecer o funcionamento da motocicleta, entendendo como ela funciona e como manuseá-la. Saber regular as suspensões, escolher o tipo adequado de combustível e o melhor guidão são apenas algumas das habilidades e cuidados que os trilheiros devem ter.

    4. Prepare-se fisicamente

    Lembra quando eu falei que ser trilheiro é um estilo de vida? Pois bem, estar em forma – o que significa ter um bom condicionamento físico – é importante, já que os esforços dos motociclistas em trilhas off-road são altos. Melhorar os hábitos alimentares, diminuir as bebidas alcóolicas e dormir bem na noite anterior a uma trilha são cuidados importantes. Impulsionar a resistência física, com uma rotina de exercícios que inclua fortalecimento muscular e melhor rendimento também é algo que deve ser levado em conta.

    5. Considere um curso de pilotagem

    Um curso de pilotagem direcionado para o off-road pode ser uma excelente ideia, mesmo para motociclistas experientes em asfalto. Isso acontece porque dirigir em trilhas é muito diferente do que em asfaltos, com técnicas também distintas e que, se dominadas, impulsionam muito a experiência do trilheiro.

    6. Escolha uma boa moto

    Por fim, escolher uma boa moto é mais do que indispensável, especialmente para os iniciantes. Começar com um modelo menos potente é um caminho para aperfeiçoar as técnicas como trilheiro e, na medida em que for desenvolvendo essas habilidades, ir avançando também nos modelos de motocicletas utilizados. No tópico seguinte, selecionei uma lista de motos recomendadas por trilheiros. Confira!

    Quais são as melhores motos de trilha no Brasil?

    Antes de vermos modelos de motos para trilhas, é interessante levar em conta que uma moto 125cc é suficiente para iniciantes. Modelos mais potentes, como as motocicletas de 450cc, exigem maior experiência, além de serem muito mais caras. Veja alguns modelos:

    1.Honda CRF 230F 

    Essa moto esportiva conta com alto desempenho. Tem 230cc, 19,3cv e seis velocidades, o que é um diferencial para manobras e técnicas de trilha. O seu preço é outro atrativo, quando comparada às demais.

    2. Yamaha TTR 230

    Os modelos pós 2018 têm designs novos. O motor é de quatro tempos e tem 232,2cc. A suspensão chega a 240 mm. É uma boa escolha para os trilheiros!

    3. MXF 250 RX

    Eficiente e potente, essa moto tem uma suspensão dianteira resistente, além de contar com um amortecedor traseiro, bastante usado em motos de competição. É feita em alumínio, o que impacta positivamente em seu peso. Boa escolha!

    4. Gas Gas 300 EC

    Em último lugar na nossa lista, está a Gas Gas 300 EC. Tem um motor potente. O diferencial é que tanto o seu carburador quanto o sistema de palhetas oferecem uma resposta rápida, independentemente da rotação.

  • Multas da PRF: o que são e como recorrer?

    Multas da PRF: o que são e como recorrer?

    As multas de trânsito são aplicadas através de processos administrativos. Logo, se você recebeu uma Notificação de Autuação em seu endereço, isso indica que um desses processos administrativos foi aberto em seu nome para apurar o cometimento de uma determinada infração de trânsito.

    No Brasil, alguns órgãos possuem competência para realizar autuações de trânsito, dentre eles, o DETRAN, o DNIT, a ANTT e a Polícia Rodoviária federal (PRF). Saber qual foi o órgão autuador é importante, principalmente para que você, condutor, possa exercer o seu direito de recorrer.

    Neste artigo, vou abordar especificamente as multas da PRF, isto é, as autuações de trânsito realizadas pela Polícia Rodoviária Federal. Leia até o fim e esteja por dentro deste tema!

    Como saber se fui autuado pela PRF?

    A Polícia Rodoviária Federal é responsável por fiscalizar as rodovias federais, logo, deve verificar se os condutores estão cumprindo com as leis de trânsito estabelecidas pela legislação vigente no país. Isso significa que esse órgão está autorizado a realizar autuações aos motoristas sempre que ocorrer algum flagrante de infração.

    O condutor autuado recebe a Notificação de Autuação. Nessa Notificação, devem constar alguns dados, incluindo qual foi o órgão autuador. Assim, para saber se o órgão autuador no seu caso foi a PRF, você deverá verificar o que consta nessa notificação.

    Em alguns casos, no entanto, pode ser que a Notificação não chegue até você. Por isso mesmo, é sempre bom consultar a situação do veículo e verificar se há alguma autuação em aberto.

    Para verificar se há alguma autuação da PRF especificamente, você pode entrar no site oficial da PRF. Na aba “Consulta e Pagamento de Multas”, basta informar o RENAVAM e a placa do seu veículo e realizar a consulta.

    Como recorrer de multas da PRF?

    Recorrer de multas de trânsito, incluindo aquelas aplicadas pela PRF, é um direito dos condutores brasileiros. Saber disso é muito importante porque, caso o seu recurso seja aceito, você não tem que arcar com o pagamento da multa e, além disso, não terá pontos gerados na sua CNH.

    Para recorrer de multa da PRF, são necessários os seguintes passos:

    1. Apresentar a Defesa Prévia

    A Defesa Prévia é o primeiro grau de contestação ao qual você, condutor, tem direito. Esse passo inicial deve ser feito em prazo de, no mínimo, 15 dias após a expedição da Notificação de Autuação.

     

    2. Recurso na JARI

    Se a Defesa Prévia for negada, o próximo passo a seguir para tentar cancelar a multa da PRF é o recurso em primeira instância, na Junta Administrativa de Recursos de Infração (JARI) da PRF.

    É importante esclarecer que, quando a Defesa Prévia é indeferida, uma nova notificação, a Notificação de Imposição de Penalidade (NIP), deve chegar ao seu endereço. O prazo para entrar com recurso na JARI é de, no mínimo, 30 dias após a expedição da NIP.

    3. Recurso em segunda instância

    Se o recurso na JARI for negado, haverá, ainda, a possibilidade de recorrer em segunda instância. É importante destacar que só podem recorrer em segunda instância aqueles que fizeram o segundo passo, ou seja, que entraram com recurso na JARI.

    Para essa etapa, também há um prazo limite, que é de, no mínimo, 30 dias após a data de expedição da notificação que informa o indeferimento do recurso em primeira instância.

    Os prazos e endereços para envio constam nas notificações. Fique atento!

    Alteração de prazos devido à Covid-19 – Entenda

    Seguindo uma decisão que também foi adotada por outros órgãos, a PRF prorrogou para 90 dias os prazos relacionados ao processamento de multas de trânsito, incluindo os prazos para recorrer em primeira e segunda instância e para apresentar a Defesa Prévia.

    A medida tem caráter temporário, devido à pandemia do novo Coronavírus, e será válida em todo o território nacional até novo aviso. É preciso esclarecer que esse novo prazo se aplica apenas para multas com vencimento posterior ao dia 13 de março de 2020.

    Entender o que são as multas da PRF e o que fazer para recorrer é fundamental para exercer os seus direitos como condutor. Se este artigo foi útil, compartilhe e ajude outros motoristas a se informarem sobre as leis de trânsito.

    Caso ainda haja alguma dúvida, escreva para a nossa equipe de especialistas!

  • Gustavo Fonseca

    Recurso de multa DER: entenda como funciona e evite problemas com a CNH

    Recurso de multa DER: entenda como funciona e evite problemas com a CNH

    Você sabe como apresentar recurso de multa DER?

    Caso ainda não saiba como esse processo funciona, fique tranquilo, pois acaba de encontrar o artigo certo para ajudá-lo a resolver essa situação.

    Aqui, você vai entender o que é o DER, descobrindo quais são suas competências e as multas aplicadas por esse departamento.

    Além disso, vou explicar como consultar e pagar multa DER e, claro, como interpor recurso de multa DER.

    Ficou interessado? Então, leia este artigo até o final.

    Boa leitura!

     

    Entenda o que é DER

    Para começar a entender tudo sobre recurso de multa DER, o primeiro passo é saber que departamento é esse.

    DER é a sigla para Departamento de Estradas de Rodagem, responsável pela administração de rodovias e estradas estaduais.

    Desse modo, cada estado brasileiro e o Distrito Federal (DF) tem um DER, mas, é importante saber que, em alguns estados, seu nome é um pouco diferente.

    Por exemplo, no Rio Grande do Sul, a sigla utilizada é DAER, pois seu nome no estado gaúcho é Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem.

    No estado vizinho, Santa Catarina, a nomenclatura utilizada é Departamento Estadual de Infraestrutura, cuja sigla é DEINFRA.

    Assim, se você mora em um desses estados, saiba que DER refere-se ao mesmo departamento que você conhece como DAER ou DEINFRA.

    Por ser um órgão executivo, são atribuídas a ele uma série de competências. Elas estão listadas no art. 21 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro).

    Ao todo, o artigo em questão apresenta 14 incisos, nos quais estão especificadas todas as responsabilidades do DER.

    Porém, a partir de agora, vou destacar algumas que, dentre todas, possuem maior relevância.

    A primeira competência que quero destacar é a de cumprir, e fazer com que se cumpra, a legislação de trânsito.

    Com isso, outra de suas competências é fiscalizar, autuar e aplicar penalidades de advertência, multa e demais medidas direcionadas aos condutores flagrados cometendo infrações.

    Além de aplicá-las, é função do DER arrecadar os valores pagos pelas multas de trânsito aplicadas pelo departamento, conforme determina o inciso VI do art. 21.

    Existem várias outras responsabilidades do DER, sobre as quais é interessante ler diretamente no CTB, para esclarecer ainda mais o trabalho do departamento.

    No entanto, não posso deixar de mencionar o inciso VIII do art. 21, pois nele é possível encontrar informações a respeito das multas DER.

    Sobre elas, comento na próxima seção deste artigo. Por isso, continue a leitura.

     

    Multa DER: veja quais são as multas aplicadas pelo departamento

    Certamente, este ponto do assunto lhe interessa, e muito. Afinal, chegou a hora de conhecer a lista de multas do DER.

    Para isso, é interessante dar uma olhada no inciso VIII do art. 21, mencionado no tópico acima.

    Nele, é possível encontrar as infrações cuja autuação é de responsabilidade específica do DER. São elas:

    •        excesso de peso;
    •        excesso de dimensões; e
    •        excesso de lotação.

    Esses são, então, os três casos específicos, cuja responsabilidade de aplicar penalidades é do DER e suas entidades fiscalizadoras.

    Porém, a aplicação de multas pelo órgão acontece  apenas nos casos em que essas infrações são cometidas em estradas estaduais.

    Assim, caso essas posturas sejam verificadas em estradas federais ou municipais, a aplicação das penalidades cabíveis será feita pelo órgão responsável pela fiscalização do local.

    Também é possível concluir que, se outras infrações forem identificadas em estradas estaduais, o DER tem autonomia para fazer as devidas autuações.

    Você desconfia de que tenha recebido uma multa DER? Então, veja a seguir como consultar.

     

    Como consultar multas DER?

    Se você acha que pode ter sido autuado em uma estrada estadual, é aconselhável procurar uma confirmação.

    A boa notícia é que chegar a essa informação é simples, e pode ser feito pela internet, por meio do site do departamento do seu estado.

    Entretanto, se você já procurou, mas não encontrou o site do DER de seu estado, não se preocupe, pois pode ser que o departamento do seu estado não tenha uma página oficial.

    Assim, acesse a página do DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito) do seu estado, pois lá você poderá encontrar informações a respeito de infrações em seu registro.

    Normalmente, a seção para acompanhamento de multas está indicada com algum título semelhante, como consultar multas, por exemplo.

    No site do DER São Paulo, basta clicar em “Multas e Recursos” e, em seguida, em “Consultar Multas Online”.

    O sistema solicitará o código RENAVAM ou o CPF do proprietário do veículo. Indique a informação solicitada e clique em “Enviar”.

    Uma janela será aberta com todas as informações de multa DER registrada em seu veículo. Para saber detalhes sobre a multa, basta clicar no número do auto de infração.

    Se você confirmar o registro de multa DER, será possível optar entre recorrer ou pagá-la.

    Sobre o pagamento de multa DER, você lê a seguir.

     

    Não apresentou recurso de multa DER? Saiba como pagá-la

    Pagar multas DER, normalmente, é um procedimento normal, igual ao pagamento de multas aplicadas por outros órgãos.

    No entanto, nunca é demais pesquisar como o departamento do seu estado organiza o pagamento das multas por ele aplicadas.

    Tomando novamente, como exemplo, o estado de São Paulo, é importante saber que o pagamento de multa DER não é feito por boleto.

    O condutor precisa procurar um dos bancos credenciados, e informar o código RENAVAM em caixa eletrônico que aceite pagamento de multas.

    O CTB estabelece, em seu art. 284, que o pagamento de multas realizado até a data de vencimento deverá receber 20% de desconto.

    Porém, você pode optar por recorrer e, assim, ter a possibilidade de não pagar a multa. Para saber como, leia a próxima seção.

     

    Como apresentar recurso de multa DER?

    O recurso de multa DER é uma opção para quem quer se defender, evitando a aplicação de multa, pontos na carteira, e outras penalidades.

    Para recorrer, é preciso analisar atentamente as notificações recebidas, selecionar bons argumentos e não perder os prazos para apresentação de recurso em cada fase do processo.

    São três as oportunidades para recorrer:

    •        defesa prévia;
    •        primeira instância à JARI (Junta Administrativa de Recursos de infração); e
    •        segunda instância ao CETRAN (Conselho Estadual de Trânsito), ou CONTRANDIFE (Conselho de Trânsito do Distrito Federal).

    É importante obedecer aos prazos estabelecidos nas notificações enviadas a você, pois recursos encaminhados depois da data limite não são julgados.

    Um recurso com bons argumentos sempre tem mais chances de deferimento.

     

    Conclusão

    Neste artigo, você entendeu mais sobre o trabalho e a aplicação de multas do Departamento de Estradas de Rodagem.

    Espero ter ajudado a esclarecer como consultar o registro de multa DER, bem como a forma de pagá-la.

    Agora você sabe como recorrer e que a equipe Doutor Multas trabalha para ajudá-lo a aumentar suas chances de sucesso.

    Então, não deixe de entrar em contato.

    Além disso, comente o que você achou deste artigo.

    Compartilhe-o com seus amigos, e mostre a eles como apresentar recurso de multa DER.

     

     

  • Gustavo Fonseca

    Cuidados com o carro na quarentena devem ser redobrados

    Durante a quarentena, enquanto as pessoas não podem sair de casa, os carros ficaram de lado, e deixaram de ser usados devido à falta de necessidade.

    No entanto, os cuidados com o carro na quarentena devem ser redobrados para que o veículo não apresente defeitos quando for ligado novamente, e até mesmo tenha algum dano em determinadas peças.

    Afinal, junto com a quarentena veio a crise, e ter que gastar com o conserto do carro pode ser ainda mais difícil em tempos como esse.

    Por isso, não esqueça do seu carro, e periodicamente, avalie sua situação para ver se está tudo bem. Assim, você mantém o veículo em bom estado.

    Sem contar que ter alguma peça danificada nesse momento de quarentena pode ser uma grande dor de cabeça, devido a alguns estabelecimentos como oficinas estarem fechados.

    Veja algumas dicas que separamos para cuidar do seu carro na quarentena.

    Como cuidar do carro durante a quarentena

    Para que o veículo mantenha um bom estado de conservação e passe por esse momento sem nenhum problema você pode tomar uma série de cuidados.

    Fique de olho na bateria

    A primeira delas é com a bateria. Algumas fabricantes dizem que o veículo pode ficar 15 dias com a bateria conectada no carro sem ser ligado.

    Dessa forma, o motorista pode escolher entre desconectar a bateria do carro, caso não pretenda utilizá-lo antes desse período, ou então ligar o carro ocasionalmente para que a bateria não tenha problemas.

    Cuidado com o freio

    O freio de mão também pode ficar solto. Assim, ele e seus componentes não grudam e evitam que apresente algum defeito.

    Para isso, o motorista precisa deixar o carro com algum calçamento.

    A troca de óleo deve ser seguida à risca

    O tempo da troca de óleo também precisa de atenção.

    Caso o prazo vença durante a quarentena, o ideal é que o motorista o troque assim que voltar a utilizar o veículo.

    Se o carro ficar muitos meses parado, o ideal é que essa troca também seja feita assim que possível.

    Mantenha o seguro auto em dia durante a quarentena

    Mesmo que durante a quarentena o carro não fique exposto a tantos riscos como ficava nos dias normais, o ideal é que o segurado mantenha o seu seguro em dia.

    Afinal, saídas ocasionais para ir aos serviços essenciais como supermercados, farmácias e drive thrus ainda estão acontecendo, e durante essas saídas, um imprevisto pode acontecer.

    Sem contar que em um momento de crise econômica como esse, ter que arcar com o valor de um sinistro sozinho pode ser uma situação bastante desafiadora.

    Além disso, as melhores seguradoras de carro estão oferecendo vantagens e descontos em serviços para dar apoio nesse período.

    Cuide da limpeza do veículo

    Manter o veículo limpo também é muito importante. Para isso, ocasionalmente faça limpezas internas e externas. Na parte interna, você pode passar um aspirador para limpar os carpetes.

    Para guardar o veículo melhor e evitar que ele fique muito exposto, utilizar uma capa pode ser uma boa opção. Essa capa deve ser de um material macio, para que a lataria não seja riscada.

    Essa capa também evita quanto a exposição do sol e da chuva, no caso dos carros ficarem ao ar livre.

    Essas capas, contudo, devem ser colocadas com o veículo seco, para que não ocorram manchas na lataria.

    Fique de olho em qualquer sinal atípico

    Se ver alguma luz do painel do carro acesa, fique atento, pois pode ser sinal de algo errado com o veículo, seja porque não se atentou a todos os itens acima ou por alguma falha normal que qualquer carro pode apresentar.

    Nesse caso, evite sair com o veículo e chame um mecânico de confiança para ir até sua casa, sempre tomando os cuidados e usando máscara durante esse período de pandemia.

    Cuidados simples com o carro na quarentena evitam grandes dores de cabeça, então fique atento.

    Por Jeniffer Elaina, especialista em seguros na Smartia Seguros

  • Gustavo Fonseca

    Confira o valor médio do seguro no Paraná dos carros mais vendidos no Brasil

    Saiba qual o valor médio do seguro no Paraná e programe o seu orçamento para proteger o seu veículo.

    Ter carro pode gerar alguns custos, mas abrir mão de alguns deles, como um seguro auto, é se colocar em risco.

    Pensar em uma proteção para o carro deve ser visto como um investimento, afinal, se ocorrer alguns sinistro terá tranquilidade e poderá ter despesas cobertas acima do valor que foi pago.

    A questão é que muita gente acredita que os valores são extremamente altos e não cabem no orçamentos, mas a boa notícia é que existem seguros bastante acessíveis e o valor pode ser parcelado.

    Isso faz com que ele caiba no orçamento.

    Se ainda está em dúvida sobre essa questão, acompanhe algumas cotações reais e que você também pode proteger o seu carro.

    Valor médio do seguro no Paraná

    O valor do seguro é formado por algumas variáveis como as coberturas que estão sendo contratadas e, principalmente com base na análise de perfil do motorista e do modelo do carro.

    Esses fatores podem fazer com que cada pessoa receba uma cotação única, mas, isso não significa que não seja possível se basear em outras cotações para ter uma noção de valores.

    Fizemos um levantamento de alguns preços de seguro dos carros mais emplacados em fevereiro de 2020, segundo levantamento da Fenabrave.

    Confira as informações de conseguimos de segurados residentes no estado do Paraná.

    Um Onix Hatch Lt 1.0 12V Flex 5P Mec para uma mulher, de 35 anos, residente em Maringá (PR), o seguro pode custar R$ 3.720,76. Já o Onix Sedan Plus Ltz 1.0 12V Tb Flex Mec, para um homem, de 61 anos, de Apucarana (PR) o seguro é mais acessível, custa R$ 1.434,29.

    Outro modelo bastante vendido é o HB20, ele também aparece na nossa pesquisa com a versão Hb20 Sense 1.0 Flex 12V Mec., para uma mulher, de 18 anos, de Nova Aurora (PR) a R$ 3.094,59. Em outra pesquisa encontramos a cotação para uma mulher, de 36 anos, em Foz do Iguaçu (PR) e o valor do seguro HB20s Vision 1.0 Flex 12V Mec por R$ 1.432,23.

    O Ford Ka possui um valor médio do seguro no Paraná bastante variável. O Ka 1.0 Se/Se Plus Tivct Flex 5P, para uma mulher, de 22 anos, de Vera Cruz do Oeste (PR) custa R$ 3.406,44. Esse caro também pode ter um seguro bem menor, como é o caso do Ka 1.0 Se/Se Plus Tivct Flex 5P para um homem, de 47 anos, de Laranjeiras do Sul (PR) que paga R$ 1.289,44.

    Quem prefere o Gol, que aparece entre os modelos mais emplacados, pode encontrar um Gol 1.6 Msi Flex 16V 5P Aut, para um homem, de 58 anos, residente em Terezinha de Itaipu (PR) por R$ 2.990,53. Essa mesma versão para um homem, de 72 anos, de Palotina (PR) pode sair a R$ 1.300,19.

    O último modelo que pesquisamos foi o Fiat Argo que para um homem, de 39 anos, de Umuarama (PR) na versão Argo Trekking 1.3 8V Flex pode sair a R$ 1.847,50. Já o Argo Drive 1.0 6V, para uma mulher, de 57 anos, de Foz do Iguaçu (PR) custa R$ 2.497,62.

    Depois de ter uma ideia do valor médio do seguro no Paraná, faça uma cotação personalizada e descubra quanto ele custa para você.

    Por Jeniffer Elaina, do SeguroAuto.org

  • Gustavo Fonseca

    ETIAS e Seguro Viagem

    Você viaja frequentemente para a Europa a turismo ou está planejando visitar o continente europeu no próximo ano? Então precisa saber que, a partir de 2021, cidadãos brasileiros que viajam pelo período de 90 dias precisarão solicitar a nova modalidade de visto europeia, a autorização de viagem ETIAS.

     

    Nesse artigo, vamos explicar o que é o ETIAS, suas características e qual o custo para solicitar a autorização de viagem. Além disso, descubra sua relação com o seguro viagem e tudo o que você precisa saber para curtir sua viagem para a Europa sem complicações. 

    O que é o ETIAS?

    O novo Sistema Europeu de Informações e Autorização de Viagem (em Inglês, ETIAS - European Travel Information and Authorization System) é um sistema integralmente eletrônico, cujo objetivo é acelerar o processo e facilitar o controle da entrada e saída de pessoas nos territórios da União Europeia. Os procedimentos legais para aprovação do ETIAS começaram em 2016 e o sistema vai entrar em vigor a partir de 2021.

     

    O ETIAS permite a análise do perfil do visitante, autoriza sua entrada nos países da União Europeia e acompanha seus movimentos. O plano inicial é de que ele seja aplicado a cidadãos de países que até o momento não precisam de visto para entrar na zona Schengen. De certo modo, corresponde ao Sistema Eletrônico de Autorização de Viagem (ESTA) dos EUA, que possui uma função similar. 

    Como funciona?

    O ETIAS para brasileiros irá submeter cada visitante à uma checagem detalhada de dados para determinar se ele pode ou não entrar nos países que fazem parte do Tratado de Schengen. Ao receber suas informações no sistema, o ETIAS garantirá que essas pessoas não sejam uma ameaça à segurança do Continente. Fora os propósito de turismo e negócios, o ETIAS também autoriza a entrada na Europa por motivos de saúde e trânsito para outros países. 

     

    Você pode pedir um ETIAS por meio de um formulário online. Com o novo sistema, será preciso informar o país membro da Zona Schengen que será seu ponto de entrada e fornecer respostas para um questionário básico de segurança.

     

    Após concluir o formulário, o próximo passo é pagar a taxa de 7 euros do ETIAS. Sua solicitação será enviada e analisada pelo sistema de segurança do mecanismo de vistos. Assim que o seu cadastro for aprovado, você receberá sua confirmação assim como o isenção de visto ETIAS no e-mail. Uma vez aprovado, ele será válido por três anos e você deverá carregá-lo consigo durante a viagem.

     

    Caso seu pedido inicial seja negado, será enviada uma explicação do porquê via e-mail. Será possível dar entrada em solicitação ETIAS novamente após alguns meses. Nesse artigo contamos tudo o que você precisa saber sobre o ETIAS.

    ETIAS e seguro viagem são obrigatórios para viajar para a Europa?

    Por enquanto, o ETIAS ainda não é obrigatório, que passará a valer apenas a partir de 2021. Porém, o seguro viagem é exigência dos países-membros do Tratado de Schengen e continuará sendo obrigatório mesmo após a exigência do ETIAS entrar em vigor. 

     

    Muitos países exigem a apresentação de uma apólice de seguro viagem ainda na imigração e podem até negar a entrada daqueles que não apresentem o documento obrigatório. Por isso, ao planejar uma viagem, é importante verificar se o local de destino exige a contratação de um seguro viagem e qual a cobertura mínima necessária para a estadia no país. 

     

    No caso do Seguro Schengen, o valor mínimo exigido é de 30 mil euros para cobrir despesas médicas e hospitalares do estrangeiro no exterior. 

    Quando o ETIAS será exigido?

    A partir de 2021, todos os cidadãos brasileiros maiores de 18 anos deverão solicitar um ETIAS por meio de um formulário online. A autorização terá validade de três anos ou até o final da validade do passaporte registrado na solicitação, o que acontecer primeiro.

     

    É importante mencionar também que o turista não pode permanecer mais do que 90 dias, em um período de 180 dias. 

    O que é seguro viagem? 

    O seguro viagem é um serviço que tem o objetivo de prestar suporte ao viajante e assegurá-lo em caso de imprevistos durante uma viagem internacional como:

     

    • Acidentes e problemas de saúde que necessitam de atendimento médico e hospitalar;
    • Extravio de bagagem;
    • Atraso ou cancelamento de voo;
    • Bagagem danificada;
    • Entre outros.

     

    Em caso de emergências médicas, ele atua como um plano de saúde local, evitando que você pague as altas despesas dos sistemas de saúde particular no exterior. Até porque não é possível utilizar o sistema público sem ser cidadão do país. 

     

    Vale lembrar também que em alguns planos de seguro viagem os custos com essas emergências serão pagos por você. O seguro apenas irá ressarci-lo após a volta ao Brasil, e apenas no caso de despesas cobertas pela apólice. 

    Onde é obrigatório?

    O seguro viagem Europa é obrigatório para os turistas estrangeiros que visitarem todos os 26 países signatários do Tratado de Schengen. Além disso, a cobertura mínima deve ser de 30 mil euros. 

     

    Custos de ETIAS e seguro viagem

    Planejar seu orçamento e conferir todos os gastos é o primeiro passo para tirar o melhor de sua viagem.

     

    ETIAS

    A proposta da UE é que o ETIAS custe apenas 7 euros (cerca de 31 reais) por aplicação. Contudo, o pagamento é exigido apenas para pessoas acima de 18 anos - menores de idade não pagam a taxa. 

     

    O pagamento pode ser feito com o cartão de débito ou crédito. O processamento de seu pedido só terá início após o pagamento da taxa.

     

    Seguro viagem

    Os preços de seguro viagem variam de acordo com a empresa contratada, tipo de plano escolhido e outros fatores que podem encarecer ou baratear o valor final. No entanto, é importante levar em consideração que o seguro viagem internacional oferece assistência e recursos que você não terá acesso caso opte por não contratar um pacote.

     

    O valor final dependerá do plano e itens escolhidos. Para ajudá-lo a ter melhor dimensão das coberturas e planos, simulamos a compra de um pacote básico no site Seguros Promo, para uma viagem pela Europa por um período de 10 dias, entre 20 e 30 de junho de 2020.

     

    Veja o custo-benefício:

     

     

    Seguradora

     

    Plano

     

    Seguro Bagagem

    Cobertura Despesa Médica

     

    Preço

    Assist Card

    AC 50 *com franquia (Exceto EUA) + telemedicina

    USD 600 (complementar)

    USD 50.000

    R$ 104,27 (R$ 182,46

    para maiores de 69 anos)

    Travel Ace

    TA 40 Especial - Internacional

    USD 1.200 complementar

    USD 40.000

    R$ 114,98 (R$ 172,47

    para maiores de 70 anos)

    Affinity

    Affinity 60 Mundo (exceto EUA)

    USD 1.200 complementar

    USD 60.000

    R$ 140,09 (de 0 a 60 anos)

    Intermac Assistence

    Intermac EURO 40

    USD 500 (complementar)

    USD 40.000

    R$ 134,81 (0 a 50 anos)

    *Valores cotados no dia 23/02/2020.

     

    Veja também este artigo com exemplos de quanto custa um seguro viagem internacional.

    O que poderá acontecer se eu não tiver o ETIAS e seguro viagem?

    Como já falamos anteriormente, o seguro viagem é obrigatório para viagens no continente europeu. Sem ele, além de poder ser barrado na imigração, você também correrá o risco de ficar em assistência médica ou ajuda financeira em caso de acidentes e perda de sua bagagem. Por questões de segurança e para garantir sua entrada na Europa, tenha sua apólice de seguro em sua bagagem de mão.

     

    No caso do ETIAS, ainda será possível viajar sem a autorização até o final de 2020, porém a partir de 2021 ele será obrigatório para todos os turistas de países que não exigem visto, incluindo o Brasil. Por isso, se você planeja uma viagem para 2021, o ideal é planejar a viagem e solicitar o seu ETIAS o quanto antes.

     

  • Gustavo Fonseca

    Benefícios do Insulfilm: por que instalar películas em seu veículo?

    A procura por Insulfilm – tanto para veículos quanto para imóveis residenciais e comerciais – vem crescendo significativamente nos últimos tempos. Se você chegou até aqui, é porque também tem interesse em instalar películas nos vidros da sua casa, comércio ou veículo, certo?

    Os Insulfilm desempenham importantes funções, que estão diretamente ligadas à saúde e ao bem-estar das pessoas. O controle da entrada de raios ultravioleta e de calor solar são alguns dos principais benefícios das películas e são também alguns dos motivos que contribuem para que cada vez mais e mais pessoas optem pela instalação desses produtos.

    A tecnologia por trás dos Insulfilm é moderna e, além da excelência (quando adquirida de uma marca que preza pela qualidade), também propicia uma variedade de tipos de películas, com funções e estéticas que podem ser bem diferentes entre si.

    Quer saber mais sobre as vantagens dos Insulfilm? E, ainda, qual é o melhor tipo de película para seu imóvel ou veículo? Siga a leitura e informe-se!

    Por que instalar Insulfilm Residencial?

    Você sabia que os projetos arquitetônicos atuais já incluem a instalação de Insulfilm para vidros desde as etapas iniciais de planejamento do imóvel? Pois é, hoje, as películas já são elementos indispensáveis em todos os tipos de ambientes, mas por quê?

    Bem, algumas das principais vantagens dos Insulfilm são:

    - Controle da entrada de raios ultravioleta: os raios ultravioleta (ou UV) trazem riscos à saúde das pessoas, especialmente quando a exposição a eles acontece por períodos extensos. A tecnologia moderna do Insulfilm Residencial proporciona o bloqueio de 99% da entrada de raios desse tipo, o que é um cuidado essencial para a saúde das pessoas que frequentam o ambiente. Em escritórios, ambientes comerciais e em residências, é de suma importância contar com essa proteção.

    - Contribui para o equilíbrio térmico do ambiente

    Em locais como o Rio de Janeiro, onde o calor é intenso em boa parte do ano, as películas para vidros se tornam grandes aliadas. Além do bloqueio dos raios UV, como vimos no tópico anterior, elas diminuem a entrada do calor solar, equilibrando a temperatura e proporcionando um maior conforto térmico. Com isso, o uso de aparatos, como o ar-condicionado, tende a ser menor, significando uma grande economia a curto e médio prazo.

    - Preservação de móveis e objetos

    Tanto por controlar a entrada de luz, quanto de calor e raios ultravioleta, o Insulfilm Residencial evita a degradação de móveis, tapetes, obras de arte, eletrodomésticos e outros objetos que, se expostos aos efeitos do sol, poderão ser danificados e ter o seu processo de degradação natural acelerado.

    - Mais privacidade

    Alguns tipos de películas, como o Insulfilm Jateado, também exercem a função de dar maior privacidade para o espaço no qual são instalados, já que impedem que quem estiver no exterior do ambiente veja o que acontece na sua parte interna. Os Insulfilm mais escuros, como o blackout, também controlam a entrada de luz. Outros, como os espelhados, por sua vez, conseguem impedir que o interior do ambiente seja visto do lado de fora sem necessariamente alterar a entrada de luz, já que são transparentes.

    E o Insulfilm automotivo, quais são as suas vantagens?

    O Insulfilm Automotivo, como o nome já diz, é pensado especificamente para a instalação em veículos, levando em consideração o tipo de vidro e outras características desses espaços, tais quais a necessidade de que não interfiram na visibilidade do condutor.

    Além de também exercer o controle da entrada de raios UV e de calor, como acontece no Insulfilm Residencial, o automotivo traz outras vantagens, sendo elas:

    - Maior segurança contra estilhaços

    O Insulfilm aumenta a resistência dos vidros, o que significa uma segurança maior em situações nas quais poderiam acontecer estilhaços. Ao se tornarem mais resistentes, os riscos de que se rompam e se estilhacem é menor, caso houver acidentes, batidas ou até mesmo tentativas de furto.

    - Economia de combustível

    Por diminuir a entrada de calor e contribuir para um maior equilíbrio térmico, o Insulfilm faz com que não haja tanta necessidade do uso do ar-condicionado. Em lugares mais quentes, como a Barra da Tijuca e o Rio de Janeiro como um todo, mesmo que seja necessário usar o ar-condicionado, se o vidro estiver equipado com o insulfilm, ele funcionará em uma temperatura mais baixa, gerando economia de combustível. Com o preço da gasolina e do álcool, isso é um enorme benefício!

    Como escolher o melhor tipo de Insulfilm no Rio de Janeiro?

    Já dissemos ao longo deste artigo que a tecnologia por trás dos Insulfilm é bem avançada. Isso, aliado à grande demanda pelas películas, fez com que fossem desenvolvidos vários tipos de películas, com materiais diferentes (carbono e cerâmica, por exemplo), cores e funções.

    Para escolher a melhor película para o seu imóvel, pense, primeiro, em qual é a sua intenção ao realizar a instalação do Insulfilm. Se a sua ideia é diminuir a entrada de luz, as blackout são boas opções. Caso queira impedir a entrada de calor, mas mantendo a mesma luz, as transparentes serão mais indicadas.

    Já para a instalação em veículos, é preciso optar por um Insulfilm que, além de realizar todas as funções que vimos até aqui, esteja de acordo com as normas de trânsito vigentes no Brasil, obedecendo aos graus de transparência necessários.

    De qualquer forma, seja insulfilm residencial ou automotivo, é imprescindível optar por uma marca confiável, que possa aconselhar quanto à melhor película e que preze pela excelência no processo de instalação (parte fundamental do processo).

    No Rio de Janeiro, temos as melhores opções de películas para veículos, casas, locais comerciais, aeroportos... Entre em contato para maiores informações e para fazer o seu orçamento!

     

  • Gustavo Fonseca

    Película transparente e que reduz calor: como funciona?

    Com a chegada das estações mais quentes do ano, os motoristas brasileiros buscam alternativas para equilibrar a temperatura interna do veículo, evitando, com isso, o desgaste de painéis e estofados e, principalmente, aumentando a sensação de bem-estar.

    Para aqueles que trabalham como motoristas de passageiros, o cuidado deve ser ainda maior. Primeiro, porque trabalham muitas horas por dia com o veículo. Em segundo lugar, porque é preciso oferecer a melhor experiência possível para os passageiros e, desse modo, ser bem avaliado e crescer na profissão.

    As películas para vidros são opções práticas e eficientes para o equilíbrio da temperatura interna do veículo.

    Com as tecnologias avançadas utilizadas em sua fabricação, essas películas (também chamadas de Insulfilm) reduzem significativamente a entrada de calor, respeitando os níveis de transparência exigidos pela legislação brasileira.

    Como funcionam as películas transparente de redução de calor? E quais são as normas brasileiras para o uso dessas películas em veículos?

    Descubra aqui!

    Como funcionam as películas automotivas?

    As películas automotivas – ou Insulfilm automotivo – são películas para vidros fabricadas especificamente para os veículos, atendendo, portanto, às características desse espaço e dos vidros onde serão instalados os Insulfilm.

    Há, hoje, diversos tipos de películas para vidros de veículos, fabricadas com uma tecnologia de excelência e de alta performance.

    Essas películas conseguem reduzir significativamente a entrada de calor, além de bloquear em até 99% a entrada de raios ultravioleta – que causam danos para estofados, painéis e volante, além de serem um risco para a saúde das pessoas.

    As películas para veículos são produzidas a partir de materiais não metálicos, como o carbono ou a cerâmica.

    Justamente pelo poder de bloqueio térmico que possuem, esses materiais garantem um forte impacto no equilíbrio da temperatura interna do veículo.

    É interessante ressaltar que as películas automotivas de alta performance têm uma excelente nitidez óptica, além de adotarem níveis altos de transparência. Mesmo transparentes, conseguem bloquear a entrada de calor e de raios UV com eficácia.

    Quais as principais vantagens das películas automotivas?

    As películas de alta performance, como aquelas produzidas em carbono ou cerâmica, têm diversas vantagens, por exemplo:

    - Equilibram a temperatura interna do veículo, ao bloquear significativamente a entrada de calor, diminuindo a necessidade de usar o ar-condicionado (e, assim, economizando combustível).

    - Reduzem em até 99% a entrada de raios ultravioleta, um dos causadores de doenças de pele, como o câncer de pele.

    - Protegem estofados, carpetes, painel e volante da ação externa, diminuindo desgastes nessas peças.

    - Aumentam a resistência dos vidros, prevenindo contra estilhaços em casos de choques.

    Quais são as normas de trânsito para o uso de películas automotivas?

    As normas de trânsito brasileiras, que constam no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), tratam de diversos temas, incluindo o uso de películas automotivas. Afinal, utilizar películas que não estão de acordo com essas normas pode ser um risco.

    O Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) é quem regulamenta a aplicação e o uso das películas nos vidros dos veículos, especificamente em sua Resolução 254/2007.

    De acordo com essa Resolução, as películas automotivas devem respeitar certos limites de transparência, garantindo, assim, que a visibilidade não esteja prejudicada.

    Para cada vidro do veículo, há um certo limite de transparência a ser respeitado. Veja quais são eles:

    - Para-brisas:o grau de transparência deve ser de 75%, no mínimo.

    - Vidros laterais dianteiros: o limite mínimo de transparência é de 70%.

    - Demais vidros: o mínimo é de 28% de transparência.

    - Teto do veículo: podem ter qualquer índice de transparência.

    Vale destacar que as películas do tipo espelhadas não estão permitidas no Brasil, afinal, estão desconformes com os limites de transparência estabelecidos acima e, ainda, prejudicam a visibilidade dos condutores que circulam nas vias.

    O condutor que desobedecer às normas da Resolução CONTRAN 254/2007 cometerá uma infração de trânsito.

    Segundo o art. 230, inciso XVI do CTB, essa infração é de natureza grave. A penalidade é a multa no valor de R$ 195,23. Além disso, serão gerados 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do condutor e o veículo poderá ser retido para que seja feita a regularização das películas utilizadas nos vidros.

    É possível recorrer de multa por uso incorreto do insulfilm?

    Sim, é possível e é um direito de todos os condutores brasileiros. Para recorrer dessa multa, há três possibilidades de defesa, sendo elas: a defesa prévia, o recurso em primeira instância e o recurso em segunda instância.

    Mesmo que exista a possibilidade e o direito de recorrer, evite aplicar películas que não estejam dentro do que diz as normas de trânsito brasileiras.

    Afinal, respeitar essas normas e utilizar películas adequadas é uma forma de zelar pela sua segurança e, claro, evitar ser multado.

    Pense nisso e se informe sobre os níveis de transparência das películas antes de realizar a instalação no seu veículo!

  • Gustavo Fonseca

    Conheça quais infrações são consideradas crimes de trânsito e as penalidades aplicáveis

    Conheça quais infrações são consideradas crimes de trânsito e as penalidades aplicáveis

    Você sabia que algumas infrações de trânsito são consideradas crime? Sim, devido à gravidade de algumas condutas, determinadas infrações são julgadas e penalizadas como crimes de trânsito. O objetivo é minimizar graves consequências de determinadas ações. Para que você tenha uma ideia, estima-se que os acidentes de trânsito tenham matado em torno de 80 mil brasileiros em 2018, número maior que o de assassinatos, mas curiosamente com menor impacto na mídia. Para conhecer mais sobre as condutas consideradas crimes de trânsito, acompanhe a leitura deste artigo.

    Infrações de trânsito

    Quais atos são considerados infrações de trânsito? As suas penalidades e medidas administrativas estão previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Segundo o seu artigo nº 256, as penalidades possíveis para as infrações de trânsito são:

    •          Advertência por escrito;
    •          Multa;
    •          Suspensão do direito de dirigir;
    •          Cassação da carteira de habilitação ou da permissão para dirigir;
    •          Frequência obrigatória em curso de reciclagem.

    As infrações são classificadas de acordo com o seu grau de gravidade, conforme artigo nº 258. São elas:

    •          De natureza leve;
    •          De natureza média;
    •          De natureza grave;
    •          De natureza gravíssima.

    Para cada natureza de infração é gerado um valor de multa. Os valores atualizados são:

    •          Leve: R$ 88,38;
    •          Média: R$ 130,16;
    •          Grave: 195,23;
    •          Gravíssima: a partir de R$ 293,47.

    Note que as infrações gravíssimas correspondem a multa de a partir de 293,47. Isto porque esta natureza de infração pode sofrer o fator multiplicador. Analisemos o artigo nº 165, por exemplo.

    Dirigir sob o efeito de álcool ou outras substâncias psicoativas é passível de multa de dez vezes R$ 293,47 (R$ 2.934,70) e suspensão do direito de dirigir.

    As especificações de condutas que se caracterizam como crimes de trânsito estão descritas no Capítulo XIX, Seção II do CTB.

    Infrações consideradas crimes de trânsito

    Segundo o CTB, os crimes de trânsito podem ser punidos com multa, suspensão do direito de dirigir, proibição de obter o direito de dirigir e até de detenção em regime aberto ou semiaberto.

    Veja quais são as infrações consideradas crimes de trânsito:

    •          Art. 302: Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor, ou seja, matar sem a intenção. A pena é de suspensão ou proibição do direito de dirigir e detenção de 2 a 4 anos.
    •          Art. 303: praticar lesão corporal culposa durante a direção do veículo: pena de suspensão ou proibição do direito de dirigir e detenção de 6 meses a 2 anos.

    Tanto nas situações do artigo 302 quanto do 303, a penalidade pode ser agravada em um terço em algumas situações, como nas seguintes condutas: não possuir habilitação, praticar o crime na calçada ou faixa de pedestres, deixar de prestar socorro à vítima quando não apresentar risco pessoal ou dirigir durante o exercício da profissão.

    Vale informar que os homicídios e lesões corporais, provocados por motorista sob o efeito de álcool ou substâncias psicoativas – desde 2008 (Lei nº 11.705) –, constituem-se como crime doloso, ou seja, com intenção. O mesmo ocorre se o motorista estiver trafegando com velocidade superior a 50% acima da velocidade máxima permitida ou disputando “rachas”.

    •          Art. 304: deixar de prestar socorro à vítima imediatamente ou, na impossibilidade por justa causa, deixar de solicitar auxílio às autoridades responsáveis. A pena é de detenção de 6 meses a 1 ano ou multa, se não houver caracterização de crime mais grave.
    •          Art. 305: tentar fugir do local do acidente. Pena de detenção de 6 meses a 1 ano ou multa.
    •          Art. 306: dirigir tendo a capacidade psicomotora alterada devido ao efeito de álcool ou outras substâncias psicoativas que causem dependência. A pena é de suspensão ou proibição do direito de dirigir, multa e detenção de 6 meses a 3 anos.

    A avaliação que comprova a alteração psicomotora pode ser feita por meio de exame de sangue, o qual deve constatar a concentração mínima de 6 decigramas de álcool por litro de sangue; pelo bafômetro, a partir de 0,3 mg de álcool por ar alveolar, ou através de sinais de alteração psicomotora identificados pelo agente fiscalizador, conforme regulamentado pelo Contran.

    •          Art. 307: violar a suspensão ou proibição de dirigir. Detenção de 6 meses a 1 ano, multa e aumento do prazo de suspensão ou proibição do direito de dirigir.
    •          Art. 308: participar de “rachas” ou realizar manobras perigosas com o veículo, gerando situação de risco. Pena de detenção de 6 meses a 3 anos, multa e suspensão ou proibição do direito de dirigir.
    •          Art. 309: dirigir sem a devida permissão ou habilitação ou com a CNH ou PPD cassada, gerando perigo de dano. Pena de detenção de 6 meses a 1 ano ou multa.
    •          Art. 310: entregar a direção do veículo a alguém não habilitado ou com impedimento do direito de dirigir. Pena de detenção de 6 meses a 1 ano ou multa.
    •          Art. 311: Desrespeitar a velocidade permitida nas proximidades de escolas, hospitais, estações de embarque e desembarque de passageiros, logradouros estreitos, ou onde haja grande movimentação ou concentração de pessoas. Pena de detenção de 6 meses a 1 ano ou multa.
    •          Art. 312: cometer fraude processual em caso de acidente com vítima. Pena de detenção de 6 meses a 1 ano ou multa.

    Neste artigo, você conheceu quais condutas são consideradas crimes de trânsito e quais são as penalidades. Se ficou com alguma dúvida, comente abaixo.

    Lembre-se: caso precise de ajuda em relação a recurso de multas administrativas de trânsito, entre em contato com o Doutor Multas pelo e-mail doutormultas@doutormultas.com.br ou pelo telefone 0800 6021 543.

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  • Gustavo Fonseca

    Mais do que Negócios! Conheça a Tecnobank e seu programa social

     

    Veja como o TBK Social da Tecnobank combate diferenças socioeconômicas, proporciona oportunidades e investe no futuro do Brasil.

     

     

    A Tecnobank reúne profissionais com alta expertise em segurança das operações, entregando soluções inovadoras e ágeis. No entanto, seus talentos vão muito além das plataformas inteligentes. Conheça o TBK Social – e entenda um dos motivos pelos quais, antes da tecnologia, vem o humano.

     

     O que é o TBK Social da Tecnobank? Veja aqui

     

    O TBK Social é muito mais que uma ação, é um exemplo do sólido compromisso que a Tecnobank tem com a responsabilidade social em seus 12 anos de história. 

     

    Trata-se de um programa de incentivo a projetos e causas sociais e/ou relacionadas à educação e ao esporte, áreas que a Tecnobank auxilia por acreditar serem de fundamental importância para a transformação da sociedade. 

     

    Manter o TBK Social é, também, um modo de valorizar e engajar os colaboradores. Ao apoiar causas e sair da rotina, eles podem arejar a mente, exercer a cidadania e aumentar sua autoestima por meio da ajuda ao próximo, além de desenvolver outras competências, elevando a satisfação pessoal.

     

    E ainda: ter a responsabilidade social como atividade complementar atrai os que buscam o engajamento em uma causa coletiva, um imperativo de uma nova era. Mais uma vez, a Tecnobank mostra, na prática, estar em sintonia com as demandas atuais.

     

    Lembrando que é relevante levar em conta a diversidade de gerações nas empresas e a crescente entrada de jovens das chamadas gerações Y e Z, que precisam se sentir mais comprometidos e motivados.

     

    Como a Tecnobank faz isso? Não perca a seguir!

     

    Tecnobank além da tecnologia: projetos do TBK Social

     

    Um dos projetos do TBK Social é o apoio à ONG Bem Gasto, uma instituição que ensina a administrar melhor a renda, através de aulas que trazem dicas de orçamento familiar e estratégias de negociação. 

     

    Recentemente, a Tecnobank doou novos materiais para sala de aula para que a Bem Gasto possa levar informação a comunidades carentes, mostrando diversas maneiras de usar o dinheiro (compras a prazo, poupança, cartões de crédito), entre outros conteúdos, sempre com a educação financeira em foco.

     

    O TBK Social inclui o incentivo ao esporte, como o patrocínio à triatleta Isadora Andreatti, que participou do Ironman 70.3 World Championship, realizado na França em setembro deste ano, onde foi a atleta mais nova. 

     

    A Tecnobank acredita no potencial de Isadora que, após o desafio no exterior, ficou em primeiro lugar na categoria mais jovem da edição 2019 do Ironman 70.3 do Rio de Janeiro. Com isso, garantiu vaga para o Mundial de Triathlon de 2020.

     

    Mais uma vitória para uma esportista com um surpreendente histórico de conquistas, que faz dela a grande revelação do triathlon brasileiro. Para a Tecnobank, é um orgulho apoiar a dedicação e o talento da paranaense, um sinal de que o TBK Social está no caminho certo. 

     

    A importância dos projetos sociais; aprenda com a Tecnobank

    As diferenças sociais são enormes. Nem todos possuem oportunidades e, especialmente, recursos para desenvolver suas potencialidades e obter resultados diferentes em suas vidas. É aí que entra a solidariedade dos projetos sociais. 

    Graças às iniciativas de quem pode contribuir um pouco mais, mudamos as perspectivas daqueles cuja estrutura escassa original destrói sonhos. É quando podemos transformar um cenário local, de uma comunidade, região ou cidade. 

    O que pode acontecer por meio do incentivo ao esporte, à educação, saúde ou arte, impactando pessoas e companhias, quem faz e quem recebe.

    Um projeto social requer, acima de tudo, disponibilidade, empatia. E ganha cada vez mais relevância ao preencher lacunas deixadas pelos governos. 

    É crescente o número de empresas aderindo a programas já existentes ou criando seus próprios projetos, como o TBK Social da Tecnobank

    Razões não faltam, do incentivo fiscal à genuína preocupação. Entretanto, não podemos esquecer que a responsabilidade social das corporações fomenta a economia, gera empregos, renda e, ainda, impulsiona a qualificação de mão de obra. 

    Ou seja, programas sociais sólidos estão longe de ter uma resposta somente imediata. Seus efeitos são mais duradouros e consistentes do que muita gente imagina.

    Já pensou em destinar recursos do seu negócio ou, principalmente, tempo para promover campanhas de doação ou realizar ações sociais frequentes? Que tal dar uma forcinha a um atleta, um hospital, arrecadar donativos para creches e lares de idosos ou até manter uma praça ou escola pública?

     

    São tantas as possibilidades... Basta olhar ao redor, aí bem perto de você alguém está precisando de suporte, de todos os tipos.

     

    A Tecnobank pensa e faz, e não é de hoje! A tecnologia de ponta e a inovação estão na rotina corporativa tanto quanto o TBK Social, que também está na digital da empresa.

     

    Você pode saber mais sobre ela acessando este link . Vai lá!

     

    Até a próxima!

  • Gustavo Fonseca

    Como regularizar a CNH

    Como regularizar a CNH

    A cassação e a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) são as penalidades mais duras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), já que significam a retirada do direito de dirigir e, consequentemente, a impossibilidade de conduzir veículos automotores por um tempo.

    Cassação e Suspensão da CNH, apesar de alguns pontos em comum, apresentam outras características bastante distintas.

    Na prática, isso significa que, para regularizar a CNH e ter de volta o seu direito de dirigir, há procedimentos diferentes em cada um desses dois casos.

    Neste artigo, você ficará por dentro de como regularizar a CNH em casos de suspensão ou cassação. Confira e informe-se sobre essas duas penalidades.

    Quais são as diferenças entre cassação e suspensão da CNH?

    Tanto a cassação quanto a suspensão causam a perda do direito de dirigir. No entanto, há diferenças significativas entre essas duas penalidades.

    Na suspensão, o condutor penalizado ficará impedido de conduzir veículos automotores por um período de tempo, que pode ser de até dois anos, dependendo do que levou à essa penalidade.

    Um dos casos em que a suspensão da CNH pode ser aplicada é quando condutor acumula 20 pontos ou mais em sua carteira em um período de até 12 meses.

    Essa penalidade também está prevista nos casos em que o condutor comete uma das infrações autossuspensivas, que têm como penalidade a suspensão automática da CNH, independentemente de quantos pontos estejam acumulados na CNH do infrator.

    Alguns exemplos de infrações autossuspensivas são:

    - dirigir sob influência de álcool (art. 165)

    - recusar a passar pelo teste do bafômetro (art. 165-A)

    - omissão de socorro à vítima (at. 176)

    - empinar moto (art. 244)

    - praticar rachas (art. 173)

    Já a cassação da CNH é aplicada se o condutor for flagrado conduzindo veículo automotor com a CNH suspensa, se reincidir nas infrações previstas nos artigos 162 (inciso III), 163, 164, 165, 173, 174 e 175 ou se for condenado judicialmente por crime de trânsito. A cassação da CNH terá, obrigatoriamente, o prazo de 2 anos.

    Carteira Suspensa – Como regularizar?

    Já se sabe que suspensão e cassação da CNH são penalidades diferentes. Por isso mesmo, os passos para regularizar o documento também serão distintos em cada uma das situações.

    Para regularizar a CNH suspensa, é preciso, antes de tudo, aguardar o prazo de suspensão, que pode ser de até dois anos, dependendo dos motivos que levaram à aplicação dessa penalidade.

    Durante esse tempo, a CNH ficará suspensa. Mas, depois de cumprido o prazo de suspensão, o condutor poderá reaver o seu documento, tendo de volta o seu direito de dirigir.

    Além de cumprir com o tempo de suspensão, o condutor penalizado deverá passar pelo Curso de Reciclagem e, após completar as 45 horas/aula obrigatórias, terá de ser aprovado em uma avaliação teórica.

    Depois disso, obterá de volta a sua carteira de motorista e poderá trafegar em vias públicas.

    Carteira Cassada – Como regularizar?

    A cassação da CNH, como você pôde ver, é a penalidade mais rígida. Portanto, nesse caso, o condutor penalizado deverá cumprir com um número maior de procedimentos do que em outras situações, como na suspensão, para recuperar seu direito de dirigir.

    Como vimos no tópico anterior, o condutor penalizado com a suspensão tem de volta o seu documento depois de cumprir o prazo previsto e de passar pelo Curso de Reciclagem. Já na cassação da CNH, o condutor penalizado perde de todo o seu direito de dirigir.

    O que isso quer dizer? Isso significa que, após cumprir o prazo de dois anos de cassação da CNH, esse condutor não terá de volta a sua CNH. Para estar apto a dirigir veículos automotores novamente, deverá tirar uma nova Carteira de Motorista, passando por todo o processo de formação de condutores novamente.

    É isso mesmo! Para regularizar a CNH em casos de cassação, será necessário passar por todas as etapas do processo de formação, incluindo o pagamento de taxas, os exames médicos a avaliação psicotécnica, o curso teórico, a prova teórica, o curso prático e a avaliação de rua.

    É possível recorrer e evitar a suspensão ou a cassação da CNH?

    Sim, é possível. Os condutores brasileiros têm o direito de recorrer em ambos os casos. Para isso, o processo pode durar até três etapas, sendo elas:

    - A Defesa Prévia

    - O recurso em primeira instância, na Junta Administrativa de Recursos de Infração (JARI), caso a Defesa Prévia tenha sido indeferida

    - O recurso em segunda instância, caso o recurso na JARI tenha sido negado

    Para todos esses passos, deve-se respeitar o prazo estipulado para envio de recurso.

    Na Defesa Prévia, o prazo é de, no mínimo, 15 dias após o recebimento da Notificação de Autuação. Para o recurso na JARI, o prazo é de até 30 dias após o recebimento da Notificação de Imposição da Penalidade (NIP) e, para o recurso em segunda instância, o prazo é de 30 dias após a chegada da Notificação que indique o indeferimento do recurso em primeira instância.

    Reunir informações e provas contundentes é um diferencial para que seu recurso seja aceito e você não seja punido com as penalidades abordadas neste artigo!

  • Mito ou verdade: Lei Seca dá prisão?

    Mito ou verdade: Lei Seca dá prisão?

    É verdade que Lei Seca dá prisão?

    Antes de responder a essa pergunta – que é muito buscada pelos brasileiros na web – é importante esclarecer que a melhor forma de fazer esse questionamento é: dirigir sob influência de álcool (ou dirigir embriagado) pode ter como pena a detenção?

    As leis de trânsito brasileiras passam por mudanças de tempos em tempos e, com a infração de dirigir sob efeito de álcool, isso não foi diferente.

    Uma dessas mudanças mais recentes é, justamente, a que gera essa dúvida, sobre se o condutor flagrado dirigindo após ingerir bebidas alcóolicas pode ou não ser preso por isso.

    Se essa também é sua dúvida, confira todas as informações sobre o tema neste artigo. Boa leitura!

    O que é a Lei Seca?

    Lei Seca é a Lei 11.705, que, em 2019, completou 11 anos em vigor. Quando pensamos nas leis de trânsito, essa é, sem sombra de dúvidas, uma das mais conhecidas, já que, ao alterar os artigos 276 e 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), modificou a forma como a legislação brasileira pune a infração por dirigir depois de beber.

    A Lei Seca estabeleceu que qualquer quantidade de álcool no organismo de um condutor já configura uma infração de trânsito gravíssima, destituindo, portanto, a tolerância que antes havia em relação a esse consumo.

    Quais as penalidades para quem for flagrado dirigindo após beber?

    As penalidades para o condutor que for flagrado dirigindo sob influência de bebidas alcóolicas abarcam a multa (fator multiplicador 10) e a suspensão automática do direito de dirigir. 

    Essas penalidades incluem-se no âmbito administrativo, já que é nesse âmbito que são apuradas e penalizadas as infrações de trânsito.

    No entanto, além de ser uma infração, conduzir veículo sob influência de álcool ou outra substância de efeito psicoativo também pode ser considerado um crime de trânsito.

    O que é um crime de trânsito?

    Como outros tipos de crimes, os crimes de trânsito são apurados e penalizados no âmbito judicial (e não apenas no administrativo, como vimos no tópico anterior).

    É importante esclarecer que para os crimes de trânsito, está prevista pena privativa de liberdade, nesse caso, a detenção. O que muda, de um caso a outro, é o regime e o tempo em que a pena será cumprida.

    Entender o que é um crime de trânsito e suas consequências é fundamental para responder à pergunta central deste artigo, como veremos no tópico a seguir.

    De acordo com o art. 306 do CTB, conduzir veículo automotor com a capacidade psicomotora alterada devido ao consumo dessas substâncias (álcool ou outras) em quantidade igual ou superior a 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar é um crime de trânsito.

    A pena é de detenção de seis meses a três anos. Além disso, estão previstas a multa e suspensão da CNH ou mesmo a proibição de se obter habilitação para dirigir veículos automotores

    Lei Seca dá prisão: isso é um mito ou uma verdade?

    Segundo o art. 306 do CTB, conduzir veículo automotor com a capacidade psicomotora alterada devido ao consumo de álcool ou outras substâncias de efeitos similares é um crime de trânsito.

    Ainda segundo esse artigo, a pena para o condutor flagrado nessa situação é a detenção, cujo tempo pode variar de seis meses a até três anos.

    Vale destacar que, nesses casos, o juiz definirá o tempo de pena e o regime, avaliando, por exemplo, o histórico do condutor e outras circunstâncias.

    Dentre outras penas, está a cassação da CNH e, até mesmo, a proibição de se habilitar novamente para conduzir veículos automotores.

    Por isso, não é um mito que dirigir sob efeito de álcool dá prisão.

    E não para por aí: desde 2017, a Lei 13.546 endureceu a Lei Seca, estabelecendo que aqueles que cometerem homicídio e/ou provocarem lesão corporal grave ou gravíssima ao dirigir sob efeito de álcool podem ter a pena aumentada.

    Para homicídios, o tempo de pena é de cinco a oito anos de reclusão e não há a possibilidade de pagar a fiança e sair, ou seja, é um crime inafiançável.

    Resumindo: Lei Seca dá prisão? Ou, melhor dito, dirigir sob efeito de álcool pode levar à detenção? Sim! Além de ser uma das infrações mais graves do CTB, essa conduta também é caracterizada como um crime de trânsito, para o qual estão previstas duras penalidades.

    Se este artigo foi útil, compartilhe com seus amigos. Assim, eles também podem esclarecer as dúvidas relacionadas ao assunto prisão e Lei Seca.

  • Gustavo Fonseca

    Como consultar pontos na CNH?

    Como consultar pontos na CNH?

    O acúmulo de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) pode ter uma consequência séria: a suspensão do direito de dirigir por um período de tempo, que demanda, ainda, a frequência obrigatória no Curso de Reciclagem e a aprovação no exame teórico após a realização desse curso.

    Hoje, o limite permitido de pontos na CNH é de até 19 pontos, em um período de 12 meses. O condutor que acumular 20 pontos ou mais, num tempo igual ou inferior a 12 meses, terá, portanto, a sua CNH suspensa.

    Depois de um ano, os pontos são expirados e a contagem se inicia do zero novamente.

    Mas como saber quantos pontos estão acumulados na CNH? É o que explicarei neste artigo. Informe-se e saiba como anda a sua situação com os pontos na Carteira. Boa leitura!

    Como funciona o sistema de pontos da CNH?

    A Lei 9.503/1997 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em seu art. 256, elenca todas as penalidades aplicáveis às infrações de trânsito, que são condutas proibidas pelas normas vigentes.

    Essa lei não considera os pontos na CNH como uma penalidade. No entanto, a natureza de tais pontos é, sim, punitiva. Tanto é assim que o art. 259 do CTB, que, como veremos, aborda os pontos na CNH, está inserido no Capítulo XVI do CTB, destinado especificamente às penalidades de trânsito.

    Dito isso, é preciso ter em mente que a quantidade de pontos gerados na CNH do condutor depende da natureza da infração cometida, como normatiza o art. 259 do CTB:

    - Infração leve: gera 3 pontos.

    - Infração média: gera 4 pontos.

    - Infração grave: gera5 pontos.

    - Infração gravíssima: gera 7 pontos.

    Como consultar pontos na CNH?

    Já sabemos como são acumulados os pontos no documento de habilitação. Mas como consultá-los? Fazer essa consulta é muito simples, já que os passos são todos online. Vejamos quais são eles:

    1. Acesse o site do DETRAN do seu estado e vá para a aba “Habilitação”.

    2. Nessa aba, selecione a opção “Consultar pontuação na CNH”.

    3. Selecione o tipo de CNH (nova ou antiga) e informe os dados necessários, sendo eles: o número do registro da CNH, a sua data de nascimento e a data da primeira habilitação. Todos esses dados constam na própria carteira de motorista.

    4. Com todos os dados preenchidos, clique em “pesquisar” e então você será informado de quantos pontos tem acumulados em sua CNH.

    Outra opção para consultar os pontos na CNH é utilizando o aplicativo Autocheck, do DETRAN. Esse serviço já está disponível nos seguintes estados: São Paulo, Minas Gerais. Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Bahia.

    Para utilizá-lo, basta fazer o download no seu celular ou smartphone e seguir os passos indicados.

    E se eu não quiser ou não puder seguir nenhuma dessas opções? Bem, nesses casos, você poderá realizar a consulta de forma presencial, indo pessoalmente ao DETRAN da sua cidade e apresentando o seu documento de habilitação.

    Como evitar o acúmulo de pontos na CNH?

    Como vimos até aqui, os pontos na CNH são gerados quando você, condutor, comete alguma infração de trânsito, certo?

    Dessa forma, o caminho mais seguro para evitar que pontos sejam acumulados no seu documento de habilitação é trafegando de acordo com as normas de trânsito vigentes no nosso país.

    Se você não cometer nenhuma infração, não terá motivos para ser penalizado e, logo, pontos não deverão ser gerados na sua CNH.

    No entanto, sabemos que, como condutor, são muitas as responsabilidades e cuidados que devem ser tomados, que incluem normas de direção e, também, outras normas, como manter em dia a documentação do seu veículo.

    Com tanta coisa em mente, você pode acabar cometendo alguma infração leve ou média, que são as de menor gravidade.

    Nesses casos, há uma maneira de evitar que pontos sejam gerados na sua CNH: solicitando que as penalidades (multas e também os pontos) sejam convertidas em uma advertência por escrito, que é uma penalidade educativa e, como tal, não prevê o pagamento de multas e nem a geração de pontos na CNH.

    Essa solicitação é analisada pelas autoridades de trânsito, que consideram se as infrações são ou não reincidentes (se forem, a solicitação será automaticamente negada) e também o seu histórico como condutor.

    Em outros casos, quando não é possível solicitar que a multa seja convertida em advertência, você ainda terá a opção de entrar com recurso. Caso o seu recurso seja aceito, além de não ter que pagar multa, você também não terá nenhum ponto gerado em sua CNH.

    Para recorrer, estão previstas até três etapas: a defesa prévia, o recurso em primeira instância e o recurso em segunda instância. Todas essas etapas devem ser realizadas dentro do prazo e, em seu recurso, a argumentação deve ser sólida e bem elaborada.

     

    Consultar pontos na CNH não é difícil, certo? Se este artigo foi útil, compartilhe também com seus amigos.

  • Gustavo Fonseca

    Como escolher sua proteção veicular?

    Como escolher sua proteção veicular?

    Até mesmo os condutores mais prudentes estão propensos a algum tipo de incidente no trânsito e, por isso mesmo, é importantíssimo pensar em maneiras de se precaver em casos de sinistros, tais como furtos, choques e, inclusive, danos devido a causas naturais (enchentes, por exemplo).

    Os seguros privados têm preços altos e que fogem do orçamento de grande parte dos brasileiros. Desse modo, a proteção veicular tem sido uma opção mais acessível e que conta com cobertura abrangente e indenizações menos burocráticas.

    Tanta facilidade, no entanto, demanda atenção dos proprietários de veículos, para que a escolha de qual proteção veicular contratar seja a melhor e mais segura possível.

    Pensando nisso, neste artigo, você pode conferir algumas dicas sobre como escolher a sua proteção veicular.

    Acompanhe e conheça melhor os principais pontos sobre o assunto.

    Por que a proteção veicular é mais barata que os seguros privados?

    A diferença de custos entre a proteção veicular e a maioria dos seguros privados acaba despertando a desconfiança de muita gente: por que há tanta disparidade de preços? A proteção veicular é mesmo segura?

    Antes de falar sobre como escolher uma proteção veicular, é importante esclarecer essas dúvidas.

    Pois bem, a proteção veicular e os seguros privados pertencem a esferas diferentes: enquanto a proteção veicular é um serviço prestado por cooperativas sem fins lucrativos, os seguros pertencem à iniciativa privada. E esse primeiro ponto explica bastante a diferença de preços.

    As cooperativas (ou associações) funcionam em um sistema chamado de rateio. Nesse sistema, todos aqueles que querem fazer parte se tornam um associado e pagam uma mensalidade.

    Com o pagamento de todos os associados, é feito um fundo comum – que será utilizado caso algum ou alguns associados passem por algum tipo de sinistro.

    Por isso, sim, a proteção veicular é um serviço seguro, desde que seja feita em uma cooperativa de confiança.

    Outro fator que contribui para a diferença de preços está no fato de que as seguradoras privadas pagam mais impostos e taxas ao governo, respondendo a normas e leis da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

    Já as associações não têm ainda um órgão específico de regulamentação e controle, respondendo à Organização de Cooperativas Brasileiras (OCB), que regula todos os tipos de associações e não apenas às do nicho veicular.

    Como escolher a proteção veicular?

    Agora que foram esclarecidos alguns pontos chave sobre a proteção veicular, vejamos algumas dicas e cuidados para que você possa escolher a melhor opção.  

    - Informe-se sobre a cobertura da proteção veicular

    Já imaginou passar por um sinistro e, na hora de acionar a Associação da Proteção Veicular, ver que a situação não está incluída na cobertura que você escolheu?

    Para evitar esse tipo de imprevisto, procure esclarecer quais são as situações (os sinistros) incluídas na cobertura oferecida.

    A cobertura pode variar entre uma Associação e outra, mas, na maioria das vezes, inclui os sinistros e serviços:

    - Roubo ou Furto

    - Indenização a terceiros

    - Guincho 24 horas por dia

    - Danos devido a causas naturais, como enchentes

    - Incêndios

    - Veículo reserva

    - Danos consequentes de colisões no trânsito

    Sobre o serviço de guincho, é importante obter as informações, por exemplo, sobre o número de vezes que pode ser acionado por ano e, ainda, a distância total incluída na área de cobertura.

    - Procure saber mais sobre a reputação da Cooperativa

    Para ter a proteção que você deseja, é de suma importância conhecer a reputação da Associação que oferece o serviço. Veja avaliações pela web e/ou converse com outros clientes a fim de verificar se há histórico de reclamações ou fraudes ou se o serviço é, de fato, confiável.

    É muito importante ter esse cuidado antes de assinar o contrato, afinal, mesmo que seja muito mais barata que os seguros privados, a proteção veicular também demanda gastos (e gastos mensais) do proprietário, que merece saber para onde irá o seu dinheiro.

    Por falar em contrato, é importante destacar uma regra de ouro. Essa regra vale para todos os tipos de contrato e, com a proteção veicular, isso não é diferente: analise o contrato antes de assiná-lo! Esteja atento às letras pequenas e garanta que tudo esteja dentro da normalidade.

    - Compare preços do mercado

    Comparar os preços cobrados pelas Associações de Proteção Veicular é outro cuidado fundamental antes de escolher a qual delas se filiar.

    É claro que a decisão do proprietário não deve estar pautada apenas no preço, mas na qualidade do serviço e no quão ampla é a cobertura.

    No entanto, como a procura por proteção veicular vem aumentando muito nos últimos anos, pode haver uma diferença considerável de preço entre associações que oferecem serviços muito similares. Por isso, antes de escolher, faça uma rápida pesquisa de mercado.

    Proteger o seu veículo e ter uma garantia em casos de sinistro é muito importante para que você possa trafegar com tranquilidade nas vias públicas.

    Seguindo todas as dicas das quais falamos aqui, será muito mais fácil decidir sua proteção veicular.

  • Gustavo Fonseca

    Multa por embriaguez: quais os valores e quando ela pode ser aplicada?

    Multa por embriaguez: quais os valores e quando ela pode ser aplicada?

    Dirigir embriagado ou, no termo utilizado pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), dirigir sob influência de álcool, é uma infração gravíssima, que, devido à sua gravidade, tem consequências duras para os infratores.

    A multa por embriaguez tem um dos valores mais altos do CTB, mas, na prática, esse não será o maior problema do condutor penalizado: ele também poderá ter a sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa.

    Além da suspensão da CNH, o condutor, tendo cumprido o prazo de suspensão, deverá passar pelo Curso de Reciclagem para reaver o seu documento.

    Todas essas penalidades, como a multa e a suspensão da CNH, devem ser, sim, preocupações para os condutores.

    No entanto, entender que dirigir sob influência de álcool coloca em risco a sua segurança e a das demais pessoas que trafegam nas vias é essencial.

    Qual é o valor da multa por embriaguez? E quando ela pode ser aplicada? Existe uma tolerância para o consumo de álcool por condutores? Descubra neste artigo! Boa leitura!

    O que é a multa por embriaguez?

    De acordo com o art. 165 do Código de Trânsito Brasileiro, dirigir sob influência de álcool (ou de outras substâncias com efeito psicoativo) é uma infração gravíssima. As penalidades são bastante rígidas e incluem a multa e a suspensão do direito de dirigir.

    Desse modo, a multa por embriaguez é, na verdade, a multa relativa à infração de dirigir sob efeito de álcool.

    Para tal infração, está previsto o fator multiplicador 10. Com isso, o valor final da multa a ser paga pelo condutor penalizado será de R$ 2.934,70.

    Como vimos, além da multa, o condutor infrator será penalizado com a suspensão do direito de dirigir.

    O período de suspensão é de 12 meses. Nesse tempo, o condutor está proibido de dirigir veículos automotores. Depois de cumprir com o prazo, o condutor deverá passar pelo Curso de Reciclagem e pela avaliação teórica aplicada ao final do curso.

      depois de realizar o Curso e ser aprovado na avaliação é que o condutor terá de volta a sua CNH e o seu direito de dirigir novamente.

    Quando a multa por embriaguez pode ser aplicada?

    Para compreender quando pode ser aplicada a multa por dirigir sob efeito de álcool, é importantíssimo entender a Lei Seca, nome pelo qual ficou conhecida a Lei 11.705, que entrou em vigor no ano de 2008, alterando regras importantes para os condutores brasileiros.

    Antes da Lei Seca, a legislação brasileira de trânsito já considerava que dirigir sob influência de álcool (dirigir embriagado) era uma infração.

    No entanto, havia uma certa tolerância para os níveis de substância alcóolica no organismo.

    Se a quantidade de álcool no organismo do condutor em exercício era menor que 6 decigramas de álcool por litro de sangue ou menor que 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, não havia infração.

    Em suma, a Lei Seca acabou com essa tolerância, alterando os artigos 276 e 165 do CTB. Desse modo, a multa por embriaguez pode ser aplicada se identificada qualquer quantidade de álcool no organismo dos condutores.

    Entretanto, é importante destacar a existência da chamada Margem de Tolerância do bafômetro.

    Segundo a Resolução 432 do CONTRAN, do resultado do bafômetro, deverá ser descontada uma margem de erro de 0,04 mg/L. 

    Como são aplicadas as multas por embriaguez?

    Para identificar se há ou não presença de álcool no organismo de um condutor, as autoridades de trânsito realizam alguns testes técnicos.

    O mais conhecido deles é o teste do etilômetro ou, como é popularmente chamado, o teste do bafômetro.

    Esse teste é feito nas blitze da Lei Seca ou em outras situações específicas, como em casos de acidentes, por exemplo.

    Nesse teste, o condutor deve soprar no aparelho e, através do ar que expele, é possível verificar se há ou não álcool no organismo e em quais quantidades.

    Vale lembrar que o bafômetro tem uma pequena margem de erro (de 0, 04 mg/L).

    Também é importante ressaltar que se recusar a passar pelo teste do bafômetro – ou outros testes para identificar o consumo de álcool – é uma infração gravíssima, como estabelece o art. 165-A do CTB.

    O condutor que se recusar a soprar o bafômetro poderá ser penalizado com a multa e com a suspensão automática do direito de dirigir.

    Tanto o valor da multa como o prazo de suspensão da CNH são os mesmos do que os aplicados para quem dirige sob efeito de álcool: o valor final a ser pago será de R$ 2.934,70 e o prazo de suspensão é de 12 meses.

    Dirigir depois de beber é uma conduta arriscada, afinal, o condutor embriagado representa um grande perigo para os demais e para si mesmo.

    Lembre-se disso e de tudo o que viu neste artigo e evite dirigir após ingerir bebidas alcóolicas!

  • Gustavo Fonseca

    O que muda com o fim do DPVAT? Entenda!

    O que muda com o fim do DPVAT? Entenda!

    O Seguro contra Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre – o DPVAT – ganhou as manchetes dos jornais e portais de notícias nos últimos dias.

    As notícias relacionam-se à decisão do presidente Jair Bolsonaro de extinguir esse seguro por meio de uma medida provisória.

    Se você ficou na dúvida sobre o que muda com essa extinção do DPVAT, confira todas as informações selecionadas com o intuito de esclarecer esse tema.

    Entenda o que é o DPVAT, se sua extinção já está em vigor e, ainda, se é ou não definitiva.

    Manter-se informado sobre assuntos relacionados ao trânsito é um dever de todo condutor.

    No entanto, como o DPVAT também poderia ser acionado por pedestres ou ciclistas, compreender claramente as mudanças dos últimos dias cabe a todos os brasileiros – sejam condutores de veículos automotores ou não.

    Boa leitura!

    O que diz a Medida Provisória aprovada pelo governo?

    No último dia 11, o presidente Jair Bolsonaro aprovou a Medida Provisória (MP) 904/2019 que extingue o Seguro Obrigatório contra Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) e o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Embarcações ou por suas cargas (DPEM).

    A justificativa para a proposta e aprovação dessa medida é o histórico de fraudes no seguro DPVAT. De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), entre os anos de 2008 e 2012, aproximadamente 440 milhões de reais foram gastos com despesas irregulares relativas ao DPVAT, o que justificaria a extinção desse seguro.

    Segundo a MP, o DPVAT deixará de existir a partir do 1º de janeiro de 2020.

    Essa decisão é definitiva?

    Para responder a essa pergunta, é necessário compreender o que é uma Medida Provisória.

    A definição oficial de MP considera que essa medida é um instrumento com força de lei, o que quer dizer que o seu texto passa a valer logo a partir da sua edição.

    Por isso mesmo, as MPs são adotadas pelo governo em casos de urgência ou relevância, já que seus efeitos são imediatos.

    No entanto, como o nome já diz, essas medidas são provisórias. Para que se tornem leis definitivas, elas dependem da aprovação do Congresso Nacional – que pode aprová-la tal como foi apresentada, podendo, também, modificá-la ou desaprová-la.

     Seu prazo de vigência é de sessenta dias, prorrogáveis uma vez por igual período. Se não for aprovada no prazo de 45 dias, contados da sua publicação, a MP tranca a pauta de votações da Casa em que se encontrar (Câmara ou Senado) até que seja votada.

    Se essa MP for aprovada definitivamente, qual o impacto para o cidadão?

    Como impactos diretos para os brasileiros, podemos citar dois. Mas, antes de falar sobre eles, é de suma importância saber o que é o DPVAT e como ele funciona.

    Em vigor desde 1974, quando foi aprovada a Lei 6.194, o DPVAT consiste em um seguro obrigatório, que deve ser pago anualmente por todos os proprietários de veículos automotores.

    A função do DPVAT é, basicamente, indenizar os brasileiros em casos de acidentes no trânsito que tenham provocado vítimas fatais ou vítimas com sequelas permanentes. Além das indenizações, o DPVAT também conta com um fundo para despesas médicas e hospitalares. Os valores desse seguro são:

    - Vítimas com sequelas permanentes: o valor final da indenização depende da gravidade da sequela causada pelo acidente. De todas as formas, o pagamento máximo é de R$ 13.500,00 por vítima. Para as despesas com médicos, clínicas ou hospitalares, o repasse também depende dessa gravidade e o valor máximo é de R$ 2.700,00 por vítima.

    - Familiares de vítimas fatais: familiares de vítimas fatais recebiam uma indenização de R$ 13.500,00 por vítima.

    Dito isso, vejamos os impactos principais da exclusão desse seguro. O primeiro deles é que os proprietários de veículos deixarão de arcar com um gasto anual, o que, para muitos, é um ponto positivo.

    Por outro lado, o fim do DPVAT também significa o fim das indenizações para vítimas de acidentes ou familiares de vítimas que, em muitos casos, eram um respaldo econômico significativo para gastos hospitalares ou outros, como os funerais.

    O DPVAT é disparadamente mais acionado por motociclistas, principalmente da área de delivery.

    O que dizem os especialistas?

    O fim do DPVAT divide opiniões – até mesmo dentro do próprio governo. Para alguns, significa dar um “basta” para as fraudes nesse seguro, que ocasionavam em investimentos e altos custos para o estado.

    Para outros, como o superintendente da ANTP (Associação Nacional de Transportes Públicos), Luiz Carlos Mantovani Néspoli, no entanto, excluir o DPVAT pode prejudicar vítimas e familiares de vítimas que necessitavam e até dependiam desse seguro para cobrir gastos.

    Dessa forma, mudanças no sistema de repassar as indenizações já poderiam bastar para evitar fraudes, sem, contudo, prejudicar os brasileiros.

    Como vimos, a exclusão definitiva do DPVAT ainda precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional. A Seguradora Líder, responsável pelo repasse das indenizações e análise dos pedidos, não se pronunciou sobre a MP.

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