• Votação

    Os melhores da história do Paraná Clube

    Os melhores da história do Paraná Clube
    A votação para melhores da história do Paraná Clube (Foto: Reprodução/Paranaclube.com.br)

    O Paraná Clube abriu votação para elegar a seleção dos melhores nos 30 anos de história. Como testemunha do futebol paranaense, entrei lá no site e votei no meu 11 ideal, com Caio Júnior como técnico.

    Os 11 que escolhi são: Luiz Henrique; Gil Baiano, Edinho Baiano, Ageu e Ednelson; João Antônio, Beto, Adoilson e Ricardinho; Renaldo e Saulo.

    Tive a oportunidade de ver todos esses ao vivo, no estádio. Algo que não é possível quando votamos nos melhores de Athletico Paranaense (fundado em 1924) e Coritiba (1909). Dessa forma, a escolha fica mais interessante.

    TÉCNICO
    Caio Júnior foi o técnico responsável pela maior façanha da história do clube: uma vaga na Libertadores. Conseguiu o 5º lugar no Brasileirão com um elenco barato. Além dos bons resultados, Caio Júnior sempre apresentou bom desempenho dentro de campo, sendo fiel ao seus conceitos de jogo e proibindo atitudes antijogo por parte dos seus jogadores. Já Otacílio conquistou títulos estaduais contando com um elenco espetacular. Tem meu respeito, mas nunca terá meu voto.

    GOLEIRO
    A tendência é que a maioria vote em Régis, pela importância histórica para o clube. Acabei votando em Luiz Henrique porque meu critério é desempenho - e não meramente o resultado. Luiz Henrique foi um goleiro seguro e de defesas espetaculares, sem a postura preguiçosa e arrogante de Régis.

    INJUSTIÇAS
    Nas demais posições, é frustrante ter que deixar de fora o guerreiro Hélcio, os monstros Hilton e Marcão, os geniais Serginho Cabeção e Lucio Flavio e o decisivo Maurílio. No entanto, o futebol tem dessas injustiças. Que os deuses do futebol me perdoem.

  • Análise

    Athletico teve melhores resultados na grama natural da Arena do que na sintética

    Athletico teve melhores resultados na grama natural da Arena do que na sintética
    A grama sintética da Arena da Baixada (Foto: Geraldo Bubniak)

    O Athletico Paranaense teve resultados melhores na Arena da Baixada quando o estádio tinha grama natural do que na “Era Sintética”. De 1999 a 2015, o clube somou 69,56% dos pontos que disputou no gramado “vivo”. No início de 2016, com autorização da Fifa, instalou a grama artificial. Desde então, somou 69,50% dos pontos no local. A diferença é mínima, de 0,06%. Os números consideram apenas jogos por competições oficiais.

    As melhores temporadas como mandante da história do Athletico, aliás, foram na era da grama natural. O recorde foi em 2001, ano com dois títulos: Brasileiro e Paranaense. Naquele ano, foram 34 jogos no estádio atleticano, com 25 vitórias, 6 empates e 3 derrotas – aproveitamento de 79,41%.

    O segundo melhor ano foi em 2005, quando ganhou o Paranaense, foi vice da Libertadores e terminou o Brasileirão em 6º lugar. Foram 35 jogos, 26 vitórias, 5 empates e 4 derrotas em casa – aproveitamento de 79,04%.

    O pior ano da história do Athletico na Arena foi em 2017, com a grama sintética. Naquele ano, sob o comando dos técnicos Paulo Autuori, Eduardo Baptista e Fabiano Soares, o time só somou 53% dos pontos no estádio – pior desempenho como mandante desde 1999.

    Em 2019, o Athletico de Tiago Nunes somou 76% dos pontos disputados. Esse não é o melhor ano do clube na grama sintética. O maior aproveitamento foi registrado em 2016, no primeiro ano com o piso artificial, com 78% dos pontos conquistados.

    O DESEMPENHO DO ATHLETICO NA ARENA COM GRAMA NATURAL

    Ano

    Aprov.

    Jogos

    Pontos

    V

    E

    D

    1999

    73%

    15

    33

    10

    3

    2

    2000

    71%

    34

    72

    21

    9

    4

    2001

    79%

    34

    81

    25

    6

    3

    2002

    58%

    31

    54

    15

    9

    7

    2003

    70%

    29

    61

    19

    4

    6

    2004

    78%

    31

    73

    22

    7

    2

    2005

    79%

    35

    83

    26

    5

    4

    2006

    59%

    30

    53

    15

    8

    7

    2007

    66%

    35

    69

    20

    9

    6

    2008

    71%

    35

    75

    22

    9

    4

    2009

    68%

    35

    71

    21

    8

    6

    2010

    77%

    35

    81

    24

    9

    2

    2011

    60%

    34

    61

    17

    10

    7

    2014

    69%

    16

    33

    10

    3

    3

    2015

    65%

    32

    62

    18

    8

    6

    TOTAL

    69,56%

    461

    962

    285

    107

    69

     

    O DESEMPENHO DO ATHLETICO NA ARENA COM GRAMA SINTÉTICA

    Ano

    Aprov.

    Jogos

    Pts

    V

    E

    D

    2016

    78%

    29

    68

    21

    5

    3

    2017

    53%

    35

    56

    15

    11

    9

    2018

    73,00%

    39

    86

    26

    8

    5

    2019

    76%

    26

    59

    19

    2

    5

    TOTAL

    69,50%

    129

    269

    81

    26

    22

    Legenda: Aprov. = aproveitamento de pontos; V = vitórias, E = empates, D = derrotas

    Obs.: Desde 1999, contando só jogos por competições oficiais

  • Análise de desempenho

    Ex-Coritiba, Paraná e Londrina, atacante lidera ranking de gols de falta

    Ex-Coritiba, Paraná e Londrina, atacante lidera ranking de gols de falta
    Arthur Caíke nos tempos de Paraná Clube: especialista em gols de cabeça (Foto: Franklin de Freitas)

    O atacante Arthur Caíke, 27 anos, é o jogador com mais gols de falta marcados na soma das edições 2018 e 2019 do Campeonato Brasileiro. Segundo dados do site Sofascore, ele fez quatro gols dessa forma nas duas temporadas da competição.

    Hoje no Bahia, Caíke começou a carreira no Iraty e defendeu em seguida o Londrina. Em 2012, foi campeão da segunda divisão do Paranaense com o Paraná Clube. Terminou aquela temporada como artilheiro do time da capital, com 12 gols em 39 jogos. Na Série B daquele ano, anotou nove gols em 33 partidas. Nenhum em cobrança de falta. A especialidade dele era o jogo aéreo, apesar de ter apenas 1,74 m de altura — foram quatro gols de cabeça.

    No Paraná, Arthur não teve oportunidades para cobrar faltas, já que o clube contava com os meias Lúcio Flávio e Welington e o lateral-esquerdo Fernandinho, todos especialistas na bola parada.

    Arthur Caíke também jogou no Coritiba em 2013. Foram quatro gols em 26 partidas. Naquele ano, o Coxa contava com o craque Alex para as cobranças de falta.

    Outro número impressionante é a precisão de Arthur Caíke. Ele só precisou de seis cobranças de falta para marcar quatro gols dessa forma. É o oposto do lateral-esquerdo Carleto, que precisou de 23 cobranças para marcar dois gols de falta.

    BOLA PARADA

    Gols de falta nas edições 2018 e 2019 do Brasileirão, segundo o Sofascore

    Jogador

    Clube

    Gols de falta

    Cobranças de falta

    Arthur Caíke

    Chape/Bahia

    4

    6

    Marlone

    Sport

    2

    6

    Diego Torres

    Chapecoense

    2

    8

    Sanchez

    Santos

    2

    8

    Rafael Vaz

    Goiás

    2

    8

    Carleto

    Athletico-PR/Ceará

    2

    23

    Valencia

    Botafogo

    2

    23

  • Série B

    A crise no Coritiba ainda é um mistério

    A crise no Coritiba ainda é um mistério
    Torcida protesta no Couto Pereira (Foto: Geraldo Bubniak)

    O Coritiba está há quase três anos sem jogar um bom futebol. Não apresenta um desempenho digno da sua estrutura há muito tempo. Na gestão Bacellar, a explicação para o fracasso no futebol ficou evidente (contratações sem critério e falta de estabilidade para as comissões técnicas e para os executivos de futebol). No entanto, a crise na Era Samir Namur segue um mistério.

    A performance pífia da equipe no Paranaense e na Série B de 2019 não pode ser explicada pela capacidade dos técnicos. Argel Fucks não é um gênio, mas sempre montou times competitivos por onde passou. Aqui, conseguiu apenas espamos. Umberto Louzer já mostrou que tem bom conhecimento tático do futebol e conta com apoio irrestrito dos jogadores. Tanto que ganhou abraços do grupo e elogios do veterano Rafinha após a vitória contra o São Bento. Mesmo assim, a equipe não consegue desenvolver em campo nem 50% do seu verdadeiro potencial.

    ELENCO
    A outra explicação para a crise poderia ser a falta de qualidade dos jogadores. Também não posso concordar. O Coritiba tem o melhor elenco da Série B. Pelo menos, no papel. Os 22 principais atletas do grupo têm currículo de bom nível para os padrões da Série B. Rodrigão, Wilson, Rafinha, Robson, Giovanni (melhor jogador da Série B 2018), Alex Muralha, Diogo Mateus (melhor lateral-direito do Paulistão 2019), Patrick Brey e Wanderley são jogadores acima da média da realidade da segunda divisão nacional.

    AMBIENTE
    A única explicação que sobra é o ambiente de trabalho. A impressão é que há algo de errado, alguma 'contaminação' no departamento de futebol. Esse problema poderia pesar nos ombros do executivo de futebol, Rodrigo Pastana. Ele é o grande responsável por manter um ambiente profissional e competitivo no futebol do Coritiba.

    O curioso é que, no Paraná Clube, Pastana conseguiu se destacar em 2017 também nesse aspecto, de relacionamento com comissão técnica, dirigentes e jogadores. Já em 2018 o executivo teve um ano difícil em vários aspectos.

    Em todo caso, não vejo Pastana como culpado pelo fraco desempenho em campo do Coritiba em 2019. Até porque, em 2018, antes da chegada dele, o time tinha uma performance ainda pior e aparentava ter um ambiente mais conturbado no departamento de futebol.

    Por todas essas razões, a crise no Coritiba parece ser um mistério. E meu palpite é que a verdade só vai aparecer no período eleitoral.

  • Paraná Clube

    O duelo 'Fernando Neto x Itaqui' e os vícios da imprensa esportiva

    O duelo 'Fernando Neto x Itaqui' e os vícios da imprensa esportiva
    Fernando Neto (Foto: Divulgação/Paraná Clube/Geraldo Bubniak)

    “Fernando Neto tem que ser titular do Paraná Clube”

    Você já deve ter ouvido essa frase nas últimas semanas. Tanto por parte de jornalistas como de torcedores.

    E os protestos fazem todo sentido. Afinal, Fernando Neto foi o melhor meio-campista do Paraná Clube enquanto Dado Cavalcanti esteve no clube.

    Com a chegada de Matheus Costa, Itaqui ganhou essa vaga e Fernando Neto vem amargando o banco.

    E, quando a imprensa esportiva busca uma explicação para essa situação, acaba tropeçando num velho vício. Nós, jornalistas esportivos, temos a mania de explicar tudo no futebol com base na qualidade individual do jogador. E esquecemos que esse é apenas um dos aspectos do jogo. E esquecemos de um problema ainda maior: qualidade é algo extremamente subjetivo.

    CARACTERÍSTICAS DE JOGO
    A titularidade de Itaqui e o banco de Fernando Neto são decisões que podem ser explicadas pelas características dos jogadores. São duas peças que ocupam o mesmo espaço em campo, mas que entregam para o time um 'pacote de serviços' completamente diferente.

    Itaqui é um jogador com pouca movimentação, mas excelente posicionamento. Já não tem vigor físico para os duelos individuais, mas tem boa leitura de jogo. É um especialista nas bolas longas, com boa visão de jogo, mas já não possui aceleração para fazer tabelas e construir rapidamente por passes curtos. Além disso, é um líder dentro do elenco e especialista na bola parada.

    Fernando Neto é quase o oposto em todos os aspectos. É um jogador de muita mobilidade, que se movimenta por todo o campo e está sempre procurando as tabelas, o chamado 'um, dois'. É um volante (ou meia-central) que se aproxima bastante da área e também busca a infiltração na área, conforme as circunstâncias. Sem a bola, tem facilidade para acompanhar jogadores rápidos, mas certas dificuldades para duelar com adversários que sabem usar o corpo para proteger a bola.

    Portanto, é bem provável que Matheus Costa tenha escolhido Itaqui pelas características, e não exatamente pela qualidade.

    ITAQUI E NETO JUNTOS
    Itaqui e Fernando Neto podem jogar juntos? Não só podem, como devem. E o próprio Matheus Costa provou isso.

    Nos 15 minutos finais contra o Cuiabá, Fernando Neto entrou na partida e jogou aberto no lado esquerdo, na posição que era de Ramon. Foram os melhores 15 minutos do Paraná na partida. Naquele curto período, Fernando Neto participou de três boas construções ofensivas. Mesmo jogando como 'extremo' ou 'meia-ponta', teve bom desempenho.

    No entanto, é pouco provável que Fernando Neto ganhe a vaga de Ramon. Matheus Costa vê Ramon com dois grandes trunfos: é o melhor finalizador entre os que podem jogar pelo lado do campo e é um jogador altamente dedicado à parte tática.

    Fernando Neto, então, poderia atuar aberto pelo lado direito. Nesse caso, a disputa seria com Alesson e João Pedro, jogadores que levam vantagem nas jogadas de terço final, onde o espaço é mais reduzido.

    ESQUEMA TÁTICO
    Uma solução possível seria a alteração do esquema tático. Matheus Costa vem usando o 4-2-3-1, com Itaqui e Luiz Otávio de volantes. No 4-1-4-1, o treinador poderia manter Luiz Otávio como único volante e colocar Itaqui e Fernando Neto centralizados na linha de quatro. Na esquerda, poderia manter Ramon. A vaga na direita seria disputada por Matheus Anjos, Alesson e João Pedro.

  • Ídolo

    As confissões de Dirceu Krüger para um 'foca' do Bem Paraná

    As confissões de Dirceu Krüger para um 'foca' do Bem Paraná
    Dirceu Krüger e a estátua (Foto: Divulgação/Coritiba)

    Agosto de 1996. Eu era um 'foca', um jornalista recém-formado, com 21 anos de idade, que acabava de ser contratado pelo Bem Paraná – na época, chamado de Jornal do Estado.

    Minha primeira missão foi assumir o posto de setorista do Coritiba. Ou seja, acompanhar diariamente tudo que ocorria no clube.

    Logo no primeiro dia, fui ao Couto Pereira para vasculhar notícias e, entre um corredor e outro do estádio, tive uma visão.

    Estava ali, a poucos metros de mim, o Flecha Loira.

    Minhas pernas tremeram.

    Fiquei sem palavras, sem reação. Queria ter forças para dizer 'boa tarde', mas não consegui.

    Fiquei apenas olhando Dirceu Krüger caminhar pelos cantos do Couto Pereira, enquanto ele era tratado pelos demais apenas como 'aquele tiozinho que um dia jogou bola'.

    E não culpo ninguém por essa atitude. Krüger já estava há décadas no clube, já havia virado parte da paisagem do Couto Pereira. E, além disso, dava a impressão de não gostar de ser tratado como ídolo, de ser bajulado.

    A ARRANCADA DE 1996
    Passado o susto de ver de perto um ídolo do futebol, nos meses seguintes, tive a oportunidade de ter diversas conversas com Krüger. Muitas foram exclusivas e quase todo o conteúdo eu nunca publiquei.

    Na época, em agosto de 1996, Krüger era auxiliar-técnico e demonstrava saber tudo o que acontecia no futebol do clube, desde o sub-qualquer coisa até os profissionais, além dos meandros mais complicados da diretoria.

    Apesar de todo conhecimento, ele parecia ter pouca influência no rumo do departamento de futebol.

    O Coritiba começou o Brasileiro daquele ano apostando em Heron Ferreira como técnico. Não deu certo. Em seguida, trouxeram o veterano Pepe, que havia se destacado no Athletico um ano antes, em 1995. Não adiantou. O Coxa afundou ainda mais e o rebaixamento parecia o destino final.

    A tendência de queda só foi revertida com a chegada de Marco Aurélio Cunha para o cargo de diretor de futebol. Na época, não foi bem recebido por parte da imprensa, que preferia nomes mais 'íntimos' do futebol paranaense. Anos depois, porém, Cunha ganhou destaque nacional conquistando cinco títulos importantes com o São Paulo (Mundial, Libertadores e 3 Brasileiros).

    A APOSTA DE CUNHA
    Nas primeiras conversas com Cunha, ele demonstrou que estava encantado com Krüger. Sua humildade, seu conhecimento de futebol e sua facilidade em resolver problemas do dia a dia. Era o nome perfeito para ser o técnico, para se tornar uma espécie de 'Alex Ferguson' do Coxa.

    A primeiro jogada de Cunha foi colocar Krüger como interino. E o trabalho do Flecha Loira foi brilhante naquela reta final. Fixou Alex como titular absoluto, recuperou o futebol de Jetson e deu oportunidades a outras revelações da base, como Auri, Paulo Sérgio e Dirceu.

    O Coritiba reagiu e passou a vencer jogos improváveis. Aplicou 4 a 0 na Portuguesa no Couto Pereira. A mesma Lusa que seria vice-campeã brasileira semanas depois. E aplicou 2 a 0 no Grêmio no Olímpico. O mesmo Grêmio que seria campeão brasileiro semanas depois.

    O Brasileirão terminou com o Coxa em 14º lugar, sete pontos acima da zona de rebaixamento, e com a sensação que Dirceu Krüger merecia mais.

    O PARANAENSE DE 1997
    Marco Aurélio Cunha não estava satisfeito com Krüger como interino. Queria vê-lo como treinador efetivo. Krüger, porém, tinha receio. Em várias conversas, ele me explicou que temia ser demitido por qualquer par de derrotas e que ele não conseguiria viver longe do Coritiba. “O Coritiba é minha vida”, dizia.

    Cunha jurou que Krüger não seria demitido em caso de resultados negativos e conseguiu convencê-lo. Também garantiu que o técnico teria participação na montagem do elenco.

    Um dos reforços oferecidos foi o atacante Alex Alves, que havia se destacado no Vitória e no Palmeiras. Em conversa exclusiva, Krüger me contou porque recusou o jogador. Ele explicou que não queria jogadores com problemas extra-campo. E a história mostrou que o Flecha Loira estava certo. Alex Alves realmente era um jogador hábil e veloz, mas criou problemas graves por onde passou.

    No fim das contas, Cunha e Krüger montaram um elenco barato, com jogadores remanescentes de 1996 e algumas apostas das categorias de base. Os principais nomes eram Anselmo, Alexandre, Zambiazi, Auri, Claudiomiro, Paulo Sérgio, Dirceu, Alex, Basílio e Brandão.

    O time fez boa primeira fase e terminou em segundo lugar, com 9 vitórias, 1 empate e 1 derrota. A única derrota foi um 5 a 3 para o Paraná.

    No octogonal final, o Paraná ficou com o título, com 11 vitórias, 2 empates e 1 derrota. O Coxa de Krüger fez a mesma campanha que o Athletico: 9 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, mas ficou atrás do rival rubro-negro pelos pontos-extras trazidos da primeira fase.

    DE VOLTA AOS VELHOS DIAS
    O terceiro lugar no Paranaense não empolgou dirigentes, que só olharam para os resultados, não analisaram o momento especial vivido pelos rivais e desconsideraram o desempenho em campo. Marco Aurélio Cunha foi embora ser multicampeão no São Paulo. E Krüger voltou a ser o faz-tudo dentro do Couto Pereira.

    Ele retornou aos velhos dias, sem mágoas. Pelo menos, publicamente.

    Nas conversas com Krüger, ele deixava claro que não tinha rusgas com a diretoria e compreendia os dirigentes. No entanto, eu sentia uma certa tristeza nos olhos do Flecha Loira. Entre um jogo e outro, ele parecia fazer a mesma pergunta que eu sempre fiz: “por que nenhum paranaense acredita que Krüger pode ser um excelente treinador?”.

    Nunca encontrei a resposta.

  • Arena da Baixada

    Conmebol produz vídeo sensacional sobre Athletico 3x0 Boca Juniors

    Conmebol produz vídeo sensacional sobre Athletico 3x0 Boca Juniors
    A emoção da torcida atleticana na Arena da Baixada (Foto: Reprodução/Facebook/Conmebol Libertadores)

    A Conmebol Libertadores usou suas redes sociais para divulgar um vídeo espetacular sobre a vitória do Athletico contra o Boca Juniors, por 3 a 0, na última terça-feira. As imagens mostram a tensão pré-jogo dos jogadores, a emoção das duas torcidas, a vibração de Marco Ruben, a garra de Rony e a atmosfera mágica da Arena da Baixada. Clique aqui para assistir ao vídeo no Facebook da Conmebol Libertadores ou aqui para ver no Twitter da Conmebol Libertadores.

    Para saber mais sobre a repercussão do jogo, clique aqui e veja a lista de matérias do Bem Paraná sobre o Athletico Paranaense.

  • Campeonato Paranaense

    Todo mundo merece ser tratado como Vitor Carvalho

    Todo mundo merece ser tratado como Vitor Carvalho
    Vitor Carvalho: 51 jogos como profissional (Foto: Geraldo Bubniak)

    Todo mundo merece uma segunda chance.

    No futebol, todo novato merece uma segunda, uma terceira, uma quarta chance.

    É o que defendo, mas raramente vejo no esporte. Principalmente aqui nos clubes de Curitiba. Nos meus 23 anos de jornalista esportivo, vi centenas de pratas-da-casa serem queimados por treinadores, massacrados por haters da mídia e por alguns torcedores raivosos.

    O que eu gostaria de ver é todo jogador ser tratado como Vitor Carvalho. Apesar das dezenas de jogos ruins, o Coritiba continua apostando nele. Apesar de erros graves em campo, alguns colegas de imprensa sempre conseguem enxergar o que há de melhor nesse jogador. E, nas arquibancadas e nas redes sociais, sempre há uma turminha com uma visão otimista sobre ele.

    Todos eles merecem elogios por essa bondade. E minha única crítica é que essa bondade deveria valer para todos os novatos e não apenas para Vitor Carvalho.

    COLETIVA
    No clássico de domingo, o técnico do Coritiba, Umberto Louzer, deu tratamento especial a Vitor Carvalho. Mudou o rumo da entrevista coletiva para fazer elogios rasgados ao jogador, apesar do fraco desempenho do volante nas demais partidas de 2019. Minha torcida é para que todo novato ganhe esse privilégio nos próximos meses.

    SOBRE O JOGADOR
    Vitor Carvalho tem apenas 21 anos e 51 jogos como profissional. Ainda é jovem e, de fato, já mostrou potencial. Pode aprender a passar, a chutar, a correr, a enxergar o jogo e se posicionar. Há tempo para isso. Só é necessário paciência.

    Já vi bons jogos de Vitor Carvalho e acredito que pode se tornar um volante muito útil para o Coritiba nos próximos anos. Só torço para que também recebam 51 chances no profissional outras revelações da base, como Matheus Bueno, Luiz Henrique, Nathan, Pablo Thomaz e Kady.

  • 95 anos

    As seleções dos melhores da história do Athletico

    As seleções dos melhores da história do Athletico
    A seleção dos 80 anos do Athletico (ou Atlético), feita em 2004, pelo Bem Paraná (ou Jornal do Estado) (Foto: Arquivo Bem Paraná)

    Em homenagem ao aniversário dos 95 anos do Athletico Paranaense, posto aqui a seleção com os melhores jogadores da história do clube. Separei em duas eras: antes de 1995 e depois de 1995. Dessa forma, é garantida a presença de ídolos do passado e destaques dos tempos modernos.

    MINHA SELEÇÃO ATLETICANA PRÉ-1995
    Caju; Djalma Santos, Bellini, Nillo e Julio; Rui, Sicupira e Jackson; Cireno, Washington e Assis

    MINHA SELEÇÃO ATLETICANA PÓS-1995
    Weverton; Alberto, Reginaldo Cachorrão, Rhodolfo e Fabiano; Fernandinho, Kleberson, Jadson e Paulo Baier; Paulo Rink e Alex Mineiro

    Em 2004, no aniversário de 80 anos do Athletico, publicamos no Bem Paraná, que na época era chamado de Jornal do Estado, uma seleção dos melhores da história, feita com os votos de 31 pessoas. Clique aqui para ver as páginas daquela edição.

    Também em 2004, o site Fucacao.com montou uma seleção dos melhores – clique aqui para ver.

    Nessa terça-feira, em 2019, o jornalista Lycio Vellozo Ribas, secretário de Redação do Bem Paraná e autor do livro O Mundo das Copas, também fez questão de montar três seleções com os melhores da história do Athletico.

    OS MELHORES DO ATHLETICO, POR LYCIO VELLOZO RIBAS

    Histórico pré-1995
    Caju; Djalma Santos, Bellini, Nillo e Dionísio; Nivaldo, Sicupira e Jackson; Cireno, Washington e Assis

    Jogadores que vi pré-1995
    Roberto Costa; Odemílson, Adilson, Heraldo e Dionísio; Valdir, Nivaldo e Sicupira; Capitão, Washington e Assis

    Pós-1995
    Weverton; Alessandro, Thiago Heleno, Rhodolfo e Fabiano; Fernandinho, Kléberson e Adriano; Paulo Rink, Washington e Alex Mineiro

  • Japão

    Atacante ex-Athletico Paranaense entra na seleção da semana do Fifa

    Atacante ex-Athletico Paranaense entra na seleção da semana do Fifa
    A seleção da semana do Fifa 19 (Foto: Reprodução/Easports)

    O ponta Anderson Lopes, 25 anos, entrou para a seleção da semana do game Fifa 19. Os jogadores são escolhidos por seu desempenho em campo nas partidas dos últimos sete dias.

    Anderson Lopes marcou quatro gols na vitória do Consadole Sapporo, por 5 a 2, sobre o Shimizu S Pulse, no último sábado, pela J-League (primeira divisão do Japão). Na comemoração de um dos gols, ele caiu em um fosso no estádio. O vídeo ganhou destaque em vários sites pelo mundo – clique aqui para ver os gols e o incidente.

    O atacante jogou no Athletico em 2016. Na ocasião, foi utilizado como ponta pelos técnicos Bruno Pivetti e Paulo Autuori. Disputou nove jogos como titular, dez como substituto e marcou dois gols. Antes, havia se destacado no Avaí, com 13 gols e 11 assistências em 42 jogos, em 2015.

    Em 2016 e 2017, Anderson Lopes defendeu o Sanfreece Hiroshima, também do Japão. Marcou 13 gols e 4 assistências em 48 jogos. Em 2018, fez sete gols e cinco assistências em 31 partidas pelo FC Seoul.

    SUSTO
    Depois dos quatro gols e do susto com a queda no fosso, Anderson Lopes comentou sobre o jogo. “Não tenho nem palavras pra descrever esse jogo. É daqueles que você vai levar pra sempre, contar para os netos, lembrar cada detalhe. Acho que foi uma das melhores atuações que eu já tive na minha carreira. Feliz demais mesmo”, afirmou, em texto enviado por sua assessoria de imprensa. Ele também falou sobre a queda. “Agora eu tenho que dar risada, foi engraçado. Mas poderia acontecer algo mais grave. A sorte é que eu cai bem, firme. Eu não vi realmente o fosso, tinha a placa de publicidade na frente e eu só pensei em pular para comemorar com a torcida. Graças a Deus não houve nada, então fica só no quase acidente e na risada mesmo. Faz parte”, brincou.

    Clique aqui para saber mais sobre a seleção da semana do Fifa 19.

    O Campeonato Brasileiro não faz parte do modo Fifa Ultimate Team (FUT), do Fifa 19, devido a disputa jurídica iniciada por jogadores brasileiros contra a empresa responsável pelo game (Eletronic Arts). Com isso, jogadores do Brasileirão não têm chances de entrar na seleção da semana. Entre as 20 maiores ligas do mundo, o Brasileirão é a única que ficou de fora.

  • Série B

    As peças que podem arrumar o time do Coritiba

    As peças que podem arrumar o time do Coritiba
    O time do Coritiba, antes do confronto com o Toledo (Foto: Valquir Aureliano)

    Os nove primeiros jogos do Coritiba em 2019 deixaram a impressão que a Série B será, novamente, de muito sofrimento. O time apresentou algumas qualidades e demonstrou uma organização tática razoável, mas escancarou defeitos graves.

    Um ponto crucial é a ausência de extremos (ou pontas) de qualidade. Kady fez uma grande partida em Foz do Iguaçu e, depois, apresentou um declínio. Iago Dias mostrou qualidade em finalizações, mas seguiu com dificuldades nos demais fundamentos (drible, marcação, passe, cruzamento e cabeceio). Nathan continua impressionando positivamente pela velocidade, mas ainda é muito afoito ao definir as jogadas. Algo natural para um novato de 19 anos. É um jogador a ser lapidado.

    Entre os testados pelos lados do campo, Juan Alano teve o melhor desempenho. No entanto, ainda é pouco para lutar pelo acesso na Série B. Além disso, o Coritiba precisa de, pelo menos, dois jogadores de alto nível nessa função.

    A aposta do clube era Welinton Junior, que sofreu lesão no início do ano e segue em recuperação.

    A diretoria do Coritiba já avisou que procura um jogador para essa posição.

    VOLANTES
    Outro ponto crítico no Coritiba é o jogo pelo centro no meio-campo. Argel Fucks passou 2019 apostando em dois jogadores com pouca qualidade no apoio: João Vitor e Vitor Carvalho. Os dois serão úteis na Série B, mas não podem jogar juntos. São jogadores com muita qualidade nos desarmes e no posicionamento defensivo. No entanto, pouco contribuem para o jogo com a bola. Times que pretendem propor o jogo e dominar o adversário precisam de volantes construtores, aqueles jogadores com mais cara de “meia-central”.

    Matheus Bueno era uma aposta para resolver esse problema, mas parece ter se traumatizado após a falha contra o Maringá.

    O Coritiba afirma estar atrás de um volante com qualidade no apoio. Se errar nessa contratação, o clube terá um 2019 difícil.

    OUTRAS POSIÇÕES
    Claro que o Coritiba também tem problemas em outras posições, mas não são graves como nessas duas citadas. Com Wilson no gol, Rodrigão no ataque, Alan Costa na zaga, Giovanni no meio-campo e Mattioni (ou Sávio) na lateral-direita, o Coxa já conta com uma base interessante para início de trabalho.

  • Futebol europeu

    Ex-Athletico, Otávio ganha 'upgrades' no futebol francês

    Ex-Athletico, Otávio ganha 'upgrades' no futebol francês
    Otávio em ação pelo Bordeaux (Foto: Divulgação/Bordeaux)

    O volante Otávio, revelado pelo Athletico Paranaense, vive grande fase no Bordeaux, da França, e ganhou dois 'upgrades'. O primeiro, e mais importante, foi virar jogador de confiança do técnico francês Éric Bédoue. O segundo foi no game Fifa 19.

    O bom desempenho no futebol europeu fez a equipe do jogo eletrônico, da EA Sports, aumentar em dois níveis o 'overall' (média geral) de Otávio, saltando de 75 para 77.

    Nos gramados, Otávio é o quarto jogador do Bordeaux com mais minutos em campo no Campeonato Francês. Foi titular em 20 das 25 rodadas da competição. “Isso é muito legal. É um número importante mesmo pra mim. O primeiro ano sempre é mais difícil, todos me falavam. E é mesmo. Você não está adaptado, não conhece a cidade, o que fazer, onde encontrar as coisas que você e sua família precisam, tem a questão da língua e da temperatura também. Enfim, o importante é que agora já estou 100% adaptado. Me sinto muito bem aqui na França e defendendo o Bordeaux”, disse o jogador, em texto enviado por sua assessoria de imprensa.

    Na temporada passada, a 2017/18, Otávio enfrentou problemas disciplinares no clube e perdeu espaço no elenco. Acabou jogando em 21 das 38 rodadas do Campeonato Francês.

    Ele chegou ao clube em agosto de 2017, após o Bordeaux pagar R$ 22 milhões ao Athletico Paranaense pelos direitos do jogador.

    No aspecto coletivo, o Bordeaux de Otávio ainda tem um longo caminho na temporada 2018/19. O time está na 13ª colocação, oito pontos abaixo da zona de classificação para a Liga Europa.

    Seis vezes campeão nacional, o Bordeaux tem como destaques na atual temporada, além de Otávio, o zagueiro sérvio Jovanovic, o ponta nigeriano Kalu, o zagueiro brasileiro Pablo e o lateral espanhol Palencia.

  • Fim de semana

    Dez sugestões para assistir futebol no Netflix

    Dez sugestões para assistir futebol no Netflix
    Summer of 92: a jornada da Dinamarca na Eurocopa de 1992 (Foto: Reprodução/Netflix)

    O Netflix está recheado de filmes, séries e documentários sobre o futebol. Fiz uma lista de títulos que assisti e achei interessante. Seguem os melhores, por ordem de interesse:

    1º LUGAR: Verão de 92
    (Summer of 92) - https://www.netflix.com/br/title/80106989
    Filme. Baseado em fatos reais, sobre a Dinamarca e a Eurocopa de 1992. História empolgante para qualquer brasileiro. Tive até o cuidado de conversar com um amigo dinamarquês sobre o filme e ele garantiu. “É tudo verdade. Até a parte do McDonalds. Aquilo foi muito marcante aqui na Dinamarca”, disse Jimmy Tejl Hornbøll.

    2º LUGAR: Bobby Robson - Mais que um treinador
    Bobby Robson – More than a manager - https://www.netflix.com/br/title/81018536
    Documentário. A história emocionante e comovente desse técnico sensacional. Os depoimentos de Guardiola, Mourinho, Ronaldo Fenômeno, Gascoigne e Sheares são de arrepiar.

    3º LUGAR: Sunderland Até Morrer
    Sunderland ´Til I Die - https://www.netflix.com/br/title/80207046
    Série. Oito episódios de 40 minutos. Já escrevi sobre a série aqui no blog. Clique aqui para lembrar.
    https://www.bemparana.com.br/blog/entrelinhas-do-jogo/post/coritiba-parana-clube-e-o-drama-do-sunderland-no-netflix

    4º LUGAR: Trainer!
    Trainer! - https://www.netflix.com/br/title/80113959
    Documentário. Técnicos alemães mostram os desafios da profissão em divisões inferiores da Alemanha. Vale apenas para aqueles que se interessam pela profissão de treinador.

    5º LUGAR: 21 Thunder
    21 Thunder - https://www.netflix.com/br/title/80215076
    Série. É uma novelinha, baseada principalmente nas histórias de vida dos personagens. O futebol, porém, permeia tudo. Traz alguns momentos divertidos. É sobre uma equipe sub-21 do Canadá.

    6º Premier League Legends
    Premier League Legends - https://www.netflix.com/br/title/80238544?
    Série. São dez episódios de 26 minutos cada. Cada episódio conta a história de uma lenda da primeira divisão da Inglaterra: Ginola, Carragher, Henry, Van Nistelrooy, Juninho Paulista, Sheringham, Andy Cole, Paul Ince, Di Canio e Seaman.

    7º Les Bleus
    Les Bleus - https://www.netflix.com/br/title/80164075?fbclid=IwAR3Ashz-fv2sq7zFNNl9rD7WNptb8ySq5ChdomusolyXdBfoajD0UV0ougA
    Documentário. A seleção francesa é o tema, mas o objetivo central é como o futebol influenciou a tensão racial na França. Aborda política, sociologia, antropologia...

    8º Forever Pure
    Forever Pure - https://www.netflix.com/br/title/80148223
    Documentário sobre um período conturbado no Beitar Jerusalem. O proprietário do clube decide contratar dois jogadores muçulmanos para o clube com a torcida mais radical de Israel. É confusão na certa.

    9º Campeões da Copa
    Campeões da Copa - https://www.netflix.com/br/title/80226279
    Série. A cada episódio, um país campeão do mundo é abordado. O primeiro é sobre o Uruguai. A ideia é tentar entender como cada país conseguiu chegar ao topo do mundo do futebol.

    10º Juventus: Prima Squadra
    Juventus: Prima Squadra - https://www.netflix.com/br/title/80211576
    Série. O documentário dividido em capítulos mostra os bastidores de uma temporada inteira da Juventus, de Turim. Vale a pena para quem é muito fã de futebol e quer conhecer detalhes dos times.

    FORA DO NETFLIX
    Infelizmente, o Netflix não tem o melhor filme de futebol da história. O Milagre de Berna (Das Wunder von Bern) conta a história de um fã de futebol alemão durante a Copa de 1954.

    Outro filme muito interessante sobre futebol, o The Damned United, também não está no Netflix. O filme mostra o pior momento da carreira de Brian Clough, o genial técnico inglês.

    Para quem ficou curioso sobre Brian Clough, pode ver o documentário I Believe in Miracles, que estava no Netflix até poucas semanas.

    Um documentário muito enriquecedor é o Class of 92, sobre a geração de ouro revelada por Alex Ferguson. Infelizmente, o título foi retirado do Netflix. O filme mostra depoimentos de David Beckham, Nicky Butt, Ryan Giggs, Gary Neville, Phil Neville and Paul Scholes sobre aquela safra de craques.

    Goal 1 também está fora do Netflix. O roteiro é fraco, mas as cenas de futebol são bem divertidas. No Netflix, está apenas o Goal 2, que é horrível. Um dos piores filmes da história. O pior mesmo é o Goal 3, uma das maiores aberrações da história do cinema.

  • Espanha

    Alex, ídolo do Coritiba, ganha destaque no Marca, da Espanha

    Alex, ídolo do Coritiba, ganha destaque no Marca, da Espanha
    Reportagem com Alex no site do Marca (Foto: Reprodução/Marca.com)

    O ídolo Alex, hoje com 41 anos de idade, ganhou destaque em excelente reportagem do site Marca, da Espanha. “El hijo pródigo vuelve para triunfar”. Esse é o título do texto que mostra a história de quatro jogadores que conquistaram títulos no retorno aos clubes do início da carreira.

    O espanhol Reyes, do Sevilla, o argentino Carlos Tevez, do Boca Juniors, o uruguaio Cristian 'Cebolla' Rodríguez, do Peñarol, o sueco Henrik Larsson, do Helsingborg, e o paranaense Alex, do Coritiba, estão no texto assinado por Rafael Serra e Rodrigo Zelmanowicz – clique aqui para ler na íntegra, no site do Marca.

    A reportagem do site espanhol faz um interessante resumo da carreira da Alex, destacando sua origem no Coritiba e seu retorno para conquistar o título do Campeonato Paranaense de 2013.

    IDOLATRIA
    Como repórter do Bem Paraná desde 1996, tive o privilégio de acompanhar de perto os primeiros passos de Alex no futebol profissional. A qualidade técnica e a dedicação ao futebol estavam escancaradas em todas as atitudes dele, desde os primeiros dias e em todos os espaços — treinos, entrevistas, jogos...

    E, desde o primeiro contato, fiquei impressionado com a humildade de Alex para atender toda e qualquer pessoa que o procurava.

    Ironicamente, sua qualidade técnica não era unanimidade dentro do Coritiba. Um repórter de rádio chegou a contestar publicamente as habilidades do jogador – aliás, uma “treta” que vinha desde as categorias de base. Também ouvi um dirigente do clube, naquela época, disposto a emprestar Alex por uma miséria para um clube japonês. “Ele não é tudo isso aí que vocês da imprensa andam dizendo”, afirmou. Por sorte, os principais mandatários do clube esperaram a proposta do Palmeiras, para então vendê-lo por US$ 2,5 milhões.

    AGRADECIMENTOS
    Tenho dois agradecimentos a fazer para Alex. Primeiro por ter me recebido na residência da sua família, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, em 1998, quando já defendia o Palmeiras. Pude conversar com ele, seus pais e seus irmãos. Foi uma entrevista marcante e que ajudou muito no início da minha carreira.

    Em 1999, Alex me salvou de novo. Na Copa América de 1999, no Paraguai, eu precisava com urgência de uma entrevista exclusiva com um jogador da seleção brasileira. Meu chefe naquela época estava “fungando no meu cangote”. E novamente Alex me atendeu, nos corredores do hotel onde a seleção estava concentrada, em Foz do Iguaçu. A rápida entrevista salvou minha pele. O ídolo quebrou o protocolo de imprensa estabelecido pela CBF apenas para ajudar um repórter novato e quase anônimo. Algo raro no futebol de hoje e de sempre.

  • Brasil e Inglaterra

    Coritiba, Paraná Clube e o drama do Sunderland no Netflix

    Coritiba, Paraná Clube e o drama do Sunderland no Netflix
    Sunderland ´Till I Die (Foto: Reprodução/youtube)

    Como um clube tradicional, rico, com uma torcida fanática e com um poderoso estádio pode cair da primeira para a terceira divisão em duas temporadas?

    As respostas para essa 'queda livre' são difíceis de encontrar. Nem mesmo um documentário com oito episódios de 40 minutos consegue explicar completamente.

    A série Sunderland ´Til I Die, disponível no Netflix, mostra a temporada 2017/18 do Sunderland, quando caiu da segunda divisão (Championship) para a terceira da Inglaterra (League One). Em 2016/17, o clube já havia amargado o rebaixamento na Premier League.

    O documentário mostra o sofrimento da fanática torcida do Sunderland e o envolvimento da cidade com o futebol. O cotidiano dos jogadores e a difícil missão de ser o 'manager' de um clube em crise também são aspectos em foco.

    A força do Sunderland impressiona. Além do apoio popular, o clube tem um estádio fantástico, para 49 mil pessoas, e forte tradição no futebol inglês – são 140 anos de história. Mesmo assim, o rebaixamento para a terceira divisão vem de forma cruel, quase sem explicação.

    No documentário, um dos poucos aspectos negativos apresentados é a ausência do proprietário do clube, Ellis Short, que se recusa a investir mais dinheiro no clube, impõe duros cortes de gastos no futebol e evita se relacionar com a comunidade do Sunderland.

    No entanto, é uma análise superficial culpar apenas Ellis Short por tudo de ruim que acontece na temporada 2017/18. A impressão é que, no futebol, uma sucessão de pequenos erros, quase imperceptíveis, já é suficiente para derrubar um gigante.

    CORITIBA E PARANÁ
    O documentário do Sunderland é obrigatório para torcedores de Coritiba e Paraná Clube. Os rebaixamentos trazem lições também para quem está nas arquibancadas. Parece impossível que, ao longo do documentário, os paranaenses não se identifiquem com as situações vividas pelo clube inglês. No entanto, comparações devem ser feitas com moderação. Afinal, a relidade do futebol inglês é radicalmente diferente da nossa. Lá, os clubes são empresas, com proprietários e gestores profissionais. Aqui, ainda adotamos o modelo de "clube social" e do amadorismo na gestão.

    NÚMEROS
    O Sunderland era um clube rico em 2016. Tinha um elenco avaliado em R$ 520 milhões. Na temporada 2015/16, gastou R$ 310 milhões na aquisição de 11 reforços. A partir de 2016/17, porém, passou a vender mais jogadores mais do que gastar em contratações. Veja os números:

    TEMPORADA 2015/16
    Contratações de jogadores: R$ 310 milhões
    Vendas de jogadores: R$ 48 milhões
    Posição na tabela: 17º da Premier League

    TEMPORADA 2016/17
    Contratações: R$ 196 milhões
    Vendas: R$ 111 milhões
    Posição na tabela: rebaixado da Premier League para a Championship

    TEMPORADA 2017/18
    Contratações: R$ 7 milhões
    Vendas: R$ 155 milhões
    Posição na tabela: rebaixado da Championship para a League One

     

  • Os casos de Pablo e Léo Pereira servem de lição para o Atlético 

    Os casos de Pablo e Léo Pereira servem de lição para o Atlético 
    Léo Pereira (Foto: Geraldo Bubniak)

    Pablo e Léo Pereira terminaram 2018 em alta no Atlético. O atacante foi vendido por R$ 31 milhões para o São Paulo – é a segunda maior transferência entre clubes brasileiros em toda história. O zagueiro virou titular absoluto e passa a ser visto como outro “cheque em branco” dentro do clube.

    Para chegar a esse momento positivo, porém, os dois jogadores tiveram que driblar a impaciência de torcedores e jornalistas esportivos. 

    Antes de 2018, os dois eram tratados como refugos nas redes sociais, constantemente vaiados no estádio e duramente criticados pela ala populista da imprensa. 

    A VIRADA
    A história de Pablo e Léo mostra que é preciso ter paciência com novatos lançados da base. Cada jogador tem seu tempo de maturação. Alguns despontam já com 17 ou 18 anos. Outros precisam de mais experiência. Outros fatores também interferem drasticamente no desempenho dos jogadores, como o entrosamento com o restante da equipe, o momento vivido pelo time e o sistema tático. Antes de rotular o jogador de “refugo” é preciso analisar todas essas circunstâncias. 

    PABLO
    Pablo foi lançado com 18 anos no time profissional. Era um ano difícil, 2011, que terminou em rebaixamento. No ano seguinte, em 2012, o jogador começou a temporada improvisado na lateral-direita. Ele precisou ser emprestado ao Figueirense, em 2013, para mostrar seu real valor na sua verdadeira posição. Logo em seguida, em 2014, quando acabou contratado pelo Real Madrid, virou piada nas redes sociais. Poucos acreditavam que Pablo pudesse se tornar um bom jogador. Entre esses "poucos" estavam treinadores de futebol, que normalmente são tratados como leigos em futebol por certos jornalistas e torcedores. 

    LÉO
    O zagueiro Léo Pereira subiu para o profissional com 17 anos. Não foi bem nos primeiros jogos e acabou duramente criticado. Após empréstimos para Náutico, Guaratinguetá e Orlando City, voltou mais maduro.

    PRESSÃO
    O ambiente de pressão excessiva na Arena da Baixada e nas redes sociais vem tornando difícil a vida de novatos no Atlético. Muitas revelações da base tiveram que deixar o clube para encontrar circunstâncias favoráveis ao futebol.

    O clima de ódio e pessimismo dentro do estádio vem crescendo desde 2005. E a parte mais “populista” da imprensa vem surfando nessa onda, contribuindo para a moda de perseguir jogadores. 

    Nem todos os jogadores terão a força de Pablo e Léo Pereira para enfrentar essa mar de ignorância. Se o imediatismo e o ódio não forem substituídos por paciência e inteligência, o Atlético continuará “queimando” várias boas promessas no seu “caldeirão”. 

  • Ex-Paraná Clube, atacante é eleito jogador do ano e ganha homenagem no Fifa 19

    Ex-Paraná Clube, atacante é eleito jogador do ano e ganha homenagem no Fifa 19
    Paulinho recebe o prêmio de melhor do ano da Liga da Suécia (Foto: Reprodução/bkhacken.se)

    O atacante Paulinho Guerreiro, 32 anos, foi eleito o jogador do ano da Allsvenskan, a principal divisão do futebol da Suécia. Além do prêmio concecido pela Liga, o brasileiro também foi homenageado pelo game Fifa 19, ganhando uma versão especial dentro do modo Fifa Ultimate Team (FUT). 

    A versão normal de Paulinho no Fifa 19 é nível 72. A carta especial, em homenagem ao melhor do ano da Allsvenskan, é nível 82. 

    PARANÁ CLUBE
    Paulinho teve uma passagem rápida pelo Paraná Clube. Foi no início de 2014. Disputou sete jogos no Paranaense (quatro como titular) e participou de três gols (marcou um e fez duas assistências). Na época, atuou como extremo no 4-2-3-1 do técnico Milton Mendes, ao lado do meia Lúcio Flávio, do centroavante Giancarlo e do volante Ricardo Conceição. Paulinho também disputou duas partidas pela Copa do Brasil e mais duas pela Série B. Em seguida, acabou negociado com o Al Dhafra, dos Emirados Árabes Unidos. 

    ÍDOLO
    Paulinho virou ídolo na Suécia. É o maior artilheiro da história do BK Häcken com 86 gols em 164 jogos. O jogador já atuou por oito temporadas no clube (de 2007 a 2010 e de 2015 a 2018). No site alemão Transfermarkt.de, especializado em negociações, o atacante está avaliado em R$ 3,4 milhões.

  • Na Arena, Atlético somou mais pontos na grama natural do que na sintética

    Na Arena, Atlético somou mais pontos na grama natural do que na sintética
    A "temida" grama sintética da Arena (Foto: Geraldo Bubniak)

    O Atlético Paranaense teve um desempenho melhor na Arena da Baixada quando o estádio tinha grama natural do que na “Era Sintética”. De 1999 a 2015, o clube somou 69,6% dos pontos que disputou no gramado “vivo”. No início de 2016, com autorização da Fifa, instalou a grama artificial. Desde então, somou 68,0% dos pontos no local. 

    As melhores temporadas como mandante da história do Atlético, aliás, foram na era da grama natural. O recorde foi em 2001, ano com dois títulos: Brasileiro e Paranaense. Naquele ano, foram 34 jogos no estádio atleticano, com 25 vitórias, 6 empates e 3 derrotas – aproveitamento de 79,41%. 

    O segundo melhor ano foi em 2005, quando ganhou o Paranaense, foi vice da Libertadores e terminou o Brasileirão em 6º lugar. Foram 35 jogos, 26 vitórias, 5 empates e 4 derrotas em casa – aproveitamento de 79,04%. 

    O pior ano da história do Atlético na Arena foi exatamente em 2017, com a grama sintética. No ano passado, o time só somou 53% dos pontos no estádio – pior desempenho como mandante desde 1999. 

    Os números consideram apenas jogos por competições oficiais – Campeonato Paranaense, Copa do Brasil, Primeira Liga, Copa Sul-Americana e Libertadores. 

    O DESEMPENHO NA ARENA COM GRAMA NATURAL

    Ano

    Aprov.

    Jogos

    Pontos

    V

    E

    D

    1999

    73%

    15

    33

    10

    3

    2

    2000

    71%

    34

    72

    21

    9

    4

    2001

    79%

    34

    81

    25

    6

    3

    2002

    58%

    31

    54

    15

    9

    7

    2003

    70%

    29

    61

    19

    4

    6

    2004

    78%

    31

    73

    22

    7

    2

    2005

    79%

    35

    83

    26

    5

    4

    2006

    59%

    30

    53

    15

    8

    7

    2007

    66%

    35

    69

    20

    9

    6

    2008

    71%

    35

    75

    22

    9

    4

    2009

    68%

    35

    71

    21

    8

    6

    2010

    77%

    35

    81

    24

    9

    2

    2011

    60%

    34

    61

    17

    10

    7

    2014

    69%

    16

    33

    10

    3

    3

    2015

    65%

    32

    62

    18

    8

    6

    TOTAL

    69,60%

    461

    962

    285

    107

    69

     

    O DESEMPENHO NA ARENA COM GRAMA SINTÉTICA

    Ano

    Aprov.

    Jogos

    Pts

    V

    E

    D

    2016

    78%

    29

    68

    21

    5

    3

    2017

    53%

    35

    56

    15

    11

    9

    2018

    74%

    35

    78

    24

    6

    5

    TOTAL

    68,00%

    99

    202

    60

    22

    17

     

    O DESEMPENHO EM TODA HISTÓRIA DA ARENA

    Ano

    Aprov.

    Jogos

    Pts

    V

    E

    D

    TOTAL

    69,20%

    560

    1164

    345

    129

    86

    Legenda: Aprov. = aproveitamento de pontos; V = vitórias, E = empates, D = derrotas

    Obs.: Desde 1999, contando só jogos por competições oficiais

  • A série Craques da Imprensa entrevista o gigante Cristian Toledo

    A série Craques da Imprensa entrevista o gigante Cristian Toledo
    Cristian Toledo (Foto: Arquivo pessoal/Cristian Toledo)

    Cristian Toledo, 41 anos, ainda tem o jeito de um garoto apaixonado por futebol. Nas arquibancadas dos estádios de Curitiba, naquelas conversas entre jornalistas, ele deixa escapar facilmente seu entusiasmo pelo esporte e pela profissão. Nesses diálogos informais, consegue misturar seu peculiar senso de humor com seu profundo conhecimento por futebol.

    E não é apenas sobre futebol. Eu estava ao lado de Cristian Toledo na semana em que passou a valer a lei que obriga a execução do hino do Paraná nos estádios. Ele se levantou e cantou o hino inteiro, palavra por palavra. "Entre os astros do Cruzeiro, és o mais belo a fulgir"... Enquanto isso, os jornalistas 'normais', como eu e os demais, sofríamos para lembrar um trecho ou outro.

    Eu também estava ao lado de Cristian Toledo em 11 de setembro de 2001, em um almoço do Prêmio Embratel de Jornalismo, em Curitiba, quando recebemos a notícia assustadora. Com o radinho no ouvido, Cristian foi atualizando os demais jornalistas sobre os detalhes da tragédia histórica nos Estados Unidos. E, ao mesmo, foi esbanjando seu conhecimento gigante. 

    Gigante, aliás, é uma palavra que define bem o profissional e o ser humano Cristian Toledo. Um cara com capacidade enorme de entender, explicar e aprender algo novo a cada dia. Tudo com aquela mesma empolgação e com o coração gigante de um garoto apaixonado por futebol. 

    Entrelinhas do Jogo — Como virou jornalista esportivo? Era sonho de infância ou acabou decidindo depois?
    Cristian Toledo —
    Desde que me conheço por gente que quero ser jornalista. Conta minha mãe que disse isso quando tinha cinco anos, mas tenho certeza de falar disso nas minhas lembranças mais remotas. Até cheguei a fazer vestibular para Direito (e passei), mas havia combinado com meus pais que se fosse aprovado em Jornalismo eu não faria os dois cursos. Deu certo.

    Entrelinhas — Seus textos e comentários impressionam pelo conhecimento da história do futebol. E também por estar sempre atualizado com o futebol atual, que muda a cada dia. Como adquiriu isso? Cursos, livros, documentários? Qual o caminho para ser um “crânio” como você?
    Cristian
    — Eu lembro muita coisa, ainda tenho a memória afiada, sem precisar de Biotônico Fontoura... Mas tenho verdadeira paixão pela história, e acho que um de nossos papéis é proteger a história do nosso esporte, do nosso jornalismo, da nossa comunicação. Isso me faz seguir pesquisando, seguir buscando raridades (e a internet ajuda muito), e a cabeça ainda guarda tudo isso. E em relação ao futebol, não sou um estudioso tão profundo quanto ótimos jornalistas daqui (e nosso melhor exemplo nisso é o Guilherme de Paula) e de fora, mas tento ficar antenado, não perder as tendências táticas, estar sempre atualizado. E ler, ler e ler. Sempre e sem parar, sobre futebol e sobre tudo. Se eu pudesse dar um conselho, é a leitura obsessiva. De livros, jornais, “mídia física”.

    Entrelinhas —  Outra marca impressionante da sua carreira é a habilidade em todos os meios de comunicação. Você brilhou na TV, no rádio, no jornal e na internet. Esse percuso estava nos planos desde a faculdade? Como foi essa adaptação a cada mídia? 
    Cristian
    — Desde os 15, 16 anos, tinha afunilado o interesse em ser jornalista de rádio. Tenho ainda paixão pelo rádio, adorava fazer e espero um dia retornar. E estava tranquilo nesse caminho desde o início da carreira, em 1996. Não imaginava escrever para jornal, até que em 2000 o Luiz Augusto Xavier me chamou para ser repórter em O Estado do Paraná. E adorei escrever, adoro até hoje. E também nunca imaginava trabalhar na TV, estava totalmente fora do meu radar. Quando vi, estava no canal 4 apresentando o Tribuna no Esporte em 2004.
    Se eu fosse dizer o que planejei com o passar do tempo foi o salto de repórter para comentarista. Era um desejo que foi se concretizar só em 2011, quando o Marcelo Ortiz me chamou para a 98FM.
    Cada mídia tem sua particularidade, mas todas elas nos obrigam a fazer jornalismo. Isso facilita muito na adaptação. Só que ainda tenho frio na barriga cada vez que vou aparecer na TV.

    Entrelinhas — Qual o melhor momento que já viveu na carreira?
    Cristian
    — Tenho muito orgulho de ter sido o primeiro repórter a viajar para o exterior com os nossos três times. E também de ser setorista dos três times. Mas talvez o momento de mais emoção foi em 2017, quando participei de uma transmissão em rede nacional pela Globo, no Flamengo x Atlético da Libertadores. Falar pro país inteiro na principal emissora e ainda tendo o Júnior, um ídolo de infância, ao meu lado, foi sensacional.

    Entrelinhas — Qual a melhor parte de ser jornalista esportivo?
    Cristian
    — É poder conhecer pessoas e lugares que você dificilmente conheceria numa vida “normal”. O acúmulo de conhecimento é maravilhoso.

    Entrelinhas — No jornalismo esportivo a gente vive muitas aventuras. Qual o momento mais peculiar, bizarro ou curioso que já vivenciou?
    Cristian
    — Acompanhar a excursão do Paraná Clube à Ucrânia em 2002, no meio da Copa do Mundo, foi algo muito diferente. Assistimos lá a jogos do Brasil, e era muito engraçada a forma da narração deles - quando o jogador erra um chute, o narrador dava risadas, gargalhava mesmo.

    Entrelinhas — E qual a parte mais difícil, mais complicada na profissão?
    Cristian
    — Infelizmente a falta de compreensão de algumas pessoas de que o nosso trabalho é informar e analisar, e não distorcer para um lado ou outro. Há quem não consiga entender que elogiar um time não significa automaticamente criticar o outro, ou vice-versa. E também o incessante questionamento “que time você torce?”, como se isso significasse uma vinculação plena do seu trabalho a uma pretensa torcida a algum clube.

    Entrelinhas — As redes sociais provocaram mudanças no jornalismo esportivo e na sua maneira de trabalhar?
    Cristian
    — Mudaram a forma da gente encarar a relevância da notícia. Agora, isso se descobre instantaneamente, através dos comentários e de outras interações. Além de ser uma enorme fonte de informação, que precisa ser filtrada para que não sejamos vítimas das fake news. 

    Entrelinhas — Você abandonou todas as redes sociais. Já teve problemas com os chamados 'haters'? 
    Cristian
    — Nada de anormal. Abandonei as redes sociais por uma questão pessoal, e por achar que minha vida não é um tema que eu precise tratar em público. Além disso, já expresso minha opinião na Tribuna e na RPC, e vez por outra no SporTV, o que penso sobre o nosso futebol - que é meu objeto de trabalho - está ali. 

    Entrelinhas — Pergunta tema livre. Que pergunta faltou aqui que você gostaria de responder?
    Cristian — Se me permite, Silvio, é mais um desabafo do que uma pergunta. Queria lembrar a todos que somos jornalistas, mas temos vida. Que temos que encontrar tempo para as pessoas que amamos e para nós mesmos. Que trabalhamos com esporte, mas não falamos o tempo todo sobre esporte. E que temos nossos problemas, por mais que sejamos as tais “figuras públicas”. Nem todo dia estamos bem. Não somos imunes às dificuldades, ao contrário do que muitos imaginam.

    PERGUNTAS RÁPIDAS, RESPOSTAS CURTAS
    Melhor jogador do mundo na história: Zico (dos que eu vi)
    Melhor jogador do mundo na atualidade: Cristiano Ronaldo
    Três melhores jogadores do futebol paranaense em toda história: Assis, Tostão, Adoílson (de novo dos que vi)
    Três melhores jogadores em atividade em clubes paranaenses hoje: Wilson, Richard, Pablo
    Melhor técnico do mundo na história: Telê Santana
    Melhor técnico do mundo na atualidade: Jürgen Klopp
    Maior time da história do futebol: Flamengo 1981
    Maior time da história do futebol paranaense: Coritiba 89 e Atlético 2001 
    Melhor jogo de futebol que já assistiu: Escolho o mais marcante profissionalmente, São Caetano 0x1 Atlético, final do Brasileiro de 2001

    Clubes do coração: Nada a declarar
    Ídolos fora do esporte: Armando Nogueira, Elio Gaspari, Clóvis Rossi
    Esportes que já praticou: basquete, vôlei
    Hobbies: Ler, viajar, jogar videogame
    Locais preferidos em Curitiba: Além da minha casa? Parque Barigüi

    Três melhores jornalistas esportivos brasileiros: Armando Nogueira, Juca Kfouri, Carlos Maranhão
    Três melhores jornalistas esportivos paranaenses: Permita-me subverter um pouco a pergunta. Vou citar as referências profissionais da minha carreira: Carneiro Neto, Luiz Augusto Xavier e Marcelo Ortiz

    Currículo:
    Jornalista formado pela PUCPR, 41 anos. Trabalhei em alguns dos principais veículos de comunicação do estado do Paraná, entre rádios, TVs, jornais e portais de comunicação. Escolhido em 2012 o melhor comentarista de rádio do Paraná, em eleição promovida pela Associação dos Cronistas Esportivos do Paraná. Desde novembro de 2014 estou na RPC como comentarista e editor, com participação no Globo Esporte e no Bom Dia Paraná, além das transmissões do Campeonato Paranaense, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Copa Sul-Americana e Taça Libertadores da América. Desde maio de 2015 também atuo como comentarista dos canais fechados SporTV e Premiere, participando de programas e transmissões em rede nacional. Também sou coordenador de Esporte da Tribuna do Paraná, referência na cobertura de futebol em Curitiba.

  • Liga Europa tem gol de atacante ex-Coritiba e artilharia de israelense

    Liga Europa tem gol de atacante ex-Coritiba e artilharia de israelense
    A ficha de Munas Dabbur (Foto: Reprodução/Transfermarkt.de)

    O atacante Matheus Cunha, 19 anos, foi novamente o destaque “paranaense” da rodada da Liga Europa, nessa quinta-feira (dia 25). O jogador, revelado pelo Coritiba, marcou um dos gols da vitória do Leipzig sobre o Celtic, da Escócia, por 2 a 0. O clube alemão é o segundo colocado do Grupo B. Os dois primeiros avançam.

    Matheus Cunha, que nunca chegou a jogar pelo profissional do Coritiba, já tem dois gols em três jogos pela fase de grupos da Liga Europa. Só esses dois vão contar para a artilharia. Ele marcou também dois gols nos seis jogos pelas fases classificatórias da competição europeia, que não contam para a disputa de goleador oficial do torneio. 

    Na Bundesliga, a primeira divisão da Alemanha, Matheus Cunha ainda não começou como titular e ainda não marcou gols. Entrou como substituto em cinco partidas. Para o ataque, o Leipzig conta com Timo Werner (seleção alemã) e Poulsen (seleção dinamarquesa). 

    ISRAELENSE NA ÁUSTRIA
    O artilheiro da Liga Europa é o israelense Moanes Dabour (ou Munas Dabbur), 26 anos. Ele tem cinco gols em três jogos pelo Salzburg, da Áustria. O clube dele lidera o Grupo B, do Leipzig, de Matheus Cunha. 

    Dabour foi artilheiro do campeonato austríaco 2017/18, com 22 gols. Na temporada 2018/19, também já lidera a disputa de goleador máximo, com sete gols. 

    A curiosidade é ver um israelense brilhando na Áustria, onde nasceu Adolf Hitler, que não tinha muita afinidade com certos imigrantes. 

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