• Análise

    Os melhores camisas 10 da história do futebol paranaense

    Os melhores camisas 10 da história do futebol paranaense
    Alex (Foto: Franklin de Freitas)

    O programa Conversa de Boteco, da Band, discutiu os melhores camisas 10 da história do futebol paranaense. O programa foi ar nesse sábado (dia 4). O ex-jogador Nivaldo Carneiro e os jornalistas Lycio Vellozo Ribas, Marcelo Ortiz e Aryton Baptista Junior listaram alguns dos melhores. Também tive a oportunidade de dar meus pitacos.

    Clique aqui para assistir ao programa na íntegra.

    É possível também ouvir o programa pelos links no Soundcloud e no Spotify.

    No Youtube, também postei um comentário mais longo sobre a questão do camisa 10, falando sobre Alex, Paulo Baier, Jadson, Adoilson e Ricardinho — clique aqui para assistir.

  • Itália

    Revelado pelo Athletico, Hernani é comparado a Verón por técnico europeu

    Revelado pelo Athletico, Hernani é comparado a Verón por técnico europeu
    Hernani com a camisa do Parma: revelado no Athletico Paranaense (Foto: Divulgação/Parma1913.com)

    O médio-centro Hernani, 26 anos, vive na temporada 2019/20 seu melhor momento no futebol europeu. Titular do Parma, o jogador vem se destacando pela criatividade no meio-campo, pelo apoio ao ataque e pela força defensiva. As boas atuações renderam até um elogio marcante do técnico Roberto D´Aversa, nascido na Alemanha e naturalizado italiano. Segundo o site Parmalive.com, o treinador de 44 anos comparou Hernani com o argentino Juan Sebastián Verón, que brilhou no clube italiano em 1998/99 e depois passou por Lazio, Manchester United, Chelsea, Internazionale e Estudiantes.

    O Parma faz boa campanha na atual temporada, com o 9º lugar. Hernani é o terceiro do elenco que mais atuou. Somou 23 partidas (21 como titular) nas 25 rodadas disputadas pelo clube. Não fez gols, mas contribuiu com três assistências.

    No ranking de desempenho do WhoScored, Hernani tem nota média de 6,99. Com isso, é o 16º melhor brasileiro em atividade nas cinco maiores ligas da Europa — clique aqui para ver.

    COMPARAÇÃO COM VERON
    “O que o senhor D'Aversa te pede em particular? Algumas semanas atrás, ele até o comparou com Veron”. Essa foi a pergunta do site Parmalive.com. A resposta de Hernani foi a seguinte: “Costumamos conversar com o técnico. Ele me dá uma grande ajuda e explica o que tenho que fazer. Não foi fácil para mim, especialmente quando cheguei aqui na Itália. Mas não apenas ele, toda a equipe. Também estou feliz pela comparação com Veron, mas ainda preciso fazer muito para estar lá, porque Veron fez muito pelo Parma e pelo futebol italiano, por sua história”.

    HISTÓRICO NA EUROPA
    Hernani foi vendido pelo Athletico Paranaense para o Zenit, da Rússia, por 8 milhões de euros, em janeiro de 2017. O técnico da equipe russa era o romeno Mircea Lucescu, 71 anos, famoso por adorar o futebol brasileiro. No Shakhtar Donetsk, esse treinador ficou marcado por conseguir adaptar vários jogadores brasileiros talentosos ao futebol europeu (como Jadson, Fernandinho e Willian, por exemplo).

    Em junho de 2017, o Zenit trocou Lucescu pelo italiano Roberto Mancini. Hernani teve um início promissor no clube russo, mas o italiano não quis utilizá-lo. O brasileiro acabou emprestado para o Saint-Étienne, da França. Foram 17 jogos e quatro gols pelo clube francês, mas acabou vivendo uma temporada irregular. Retornou ao Zenit e acabou utilizado pelo técnico russo Semak na temporada 2018/19. Não conseguiu se firmar como titular, apesar de algumas boas atuações. Chegou ao Parma em julho de 2019, também por empréstimo. Desde então, virou peça-chave no esquema de Roberto D´Aversa, que comanda o Parma desde 2017.

  • Ranking

    Brasil só tem dois jogadores entre os 50 melhores da Europa

    Brasil só tem dois jogadores entre os 50 melhores da Europa
    A seleção do WhoScored, com os melhores das cinco maiores ligas da Europa (Foto: Divulgação/WhoScored)

    Só dois brasileiros estão entre os 50 melhores do futebol europeu, segundo ranking da temporada 2019-20 do WhoScored. Neymar, com nota média 8,58, é o segundo melhor do continente, atrás apenas do alienígena Messi (8,61). O outro brasileiro no Top 50 é o volante Casemiro, em 21º, com 7,54.

    Para entrar no ranking, é preciso ter atuado em pelo menos 14 rodadas. A cada partida, o WhoScored atribuiu uma nota de 0 a 10 para cada jogador, usando também como base mais de 200 tipos de estatísticas (gols, assistências, falhas defensivas, chances perdidas, chances criadas, lançamentos, faltas, cartões, disputas pelo alto, etc.). O ranking considera apenas as partidas pelos cinco maiores campeonatos nacionais da Europa (Inglaterra, Espanha, França, Alemanha e Itália). Não são computadas as notas por competições continentais (Champions League e Europa League) e copas nacionais (Copa da Inglaterra e Copa do Rei, por exemplo).

    Entre os 50 melhores, os países com mais jogadores são França, Argentina, Espanha, Alemanha, Inglaterra e Portugal.

    *Os dez primeiros colocados do ranking WhoScored, com as cinco principais ligas da Europa

    SELEÇÃO
    O WhoScored também montou uma seleção do futebol europeu com o mesmo ranking, mas aumentando para 20 o número mínimo de partidas disputadas. Com isso, Neymar ficou fora do time dos 11 melhores jogadores das 5 maiores ligas.

    A seleção ficou com Szczesny (Juventus); Ricardo Pereira (Leicester), Van Dijk (Liverpool), Halstenberg (Leipzig) e Davies (Bayern Munich); De Bruyne (Man. City), Di Maria (PSG), Sancho (Borussia Dortmund) e Messi (Barcelona); Lewandowski (Bayern Munich) e Mbappe (PSG).

    No ranking, Cristiano Ronaldo é o sétimo melhor jogador no geral, com nota média 7,90, mas não entra na seleção porque fica atrás de concorrentes na sua posição.

    OS 20 MELHORES BRASILEIROS

    Em atividade nas cinco maiores ligas da Europa, segundo o ranking WhoScored

    Jogador (clube)

    Nota média

    1 Neymar (PSG)

    8.58

    2 Casemiro (Real Madrid)

    7.54

    3 Richarlison (Everton)

    7.32

    4 Philippe Coutinho (Bayern Munich)

    7.27

    5 Roberto Firmino (Liverpool)

    7.26

    6 Willian (Chelsea)

    7.25

    7 Marquinhos (PSG)

    7.19

    8 Gabriel Jesus (Manchester City)

    7.19

    9 João Pedro (Cagliari)

    7.16

    10 Rafinha (Celta Vigo)

    7.13

    11 Felipe Anderson (West Ham)

    7.07

    12 Alex Sandro (Juventus)

    7.03

    13 William (Wolfsburg)

    7.03

    14 Pablo (Bordeaux)

    7.02

    15 Fernando (Sevilla)

    7.02

    16 Hernani (Parma Calcio 1913)

    6.99

    17 Andrei Girotto (Nantes)

    6.99

    18 Marcelo (Lyon)

    6.98

    19 Felipe (Atletico Madrid)

    6.98

    20 Thiago Silva (PSG)

    6.97

  • Estrangeiros

    Uma seleção de gringos para celebrar o aniversário do Athletico

    Uma seleção de gringos para celebrar o aniversário do Athletico
    O polonês Nowak: ele faleceu em 2005, aos 29 anos, vítima de uma Esclerose Lateral Amiotrófica (Foto: Divulgação/Wolfsburg)

    Como comemoração aos 96 anos do Athletico Paranaense, comecei a listar os 96 melhores jogadores da história do clube. E, ao longo da tarefa, percebi que vários bons jogadores ficariam de fora. Seria injusto e arriscado.

    “Como você faz uma lista com 96 e esquece do fulano?”

    Esse questionamento ficou povoando a minha cabeça e parti para outra linha.

    Para fugir da tradição da seleção dos melhores da história, apelo hoje para a seleção dos gringos.

    O time ficaria com essa cara:

    Viáfara
    Sanguinetti, Baloy, Pavez e Marin
    Lucho González, Nowak, Matosas e Ferreira
    Guerrón e Marco Rubén

    LATERAL IMPROVISADO
    O único lateral-direito estrangeiro que conseguiu achar na história do clube foi o português Pereirinha, que teve passagem apagada pelo clube. Com isso, preferi improvisar o uruguaio Sanguinetti, do Furacão de 49, nessa posição. Não tive a oportunidade de ver vídeo, mas li relatos sobre o jogador. Tudo indica que poderia se destacar ali, pelo bom passe, inteligência tática e disposição física.

    ZAGA
    Outra dificuldade é encontrar dois zagueiros gringos. Baloy tem uma carreira sólida, mas foi irregular no Athletico em 2005 (fez alguns bons jogos e outros ruins). Vilches sempre foi um zagueiro discreto, mas muito seguro. Quase não falhou, mas pouco se destacou. A outra opção seria Vanegas. Alguns colocaria até Nowak ali. Mas o polonês, que jogou em 1996 e 1997 no clube, não gostava de atuar na defesa. Ele revelou isso para a reportagem do Bem Paraná (na época, chamado de Jornal do Estado). A especialidade dele era atuar como médio-centro (posição vulgarmente chamada de segundo volante no Brasil).

    MEIO-CAMPO
    No meio-campo, sobram opções. Lucho é uma lenda viva do futebol. Nowak sempre foi um jogador sólido, inteligente taticamente e com boa técnica. Já seu conterrâneo Piekarski tinha outras prioridades e acabou decepcionando aqui no Brasil. Matosas (nascido na Argentina e naturalizado uruguaio) entra na seleção pelo brilhante desempenho 1995, ano que marcou a revolução no Athletico. Para completar, o meia David Ferreira, que manteve o time vivo nos piores anos da Era Petraglia. Deixo aqui a menção honrosa para o uruguaio Ligüera, que foi bem em 2012. O espanhol Mérida mostrou qualidade em alguns momentos, mas seu estilo de jogo não combinava com a equipe naquele ano (2013-14). É o caso também de Julio dos Santos, com habilidade e visão de jogo incontestáveis, que com características que não se encaixavam no padrão tático do período (2008 e 2009).

    ATAQUE
    No ataque, Marco Rubén não precisa de apresentações. E Guerrón teve momentos de furacão no Athletico. Só não brilhou mais porque pegou um período turbulento, com trocas ‘bizarras’ de técnico e muita confusão no departamento de futebol.

    LISTA INACABADA COM OS MELHORES DA HISTÓRIA
    Sicupira
    Caju
    Kleberson
    Alex Mineiro
    Jackson
    Cireno
    Nilo Biazzetto
    Marreco
    Kleber Pereira
    Bruno Guimarães
    Renan Lodi
    Sanguineti
    Cocito
    Djalma Santos
    Flávio 'Pantera'
    Bellini
    Washington
    Assis
    Paulo Rink
    Oséas
    Marcelo Cirino
    Nilson Borges
    Jadson
    Fernandinho
    Santos
    Alberto
    Adriano Gabiru
    Alessandro
    Gustavo Caiche
    Igor
    Nem
    Fabiano
    Carlinhos Sabiá
    Valdir
    Marolla
    Laio
    Rui
    Alan Bahia
    Lucas
    Kelly
    Luizinho Netto
    Ricardo Pinto
    Gottardi Jr
    Nowak
    Marcão
    Paulo André
    Thiago Heleno
    Lucho González
    Nikão
    Paulo Baier
    Nivaldo
    Reginaldo ‘Cachorrão’

  • No PC

    Dois games de futebol bons e baratos para enfrentar a quarentena

    Dois games de futebol bons e baratos para enfrentar a quarentena
    Football, Tatics & Glory (Foto: Reprodução/Store.steampowered.com/app/375530/Football_Tactics__Glory/)

    Em tempos de quarentena, um game de futebol pode ser a salvação para o tédio. Para quem não gosta ou já cansou da dupla Fifa e PES, há opções mais baratas e que encaram o futebol de outra forma.

    Minhas duas sugestões do dia são o Football, Tatics & Glory e o New Star Soccer, ambos para PC (Windows).

    FTG
    O primeiro não é apenas mais um jogo de técnico de futebol (football management). É bem diferente de todos os games de esportes. A grande diferença é que as partidas ocorrem no sistema ‘estratégia por turno’. É como se fosse um jogo de tabuleiro. Entre uma partida e outra, aí sim o game se parece com os demais, com a administração do clube, compra e venda de jogadores, investimento em categorias de base e tudo mais.

    Football, Tatics & Glory custa R$ 33,24 na loja do Steam e está disponível para PC.

    Também é possível jogar a versão DEMO do game, gratuitamente, que também está disponível no Steam.

    NSS
    New Star Soccer (NSS) é mais antigo, de 2011. É um jogo com gráficos simples, mas com jogabilidade bem desenvolvida, muito semelhante à do clássico Sensible World of Soccer.

    A diferença é que você controla apenas um jogador, o seu avatar no caso. E o grande diferencial é administrar a carreira desse seu jogador virtual fora dos campos. Por exemplo, um dos maiores desafios é equilibrar o seu tempo vago, se vai visitar parentes, se relacionar com fãs, cair na balada ou apostar em um cassino. Todas essas decisões têm consequências imediatas na sua vida pessoal. E sua vida pessoal acaba interferindo na via profissional, no seu desempenho em campo.

    O game está disponível por R$ 19,99 no Steam.

    VÍCIO
    Tenho 45 anos e sou viciado em games de futebol desde os anos 80. Meu primeiro jogo foi The Double, no TK-90 X (a versão brasileira do ZX Spectrum, com 48kb de memória). The Double era um jogo de técnico de futebol.

    Depois, em 1992, quando eu já tinha um PC, consegui importar da Escócia o game One-Nil, da Wizard Games of Scotland. Fiz a compra pelos Correios. Essa compra foi tão exótica na época que o presidente da empresa, a Wizard Games, me mandou junto com os disquetes 3.5 uma carta agradecendo a escolha e afirmando estar honrado por vender seu game para alguém do Brasil, o ‘país do futebol’.

    Em 1993, começou a Era Fifa. E aí todo mundo sabe o que aconteceu no mundo dos games de futebol. Foi a partir daí que as esposas e namoradas começaram a ficar realmente preocupadas com os jogos eletrônicos...

  • Nível 88

    O dia em que Getterson igualou Cavani

    O dia em que Getterson igualou Cavani
    O Getterson 'básico', o Getterson 'especial' e Cavani: cartas do Fifa 20 (Foto: Reprodução/Fifa 20)

    Getterson, 28 anos. Revelado pelo PSTC e com passagens pela base do Internacional e do Coritiba.

    Começou a ganhar destaque em 2013, com boas atuações pelo Toledo no Paranaense. Em 2014, foi contratado pelo JMalucelli e chamou a atenção pela velocidade e pela força física.

    Em 2017, Getterson disputou o Brasileirão pelo Coritiba. Foi titular em três jogos e entrou como substituto em outros sete. Não conseguiu se destacar. Não marcou gols ou fez assistências.

    PORTUGAL
    Getterson estava livre após deixar o Fortaleza e chegou ao Marítimo, de Portugal, em janeiro de 2019. Ajudou o time a fugir do rebaixamento na temporada 2018/19. Fez dois gols em 14 jogos (11 como titular).

    Em 2019/20, Getterson atuou em 19 das 24 rodadas. Foi titular em nove. Marcou três gols e fez uma assistência. Está longe de ser um dos destaques da equipe — é o 18º do time no ranking de desempenho do WhoScored, com nota média 6,39.

    FIFA 20
    Mesmo sem ganhar destaque dentro da competição, o Fifa 20 resolveu lançar uma edição especial de Getterson. A nova carta do jogador no game da EA Sports tem nível 88. Esse é o mesmo nível da carta 'normal' do centroavante uruguaio Edinson Cavani.

    Na nova carta, Getterson tem superpoderes, como velocidade 90, força do chute 96, finalização 88, cruzamento 95, força física 92, controle de bola 89 e drible 86.

    A equipe do Fifa 20 não explicou por que Getterson foi escolhido para ganhar a carta especial — para obter essa versão do jogador é precisa realizar o Desafio de Montagem de Elenco (DME) da Liga Portuguesa.

    Outras cartas especiais do Fifa, porém, são justificadas pelo bom momento do jogador no futebol real. O meia português Bruno Fernandes, por exemplo, foi eleito o “Jogador do Mês” da Premier League e, por isso, ganhou uma carta especial no Fifa 20.

    Para se ter uma ideia do 'upgrade', a versão normal de Getterson no Fifa 20 é nível geral 68, com finalização 66, controle de bola 69 e velocidade 75.

    POLÊMICA
    Getterson é aquele jogador que ficou contratado pelo São Paulo por apenas cinco horas. Clique aqui para lembrar o caso, ocorrido em 2016.

  • Análise

    No Athletico, Pedrinho é preparado para jogar na função de Bruno Guimarães

    No Athletico, Pedrinho é preparado para jogar na função de Bruno Guimarães
    O esquema 4-1-4-1 do time principal e o 4-4-2 da equipe de aspirantes (Foto: Reprodução/This11)

    O meia-atacante Pedrinho, 20 anos, pode assumiur a posição que era de Bruno Guimarães no Athletico Paranaense. Na entrevista coletiva da última quarta-feira (dia 4), o técnico Dorival Júnior afirmou que o novato está sendo preparado para se encaixar no esquema tático da equipe principal.

    Dorival Júnior vem armando a equipe no 4-1-4-1, com apenas um volante — Wellington é o titular. Na linha de quatro do meio-campo, o técnico utiliza dois extremos pelos lados do campo — Nikão e Carlos Eduardo, por exemplo. Completam a linha dois médios-centro (Cittadini e Erick). O técnico deu entender que pretende usar Pedrinho ali, como médio-centro.

    NOMENCLATURA
    O termo médio-centro se refere ao meio-campista que se aproxima do volante para organizar o meio-campo e, na fase ofensiva do jogo, tem a liberdade para invadir a área adversária para finalizar. Era como jogava Bruno Guimarães em 2019.

    No Brasil, essa função é vulgarmente chamada de “segundo volante”. É um termo ultrapassado, que provoca confusões. Até porque alguns times jogam com dois médios-centro e sem volantes. E fica bizarro afirmar que uma equipe está jogando com “dois segundos volantes”. Não faz sentido. É preciso atualizar a nomenclatura do futebol brasileiro, que era razoável para descrever o futebol dos anos 80 e 90, mas inadequada para o jogo atual.

    Além disso, vários times usam o 4-2-3-1 com dois “primeiros volantes”: um pela esquerda e outro pela direita. Não há “segundo volante” nesses casos. Portanto, é mais uma daquelas expressões antiquadas, como “quarto zagueiro”.

    ENGANCHE
    A palavra volante também dá a falsa impressão que o jogador tem atribuições mais defensivas do que ofensivas. Aliás, essa palavra só possui conotação defensiva no futebol brasileiro. Nos países de língua espanhola, todos os meias são volantes. Os meias mais ofensivos (os donos da camisa 10) são chamados de “volante de enganche”.

    TÉCNICOS
    Alguns técnicos evitam usar a expressão “primeiro volante” e “segundo volante”. Wagner Lopes afirmou que prefere chamar de “meias centrais” esses jogadores. Marquinhos Santos usava a expressão “meias de transição” para descrever o "médio-centro". Já o site oficial do Coritiba adotou a nomenclatura “médio-centro”, que já vem sendo usada há muito tempo no futebol português.

    PEDRINHO NO 4-1-4-1
    Na entrevista coletiva de quarta-feira, Dorival Júnior explicou como encaixar Pedrinho no 4-1-4-1. Contra o Rio Branco, o jogador acabou atuando como centroavante, mas não rendeu. “Não queria ele lá enfiado, porque a característica dele é diferente. É realmente de segundo atacante. Na nossa equipe seria um dos meias, dando liberdade para que tenha essa movimentação. Ele está sendo preparado para que possa desenvolver essa função. Ele tem condições”, disse o treinador.

    Dorival deixou claro que não planeja usar Pedrinho pelos lados do campo. “Quando cheguei aqui, me passaram que ele (Pedrinho) também era jogador de lado de campo, mas as características principais são pelo centro. Temos que aproveitar isso da melhor forma possível”, comentou.

    ASPIRANTES
    O time de aspirantes do Athletico usa outro esquema tático. No último jogo, Eduardo Barros colocou Mingotti como centroavante e Jajá como um jogador ofensivo bem próximo do camisa nove, com muita liberdade para articular pelos lados e para invadir a área em momentos decisivos. Essa posição hoje é chamada de “segundo atacante” por alguns treinadores. É a função que consagrou Pelé, um camisa 10 que nunca foi um meia-armador e sempre foi um jogador definição, próximo ao centroavante.

    “Com o Eduardo, ele (Pedrinho) caracteriza bem essa função. Na nossa maneira de jogar, é um poquinho diferente. Necessita de um bate-volta mais frequente. E para que isso aconteça, ele precisa estar mais preparado, até fisicamente”, explicou Dorival.

    Quando Pedrinho estava atuando pelos aspirantes, Eduardo Barros não usou um centroavante fixo. Ele deu muita liberdade para os dois atacantes de frente.

  • Mercado da bola

    Ranking com as 11 maiores vendas da história do Coritiba

    Ranking com as 11 maiores vendas da história do Coritiba
    Alex: quarta maior venda da história do Coritiba (Foto: Franklin de Freitas)

    O lateral-direito Yan Couto, 17 anos, se tornou a maior venda da história do Coritiba. O Manchester City pagou 6 milhões de euros pelo jogador. Antes, a maior transferência do clube havia ocorrido em 2005, com a ida do lateral-direito Rafinha para o Schalke, da Alemanha, por 5 milhões de euros. Em seguida, em 2010, o clube alemão vendeu o jogador para o Genoa, da Itália, por 8 milhões de euros. Em 2011, o Bayern de Munique pagou 5,5 milhões de euros por ele. Com o fim do contrato na Europa, em julho de 2019, ele veio a custo zero (apenas por salários) ao Flamengo.

    Os dados são do site alemão Transfermarkt.de, da Alemanha, especializado em transações de jogadores em todo o planeta. Com base nos dados dos alemães, o Bem Paraná montou o ranking das 11 maiores vendas pelo Coritiba em toda história. No site alemão, porém, não há dados da negociação do meia Alex para o Palmeiras, em 1997. Segundo os arquivos do Bem Paraná, o jogador foi vendido por 2,8 milhões de dólares para o clube paulista. O valor é equivalente a 2,5 milhões de euros, considerando a cotação de 2020. O euro começou a circular em 1999.

    A venda de Alex ocorreu em outra realidade. O mercado do futebol mundial girava com valores mais baixos. Para se ter uma ideia, o atacante Ronaldo 'Fenômeno' quebrou em 1997 o recorde de maior transferência da história até então ao ser comprado por 28 milhões de euros pela Internazionale. Hoje, essa transferência é apenas a 9ª maior da história. O recorde é de Neymar, comprado em 2017 por 222 milhões de euros pelo Paris Saint-Germain.

    O ranking foi feito em euros, devido à estabilidade da moeda. Além disso, a Europa é o maior mercado do futebol mundial. A conversão para reais provocaria distorções. O meia Alex, por exemplo, foi vendido em um período com a cotação do dólar a R$ 1,2. Hoje, a moeda dos Estados Unidos está R$ 4,5.

    OS MAIS CAROS DA HISTÓRIA DO CORITIBA

    Jogador

    Posição

    Preço em Euros

    Ano

    Destino

    Yan Couto

    lateral-direito

    6 milhões

    2020

    Manchester City (Ing)

    Rafinha

    lateral-direito

    5 milhões

    2005

    Schalke (Alemanha)

    Juninho

    zagueiro

    3 milhões

    2017

    Palmeiras

    Alex

    meia

    2,5 milhões*

    1997

    Palmeiras

    Lucas Mendes

    zagueiro/lateral

    2,3 milhões

    2013

    Olympique (França)

    Henrique

    zagueiro

    2,2 milhões

    2008

    Palmeiras

    Adriano

    lateral-esquerdo

    2,1 milhões

    2005

    Sevilla (Espanha)

    Dodô

    lateral-direito

    2 milhões

    2018

    S.Donetsk (Ucrânia)

    Miranda

    zagueiro

    2 milhões

    2006

    Sochaux (França)

    Davi

    meia

    1,9 milhão

    2012

    Guangzhou R&F (China)

    Junior Urso

    volante

    1,8 milhão

    2014

    Shandong (China)

    *Alex foi vendido por 2,8 milhões de dólares, o equivalente a 2,5 milhões de euros na cotação de 2020

    Fonte: Transfermarkt.de e arquivo Bem Paraná

  • Ex-Athletico

    Bruno Guimarães estreia na França com vitória e bom futebol

    Bruno Guimarães estreia na França com vitória e bom futebol
    Bruno Guimarães, ao centro, comemora a vitória com os companheiros do Lyon (Foto: Reprodução/twitter.com/OL)

    O médio-centro Bruno Guimarães, 22 anos, estreou com vitória na França. Nessa sexta-feira, ele fez sua primeira partida pelo Lyon e teve bom desempenho na vitória por 2 a 0 sobre o Metz, pela 26ª rodada do Campeonato Francês. O Lyon é o sexto colocado. O Metz, o 15º.

    Bruno Guimarães foi titular e recebeu do site WhoScored a nota 7,6 pela atuação, a terceira maior da partida, atrás apenas de dois colegas de equipe: o centroavante francês Moussa Dembele, que fez um gol e deu uma assistência na partida, e o zagueiro belga Denayer. Ambos alcançaram nota 8,0.

    Entre os meio-campistas da equipe, Bruno Guimarães foi quem mais acertou passes (total de 45) e teve precisão de 87%. Foi o líder em desarmes (5), empatado com o volante francês Tousart. O jogador brasileiro ainda acertou um passe para finalização, quatro lançamentos, dois dribles, sofreu uma falta e só foi desarmado uma vez na partida. Não arriscou chutes a gol na sua estreia.

    O técnico francês Rudi Garcia, ex-meio-campista, escalou o time no 3-4-1-2, com Bruno Guimarães e Tousart centralizados na linha de 4. Dembele e o camaronês Toko Ekambi formaram a dupla de ataque, com o francês Terrier como meia ofensivo centralizado.

    Essa foi a última partida do Lyon antes de encarar a Juventus no jogo de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, na próxima quarta-feira.

    A tendência é que Bruno Guimarães siga como titular e que, com o tempo, ganhe mais liberdade ofensiva no novo clube. A partir daí, é questão de tempo que o brasileiro vire presença frequente nas convocações de Tite.

    Bruno Guimarães foi vendido pelo Athletico para o Lyon por 20 milhões de euros, uma marca importante na história do clube e do futebol brasileiro. Clique aqui para saber mais.
    https://www.bemparana.com.br/blog/entrelinhas-do-jogo/post/athletico-bate-um-recorde-no-mercado-da-bola#.XlFm42hKi70

  • Europa

    Emprestado pelo Coritiba, Vitor Carvalho entra em lista de 'Estreias Goleadoras'

    Emprestado pelo Coritiba, Vitor Carvalho entra em lista de 'Estreias Goleadoras'
    As estreias goleadores na Liga Portugal (Foto: Reprodução/Twitter/Ligaportugal)

    O twitter oficial da Liga Portugal divulgou nessa sexta-feira (dia 14) uma mensagem destacando a chegada do volante Vitor Carvalho ao Gil Vicente. Na estreia pelo clube português, no último domingo, o jogador marcou dois gols no empate em 2 a 2 com o Braga, pela 20ª rodada da primeira divisão nacional.

    Na mensagem, Vitor Carvalho aparece entre as maoires 'Estreias Goleadoras' na Liga Portugal no século atual, ou seja, jogadores que marcaram mais gols na primeira partida pelo novo clube.

    Desde 2001, só dois jogadores conseguiram uma estreia mais goleadora que Vitor Carvalho: o colombiano Fredy Montero (três gols pelo Sporting Lisboa, na temporada 2013-14) e o brasileiro Marcelo Toscano (três gols pelo Vitória Guimarães em 2010-11).

    Revelado na base do Coritiba, Vitor Carvalho, 22 anos, está emprestado pelo clube paranaense ao Gil Vicente. Na equipe brasileira, disputou 67 jogos e marcou um gol.

    Fundado em 1924, o Gil Vicente está em 12º lugar na primeira divisão nacional e volta a jogar nesta sexta-feira (dia 14), contra o Vitória de Setúbal.

  • Mercado da bola

    Venda de Bruno Guimarães pelo Athletico é a segunda maior em ranking de transferências

    Venda de Bruno Guimarães pelo Athletico é a segunda maior em ranking de transferências
    Médios-centro brasileiros mais caros da história, segundo o site alemão Transfermarkt (Foto: Reprodução/Transfermarkt)

    O Athletico Paranaense atingiu uma marca histórica no mercado da bola. A venda de Bruno Guimarães para o Lyon, da França, é a segunda maior feita por um clube brasileiro de um jogador dessa posição. No site alemão Transfermarkt, especializado nesse assunto, Bruno é classificado como ‘médio-centro’ e foi vendido por 20 milhões de euros. A maior marca é a venda de Arthur pelo Grêmio para o Barcelona.

    Aqui, no Brasil, usamos a expressão ‘segundo volante’ para esse tipo de jogador.

    Até então, o terceiro lugar no ranking é do Internacional, com a venda do médio-cento Fred para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, por 15 milhões de euros. Bruno Guimarães foi vendido por 20 milhões de euros.

    MAIORES VENDAS DE MÉDIOS-CENTRO POR CLUBES BRASILEIROS

    Nome

    Valor em Euros

    Clube vendedor

    Clube comprador

    Arthur

    31 milhões

    Grêmio

    Barcelona

    Bruno Guimarães

    20 milhões

    Athletico

    Lyon

    Fred

    15 milhões

    Internacional

    Shakhtar Donetsk

    Aránguiz

    13 milhões

    Internacional

    Leverkusen

    Douglas Luiz

    12 milhões

    Vasco

    Manchester City

     

     

    MAIORES VENDAS DE MÉDIOS-CENTRO BRASILEIROS

    Nome

    Valor em Euros

    Clube vendedor

    Clube comprador

    Fred

    59 milhões

    Shakhtar Donetsk

    Manchester United

    Paulinho

    42 milhões

    Barcelona

    GZ Evergrande

    Paulinho

    40 milhões

    GZ Evergrande

    Barcelona

    Anderson

    31,5 milhões

    Porto

    Manchester United

    Arthur

    31 milhões

    Grêmio

    Barcelona

    Ramires

    28 milhões

    Chelsea

    JS Suning

    Flávio Conceição

    25 milhões

    La Coruña

    Real Madrid

    Ramires

    22 milhões

    Benfica

    Chelsea

    Bruno Guimarães

    20 milhões

    Athletico

    Lyon

     

  • Europa

    Revelado pelo Coritiba, lateral aparece entre 'estrelas emergentes' da Uefa

    Revelado pelo Coritiba, lateral aparece entre 'estrelas emergentes' da Uefa
    Dodô: revelado pelo Coritiba (Foto: Divulgação/Shakhtar.com)

    O lateral-direito Dodô, 21 anos, entrou na lista de 50 'estrelas emergentes' da Uefa. A versão em inglês do site usa a expressão 'Ones to Watch'. A entidade coletou votos de jornalistas de todo o continente para escolher os novatos com maior potencial dentro do futebol europeu.

    Apenas três brasileiros entraram na lista: o atacante Gabriel Martinelli (ex-Ituano), do Arsenal, o ponta Tetê (ex-Grêmio) e o lateral Dodô, ambos do Shakhtar Donetsk.

    Revelado na base do Coritiba, Dodô chegou a jogar 54 partidas pelo profissional do clube paranaense, nas temporadas 2016 e 2017. No início de 2018, foi vendido por 2 milhões de euros para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.

    Ainda pelo Coritiba, Dodô defendeu a seleção brasileira no Mundial Sub-17 de 2015 e no Sul-Americano Sub-17 de 2017. Na Ucrânia, o jogador demorou para se adaptar e só disputou três partidas na primeira temporada. Em seguida, na temporada 2018/2019, acabou emprestado ao Vitória de Guimarães, de Portugal. Quando retornou, virou titular do Shakhtar e vem jogando com frequência.

    Clique aqui para ver a lista de 50 'estrelas emergentes' da Uefa.

  • Europa

    Renan Lodi entra em seleção de revelações da Liga dos Campeões

    Renan Lodi entra em seleção de revelações da Liga dos Campeões
    As revelações da Liga dos Campeões 2019/20 (Foto: Divulgação/UEFA)

    O lateral-esquerdo Renan Lodi, 21 anos, entrou para a seleção das revelações da Liga dos Campeões da Europa 2019/20. Revelado pelo Athletico Paranaense, o jogador do Atlético de Madrid foi titular nas seis partidas da atual edição da competição europeia e deu uma assistência. E foi eleito o melhor em campo na vitória por 1 a 0 sobre o Bayer Leverkusen.

    A seleção das 11 revelações foi divulgada pela própria UEFA. Os critérios para entrar são: 1) ter 24 anos ou menos; 2) estar jogando a Liga dos Campões pela primeira vez ou ter pouca experiência anterior na competição.

    As 11 revelações da edição 2019/20 são Meret (Napoli), Hakimi (Borussia Dortmund), Pavard (Bayern Munich), Upamecano (Leipzig), Renan Lodi (Atlético de Madrid), Berge (Genk), Havertz (Leverkusen), Dani Olmo (Dinamo Zagreb), Rodrygo (Real Madrid), Haaland (Salzburg) e Lautaro Martínez (Inter).

    Clique aqui para ver no site oficial da competição.
    https://www.uefa.com/uefachampionsleague/news/newsid=2635905.html

    Renan Lodi foi vendido em junho pelo Athletico por 20 milhões de euros. Ele já soma 24 jogos, um gol e duas assistências pelo clube espanhol.

  • Votação

    Os melhores da história do Paraná Clube

    Os melhores da história do Paraná Clube
    A votação para melhores da história do Paraná Clube (Foto: Reprodução/Paranaclube.com.br)

    O Paraná Clube abriu votação para elegar a seleção dos melhores nos 30 anos de história. Como testemunha do futebol paranaense, entrei lá no site e votei no meu 11 ideal, com Caio Júnior como técnico.

    Os 11 que escolhi são: Luiz Henrique; Gil Baiano, Edinho Baiano, Ageu e Ednelson; João Antônio, Beto, Adoilson e Ricardinho; Renaldo e Saulo.

    Tive a oportunidade de ver todos esses ao vivo, no estádio. Algo que não é possível quando votamos nos melhores de Athletico Paranaense (fundado em 1924) e Coritiba (1909). Dessa forma, a escolha fica mais interessante.

    TÉCNICO
    Caio Júnior foi o técnico responsável pela maior façanha da história do clube: uma vaga na Libertadores. Conseguiu o 5º lugar no Brasileirão com um elenco barato. Além dos bons resultados, Caio Júnior sempre apresentou bom desempenho dentro de campo, sendo fiel ao seus conceitos de jogo e proibindo atitudes antijogo por parte dos seus jogadores. Já Otacílio conquistou títulos estaduais contando com um elenco espetacular. Tem meu respeito, mas nunca terá meu voto.

    GOLEIRO
    A tendência é que a maioria vote em Régis, pela importância histórica para o clube. Acabei votando em Luiz Henrique porque meu critério é desempenho - e não meramente o resultado. Luiz Henrique foi um goleiro seguro e de defesas espetaculares, sem a postura preguiçosa e arrogante de Régis.

    INJUSTIÇAS
    Nas demais posições, é frustrante ter que deixar de fora o guerreiro Hélcio, os monstros Hilton e Marcão, os geniais Serginho Cabeção e Lucio Flavio e o decisivo Maurílio. No entanto, o futebol tem dessas injustiças. Que os deuses do futebol me perdoem.

  • Análise

    Athletico teve melhores resultados na grama natural da Arena do que na sintética

    Athletico teve melhores resultados na grama natural da Arena do que na sintética
    A grama sintética da Arena da Baixada (Foto: Geraldo Bubniak)

    O Athletico Paranaense teve resultados melhores na Arena da Baixada quando o estádio tinha grama natural do que na “Era Sintética”. De 1999 a 2015, o clube somou 69,56% dos pontos que disputou no gramado “vivo”. No início de 2016, com autorização da Fifa, instalou a grama artificial. Desde então, somou 69,50% dos pontos no local. A diferença é mínima, de 0,06%. Os números consideram apenas jogos por competições oficiais.

    As melhores temporadas como mandante da história do Athletico, aliás, foram na era da grama natural. O recorde foi em 2001, ano com dois títulos: Brasileiro e Paranaense. Naquele ano, foram 34 jogos no estádio atleticano, com 25 vitórias, 6 empates e 3 derrotas – aproveitamento de 79,41%.

    O segundo melhor ano foi em 2005, quando ganhou o Paranaense, foi vice da Libertadores e terminou o Brasileirão em 6º lugar. Foram 35 jogos, 26 vitórias, 5 empates e 4 derrotas em casa – aproveitamento de 79,04%.

    O pior ano da história do Athletico na Arena foi em 2017, com a grama sintética. Naquele ano, sob o comando dos técnicos Paulo Autuori, Eduardo Baptista e Fabiano Soares, o time só somou 53% dos pontos no estádio – pior desempenho como mandante desde 1999.

    Em 2019, o Athletico de Tiago Nunes somou 76% dos pontos disputados. Esse não é o melhor ano do clube na grama sintética. O maior aproveitamento foi registrado em 2016, no primeiro ano com o piso artificial, com 78% dos pontos conquistados.

    O DESEMPENHO DO ATHLETICO NA ARENA COM GRAMA NATURAL

    Ano

    Aprov.

    Jogos

    Pontos

    V

    E

    D

    1999

    73%

    15

    33

    10

    3

    2

    2000

    71%

    34

    72

    21

    9

    4

    2001

    79%

    34

    81

    25

    6

    3

    2002

    58%

    31

    54

    15

    9

    7

    2003

    70%

    29

    61

    19

    4

    6

    2004

    78%

    31

    73

    22

    7

    2

    2005

    79%

    35

    83

    26

    5

    4

    2006

    59%

    30

    53

    15

    8

    7

    2007

    66%

    35

    69

    20

    9

    6

    2008

    71%

    35

    75

    22

    9

    4

    2009

    68%

    35

    71

    21

    8

    6

    2010

    77%

    35

    81

    24

    9

    2

    2011

    60%

    34

    61

    17

    10

    7

    2014

    69%

    16

    33

    10

    3

    3

    2015

    65%

    32

    62

    18

    8

    6

    TOTAL

    69,56%

    461

    962

    285

    107

    69

     

    O DESEMPENHO DO ATHLETICO NA ARENA COM GRAMA SINTÉTICA

    Ano

    Aprov.

    Jogos

    Pts

    V

    E

    D

    2016

    78%

    29

    68

    21

    5

    3

    2017

    53%

    35

    56

    15

    11

    9

    2018

    73,00%

    39

    86

    26

    8

    5

    2019

    76%

    26

    59

    19

    2

    5

    TOTAL

    69,50%

    129

    269

    81

    26

    22

    Legenda: Aprov. = aproveitamento de pontos; V = vitórias, E = empates, D = derrotas

    Obs.: Desde 1999, contando só jogos por competições oficiais

  • Análise de desempenho

    Ex-Coritiba, Paraná e Londrina, atacante lidera ranking de gols de falta

    Ex-Coritiba, Paraná e Londrina, atacante lidera ranking de gols de falta
    Arthur Caíke nos tempos de Paraná Clube: especialista em gols de cabeça (Foto: Franklin de Freitas)

    O atacante Arthur Caíke, 27 anos, é o jogador com mais gols de falta marcados na soma das edições 2018 e 2019 do Campeonato Brasileiro. Segundo dados do site Sofascore, ele fez quatro gols dessa forma nas duas temporadas da competição.

    Hoje no Bahia, Caíke começou a carreira no Iraty e defendeu em seguida o Londrina. Em 2012, foi campeão da segunda divisão do Paranaense com o Paraná Clube. Terminou aquela temporada como artilheiro do time da capital, com 12 gols em 39 jogos. Na Série B daquele ano, anotou nove gols em 33 partidas. Nenhum em cobrança de falta. A especialidade dele era o jogo aéreo, apesar de ter apenas 1,74 m de altura — foram quatro gols de cabeça.

    No Paraná, Arthur não teve oportunidades para cobrar faltas, já que o clube contava com os meias Lúcio Flávio e Welington e o lateral-esquerdo Fernandinho, todos especialistas na bola parada.

    Arthur Caíke também jogou no Coritiba em 2013. Foram quatro gols em 26 partidas. Naquele ano, o Coxa contava com o craque Alex para as cobranças de falta.

    Outro número impressionante é a precisão de Arthur Caíke. Ele só precisou de seis cobranças de falta para marcar quatro gols dessa forma. É o oposto do lateral-esquerdo Carleto, que precisou de 23 cobranças para marcar dois gols de falta.

    BOLA PARADA

    Gols de falta nas edições 2018 e 2019 do Brasileirão, segundo o Sofascore

    Jogador

    Clube

    Gols de falta

    Cobranças de falta

    Arthur Caíke

    Chape/Bahia

    4

    6

    Marlone

    Sport

    2

    6

    Diego Torres

    Chapecoense

    2

    8

    Sanchez

    Santos

    2

    8

    Rafael Vaz

    Goiás

    2

    8

    Carleto

    Athletico-PR/Ceará

    2

    23

    Valencia

    Botafogo

    2

    23

  • Série B

    A crise no Coritiba ainda é um mistério

    A crise no Coritiba ainda é um mistério
    Torcida protesta no Couto Pereira (Foto: Geraldo Bubniak)

    O Coritiba está há quase três anos sem jogar um bom futebol. Não apresenta um desempenho digno da sua estrutura há muito tempo. Na gestão Bacellar, a explicação para o fracasso no futebol ficou evidente (contratações sem critério e falta de estabilidade para as comissões técnicas e para os executivos de futebol). No entanto, a crise na Era Samir Namur segue um mistério.

    A performance pífia da equipe no Paranaense e na Série B de 2019 não pode ser explicada pela capacidade dos técnicos. Argel Fucks não é um gênio, mas sempre montou times competitivos por onde passou. Aqui, conseguiu apenas espamos. Umberto Louzer já mostrou que tem bom conhecimento tático do futebol e conta com apoio irrestrito dos jogadores. Tanto que ganhou abraços do grupo e elogios do veterano Rafinha após a vitória contra o São Bento. Mesmo assim, a equipe não consegue desenvolver em campo nem 50% do seu verdadeiro potencial.

    ELENCO
    A outra explicação para a crise poderia ser a falta de qualidade dos jogadores. Também não posso concordar. O Coritiba tem o melhor elenco da Série B. Pelo menos, no papel. Os 22 principais atletas do grupo têm currículo de bom nível para os padrões da Série B. Rodrigão, Wilson, Rafinha, Robson, Giovanni (melhor jogador da Série B 2018), Alex Muralha, Diogo Mateus (melhor lateral-direito do Paulistão 2019), Patrick Brey e Wanderley são jogadores acima da média da realidade da segunda divisão nacional.

    AMBIENTE
    A única explicação que sobra é o ambiente de trabalho. A impressão é que há algo de errado, alguma 'contaminação' no departamento de futebol. Esse problema poderia pesar nos ombros do executivo de futebol, Rodrigo Pastana. Ele é o grande responsável por manter um ambiente profissional e competitivo no futebol do Coritiba.

    O curioso é que, no Paraná Clube, Pastana conseguiu se destacar em 2017 também nesse aspecto, de relacionamento com comissão técnica, dirigentes e jogadores. Já em 2018 o executivo teve um ano difícil em vários aspectos.

    Em todo caso, não vejo Pastana como culpado pelo fraco desempenho em campo do Coritiba em 2019. Até porque, em 2018, antes da chegada dele, o time tinha uma performance ainda pior e aparentava ter um ambiente mais conturbado no departamento de futebol.

    Por todas essas razões, a crise no Coritiba parece ser um mistério. E meu palpite é que a verdade só vai aparecer no período eleitoral.

  • Paraná Clube

    O duelo 'Fernando Neto x Itaqui' e os vícios da imprensa esportiva

    O duelo 'Fernando Neto x Itaqui' e os vícios da imprensa esportiva
    Fernando Neto (Foto: Divulgação/Paraná Clube/Geraldo Bubniak)

    “Fernando Neto tem que ser titular do Paraná Clube”

    Você já deve ter ouvido essa frase nas últimas semanas. Tanto por parte de jornalistas como de torcedores.

    E os protestos fazem todo sentido. Afinal, Fernando Neto foi o melhor meio-campista do Paraná Clube enquanto Dado Cavalcanti esteve no clube.

    Com a chegada de Matheus Costa, Itaqui ganhou essa vaga e Fernando Neto vem amargando o banco.

    E, quando a imprensa esportiva busca uma explicação para essa situação, acaba tropeçando num velho vício. Nós, jornalistas esportivos, temos a mania de explicar tudo no futebol com base na qualidade individual do jogador. E esquecemos que esse é apenas um dos aspectos do jogo. E esquecemos de um problema ainda maior: qualidade é algo extremamente subjetivo.

    CARACTERÍSTICAS DE JOGO
    A titularidade de Itaqui e o banco de Fernando Neto são decisões que podem ser explicadas pelas características dos jogadores. São duas peças que ocupam o mesmo espaço em campo, mas que entregam para o time um 'pacote de serviços' completamente diferente.

    Itaqui é um jogador com pouca movimentação, mas excelente posicionamento. Já não tem vigor físico para os duelos individuais, mas tem boa leitura de jogo. É um especialista nas bolas longas, com boa visão de jogo, mas já não possui aceleração para fazer tabelas e construir rapidamente por passes curtos. Além disso, é um líder dentro do elenco e especialista na bola parada.

    Fernando Neto é quase o oposto em todos os aspectos. É um jogador de muita mobilidade, que se movimenta por todo o campo e está sempre procurando as tabelas, o chamado 'um, dois'. É um volante (ou meia-central) que se aproxima bastante da área e também busca a infiltração na área, conforme as circunstâncias. Sem a bola, tem facilidade para acompanhar jogadores rápidos, mas certas dificuldades para duelar com adversários que sabem usar o corpo para proteger a bola.

    Portanto, é bem provável que Matheus Costa tenha escolhido Itaqui pelas características, e não exatamente pela qualidade.

    ITAQUI E NETO JUNTOS
    Itaqui e Fernando Neto podem jogar juntos? Não só podem, como devem. E o próprio Matheus Costa provou isso.

    Nos 15 minutos finais contra o Cuiabá, Fernando Neto entrou na partida e jogou aberto no lado esquerdo, na posição que era de Ramon. Foram os melhores 15 minutos do Paraná na partida. Naquele curto período, Fernando Neto participou de três boas construções ofensivas. Mesmo jogando como 'extremo' ou 'meia-ponta', teve bom desempenho.

    No entanto, é pouco provável que Fernando Neto ganhe a vaga de Ramon. Matheus Costa vê Ramon com dois grandes trunfos: é o melhor finalizador entre os que podem jogar pelo lado do campo e é um jogador altamente dedicado à parte tática.

    Fernando Neto, então, poderia atuar aberto pelo lado direito. Nesse caso, a disputa seria com Alesson e João Pedro, jogadores que levam vantagem nas jogadas de terço final, onde o espaço é mais reduzido.

    ESQUEMA TÁTICO
    Uma solução possível seria a alteração do esquema tático. Matheus Costa vem usando o 4-2-3-1, com Itaqui e Luiz Otávio de volantes. No 4-1-4-1, o treinador poderia manter Luiz Otávio como único volante e colocar Itaqui e Fernando Neto centralizados na linha de quatro. Na esquerda, poderia manter Ramon. A vaga na direita seria disputada por Matheus Anjos, Alesson e João Pedro.

  • Ídolo

    As confissões de Dirceu Krüger para um 'foca' do Bem Paraná

    As confissões de Dirceu Krüger para um 'foca' do Bem Paraná
    Dirceu Krüger e a estátua (Foto: Divulgação/Coritiba)

    Agosto de 1996. Eu era um 'foca', um jornalista recém-formado, com 21 anos de idade, que acabava de ser contratado pelo Bem Paraná – na época, chamado de Jornal do Estado.

    Minha primeira missão foi assumir o posto de setorista do Coritiba. Ou seja, acompanhar diariamente tudo que ocorria no clube.

    Logo no primeiro dia, fui ao Couto Pereira para vasculhar notícias e, entre um corredor e outro do estádio, tive uma visão.

    Estava ali, a poucos metros de mim, o Flecha Loira.

    Minhas pernas tremeram.

    Fiquei sem palavras, sem reação. Queria ter forças para dizer 'boa tarde', mas não consegui.

    Fiquei apenas olhando Dirceu Krüger caminhar pelos cantos do Couto Pereira, enquanto ele era tratado pelos demais apenas como 'aquele tiozinho que um dia jogou bola'.

    E não culpo ninguém por essa atitude. Krüger já estava há décadas no clube, já havia virado parte da paisagem do Couto Pereira. E, além disso, dava a impressão de não gostar de ser tratado como ídolo, de ser bajulado.

    A ARRANCADA DE 1996
    Passado o susto de ver de perto um ídolo do futebol, nos meses seguintes, tive a oportunidade de ter diversas conversas com Krüger. Muitas foram exclusivas e quase todo o conteúdo eu nunca publiquei.

    Na época, em agosto de 1996, Krüger era auxiliar-técnico e demonstrava saber tudo o que acontecia no futebol do clube, desde o sub-qualquer coisa até os profissionais, além dos meandros mais complicados da diretoria.

    Apesar de todo conhecimento, ele parecia ter pouca influência no rumo do departamento de futebol.

    O Coritiba começou o Brasileiro daquele ano apostando em Heron Ferreira como técnico. Não deu certo. Em seguida, trouxeram o veterano Pepe, que havia se destacado no Athletico um ano antes, em 1995. Não adiantou. O Coxa afundou ainda mais e o rebaixamento parecia o destino final.

    A tendência de queda só foi revertida com a chegada de Marco Aurélio Cunha para o cargo de diretor de futebol. Na época, não foi bem recebido por parte da imprensa, que preferia nomes mais 'íntimos' do futebol paranaense. Anos depois, porém, Cunha ganhou destaque nacional conquistando cinco títulos importantes com o São Paulo (Mundial, Libertadores e 3 Brasileiros).

    A APOSTA DE CUNHA
    Nas primeiras conversas com Cunha, ele demonstrou que estava encantado com Krüger. Sua humildade, seu conhecimento de futebol e sua facilidade em resolver problemas do dia a dia. Era o nome perfeito para ser o técnico, para se tornar uma espécie de 'Alex Ferguson' do Coxa.

    A primeiro jogada de Cunha foi colocar Krüger como interino. E o trabalho do Flecha Loira foi brilhante naquela reta final. Fixou Alex como titular absoluto, recuperou o futebol de Jetson e deu oportunidades a outras revelações da base, como Auri, Paulo Sérgio e Dirceu.

    O Coritiba reagiu e passou a vencer jogos improváveis. Aplicou 4 a 0 na Portuguesa no Couto Pereira. A mesma Lusa que seria vice-campeã brasileira semanas depois. E aplicou 2 a 0 no Grêmio no Olímpico. O mesmo Grêmio que seria campeão brasileiro semanas depois.

    O Brasileirão terminou com o Coxa em 14º lugar, sete pontos acima da zona de rebaixamento, e com a sensação que Dirceu Krüger merecia mais.

    O PARANAENSE DE 1997
    Marco Aurélio Cunha não estava satisfeito com Krüger como interino. Queria vê-lo como treinador efetivo. Krüger, porém, tinha receio. Em várias conversas, ele me explicou que temia ser demitido por qualquer par de derrotas e que ele não conseguiria viver longe do Coritiba. “O Coritiba é minha vida”, dizia.

    Cunha jurou que Krüger não seria demitido em caso de resultados negativos e conseguiu convencê-lo. Também garantiu que o técnico teria participação na montagem do elenco.

    Um dos reforços oferecidos foi o atacante Alex Alves, que havia se destacado no Vitória e no Palmeiras. Em conversa exclusiva, Krüger me contou porque recusou o jogador. Ele explicou que não queria jogadores com problemas extra-campo. E a história mostrou que o Flecha Loira estava certo. Alex Alves realmente era um jogador hábil e veloz, mas criou problemas graves por onde passou.

    No fim das contas, Cunha e Krüger montaram um elenco barato, com jogadores remanescentes de 1996 e algumas apostas das categorias de base. Os principais nomes eram Anselmo, Alexandre, Zambiazi, Auri, Claudiomiro, Paulo Sérgio, Dirceu, Alex, Basílio e Brandão.

    O time fez boa primeira fase e terminou em segundo lugar, com 9 vitórias, 1 empate e 1 derrota. A única derrota foi um 5 a 3 para o Paraná.

    No octogonal final, o Paraná ficou com o título, com 11 vitórias, 2 empates e 1 derrota. O Coxa de Krüger fez a mesma campanha que o Athletico: 9 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, mas ficou atrás do rival rubro-negro pelos pontos-extras trazidos da primeira fase.

    DE VOLTA AOS VELHOS DIAS
    O terceiro lugar no Paranaense não empolgou dirigentes, que só olharam para os resultados, não analisaram o momento especial vivido pelos rivais e desconsideraram o desempenho em campo. Marco Aurélio Cunha foi embora ser multicampeão no São Paulo. E Krüger voltou a ser o faz-tudo dentro do Couto Pereira.

    Ele retornou aos velhos dias, sem mágoas. Pelo menos, publicamente.

    Nas conversas com Krüger, ele deixava claro que não tinha rusgas com a diretoria e compreendia os dirigentes. No entanto, eu sentia uma certa tristeza nos olhos do Flecha Loira. Entre um jogo e outro, ele parecia fazer a mesma pergunta que eu sempre fiz: “por que nenhum paranaense acredita que Krüger pode ser um excelente treinador?”.

    Nunca encontrei a resposta.

  • Arena da Baixada

    Conmebol produz vídeo sensacional sobre Athletico 3x0 Boca Juniors

    Conmebol produz vídeo sensacional sobre Athletico 3x0 Boca Juniors
    A emoção da torcida atleticana na Arena da Baixada (Foto: Reprodução/Facebook/Conmebol Libertadores)

    A Conmebol Libertadores usou suas redes sociais para divulgar um vídeo espetacular sobre a vitória do Athletico contra o Boca Juniors, por 3 a 0, na última terça-feira. As imagens mostram a tensão pré-jogo dos jogadores, a emoção das duas torcidas, a vibração de Marco Ruben, a garra de Rony e a atmosfera mágica da Arena da Baixada. Clique aqui para assistir ao vídeo no Facebook da Conmebol Libertadores ou aqui para ver no Twitter da Conmebol Libertadores.

    Para saber mais sobre a repercussão do jogo, clique aqui e veja a lista de matérias do Bem Paraná sobre o Athletico Paranaense.

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