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Série B

A crise no Coritiba ainda é um mistério

Torcida protesta no Couto Pereira
Torcida protesta no Couto Pereira (Foto: Geraldo Bubniak)

O Coritiba está há quase três anos sem jogar um bom futebol. Não apresenta um desempenho digno da sua estrutura há muito tempo. Na gestão Bacellar, a explicação para o fracasso no futebol ficou evidente (contratações sem critério e falta de estabilidade para as comissões técnicas e para os executivos de futebol). No entanto, a crise na Era Samir Namur segue um mistério.

A performance pífia da equipe no Paranaense e na Série B de 2019 não pode ser explicada pela capacidade dos técnicos. Argel Fucks não é um gênio, mas sempre montou times competitivos por onde passou. Aqui, conseguiu apenas espamos. Umberto Louzer já mostrou que tem bom conhecimento tático do futebol e conta com apoio irrestrito dos jogadores. Tanto que ganhou abraços do grupo e elogios do veterano Rafinha após a vitória contra o São Bento. Mesmo assim, a equipe não consegue desenvolver em campo nem 50% do seu verdadeiro potencial.

ELENCO
A outra explicação para a crise poderia ser a falta de qualidade dos jogadores. Também não posso concordar. O Coritiba tem o melhor elenco da Série B. Pelo menos, no papel. Os 22 principais atletas do grupo têm currículo de bom nível para os padrões da Série B. Rodrigão, Wilson, Rafinha, Robson, Giovanni (melhor jogador da Série B 2018), Alex Muralha, Diogo Mateus (melhor lateral-direito do Paulistão 2019), Patrick Brey e Wanderley são jogadores acima da média da realidade da segunda divisão nacional.

AMBIENTE
A única explicação que sobra é o ambiente de trabalho. A impressão é que há algo de errado, alguma 'contaminação' no departamento de futebol. Esse problema poderia pesar nos ombros do executivo de futebol, Rodrigo Pastana. Ele é o grande responsável por manter um ambiente profissional e competitivo no futebol do Coritiba.

O curioso é que, no Paraná Clube, Pastana conseguiu se destacar em 2017 também nesse aspecto, de relacionamento com comissão técnica, dirigentes e jogadores. Já em 2018 o executivo teve um ano difícil em vários aspectos.

Em todo caso, não vejo Pastana como culpado pelo fraco desempenho em campo do Coritiba em 2019. Até porque, em 2018, antes da chegada dele, o time tinha uma performance ainda pior e aparentava ter um ambiente mais conturbado no departamento de futebol.

Por todas essas razões, a crise no Coritiba parece ser um mistério. E meu palpite é que a verdade só vai aparecer no período eleitoral.

Quem faz o blog

Jornalista formado pela UFPR, Silvio Rauth Filho é editor de Esportes do Bem Paraná. Acompanha o dia a dia de Athletico Paranaense, Coritiba e Paraná Clube desde 1996.

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