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Mulheres nas Startups

Conecta Day reúne startups para discutir gestão e participação feminina no ecossistema

A jornalista e empreendedora Thays Beleza, a engenheira Nara Haberland, da Bosch; a empreendedora Isabella Quartarolli, da How Educations; e Nayara Rogal, coordenadora de cultura da Ebanx.
A jornalista e empreendedora Thays Beleza, a engenheira Nara Haberland, da Bosch; a empreendedora Isabella Quartarolli, da How Educations; e Nayara Rogal, coordenadora de cultura da Ebanx. (Foto: Luis Felipe Miretzki)

Com dezenas de empreendedores e ideias inovadoras, o auditório do Sebrae/PR, em Curitiba (PR), virou um hub de conhecimento e estratégias para o ecossistema das startups durante o Conecta Day 2019, realizado no último sábado (18). “A ideia é que fosse um evento que trouxesse informação para o ecossistema, convidar empreendedores e outros atores para participar", explica Rafael Tortato, coordenador do Projeto Startups do Sebrae/PR.

Mediador de um dos painéis, Tortato pontua que um dos grandes desafios do ecossistemaé melhorar a forma como startups dialogam com empresas de grande porte, inclusive multinacionais.“A gente sabe que startups muitas vezes têm uma estrutura enxuta, um time de três a cinco pessoas, com uma ideia inovadora.Como fazer, então, para chegar a uma grande indústria? A gente tentou abordar essa questão, de como se preparar e qual a realidade da grande empresa, que, às vezes, faz exigências que a startup não está preparada para atender”, acrescenta.

Coordenador de inovação da Metalúrgica Schwarz, Rafale Bispo, conta que este é, de fato, um gargalo. “Hoje, o ponto crucial é que a startup entenda a empresa e que, na empresa, haja alguém lá dentro que entenda o que é uma startup, entenda suas dores. Tem que ser um jogo de ganha-ganha. E a startup tem que ter cuidado ao negociar com um grande fornecedor, para que ela não sangre através de um único cliente e gaste todo seu esforço”, esclarece.

Além de uma ponte mais estruturada entre startups e grandes companhias, o ecossistema também pede maior participação feminina. Atualmente, mais da metade da população brasileira é composta por mulheres, mas elas estão à frente, apenas, de 34% de todos os negócios formais ou informais no Brasil.

O tema foi aprofundado durante o painel “O Futuro é Feminino”, que teve a participação da jornalista e empreendedora THAYS BELEZE; da engenheira NARA HABERLAND, da Bosch; da empreendedora ISABELLA QUARTAROLLI, da How Educations; e de NAYARA ROGAL, coordenadora de cultura da Ebanx - que surgiu na capital paranaense e hoje presta serviços financeiros para gigantes internacionais, entre eles o Spotify.

Para Rogal, uma mudança profunda passa, necessariamente, por um trabalho de educação com meninas – e meninos – desde muito cedo. Especialmente em seu segmento de atuação, ela diz que as diferenças são ainda maiores. “Em relação à programação, esse é um problema mundial. Grandes empresas sofrem com isso: Google, Facebook, são basicamente do setor de tecnologia. Há poucas programadoras. Então, a gente tem trabalhado com muita força nessa virada de chave desde o ensino médio e fundamental, dando espaço em nossos programas de estágio e de contratação, para que tenhamos mais mulheres e times diversos em tecnologia. Geralmente, um produto que é pensado só por homens, vai acabar atendendo somente homens”, afirma.

Competição

Uma das atrações do Conecta Day 2019 foi o Demo Day Open Innovation. Em cinco minutos, cada um dos 20 empreendedores selecionados pode vender sua proposta e responder às perguntas da banca avaliadora, formada por parceiros do ecossistema. As cinco melhores iniciativas vão participar da fase final do Open Innovation, no dia 28 de maio, no Campus da Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).

O evento também lançou a primeira edição do SDG Tech Awards. O prêmio é uma iniciativa da organização dinamarquesa Sustainary, para reconhecer projetos voltados aos objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). As melhores propostas ganharão uma viagem para Copenhague, capital da Dinamarca.“A gente trabalha identificando e potencializando tecnologias sustentáveis. Os escolhidos vão ter 40 horas de mentoria e participar de um fórum com prefeitos do mundo inteiro, discutindo sustentabilidade”, completa o líder de inovação da Sustainary, Thiago Senden.

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