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Economia Anêmica

Nível de emprego e PIB estão aquém da meta para aumento do patamar de renda

Fernando Valente Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit)
Fernando Valente Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) (Foto: Divulgação)

"Crescimento do PIB em 0,4% e redução do desemprego para 11,4% no trimestre finalizado em julho são bem-vindos, mas ainda refletem uma economia anêmica", avalia Fernando Valente Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

O crescimento do PIB, de 0,4% no segundo trimestre, em relação ao imediatamente anterior, foi uma boa notícia, em especial porque superou as expectativas, salienta Fernando Pimentel. "No entanto, o resultado reflete uma conjuntura muita anêmica de crescimento, apesar de fatores positivos que vêm ocorrendo, como a reforma previdenciária, o trabalho em favor da tributária, a MP da Liberdade Econômica e desburocratização".

Há uma acentuada dificuldade para se desencadear um ritmo mais acentuado do nível de atividade, o que se explica pelo imenso rombo das contas públicas ocorrido durante um apreciável período, pondera o presidente da Abit, salientando: "O fato é que o Brasil não pode almejar crescimento trimestral inferior a um por cento, o que resultaria em taxa anual de 4%. Por isso, precisamos construir uma agenda e realizar um esforço de superação para atingir esse patamar, de modo que, em 15 ou 20 anos, tenhamos nossa renda per capita dobrada. Também é necessário reduzir os níveis de desigualdade do País, muito maiores do que o de outras nações de renda média".

Nesse cenário, a indústria têxtil e de confecção ainda não apresenta sinais de crescimento, com saldo negativo de postos de trabalho nos últimos 12 meses, mas conseguiu gerar cerca de 10 mil empregos formais este ano. "Porém, para que sejam preservados e para a abertura de mais vagas, é necessário que o País cresça em torno de 2,5% até o final de 2019", frisa o presidente da Abit, acentuando: "De qualquer forma, o setor, que é um grande empregador, com mais de 1,5 milhão de pessoas com registro em carteira, será um dos pilares da recuperação da economia nacional".

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