Funcionalismo

Câmara aprova reajuste para servidores, prefeito e secretários de Curitiba

Câmara: parlamentares ainda votam hoje reajuste de seus próprios salários
Câmara: parlamentares ainda votam hoje reajuste de seus próprios salários (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)

A Câmara Municipal de Curitiba aprovou hoje, em primeiro turno, dois projetos que prevêem reajuste salarial para os servidores da prefeitura, prefeito e secretários. As propostas incluem reposição de 10,25% para os servidores do Executivo relativo à inflação de de outubro de 2020 a setembro de 2021. E o pagamento dos 3,14% relativos à inflação de outubro de 2019 a setembro de 2020 suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O pagamento desse último porcentual foi suspenso em setembro pelo STF sob a alegação de que a lei federal que regulamentou a ajuda aos estados e municípios durante a pandemia proibiu aumento de gastos com pessoal até 31 de dezembro de 2021. O pagamento dos dois reajustes terá impacto de anual na folha de pagamento de R$ 386,5 milhões.

O mesmo projeto eleva o salário do prefeito Rafael Greca (DEM) e dos secretários municipais, no mesmo índice dos servidores da prefeitura, 10,25%. O salário de Greca passa dos atuais R$ 27.495,43 mensais, para R$ 31.262,30. Em relação aos secretários, o salário passa de R$ 18.281,10 para R$ 20.785,61.

A Câmara ainda deve votar hoje projeto da Comissão Executiva da Casa que prevê reajuste de 11,59%, para os vereadores. Com o aumento, o salário dos parlamentares da cidade passarão dos atuais R$ 15.594,73 para R$ 17.401,42.

Também será votado outra proposta da Comissão Executiva que reajuste em 19,22% os salários dos servidores da Câmara. O porcentual refere-se à inflação de outubro de 2019 a fevereiro de 2022.

Os vereadores Amália Tortato e Indiara Barbosa, do Novo; Denian Couto (Pode) e Flávia Francishini (PSL), apresentaram emenda para retirar do projeto o reajuste para o prefeito, vice e secretários. Eles também defenderam a derrubada da reposição para os próprios vereadores. “Reposição para os servidores é uma coisa, para a classe política é outra. Prefeito, vice e secretários municipais já ocupam o topo da remuneração do município. Se a Câmara aprovar estará incorrendo em absoluta imoralidade”, defendeu Couto. “Apresentamos emendas para excluir os agentes políticos desses aumentos. Porque nós estaríamos dando o reajuste para nós mesmos”, apontou Indiara.

O líder da bancada do prefeito, Pier Petruzziello (PTB) criticou os autores da emenda. Ele lembrou que muitos vereadores não têm outra fonte de renda que não os salários que recebem da Câmara, e classificou a iniciativa dos colegas contra a reposição de “discurso fácil, demagógico”.