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Deputado acusa Traiano de 'manobra' em votação de reajuste de outros poderes

Marchese: deputado reclamou de inclusão de projetos na pauta sem aviso prévio
Marchese: deputado reclamou de inclusão de projetos na pauta sem aviso prévio (Foto: Orlando Kissner/Alep)

O deputado estadual Homero Marchese (PROS) e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano (PSDB), se “estranharam” na sessão de hoje, durante a votação do reajuste salarial dos servidores do próprio Legislativo, Tribunal de Justiça, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública do Estado. Marchese acusou Traiano de promover uma “manobra”, ao incluir os projetos de reposição dos funcionários desses poderes na pauta da ordem do dia da sessão de hoje, sem ter anunciado isso na sessão anterior.

Marchese tentou apresentar emendas aos projetos originais, propondo que o reajuste dos funcionários da Assembleia, TJ, MP, Tribunal de Contas e Defensoria também fossem parcelados até 2022, como aconteceu com os servidores do Executivo. Traiano, porém, recusou as emendas alegando que o parlamentar não conseguiu o número mínimo de 28 assinaturas de deputados para apresentá-las. Marchese afirmou então que não conseguiu em razão da suposta “manobra” de Traiano de incluir os projetos na pauta sem comunicar a decisão com antecedência. “É evidente que a ordem do dia não foi anunciada na sessão anterior”, criticou ele, para quem a “manobra” seria resultado de pressões da cúpula dos outros poderes sobre o Legislativo.

Traiano afirmou que pelo regimento interno da Assembleia, o presidente da Casa tem a prerrogativa de incluir qualquer projeto na pauta sem aviso prévio. “Primeiro, Vossa Excelência tem que respeitar a posição do presidente da Casa porque está agindo em conformidade com o regimento interno. Isso não é coisa que acontece pela primeira vez”, alegou o tucano. “Aqui não há interferência de Poder Judiciário, do Ministério Público, do Tribunal de Contas. O que há é uma harmonia. Não posso permitir que venham a imputar o presidente 'manobras'. Sob pena de eu estar sendo criminalizado por algo que nós não cometemos”, rebateu o presidente do Legislativo.

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