Luto

Deputados lamentam morte de professor e ativista assassinado no interior do Estado

Lindolfo Kosmaski: corpo de professor de 25 anos foi encontrado carbonizado em seu carro
Lindolfo Kosmaski: corpo de professor de 25 anos foi encontrado carbonizado em seu carro (Foto: Rafael Stedile/divulgação)

A bancada do PT na Assembleia Legislativa protocolou ontem requerimento de Votos de Pesar pelo assassinato do professor Lindolfo Kosmaski, de 25 anos, que residia junto de sua família na comunidade Coxilhão Santa Rosa no município de São João do Triunfo. Indignados com a brutalidade do crime cometido contra o jovem camponês, os deputados se solidarizaram com os familiares e amigos e pediram rigor nas investigações e punição dos culpados. Professor da Rede Estadual de Ensino, Lindolfo foi morto com dois tiros e teve seu corpo carbonizado na noite de sexta-feira (30). Os indícios apontam para crime de homofobia.

Líder da bancada e presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa, o deputado Tadeu Veneri se solidarizou com os familiares e amigos e exigiu investigação da morte do militante camponês.

“Certamente São João do Triunfo está mais triste. A morte de Lindolfo da forma como ocorreu em meio a tantas mortes que estamos vivendo, em meio a uma tragédia sanitária e moral, é uma morte que nos choca porque é uma morte que poderia ter sido evitada. Movida pelo ódio, a morte do Lindolfo vai marcar muito aquela cidade. Unimo-nos na solidariedade aos familiares e amigos neste momento de despedida e dor e exigimos investigação e punição aos assassinos”.

Presidente estadual do Partido dos Trabalhadores, o deputado Arilson Chiorato afirmou que a luta de Lindolfo jamais será esquecida. O deputado cobrou providências da Secretaria de Estado da Segurança Pública e celeridade dos demais órgãos competentes na apuração do caso.

“A polícia trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido motivado por homofobia. Lindolfo era um jovem trabalhador, de família humilde, um guerreiro que teve sua vida ceifada provavelmente pela cultura do ódio, que vem cada vez mais crescendo nesse país, pela intolerância à adversidade e pelo preconceito. A pior ideologia é aquela que mata. O ódio desumaniza. Como ser humano e como deputado, quero cobrar da Segurança Pública do Paraná providências nesse sentido. Lindolfo, sua luta jamais será esquecida”.

A deputada Luciana Rafagnin também lamentou o assassinato do jovem camponês e pediu apuração do crime e punição aos envolvidos. “Lindolfo era um jovem com muitos sonhos e que queria apenas ser livre e lutar por uma sociedade justa e igualitária. Infelizmente estamos vivendo essa cultura do ódio e os indícios apontam que o crime tenha ocorrido por homofobia. Lamentamos e pedimos justiça por Lindolfo. Queremos apuração desse crime e punição dos responsáveis. Toda minha solidariedade aos familiares. Precisamos de mais amor e de respeito às pessoas como elas são”.

Na mesma linha, o líder da Oposição, deputado Professor Lemos pediu rigor nas investigações e afirmou que o crime brutal cometido contra Lindonfo Kosmaski foi movido pelo ódio e pela intolerância.

“Professor Lindolfo era um defensor da agricultura familiar. Um professor dedicado, uma liderança muito importante da agricultura familiar. Quero aqui manifestar a nossa indignação com esse crime brutal, movido pelo ódio e pela intolerância. Mais do que registrar esse crime hediondo, solicitamos à Secretaria de Segurança Pública o máximo de empenho para localizar os criminosos e dar-lhes a punição devida por esse crime bárbaro”.

Jovem militante e envolvido com a luta dos pequenos agricultores, Lindolfo concorreu a uma vaga de vereador pelo Partido dos Trabalhadores (PT) no município de São José do Triunfo nas eleições municipais de 2020. Ele estava dando sequência aos estudos cursando mestrado no Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências e em Matemática na Universidade Federal do Paraná (UFPR).