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'MP também'

'Juízes cometem ilícitos e devem ser punidos', diz Fachin em Curitiba

(Foto: Reprodução / TRE-PR)

Relator dos processos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, o ministro Luiz Edson Fachin, afirmou hoje em Curitiba que juízes também cometem atos ilícitos e que esses magistrados devem ser punidos quando isso acontece. Embora a declaração tenha ocorrido em meio às reportagens realizadas com base em vazamentos de conversas de procuradores com o então juiz Sergio Moro obtidas pelo site The Intercept Brasil, Fachin não citou o nome do atual ministro da Justiça e nem exemplos de “ilícitos” cometidos por juizes.

O ministro STF participou de evento na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). Em discurso, Fachin disse que "ninguém está acima da lei" e que nenhum magistrado pode usar seu cargo para atender seus interesses pessoais ou ideologia. "Juízes também cometem ilícitos e devem ser punidos", afirmou Fachin. "Juiz algum tem uma Constituição para chamar de sua. Juiz algum tem a prerrogativa de fazer de seu ofício uma agenda pessoal ou ideológica. Se o fizer, há de submeter-se ao escrutínio da verificação" e que o mesmo vale para integrantes do Ministério Público.

O nome de Fachin aparece citado por procuradores da Lava Jato em conversas de procuradores vazadas ao Intercept e divulgadas na sexta-feira (5) pela revista Veja. As mensagens revelam o entusiasmo do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato em Curitiba, após encontro com Fachin. De acordo com a revista, em 13 de julho de 2015, Deltan deixou uma reunião com Fachin e logo comentou o resultado da conversa com os demais procuradores da força-tarefa, por meio do aplicativo Telegram. “Caros, conversei 45 m com o Fachin. Aha uhu o Fachin é nosso", disse Deltan na mensagem.

O ministro não comentou o assunto, mas fez questão no discurso de hoje em Curitiba de destacar o papel de juizes e procuradores. Fachin não quis falar com a imprensa ao fim do evento.

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