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Moro diz que retrocesso no combate à corrupção o fez entrar na política

Moro (União Brasil): em 2016, ex-juiz descartou entrar na política
Moro (União Brasil): em 2016, ex-juiz descartou entrar na política (Foto: Carlos Costa/CMC)

O ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) afirmou hoje, ao receber o título de Cidadão Honorário de Curitiba na Câmara Municipal, que decidiu entrar na política por causa do retrocesso no combate à corrupção no País. Moro recebeu a homenagem aprovada em 2016 por proposta do ex-vereador Chico do Uberaba.

Ao agradecer a honraria, o ex-ministro da Justiça lembrou que sua história com Curitiba não começou durante a Operação Lava-Jato, e sim em 2002, quando ele veio morar aqui. “[Em Curitiba] segui minha carreira, o maior trabalho da minha vida foi a Lava-Jato e foi feito aqui em Curitiba e não seria possível se não fosse aqui no Paraná, aqui em Curitiba. Então fico muito honrado de finalmente vir aqui pessoalmente acolher esta honraria.”

Moro lembrou que atuou em outros casos importantes, como o do Banestado, mas ponderou que a Lava-Jato foi “o momento da história do país em que a gente rompeu com a corrupção ou pelo menos com a impunidade crônica da grande corrupção”. “É um diferencial e gerou mudanças positivas no cenário nacional. Hoje temos algumas revezes, infelizmente, no combate à corrupção. O que nos motiva a ingressar na política para tentar buscar reformas por dentro”, disse.

Em 2016, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Moro descartou entrar na política. "Jamais entraria para a política.Dois anos após a entrevista, Moro aceita convite para ser ministro da Justiça no governo Bolsonaro. "Não, Jamais. Jamais. Sou um homem de Justiça e, sem qualquer demérito, não sou um homem da política. Acho que a política é uma atividade importante, não tem nenhum demérito, pelo contrário, existe muito mérito em quem atua na política, mas eu sou um juiz, eu estou em outra realidade, outro tipo de trabalho, outro perfil. Então, não existe esse risco", afirmou na ocasião.