Imunização

MP do Paraná defende vacinação contra Covid e critica movimento antivacina

Na nota, o MP lembra que em todo mundo, ao menos 50 países já deram início ao uso de vacinas que foram submetidas “aos estudos clínicos necessários”.
Na nota, o MP lembra que em todo mundo, ao menos 50 países já deram início ao uso de vacinas que foram submetidas “aos estudos clínicos necessários”. (Foto: Franklin de Freitas)

O Ministério Público do Paraná (MP/PR) divulgou nota em que defende a vacinação contra o Covid-19 no Estado no menor tempo possível, e critica os movimentos antivacina que vem surgindo no País. Na nota, o MP lembra que em todo mundo, ao menos 50 países já deram início ao uso de vacinas que foram submetidas “aos estudos clínicos necessários”.

“Nesse contexto, entretanto, em que pese a expectativa de grande parte da sociedade para que a vacinação comece no menor prazo possível – uma vez que a pandemia já vitimou milhares de pessoas em todo o país – algumas manifestações têm surgido de forma contrária à sua utilização. Tais questionamentos, ainda que restritos a setores minoritários da sociedade e desprovidos de embasamento racional ou científico, vêm em sentido contrário aos esforços das autoridades sanitárias para o esclarecimento da população acerca da importância e da necessidade da imunização do maior número possível de pessoas”, aponta o órgão.

No texto, o MP “vem a público destacar e apoiar a realização da imunização como forma de salvaguardar a vida e a saúde das pessoas”, afirmando que “a vacinação é uma das maiores conquistas da ciência em todos os tempos, sendo responsável por salvar e proteger a vida de milhões de pessoas em todo o mundo”.

O procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia, afirma na mensagem que “é preciso pensar além da coluna setorial ou regional, porquanto a vacina protege não apenas aquelas e aqueles que a recebem, mas alcança a comunidade como um todo, pois, quanto maior for o número de pessoas de um determinado grupo imunizadas, menor é o risco de qualquer uma delas – vacinada ou não – ficar doente, como alerta a Organização Mundial da Saúde”.

Além disso, a instituição destaca que permanecerá atenta aos critérios de adequação da imunização segundo recomendações sanitárias, bem como aos parâmetros objetivos de sua distribuição e mapeamento dos resultados.

No texto, o MP critica ainda a discussão sobre o uso de medicamentos com eficácia não comprovada. “Acrescente-se a controvérsia até mesmo já anteriormente instalada acerca de
tratamentos alternativos na dimensão prevencionista, ou mesmo de tentativas outras que não chegaram minimamente ao nível de evolução científica dessas vacinas”, diz o órgão.