Gratuito

Espetáculo musical gratuito, estrelado por Rosana Stavis, celebra a vida e obra de Aracy de Almeida

Capa - A atriz Rosana Stavis em ensaio do espetáculo musical Aracy - A Voz de Noel - Cred Maringas Maciel

O feriado de Carnaval está chegando e nada melhor do que comemorar a data mais popular do brasileiro com “O Samba em Pessoa”. Assim era chamada Aracy de Almeida, considerada a primeira grande cantora de samba do Brasil, e conhecida por dar voz às composições do renomado sambista Noel Rosa.

Nos dias 26 e 27 de fevereiro, o Centro Cultural Boqueirão (R. José Guercheski, 281), recebe o espetáculo musical “Aracy – A Voz de Noel”, em três sessões gratuitas, (sábado às 20h00 e domingo às 18h00 e 20h00), em que o público poderá conhecer um pouco mais da vida e obra de dois dos maiores nomes da música brasileira, Aracy de Almeida e Noel Rosa.

“Aracy foi uma mulher inovadora para sua época e extremamente feminista. Era frequentadora de lugares em que o público masculino dominava, mas não se importava com as más línguas e enfrentava a todos para fazer o que amava, que era o samba. Essa homenagem em formato show tem o objetivo não só de reverenciar esse grande nome da música, mas também apresentá-la à nova geração”, explica a premiada atriz Rosana Stavis, que canta sucessos de Aracy no espetáculo.

Aracy - A Voz de Noel estreia nos dias 26 e 27 de fevereiro no Centro Cultural Boqueiral - Cred Maringas Maciel

Com direção artística e roteiro de Marcos Damaceno, que recebeu o Prêmio Shell de Teatro (categoria dramaturgia), a peça conta com duração de 45 minutos, combinando toda a musicalidade da cantora com momentos marcantes de sua vida.

“Uma das características marcantes de Aracy era o seu humor, ou melhor, seu mau humor. Esse atributo, que a levou a ser jurada de programas de calouros, como o Programa do Chacrinha e no show de Calouros do Silvio Santos, poderá ser vista também no espetáculo”, explica o diretor.

A direção musical e os arranjos ficam por conta de Sérgio Justen e de Gilson Fukushima, ganhador do Emmy pela trilha-sonora de “A Linha”. “Tivemos um cuidado especial na hora de adaptar as canções de acordo com a atmosfera das cenas, não tendo necessariamente a mesma sonoridade da época de 30, 40, mas com a essência do samba de Noel Rosa”, explicam.

O projeto foi originalmente idealizado, sonhado e desejado em parceria com o músico Guto Gevard, em inúmeras conversas regadas a músicas inspiradoras.

Os ingressos para “Aracy – A Voz de Noel” nos dias 26 e 27 de fevereiro podem ser retirados de forma gratuita diretamente na bilheteria do Centro Cultural Boqueirão (R. José Guercheski, 281). Haverá apresentação na Casa Dameceno (Rua Treze de Maio, 991 – bairro São Francisco) nos dias 6 e 20 de março, às 14h. O espetáculo também fará parte da programação da 30ª edição do Festival de Curitiba, com apresentação marcada para o dia 6 de abril, na Casa Damaceno, também de forma gratuita.

Ficha técnica:
Com Rosana Stavis

Direção Artística e Roteiro: Marcos Damaceno

Direção Musical e arranjos: Sergio Justen e Gilson Fukushima

Músicos: Gilson Fukushima, Sergio Justen, Vic Valendez, Antonio Carlos e Gabriela Bruel

Ator: Léo Campos

Iluminação: Wagner Corrêa

Figurinos e Adereços: Áldice Lopes

Assessoria de Imprensa: TIP - Performance de Mídia

Registro em vídeo: Alan Raffo

Fotografias: Maringas Maciel

Designer Gráfico: Pablito Kucarz

Produção: Bia Reiner

Assistente de Produção:  Evandro Vicente

 

Sobre Aracy de Almeida – Aracy de Almeida, conhecida como o “Samba em Pessoa” ou “A Dama do Encantado”, é considerada como a primeira grande cantora de samba do Brasil. Nascida no Rio de Janeiro, em 1914, costumava cantar hinos religiosos na Igreja Batista e, escondia dos pais, cantava músicas do Candomblé e de blocos de carnavais. Com 19 anos, estreou na Rádio Educadora do Brasil com a música “Bom-Dia, Meu Amor”, onde conheceu o compositor Noel Rosa, se tornando intérprete de alguns dos seus sambas.

A partir daí, Aracy não ficou só conhecida por sua música, mas também pelo seu jeito de ser, que não levava desaforo para casa e muito menos aceitava tudo que era imposto pela sociedade. Usava calças, quando a maioria das mulheres usava vestido. Cantava em rodas de samba, onde a presença masculina era total e mulheres eram “malvistas”. Foi a porta de entrada para inúmeras cantoras que vieram depois de sua ascensão, como Elza Soares, Maria Bethânia, entre outros nomes que estão no mercado até hoje. Seu humor a levou a ser jurada em programas de auditório, já tendo passado pelo Programa do Chacrinha, Programa do Bolinha, Programa do Silvio Santos, entre outros, em que julgava os cantores participantes. Seu legado é importante até hoje, tanto na música como também na referência de pessoa a ser admirada por outras gerações.