• O que faz um artista isolado

    O que faz um artista isolado
    O diretor Cícero Lira (esquerda) e o ator Thadeu Peronne. (Foto: Luiz Mourão)

    Thadeu Peronne me ligava quase todas as segundas-feiras, dia de reunião de pauta no caderno G. Foi dele um dos primeiros ensaios a que assisti, nos bastidores do Teatro Guaíra, ainda tomando conhecimento dos meandros das coxias. Tempo de tanto aprendizado!

    Hoje os atores se desdobram dentro de casa para gravar seus trabalhos e continuar vivos, e esse está bem vivo: comemora seus 30 anos de carreira com a estreia do monólogo "QUE ABSURDO!", escrito e dirigido pelo jornalista e produtor cultural Cicero Lira. As sessões serão transmitidas pelo Youtube de 7 a 30 de agosto, nos fins de semana. Existe uma taxa simbólica a ser paga para poder assistir.

    "QUE ABSURDO!" conta a história de um artista que está isolado e recebe uma visita inesperada. Durante esse encontro, ele faz revelações sobre seu passado e reavalia a carreira que está em crise. Perturbado por um pesadelo recorrente que o coloca sempre diante do caos, o personagem busca refúgio na arte para tentar se libertar e dar sentido a sua vida. 

    O diretor Cicero Lira explica que, por causa do isolamento social, os ensaios com o ator foram realizados virtualmente, assim como parte do processo de concepção artística e produção. “Estamos nos adaptando a essa nova realidade. Algumas produções virtuais como o teatro feito em casa já estão acontecendo. Estamos aprendendo com esse processo híbrido", conta.

    De acordo com Lira, o debate sobre o " fazer teatral” em tempos de pandemia é importante. “Não tenho dúvida que o teatro é a essência do lugar do encontro presencial entre público e atores, porém, o momento que estamos passando é único. Mas assim que tudo isso passar, voltaremos a encenar nos teatros. Para o ator Thadeu Peronne, a cena cultural está passando por um momento complexo, mas a arte resiste. "Alguns grupos de teatro no país e no exterior já estão propondo novos formatos. Apesar da crise que enfrentamos, tenho visto projetos bastante interessantes".

    Outros parceiros criativos da empreitada são a designer visual Miriam Fontoura, o compositor e musicólogo Harry Crowl e o cantor, compositor e percussionista Thiago Mocotó (irmão e integrante da Banda de Gabriel O Pensador). 

    SERVIÇO

    "QUE ABSURDO!"

    07 e 15 de agosto, às 21h

    As transmissões AO VIVO ocorrerão no Canal da CLProducoes Digital no Youtube

    Informações na página do evento:  http://www.sympla.com.br/event__909199 

    As vendas dos ingressos já estão abertas para a estreia e podem ser adquiridos pela plataforma Sympla com valores a partir de R$ 10,00 (meia-entrada) + TX de Serviços. Ba acessar o link para obter mais informações: 

  • Ônibus da cultura agora é virtual

    Ônibus da cultura agora é virtual
    Grupo Ladies Ensemble se apresenta no Ônibus da Cultura. (Foto: Divulgação)

    Já pensou em curtir o som de uma orquestra inteira no toque de uma tecla? É o que o público do Ônibus da Cultura (espaço itinerante de arte e cultura) e os alunos da Escola Municipal Miguel Krug, no Portão, estão descobrindo durante esta quarentena.

    Impedido de rodar pelos bairros da cidade, devido à pandemia, o Ônibus da Cultura, projeto coordenado por Lucia Casillo Malucelli, do Solar do Rosário, resolveu manter suas atrações pelos canais do Instagram e Youtube. Além disso, também estão acontecendo encontros semanais com turmas de Ensino Fundamental (5º ano), orientadas pelas professoras Raquel Mello, Claudia Aguiar e Josane Koehler. Os encontros acontecem por uma plataforma digital de videochamada, onde a conversa rola solta, e a turma troca informações, descobrindo um novo mundo de arte e música.

    Na primeira reunião, as crianças queriam saber sobre o funcionamento do Ônibus Museu e as atrações desse espaço, que traz exposições artísticas, moedas antigas e até uma gaveta arqueológica, com objetos dos povos que já habitaram Curitiba. Esta semana, os encontros entraram em um ciclo musical, em que a turma está descobrindo mais sobre o mundo dos instrumentos, como o violino e a viola. Para isso, contam com a preciosa ajuda de Clarice Miranda, professora de música do Solar do Rosário, Fabíola Bach Akel, diretora artística e fundadora da Ladies Ensemble, uma orquestra só de mulheres, e Oksana Meister, violinista da orquestra. No final do bate-papo, Fabíola e Oksana ainda deram uma “canja”, tocando trechos das trilhas dos filmes “Piratas do Caribe” e “A bela e a fera”, para delírio da garotada.

    Quando o quadro pandêmico estiver sob controle e a situação se regularizar, a ideia é que o Ônibus da Cultura volte à sua rotina original de funcionamento: dois veículos – o Ônibus Palco e o Ônibus Museu – que circulam pela cidade levando arte, história, música e entretenimento a escolas públicas, parques, Rua da Cidadania e praças de Curitiba. O projeto é viabilizado pela Lei de Incentivo a Cultura do Ministério da Cidadania e Secretaria Especial da Cultura, contando com o patrocínio das empresas Blount, Roca, Impextraco, Fertipar, Trutzschler e o apoio de Serra Verde Express, Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura Municipal de Curitiba, PUC-PR, Museu Paranaense e Governo do Estado do Paraná.

    Por enquanto, as apresentações se mantêm nas redes sociais, além dos encontros ao vivo e pré-agendados, por plataforma digital. As próximas videochamadas devem apresentar novos instrumentos musicais e as funções da soprano e do tenor, entre outros itens. As escolas interessadas em conhecer melhor o projeto podem entrar em contato diretamente com o Ônibus da Cultura, pelo e-mail projetos@solardorosario.com.br ou pelo Instagram @onibusdacultura.

     

    Serviço

    Ônibus da Cultura

    Site: https://www.onibusdacultura.com.br/

    Face e Instagram: @onibusdacultura

    Youtube: Solar do Rosário

  • Três dicas para acabar com a insônia

    Três dicas para acabar com a insônia

    A insônia está em alta neste período de pandemia. O número de pessoas que estão com problemas para dormir só aumenta. Os motivos para isso acontecer são diversos, ainda mais em um momento tão delicado de incertezas. A professora de Yoga Danieli Mangini conta que os distúrbios do sono podem ser controlados mesmo com a ansiedade à “flor da pele”. Danieli explica que trata há muitos anos de alunos que tiveram esses problemas, e que agora, devido à pandemia, quase 80% da demanda se refere à insônia e ansiedade.

    A professora revela que, em primeiro lugar, alguns cuidados são importantes na hora de dormir. “Evitar as telas de computador e celular é uma dica batida, mas sempre vale relembrar. Outro ponto importante são as bebidas que dão energia, como a cafeína e álcool. Cuidar da alimentação também é essencial. Por isso, evitar alimentos gordurosos como frituras e chocolates ajudam no processo. Para quem não sabe, a pimenta também acelera e ativa o metabolismo, o que pode prejudicar o sono”, explica.

    Danieli ressalta que, para atingir um sono de qualidade, é preciso seguir à risca algumas coisas. “Tenha uma alimentação equilibrada, beba infusões de camomila, capim, limão e hortelã. Faça o possível para dormir sempre no mesmo horário, e tente praticar exercícios físicos durante o dia, porque ajuda a regularizar o metabolismo e consequentemente o sono”, diz.

    A professora reforça que desenvolver o hábito de meditar antes de dormir, nem que seja por alguns minutos, ajuda a limpar e tranquilizar a mente de todas as emoções e acontecimentos do dia.

    Dicas de Ouro

    1ª Dica

    Antes de dormir, anote num papel tudo que você precisa fazer no dia seguinte, o que evita ansiedade e esquecimentos.

    2ª Dica

    Respiração Chandra ou respiração lunar.

    Você deve colocar o dedo índice entre as sobrancelhas (terceiro olho) e o dedo polegar na fossa nasal direita, retendo o ar. Respire somente pela fossa nasal esquerda veja o vídeo para entender melhor.

    3ª Dica

     Fazer a postura do yoga Viparita Karani , essa postura ajuda na circulação sanguínea, ativa a glândula tireoide, alivia estresse e ansiedade.

     Não é aconselhável para as  mulheres que estejam no período menstrual ficar nessa postura por mais de 3 minutos porque o fluxo sanguíneo aumenta consideravelmente.

    Se você sofre de problemas lombares, é aconselhável colocar uma manta / toalha ou almofada pequena embaixo  das lombares, conforme a foto abaixo.

    Para mais detalhes, acesse:

    Artedemudar.com

    Área de anexos

  • Festival online faz manifesto de artistas do PR

    Festival online faz manifesto de artistas do PR
    (Foto: Carlos Salles)

    Nasce um novo espaço para exaltar o poder transformador da cultura e levar sanidade às pessoas isoladas devido a pandemia. Artistas do Paraná se unem para a primeira edição do Contratempo Festival, um evento online, com mais de 100 ações ao vivo durante 12 horas consecutivas. As transmissões serão entre 9h e 21h de terça-feira, dia 23 de junho, no canal do Instagram das/dos artistas.

    Contratempo Festival traz a multiplicidade e versatilidade do setor cultural: música, teatro, cinema, circo, literatura, performances, dança, artes plásticas, fotografia, juntas em um só evento. A cada hora, apresentações exclusivas que prometem surpreender as espectadoras e espectadores. Serão oito artistas solo, companhias e/ou bandas por hora. Karol Conka, Alexandre Nero, Fabíula Nascimento (única que será no twitter porque seus perfis foram ocupados por pessoas negras em junho), A Banda Mais Bonita da Cidade, Ave Lola, Baque Mulher, Mandicuera, Mulamba, Cia dos Palhaços, Letícia Sabatella, Janine Mathias, Dow Raiz, Fotofolia, Rimon Guimarães, Slam das Gurias CWB, Caburé Canela, De um filho, de um cego, Abacate Contemporâneo, Luís Melo, Katiuscia Canoro e cia brasileira de teatro, entre outros, outras e outres movimentam a terça-feira do Paraná.

    Mais que apresentações, o evento é um manifesto, um pedido de socorro da classe artística, uma das primeiras a parar e que não tem previsão de retorno presencial. Ao contrário de outros estados do Brasil, que logo no início da pandemia publicaram editais de auxílio emergencial ao setor, o Governo do Paraná segue sem ações efetivas. O tímido pacote de medidas de “apoio e fortalecimento do setor cultural”, anunciado para maio, ainda não aconteceu, e quando questionada sobre recursos para o Fundo Estadual de Cultura, a Superintendente de Cultura, Luciana Casagrande Pereira, comenta sobre a esperança na aprovação da Lei Aldir Blanc como único plano do Estado. A lei aguarda a sanção presidente até dia 1º de julho.

    A previsão desse recurso realmente chegar às trabalhadoras e trabalhadores da cultura é tardia para a situação de emergência que a classe enfrenta, e os artistas cobram uma resposta mais efetiva. Enquanto isso, a cadeia produtiva da economia criativa se vira da forma que dá, iniciativas como Salve a Graxa e Cultura Salva arrecadam cestas básicas e distribuem aos profissionais mais afetados pelo coronavírus. 

    A Coragem - Rede de Profissionais da Música de Curitiba, articuladora do Contratempo Festival, ressalta que a classe artística rapidamente atendeu as determinações da OMS e segue apoiando a permanência do fechamento dos espaços culturais, por entender que o isolamento social é fundamental para atravessar este momento. Porém, diante da impossibilidade de continuar exercendo suas atividades profissionais, o setor necessita de medidas compatíveis com a situação emergencial que atinge todos os trabalhadores paranaenses da cultura. O Coletivo também está participando de conversas com a prefeitura de Curitiba, onde um grupo de trabalho está sendo criado para encaminhar ações concretas de apoio. 

    SERVIÇO
    Contratempo Festival
    data: 23 de junho, terça-feira.
    horário: 9h às 21h
    evento: https://www.facebook.com/events/662667810955583/
    local: conta do Instagram de cada artista.

  • E os artistas, como ficam?

    E os artistas, como ficam?
    (Foto: Cayo Vieira)

    O fato é que o mundo está transformado pela tecnologia. Nesse período de pandemia, as empresas, e, principalmente, as pessoas tiveram que mudar seus hábitos, comportamentos, atitudes e a forma de viver. O planeta exigiu de todos nós uma grande adaptação.

    Para as instituições, há mudanças em todos os processos, em que a tecnologia, se não era usada antes, tornou-se essencial para a sobrevivência do negócio. Para as escolas, ocorreu uma adequação do processo educacional. Para os trabalhadores, a incorporação do sistema de trabalho home office somado ao aprendizado de novas ferramentas tecnológicas.

    E alguém pensou nas artes? A produção artística também está sendo ajustada. Rapidamente, artistas e público tiveram que se instrumentalizar e familiarizar com todos os aparatos tecnológicos. Já havia uma forte tendência ao compartilhamento digital dos produtos artísticos e culturais, e a pandemia veio para acelerar esse movimento.

    Mercado Cultural em meio à crise

    O mercado cultural foi um dos segmentos mais afetados pela pandemia, já que muitas vezes, precisa de um grande número de pessoas para acontecer. Desde teatros, escolas de artes, centros culturais, casas de eventos, bares, circos, cinemas entre outros. O mundo da cultura e do entretenimento presencial está parado, as portas foram fechadas em março e ainda sem previsão de volta. Além desses espaços, as grandes mostras, festivais, shows, feiras e eventos foram todos adiados ou cancelados. Alguns conseguiram propor ações em formatos de webinar, lives, vídeos nas redes sociais e na internet, porém nem todos conseguiram migrar para esses ambientes.

    É preciso também considerar que a arte movimenta a economia e gera empregos. Dados apresentados pelo Mapa Tributário da Economia Criativa, realizado pelo Ministério da Cultura, apontam que o valor movimentado pelo segmento de negócios que se originam de produtos ou serviços ligados a cultura, tecnologia e inovaçã— a chamada economia criativa — já supera as receitas com serviços de telecomunicações em todo o mundo. No ano de 2019, foram gerados em torno de 30 milhões de empregos e movimentados cerca de US$ 2,5 bilhões, valor que corresponde a 3% de todas as riquezas produzidas no mundo no período.

     

    No Paraná, grandes festivais foram cancelados, como a Mostra Paranaense de Dança realizada pela ABABTG, entre outros eventos e shows. Em Santa Catarina, o Festival de Dança de Joinville adiou as atividades para o segundo semestre de 2020, mas ainda sem data definida. Até mesmo a Broadway parou, o que é um marco histórico.

     

    Cenário das Mostras

     

    Para Jorge Schneider, bailarino e diretor da ABABTG, o cenário é delicado para toda a cadeia produtiva artística. Por trás de qualquer espetáculo, concerto, show, festival etc., há uma equipe enorme de profissionais seriamente impactada pela atual situação, para os quais, as alternativas digitais não acolhem. “Estamos com todos os projetos suspensos. Agora, entre maio e junho aconteceria a Mostra Paranaense de Dança, que há 12 anos reúne mais de 2.000 artistas, em geral jovens estudantes da dança de todo o Estado, em uma agenda extensa de atividades que culminam em espetáculos no grande auditório do Teatro Guaíra. Pensamos em uma versão digital, mas não encontramos um modelo que pudesse satisfazer às expectativas destes jovens artistas, dos profissionais colaboradores e do público que sempre participam”, conta.

     

    A bailarina e também coordenadora de projetos da ABABTG, Simone Bönisch, reforça que a arte é troca, encontro e relação. A tecnologia é uma grande aliada sendo o meio mais eficiente - senãúnico, que temos para a arte alcançar as pessoas hoje. É certo que quando tudo passar, ela permanecerá fortemente presente e nenhum artista poderá ignorá-la. Mas, acredito ser consenso que nada substitui a experiência presencial. A medida que as pessoas sentirem-se seguras, haverá um movimento de resgate dos meios “convencionais" de se vivenciar os eventos artísticos, sobretudo os cênicos”, comenta.

     

    E encerra com um questionamento: Tem como a arte, enquanto agente humanizador, em tempos de distanciamento social e tecnologias digitais, transcender a interface da tela?

     

    ABABTG – A atual Associação Brasileira de Apoiadores Beneméritos do Teatro Guaíra foi fundada há 12 anos, na cidade de Curitiba. Na época denominada Associação de Bailarinos e Apoiadores do Balé Teatro Guaíra, ela surgiu com o propósito de fortalecer a dança e demais artes motivando uma ligação sinérgica entre os setores público e privado. Durante esse período foram realizados diversos projetos culturais, com repercussão local, nacional e internacional, que promoveram ações de formação, atualização, divulgação, fomento e democratização das artes em suas diversas linguagens. A atual nomenclatura foi assumida recentemente, para adaptar-se aos novos níveis de atividades operacionais e aos novos mercados de atuação da ABABTG. 

  • Tentativa de explicar home office com filhos às solteiras

    Tentativa de explicar home office com filhos às solteiras

    Muitas amigas solteiras ou sem filho dizem que não imaginam como seja o home office com criança pequena em casa. Vou tentar passar uma ideia resumida:

     

    7h - Alvorada. O duro de acordar com alguém chamando é que você começa o dia devendo.

    7h02 - Se você conseguiu trazer a criança pra sua cama, pode tentar se recompor, mas o mais comum é que ela queira o café da manhã. Abra seu manual na página “Alimentação saudável na primeira dentição” e se jogue. Não existe café quente.

    8h - Se você está em home office, volte 3 casas, respire e tente negociar para que respeitem a porta fechada. Faça pausas de 10 minutos para que eles sintam sua presença recorrente.

    12h - Desconstrua suas expectativas. Eles não vão comer tudo que você sonhou.

    14h - Tente aglomerar o período de televisão em um momento só. Se eles gostarem de algum desenho educativo, parabéns. Caso contrário, tente o menos pior. Aqui calhou: “Dino Train” e “Storybots”. A sorte é que criança não se incomoda com repetição, pelo contrário. Estou há 2 semanas tentando assistir aos live actions da Disney, mas eles querem sempre os mesmos.

    15h - Lanchinho. Cuidado, que essa é a perdição da balança (para você).

    16h - Algumas crianças ficam na porta pedindo para sair, outras só saem arrastadas. A dica é proporcionar um período de ar livre por dia.

    18h- Banho tem que ser bem longo, pra ocupar o final da tarde. Experimente uma piscinha que caiba no box, lápis pra box. Se for inverno em Curitiba, só lamento.

    PS - Mudanças de rotina geram o caos, mesmo que sejam para melhor. 

    PS2 - Estamos juntas nessa! 

  • Alguém aí está ansioso?

    Alguém aí está ansioso?

    Como está sua ansiedade neste período de quarentena? O momento é turbulento para todos, e muitas pessoas estão sofrendo com essa situação que deixa o mundo instável e cheios de novos desafios. A ansiedade se torna a grande vilã. Muitos conseguem não se deixar levar, já outros desenvolvem sintomas que podem chegar até mesmo a uma crise de pânico. Como você está lidando?

    A blogueira do canal no youtube “A Arte de Mudar” e também professora de Yoga na Espanha Danieli Mangini revela que agora é a hora de colocar todas as práticas de pensamentos positivos no dia a dia. “Estamos todos no mesmo barco, não sabemos o que será do futuro, emprego, saúde, governo, enfim são muitas coisas que deixam a gente com a ansiedade lá em cima. Por isso, não adianta deixar o desespero tomar conta, é um momento de reflexão e autoconhecimento”, analisa.

    O que podemos fazer para ajudar a ansiedade a diminuir?

    Para Danieli o grande segredo está na disciplina diária de fazer coisas que ajudam o estresse a ser liberado. “Você precisa achar coisas que te façam bem. E todos os dias repetir essas práticas. Seja um exercício físico, leitura de um bom livro, um momento de oração, aula de yoga, meditação e muitas outras coisas”, pontua.

    No canal “A Arte de Mudar”, a professora ensina técnicas de yoga e meditação, e também vários conteúdos sobre respiração e bem-estar. “A respiração faz toda a diferença. A gente não sabe respirar não sabemos usar a nosso favor, e uma boa respiração muda tudo. Em pouco tempo a postura, consciência corporal e a qualidade de vida se transformam”, conta.

    Telegram “Sementes do Caminho”

    Danieli Mangini se uniu com um grupo de profissionais espalhados pelo mundo que uniram forças e criaram o movimento “Sementes do Caminho”, trazendo reflexões de diversas áreas como - yoga, meditação, conto terapia, constelação sistêmica, musicoterapia e muitas outras especialidades. A ideia do projeto é gratuitamente oferecer para o maior número de pessoas materiais de qualidade sobre como lidar com amor e equilíbrio nesse período de coronavírus.

    Acesse:

    https://www.youtube.com/channel/UCWK0rMslRO_BapYU1qcwFEQ

    http://artedemudar.com/

  • Eu imigrante

    Eu imigrante
    (Foto: Bruno Mancuso)

    Ser imigrante são sabores novos, gente diferente, talvez amigos. Experiências que podem ser enriquecedoras, mas também desencontros.

    Num sábado de sol, saí da rotina para um sofá ao ar livre feito de bambu, onde calmamente um diretor de teatro contava suas visões.

    Era um ensaio da peça “Terra Nova”, que agora já estreou e fica até 15 de março no Novelas Curitibanas - Teatro Claudete Pereira Jorge.

    Assistir a um trabalho em formação te coloca na posição de público especial, privilegiado, e é preciso manter uma certa pose, sobretudo preparar-se para tudo. À acompanhante, avisei: “Não sei o que farão. Pode ser que fiquem pelados.” Ela não se abalou: “Por isso trouxe um casaco.”

    (Obrigada por dividir esse momento, Ana, e por todos os chás que têm nos fortalecido.)

    Ali na improvisada primeira fila recebemos a proposta de Don Correa para o teatro de hoje. Cai a “quarta parede” (aquela que, num espetáculo tradicional, separa o público dos atores), e entra uma ponte do palco ao espectador, que se vê requisitado/amado/encurralado, solicitado a participar. 

    Senão com respostas propriamente ditas, ao menos com um olhar ativo. Talvez canse um pouco. 

    Edith Camargo e Abed Tokmaji falam em seus idiomas em alguns momentos, mas também incursionam à vontade pelo português. Eles se fazem um pouco nossos ao surpreenderem-se com coisas banais que nunca teríamos levado a um palco. E nos brindam com suas vivências emocionantes, em outra terra, com outros temores. Você não sei um expert na vida deles, mas certamente enxerga insights para aquilo que realmente importa.

    Em minhas três experiências como imigrante (privilegiada, é preciso dizer), percebo que a alma pode se conhecer por estar nesse novo lugar. Mas também pode morrer aos poucos.

    (Linea 98 Dayse pastasciutta Piazza dell´Unità Roland Barthes Umberto Eco l´università di Bologna mármore terracotta motorini telefonini gelato)

    Serviço

    Espetáculo “Terra Nova”

    Quinta a domingo, às 20h. Até 15 de março.

    Entrada franca, com ingressos distribuídos uma hora antes do início do espetáculo.

    Teatro Novelas Curitibanas - Claudete Pereira Jorge | Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1.222, São Francisco - Curitiba/PR. CEP 80510-040.

    Classificação indicativa: 14 anos.

     

  • Irmão vai ao museu

    Irmão vai ao museu

    Mãe é assim: fez uma coisa pra um, tem que fazer pro outro. Esse último, no caso, pode nem saber do que se trata, mas esperneará até a morte se preciso for para obter a mesma regalia.

    Em alguns casos ele nem quer tanto, mas mãe justa, justíssima é aquela que dá igual pros dois.

    Por isso essa crônica. Catarina ganhou uma quando conheceu Chaplin. Já faz meio ano. O senso de justiça - ou seria de culpa? - exige outra para o Ivan que traga a balança ao meio novamente.

    Tempos de extrema isonomia, nem que o outro não queira.

    Pois então foi o Ivan ao museu ver a aranha de Louise Bourgeois. Ficou com um pouco de medo, quis ficar só 30 segundos. E agora?, pensei. “Tempos Modernos” tem 137 minutos.

    Anyway, cumpri minha parte, vamos correr na rampa (nessa parte ele não queria mais ir embora).

    Quantas coisas será que não passam pela nossa vida nesse esquema de obrigação?

    Mas se a crônica é do Ivan, e a da Catarina teve 27 linhas, sigamos.

    Ele visitou um pouco mais animado o parque da Barreirinha, alguém já foi? Um pouco escondido no caminho para Almirante Tamandaré.

    Pois entrou e teve uma epifania, o lindinho. “O mundo inteiro é um ‘relógico’!” Havia pássaros ao ar livre, por isso a comparação com um zoológico… Talvez piá de prédio seja só uma condição de espírito, não tanto de espaço. Oremos.

     

  • Uma explosão de humanidade

    Uma explosão de humanidade
    (Foto: Luisa Bonin/Divulgação)

    O teatro encanta e convida para o jogo, mas muitas vezes ele quer ensinar também. E hoje temos muito a dizer, pois foi-se o tempo de sutilezas e sombras, por mais que queiram nos silenciar.

    A proposta de “Bem-vindos à espécie humana” inova ao resgatar de forma crua teorias a respeito de como o homem se tornou esse ser que está aí. Inteligente, sabido. Tão hábil com instrumentos, criador de todas as coisas (que se possa comprar). Um tiquinho destrutivo, ou quem sabe geneticamente assim. Cruel, crudelíssimo, único a torturar seu semelhante.

    O espetáculo da companhia brasileira faz um resgate da história da arte como criação suprema (por vezes suprimida) desse ser, num insano carrossel de imagem e fala a rodar, mas que não chega a lançar num globo da morte. Não destrói como faz com tanta habilidade o protagonista da história. A agressividade crescente em cena não chega a assustar, pois não é capaz de ir até o fim e destruir, por exemplo, a árvore. Uma desbastada, e chega, vamo-nos daqui. Quem sabe um tiquinho de esperança ali?

    Os olhos que procuram a plateia falam mais que mil palavras, e a curta duração do espetáculo nos faz soltar a respiração antes do esperado.

    De acordo com o programa, parte-se de uma ideia original de Benoit Lambert, com texto e tradução de Giovana Soar, direção de Nadja Naira e supervisão de Marcio Abreu.

    No elenco, Giovana e Cassia Damasceno criam um espelho de personagens com gestual que flerta com a contação de histórias e o teatro de objetos, em ironias explícitas e cômicas. Aqui o panfleto: Coca-cola, Disney, capitalismo, dinheiro, estão todos lá.

    Seria essa uma tentativa de entender a espécie humana, como se diz no início? Ou uma intenção de afronta àqueles que insistem em crer em um Deus único e amoroso, salvador, sofredor, servidor, resgatador e amigo? Custo a crer na segunda opção, pois para isso temos produtos de massa como “Porta dos Fundos”, e todos aqueles que caem na provocação inócua.

    Não, aqui se dialoga com iguais, e parênteses: que plateia maravilhosa. Volto ao teatro Novelas Curitibanas, agora devidamente chamado Claudete Pereira Jorge, e ele não só resiste como enche a casa. O público mudou. Se antes o estacionamento ficava repleto, ainda mais em dia de chuva, agora quem vai utiliza outros modais, pois sobram vagas para encaixar o carro. Não resisto à tentação de responder à senhora ao meu lado que se surpreende com um teatro tão bacana ao qual ela nunca havia ido. “Aqui nem sempre foi teatro.”

    Não é a primeira vez em que me encontro com uma cosmovisão diferente da minha, aliás difícil é que coincidam. Sofro só um pouquinho, pois minha experiência de crer, falar e ser ouvida não rende uma ópera, ou ainda não rendeu. No palco, a outra versão. Nada de fôlego da vida, só o acaso duro e nu.

    Aqui tenho a palavra? Bom… digo apenas que a vida pode ser melhor quando é criada.

    A arte se exige política, ok, mas ai daqueles panfletos que se atira à plateia, pois ali morre um pouco o jogo. Talvez seja um tempo de palestras mesmo.

     

  • Tupipererê completa 10 anos e avisa: me recuso a crescer!

    Tupipererê completa 10 anos e avisa: me recuso a crescer!
    (Foto: Divulgação)

    Com frequência os espetáculos infantis usam a expressão “para todas as idades”. O difícil é cumprir com essa promessa, entregando um momento em que crianças e pais aproveitem igualmente.

    Pois em seu “Tumbalelê”, show que marca os 10 anos de grupo, o Tupi Pererê mostra como alcançou as famílias por completo nessa década, arrastando um fã-clube atrás de si e com direito a cartaz na plateia em homenagem ao fundador, Guga Cidral. 

    Na voz desse condutor e cantor, a apresentação parece mesmo voltada primeiro aos pais ou cuidadores. Em diversos momentos, ele exalta a infância dirigindo-se aos adultos, com o discurso apaixonado de quem fez uma opção na vida.

    “Tumbalelê” traz muitas referências da cultura brasileira de ontem e de hoje, desde a mitologia indígena e personagens do folclore, canções tradicionais das melhores, passando por músicas de Gilberto Gil, Chico Buarque, Secos e Molhados, entre outros, até delicadas narrativas populares e poemas de nomes que precisam ser apresentados à nova geração, como Helena Kolody. Também não faltam os sucessos autorais do Tupi Pererê.

    Outras culturas também são celebradas, em canções e narrativas, que formam um excelente prólogo ao show.

    O encantamento vem em luzes, figurinos, surpresas, mas nunca numa atitude que apequena a criança ou nega à infância sua força. A persona de Cidral, essa que conquistou legião de fãs em mais de uma década e formou uma equipe também comprometida com a diversão infantil de qualidade, é sempre a mesma: feita de uma atitude quase displicente e repleta de improviso. Em um dos melhores momentos, ele brinca com a reverência do ator diante do palco sagrado, ao representar um velho contador de história.

    A sintonia com os músicos e a parceira de palco Raquel Stapassoli dá a liga para unir um conteúdo tão variado. Outro destaque é o trompetista Fabinho de Souza, que arrasa em suas performances. 

    O show de encerramento foi realizado dia 20 de outubro, no Teatro Paiol, em Curitiba.

    Para ficar no chavão, que venham mais 10! Mas que os fãs mirins, enquanto crescem, consigam se conectar sempre com o grupo e abraçar o amor à cultura que ele prega. 



  • Livros e narrativas com acesso democrático

    Livros e narrativas com acesso democrático
    (Foto: Jordana Ferri)

    De 9 a 11 de outubro, sete municípios paranaenses receberão simultaneamente o Festival de Narração de História. O evento faz parte do Cotidiano Leitor, projeto que visa promover a democratização do acesso ao livro, estimular o interesse por narrativas literárias e formar uma sociedade leitora. O objetivo é somar às ações de fomento à leitura já existentes em cada região.

    Durante o dia, as ações acontecem em Almirante Tamandaré, Araucária, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Piraquara e São José dos Pinhais. Para cada município serão disponibilizados narradores de histórias que atuarão de quarta a sexta-feira, das 9h às 17h. E todas as noites, a partir das 19h30, a programação é em Curitiba, no auditório da Biblioteca Pública do Paraná, com apresentações gratuitas e abertas ao público.

    Os participantes do Festival Nacional de Narração de Histórias terão a oportunidade de estar em contato com artistas de diferentes partes do Brasil e do Paraná para um intercâmbio cultural sobre a arte da narração. As apresentações misturam música, dança, teatro e diferentes linguagens para contar histórias que encantam o público de todas as idades.

    No município de Curitiba, as narradoras de histórias Ciliane Vendruscolo e Moira Albuquerque estarão, juntamente com artistas convidados, nas diversas Casas de Leitura da cidade para uma sequência de narrações de histórias. As ações são gratuitas e abertas para o público de todas as idades.

     

    Sobre o projeto Cotidiano Leitor

    As proposições do projeto englobam ações de contação de histórias, mediação de leitura, eventos literários, incentivo à produção literária, fomento à cadeia produtiva do livro, formação continuada para professores e gestores participantes com escritores de relevância nacional e internacional.

    Os objetivos do Projeto Cotidiano Leitor partiram das diretrizes do Plano Estadual do Livro, Leitura e Literatura (PELLL). Trata-se de uma política pública de promoção da leitura, que já beneficiou mais de 33 mil pessoas de junho a setembro de 2019. A realização é da Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura e da empresa Audi do Brasil, por meio do programa Paraná Competitivo. Tem produção executiva do Instituto Dom Miguel e conta com o apoio e suporte das secretarias municipais da cultura, educação e assistência social.

    Serviço
    Festival de Narração de Histórias 
    Dias: 
    9, 10 e 11 de outubro de 2019
    Horário: 19h30 
    Local: auditório da Biblioteca Pública do Paraná

     

    Ações nas Casas de Leitura

    09 de outubro, quarta-feira

    Horário: 09h

    Local: Casa da Leitura Wilson Martins

     

    Horário: das 14h às 17h

    Local: Casa da Leitura Miguel de Cervantes

     

    Horário: 14h30

    Local: Casa da Leitura Nair de Macedo

     

    Horário: 16h

    Local: Casa da Leitura Hilda Hilst

     

    Horário: 16h30

    Local: Casa da Leitura Manoel Carlos Karam

     

    10 de outubro, quinta-feira

    Horário: 09h30

    Local: Casa da Leitura Wilson Martins

     

    Horário: das 09h às 16h

    Local: Casa da Leitura Laura Santos

     

    Horário: 14h

    Local: Casa da Leitura Wilson Bueno

     

    Horário: 14h

    Local: Casa da Leitura Walmor Marcellino

     

    11 de outubro, sexta-feira

    Horário: 14h

    Local: Casa da Leitura Osman Lins

     

    Programação completa em www.cultura.pr.gov.br

  • Grupo Galpão usa domínio de voz, corpo e luz para falar da polifonia dissonante em "Outros"

    Grupo Galpão usa domínio de voz, corpo e luz para falar da polifonia dissonante em "Outros"
    (Foto: Elenize Dezgeniski)

    Este post traz a estreia de Rafaela Tavares na crítica teatral. Gênero literário super "pop" no século 19 e início do século 20, a crítica passou por muitas transformações e hoje é feita só por corajosos. Opinar hoje em dia pode ser delicado, quando palavras são setas afiadas que podem bater nos muros da incompreensão. Mas ainda há quem se aventure em coisas novas. Então, vamos à crítica de "Outros", por Rafaela Tavares!

    A música introduz e encerra o espetáculo "Outros", apresentado no domingo (6) no Teatro Guaíra, em Curitiba, finalizando a turnê sul do Grupo Galpão de Belo Horizonte. É no canto e na instrumentalização melódica que a polifonia dos dez atores sobre o palco traduz melhor uma noção de alteridade. Nos números musicais, é perceptível a interdependência entre o "eu" e o "outro". Eles se complementam. Versos encontram respostas e aceitação. 

    Segunda montagem do Grupo Galpão dirigida por Márcio Abreu como uma sucessora à peça "Nós", o espetáculo utiliza as linguagens teatrais para falar sobre as inquietações contemporâneas. As preocupações políticas, como questões de gênero, por exemplo, estão evidentes nos versos cantados. São levantadas e recebidas nas trocas verbais entre os atores e atrizes. 

    Há, porém, um contraste entre essa comunicação harmoniosa das cenas cantadas e os diálogos cheios de ruído dos atos não musicais. Os personagens ainda buscam ao outro quando disparam reflexões sobre memória, envelhecimento, morte, incômodos, passado, agora e futuro.

    As frases são jogadas ao ar e só não se desmancham por encontrar absorção no público. As múltiplas inquietações manifestadas pelos personagens são ora ignoradas por seus interlocutores em cena, ora tratadas como réplicas que revelam um desentendimento.

    A pluralidade de ideias, medos líquidos, memórias dissonantes reflete uma diversidade atual, também extravasada na peça nos desencaixes dos diálogos. É difícil não associar a confusão entre os personagens às discordâncias e incompreensões do mundo de hoje, que não raro beiram ou resultam em conflito.

    No espetáculo, os outros não são só aqueles com quem se conversa em uma procura - geralmente frustrada - de complacência, eles são também o assunto das conversas, são corpos tocados em valsas cujos passos são ditados por uma terceira pessoa, como se para destacar uma sociedade desorientada que se debruça em uma necessidade de instruções.

    Há uma ânsia pelo outro reconhecível nos movimentos dos atores e atrizes quando contracenam com colegas de palco. Essa fome de contato físico traz uma contradição em relação ao individualismo presente na dessimetria de ideias nos diálogos, um paradoxo que também evoca a dicotomia entre carência e egocentrismo que gera tantas angústias na contemporaneidade. A busca pelo toque atinge o ápice no clímax do espetáculo, quando os corpos dos intérpretes se unem e se confundem, para no fim se afastarem com um leve estranhamento.

    Se a palavra é matéria-prima para o grupo ativo desde 1982 abordar a instabilidade atual, ela não é a única linguagem dominada pelos atores, atrizes e diretor. O movimento dos atores combinados com a iluminação comprovam esse domínio. O trabalho e corpo e a luz criam um caos controlado no palco capaz de atordoar sobretudo quando mostra repetições, uma forma de abordar o momento de transição em que vivemos, no qual reprisamos estruturas e pensamentos com quais talvez devíamos romper, porém aos quais não desapegamos e passamos a patinar no mesmo lugar. O espetáculo "Outros" não é panfletário, mas suas linhas e entrelinhas falam do hoje de forma política.

    É interessante que apenas na música haja um acordo entre personagens. Dificilmente se trata de uma coincidência. A mensagem que ressoa ao fim da montagem é que somente na arte a sociedade encontra ecos e resposta para as suas inquietações. Basta se permitir parar para performar ou ouvir.

  • Uma NAVE onde cabem crianças e adultos

    Uma NAVE onde cabem crianças e adultos
    O francês "Minha vida de abobrinha".

    O longa "Sobre Rodas" conta a história de Lucas, de 13 anos, em seu retorno à escola.De setembro a dezembro de 2019, seis longa-metragens selecionados farão parte da programação do mais novo espaço de cinema curitibano. As crianças terão a chance de acompanhar toda essa narrativa costurada pela curadoria, colecionando carimbos dessas viagens em seu passaporte da mostra. Com isso, a NAVE busca construir um público assíduo, que participe de cada uma das expedições propostas. A entrada é franca.

    Por meio da distribuição desse material educativo – um guia pessoal, que traz informações sobre os filmes e que pode acompanhar o público durante todo o projeto – a mostra quer também facilitar o processo de fruição. A experiência cinematográfica é também potencializada pela mediação cultural em cada umas das sessões.  Esse processo, que consiste em um bate-papo com o público sobre os filmes, favorece a construção de sentidos a partir do que surge desse diálogo. Esse processo busca instigar e explorar diferentes camadas de sensações, mas jamais direcionar e limitar o olhar da criança.

    Entre os títulos reunidos, estão produções brasileiras lançadas esse ano como  o filme “Sobre Rodas” e as animações “Tito e os Pássaros” e “Miúda e o Guarda-Chuva”. Completam o roteiro o longa francês “Minha Vida de Abobrinha”, o espanhol “A Tropa de Trapo na Selva do Arco-Íris” e a obra “Os Comedores de Meia”, parceria internacional entre República Tcheca, Eslováquia, Croácia. Formamos um panorama da produção de cinema independente para o público infantil dos últimos anos, compondo um quadro bastante diverso para as crianças da cidade.

    O longa-metragem "Sobre Rodas".

    O projeto intitula-se NAVE porque quer construir essa viagem pelo imaginário, onde tudo é possível e as crianças assumem diferentes personagens, entram em suas histórias e vivem uma total imersão no universo do cinema. A curadoria é de Luiza Lins, idealizadora e curadora da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis que completa 18 anos neste ano e segue como um dos principais espaços do audiovisual para crianças no país. O projeto é uma idealização das produtoras culturais Ana Hupfer e Flavia Milbratz, que juntas encabeçam a Gloriosa Produção Cultural – produtora que têm desenvolvido diferentes projetos culturais em Curitiba e recém realizaram o projeto Criaturas Fantásticas - uma exposição de arte com crianças, que ficou em cartaz de junho a agosto no Portão Cultural. 

    “Nós queremos estimular o interesse e a criação de vínculo das crianças e seus familiares com a arte e os espaços públicos de convivência da cidade. Queremos, por meio dessas histórias contadas, promover o encontro entre pessoas e traduzir a multiplicidade cultural do Brasil e do mundo”, diz Milbratz.A NAVE também conta com um braço que coloca a criança como protagonista nessa experiência com a sétima arte: uma oficina de curta metragem. A ideia é que os participantes da oficina, a partir da brincadeira, tenham acesso a um novo conhecimento: a linguagem audiovisual. Por meio da oficina, o projeto prevê dar voz às crianças da cidade, promovendo o protagonismo da criança na própria experiência cultural. Ao final das aulas, os alunos terão um filme próprio produzido, que será exibido na telona. “A arte é uma das ferramentas mais potentes para a escuta e percepção das diferenças e das conexões, pois traz o desafio do encontro e do olhar para o outro. Buscamos com a NAVE essa presença plena e compartilhada, que possa ativar outras maneiras de olhar, de representar e de ler o mundo”, diz Hupfer.

    Em cartaz no Cine Passeio, a mostra tem entrada gratuita e se divide em seis diferentes etapas até o final do ano. O projeto é realizado com incentivo do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura (PAIC), da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba. Escolas da cidade e Região Metropolitana podem agendar gratuitamente grupos de alunos para participação das sessões.

    Sobre A Gloriosa – Ana Hupfer e Flavia Milbratz criaram a Gloriosa porque acreditam que a cultura pode gerar transformações significativas para as pessoas e para o mundo. As duas profissionais – que têm mais de uma década de experiência em diferentes iniciativas e instituições da produção cultural – criaram a empresa e guiam seu trabalho na criação de redes, de espaços de expressão e na promoção dos elementos afetivos da experiência cultural. Nossa crença é que a ação cultural deve estar no coração da renovação das cidades e na integração das pessoas, pois é preciso promover o que nos une. A Gloriosa, além da NAVE – Mostra Circulante de Cinema para Crianças, idealizou e produziu o projeto Criaturas Fantásticas – uma Exposição de Arte com Crianças , faz a produção e curadoria artística do Festival de Impacto; idealizou e realiza a Mamute – Feira Gráfica de Rua; e – entre outros projetos – irá realizar a Virada Sustentável Curitiba.

    SERVIÇO

    NAVE – Mostra Circulante de Cinema para Crianças
    Local: Cine Passeio | Sala Valêncio Xavier
    (Rua Riachuelo, 410 – Centro)
    De 10 de setembro até 5 de dezembro
    (Terças, Quartas e Quintas)
    Horário: 10h e às 14h. Entrada franca. Classificação: Livre

    Programação:
     

    > 10, 11 e 12 set/2019 / etapa 01

    TITO E OS PÁSSAROS

    (Brasil, 2019, 73’)

    Indicação: livre (principalmente para crianças de +8 anos)

    Direção: Gustavo Steinberg, André Catoto, Gabriel Bitar

    Sinopse:

    Um menino e seus dois amigos partem para encontrar a pesquisa perdida do seu pai sobre canções de pássaros, algo que pode salvar seu mundo de uma epidemia na qual o medo adoece as pessoas.

     

    > 24, 25 e 26 set/2019 / etapa 02

    MINHA VIDA DE ABOBRINHA

    (França, 2016, 70’)

    Indicação: livre (principalmente para crianças de +8 anos)

    Direção:

    Sinopse:

    Ícaro, apelidado de Abobrinha, perde sua mamãe em um acidente e é levado por Raymond, um policial, a um lar para crianças. Lá, ele faz novos amigos, como Simon, Ahmed, Jujube, Alice e Béatrice, que não foram poupados pela vida. Um dia, é a vez de Camille chegar para morar no orfanato.

    > 01, 02 e 03 out/2019 / etapa 03

    MIÚDA E O GUARDA-CHUVA

    (Brasil, 2019, 74’)

    Indicação: livre (principalmente para crianças de +7 anos)

    Sinopse:

    Miúda cuida de sua planta carnívora com muito amor e formigas fresquinhas. Ela deseja apenas que a planta lhe chame pelo seu nome, mas a planta exige cada vez mais formigas. Estas bolam um plano que envolve poesia, guarda-chuvas e uma máquina do tempo. A menina aprende que crescer é fazer escolhas.

      

    > 05, 06 e 07 nov/2019 / etapa 04

    A TROPA DE TRAPO NA SELVA DO ARCO-ÍRIS

    (Brasil/Espanha, 2018, 72’)

    Indicação: livre (principalmente para crianças de +3 anos)

    Sinopse:

    Em uma divertida aventura, nossa simpática Tropa de Trapo viaja até a selva do arco-íris para ajudá-lo a recuperar suas cores que, devido à poluição, estão se apagando e perdendo seu brilho original. Isso parece indicar que as cores do planeta podem desaparecer para sempre. A Tropa não pode deixar isso acontecer.

     

    > 19, 20 e 21 nov/2019 / etapa 05

    OS COMEDORES DE MEIA

    (República Tcheca, Eslováquia e Croácia, 2017, 83’)

    Indicação: livre (principalmente para crianças de +6 anos)

    Sinopse:

    Os Comedores de Pés de Meia (papa-meia) são pequenas criaturas que vivem entre os humanos e comem meias, porém, com uma única regra: eles só comem uma meia de cada par.

     

     > 03, 04 e 05 dez/2019 / etapa 06

    SOBRE RODAS

    (Brasil, 2019, 75’)

    Indicação: livre (principalmente para crianças de +8 anos)

    Direção: Mauro D’addio

    Sinopse: Conta a história de Lucas, de 13 anos, que volta à escola depois de um acidente que o deixou sem movimento nas pernas. Lá, ele conhece Laís e juntos partem por estradas de terra interioranas – em busca do pai que a menina nunca conheceu. Nesta aventura eles acabam conhecendo um ao outro.

     



  • O dia em que minha filha conheceu Chaplin

    O dia em que minha filha conheceu Chaplin
    (Foto: Maringas Maciel/Divulgação)

    Levar a filha ao cinema é a chance de abraçá-la, imóvel, por uma hora e meia. Durante os momentos em que a tela envia dúvidas ao coraçãozinho, tenho a chance de falar-lhe ao ouvido, trazendo ordem àquele caos momentâneo. Nesse momento sou a Mãe.

    Bom se tudo fosse momentâneo assim. E não é?

    Tem ainda a melhor parte: cheirar o cabelinho. Não sei como, sempre tem um perfume,  mesmo sem lavar. É coisa de mãe.

    Acho que subi de nível. Nos primeiros anos, recusei o mundo cor de rosa imposto às famílias recentes. Não vi todo esse colorido e ousei falar isso, merecendo a alcunha de “mãe megera”.

    Ainda naquele clima, fiz a primeira tentativa de levar ao teatro. Não deu certo. O problema com as famílias, ou pelo menos com a minha, é a ansiedade que os próprios pais passam aos filhos. 

    Isso vale para tudo: o momento do desfralde, se vai chorar em público, se está comendo o suficiente. A questão é que, quando você aprende e se sente pronto para lidar com tudo isso, a fase já mudou e as questões são outras.

    Pois bem, naquela primeira vez nossa permanência no teatro durou 30 segundos. Ela ficou nervosa, pediu para sair, não suportou a ideia de uma mulher interpretar uma galinha e dirigir-se à plateia. Pensando nisso hoje, vejo que o primeiro encontro com as artes cênicas, esse momento único e ao vivo, é mesmo forte.

    Mas vencemos o espetáculo inteiro em outras ocasiões! Importante comemorar cada vitória.

    Dessa vez também foi especial: um filme-concerto de Charles Chaplin, ou seja, a exibição da película restaurada, com trilha sonora ao vivo, com apoio do Instituto de Apoio à Orquestra Sinfônica do Paraná. Quer mais?

    “Tempos Modernos” traz questões complexas para um ser de 5 anos. E foi comovente ouvir suas inquietações, tais como: “Mamãe, por que tudo é só em três cores? Ele foi preso de verdade? Bateram nele de verdade? Pra onde ele foi? Ela morreu?”

    Apenas no final descobri que lhe faltava uma chave para entrar no clima. “É um palhaço, meu amor.” 

    Descobri que também é papel de mãe entregar chaves, sempre que possível.

     

  • Curta curitibano vence em Gramado e tem sessões no Cine Passeio

    Curta curitibano vence em Gramado e tem sessões no Cine Passeio

    Não é todo dia que uma amiga minha ganha o Prêmio de Melhor Curta no Festival de Gramado! Viva!! Vou ostentar, com licença.

    Conheci Carol Sakura no contexto universitário e logo percebi que ela era diferente dos demais. Suas observações em sala de aula traziam profundidade teórica, sim, mas ela não era só citações.

    Sua fala sempre é ilustrada por um sorriso, e a voz meiga pode falar de dores profundas.

    Além da pesquisa (ela faz doutorado em Letras, na intersecção entre literatura e quadrinhos), a menina escreve.

    O estilo é autobiográfico, e aqui ela parece purgar, a cada obra, um pedaço de suas dificuldades passadas.

    Em "Apneia", cujo roteiro assina, além da direção ao lado de Walkir Fernandes, ela chega ao ápice do relato memorialista, ou melhor, às profundezas.

    Nas suas palavras: "Muriel não sabia nadar, tinha tanto medo. Um medo que ecoava a distância de sua mãe e trazia à tona os pavores e monstros da infância. Mergulhada em si mesma, ela busca agora a voz e o ar que sempre lhe faltou como menina e mulher."

    E é com essa delicadez, dedicação e coragem que minha amiga trouxe para Curitiba o Kikito, ou troféu, de Melhor Curta-Metragem Brasileiro do Festival de Gramado 2019.

    A produção é do Dogzilla Studio e a produção executiva de E.M.Z. Camargo. Nas palavras do crítico Robledo Milani, do Rio Grande do Sul, "Apneia" é um filme que abraça o mundo, sem esforço nem exageros, pois assim o faz a partir de um olhar absolutamente íntimo".

    SERVIÇO

    O filme terá duas sessões em mostra do Cine Passeio com curadoria de Marcos Jorge e do Marden Machado.

    DIAS 01/09 e 10/09, às 20h30, na Sala Luz (Cine Passeio - Curitiba).

    Assista ao trailer!

    APNEIA - Trailer from Dogzilla Studio on Vimeo.

  • O sofrimento nunca é angelical

    ** A Vida É Palco também para a pesquisa na área de comunicação!

    E esse aqui é um resumo do trabalho de graduação da jornalista paranaense Rafaela Lorenzen:

    As crianças têm sido vistas como seres angelicais e inofensivos e, por muito tempo, isso foi um problema para inúmeras delas. Muitas crianças podem sofrer de transtornos psicológicos infantis, mas, por terem esse esteriótipo, o comportamento fora do padrão costuma ser vistos como malcriação. No passado, ele era "resolvido" com castigos e punições. E hoje, será que isso mudou?

    Os transtornos psicológicos infantis ainda são um tabu na sociedade, mas são uma realidade. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) comprovam que 20% das crianças e adolescentes sofrem com algum transtorno mental.

    Produzido pela jornalista recém-formada Rafaela Lorenzen (foto), a websérie "Universo Interno - Um olhar sobre a Psicologia Infantil" discute essa temática em quatro episódios que abordam diferentes transtornos psicológicos que afligem as crianças e adolescentes. Especialistas, famílias, responsáveis e até mesmo alguns dos adolescentes contam a sua trajetória desde o diagnóstico até os dias de hoje.

    Veja aqui a websérie completa.

    Aqui o primeiro vídeo:

  • Teatro e desenho para crianças

    Teatro e desenho para crianças

    O musical “Zum Zum Zum”, que está em cartaz no Teatro Zé Maria até o dia 11 de agosto, busca despertar as crianças para a beleza das coisas simples da vida, desde os detalhes da natureza ao valor das relações de afeto. Em harmonia com a temática do espetáculo, o grupo Tupi Pererê decidiu fazer uma promoção sustentável e afetiva. É isso mesmo. As crianças que transformam o flyer do espetáculo em um lindo desenho ganham o direito de meia entrada para os pais ou para quem quiserem presentear.

    Para participar da ação, as crianças precisam adquirir o flyer do espetáculo que está à disposição na bilheteria do Teatro Zé Maria Santos e em diversos pontos culturais da cidade. Atrás do papel, há um espaço em branco especialmente preparado para que o pequeno crie um desenho inspirado em uma das estações do ano. No dia da apresentação, basta entregar a criação e receber o desconto de meia-entrada que pode ser repassado a um adulto por quem a criança tenha afeto.

    Os flyers desenhados ainda irão compor um painel artístico que tem o objetivo de valorizar a arte dos pequenos e fazer com que se sintam parte do musical “Zum Zum Zum”. De acordo com Guga Cidral, artista educador do Tupi Pererê e um dos idealizadores do grupo, “diante de um mundo onde papéis são criados e jogados ao lixo com tanta facilidade e despropósito, a promoção é um incentivo à sustentabilidade e uma valorização às relações de afeto, ensinando a criança que ela pode reaproveitar o que parece ser descartável e presentear aqueles a quem ama”.

    O grupo Tupi Pererê fica em cartaz com o musical “Zum Zum Zum” em todos os sábados e domingos, sempre às 16h, até o dia 11 de agosto. O ingresso custa R$ 15,00 a meia e pode ser adquirido desde já na bilheteria do Teatro Zé Maria ou pela Internet, pelo Ticket Fácil (www.ticketfacil.com.br)

    Saiba mais sobre o grupo Tupi Pererê

    Encantar e reencantar adultos e crianças com o que existe de mais lúdico na cultura brasileira. Essa tem sido uma das missões do grupo Tupi Pererê nesses 10 anos de história. Para colocar isso em prática, a trupe tem utilizado uma receita que é a cara da infância e tem como ingredientes variadas linguagens artísticas. Seus trabalhos contam com muita música e passeiam pela contação de histórias, o teatro, as artes visuais e a literatura.

    O grupo possui ampla vivência em ações voltadas a instituições de ensino. Essa experência fez com que projetos ousados fossem desenvolvidos. E o que no início era um grupo musical para crianças, se transformou em uma trupe artística em prol da infância e composta por profissionais com formações variadas que se dividem no papel de músicos, cantores, atores, educadores e artistas plásticos. São eles: Guga Cidral, Raquel Stapassoli, Daniel Arenhart e Rodrigo Fonseca.  Hoje, esse quarteto também já ganhou os espaços culturais da cidade com um repertório de cinco shows, dois musicais e duas oficinas. Na bagagem, mais de mil apresentações, cerca de 100 mil expectadores, parceiros de peso e uma coleção de gestos de carinho de crianças e adultos.

    SERVIÇO

    Grupo Tupi Pererê apresenta

    Espetáculo Zum Zum Zum

    Data: De 27 de julho a 11 de agosto, aos sábados e domingos.

    Horário: sempre às 16h

    Local: Teatro Zé Maria

    Endereço: Rua Treze de Maio, 655 – São Francisco

    Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)

    Na bilheteria do espaço no no site www.ticketfacil.com.br

  • 40 anos de bonecos (e) humanos

    40 anos de bonecos (e) humanos

    São 40 anos de histórias com mais de 30 espetáculos montados. Essa é a trajetória da Cia Filhos da Lua, que será apresentada durante os meses de agosto e setembro em diversos espaços culturais de Curitiba. A primeira etapa dessa viagem no tempo acontece de 17 a 25 de agosto, aos sábados e domingos, no Guairinha, onde a companhia apresenta algumas de suas montagens mais recentes para o público infantil: "A Menina e o Lampião" e "O Cavalo Branco de Muriah".

    Além dos espetáculos, o público poderá conhecer a história da Cia Filhos da Lua por meio de uma exposição de bonecos e materiais cênicos datados desde as primeiras produções, iniciadas em 1979. Toda a programação é gratuita e acessível a toda família.

    Desde a sua fundação, a Cia Filhos da Lua vem trilhando um caminho original na produção cênica contemporânea com montagens que refletem a pesquisa da integração do Teatro de Bonecos com o teatro de figura humana e com diversas formas de expressões artísticas como: música, dança, artes visuais e literatura. “O Filhos da Lua passou por diversas fases ao longo desses 40 anos de estrada, sempre escrevendo e encenando uma dramaturgia que conversa de perto com todas as idades e bebe na fonte da poesia e da cultura popular brasileira em suas produções”, afirma o diretor e dramaturgo Renato Perré.

    Perré é figura chave na companhia, que também é composta pelo filho dele, o ator e músico Candiê Marques e parceiros de projetos, como Mauro Zanata, Adriano Esturilho, Doriane Conceição, Rafael Barreiros, Judy Fiorezi, Carolina Maia, Cia dos Palhaços entre outros. O fruto desse trabalho são alguns prêmios de peso como Gralha Azul, edital Oraci Gemba e prêmio Funarte de dramaturgia. 

    Os 40 anos da Cia Filhos da Lua também serão comemorados de 29 de agosto a 01 de setembro no Teatro Zé Maria Santos, numa programação para jovens e adultos composta pelos espetáculos “Teatro, Que História É Essa?” e “Tempo - Tragicomédia Inacabada”.

    Para finalizar, de 14 a 22 de setembro a programação acontece no Espaço Fantástico das Artes, novamente com mostra de espetáculos para o público infantil, composta pelos espetáculos: “Aniversário de Palhaço o que é?”, “Terezinha - História de Amor e Perigo” e “Gato e Dona Chica”.

    SERVIÇO

    40 anos Cia Filhos da Lua - Mostra de Espetáculos e Exposição

    Guairinha - para crianças

    “A Menina e o Lampião”

    17 e 18 de agosto às 16h

    “O Cavalo Branco de Muriah”

    24 e 25 de agosto às 16h

    Teatro Zé Maria Santos - para adultos

    “Teatro, Que História É Essa?”

    31 de agosto e 1º de setembro às 20h

    “Tempo, Tragicomédia Inacabada”

    7 e 8 de setembro às 20h

    Espaço Fantástico das Artes - para crianças

    “Aniversário de Palhaço o que é?”
    14 e 15 de setembro às 16h

    “Terezinha - História de Amor e Perigo”

    21 de setembro às 16h

    “O Gato e Dona Chica”
    22 de setembro às 16h

  • Tevê vira comédia em peça do Antropofocus

    Tevê vira comédia em peça do Antropofocus

    O grupo curitibano Antropofocus completou 18 anos de atividades e continua pesquisando a diversidade da comédia e do humor em seus espetáculos.

    Agora a trupe volta aos palcos para uma curta temporada com seu premiado espetáculo "NO DIA SEGUINTE – A QUASE HISTÓRIA DA TEVÊ BRASILEIRA", nos dias 27 e 28 de julho, no Guairinha.

    Em seu mais recente trabalho, tendo como pano de fundo os aspectos históricos do surgimento da televisão no Brasil e como o improviso supria, muitas vezes, a falta de conhecimento técnico sobre esta nova mídia, "NO DIA SEGUINTE – A QUASE HISTÓRIA DA TEVE BRASILEIRA" retrata questões relevantes da atualidade, e propõe uma reflexão sobre a manipulação dos veículos de comunicação, levando ao palco a fictícia estreia da tevê ao vivo no Brasil, uma sátira que mescla informações e lendas sobre a chegada da TV no país, com referência a programas e personalidades da atualidade.

    O espetáculo conquistou sete indicações ao Troféu Gralha Azul, premiação aos destaques da produção teatral paranaense, concorrendo nas categorias de melhor spetáculo, melhor direção, melhor texto, melhor trilha sonora, melhor figurino, melhor ator coadjuvante e conquistando o prêmio de Melhor Atriz para Anne Celli.

    Como não havia ainda a tecnologia para gravação em videoteipe, tudo era feito ao vivo e acidentes eram inevitáveis. Tendo como pano de fundo os aspectos históricos do surgimento da televisão no país e como a técnica do improviso supria, muitas vezes, a falta de tecnologia, o grupo encontrou o mote perfeito para concretizar a junção entre as linguagens pesquisadas ao longo desses anos: criação de dramaturgia, improvisação, música ao vivo, vídeo e transmissão ao vivo.

    SERVIÇO

    Dias 27 e 28 de julho (sábado as 20 hrs e domingo as 19 hrs)
    Local: Guairinha
    Ingressos: 40,00 (inteira) e 20,00 (meia-entrada)
    Vendas de ingresso: Ticket Fácil – www.ticketfacil.com.br ou na bilheteria do teatro Guaíra
    Informações: 3304-7953

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