Helena Carnieri

  • Cia. do Abração apresenta Mostra Teatral em Matinhos

    O projeto TEATROCANDO NOS ARES DOS PARANARES, que conta com premiados espetáculos da Cia. do Abração, fará uma difusão de Mostra de espetáculos, através do formato online, dirigidos ao público de crianças de todas as idades, em três apresentações virtuais em Matinhos, entre os dias 9 e 12 de setembro de 2021. O projeto é incentivado pela Copel por meio do PROFICE.

    A Mostra Teatral é composta pelos premiados espetáculos da Cia. Do Abração: Um Mundo Debaixo do Meu Chapéu, Sonho de Uma Noite de Verão e O Mágico de Oss, além de promover, também, uma oficina teatral direcionada a professores e interessados.

    A diretora da Cia do Abração Letícia Guimarães comenta que o objetivo principal é fomentar o teatro para crianças no Estado do Paraná, através da difusão de espetáculos, com o intuito de ampliar o intercâmbio das pesquisas em novas dramaturgias, além de debates com público e artistas locais, através de chat interativo e oficinas teatrais, sobre este assunto, visando à formação de plateias.

    “Além disto, TEATROCANDO NOS ARES DOS PARANARES almeja enriquecer a articulação de pensamento e produção cultural, através do teatro”, disse a diretora. Neste ano, o teatro teve que se adaptar, indo até o seu público, de forma virtual. Porém, estão previstas apresentações transmitidas ao vivo, com interações do público, através de chats. Também está prevista a tradução em libras, como forma de possibilitar o acesso a pessoas com deficiência auditiva.

    Heloisa Giovenardi, proponente deste projeto, quer também valorizar os 20 anos de experiência dedicados à pesquisa e produção de espetáculos dirigidos à criança da Cia. do Abração, que lança em sua arte um novo olhar sobre a criança e a compartilhando com o público e artistas paranaenses.

    “Sentimos a necessidade de pilotar esta iniciativa, propondo este espaço de troca, mantendo uma pesquisa contínua sobre o assunto, criando um panorama da arte paranaense dirigida à criança e, também, atuando na formação de novas plateias, que estejam capacitadas a desenvolver discernimento e critérios avaliativos em relação à obra teatral”, finalizou a proponente do projeto.

    A Mostra também estará em outras quatro cidades do Paraná. Será em Marialva, de 13 a 16 de setembro, Arapoti, de 16 a 19 de setembro, Moreira Sales, de 23 a 26 de setembro, e Palmas, de 27 a 30 de setembro.

    Os espetáculos da Cia do Abração que serão apresentados são os seguintes:

    SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO

    No Sonho de Uma Noite de Verão, adaptado pela Cia. do Abração, quatro velhinhos, contadores de estórias, a serviço do Sr. Milkshakespeare, utilizam-se de objetos para contar a estória dos encontros e desencontros de dois casais.

    https://vimeo.com/366356754 - teaser
    https://vimeo.com/366150812 - teaser com narração
    https://drive.google.com/drive/folders/1YpBuNyF38V4SCT9UHpXW2Qq5wBEu_nKP?usp=sharing - fotos

    UM MUNDO DEBAIXO DO MEU CHAPÉU

    No espetáculo, três contrarregras sonhadores brincam com a imagem de Carlitos abordando temas como a generosidade e a responsabilidade social. Apresentar esse ícone para crianças de hoje é como abrir portas para um novo jeito de caminhar, um jeito meio desengonçado, ingênuo, verdadeiro e cheio de esperança, combatendo o que não nos faz bem com o que mais simples existe: sendo humano.

    https://drive.google.com/file/d/0BwQhwFAeXS2kZlV5TG51aTRxOE0/view?usp=sharing&resourcekey=0-6f2UBG94DV_VpqfnbQ-e3g – fotos

    O MÁGICO DE OSS

    A releitura do clássico "O Mágico de Oz", para ressaltar temas como a construção da identidade e o caminho a se trilhar em busca da sabedoria e de reconhecimento das ações para a valorização de virtudes humanas. Na nossa história, a protagonista, Doroti, uma menina egoísta e dominadora, briga com seus amigos e se sente incompreendida por seus avós. Em um ataque de fúria, a menina egoísta que acredita que a vida que leva é sem graça e sem cores, se vê abduzida por um furacão que a transporta para um lugar mágico e colorido. Na jornada psicodélica de Doroti, ela encontra um espantalho sem cérebro, um homem de lata sem coração e um tigre covarde. Todos se unem para encontrar o único que poderá dar-lhes o que cada um necessita: o poderoso Mágico de OSS, o único capaz de dar um cérebro, um coração, coragem e o caminho de volta para casa. Porém, em nossa história, toda esta viagem, todos estes encontros, tudo foi apenas projeção do subconsciente de Doroti que, com a viagem, transcendeu suas fraquezas e conquistou virtudes.

    (8) Teaser - O Mágico de OSS - YouTube - teaser
    https://drive.google.com/drive/folders/1RvYfxMVLA0W_94UgLApIaU4Tyc72iW4V?usp=sharing - fotos

    SERVIÇO

    CIDADE: Matinhos (de 09 a 12/09)
    ESPETÁCULOS:
    Um Mundo Debaixo do Meu Chapéu, dia 10 de setembro, às 19h
    Link da transmissão - https://youtu.be/J891UDURmnQ
    Sonho de Uma Noite de Verão, dia 11 de setembro, às 19h
    Link da transmissão - https://youtu.be/pXYZmbDXiLY
    O Mágico de Oss, dia 12 de setembro, às 19h
    Link da transmissão - https://youtu.be/00Gkgyo_3SQ
    OFICINA: Dia 09/09, das 09h às 11h
    ACESSO: GRATUITO.

    OS LINKS DE ACESSO ESTARÃO DISPONÍVEIS TAMBÉM NO BLOG DO PROJETO https://teatrocandoparana.blogspot.com, A PARTIR DO DIA 01/09 E TAMBÉM DISPONIBILIZADOS, ATRAVÉS DA PREFEITURA LOCAL.

    CONTATO:

    CIA. DO ABRAÇÃO
    3362-9595 – 3362-9438
    Rua Paulo Ildefonso Assumpção, 725
    abracao@ciadoabracao.com.br
    www.ciadoabracao.com.br

  • Jornalista curitibana lança livro sobre justiça e memória  

    Em Hoje, não? (Editora Urutau, 2021), uma mulher desorientada refugia-se em um teatro. Ao deparar-se com a plateia, coloca em questão os processos de identificação baseados no olhar do outro, compartilha memórias de luto e inquietações sobre as noções de vítima e de punição.

     

    O livro é o primeiro escrito para cena por Luciana Romagnolli, no mesmo ano em que estreou na literatura com os poemas de O mistério de haver olhos (Quintal Edições, 2021). Os dois trabalhos marcam novos rumos na trajetória da jornalista, crítica e pesquisadora de teatro, que foi curadora do FIT-BH 2018 e dos Olhares Críticos da MITsp (2017-2020), além de fundadora do site Horizonte da Cena.

     

    Hoje, não? nasceu entre 2013 e 2015, nos encontros do Ateliê de Dramaturgia, então orientado por Vinicius Souza e Assis Benevenuto. “Minha escrita estava voltada às reverberações de trabalhos de outros artistas, seja na reportagem jornalística ou na análise crítica. O ateliê foi um espaço para finalmente experimentar a criação. Parti de um gesto autobiográfico, ancorado no assassinato do meu pai, e outras flutuações vieram, colocando o espectador-leitor dentro do acontecimento”, conta a autora curitibana, que vive em BH.

     

    “Como resposta criativa a uma experiência traumática, a peça vasculha sentimentos reais e imaginados, é uma escrita tateante, vacilante, que assume a instabilidade, a incerteza, as lacunas e os impossíveis da expressão e do compartilhamento de um trauma, mas também da perseguição de um de ideal de justiça – igualmente, inescapavelmente, fracassado”, afirma Romagnolli.

     

    O texto teve uma primeira leitura cênica no Janela de Dramaturgia, em 2016, sob a direção de Daniel Toledo, ao lado da atriz Samira Ávila. Depois, ficou “desacordado” por alguns anos, “até que o encontro brusco com a pandemia o despertou, ao perceber que já estavam lá o luto, a ameaça, o refúgio e o medo em que vivemos”, diz a autora, que agora confere tons mais poéticos à obra.

     

    Visões

    “Originalmente elaborado como peça de teatro, Hoje, não? torna-se aqui um híbrido de técnicas de criação escrita, com a sucessão de palavras e proposições de movimentos agindo tanto como comentários sobre as inquietações da autora quanto como reflexões críticas sobre sua própria construção”, descreve o crítico Marcelo Miranda na orelha do livro.

     

    “Como artesã das palavras, Luciana conseguiu tecer de forma poética e latejante essa sensação de perplexidade que está no cerne de nossas vidas. A escritora traz em seu texto um pouco do abismo e da vertigem de Clarice Lispector, do mistério e da elegância lírica de Cecília Meirelles e do grito feminino e inconformado de Leilah Assumpção”, observa o crítico de teatro Clóvis Domingos, no posfácio.

     

    “O texto mais complica, implica e complexifica do que apazigua. Mas a gente sente que é feito dessa mesma matéria. Continuamos de mãos vazias diante do enigma”, completa Domingos.

     

    Serviço:

    Hoje, Não?, de Luciana Eastwood Romagnolli. Editora Urutau, 2021, 84 págs. R$ 40.

  • Beetools apoia artistas afetados pela pandemia

    A vida imita a arte ou a arte imita a vida? Em uma pandemia que já dura mais de um ano e com praticamente todas as casas de shows, exposições e eventos fechadas, o mundo artístico se encontra em uma emergência nunca antes vista. Devastador, o coronavírus destrói também centenas de vidas artísticas, que agonizam pela dependência de aglomerações para expor seus trabalhos.

    Segundo a pesquisa “Percepção dos Impactos da Covid-19 nos setores culturais”, publicada pela Unesco neste ano, foi detectado que, entre março e abril de 2020, 41% dos profissionais desses segmentos afirmaram ter perdido toda a receita. Entre maio e junho, esse total subiu para 48%. Ainda de acordo com o relatório, as artes cênicas foram as mais prejudicadas, com 63% dos profissionais relatando perda total de receita. Já o levantamento “Músicos e Pandemia”, realizado pela União Brasileira de Compositores (UBC) com a ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), ouviu quase 900 artistas e apontou que 30% dos músicos perderam completamente a renda, enquanto 56% não recebem por lives realizadas, e 86% dos profissionais registraram algum tipo de perda.

    Sensível ao momento, a Beetools, empresa de ensino de idiomas com sede em Curitiba (PR), lançou neste mês de junho, a campanha “Educação e Cultura Juntas – Beetools pelos artistas brasileiros”, que, por um ano, vai apoiar artistas brasileiros de categorias diversas – atores e atrizes, músicos, artistas plásticos, dançarinos, entre outros. A ideia é simples: o profissional de qualquer setor cultural poderá indicar pessoas para os cursos da Beetools e, caso seja feita a matrícula, o artista receberá 25% da receita líquida do plano contratado. A depender do contexto econômico e sanitário, o projeto pode ser renovado por mais tempo.

    A iniciativa é oferecer apoio à primeira classe afetada pela pandemia, que já em março do ano passado precisou parar todas as suas atividades e ainda hoje sofre para retomá-las.

    Para ser contemplado, o artista de qualquer atividade cultural precisa fazer sua inscrição no site da Beetools. Uma vez inscrito, ele recebe um kit de comunicação com posts para redes sociais e um cupom a ser utilizado por quem se matricular em cursos da start-up via indicação do artista.

    “Nossa campanha segue alinhada a tantas outras iniciativas semelhantes de ‘adoção de artistas’, promovidas por associações e coletivos culturais, para dar suporte a esses profissionais profundamente afetados pela pandemia da Covid-19 e que são tão necessários para uma sociedade saudável, plural e diversa”, explica Rawlinson Terrabuio, CEO da Beetools. “Estamos entusiasmados com a ideia de poder ser apoio a esses profissionais que tanto nos alegram e nos fazem refletir sobre nós mesmos em um momento tão duro como o atual”, acrescenta.

    Para mais informações, acesse http://www.beetools.com.br/artistas/

  • A importância da brincadeira é tema de espetáculo virtual para escolas

    (Foto: Divulgação)

    Em “Brincar Brincar Brincar”, espetáculo encenado de forma virtual por Ligia Ferreira e Flávio Araújo, a brincadeira é homenageada e exaltada. A narrativa cênica será transmitida ao vivo em oito sessões para quatro escolas municipais de Curitiba, entre 29 de junho e 2 de julho.

    A equipe contatou as unidades para agendamento das sessões e os links foram enviados para as responsáveis e divulgados para as famílias e estudantes. Serão contempladas as escolas Margarida Orso Dallagassa, São Miguel, Elevir Dionisio e Governador Leonel de Moura Brizola.

    Crianças que não brincam mais

    “Criamos esse trabalho para falar da importância de viver intensamente o período da infância. A brincadeira é a natureza da criança. Infelizmente, percebemos que ela pode estar perdendo espaço para outros elementos do mundo contemporâneo”, comenta a atriz.

    O texto, de autoria de Ligia, se passa numa vizinhança muito tranquila, baseada em sua rua de infância, com personagens inspirados na vida dos dois artistas e em parentes seus. Lica, Kiko, Guiga, Luna e Nano são crianças acostumadas a brincar na rua e na floresta todos os dias. De repente surgem na vida de Guiga, Luna e Nano misteriosos elementos – t-ble-ta, g-ppin-sho e são-vi-le-te – que alteram a rotina da garotada. Os amigos Lica e Kiko entram então numa aventura para resgatar as outras crianças.

    Durante a apresentação, Flávio Araújo utiliza instrumentos diversos para a sonoplastia, como reco-reco, piano, alfaia, cajón, blocos sonoros, campainha de bicicleta, calimba, dentre outros. “Os sons criam ambientes relacionados à história e sugerem sensações”, explica o músico. Ao longo da peça, a dupla ainda executa músicas compostas por Flávio que enriquecem a narrativa.

    Oficina  para educadoras

    O projeto também vai promover uma oficina de criação e narração de histórias para educadoras da rede pública municipal entre 28 de junho e 05 de julho. Por meio de um jogo desenvolvido por Ligia para criação de histórias e de orientações para o processo de narração, as professoras serão estimuladas a criarem  suas próprias histórias e narrativas cênicas.

    Sobre o projeto e os artistas: O projeto está sendo realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura, Fundação Cultural de Curitiba, da Prefeitura Municipal de Curitiba. Conta com Ligia Ferreira como atriz, escritora, ministrante de oficina e coordenadora, e Flávio Araújo como compositor, músico, produtor e técnico de som, luz e transmissão.

     

  • Instituto História Viva grava mensagens de apoio aos profissionais da saúde. Envie a sua!

    Você gosta de histórias e quer ajudar outras pessoas? Chegou uma oportunidade para contribuir com seu otimismo e visão de mundo com aqueles que estão na frente de batalha contra a covid-19. O projeto “Histórias para Profissionais da Saúde”, do Instituto História Viva, recebe textos com mensagens de apoio a esses trabalhadores essenciais até 31 de julho (veja como fazer abaixo).

    Podem ser poemas, contos, depoimentos ou mensagens pessoais. Ao receber o texto, a equipe do Instituto irá gravar um vídeo de cerca de 1 minuto e enviar aos funcionários e equipe médica de quatro hospitais da região de Curitiba.

    “Agradecemos desde já o amor transmitido em cada mensagem recebida”, diz a fundadora e gestora do Instituto História Viva, Roseli Bassi. “Quem envia esse recado fala direto ao coração de médicos, enfermeiros, cozinheiros, maqueiros, faxineiros, enfim, todos aqueles que fazem esse trabalho fundamental e tão estressante neste momento.”

    Oficina capacita voluntários

    Quem deseja entrar para o Instituto História Viva como voluntário também pode participar da oficina “A Arte de Encantar com Histórias”, que acontece de 28 a 30 de junho, via Zoom, em duas turmas (veja o serviço abaixo).

    No minicurso, os aprendizes terão as principais noções sobre como transformar histórias de vida em contos de fada – que é a grande missão do Instituto. “Levamos alegria as pessoas em situações de fragilidade física e emocional, por meio da literatura oralizada”, explica Roseli.

    Em 16 anos de atuação, o Instituto já reuniu quase 4 mil voluntários para levar poesia a hospitais, lares de idosos e abrigos. Com a pandemia, foi preciso migrar para o digital, como ocorreu com todos os negócios, e os voluntários continuam a ser treinado e a colocar a mão na massa em prol de que mais precisa. Faça parte você também!


    SERVIÇO

     

    “Histórias para Profissionais da Saúde” - Chamada de mensagens para medicos, enfermeiros e todos os profissionais dos hospitais

    Envio das sugestões de texto, com título e autoria (se souber): contato@historiaviva.org.br até 31 de julho.

     

    OficinaA Arte de Encantar com Histórias
    Via Zoom
    Dias 28, 29 e 30 de junho
    Turma 01 - Das 8h30 as 11h30 hrs
    Turma 02 - Das 19h as 22hrs
    Contribuição: R$ 150
    Inscriçoes: voluntario@historiaviva.org.br

     

    Sobre o Instituto História Viva Fundado em 2005 pela gestora Roseli Bassi, o Instituto História Viva tem como objetivo maior transformar ambientes de dor e sofrimento por meio da literatura oralizada. Por meio deste trabalho, a ONG, que nasceu em Curitiba e, hoje, atua em vários estados brasileiros, tem incentivado a leitura, a educação e a cultura brasileira. Em 15 anos de existência, a entidade já formou 3.560 voluntários na arte de ouvir e contar histórias. Seus voluntários apresentam perfis variados e são capacitados a ouvir, escrever, contar e recontar histórias clássicas, casos de vida e contos da literatura brasileira no intuito de levar alegria a indivíduos em situações de fragilidade física e emocional. A seriedade desse trabalho tem rendido premiações diversas à entidade nos segmentos de cultura, educação e ação social. Saiba mais: www.historiaviva.org.br / www.facebook.com/institutohistoriaviva.

  • Cia. do Abração faz mostra online de seus 20 anos

    A Céu Vermelho promove entre os dias 24 a 27 de junho de 2021 a MOSTRA COMEMORATIVA ABRAÇÃO 20 ANOS/ ONLINE, patrocinado pelo PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA, FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA. O evento é uma oportunidade de compartilhar um recorte dos trabalhos desenvolvidos pela Cia. do Abração, ao longo dos seus 20 de história, com espetáculos direcionados ao público de crianças e também espetáculos direcionados ao público de jovens/adultos.

    As apresentações acontecerão no formato ONLINE, na plataforma do Youtube no canal da CIA DO ABRAÇÃO entre os dias 24 a 27 de junho de 2021, e contará com 04 apresentações, de 04 espetáculos. Destas (Dessas), 02 apresentações acontecerão em dias letivos, sendo que uma delas terá tradução simultânea em libras, direcionadas às crianças. As outras duas apresentações acontecerão no final de semana às 19h, para público de jovens e adultos.

     

    Os links das apresentações estarão disponíveis na página da CIA. DO ABRAÇÃO: WWW.CIADOABRACAO.COM.BR  a partir do dia 15/06/2021.

    Além das apresentações, também haverá atividade de caráter formativo, como oficina teatral, direcionada a jovens e adultos, a partir de 14 anos, interessados no fazer teatral. Essa atividade será realizada por meio da plataforma zoom e conta com a prévia de inscrição dos interessados.

    A diretora da Cia. do Abração, Letícia Guimarães, comenta que esta mostra vem nestes tempos desafiadores encontrar-se com as crianças, jovens, adultos, com as famílias, com os artistas e educadores, apostando na abertura do campo sensível e imaginativo da experiência estética e do fazer poético. “O teatro pode trazer muitas motivações para os pequenos e grandes e ajudá-los a dar sentido aos acontecimentos da vida. Estamos apostando nos valores perenes da arte enquanto forma de expressão do mundo simbólico na sua dimensão de troca. Nessa troca o belo se completa com a alegria e o prazer que emanam da convivência criativa. ” Estamos em festa. Comemorando a história de 20 anos de arte e resistência da Cia. do Abração. Temos a intenção de trazer a reflexão sobre a importância do teatro produzido continuamente por uma Companhia Curitibana, ao longo de 20 anos de história, para se chegar a valores imateriais que possam construir relações humanas subjetivas, essenciais e valorosas

    O evento também proporciona ao público de escolas públicas o acesso gratuito às apresentações, neste ano, transmitidas online. Nesse aspecto, o teatro surge como fator de integração social, possibilitando às crianças, que muitas vezes nunca assistiram uma peça de teatro, um outro olhar ou até uma possibilidade de ver e rever a própria infância com mais sensibilidade.

    Dentre a programação prevista, a mostra de espetáculos terá 100% de ingressos/acessos gratuitos, revertendo à população produtos culturais de qualidade.

     

    APRESENTAÇÕES E BATE PAPO AO VIVO

     

    De 24 a 27/06 sempre às 19h no canal da Cia. Do Abração no Youtube. Após cada apresentação haverá uma conversa ao vivo com os integrantes da companhia e convidados especiais que fizeram parte da criação de cada espetáculo. Neste momento, o público poderá participar do bate-papo através do chat da plataforma.

       

    RESUMO DOS ESPETÁCULOS DA MOSTRA

     

    MOSTRA PARA CRIANÇAS       

     

    SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO - DIA: 24/06, quinta-feira às 19h (espetáculo com tradução em LIBRAS)

    O ESPETÁCULO MAIS PREMIADO DE 2002 no estado do Paraná.

    Sinopse - O espetáculo Sonho de Uma Noite de Verão, primeiro espetáculo da Cia. do Abração, foi a grande revelação do ano de 2002 em Curitiba, angariando seis Troféus Gralha Azul – Prêmio Governador do Estado, são eles: melhor espetáculo para crianças – Cia. Do Abração, melhor diretor, melhor adereço, melhor sonoplastia, melhor atriz e atriz revelação.

     

    No Sonho de Uma Noite de Verão, adaptado pela Cia. do Abração, quatro velhinhos, contadores de estórias, que neste momento se encontram a serviço do Sr. Milkshakespeare, utilizam-se de objetos para contar esta estória que fala dos encontros e desencontros de dois casais. A ideia de trabalhar com manipulação de objetos parte do princípio que esta é a maneira que a criança naturalmente se utiliza para criar o seu próprio imaginário, o seu lúdico “Faz – de - Conta”. Assim, os personagens da história são representados por objetos do cotidiano, como um par de sapatos altos, uma gravata borboleta, etc.

    Na nossa versão, os reis da floresta brigam, não pelo seu pajem, mas pela posse do Livro dos Sonhos que, a nosso ver, pertence a todos e, o que passamos como mensagem é que quando a natureza entra em desarmonia, todos, que neste mundo vivem, brigam e se desarmonizam. Além disso, fazemos uma reflexão sobre a infância e a velhice, por isto, nossos doces velhinhos, no final da peça, acabam se tornando crianças ou libertando a criança que todos guardamos dentro de nós. Desta forma, trabalhamos com a ideia de fazer um teatro para crianças de todas as idades, sem menosprezar a inteligência de nosso público.

    Duração: 50min

    Classificação – Livre

     

    LINK DA TRANSMISSÃO: https://youtu.be/UlsbnVLbRSo

     

    O MENINO QUE AMARRAVA TUDO– DIA 25/06, sexta-feira, às 19h 

    Inspirado na obra homônima de Guga Cidral

    Sinopse –Este foi o último espetáculo produzido pela Cia. do Abração e teve sua estreia em 2019.

     

    Essa história é de Léo, um menino muito criativo e sensível. Filho único de uma família feliz: de Dona Dulce, a mãe e de Seu Severo, o pai. Mas Léo não era como as outras crianças...sua comunicação verbal era incompreendida. Por isso, não tinha amigos e sua própria família tinha dificuldade com ele. Léo teve um avô querido, mas seu avô já tinha morrido. Seu único refúgio era o atelier de artes de sua mãe. Neste lugar mágico, Léo encontra refúgio para suas expressões secretas. Por isso, essa história se inicia dentro das gavetas do atelier de sua mãe. Ao abrir as gavetas, o menino descobre um mundo. Um dia, tirando um soninho no seu esconderijo secreto, sonha com seu avô, que lhe faz lembrar de muitos momentos em que viveram intensamente juntos. Momentos de alegria e momentos de tristezas. Neste sonho, Léo é levado, por seu avô a inventar cordões de amarrar tudo. Tira das gavetas fitas e cordões e neles, amarra tudo: papel, fotos, brinco perdido, lápis e muito mais. Esses cordões viraram longos varais recheados de lembrança e alegria e, com eles, caminha colorindo e descobrindo o seu próprio mundo. O melhor brinquedo já inventado pelo avô e seu neto.

    Quais sentimentos conseguimos amarrar? E quais queremos? A partir desses fios, Léo nos contará a sua história. Será esse fio a linha da vida? O Menino que Amarrava Tudo nos convida a embarcar no mais profundo. No "dentro de nós".

    Duração: 50min

    Classificação – Livre

    Link da transmissão: https://youtu.be/ohUdHpV-cJs

     

    MOSTRA PARA JOVENS E ADULTOS

     

    O BANHO - DIA: 26/06, sábado às 19h

    Sinopse – O espetáculo estreou em 2007, no projeto “Novelas Curitibanas”

    Neste espetáculo, tratamos o “Banho” como um fato social total, constituído não apenas dos elementos materiais e do uso que dele fazemos, mas elemento de mediação das representações simbólicas, num contexto de diversidade social e cultural, onde buscamos apreendê-lo dentro da dinâmica cultural contemporânea, especialmente no que se refere às inúmeras relações que se interpõem entre o ato de banhar-se e o que o banho produz na construção das identidades pessoais e coletivas.

    Somando estas ideias às diversas linguagens artísticas, construímos um espetáculo onde teatro, dança, música e artes plásticas se fundem para dar significado às ações cotidianas, aos lugares comuns, aos hábitos sedimentados. Para efeito de uma compreensão mais aprofundada da nossa própria cultura e, consequentemente, de todas aquelas com as quais entramos em contato num mundo cada vez mais globalizado e nem por isso, mais homogêneo. Assim teremos “o banho” como ato de purificação, de prazer e de renovação, mas também de construção da nossa inserção no mundo.

    O Banho nos convida a conhecer um pouco da nossa cultura, da nossa diversidade e principalmente da nossa intimidade, tanto estética quanto filosófica, propondo uma reflexão sobre nossas vidas cotidianas. Prazer, cansaço, dor, alegria, brincadeira, regeneração, revitalização serão alguns dos estados do corpo e da mente presentes em nosso processo de criação e de pesquisa e que servirão de alicerce para o espetáculo.

    Duração: 60min

    Classificação – Indicado para maiores de 16 anos. Contém cenas de nudez

    Link da transmissão: https://youtu.be/g2YUySnGg7U

     

    PELAS MÃOS DE MARIA OU AS VOZES DE SIMONE - DIA 27/06, domingo, às 19h

    Sinopse - O espetáculo estreou em 2016 – ano comemorativo dos 15 anos da Companhia do Abração, e conta com a assinatura do dramaturgo Edson Bueno e da diretora Letícia Guimarães. 

    Pelas Mãos de Maria ou as Vozes de Simone traz à tona a reflexão sobre o papel da mulher na sociedade, as diferentes formas de participação na história, assim como opressões vividas e um resgate da memória daquelas que se sacrificaram por direitos igualitários e humanos. O enredo, ambientado em uma cidade do interior brasileiro, em plena ditadura militar dos anos 70, conta a história de três mulheres que recebem do quartel militar a peculiar tarefa de costurar uma bandeira para ser exibida em uma parada na manhã seguinte. Nesse coser da bandeira, a história busca abordar o imaginário coletivo humano, as contradições manifestadas pelas personagens, simbolizando um território de pertencimento/despertencimento comum e contraditório, mediado e interligado pelo coser daquelas mãos de Maria e entoados pelas vozes de Simone.

    Duração: 60 min

    Classificação – Indicado para maiores de 14 anos

    Link da transmissão: https://youtu.be/Lhgyl289Lkw

     

    Sobre a companhia

     

    COMPANHIA DO ABRAÇÃO – CURITIBA: A Cia do Abração é um espaço de arte e cultura, fundado em 2001, por Letícia Guimarães e tem como proposta principal a pesquisa e produção teatral para todas as idades, embasados em dramaturgia própria e difundidas como espetáculos de repertório. Sua proposta estética está alicerçada na fusão de linguagens artísticas elaborada em investigações advindas de processos colaborativos. Além da dança e das artes visuais, trabalha e investiga as técnicas de manipulação de objetos, mímica, produção sonora e conhecimentos da antropologia.

     

    ATIVIDADE COMPLEMENTAR – OFICINA TEATRAL PARA JOVENS E ADULTOS ONLINE

     

    OFICINA: TEATRO FÍSICO – VIVÊNCIA SOBRE A PESQUISA REALIZADA PELA CIA DO ABRAÇÃO– 20 VAGAS NO TOTAL

    Transmitido, do espaço da Cia. Do Abração, por meio da plataforma ZOOM.

    25/06 (Sexta-Feira) Das 9:30h às 11:30h

    Vagas: 20 vagas disponíveis

    Público Alvo: Professores e jovens e adultos interessados

    Período de Inscrições: de 07 a 21 de junho.

    Inscrições através do whatsapp: (41) 99125 9595.

  • 6 meses de arte remota nas escolas

    (Foto: Divulgação)

    Em um período em que os espaços culturais estão fechados em razão da pandemia da Covid-19, os projetos culturais estão se reinventando e inovando, com o objetivo de levar ações artísticas para perto das pessoas, como forma de auxílio na manutenção psicológica, convergência comunitária e integração social. Dentro desta realidade, o Programa Guritiba – projeto cultural e social que tem como principal foco a democratização do acesso à arte para crianças e suas famílias –, atuará durante a temporada 2021, em meio a pandemia, de forma remota e híbrida. O desafio foi grande ao transformar as atividades presenciais em virtuais, mas, segundo a coordenadora do programa, a produtora Carol Scabora, as ações já se mostram significativas tanto para a classe artística, como principalmente para as crianças e educadores que serão assistidos pelo projeto. “Mais do que nunca a arte se faz necessária neste período em que estamos passando, principalmente, no cotidiano das crianças e dos adolescentes. Ela é fundamental no aprendizado, pois promove uma atitude participativa na construção dos sentidos artísticos: sensibilização, percepção, criação, imaginação. Por conta desta necessidade durante a pandemia, os educadores e as instituições estão aderindo ao Programa Guritiba de forma híbrida, como auxilio importante educacional e social”, explica Carol.

    Além de formar plateia, com apresentações de espetáculos teatrais e musicais de forma online, o Programa Guritiba também oferecerá oficinas em arte educação para alunos, bem como formação extra-curricular para educadores. O objetivo é atuar em três frentes de desenvolvimento cultural, que geram um resultado mais convergente. “Levamos para dentro das escolas e instituições sociais os espetáculos. Mas, também atuamos junto dos educadores, com formação extra-curriculares que ajudam os profissionais da aprendizagem no auxílio de linguagem dinâmicas e criativas que a arte proporciona", completa a produtora.

    Programação de junho conta com atividades de artistas premiados

    Com uma programação extensa de atividades, o projeto nesta edição terá duração de oito meses. O primeiro espetáculo teatral disponibilizado para as escolas e instituições de forma online, que será aplicado durante o mês de junho, será o “Fuzuê do Pererê”, do Grupo Tupi Pererê, que é um recorte para todas as idades com jogos cantados e contos da cultura popular brasileira. Com aprofundamento pedagógico, os integrantes exercem dupla função, como artistas e, também, como educadores. O Programa Guritiba disponibilizará a apresentação para grupos sociais que frequentam unidades de acolhimento e as crianças que voltaram às aulas, dando suporte de projeção e de equipamentos para a instituição participante.

     

    Na oficina de arte educação para os alunos no mês de junho, atividade online e dinâmica com o arte educador Guga Cidral, conhecido por suas pesquisas de arte e infância. Cidral é músico, ator e brincante, com  formação em Contação de História pela Casa do Contador de Histórias. Como educador em arte, coordena os trabalhos de educação infantil em diversas escolas de Curitiba, bem como foi indicado ao prêmio Jabuti pela coleção “Além das Notas”, escrita em parceria com a Ms. Ana Paula Peters. As atividades estarão disponíveis por meio do site programaguritiba.com.br.

     

    Já entre as atividades de formação extra-curricular para educadores, o Programa Guritiba promove o workshop “Palhaçaria em movimento para Educadores”, que visa estimular a arte do palhaço por meios pedagógicos, auxiliando no trabalho dos professores e alunos durante a pandemia nas aulas remotas, quebrando monotonias e trazendo maior atenção à aula, bem como fortalecendo o desenvolvimento de competências da comunicação entre alunos, professores e pais, de forma criativa e lúdica.

     

    Escolas e Instituições podem se cadastrar para receber o projeto

     

    As escolas e instituições educacionais e sociais que queiram as atividades desenvolvidas pelo Programa Guritiba junto de seus educadores, alunos ou assistidos, devem se cadastrar em um formulário simples no site do projeto (https://programaguritiba.com.br/como-participar/). O Programa Guritiba disponibiliza as apresentações de forma online e física, com todo o suporte de equipamentos, projeções dos conteúdos, auxílio de alimentação e mediação, bem como também concedendo os links das atividades, seguindo todos os protocolos de segurança sanitária de combate e prevenção da Covid-19. “O Programa Guritiba traz uma possibilidade de atividades necessárias de integração, educação, arte e formação, bem como uma inclusão digital neste momento de pandemia, em que foi preciso mudanças de hábitos e distanciamento social, se tornando uma excelente aliada nesse contexto atípico. Como disse Nietzsche ‘a arte existe para que a realidade não nos destrua’, e, de fato, faz jus as necessidades atuais educacionais e sociais”, finaliza Carol Scabora. O conteúdo exibido do Programa Guritiba terá toda acessibilidade requisitada pelo espaço – quando necessário – e toda sua distribuição é realizada de forma gratuita.

     

    Programa Guritiba é uma realização do Governo Federal, por meio da Secretaria Especial da Cultura, apresentado pela New Holland Agriculture, Caterpillar e Banco CNH, com patrocínio da Fibracem e Novozymes, em parceria com o BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, LaquilaBerneck e Schattdecor. Acompanhe o programa pelas redes sociais, pelo Facebook @programa.guritiba, pelo Instagram @programa.guritiba ou pelo site www.programaguritiba.com.br

     

  • Jornalista curitibana lança primeiro livro de poesias

    (Foto: Acervo pessoal)

    Publicado pela Quintal Edições, por meio de projeto aprovado na Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte (2020), o livro “O Mistério de Haver Olhos”, da escritora e jornalista curitibana Luciana Eastwood Romagnolli será lançado no dia 17/06 em live no canal do YouTube da casa editorial belo-horizontina. Durante o encontro virtual, haverá um bate-papo com a autora, exibição de videopoema dirigido pela cineasta mineira Clarrisa Campolina, o sorteio de exemplares e uma leitura de poemas realizada pela atriz baiana Laís Machado, que participou do FIT-BH 2018 com a peça-instalação “Quaseilhas” e do CineBH 2020 com o filme “Canção das Filhas das Águas”.

    “O Mistério de Haver Olhos” pode ser entendido como um reencontro - quase um acerto de contas - de Luciana com a poesia. Foram poemas, principalmente os de Cecília Meireles e Fernando Pessoa, que estiveram entre suas leituras de cabeceira durante a adolescência, a impulsionaram à escrita e formaram sua sensibilidade estética numa cidade do interior paranaense (Umuarama), onde havia pouca oferta de atividades artísticas. No entanto, diante da perda do pai, assassinado em 2003, foi como se uma “[...] primeira/ muralha das/ muitas maiores/ que as chinesas” tivesse se erguido entre ela e a poesia.

    Encontrados na seção “Essa coleção de objetos de não amor” (título que homenageia o poema “Quero”, de Carlos Drummond de Andrade), os versos acima, mais do que representar aquela angústia, também apontam para a própria jornada de desvelamento e refazimento que atravessa o livro. “São versos de uma vida inteira. Ciclos de vida, de nascimento e morte”, diz Luciana.

    “O Mistério de Haver Olhos” se desdobra em seis diferentes seções, nomeadas com versos de Drummond, Pessoa e Cecília, além de Adélia Prado. "São frases que ficaram presentes na minha cabeça, me acompanhando, como se fossem passarinhos, ali, cutucando. De alguma forma, elas revelam o que estava pulsando no momento da escrita e ressoa em cada conjunto de poemas”, conta. No conjunto dos textos, Luciana identifica uma espécie de travessia “de um início mais mortificado para uma possibilidade de reaver a vida”.

    Uma passagem pelo luto, especialmente a morte do pai, o que implicou no afastamento da poesia até sua reconexão com esta após o nascimento do filho. Outras questões como a posição da mulher na sociedade e a reflexão sobre a maternidade também estão projetadas no livro de forma que os temas se deslocam entre o público e o íntimo. Ao tratar desses aspectos, a escritora não buscou satisfazer discursos contemporâneos, e sim indagar de que modos o feminino ainda pode ser abordado, sem ficar restrito às identificações disponíveis.

    “Estou interessada em abrir espaço para falar da dor, do luto, daquilo que não está cabendo nas discussões porque não está na moda nem engaja nas redes sociais. Há uma busca por outras facetas do feminino que para mim são importantes e eu já não estava encontrando espaço para elas”, observa. “Aí entra, por exemplo, uma experiência de maternidade que nem é a idealizada nem a recusada, tampouco atende a manuais. Então, há uma pergunta: como pode haver o estranhamento singular de uma mulher diante da maternidade? Há algo nisso que me interessou na hora da escrita”.

    Investigação pelo estranhamento

    Com uma trajetória reconhecida no jornalismo cultural e no exercício da crítica de teatro, em jornais como a “Gazeta do Povo”, de Curitiba, e “O Tempo”, de Belo Horizonte, e no site “Horizonte da Cena”, do qual é fundadora, Luciana também é pesquisadora do teatro com doutorado pela USP e integrou a curadoria de festivais como o FIT-BH 2018 e a MITsp 2017 e 2020. Antes de estrear na poesia, ela se dedicou ao teatro.

    “Sempre fui muito ligada à escrita, mas segui a via da racionalidade por algum tempo. Até que o teatro me trouxe esse susto do corpo, da presença." A poesia, a seu ver, não se afasta disso, e permite um tratamento corpóreo da linguagem, pela materialidade das palavras e suas ressonâncias nos corpos. “Inclusive, para a psicanálise lacaniana, que venho estudando, é muito importante esse choque das palavras no corpo, é o que nos constitui como sujeitos. Acho que nesse livro há um processo de tentar alguma forma de reconciliar as palavras e o corpo”, comenta.

    A poesia surge, para ela, como outra via de investigação de linguagem. “Ela me permite sair um pouco dos discursos correntes”, ressalta. O caminho que se abre é de uma “investigação pelo estranhamento”, algo que Luciana também busca instigar nas pessoas ao lançar o livro no momento em que a sociedade enfrenta incomensuráveis perdas durante a pandemia.

    “Eu espero que de alguma forma, para alguém, esse livro também chegue como uma possibilidade de sustentar o espanto. Esse é um momento em que, talvez, a gente precise disso diante do horror que está vivendo, como uma forma de se haver com ele, não simplificar, não polarizar, não se alienar; é uma forma de olhar com respeito para as pessoas que estão indo embora”, conclui Luciana.

    Além de livro impresso, “O Mistério de Haver Olhos” também vai estar disponível em formato digital (PDF) e na versão audiolivro, com gravação da premiada atriz, diretora e dramaturga mineira Grace Passô.

    SERVIÇO

    Lançamento do livro “O Mistério de Haver Olhos”: Dia 17/06, às 19h.

    No canal da Quintal Edições:

    https://www.youtube.com/channel/UCU_usdYa90larBRY-EiSs-A/videos

    Live com bate-papo com a autora, sorteio de exemplares, exibição de video-poema dirigido por Clarissa Campolina e leitura de poemas feita pela atriz baiana Laís Machado, no canal do YouTube da Quintal Edições:

  • Menino Dumont ganha o palco em "SobreVoar"

         Inspirada em Santos Dumont e produzida pela Cia. do Abração, a atração “SobreVoar” será transmitida ao vivo no dia 23 de maio (domingo), às 16 horas, pelo canal no Youtube da Fundação ArcelorMittal e na página do Facebook do Diversão em Cena.

    O espetáculo retrata Santos Dumont criança, na figura do garoto Albertinho Dumundo, apresentado como um menino que vive numa dimensão atemporal de sonhos. Entre travesseiros, edredons, chapéus e uma mágica cama, Albertinho dialoga com instigantes personagens em um mundo cheio de imaginação.

    Há 14 anos a Cia. do Abração – Espaço de Arte e Cultura, desenvolve pesquisa de teatro e dança contemporânea, oferecendo à comunidade eventos culturais e peças teatrais. Os temas são, preferencialmente, obras literárias ou assuntos relevantes de arte e cultura brasileira.

     

    Considerado o maior programa de formação de público para teatro infantil no Brasil, o Diversão em Cena ArcelorMittal é viabilizado por meio das Leis de Incentivo à Cultura Federal e Estaduais (São Paulo e Minas Gerais). Ao longo de mais de uma década, cerca de 500 mil pessoas já conferiram aos mais de 1,3 mil espetáculos apresentados.

               Em decorrência da pandemia, o programa adota o modo remoto para apresentação das atrações de maneira segura.  Seguindo todos os protocolos sanitários preconizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O Diversão em Cena não abre mão do seu objetivo: contribuir para a democratização da cultura e oferecer uma programação regular de qualidade.

     

     

    SERVIÇO | DIVERSÃO EM CENA ARCELORMITTAL

    “SobreVoar”

    Data: 23 de Maio - Domingo

    Horário: 16h

    Links de acesso

    Link do Youtube: https://youtu.be/DHauMdUHn6A 

    Link do Facebook: https://fb.me/e/Jd7hN0tP 

     

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  • Ave Lola completa 10 anos de investigação e prazer pelo teatro

    Quais são as histórias que uma trupe de teatro tem para contar no decorrer de dez anos? No caso da Ave Lola, são muitas histórias engraçadas, de superação, resiliência, determinação e perseverança que construíram esse coletivo artístico curitibano. Tudo começou numa casinha da rua Portugal, um lugar modesto, de onde Ana Rosa Genari Tezza, fundadora e diretora da trupe, já conseguia enxergar o que estava por vir: um teatro com sua trupe, espetáculos autorais, jardim, comida criativa e encontros festivos. Partindo do zero, a Trupe Ave Lola, em 10 anos de existência tornou-se uma das principais companhias de teatro do país, fazendo parcerias importantes com artistas do Théâtre du Soleil (França) e Compañía Viajeinmóvil (Chile). Indo para o seu quinto espetáculo, prestes a publicar o terceiro livro, com inúmeras oficinas oferecidas e tantos outros projetos encabeçados por lideranças femininas, o grupo terá seus primeiros 10 anos vividos atrás das cortinas, em seu palco e em palcos em todo país, contados na websérie documental, “Trupe Ave Lola de Teatro - 10 anos em 5 atos”, um projeto idealizado por Larissa de Lima, coordenadora do núcleo audiovisual da companhia. O primeiro episódio estará disponível no YouTube da Ave Lola, no próximo dia 11, às 20h. 

     

    Larissa de Lima, optou que as “aventuras da trupe” fossem narradas por quem presenciou e ajudou a construir esse lugar onde artistas com suas inquietações sonham e trabalham juntas e juntos, por um fazer artístico poético e humano, inserido no seu tempo histórico. Lari, como é conhecida na Ave Lola, passou a integrar o grupo, após fazer uma entrevista com Ana Rosa, no Jardim da antiga sede, para sua primeira websérie “Mulheres de Teatro”. A jovem mãe, recém-formada em jornalismo, já fazia suas investigações por seu maior entusiasmo, o teatro. “O teatro é uma arte que necessita ser registrado para a posteridade, pois as suas histórias só podem ser contadas por àquelas/àqueles que vivenciaram essa experiência. Não é como um quadro que fica exposto, uma fotografia que pode ser emoldurada. Para além desta inquietação que vem da capacidade que o cinema documental tem de registrar memórias, entrevistar pessoas ligadas às artes cênicas, principalmente as mulheres de teatro, surgiu de um interesse pessoal de entender como é possível fazer e permanecer no teatro”, explica Larissa de Lima. 

    Hoje, como coordenadora de audiovisual e responsável pela comunicação da Ave Lola, Larissa de Lima lança sua terceira websérie documental “Trupe Ave Lola de Teatro - 10 anos em 5 atos", realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba, da Prefeitura de Curitiba e do Ministério do Turismo. Segundo ela, a natureza efêmera da linguagem teatral a instigou a esse tipo de registro. “Contar a história da Ave Lola através da linguagem audiovisual é um mergulho intenso em um oceano de memórias. Cada episódio revela momentos diferentes da companhia e criam um espaço de reflexão sobre a arte como um lugar de resiliência" considera Larissa de Lima.

    O primeiro episódio estreará, gratuitamente, no canal de YouTube da Ave Lola (https://www.youtube.com/user/avelolacultural), no dia 11 de maio, às 20h. Logo após a exibição haverá um bate-papo online com a equipe envolvida no projeto. Os próximos quatro episódios serão lançados ao longo de três semanas, às quintas e terças-feiras nos dias 14, 18, 21 e 25.  Nos dias 18 e 25 também haverá bate-papo online com a equipe, pelo perfil de instagram da trupe (https://www.instagram.com/ave_lola/?hl=pt-br).

    Serviço

    Websérie: “Trupe Ave Lola de Teatro - 10 anos em 5 atos”

    Quando? 11, 14, 18, 21 e 25 de maio às 20h 

    Onde? YouTube da Ave Lola: https://www.youtube.com/user/avelolacultural

    Bate-papos com a equipe do projeto

    Quando? 11, 18 e 25 de maio às 20h30

    Onde? No dia 11 de maio o bate-papo acontecerá pelo YouTube da Ave Lola logo após a exibição do Episódio 01 (https://www.youtube.com/user/avelolacultural). Nos dias 18 e 25 de maio, o bate-papo será pelo Instagram da Ave Lola (https://www.instagram.com/ave_lola/?hl=pt-br)

    Contato de Imprensa: Larissa de Lima | 41-98510-6389

    Equipe de criação da obra 

    Roteiro, câmera e edição: Larissa de Lima

    Orientação de pesquisa: Ana Rosa Genari Tezza

    Roteiro e claquete: Jamilssa Melo

    Trilha Sonora: Arthur Jaime e Breno Monte Serrat

    Direção de Arte: Helena Tezza

    Iluminação: Breno Monte Serrat

    Assistência de edição: Luís Fernando Nicolosi

    Comunicação: Jamilssa Melo / Larissa de Lima

    Produção: Dara van Doorn

    Produção Executiva: Laura Tezza

    PROJETO REALIZADO COM RECURSOS DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À

    CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA, DA PREFEITURA MUNICIPAL DE

    CURITIBA E DO MINISTÉRIO DO TURISMO.

    TODAS AS INFORMAÇÕES CONSTANTES NESTA OBRA SÃO DE

    RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA DO AUTOR.

  • O Pinóquio da Cia. do Abração

    (Foto: Renata Peterlini/Divulgação)

    No dia 2 de maio, domingo, às 16h, o espetáculo Pinóquio será representado pela Cia Abração de Teatro (Curitiba/PR). A transmissão irá acontecer pelo Youtube da Fundação ArcelorMittal e pelo facebook do programa Diversão em Cena.

    A live será realizada trazendo personagens ao vivo e trechos gravados do espetáculo. “A pandemia não acabou. A mensagem que a gente quer passar é esta: fiquem em casa o máximo que puderem. E aproveitem, porque é uma boa opção para curtir em família”, explica, Lívia Gaudencio, diretora da Companhia O Trem.

    A classificação indicativa é livre. Duração: 60 minutos. Acessível em libras. Esta apresentação é viabilizada por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, com patrocínio da ArcelorMittal e produção/curadoria da O Trem – Companhia de Teatro.

    SOBRE O ESPETÁCULO - PINÓQUIO

    O espetáculo conta a história de um boneco, esculpido a partir do tronco de uma árvore por um entalhador chamado Geppetto, mas que sonhava em ser um menino de verdade. Na adaptação da Cia Abração, o conflito principal está centrado nos valores humanos e a formação do caráter de um menino. Muita confusão e enrascada se mete o menino, neste desatino inconsequente de menino levado. E seu pai, Geppeto, entre erros e acertos, sempre tenta salvá-lo. Os erros de PINÓQUIO e sua redenção, fazem com que, finalmente, a Fada Azul conceda o dom da vida ao boneco, tornando-o um menino de verdade. Essa é uma linda história de humanidade. Aprender valores para conduzir e dar sentido à vida.

    SOBRE A CIA ABRAÇÃO

    A Cia Abração tem sede em Curitiba/PR e já realizou diversos espetáculos para o público infantil e adulto. Tem seu trabalho reconhecido em Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte e muitos outros municípios. Seus espetáculos estão alicerçados sobre princípios da arte-educação e da criação coletiva, em que todos os profissionais envolvidos pesquisam sobre o assunto e estão cientes do papel que ocupam como formadores de opinião. Os temas abordados nos seus espetáculos versam, preferencialmente, sobre alguma obra ou patrimônio cultural relevante. Os assuntos são estudados, discutidos e contextualizados no universo da criança.

    PROGRAMA DIVERSÃO EM CENA ONLINE

    Considerado o maior programa de formação de público para teatro infantil no Brasil, esta apresentação é viabilizada por meio da Lei Estadual de Incentivo de Minas Gerais, com produção da Lima Produções Culturais. O Diversão em Cena tem o objetivo de contribuir para a democratização da cultura e oferecer uma programação regular de qualidade. Ao longo da década, mais de 425 mil pessoas conferiram os mais de 1,3 mil espetáculos.

    O TREM – COMPANHIA DE TEATRO (Belo Horizonte/MG)

    Companhia de Teatro formada em 2006 busca inovar em linguagem e conteúdo a cada novo trabalho. A Companhia, além de realizar seus espetáculos, busca trazer por meio da produção de projetos culturais o intercâmbio com outros grupos e artistas. São 15 anos de atividades; 13 Peças encenadas; 08 Prêmios; 30 Indicações.

    SERVIÇO

    PINÓQUIO

    Com a Cia Abração

    2 de maio, domingo – 16h

    Transmissão ao vivo pelo Youtube Fundação ArcelorMittal e Facebook Diversão em Cena

    Duração: 60 minutos | Classificação indicativa: Livre  | Acessível em libras

     

     

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  • Crítica literária: curso online da PUCPR dá as bases

    Como ler um livro em tempos tão velozes e em que toda informação está a um clique de distância? O crítico literário, jornalista e escritor curitibano Jonatan Silva oferece pela PUCPR, no dia 29 de maio, o curso Introdução à Crítica Literária. Totalmente on-line e ao vivo, o curso irá investigar e praticar a Crítica Literária como estudo das literaturas clássica e contemporânea, apresentando um panorama do gênero também como linguagem e desdobramento da própria literatura.

    Para Silva, entretanto, o curso vai além da crítica literária em si, buscando, antes de tudo, a construção de uma visão singular sobre Arte e sobre o mundo. “A crítica é um movimento de leitura aprofundada, de mergulho na obra e percepção do outro”, afirma o crítico. “As técnicas que abordarei no encontro são dinâmicas, partem da literatura, mas podem ser aplicadas a qualquer outra área do conhecimento”.

    Com grande bagagem no jornalismo cultural, Jonatan Silva enxerga no curso uma oportunidade de rompimento com a visão pragmática da crítica, estreitando os laços da literatura com outras linguagens artísticas e permitindo uma relação mais ampla com o sujeito e o cotidiano. “A literatura, assim como qualquer expressão artística, é um reflexo social, um espelhamento do que – enquanto humanidade – fomos, somos e seremos. Compreender esses elementos na literatura é estar preparado para os desafios mais corriqueiros.”

    Se a literatura é um espelho do mundo, a crítica é uma colagem de experiência e vivências dentro e fora do domínio das artes. O curso será um caminho trilhado em conjunto, percorrendo as análises de Terry Eagleton, Umberto Eco, Nuno Ramos, Leonardo Villa-Forte, Ítalo Calvino, Jorge Luis Borges e tantos outros.

    Segundo Silva, o crítico literário é um leitor contumaz, alguém capaz de identificar os instrumentos narrativos e relacioná-los com o seu próprio universo. “A boa crítica, e também a leitura de qualidade, nasce da compreensão da obra e da sua possibilidade de ressignificá-la diante de algo exterior a ela”.

    Sobre Jonatan Silva

    Jonatan Silva é jornalista, crítico literário e escritor. Passou pelas redações da Tribuna do Paraná e Paraná Online. Foi editor da revista Mediação, do Colégio Medianeira. Na mesma instituição, idealizou, produziu e apresentou o podcast MedCast, que tratava de temas que iam da educação à cultura, passando por questões da atualidade e da filosofia. Atua como professor convidado na especialização da Escola de Belas Artes da PUCPR.

    Escreve regularmente para os jornais Rascunho e Cândido, e para o portal de cultura Escotilha. Colabora com as editoras Rádio Londres e Olho de Vidro, além de ter textos publicados nas revistas Flaubert e Tinteiro, e no jornal RelevO. Foi um dos selecionados para integrar a coletânea Parem as máquinas, editada pelo selo OffFlip, em 2020. É autor dos livros “O Estado das coisas” (2015) e “Histórias mínimas” (2019).

    Sobre o curso

    Introdução à Crítica Literária – on-line ao vivo
    Data: 29 de maio
    Horário: das 8h às 17h30
    Carga horária: 8h
    Inscrições: https://bit.ly/3e4GMFr

     

  • Adaptação às moscas

    Nesta semana do livro, comemoro: a biblioteca do nosso condomínio vingou. Graças a incansáveis moradores, hoje temos uma boa centena de volumes que passeiam entre os quatro prédios, o que facilita o acesso aos títulos. Foi assim que percebi o quanto ainda não li. Mas agora risco mais um item da lista de “100 livros para ler antes de morrer” (não era bem esse o enfoque hehe) do querido professor e escritor Cristóvão Tezza.

    *

    Se tem uma coisa que ficou do longo período de mestrado para mim foi o apreço pelas adaptações. Com os estudos de Linda Hutcheon e Patrice Pavis como guia, eu e tantos estudantes orientados pela professora Célia Arns fizemos diversas incursões pelo maravilhoso mundo da transposição entre linguagens.

    Não é de espantar, portanto, que, apesar de eu dividir uma “ilha” de 78 metros quadrados com duas crianças de 6 e 4 anos, o que mais me tenha chacoalhado em “O Senhor das Moscas” seja a pungente paródia que William Golding faz de “A ilha de Coral”, de 1858. Em ambos, garotos britânicos ficam sozinhos em uma ilha distante. Na obra do século 19, comportam-se maravilhosamente bem e são algo de selvagens. Na do século 20, bem, o comportamento não é lá essas coisas - descobrimos que os selvagens são eles mesmos.

    Escrevendo em 1954, o autor, que ganharia o Nobel de Literatura em 1983, satiriza o nacionalismo inglês escrachado de Robert Ballanttyne - este último, filho de uma época afeita a imperialismos que desembocariam em duas grandes guerras antes que um século se passasse. 

    Para começar, os garotos protagonistas se chamam Jack e Ralph em ambos os livros, numa indicação explícita da sátira, que muito me agrada. Não é preciso esconder a homenagem - ou o deboche.

    O resto é história, tem que ler. Ou assistir ao filme, que causou polêmica nos anos 1980. Não sejamos puristas hierarquizantes entre linguagens, no estilo “a literatura está acima do cinema” ou “o livro é melhor que o filme” etc.

    Seja um clássico ou a sátira dele, vamos ler, pessoal!

  • Produtoras culturais lançam curso que emite o registro profissional

    As produtoras Laura Haddad e Michele Menezes, em parceria com o SATED PR e a Cena Hum, relançam em versão online um curso de direção de produção cultural que já formou mais de 1.200 produtores culturais. 

    Criado em 2014, o curso tem o objetivo de formar artistas e produtores que sejam capazes de elaborar projetos, captar recursos, com domínio na legislação de trabalhos na área da cultura e aptos a produzirem eventos culturais.

    Os alunos formados no curso terão o direito de solicitar a obtenção do Registro Profissional de Diretor de Produção junto ao SATED PR (devem cumprir 75% da carga horária), instrumento importante no momento da aprovação de projetos culturais e para a produção de eventos nas áreas do teatro, dança, música, cinema, literatura e artes plásticas. Entre os conteúdos abordados estão a pré-produção, direitos autorais, leis de incentivo, lei do audiovisual, editais privados, editais da Funarte, captação de recursos, contratações de serviços, contratos de trabalho, orçamentos, planejamento de execução, metodologia de produção, pós-produção e prestação de contas.

    As aulas serão ministradas pelas produtoras culturais curitibanas Laura Haddad e Michele Menezes, que possuam larga experiência em produção cultural e contarão com a participação de convidados que ministrarão conteúdos adicionais, abordando temas importantes e atuais, como internacionalização, análise de editais públicos e audiovisual.

    Ao todo serão 26 horas de aulas, mais 06 horas de conteúdos adicionais.

    As aulas acontecerão entre 12 de abril de 07 de maio de 2021, às segundas, quartas e sextas, das 19 às 21 horas.

    As inscrições custam R$315,00 até o dia 30 de março e R$350,00 após esta data. Coletivos têm uma inscrição gratuita para cada duas matrículas realizadas.

    Informações e inscrições estão disponíveis no site www.qgdaproducao.com.br

    Conheças as feras abaixo!

    Laura Haddad é atriz, diretora e produtora cultural. Doutoranda em Artes Cênicas pela USP SP (2020), Mestre em Artes Cênicas pela USP SP (2018), Especialista em Gestão e Políticas Culturais pela Universidade de Girona - Espanha (2018), Extensão em Arte e Cultura Espanhola pela Universidade de Salamanca - Espanha (2013). Graduada em Direito pela PUCPR (1996). Já atuou em mais de 80 produções culturais, trabalhando com grandes nomes da cena artística brasileira. De 2013 a 2019, foi docente da PUCPR nas disciplinas de Interpretação e Gestão Cultural no Curso Bacharelado em Teatro, Coordenadora do Curso de Pós-Graduação em Produção da Arte e Gestão da Cultura da PUCPR. É Professora responsável pelo curso oficial de Diretor de Produção do SATED PR. Realiza pesquisa sobre públicos em cultura e modelos de produção e gestão cultural na formação artística e política de artistas brasileiros. Proprietária da Duplo Produções Culturais, produtora curitibana com filial em São Paulo que faz elaboração, gestão, produção e administração de projetos culturais na área de teatro, dança, cinema, literatura e conteúdos culturais em plataformas digitais.

     

    Michele Menezes é produtora cultural, publicitária (graduada na PUC PR em 2002) e especialista em Gestão Estratégica da Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela USP (2005). É sócia da Pró Cult, de Curitiba, criada em 2009, onde elabora, capta recursos, administra e produz projetos para diversas companhias de teatro e projetos culturais. Entre 2010 e 2013 foi parecerista técnica do Ministério da Cultura para projetos inscritos na Lei Rouanet. Em 20 anos de carreira produziu mais de 50 espetáculos teatrais. Produz regularmente a Súbita Companhia de Teatro e o Teatro de Breque. Idealizou e realiza a Mostra Novos Repertórios (desde 2007), a Mostra SESI Cena Criança (desde 2015) e a Espetacular – Mostra Internacional de Artes para Crianças (desde 2015), que integra a FIBRA (Rede de Festivais Internacionais para crianças do Brasil).

  • Que tal assistir a uma peça infantil do RN?

    O novo espetáculo da Trapiá Cia Teatral, Menino Pássaro, terá exibição do vídeo da montagem no dia 30/03 às 19h e Leitura Dramática do texto, com debate, no dia 31/03 às 18h40.

    O espetáculo infantil narra a inusitada e terna amizade de um menino e um pássaro do seu terreiro. Uma história de reencontro com a alegria a partir da amizade, da confiança e da liberdade.

    Os dois eventos são gratuitos e estarão disponíveis no canal de YouTube da Trapiá (links nas informações abaixo). A Trapiá é uma cia teatral sediada em Caicó/RN, e que tem alcançado diversas circulações e premiações em festivais e mostras de teatro nacionais. Mais informações sobre o grupo, no site: www.trapia.org

    Sinopse
    O Menino Pássaro, livremente inspirado no cordel de Edcarlos Medeiros, é uma fábula sobre a amizade de um menino e um pássaro, e no aprendizado de ambos sobre o quanto o amor precisa de liberdade para crescer e sobreviver às inseguranças e ao medo da solidão. Com bonecos articulados, canções e cordéis, a encenação usa de lirismo e fantasia para narrar, de modo singelo e poético, essa inusitada amizade alada. Um espetáculo para emocionar crianças e adultos em uma história repleta de referências da cultura regional e universal com metáforas sobre as relações familiares e suas alegrias e desafios.

    Ficha Técnica
    Direção: Lourival Andrade
    Texto: Afonso Nilson (livremente inspirado no cordel de Edcarlos Medeiros)
    Elenco: Alexandre Muniz e Emanuel Bonequeiro
    Cenário, figurino e iluminação: Custódio Jacinto
    Confecção de bonecos: Emanuel Bonequeiro e Custódio Jacinto Visagismo: Coletivo Trapiá
    Trilha sonora: Lourival Andrade
    Produção: Tatiane Fernandes/Mapa Realizações Culturais
    PREVISÃO DE ESTREIA: Após o término do isolamento social por conta da COVID-19

    Informações e links para as transmissões:

    Lançamento do vídeo
    MENINO PÁSSARO Processo de Montagem
    30/03 (19h)
    ONDE: https://www.youtube.com/channel/UCC_deyjXt1N9jEeFoOvWUIA

    Ensaio Aberto
    LEITURA DRAMÁTICA Menino Pássaro
    31/03 às 18h40
    Onde: https://www.youtube.com/channel/UCC_deyjXt1N9jEeFoOvWUIA
    Após a leitura debate sobre o uso da Leitura Dramática como ferramenta de ensino em sala de aula presencial ou remota.

  • Saga de imigrantes japoneses é primeiro romance de escritora que escolheu Curitiba como lar

    A escritora e jornalista Rafaela Tavares Kawasaki, 33, está entre os selecionados em chamada para publicação da Editora Urutau. Seu romance “Peixes de aquário” narra a saga de uma família de imigrantes japoneses no Brasil paulista e foi uma das 16 obras escolhidas para serem lançadas entre 250 enviadas para a seleção. A autora, que é de Araçatuba (SP) e mora em Curitiba, participou de chamada voltada para escritores residentes no Estado do Paraná.

    O livro já pode ser adquirido nos formatos e-book e físico por meio de campanha de pré-venda realizada no modelo de crowdfunding. A compra pode ser feita pelo site www.benfeitoria.com.br/peixes após cadastro e a escolha da opção com a qual o leitor deseja contribuir. “Com a pandemia, a pré-venda por crowdfunding é uma forma de editoras independentes garantirem uma tiragem inicial das obras e de o público apoiar a literatura e escritores contemporâneos”, afirma a autora. A pré-venda terá a duração de dois meses e será seguida pelo lançamento virtual do livro pelo perfil da editora no Instagram (@editoraurutau).


    DRAMA FAMILIAR
    O romance “Peixes de aquário” é a primeira narrativa longa escrita por Rafaela, autora da coletânea de contos “Enterrando gatos”, publicada em 2019 pela Editora Patuá. O drama familiar conta a história dos Fujikawa, uma família de imigrantes japoneses no Brasil, costurando dois períodos diferentes de suas vidas.

    Na década de 1940, a trama protagonizada pelas irmãs Aiko e Kaede mostra como as duas, seu pai e seus outros irmãos convivem com o luto pela morte da mãe, as expectativas de uma realidade que nunca chega e os silenciamentos impostos às pessoas de sua nacionalidade durante a Segunda Guerra Mundial.

    A opressão inflama conflitos e reverbera em rancores que persistem até os anos 1990, quando duas gerações da família ficam presas em um sobrado durante uma enchente. Lá, são obrigados a revisitar o passado, desembaraçar assuntos mal resolvidos e enfrentar a natureza para sobreviver.

    IMIGRAÇÃO E IDENTIDADE
    A autora conta que o romance foi uma oportunidade de falar sobre a realidade dos imigrantes e das dificuldades que as sociedades têm de se relacionar com o diferente. Ela mesma foi o que se chama dekassegui e viveu com os pais e o irmão no Japão, onde trabalharam nas fábricas. “Cresci em outro país e queria falar sobre o que é ser estrangeiro, sem falar de mim. A ficção histórica permite abordar o assunto, contar um pouco sobre o que pessoas como meus antepassados viveram e sobre seu papel na formação das cidades do noroeste paulista”, conta. A estruturação e escrita da história contou com uma investigação histórica, por meio da consulta a livros, documentos, fotografias e artigos sobre o período.

    Na década de 1940, quando o Brasil e Japão se tornaram inimigos na guerra, os japoneses que moravam aqui foram proibidos de falar seu idioma em público, ter rádio em casa, guardar livros ou jornais impressos em japonês, comprar combustíveis, além de ter bens apreendidos e sofrer ofensas. “Vivemos sob o mito da receptividade incondicional do povo brasileiro e de que o racismo não existe. Acredito que precisamos deixar de ignorar essas feridas e falar delas.” Paralelamente às dificuldades, houve histórias de famílias estrangeiras que se estabeleceram no país, as adaptações que fizeram ao se integrar ao novo ambiente, e as vidas que construíram no Brasil. Essas pessoas – muitos dos quais nosso antepassados – contribuíram para a pluralidade do que é ser brasileiro, destaca a autora.

    Para ela, não só a imigração continua um tema atual como contar sobre a realidade dos japoneses no Brasil durante a Segunda Guerra possibilita uma reflexão sobre perda de direitos, construção turbulenta de identidade e a opressão ao outro. “Senti um anseio em falar dessas angústias porque os brasileiros de hoje sofrem com a intolerância, seja étnica, seja política, seja sexual. Essas micro e macro violências ainda fazem parte da nossa vida, embora se manifestem em contextos diferentes”.

    CONDIÇÃO HUMANA
    De acordo com a autora, embora a imigração e a essência do que é diferente seja um dos temas centrais da história, não é o único. O romance fala sobre a condição humana, o amadurecimento das crianças, o remorso dos adultos, a capacidade de resistência, o amor, a maternidade, e o lado agridoce das relações entre as pessoas.

    Rafaela releva que buscou equilibrar o peso de temas como morte, tragédias familiares, culpa e xenofobia com uma linguagem lírica e alternância com momentos bonitos do cotidiano. A trama se revela pouco a pouco e sob múltiplos pontos de vista – como as impressões de um bebê em gestação, os diários de uma adolescente cheia de impressões sobre o mundo onde amadurece, as sensações de uma jovem que em meio a um cotidiano exaustivo no campo descobre o amor, as hesitações de um rapaz sensível, porém revoltado ao ponto da saturação, os remorsos de uma mulher obcecada pelo medo de perder o controle sobre a própria vida e os pensamentos de uma idosa que não diferencia mais o passado e o presente.


    A AUTORA
    Rafaela Tavares Kawasaki é escritora e jornalista. Nasceu em Araçatuba, no noroeste paulista, em 1987, e atualmente mora em Curitiba. “Peixes de Aquário” é seu primeiro romance e sua segunda obra publicada. Em 2019, lançou a coletânea de contos “Enterrando Gatos”, pela Editora Patuá. É formada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pelo Centro Universitário Toledo de Araçatuba. Ainda na condição de estudante, foi finalista do “Prêmio Santander Jovem Jornalista”, realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo, em 2014. Foi imigrante como os personagens de “Peixes de Aquário”, porém, fez a travessia inversa: cresceu no Japão, onde passou 12 anos e habitou diferentes regiões do arquipélago com a família.

    VEJA COMO COMPRAR:

    O livro da Rafaela está em processo de pré-venda e você pode ajudar! 

    É só entrar aqui:

    https://benfeitoria.com/peixes

  • Peça infantil toma o trem da memória

    (Foto: Renato Mangolin )

    “ANA FUMAÇA MARIA MEMÓRIA – nos trilhos da rede” é uma série inédita de 4 episódios escritos e dirigidos por Marcela Andrade. A obra mescla desenhos animados com a presença de dois atores para contar uma história de imenso carinho entre neta e avós. Os episódios serão lançados diariamente de 27 a 30 de março e ficarão disponíveis de forma gratuita no site anafumacamariamemoria.com.br e no canal homônimo do YouTube. 

    Na trama, desde o primeiro episódio, Ana quer recuperar a memória que sua avó está perdendo, principalmente para que Vó Maria nunca se esqueça do querido Vô Bastião! Para conseguir, a menina toma coragem e, ao longo da série, vai com o amigo Jonas até a estação vizinha. Lá, eles embarcam no trem de lembranças chamado “Maria Memória” e se aventuram em uma fantástica viagem no tempo.

    Cada vídeo tem aproximadamente 10 minutos de duração e a narrativa tem inspiração na bem-sucedida peça teatral “Ana Fumaça Maria Memória”, que estreou em 2019 e cuja trajetória está suspensa em função da pandemia de covid-19. O projeto foi contemplado na lei Aldir Blanc, sendo patrocinado pelo Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.  Na atual criação, cuidadosamente realizada para internet, a atriz Cacá Ottoni e o ator Gé Lisboa seguem interpretando Ana e Jonas e interagem com personagens e elementos ilustrados por Adriana Seiffert e animados por Nicole Schlegel.

    Voltada para o público infantil, a série oferece uma linguagem poética para abordar temas como passagem do tempo, despedidas e reencontros familiares. Junto com as crianças da história, os espectadores vão descobrindo como “traços da vida” podem tanto aparecer quanto sumir. Por toda delicadeza humana ofertada, os quatro vídeos cativam crianças, jovens, adultos e velhinhos.

     

    SERVIÇO

    “ANA FUMAÇA MARIA MEMÓRIA – nos trilhos da rede”

    Lançamentos:

    Sábado, 27/03/2021 – liberação do episódio 1

    Domingo, 28/03/2021 – liberação do episódio 2

    Segunda-feira, 29/03/2021 – liberação do episódio 3

    Terça-feira, 30/03/2021 – liberação do episódio 4

    Duração por episódio: 10 min.

    Valor:  Gratuito

    Local: anafumacamariamemoria.com.br / www.youtube.com (canal: Ana Fumaça Maria Memória)

    Classificação: Livre

     

    FICHA TÉCNICA

    Roteiro e Direção: Marcela Andrade

     

    Elenco: Cacá Ottoni (Ana), Gé Lisboa (Jonas)

     

    Direção de Fotografia: Filipe Codeço

    Iluminação: Thiago Monte

    Montagem: Filipe Codeço

    Storyboard e Animação: Nicole Schlegel

    Ilustração: Adriana Seiffert

    Programação Visual: Jaqueline Sampin

    Fotografia: Renato Mangolin

     

    Direção Musical e Trilha Sonora: Rach Araújo

    Vozes Off: Marina Hodecker (Vó Maria), Pablo Aguilar (Vô Bastião), Juliana Trimer (Mãe)

    Som Direto: Bruno Espírito Santo

     

    Figurino: Arlete Rua

    Visagismo (criação original): Rodrigo Reinoso

    Releitura do Visagismo: Mona Magalhães

    Execução do Visagismo: Tainá Lasmar

     

    Marketing Digital: Virótica Digital

    Assessoria de imprensa: Alessandra Costa

     

    Direção de Produção e Coordenação Executiva: Marina Hodecker

    Supervisão de prestação de contas: Thiago Monte

    Idealização e Coordenação de Conteúdo: Marcela Andrade

     

  • Mulher: seu valor é maior do que imagina

    De acordo com pesquisa do Sebrae Delas, até 2019 as mulheres representavam 34,3% do contingente de fundadores de negócios no Brasil, mas com rendimentos até 17% menores do que as empresas conduzidas por homens. Por outro lado, vemos grandes empresas se rendendo às CEOs femininas, e nações importantes lideradas por mulheres, e tendo muito sucesso. Em pleno século 21, será que a mulher conhece seu valor?

    A resposta passa por questões culturais amplamente arraigadas na sociedade, e pior – em nós mesmas. E isso é ainda mais difícil para empreendedoras do setor de serviços. Mulher empreendedora, a precificação da sua hora de trabalho é fundamental para que você saiba como cobrar de seus clientes pelo real valor do seu tempo. Você já dispõe de uma metodologia que permita mensurar adequadamente os minutos e horas dedicados a cada atividade?

    Todas nós sabemos o quanto a conciliação entre vida familiar e profissional tem afastado profissionais dedicadas do sonhado crescimento na carreira. É por isso que muitas mulheres estão partindo para empreendimentos pessoais, formatados para sua realidade de horários e interesses. No entanto, o esforço é grande e os riscos, também.

    Em minha experiência, vejo que é preciso boa dose de coragem para o início da vida empreendedora. Além disso, o apoio dos familiares e colegas é fundamental, pois nossa autoestima se fortalece no relacionamento. E como começar? Se você está empregada neste momento, mas sonha em empreender, é hora de planejar os fundamentos de sua futura empresa. Dedique um mínimo de 30 minutos por dia ao tema, de forma regrada, e você verá que, em breve, estará com um planejamento estratégico em mãos e segura para dar o próximo passo.

    É comum, em meus grupos de networking entre mulheres, discutirmos esse assunto: como estruturar seu negócio e aprender com os erros dos outros. Pois minha dica é sempre a mesma: planejamento. Qual seu público-alvo, qual a faixa de preço em que deseja trabalhar, e até o tamanho em que deseja permanecer.

    Mais uma coisa: conheça sua própria personalidade e preferências. É bom identificar e entender seus pontos fortes e fracos e trabalhá-los, sem se render à tentação de fazer de conta que não existem.

     

    Como empreender na área de comunicação

    Tudo que é feito com dedicação e trabalho dá certo! Isso quer dizer muitas noites acordada buscando soluções para os clientes, horas e horas de trabalho, mesmo depois que marido e filhos já foram dormir para dar conta das entregas. No meu caso, foi necessário muito estudo que me preparava para as reuniões com executivos do mercado B2B, um meio essencialmente masculino, mas que eu escolhi como foco de atuação.

    Após um ano e meio, precisei decidir se permaneceria pequena, trabalhando em home office ou se apostaria num crescimento ainda maior. Decidi apostar, aluguei um espaço e contratei pessoas. Hoje, depois de 11 anos de percurso, somos em sete profissionais e atendemos clientes de diversos segmentos – sendo que muitos eu demorei três, quatro anos para conquistar, mas que estão em nosso portfólio há vários anos. Isso dá satisfação e mostra que a iniciativa deu certo.

    Por fim, quero deixar uma última dica para outras empreendedoras: comunicação é a chave para seu negócio. Se você tem funcionários, estabeleça canais fluidos de troca de informação; padronize o fluxo do trabalho, para que ninguém se perca, nem mesmo você; lidere a partir do exemplo de dedicação e serviço em prol dos outros; e acredite: se hoje não deu certo, amanhã é outro dia. Persista.

    A mulher no século 21 não precisa ser beligerante contra tudo e todos, mas deve, sim, confiar em si mesma, dar-se o devido valor e permanecer no planejamento que estabeleceu para si e aqueles que a cercam.

    *Silvana Piñeiro Nogueira é jornalista com 26 anos de atuação como assessora de imprensa, mestre em Estudos Políticos pela Sorbonne e pós-graduada em Marketing pela FAE Business School. Mora na Alemanha e administra a Smartcom Inteligência em Comunicação, com sede em Curitiba, que há 11 anos atua na área de comunicação internacional B2B.

     

    Sobre a Smartcom: Agência de comunicação sediada em Curitiba, a Smartcom oferece serviços de gerenciamento e conteúdo para redes sociais, assessoria de imprensa internacional, design, endomarketing e auditoria de posicionamento interno e externo. Com braços na Alemanha, Argentina e no interior do Paraná, além de profissionais de comunicação qualificados, garante a conexão entre os pontos envolvidos no segmento do Business to Business, que envolvem newsletters, revistas institucionais internas e externas, informativos, bem como ações de relacionamento individualizado com influenciadores digitais e da mídia. O portfólio de clientes é composto por companhias das áreas de Papel e Celulose, Tecnologia, Meio Ambiente, Saúde, Cultural, Terceiro Setor, Alimentação, Automotivo, Comércio e Indústria, Trânsito & Transporte e Direito.

     

  • Mãe, tô com um sentimento que eu não sei

    As crianças têm feito perguntas às quais não sei responder. “Mãe, tô com um sentimento que eu não gosto e não sei qual é. Qual é?”

    Então.

    É duro sair do lugar de herói e heroína e dizer “não sei, não sei e não sei”. Confesso que essa tem sido a saída mais fácil, apesar de aprendermos na escola de pais (escola + sociedade antenada + avós) que o certo é dizer “o que você acha que é?” Essa não tem colado mais, ficam irritados e querem respostas prontas. Que eu não tenho.

    O Google ajuda muito, obviamente, quando a pergunta é “como uma baleia beluga se parece” ou “quantas patas tem uma aranha”. Já pormenores um pouco mais aprofundados em entomologia como “qual a diferença entre o grilo fêmea e o grilo macho” não resultam tão fáceis nas buscas. Acabaram deixando o novo pet sem nome mesmo.

    Quando a pergunta envolve sentimentos, esses vilões, tudo que a gente quer é congelar a cena, ampliar a tela e enxergar dentro da cabeça do filho. Tirar de lá toda a dúvida, ansiedade, medos, e fechar de volta. Mas dizem que é o sofrimento que faz crescer… e agora? Como explicar isso a uma mãe?

    Assim que as crianças nasceram passei a chorar mais. A imaginação voa longe e me leva para dentro de outras casas, e fico sem saber se toda a raiva e frustração que vieram junto com as coisas incríveis da maternidade são mais contidas por lá. Ou menos. O que é que rola por lá na hora da ira.

    O rádio, esse terrível, insiste em nos confrontar com a natureza humana em toda a sua maldade, e as notícias de filhos acorrentados, torturados ou mortos são difíceis de aguentar. 

    Acho que me perdi um pouco no trem dos pensamentos, então é hora de falar um pouco sobre isso.

     

    Por que escrever em 2021?

    A crônica já foi muito debatida, incensada como gênero legitimamente brasileiro, e quem sou eu para me incluir num rol que inclui Ruy Castro e Rubem Braga. O que eu sei desses 20 anos de prática é que ela requer um pouco de ingenuidade e egocentrismo na medida certa.

    Tenho esse espaço generoso num portal que resiste no jornalismo paranaense (salve, Bem Paraná!); algum ímpeto que me move ao teclado de vez em quando, e, pasmem, descobri que tenho até leitores (oi Lúcia! oi Severo!).

    É demais para um coração escritor.

    O que falta é a lauda. Ai, que saudade do layout de jornal impresso me informando o número de caracteres disponíveis para meus pensamentos em devaneio. A exigência de conter-se e fazer um recorte só do melhor (se ficar grande eu corto pelo pé, dizia o Goiaba) era um antídoto para a digressão.

    Resiste ainda o fator tempo, e imagino que seja ele quem dita hoje a qualidade dos melhores escritos. Não que a abundância leve a frases perfeitas, talvez até o contrário: a pressão do deadline (fala aí, Ju Girardi) faz agir, decidir, fechar um texto. Como dizia a grande Sandra Gonçalves: não fique aí trocando seis por meia dúzia.

     

  • Espetacular! Quem tem filhos precisa dela

    "Poggle", do Barrowland Ballet
    "Poggle", do Barrowland Ballet (Foto: Brian Hartley/Divulgação)

    A Espetacular – Mostra Internacional de Artes para Crianças trouxe, a cada ano, atrações artísticas do mundo para Curitiba.  Esta 5ª edição, entre 8 e 17 de janeiro de 2021, no entanto, não é sobre trazer, mas sobre conectar: a arte, artistas e crianças - e do mundo todo!

    Serão 40 atrações de diversas linguagens, apresentadas em ambiente digital, que reunirão artistas de 21 países. Além de atrações gravadas em vídeo, algumas produzidas especialmente para a Mostra, que ficarão disponíveis durante todo período do evento, serão realizados quatro encontros ao vivo, entre 11 e 14 de janeiro. Uma atração à parte são as playlists de música, com seleções feitas por crianças e artistas para crianças pequenas, pré-adolescentes, adolescentes e para a família toda.

    Todo o evento será gratuito, traduzido para português e inglês e acessível a surdos e pessoas com deficiência auditiva (Língua Brasileira de Sinais).

    A programação pode ser acessada no site da Mostra (www.mostraespetacular.com.br) e desde o dia 04 o acesso à plataforma está disponível para o público poder conhecer em detalhes a programação, destacar seus favoritos e se organizar, para aproveitar ao máximo a experiência.

    “Nesses quatro anos a Mostra Espetacular tem ganhado corpo. O entendimento sobre o que estamos cultivando a cada edição vai se revelando ano após ano, a cada passo. Vamos transpondo obstáculos e é incrível a força que as coisas têm quando elas precisam acontecer. A Mostra está cada vez mais autêntica e única”, celebra a produtora Michele Menezes, que é diretora artística e também assina a curadoria ao lado de Bebe de Soares, da Alemanha. 

    São inúmeras pessoas, grupos artísticos, agitadores culturais, que emprestam talento e força de vontade para este encontro. Somados ao público, que abraça com carinho tudo que é proposto, criou-se uma comunidade de pessoas que ampara e cultiva a existência deste projeto com as duas mãos. “Hoje a Mostra Espetacular é uma criança de cinco anos, linda, artista, faladeira e entendemos que deveríamos aproveitar este ano atípico para transpor as barreiras geográficas, conectando crianças e artistas do mundo todo - o que não seria possível em uma edição presencial”, completa Michele, idealizadora do projeto.

    “Buscamos ideias e ações artísticas e formativas que demonstrem uma utilização do ambiente virtual de forma diferenciada e que promovam reflexões importantes, além de projetos que proponham um componente offline ao público, algo digital que provoque algo real”, completa Bebe.

    Por um lado, aquela forte experiência das artes vivas fica um pouco comprometida neste momento que vivemos. Mas, como em toda e a cada edição, também neste começo de década, a Mostra convida as pessoas a estarem juntas e a viverem experiências que ficarão na memória. Afinal, este é o DNA da Mostra Espetacular e isso não vai mudar nessa edição. Muito pelo contrário:  o isolamento vai tornar essa vivência ainda mais marcante.

    História - A Mostra Espetacular é um dos eventos artísticos para crianças mais importantes do Brasil. Nasceu em 2015, é realizada pela Pró Cult (produtora curitibana) e integra a FIBRA (Rede de Festivais Internacionais Brasileiros para Crianças e Jovens), que reúne os maiores festivais internacionais para este público do país. Esta edição está sendo realizada com o apoio do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com Incentivo da Celepar e da Maternidade Santa Brígida.

    PROGRAMAÇÃO COMPLETA

    http://bit.ly/MostraEspetacular_programacao