Helena Carnieri

  • 6 meses de arte remota nas escolas

    (Foto: Divulgação)

    Em um período em que os espaços culturais estão fechados em razão da pandemia da Covid-19, os projetos culturais estão se reinventando e inovando, com o objetivo de levar ações artísticas para perto das pessoas, como forma de auxílio na manutenção psicológica, convergência comunitária e integração social. Dentro desta realidade, o Programa Guritiba – projeto cultural e social que tem como principal foco a democratização do acesso à arte para crianças e suas famílias –, atuará durante a temporada 2021, em meio a pandemia, de forma remota e híbrida. O desafio foi grande ao transformar as atividades presenciais em virtuais, mas, segundo a coordenadora do programa, a produtora Carol Scabora, as ações já se mostram significativas tanto para a classe artística, como principalmente para as crianças e educadores que serão assistidos pelo projeto. “Mais do que nunca a arte se faz necessária neste período em que estamos passando, principalmente, no cotidiano das crianças e dos adolescentes. Ela é fundamental no aprendizado, pois promove uma atitude participativa na construção dos sentidos artísticos: sensibilização, percepção, criação, imaginação. Por conta desta necessidade durante a pandemia, os educadores e as instituições estão aderindo ao Programa Guritiba de forma híbrida, como auxilio importante educacional e social”, explica Carol.

    Além de formar plateia, com apresentações de espetáculos teatrais e musicais de forma online, o Programa Guritiba também oferecerá oficinas em arte educação para alunos, bem como formação extra-curricular para educadores. O objetivo é atuar em três frentes de desenvolvimento cultural, que geram um resultado mais convergente. “Levamos para dentro das escolas e instituições sociais os espetáculos. Mas, também atuamos junto dos educadores, com formação extra-curriculares que ajudam os profissionais da aprendizagem no auxílio de linguagem dinâmicas e criativas que a arte proporciona", completa a produtora.

    Programação de junho conta com atividades de artistas premiados

    Com uma programação extensa de atividades, o projeto nesta edição terá duração de oito meses. O primeiro espetáculo teatral disponibilizado para as escolas e instituições de forma online, que será aplicado durante o mês de junho, será o “Fuzuê do Pererê”, do Grupo Tupi Pererê, que é um recorte para todas as idades com jogos cantados e contos da cultura popular brasileira. Com aprofundamento pedagógico, os integrantes exercem dupla função, como artistas e, também, como educadores. O Programa Guritiba disponibilizará a apresentação para grupos sociais que frequentam unidades de acolhimento e as crianças que voltaram às aulas, dando suporte de projeção e de equipamentos para a instituição participante.

     

    Na oficina de arte educação para os alunos no mês de junho, atividade online e dinâmica com o arte educador Guga Cidral, conhecido por suas pesquisas de arte e infância. Cidral é músico, ator e brincante, com  formação em Contação de História pela Casa do Contador de Histórias. Como educador em arte, coordena os trabalhos de educação infantil em diversas escolas de Curitiba, bem como foi indicado ao prêmio Jabuti pela coleção “Além das Notas”, escrita em parceria com a Ms. Ana Paula Peters. As atividades estarão disponíveis por meio do site programaguritiba.com.br.

     

    Já entre as atividades de formação extra-curricular para educadores, o Programa Guritiba promove o workshop “Palhaçaria em movimento para Educadores”, que visa estimular a arte do palhaço por meios pedagógicos, auxiliando no trabalho dos professores e alunos durante a pandemia nas aulas remotas, quebrando monotonias e trazendo maior atenção à aula, bem como fortalecendo o desenvolvimento de competências da comunicação entre alunos, professores e pais, de forma criativa e lúdica.

     

    Escolas e Instituições podem se cadastrar para receber o projeto

     

    As escolas e instituições educacionais e sociais que queiram as atividades desenvolvidas pelo Programa Guritiba junto de seus educadores, alunos ou assistidos, devem se cadastrar em um formulário simples no site do projeto (https://programaguritiba.com.br/como-participar/). O Programa Guritiba disponibiliza as apresentações de forma online e física, com todo o suporte de equipamentos, projeções dos conteúdos, auxílio de alimentação e mediação, bem como também concedendo os links das atividades, seguindo todos os protocolos de segurança sanitária de combate e prevenção da Covid-19. “O Programa Guritiba traz uma possibilidade de atividades necessárias de integração, educação, arte e formação, bem como uma inclusão digital neste momento de pandemia, em que foi preciso mudanças de hábitos e distanciamento social, se tornando uma excelente aliada nesse contexto atípico. Como disse Nietzsche ‘a arte existe para que a realidade não nos destrua’, e, de fato, faz jus as necessidades atuais educacionais e sociais”, finaliza Carol Scabora. O conteúdo exibido do Programa Guritiba terá toda acessibilidade requisitada pelo espaço – quando necessário – e toda sua distribuição é realizada de forma gratuita.

     

    Programa Guritiba é uma realização do Governo Federal, por meio da Secretaria Especial da Cultura, apresentado pela New Holland Agriculture, Caterpillar e Banco CNH, com patrocínio da Fibracem e Novozymes, em parceria com o BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, LaquilaBerneck e Schattdecor. Acompanhe o programa pelas redes sociais, pelo Facebook @programa.guritiba, pelo Instagram @programa.guritiba ou pelo site www.programaguritiba.com.br

     

  • Jornalista curitibana lança primeiro livro de poesias

    (Foto: Acervo pessoal)

    Publicado pela Quintal Edições, por meio de projeto aprovado na Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte (2020), o livro “O Mistério de Haver Olhos”, da escritora e jornalista curitibana Luciana Eastwood Romagnolli será lançado no dia 17/06 em live no canal do YouTube da casa editorial belo-horizontina. Durante o encontro virtual, haverá um bate-papo com a autora, exibição de videopoema dirigido pela cineasta mineira Clarrisa Campolina, o sorteio de exemplares e uma leitura de poemas realizada pela atriz baiana Laís Machado, que participou do FIT-BH 2018 com a peça-instalação “Quaseilhas” e do CineBH 2020 com o filme “Canção das Filhas das Águas”.

    “O Mistério de Haver Olhos” pode ser entendido como um reencontro - quase um acerto de contas - de Luciana com a poesia. Foram poemas, principalmente os de Cecília Meireles e Fernando Pessoa, que estiveram entre suas leituras de cabeceira durante a adolescência, a impulsionaram à escrita e formaram sua sensibilidade estética numa cidade do interior paranaense (Umuarama), onde havia pouca oferta de atividades artísticas. No entanto, diante da perda do pai, assassinado em 2003, foi como se uma “[...] primeira/ muralha das/ muitas maiores/ que as chinesas” tivesse se erguido entre ela e a poesia.

    Encontrados na seção “Essa coleção de objetos de não amor” (título que homenageia o poema “Quero”, de Carlos Drummond de Andrade), os versos acima, mais do que representar aquela angústia, também apontam para a própria jornada de desvelamento e refazimento que atravessa o livro. “São versos de uma vida inteira. Ciclos de vida, de nascimento e morte”, diz Luciana.

    “O Mistério de Haver Olhos” se desdobra em seis diferentes seções, nomeadas com versos de Drummond, Pessoa e Cecília, além de Adélia Prado. "São frases que ficaram presentes na minha cabeça, me acompanhando, como se fossem passarinhos, ali, cutucando. De alguma forma, elas revelam o que estava pulsando no momento da escrita e ressoa em cada conjunto de poemas”, conta. No conjunto dos textos, Luciana identifica uma espécie de travessia “de um início mais mortificado para uma possibilidade de reaver a vida”.

    Uma passagem pelo luto, especialmente a morte do pai, o que implicou no afastamento da poesia até sua reconexão com esta após o nascimento do filho. Outras questões como a posição da mulher na sociedade e a reflexão sobre a maternidade também estão projetadas no livro de forma que os temas se deslocam entre o público e o íntimo. Ao tratar desses aspectos, a escritora não buscou satisfazer discursos contemporâneos, e sim indagar de que modos o feminino ainda pode ser abordado, sem ficar restrito às identificações disponíveis.

    “Estou interessada em abrir espaço para falar da dor, do luto, daquilo que não está cabendo nas discussões porque não está na moda nem engaja nas redes sociais. Há uma busca por outras facetas do feminino que para mim são importantes e eu já não estava encontrando espaço para elas”, observa. “Aí entra, por exemplo, uma experiência de maternidade que nem é a idealizada nem a recusada, tampouco atende a manuais. Então, há uma pergunta: como pode haver o estranhamento singular de uma mulher diante da maternidade? Há algo nisso que me interessou na hora da escrita”.

    Investigação pelo estranhamento

    Com uma trajetória reconhecida no jornalismo cultural e no exercício da crítica de teatro, em jornais como a “Gazeta do Povo”, de Curitiba, e “O Tempo”, de Belo Horizonte, e no site “Horizonte da Cena”, do qual é fundadora, Luciana também é pesquisadora do teatro com doutorado pela USP e integrou a curadoria de festivais como o FIT-BH 2018 e a MITsp 2017 e 2020. Antes de estrear na poesia, ela se dedicou ao teatro.

    “Sempre fui muito ligada à escrita, mas segui a via da racionalidade por algum tempo. Até que o teatro me trouxe esse susto do corpo, da presença." A poesia, a seu ver, não se afasta disso, e permite um tratamento corpóreo da linguagem, pela materialidade das palavras e suas ressonâncias nos corpos. “Inclusive, para a psicanálise lacaniana, que venho estudando, é muito importante esse choque das palavras no corpo, é o que nos constitui como sujeitos. Acho que nesse livro há um processo de tentar alguma forma de reconciliar as palavras e o corpo”, comenta.

    A poesia surge, para ela, como outra via de investigação de linguagem. “Ela me permite sair um pouco dos discursos correntes”, ressalta. O caminho que se abre é de uma “investigação pelo estranhamento”, algo que Luciana também busca instigar nas pessoas ao lançar o livro no momento em que a sociedade enfrenta incomensuráveis perdas durante a pandemia.

    “Eu espero que de alguma forma, para alguém, esse livro também chegue como uma possibilidade de sustentar o espanto. Esse é um momento em que, talvez, a gente precise disso diante do horror que está vivendo, como uma forma de se haver com ele, não simplificar, não polarizar, não se alienar; é uma forma de olhar com respeito para as pessoas que estão indo embora”, conclui Luciana.

    Além de livro impresso, “O Mistério de Haver Olhos” também vai estar disponível em formato digital (PDF) e na versão audiolivro, com gravação da premiada atriz, diretora e dramaturga mineira Grace Passô.

    SERVIÇO

    Lançamento do livro “O Mistério de Haver Olhos”: Dia 17/06, às 19h.

    No canal da Quintal Edições:

    https://www.youtube.com/channel/UCU_usdYa90larBRY-EiSs-A/videos

    Live com bate-papo com a autora, sorteio de exemplares, exibição de video-poema dirigido por Clarissa Campolina e leitura de poemas feita pela atriz baiana Laís Machado, no canal do YouTube da Quintal Edições:

  • Menino Dumont ganha o palco em "SobreVoar"

         Inspirada em Santos Dumont e produzida pela Cia. do Abração, a atração “SobreVoar” será transmitida ao vivo no dia 23 de maio (domingo), às 16 horas, pelo canal no Youtube da Fundação ArcelorMittal e na página do Facebook do Diversão em Cena.

    O espetáculo retrata Santos Dumont criança, na figura do garoto Albertinho Dumundo, apresentado como um menino que vive numa dimensão atemporal de sonhos. Entre travesseiros, edredons, chapéus e uma mágica cama, Albertinho dialoga com instigantes personagens em um mundo cheio de imaginação.

    Há 14 anos a Cia. do Abração – Espaço de Arte e Cultura, desenvolve pesquisa de teatro e dança contemporânea, oferecendo à comunidade eventos culturais e peças teatrais. Os temas são, preferencialmente, obras literárias ou assuntos relevantes de arte e cultura brasileira.

     

    Considerado o maior programa de formação de público para teatro infantil no Brasil, o Diversão em Cena ArcelorMittal é viabilizado por meio das Leis de Incentivo à Cultura Federal e Estaduais (São Paulo e Minas Gerais). Ao longo de mais de uma década, cerca de 500 mil pessoas já conferiram aos mais de 1,3 mil espetáculos apresentados.

               Em decorrência da pandemia, o programa adota o modo remoto para apresentação das atrações de maneira segura.  Seguindo todos os protocolos sanitários preconizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O Diversão em Cena não abre mão do seu objetivo: contribuir para a democratização da cultura e oferecer uma programação regular de qualidade.

     

     

    SERVIÇO | DIVERSÃO EM CENA ARCELORMITTAL

    “SobreVoar”

    Data: 23 de Maio - Domingo

    Horário: 16h

    Links de acesso

    Link do Youtube: https://youtu.be/DHauMdUHn6A 

    Link do Facebook: https://fb.me/e/Jd7hN0tP 

     

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  • Ave Lola completa 10 anos de investigação e prazer pelo teatro

    Quais são as histórias que uma trupe de teatro tem para contar no decorrer de dez anos? No caso da Ave Lola, são muitas histórias engraçadas, de superação, resiliência, determinação e perseverança que construíram esse coletivo artístico curitibano. Tudo começou numa casinha da rua Portugal, um lugar modesto, de onde Ana Rosa Genari Tezza, fundadora e diretora da trupe, já conseguia enxergar o que estava por vir: um teatro com sua trupe, espetáculos autorais, jardim, comida criativa e encontros festivos. Partindo do zero, a Trupe Ave Lola, em 10 anos de existência tornou-se uma das principais companhias de teatro do país, fazendo parcerias importantes com artistas do Théâtre du Soleil (França) e Compañía Viajeinmóvil (Chile). Indo para o seu quinto espetáculo, prestes a publicar o terceiro livro, com inúmeras oficinas oferecidas e tantos outros projetos encabeçados por lideranças femininas, o grupo terá seus primeiros 10 anos vividos atrás das cortinas, em seu palco e em palcos em todo país, contados na websérie documental, “Trupe Ave Lola de Teatro - 10 anos em 5 atos”, um projeto idealizado por Larissa de Lima, coordenadora do núcleo audiovisual da companhia. O primeiro episódio estará disponível no YouTube da Ave Lola, no próximo dia 11, às 20h. 

     

    Larissa de Lima, optou que as “aventuras da trupe” fossem narradas por quem presenciou e ajudou a construir esse lugar onde artistas com suas inquietações sonham e trabalham juntas e juntos, por um fazer artístico poético e humano, inserido no seu tempo histórico. Lari, como é conhecida na Ave Lola, passou a integrar o grupo, após fazer uma entrevista com Ana Rosa, no Jardim da antiga sede, para sua primeira websérie “Mulheres de Teatro”. A jovem mãe, recém-formada em jornalismo, já fazia suas investigações por seu maior entusiasmo, o teatro. “O teatro é uma arte que necessita ser registrado para a posteridade, pois as suas histórias só podem ser contadas por àquelas/àqueles que vivenciaram essa experiência. Não é como um quadro que fica exposto, uma fotografia que pode ser emoldurada. Para além desta inquietação que vem da capacidade que o cinema documental tem de registrar memórias, entrevistar pessoas ligadas às artes cênicas, principalmente as mulheres de teatro, surgiu de um interesse pessoal de entender como é possível fazer e permanecer no teatro”, explica Larissa de Lima. 

    Hoje, como coordenadora de audiovisual e responsável pela comunicação da Ave Lola, Larissa de Lima lança sua terceira websérie documental “Trupe Ave Lola de Teatro - 10 anos em 5 atos", realizado com recursos do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba, da Prefeitura de Curitiba e do Ministério do Turismo. Segundo ela, a natureza efêmera da linguagem teatral a instigou a esse tipo de registro. “Contar a história da Ave Lola através da linguagem audiovisual é um mergulho intenso em um oceano de memórias. Cada episódio revela momentos diferentes da companhia e criam um espaço de reflexão sobre a arte como um lugar de resiliência" considera Larissa de Lima.

    O primeiro episódio estreará, gratuitamente, no canal de YouTube da Ave Lola (https://www.youtube.com/user/avelolacultural), no dia 11 de maio, às 20h. Logo após a exibição haverá um bate-papo online com a equipe envolvida no projeto. Os próximos quatro episódios serão lançados ao longo de três semanas, às quintas e terças-feiras nos dias 14, 18, 21 e 25.  Nos dias 18 e 25 também haverá bate-papo online com a equipe, pelo perfil de instagram da trupe (https://www.instagram.com/ave_lola/?hl=pt-br).

    Serviço

    Websérie: “Trupe Ave Lola de Teatro - 10 anos em 5 atos”

    Quando? 11, 14, 18, 21 e 25 de maio às 20h 

    Onde? YouTube da Ave Lola: https://www.youtube.com/user/avelolacultural

    Bate-papos com a equipe do projeto

    Quando? 11, 18 e 25 de maio às 20h30

    Onde? No dia 11 de maio o bate-papo acontecerá pelo YouTube da Ave Lola logo após a exibição do Episódio 01 (https://www.youtube.com/user/avelolacultural). Nos dias 18 e 25 de maio, o bate-papo será pelo Instagram da Ave Lola (https://www.instagram.com/ave_lola/?hl=pt-br)

    Contato de Imprensa: Larissa de Lima | 41-98510-6389

    Equipe de criação da obra 

    Roteiro, câmera e edição: Larissa de Lima

    Orientação de pesquisa: Ana Rosa Genari Tezza

    Roteiro e claquete: Jamilssa Melo

    Trilha Sonora: Arthur Jaime e Breno Monte Serrat

    Direção de Arte: Helena Tezza

    Iluminação: Breno Monte Serrat

    Assistência de edição: Luís Fernando Nicolosi

    Comunicação: Jamilssa Melo / Larissa de Lima

    Produção: Dara van Doorn

    Produção Executiva: Laura Tezza

    PROJETO REALIZADO COM RECURSOS DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À

    CULTURA – FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA, DA PREFEITURA MUNICIPAL DE

    CURITIBA E DO MINISTÉRIO DO TURISMO.

    TODAS AS INFORMAÇÕES CONSTANTES NESTA OBRA SÃO DE

    RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA DO AUTOR.

  • O Pinóquio da Cia. do Abração

    (Foto: Renata Peterlini/Divulgação)

    No dia 2 de maio, domingo, às 16h, o espetáculo Pinóquio será representado pela Cia Abração de Teatro (Curitiba/PR). A transmissão irá acontecer pelo Youtube da Fundação ArcelorMittal e pelo facebook do programa Diversão em Cena.

    A live será realizada trazendo personagens ao vivo e trechos gravados do espetáculo. “A pandemia não acabou. A mensagem que a gente quer passar é esta: fiquem em casa o máximo que puderem. E aproveitem, porque é uma boa opção para curtir em família”, explica, Lívia Gaudencio, diretora da Companhia O Trem.

    A classificação indicativa é livre. Duração: 60 minutos. Acessível em libras. Esta apresentação é viabilizada por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, com patrocínio da ArcelorMittal e produção/curadoria da O Trem – Companhia de Teatro.

    SOBRE O ESPETÁCULO - PINÓQUIO

    O espetáculo conta a história de um boneco, esculpido a partir do tronco de uma árvore por um entalhador chamado Geppetto, mas que sonhava em ser um menino de verdade. Na adaptação da Cia Abração, o conflito principal está centrado nos valores humanos e a formação do caráter de um menino. Muita confusão e enrascada se mete o menino, neste desatino inconsequente de menino levado. E seu pai, Geppeto, entre erros e acertos, sempre tenta salvá-lo. Os erros de PINÓQUIO e sua redenção, fazem com que, finalmente, a Fada Azul conceda o dom da vida ao boneco, tornando-o um menino de verdade. Essa é uma linda história de humanidade. Aprender valores para conduzir e dar sentido à vida.

    SOBRE A CIA ABRAÇÃO

    A Cia Abração tem sede em Curitiba/PR e já realizou diversos espetáculos para o público infantil e adulto. Tem seu trabalho reconhecido em Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte e muitos outros municípios. Seus espetáculos estão alicerçados sobre princípios da arte-educação e da criação coletiva, em que todos os profissionais envolvidos pesquisam sobre o assunto e estão cientes do papel que ocupam como formadores de opinião. Os temas abordados nos seus espetáculos versam, preferencialmente, sobre alguma obra ou patrimônio cultural relevante. Os assuntos são estudados, discutidos e contextualizados no universo da criança.

    PROGRAMA DIVERSÃO EM CENA ONLINE

    Considerado o maior programa de formação de público para teatro infantil no Brasil, esta apresentação é viabilizada por meio da Lei Estadual de Incentivo de Minas Gerais, com produção da Lima Produções Culturais. O Diversão em Cena tem o objetivo de contribuir para a democratização da cultura e oferecer uma programação regular de qualidade. Ao longo da década, mais de 425 mil pessoas conferiram os mais de 1,3 mil espetáculos.

    O TREM – COMPANHIA DE TEATRO (Belo Horizonte/MG)

    Companhia de Teatro formada em 2006 busca inovar em linguagem e conteúdo a cada novo trabalho. A Companhia, além de realizar seus espetáculos, busca trazer por meio da produção de projetos culturais o intercâmbio com outros grupos e artistas. São 15 anos de atividades; 13 Peças encenadas; 08 Prêmios; 30 Indicações.

    SERVIÇO

    PINÓQUIO

    Com a Cia Abração

    2 de maio, domingo – 16h

    Transmissão ao vivo pelo Youtube Fundação ArcelorMittal e Facebook Diversão em Cena

    Duração: 60 minutos | Classificação indicativa: Livre  | Acessível em libras

     

     

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  • Crítica literária: curso online da PUCPR dá as bases

    Como ler um livro em tempos tão velozes e em que toda informação está a um clique de distância? O crítico literário, jornalista e escritor curitibano Jonatan Silva oferece pela PUCPR, no dia 29 de maio, o curso Introdução à Crítica Literária. Totalmente on-line e ao vivo, o curso irá investigar e praticar a Crítica Literária como estudo das literaturas clássica e contemporânea, apresentando um panorama do gênero também como linguagem e desdobramento da própria literatura.

    Para Silva, entretanto, o curso vai além da crítica literária em si, buscando, antes de tudo, a construção de uma visão singular sobre Arte e sobre o mundo. “A crítica é um movimento de leitura aprofundada, de mergulho na obra e percepção do outro”, afirma o crítico. “As técnicas que abordarei no encontro são dinâmicas, partem da literatura, mas podem ser aplicadas a qualquer outra área do conhecimento”.

    Com grande bagagem no jornalismo cultural, Jonatan Silva enxerga no curso uma oportunidade de rompimento com a visão pragmática da crítica, estreitando os laços da literatura com outras linguagens artísticas e permitindo uma relação mais ampla com o sujeito e o cotidiano. “A literatura, assim como qualquer expressão artística, é um reflexo social, um espelhamento do que – enquanto humanidade – fomos, somos e seremos. Compreender esses elementos na literatura é estar preparado para os desafios mais corriqueiros.”

    Se a literatura é um espelho do mundo, a crítica é uma colagem de experiência e vivências dentro e fora do domínio das artes. O curso será um caminho trilhado em conjunto, percorrendo as análises de Terry Eagleton, Umberto Eco, Nuno Ramos, Leonardo Villa-Forte, Ítalo Calvino, Jorge Luis Borges e tantos outros.

    Segundo Silva, o crítico literário é um leitor contumaz, alguém capaz de identificar os instrumentos narrativos e relacioná-los com o seu próprio universo. “A boa crítica, e também a leitura de qualidade, nasce da compreensão da obra e da sua possibilidade de ressignificá-la diante de algo exterior a ela”.

    Sobre Jonatan Silva

    Jonatan Silva é jornalista, crítico literário e escritor. Passou pelas redações da Tribuna do Paraná e Paraná Online. Foi editor da revista Mediação, do Colégio Medianeira. Na mesma instituição, idealizou, produziu e apresentou o podcast MedCast, que tratava de temas que iam da educação à cultura, passando por questões da atualidade e da filosofia. Atua como professor convidado na especialização da Escola de Belas Artes da PUCPR.

    Escreve regularmente para os jornais Rascunho e Cândido, e para o portal de cultura Escotilha. Colabora com as editoras Rádio Londres e Olho de Vidro, além de ter textos publicados nas revistas Flaubert e Tinteiro, e no jornal RelevO. Foi um dos selecionados para integrar a coletânea Parem as máquinas, editada pelo selo OffFlip, em 2020. É autor dos livros “O Estado das coisas” (2015) e “Histórias mínimas” (2019).

    Sobre o curso

    Introdução à Crítica Literária – on-line ao vivo
    Data: 29 de maio
    Horário: das 8h às 17h30
    Carga horária: 8h
    Inscrições: https://bit.ly/3e4GMFr

     

  • Adaptação às moscas

    Nesta semana do livro, comemoro: a biblioteca do nosso condomínio vingou. Graças a incansáveis moradores, hoje temos uma boa centena de volumes que passeiam entre os quatro prédios, o que facilita o acesso aos títulos. Foi assim que percebi o quanto ainda não li. Mas agora risco mais um item da lista de “100 livros para ler antes de morrer” (não era bem esse o enfoque hehe) do querido professor e escritor Cristóvão Tezza.

    *

    Se tem uma coisa que ficou do longo período de mestrado para mim foi o apreço pelas adaptações. Com os estudos de Linda Hutcheon e Patrice Pavis como guia, eu e tantos estudantes orientados pela professora Célia Arns fizemos diversas incursões pelo maravilhoso mundo da transposição entre linguagens.

    Não é de espantar, portanto, que, apesar de eu dividir uma “ilha” de 78 metros quadrados com duas crianças de 6 e 4 anos, o que mais me tenha chacoalhado em “O Senhor das Moscas” seja a pungente paródia que William Golding faz de “A ilha de Coral”, de 1858. Em ambos, garotos britânicos ficam sozinhos em uma ilha distante. Na obra do século 19, comportam-se maravilhosamente bem e são algo de selvagens. Na do século 20, bem, o comportamento não é lá essas coisas - descobrimos que os selvagens são eles mesmos.

    Escrevendo em 1954, o autor, que ganharia o Nobel de Literatura em 1983, satiriza o nacionalismo inglês escrachado de Robert Ballanttyne - este último, filho de uma época afeita a imperialismos que desembocariam em duas grandes guerras antes que um século se passasse. 

    Para começar, os garotos protagonistas se chamam Jack e Ralph em ambos os livros, numa indicação explícita da sátira, que muito me agrada. Não é preciso esconder a homenagem - ou o deboche.

    O resto é história, tem que ler. Ou assistir ao filme, que causou polêmica nos anos 1980. Não sejamos puristas hierarquizantes entre linguagens, no estilo “a literatura está acima do cinema” ou “o livro é melhor que o filme” etc.

    Seja um clássico ou a sátira dele, vamos ler, pessoal!

  • Produtoras culturais lançam curso que emite o registro profissional

    As produtoras Laura Haddad e Michele Menezes, em parceria com o SATED PR e a Cena Hum, relançam em versão online um curso de direção de produção cultural que já formou mais de 1.200 produtores culturais. 

    Criado em 2014, o curso tem o objetivo de formar artistas e produtores que sejam capazes de elaborar projetos, captar recursos, com domínio na legislação de trabalhos na área da cultura e aptos a produzirem eventos culturais.

    Os alunos formados no curso terão o direito de solicitar a obtenção do Registro Profissional de Diretor de Produção junto ao SATED PR (devem cumprir 75% da carga horária), instrumento importante no momento da aprovação de projetos culturais e para a produção de eventos nas áreas do teatro, dança, música, cinema, literatura e artes plásticas. Entre os conteúdos abordados estão a pré-produção, direitos autorais, leis de incentivo, lei do audiovisual, editais privados, editais da Funarte, captação de recursos, contratações de serviços, contratos de trabalho, orçamentos, planejamento de execução, metodologia de produção, pós-produção e prestação de contas.

    As aulas serão ministradas pelas produtoras culturais curitibanas Laura Haddad e Michele Menezes, que possuam larga experiência em produção cultural e contarão com a participação de convidados que ministrarão conteúdos adicionais, abordando temas importantes e atuais, como internacionalização, análise de editais públicos e audiovisual.

    Ao todo serão 26 horas de aulas, mais 06 horas de conteúdos adicionais.

    As aulas acontecerão entre 12 de abril de 07 de maio de 2021, às segundas, quartas e sextas, das 19 às 21 horas.

    As inscrições custam R$315,00 até o dia 30 de março e R$350,00 após esta data. Coletivos têm uma inscrição gratuita para cada duas matrículas realizadas.

    Informações e inscrições estão disponíveis no site www.qgdaproducao.com.br

    Conheças as feras abaixo!

    Laura Haddad é atriz, diretora e produtora cultural. Doutoranda em Artes Cênicas pela USP SP (2020), Mestre em Artes Cênicas pela USP SP (2018), Especialista em Gestão e Políticas Culturais pela Universidade de Girona - Espanha (2018), Extensão em Arte e Cultura Espanhola pela Universidade de Salamanca - Espanha (2013). Graduada em Direito pela PUCPR (1996). Já atuou em mais de 80 produções culturais, trabalhando com grandes nomes da cena artística brasileira. De 2013 a 2019, foi docente da PUCPR nas disciplinas de Interpretação e Gestão Cultural no Curso Bacharelado em Teatro, Coordenadora do Curso de Pós-Graduação em Produção da Arte e Gestão da Cultura da PUCPR. É Professora responsável pelo curso oficial de Diretor de Produção do SATED PR. Realiza pesquisa sobre públicos em cultura e modelos de produção e gestão cultural na formação artística e política de artistas brasileiros. Proprietária da Duplo Produções Culturais, produtora curitibana com filial em São Paulo que faz elaboração, gestão, produção e administração de projetos culturais na área de teatro, dança, cinema, literatura e conteúdos culturais em plataformas digitais.

     

    Michele Menezes é produtora cultural, publicitária (graduada na PUC PR em 2002) e especialista em Gestão Estratégica da Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela USP (2005). É sócia da Pró Cult, de Curitiba, criada em 2009, onde elabora, capta recursos, administra e produz projetos para diversas companhias de teatro e projetos culturais. Entre 2010 e 2013 foi parecerista técnica do Ministério da Cultura para projetos inscritos na Lei Rouanet. Em 20 anos de carreira produziu mais de 50 espetáculos teatrais. Produz regularmente a Súbita Companhia de Teatro e o Teatro de Breque. Idealizou e realiza a Mostra Novos Repertórios (desde 2007), a Mostra SESI Cena Criança (desde 2015) e a Espetacular – Mostra Internacional de Artes para Crianças (desde 2015), que integra a FIBRA (Rede de Festivais Internacionais para crianças do Brasil).

  • Que tal assistir a uma peça infantil do RN?

    O novo espetáculo da Trapiá Cia Teatral, Menino Pássaro, terá exibição do vídeo da montagem no dia 30/03 às 19h e Leitura Dramática do texto, com debate, no dia 31/03 às 18h40.

    O espetáculo infantil narra a inusitada e terna amizade de um menino e um pássaro do seu terreiro. Uma história de reencontro com a alegria a partir da amizade, da confiança e da liberdade.

    Os dois eventos são gratuitos e estarão disponíveis no canal de YouTube da Trapiá (links nas informações abaixo). A Trapiá é uma cia teatral sediada em Caicó/RN, e que tem alcançado diversas circulações e premiações em festivais e mostras de teatro nacionais. Mais informações sobre o grupo, no site: www.trapia.org

    Sinopse
    O Menino Pássaro, livremente inspirado no cordel de Edcarlos Medeiros, é uma fábula sobre a amizade de um menino e um pássaro, e no aprendizado de ambos sobre o quanto o amor precisa de liberdade para crescer e sobreviver às inseguranças e ao medo da solidão. Com bonecos articulados, canções e cordéis, a encenação usa de lirismo e fantasia para narrar, de modo singelo e poético, essa inusitada amizade alada. Um espetáculo para emocionar crianças e adultos em uma história repleta de referências da cultura regional e universal com metáforas sobre as relações familiares e suas alegrias e desafios.

    Ficha Técnica
    Direção: Lourival Andrade
    Texto: Afonso Nilson (livremente inspirado no cordel de Edcarlos Medeiros)
    Elenco: Alexandre Muniz e Emanuel Bonequeiro
    Cenário, figurino e iluminação: Custódio Jacinto
    Confecção de bonecos: Emanuel Bonequeiro e Custódio Jacinto Visagismo: Coletivo Trapiá
    Trilha sonora: Lourival Andrade
    Produção: Tatiane Fernandes/Mapa Realizações Culturais
    PREVISÃO DE ESTREIA: Após o término do isolamento social por conta da COVID-19

    Informações e links para as transmissões:

    Lançamento do vídeo
    MENINO PÁSSARO Processo de Montagem
    30/03 (19h)
    ONDE: https://www.youtube.com/channel/UCC_deyjXt1N9jEeFoOvWUIA

    Ensaio Aberto
    LEITURA DRAMÁTICA Menino Pássaro
    31/03 às 18h40
    Onde: https://www.youtube.com/channel/UCC_deyjXt1N9jEeFoOvWUIA
    Após a leitura debate sobre o uso da Leitura Dramática como ferramenta de ensino em sala de aula presencial ou remota.

  • Saga de imigrantes japoneses é primeiro romance de escritora que escolheu Curitiba como lar

    A escritora e jornalista Rafaela Tavares Kawasaki, 33, está entre os selecionados em chamada para publicação da Editora Urutau. Seu romance “Peixes de aquário” narra a saga de uma família de imigrantes japoneses no Brasil paulista e foi uma das 16 obras escolhidas para serem lançadas entre 250 enviadas para a seleção. A autora, que é de Araçatuba (SP) e mora em Curitiba, participou de chamada voltada para escritores residentes no Estado do Paraná.

    O livro já pode ser adquirido nos formatos e-book e físico por meio de campanha de pré-venda realizada no modelo de crowdfunding. A compra pode ser feita pelo site www.benfeitoria.com.br/peixes após cadastro e a escolha da opção com a qual o leitor deseja contribuir. “Com a pandemia, a pré-venda por crowdfunding é uma forma de editoras independentes garantirem uma tiragem inicial das obras e de o público apoiar a literatura e escritores contemporâneos”, afirma a autora. A pré-venda terá a duração de dois meses e será seguida pelo lançamento virtual do livro pelo perfil da editora no Instagram (@editoraurutau).


    DRAMA FAMILIAR
    O romance “Peixes de aquário” é a primeira narrativa longa escrita por Rafaela, autora da coletânea de contos “Enterrando gatos”, publicada em 2019 pela Editora Patuá. O drama familiar conta a história dos Fujikawa, uma família de imigrantes japoneses no Brasil, costurando dois períodos diferentes de suas vidas.

    Na década de 1940, a trama protagonizada pelas irmãs Aiko e Kaede mostra como as duas, seu pai e seus outros irmãos convivem com o luto pela morte da mãe, as expectativas de uma realidade que nunca chega e os silenciamentos impostos às pessoas de sua nacionalidade durante a Segunda Guerra Mundial.

    A opressão inflama conflitos e reverbera em rancores que persistem até os anos 1990, quando duas gerações da família ficam presas em um sobrado durante uma enchente. Lá, são obrigados a revisitar o passado, desembaraçar assuntos mal resolvidos e enfrentar a natureza para sobreviver.

    IMIGRAÇÃO E IDENTIDADE
    A autora conta que o romance foi uma oportunidade de falar sobre a realidade dos imigrantes e das dificuldades que as sociedades têm de se relacionar com o diferente. Ela mesma foi o que se chama dekassegui e viveu com os pais e o irmão no Japão, onde trabalharam nas fábricas. “Cresci em outro país e queria falar sobre o que é ser estrangeiro, sem falar de mim. A ficção histórica permite abordar o assunto, contar um pouco sobre o que pessoas como meus antepassados viveram e sobre seu papel na formação das cidades do noroeste paulista”, conta. A estruturação e escrita da história contou com uma investigação histórica, por meio da consulta a livros, documentos, fotografias e artigos sobre o período.

    Na década de 1940, quando o Brasil e Japão se tornaram inimigos na guerra, os japoneses que moravam aqui foram proibidos de falar seu idioma em público, ter rádio em casa, guardar livros ou jornais impressos em japonês, comprar combustíveis, além de ter bens apreendidos e sofrer ofensas. “Vivemos sob o mito da receptividade incondicional do povo brasileiro e de que o racismo não existe. Acredito que precisamos deixar de ignorar essas feridas e falar delas.” Paralelamente às dificuldades, houve histórias de famílias estrangeiras que se estabeleceram no país, as adaptações que fizeram ao se integrar ao novo ambiente, e as vidas que construíram no Brasil. Essas pessoas – muitos dos quais nosso antepassados – contribuíram para a pluralidade do que é ser brasileiro, destaca a autora.

    Para ela, não só a imigração continua um tema atual como contar sobre a realidade dos japoneses no Brasil durante a Segunda Guerra possibilita uma reflexão sobre perda de direitos, construção turbulenta de identidade e a opressão ao outro. “Senti um anseio em falar dessas angústias porque os brasileiros de hoje sofrem com a intolerância, seja étnica, seja política, seja sexual. Essas micro e macro violências ainda fazem parte da nossa vida, embora se manifestem em contextos diferentes”.

    CONDIÇÃO HUMANA
    De acordo com a autora, embora a imigração e a essência do que é diferente seja um dos temas centrais da história, não é o único. O romance fala sobre a condição humana, o amadurecimento das crianças, o remorso dos adultos, a capacidade de resistência, o amor, a maternidade, e o lado agridoce das relações entre as pessoas.

    Rafaela releva que buscou equilibrar o peso de temas como morte, tragédias familiares, culpa e xenofobia com uma linguagem lírica e alternância com momentos bonitos do cotidiano. A trama se revela pouco a pouco e sob múltiplos pontos de vista – como as impressões de um bebê em gestação, os diários de uma adolescente cheia de impressões sobre o mundo onde amadurece, as sensações de uma jovem que em meio a um cotidiano exaustivo no campo descobre o amor, as hesitações de um rapaz sensível, porém revoltado ao ponto da saturação, os remorsos de uma mulher obcecada pelo medo de perder o controle sobre a própria vida e os pensamentos de uma idosa que não diferencia mais o passado e o presente.


    A AUTORA
    Rafaela Tavares Kawasaki é escritora e jornalista. Nasceu em Araçatuba, no noroeste paulista, em 1987, e atualmente mora em Curitiba. “Peixes de Aquário” é seu primeiro romance e sua segunda obra publicada. Em 2019, lançou a coletânea de contos “Enterrando Gatos”, pela Editora Patuá. É formada em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pelo Centro Universitário Toledo de Araçatuba. Ainda na condição de estudante, foi finalista do “Prêmio Santander Jovem Jornalista”, realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo, em 2014. Foi imigrante como os personagens de “Peixes de Aquário”, porém, fez a travessia inversa: cresceu no Japão, onde passou 12 anos e habitou diferentes regiões do arquipélago com a família.

    VEJA COMO COMPRAR:

    O livro da Rafaela está em processo de pré-venda e você pode ajudar! 

    É só entrar aqui:

    https://benfeitoria.com/peixes

  • Peça infantil toma o trem da memória

    (Foto: Renato Mangolin )

    “ANA FUMAÇA MARIA MEMÓRIA – nos trilhos da rede” é uma série inédita de 4 episódios escritos e dirigidos por Marcela Andrade. A obra mescla desenhos animados com a presença de dois atores para contar uma história de imenso carinho entre neta e avós. Os episódios serão lançados diariamente de 27 a 30 de março e ficarão disponíveis de forma gratuita no site anafumacamariamemoria.com.br e no canal homônimo do YouTube. 

    Na trama, desde o primeiro episódio, Ana quer recuperar a memória que sua avó está perdendo, principalmente para que Vó Maria nunca se esqueça do querido Vô Bastião! Para conseguir, a menina toma coragem e, ao longo da série, vai com o amigo Jonas até a estação vizinha. Lá, eles embarcam no trem de lembranças chamado “Maria Memória” e se aventuram em uma fantástica viagem no tempo.

    Cada vídeo tem aproximadamente 10 minutos de duração e a narrativa tem inspiração na bem-sucedida peça teatral “Ana Fumaça Maria Memória”, que estreou em 2019 e cuja trajetória está suspensa em função da pandemia de covid-19. O projeto foi contemplado na lei Aldir Blanc, sendo patrocinado pelo Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.  Na atual criação, cuidadosamente realizada para internet, a atriz Cacá Ottoni e o ator Gé Lisboa seguem interpretando Ana e Jonas e interagem com personagens e elementos ilustrados por Adriana Seiffert e animados por Nicole Schlegel.

    Voltada para o público infantil, a série oferece uma linguagem poética para abordar temas como passagem do tempo, despedidas e reencontros familiares. Junto com as crianças da história, os espectadores vão descobrindo como “traços da vida” podem tanto aparecer quanto sumir. Por toda delicadeza humana ofertada, os quatro vídeos cativam crianças, jovens, adultos e velhinhos.

     

    SERVIÇO

    “ANA FUMAÇA MARIA MEMÓRIA – nos trilhos da rede”

    Lançamentos:

    Sábado, 27/03/2021 – liberação do episódio 1

    Domingo, 28/03/2021 – liberação do episódio 2

    Segunda-feira, 29/03/2021 – liberação do episódio 3

    Terça-feira, 30/03/2021 – liberação do episódio 4

    Duração por episódio: 10 min.

    Valor:  Gratuito

    Local: anafumacamariamemoria.com.br / www.youtube.com (canal: Ana Fumaça Maria Memória)

    Classificação: Livre

     

    FICHA TÉCNICA

    Roteiro e Direção: Marcela Andrade

     

    Elenco: Cacá Ottoni (Ana), Gé Lisboa (Jonas)

     

    Direção de Fotografia: Filipe Codeço

    Iluminação: Thiago Monte

    Montagem: Filipe Codeço

    Storyboard e Animação: Nicole Schlegel

    Ilustração: Adriana Seiffert

    Programação Visual: Jaqueline Sampin

    Fotografia: Renato Mangolin

     

    Direção Musical e Trilha Sonora: Rach Araújo

    Vozes Off: Marina Hodecker (Vó Maria), Pablo Aguilar (Vô Bastião), Juliana Trimer (Mãe)

    Som Direto: Bruno Espírito Santo

     

    Figurino: Arlete Rua

    Visagismo (criação original): Rodrigo Reinoso

    Releitura do Visagismo: Mona Magalhães

    Execução do Visagismo: Tainá Lasmar

     

    Marketing Digital: Virótica Digital

    Assessoria de imprensa: Alessandra Costa

     

    Direção de Produção e Coordenação Executiva: Marina Hodecker

    Supervisão de prestação de contas: Thiago Monte

    Idealização e Coordenação de Conteúdo: Marcela Andrade

     

  • Mulher: seu valor é maior do que imagina

    De acordo com pesquisa do Sebrae Delas, até 2019 as mulheres representavam 34,3% do contingente de fundadores de negócios no Brasil, mas com rendimentos até 17% menores do que as empresas conduzidas por homens. Por outro lado, vemos grandes empresas se rendendo às CEOs femininas, e nações importantes lideradas por mulheres, e tendo muito sucesso. Em pleno século 21, será que a mulher conhece seu valor?

    A resposta passa por questões culturais amplamente arraigadas na sociedade, e pior – em nós mesmas. E isso é ainda mais difícil para empreendedoras do setor de serviços. Mulher empreendedora, a precificação da sua hora de trabalho é fundamental para que você saiba como cobrar de seus clientes pelo real valor do seu tempo. Você já dispõe de uma metodologia que permita mensurar adequadamente os minutos e horas dedicados a cada atividade?

    Todas nós sabemos o quanto a conciliação entre vida familiar e profissional tem afastado profissionais dedicadas do sonhado crescimento na carreira. É por isso que muitas mulheres estão partindo para empreendimentos pessoais, formatados para sua realidade de horários e interesses. No entanto, o esforço é grande e os riscos, também.

    Em minha experiência, vejo que é preciso boa dose de coragem para o início da vida empreendedora. Além disso, o apoio dos familiares e colegas é fundamental, pois nossa autoestima se fortalece no relacionamento. E como começar? Se você está empregada neste momento, mas sonha em empreender, é hora de planejar os fundamentos de sua futura empresa. Dedique um mínimo de 30 minutos por dia ao tema, de forma regrada, e você verá que, em breve, estará com um planejamento estratégico em mãos e segura para dar o próximo passo.

    É comum, em meus grupos de networking entre mulheres, discutirmos esse assunto: como estruturar seu negócio e aprender com os erros dos outros. Pois minha dica é sempre a mesma: planejamento. Qual seu público-alvo, qual a faixa de preço em que deseja trabalhar, e até o tamanho em que deseja permanecer.

    Mais uma coisa: conheça sua própria personalidade e preferências. É bom identificar e entender seus pontos fortes e fracos e trabalhá-los, sem se render à tentação de fazer de conta que não existem.

     

    Como empreender na área de comunicação

    Tudo que é feito com dedicação e trabalho dá certo! Isso quer dizer muitas noites acordada buscando soluções para os clientes, horas e horas de trabalho, mesmo depois que marido e filhos já foram dormir para dar conta das entregas. No meu caso, foi necessário muito estudo que me preparava para as reuniões com executivos do mercado B2B, um meio essencialmente masculino, mas que eu escolhi como foco de atuação.

    Após um ano e meio, precisei decidir se permaneceria pequena, trabalhando em home office ou se apostaria num crescimento ainda maior. Decidi apostar, aluguei um espaço e contratei pessoas. Hoje, depois de 11 anos de percurso, somos em sete profissionais e atendemos clientes de diversos segmentos – sendo que muitos eu demorei três, quatro anos para conquistar, mas que estão em nosso portfólio há vários anos. Isso dá satisfação e mostra que a iniciativa deu certo.

    Por fim, quero deixar uma última dica para outras empreendedoras: comunicação é a chave para seu negócio. Se você tem funcionários, estabeleça canais fluidos de troca de informação; padronize o fluxo do trabalho, para que ninguém se perca, nem mesmo você; lidere a partir do exemplo de dedicação e serviço em prol dos outros; e acredite: se hoje não deu certo, amanhã é outro dia. Persista.

    A mulher no século 21 não precisa ser beligerante contra tudo e todos, mas deve, sim, confiar em si mesma, dar-se o devido valor e permanecer no planejamento que estabeleceu para si e aqueles que a cercam.

    *Silvana Piñeiro Nogueira é jornalista com 26 anos de atuação como assessora de imprensa, mestre em Estudos Políticos pela Sorbonne e pós-graduada em Marketing pela FAE Business School. Mora na Alemanha e administra a Smartcom Inteligência em Comunicação, com sede em Curitiba, que há 11 anos atua na área de comunicação internacional B2B.

     

    Sobre a Smartcom: Agência de comunicação sediada em Curitiba, a Smartcom oferece serviços de gerenciamento e conteúdo para redes sociais, assessoria de imprensa internacional, design, endomarketing e auditoria de posicionamento interno e externo. Com braços na Alemanha, Argentina e no interior do Paraná, além de profissionais de comunicação qualificados, garante a conexão entre os pontos envolvidos no segmento do Business to Business, que envolvem newsletters, revistas institucionais internas e externas, informativos, bem como ações de relacionamento individualizado com influenciadores digitais e da mídia. O portfólio de clientes é composto por companhias das áreas de Papel e Celulose, Tecnologia, Meio Ambiente, Saúde, Cultural, Terceiro Setor, Alimentação, Automotivo, Comércio e Indústria, Trânsito & Transporte e Direito.

     

  • Mãe, tô com um sentimento que eu não sei

    As crianças têm feito perguntas às quais não sei responder. “Mãe, tô com um sentimento que eu não gosto e não sei qual é. Qual é?”

    Então.

    É duro sair do lugar de herói e heroína e dizer “não sei, não sei e não sei”. Confesso que essa tem sido a saída mais fácil, apesar de aprendermos na escola de pais (escola + sociedade antenada + avós) que o certo é dizer “o que você acha que é?” Essa não tem colado mais, ficam irritados e querem respostas prontas. Que eu não tenho.

    O Google ajuda muito, obviamente, quando a pergunta é “como uma baleia beluga se parece” ou “quantas patas tem uma aranha”. Já pormenores um pouco mais aprofundados em entomologia como “qual a diferença entre o grilo fêmea e o grilo macho” não resultam tão fáceis nas buscas. Acabaram deixando o novo pet sem nome mesmo.

    Quando a pergunta envolve sentimentos, esses vilões, tudo que a gente quer é congelar a cena, ampliar a tela e enxergar dentro da cabeça do filho. Tirar de lá toda a dúvida, ansiedade, medos, e fechar de volta. Mas dizem que é o sofrimento que faz crescer… e agora? Como explicar isso a uma mãe?

    Assim que as crianças nasceram passei a chorar mais. A imaginação voa longe e me leva para dentro de outras casas, e fico sem saber se toda a raiva e frustração que vieram junto com as coisas incríveis da maternidade são mais contidas por lá. Ou menos. O que é que rola por lá na hora da ira.

    O rádio, esse terrível, insiste em nos confrontar com a natureza humana em toda a sua maldade, e as notícias de filhos acorrentados, torturados ou mortos são difíceis de aguentar. 

    Acho que me perdi um pouco no trem dos pensamentos, então é hora de falar um pouco sobre isso.

     

    Por que escrever em 2021?

    A crônica já foi muito debatida, incensada como gênero legitimamente brasileiro, e quem sou eu para me incluir num rol que inclui Ruy Castro e Rubem Braga. O que eu sei desses 20 anos de prática é que ela requer um pouco de ingenuidade e egocentrismo na medida certa.

    Tenho esse espaço generoso num portal que resiste no jornalismo paranaense (salve, Bem Paraná!); algum ímpeto que me move ao teclado de vez em quando, e, pasmem, descobri que tenho até leitores (oi Lúcia! oi Severo!).

    É demais para um coração escritor.

    O que falta é a lauda. Ai, que saudade do layout de jornal impresso me informando o número de caracteres disponíveis para meus pensamentos em devaneio. A exigência de conter-se e fazer um recorte só do melhor (se ficar grande eu corto pelo pé, dizia o Goiaba) era um antídoto para a digressão.

    Resiste ainda o fator tempo, e imagino que seja ele quem dita hoje a qualidade dos melhores escritos. Não que a abundância leve a frases perfeitas, talvez até o contrário: a pressão do deadline (fala aí, Ju Girardi) faz agir, decidir, fechar um texto. Como dizia a grande Sandra Gonçalves: não fique aí trocando seis por meia dúzia.

     

  • Espetacular! Quem tem filhos precisa dela

    "Poggle", do Barrowland Ballet
    "Poggle", do Barrowland Ballet (Foto: Brian Hartley/Divulgação)

    A Espetacular – Mostra Internacional de Artes para Crianças trouxe, a cada ano, atrações artísticas do mundo para Curitiba.  Esta 5ª edição, entre 8 e 17 de janeiro de 2021, no entanto, não é sobre trazer, mas sobre conectar: a arte, artistas e crianças - e do mundo todo!

    Serão 40 atrações de diversas linguagens, apresentadas em ambiente digital, que reunirão artistas de 21 países. Além de atrações gravadas em vídeo, algumas produzidas especialmente para a Mostra, que ficarão disponíveis durante todo período do evento, serão realizados quatro encontros ao vivo, entre 11 e 14 de janeiro. Uma atração à parte são as playlists de música, com seleções feitas por crianças e artistas para crianças pequenas, pré-adolescentes, adolescentes e para a família toda.

    Todo o evento será gratuito, traduzido para português e inglês e acessível a surdos e pessoas com deficiência auditiva (Língua Brasileira de Sinais).

    A programação pode ser acessada no site da Mostra (www.mostraespetacular.com.br) e desde o dia 04 o acesso à plataforma está disponível para o público poder conhecer em detalhes a programação, destacar seus favoritos e se organizar, para aproveitar ao máximo a experiência.

    “Nesses quatro anos a Mostra Espetacular tem ganhado corpo. O entendimento sobre o que estamos cultivando a cada edição vai se revelando ano após ano, a cada passo. Vamos transpondo obstáculos e é incrível a força que as coisas têm quando elas precisam acontecer. A Mostra está cada vez mais autêntica e única”, celebra a produtora Michele Menezes, que é diretora artística e também assina a curadoria ao lado de Bebe de Soares, da Alemanha. 

    São inúmeras pessoas, grupos artísticos, agitadores culturais, que emprestam talento e força de vontade para este encontro. Somados ao público, que abraça com carinho tudo que é proposto, criou-se uma comunidade de pessoas que ampara e cultiva a existência deste projeto com as duas mãos. “Hoje a Mostra Espetacular é uma criança de cinco anos, linda, artista, faladeira e entendemos que deveríamos aproveitar este ano atípico para transpor as barreiras geográficas, conectando crianças e artistas do mundo todo - o que não seria possível em uma edição presencial”, completa Michele, idealizadora do projeto.

    “Buscamos ideias e ações artísticas e formativas que demonstrem uma utilização do ambiente virtual de forma diferenciada e que promovam reflexões importantes, além de projetos que proponham um componente offline ao público, algo digital que provoque algo real”, completa Bebe.

    Por um lado, aquela forte experiência das artes vivas fica um pouco comprometida neste momento que vivemos. Mas, como em toda e a cada edição, também neste começo de década, a Mostra convida as pessoas a estarem juntas e a viverem experiências que ficarão na memória. Afinal, este é o DNA da Mostra Espetacular e isso não vai mudar nessa edição. Muito pelo contrário:  o isolamento vai tornar essa vivência ainda mais marcante.

    História - A Mostra Espetacular é um dos eventos artísticos para crianças mais importantes do Brasil. Nasceu em 2015, é realizada pela Pró Cult (produtora curitibana) e integra a FIBRA (Rede de Festivais Internacionais Brasileiros para Crianças e Jovens), que reúne os maiores festivais internacionais para este público do país. Esta edição está sendo realizada com o apoio do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com Incentivo da Celepar e da Maternidade Santa Brígida.

    PROGRAMAÇÃO COMPLETA

    http://bit.ly/MostraEspetacular_programacao

  • A solidariedade digital que fortalece talentos

    “Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça", essa máxima foi proferida pelo cineasta, ator e escritor Glauber Rocha, na década de 1970, relacionada ao Cinema Novo. Hoje, na Era Digital, em que muitas habilidades culturais navegam por pequenas telas de dispositivos móveis, talvez, a máxima de Rocha pudesse ser adaptada para “um tablet na mão e uma ideia na cabeça”.

     

    Com poucos recursos financeiros, muitos talentos recorrem também aos meios digitais para buscar a solidariedade alheia e realizar seus sonhos, por meio de financiamento coletivo. Esse é o caso do técnico de segurança do trabalho Jair Silva, morador de Colombo, na região metropolitana de Curitiba. Ele que, há mais de três décadas, acalenta o sonho de publicar seu primeiro livro de poemas, o “Fragilidade”, hoje, vê suas expectativas ganharem força, com a colaboração de voluntários na plataforma digital Vakinha (https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-jair-a-publicar-seu-livro).

     

    E a tendência a buscar financiamento coletivo, também chamado de crowdfunding, vem aumentando cada vez mais no Brasil. Pelo menos, é isso o que constatou uma pesquisa realizada recentemente pela CapTable, plataforma de empreendedorismo e startups. De acordo com o levantamento, o ano de 2019 registrou R$ 78,7 milhões em aportes de financiamento coletivo, um crescimento de 71%, comparado a 2018.

     

    Esse recurso é usado para realizar os mais diferentes intentos: gravação de álbuns musicais, peças de teatro, exposições de arte, entre outras modalidades culturais. No caso de Silva, o propósito de escrever um livro não é uma meta recente. Trata-se de um sonho que nasceu há 35 anos, quando  já esboçava seus primeiros poemas, inspirado pelas aulas de Língua Portuguesa da professora Sandra Poli, na região metropolitana de Curitiba. Hoje, ele batalha para realizar seu grande projeto, a publicação do livro de poemas “Fragilidade”, por crowdfunding.

     

    O autor diz que a o estímulo para os poemas vem de diferentes inspirações: “Pode ser uma imagem ou uma palavra que, às vezes, encontram o meu espírito em estado mais sensível. Essa inquietação fica martelando na mente e só termina quando consigo soltar suavemente em forma de poema”, explica seu processo criativo. Mas, em sua trajetória de vida, nem todos os versos soaram com harmonia, sendo que precisou enfrentar sérios problemas de saúde no coração, entre outros percalços. No meio desse turbilhão,  refugiava-se nas rimas de Carlos Drummond de Andrade e do amazonense Thiago de Mello, alguns de seus escritores preferidos.  O gosto pela leitura sempre foi intenso: “Lia até bula de remédio”, brinca. Infelizmente, Silva não reflete as estatísticas recentes. Segundo dados de uma pequisa orientada pelo Instituto Pró-Livro com o Itaú Cultural, o número de leitores no Brasil diminuiu de 56% para 52% nos últimos anos.

     

    Há poucos anos, o poeta reencontrou Sandra Poli, sua antiga professora de Língua Portuguesa. Descobriu que ela também já havia publicado dois livros: “Vasto Mundo” e “Gaia”, sobre viagem e culturas diversas. Ganhou coragem e decidiu que finalmente era hora de realizar seu sonho também. Da mesma forma que sua mestra, Silva conta que “Fragilidades” também transporta o público para outros mundos, porém, em uma profunda viagem literária e pessoal, que transcende a superficialidade das palavras: “A ideia é fazer o leitor enxergar a vida além daquilo que as palavras entregam. Despertar um olhar interior para ver as pequenas, mas importantes coisas que permeiam o cotidiano de maneira diferente” explica. Pelo jeito, a “ideia na cabeça”, mencionada por Glauber Rocha Rocha, Jair Silva já tem. Agora, para concretizar essa ideia, trocou a câmera por computadores, na busca do financiamento coletivo que dará força à publicação de “Fragilidades”.

     

    Serviço:

    Livro “Fragilidades”, Jair Silva

    Doações: plataforma de financiamento coletivo Vakinha

    Link: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-jair-a-publicar-seu-livro

     

     

     

     

  • "Dezembro", da Armadilha, finalmente chegou

    Além da estreia online do espetáculo no dia 04 de dezembro, o projeto irá realizar on-line uma leitura dramática do espetáculo “Clase”, do mesmo dramaturgo, no dia 18 de dezembro às 20h, e oferecerá gratuitamente à comunidade 6 oficinas. São elas: Formação e Sensibilização pelo Teatro com Diego Fortes, A iluminação cênica como elemento de linguagem com Augusto Ribeiro, Técnicas básicas de transmissão ao vivo com Alan Raffo, Criação de Solos com Ludmila Nascarella,  Elaboração e gestão de projetos culturais, com Isadora Flores e Gilmar Kaminski, Improvisação e comicidade com Fernanda Fuchs e um Bate-Papo: Cenário e cenotécnica, com Guenia Lemos e Samuel Amorim.

    O acesso para a inscrição em todas as atividades pode ser feito pelo link: https://www.sympla.com.br/a.armadilha   


    Dezembro se passa num futuro próximo, onde o Chile está travando uma guerra contra o Peru e a Bolívia. Em Santiago, na véspera de Natal, o soldado Jorge e suas irmãs, Paula e Trinidad, discutem sobre política, nacionalismo e família, pois ele deve se apresentar ao exército no dia seguinte e voltar para o campo de batalha. As irmãs, gêmeas entre elas e ambas grávidas, discordam radicalmente sobre o que ele deve fazer: fugir ou lutar. Ao longo da noite, recebem algumas visitas inusitadas, descobrem segredos entre eles e a discussão culminará na decisão de Jorge.

    Com três atores em cena: Alan Raffo, Fernanda Fuchs e Ludmila Nascarella, Dezembro é uma obra potente que trata de assuntos graves como a xenofobia, a solidariedade, a guerra e os estados de exceção. Uma comédia ácida que convida o público a invadir a intimidade desta família e a refletir sobre questões tão pungentes ao nosso presente. O texto, traduzido pelo diretor Diego Fortes, é considerado pela crítica internacional como um dos mais provocativos e relevantes do teatro latino-americano recente.


    Sobre o espetáculo, Valmir Santos, jornalista e crítico do site Teatrojornal, afirma: “Eles são o retrato bem-acabado das incongruências da família, do Estado, da propriedade e da tradição, para mixar o corte crítico que subjaz na escrita de Calderón. Contrastar a realidade histórica e produzir ironia a partir dela – a corrosão do riso – é outra das perspicácias de sua obra como um todo. A encenação de Diego Fortes enfatiza o humor para tourear a gama de informações e de ideias.”


    SERVIÇO
    Estreia online e gratuita do espetáculo DEZEMBRO, seguido de bate-papo com a equipe
    Online via Youtube
    Data estreia: 04 de dezembro às 20h
    Inscreva-se gratuitamente para receber o link da estreia e ser lembrado: 
    https://bit.ly/3kU22Pw


    Leitura dramática do texto CLASE de Guillermo Calderón
    Online via Youtube
    Data:
     18 de dezembro às 20h
    Inscreva-se para receber o link da estreia e ser lembrado: 
    https://bit.ly/395Ln9M

    OFICINAS GRATUITAS
    Oficina: Formação e sensibilização pelo teatro com Diego Fortes

    Data: 8, 9, 10 e 11 de Dezembro das 10h às 12h
    Inscrições gratuitas: 
    https://bit.ly/3fjCDxA
    Para Estudantes de teatro e demais interessados a partir de 18 anos.
    Online via Sympla Zoom

    Oficina: A iluminação cênica como elemento de linguagem com Augusto Ribeiro

    9 e 10 de Dezembro das 19h às 21h

    Inscrições gratuitas: https://bit.ly/393grGY

    Para Estudantes de artes cênicas entre 15 e 21 anos.

    Online via Sympla Zoom

    Oficina: Técnicas básicas de transmissão ao vivo com Alan Raffo

    14 e 15 de dezembro, das 19h às 21h

    Inscrições gratuitashttps://bit.ly/3kPVZf6

    Para estudantes, interessados em artes cênicas, produtores a partir de 15 anos.

    Online via Sympla Zoom

     

    Oficina: Criação de Solos com Ludmila Nascarella

    Datas: 7 e 8 de Dezembro das 20 às 22h

    Inscrições gratuitas: https://bit.ly/3fq3Tui

    Para adolescentes entre 13 e 18 anos.

    Online via Sympla Zoom

     

    Oficina: Elaboração e gestão de projetos culturais, com Isadora Flores e Gilmar Kaminski

    16 e 17 de dezembro, das 10h às 12h

    Inscrições gratuitas: https://bit.ly/35QUitk

    Para artistas, estudantes de artes cênicas e música e demais interessados em produção cultural e na elaboração de projetos culturais.

    Online via Sympla Zoom

     

    Oficina: Improvisação e comicidade com Fernanda Fuchs

    16 e 17 de dezembro, das 19h às 21h

    Inscrições gratuitas:https://bit.ly/3fmRgAm

    Para estudantes de teatro e pessoas interessadas em comédia

    Online via Sympla Zoom


    BATE-PAPO

    Bate-papo sobre “Cenário e cenotécnica”, com Guenia Lemos e Samuel Amorim

    11/12 às 20h

    Via Youtube da Armadilha - Inscreva-se para ser lembrado: https://bit.ly/2UMyh91


    O acesso para a inscrição em todas as atividades pode ser feito pelo link: https://www.sympla.com.br/a.armadilha   

     

    Sobre o diretor Diego Fortes

    Diego Fortes é ator, diretor, dramaturgo e artista docente convidado de direção da Escola SP de Teatro. Em 2001, iniciou A Armadilha, companhia pela qual realizou as peças Café Andaluz, Os Leões, Bolacha Maria, O Fantástico Coração Subterrâneo, Poses para Dormir, Dezembro, entre outras. Escreveu e dirigiu O Grande Sucesso, texto pelo qual recebeu o Prêmio Shell de Melhor Autor em 2017 e em 2018, a convite de Renato Borghi, encenou Molière, de Sabina Berman, que conta com Matheus Nachtergaele no papel-título.


    Sobre o dramaturgo Guillermo Calderón

    Nascido em Santiago do Chile, Guillermo Calderón é diretor, dramaturgo e roteirista. Escreveu Dezembro, Neva, Mateluna, Villa + Discurso, Kiss, entre outras peças. No cinema, colaborou no roteiro dos filmes Julieta se fue a los cielos, O Clube e Neruda – os dois últimos foram indicados a Melhor Filme Estrangeiro no Globo de Ouro.


    Sobre A Armadilha

    Criada em 2001, A Armadilha é uma companhia de teatro contemporâneo iniciada por Diego Fortes. Em 18 anos de trabalho, suas obras são marcadas pelo equilíbrio entre o refinamento na criação artístico e a acessibilidade de diversos públicos. Desde 2011, a companhia tem encenado textos latinos como Orinoco, de Emílio Carballido; Duas da Manhã (uma adaptação de dois textos de Lola Arias) e Poses para dormir, também de Lola Arias. Além de Dezembro, a companhia se prepara para encenar em breve o texto Clase, também de Guillermo Calderón.

     

    “PROJETO REALIZADO COM O APOIO DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA - FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA E DA PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA"

  • Teatro pelo Instagram, pode?

    (Foto: Divulgação)

    Ir ao teatro continua fora de cogitação, mas o mundo da performance cênica não parou. Inúmeras iniciativas mantêm artistas vivos nos dois sentidos da palavra, ainda que em meio a muitas dificuldades.

    Quero falar de uma experiência a que pude assistir e que tem sessão nesta quinta (17 de setembro). “Penélope”, sim, ela que fica e que espera, mas aqui não pelo regresso do marido Ulisses, como no mito de Homero. Uma mulher que retorna do estrangeiro e entra em diálogo profundo com o irmão. Surgem cobranças, acusações, necessidades de afeto e perdão.

    Uma apresentação pelo Instagram faz pensar em primeiro lugar na tecnologia envolvida. Como funciona? É live? É gravado? É interativo? Todas essas questões são satisfatoriamente respondidas nos primeiros minutos (na criação da diretora Nadja Naira em parceria com Paulo Rosa e Álvaro Antônio), quando se vê que há um primoroso desenho de luz, de telas, de entra e sai dos atores Pablito Kucarz e Uyara Torrente (da Banda Mais Bonita da Cidade). 

    Mas as surpresas de natureza técnica e estética não ofuscam o aspecto humano, a potência de um diálogo criado para os palcos mas que felizmente chega a nós ainda na pandemia.

    Longas conversas (40 minutos, aqui) lembram Godard, ou mesmo Woody Allen. Na trama, anos se passam, o que traz a estranheza da “live” que não é derrubada após os 60 minutos, e dos temas delicados que requerem uma vida para serem esgotados (se é que alguma vez o são).

    Como conectar-se a alguém verdadeiramente? E quando esse alguém é um irmão ou irmã com quem perdemos contato? Certamente requer sacrifícios (“comer um quilo de sal juntos”, ou quem sabe tecer e destecer uma mortalha que nunca termina).

    É verdade que relacionamento dá trabalho. Por isso em “Penélope” surge a acusação da fuga, algo que todo mundo que emigra escuta em um ou outro momento. Descobrir-se e conquistar o mundo pode requerer alguns abandonos. 

    Mas quem pode dizer o que é certo? Existe uma lei onde esteja escrito que é necessário ou proibido partir? Aqui entra também o tema do que é exigido das mulheres.

    Pensando a partir do texto, surge a questão da pandemia - ela que aprofunda o diálogo ou explicita conflitos. Cabe a nós escolher.

    Mas nunca é tarde para se buscar um fio solta nessa meada enosada de conflitos e ir puxando devagarinho, para se conhecer e reconhecer, abrir espaço para aceitar o outro diferente, amar.

    No fim, o perdão se mostra como única solução possível para a paz, de si e dos outros.

    Em tempo: o tema do cuidado com os pais na velhice aparece em 100% das peças a que assisti nesta pandemia (em todas as duas). A outra é “Hansel et Gretel”, que tem um trecho disponível aqui



    SERVIÇO

    “Penélope”

    Com dramaturgia da Lígia Souza e direção de Nadja Naira. No elenco, a atriz Uyara Torrente e o ator Pablito Kucarz.  

    Dia 17/09, às 20h, pelo Instagram, com bate-papo com a equipe depois.

    Ingressos disponíveis no link: https://www.sympla.com.br/penelope__977024

     

  • Uma Itália toda diversa e deliciosa

    "Como um peixe fora d´água" diverte e ensina um pouco sobre a realidade social italiana.
    "Como um peixe fora d´água" diverte e ensina um pouco sobre a realidade social italiana. (Foto: Divulgação)

    Ainda que tenha durado poucos dias, a corrida para assistir ao 8 1/2 Festa do Cinema Italiano foi a oportunidade de ver o Bel Paese pelos olhos de diferentes cineastas. 

    Em suas escolhas temáticas e de locação, foi quase possível sentir o gosto da pastasciutta das diferentes regiões, com seus ingredientes inigualáveis. Mas também foi a chance de ir além de ideias preconcebidas e verificar a existência de uma Itália muito “varia”, múltipla em suas diferenças de classe e opinião política.

    Foi o caso em “Como um peixe fora d´água” (Riccardo Milani, 2017), em que um consultor da União Europeia que defende a integração social - mas a conhece apenas na teoria - tem a oportunidade de vivenciar sua prática na região metropolitana de Roma.

    De minha parte, confesso que foi um pouco chocante ter contato com histórias como a de Davide, morto por policiais num bairro pobre de Nápoles ao ser confundido com um fugitivo. Fatos tão banais do noticiário brasileiro, que ganham corpos, rostos e cores de outra nação. Sua tragédia é retratada pelos olhos de dois garotos da mesma idade (16 anos) em “Selfie” (Agostino Ferrente, 2019). “Va visto.”

    Foi curioso tomar contato com novas verdades do país de onde veio parte de meus antepassados naquele século 19, pouco após um incêndio acometer sua vila. Quando me propus a fazer o “gran ritorno”, já às portas do século 21, meu avô me alertou: “Fazer o que lá minha filha, só tem pobreza…”. Como é subjetiva a opinião, nossas ideias formadas por um caldo de experiências pessoais e memórias transmitidas entre  gerações.

    A verdade na fronteira

    Impossível não comparar a dezena de títulos que consegui assistir com os filmes da França a que tivemos mais tempo de acesso no Festival Varilux (do cardápio de quase 50 pude  acompanhar quase 40!). Percebi (mas pode ser um recorte por demais pessoal) uma recorrência de títulos franceses em que os problemas familiares dão a tônica, com destaque para a guarda de filhos após divórcios e o relacionamento entre pais e filhos. Já na mostra italiano acabei vendo mais filmes com tema social.

    O ponto em comum nos longas franceses e italianos eram as refeições...fartas em sua divulgação das delícias da table e da tavola. Por mim ambos valem uma (duas, três) viagens só para comer.

    Confesso que meu contato com a Itália passa muito pelo estômago. Hoje já não sei como sobreviveria no maravilhoso mundo de tortellini e rigatoni, agora que sou, como a personagem elitista do longa de Milani, celíaca.

    Mas posso salivar ao ver um filme bem saboroso ou conhecer à distância essa incrível invenção que é a Academia do Tiramisù, braço cultural da Tiramisù World Cup. Criada em Treviso, no Vêneto, a instituição sem fins lucrativos busca resguardar a cultura gastronômica desse doce que leva queijo mascarpone e café, e que promove essa curiosa competição tão específica e divertida. No Brasil, infelizmente, o calendário ainda está indefinido por conta da pandemia.

    Acompanhe tudo lá:

    Tiramisù World Cup 2020 - https://tiramisuworldcup.com

  • Espetáculo alcança presidiárias e asilos

    (Foto: Luísa Bonin)

    O espetáculo visto por mais de 27 mil pessoas rendeu à atriz Nena Inoue o Prêmio Shell 2019 de Melhor Atriz no Rio de Janeiro, além do Troféu Gralha Azul de Melhor Atriz em 2017, no Paraná. Agora em versão on-line, gratuita e com tradução em Libras, a obra alcança um público ainda maior e inclui debates e oficinas abertas para o público.

    A atriz Nena Inoue fará uma temporada online com 15 exibições do espetáculo “Para Não Morrer”, sendo 5 abertas e gratuitas para o público nos dias 3, 4, 5, 11 e 12 de setembro às 20h, e 10 fechadas e exclusivas para entidades e coletivos de apoio à mulheres, instituições, movimentos sociais, associações de professores e de classe, além do público feminino que se encontra em isolamento social mesmo antes da pandemia, como presidiárias e idosas em asilos. Todas as exibições online possuem tradução em Libras e serão seguidas de um debate ao-vivo com o público a partir da obra apresentada, também com tradução simultânea em Libras. As apresentações serão transmitidas diretamente do Ave Lola - Espaço de Criação.

    As 5 apresentações abertas serão exibidas nas páginas do Espaço Cênico e dos parceiros Brasil de Fato Paraná, MST Nacional, Bicicletaria Cultural e Mães pela Diversidade. E para quem quiser se inscrever e receber o link da exibição e debate por e-mail momentos antes da exibição, basta fazer uma inscrição simples e gratuita pela plataforma: https://bit.ly/32tW6Wn 

    Dentro do contexto da pandemia, a atriz e produtora cultural Nena Inoue trabalhou para que todas as mudanças necessárias fossem feitas e adaptou o projeto para cumprir temporada on-line respeitando o distanciamento social: “Neste momento pandêmico, em que os trabalhadores da cultura se encontram impedidos de trabalhar e temos milhões de artistas e técnicos desempregados no Brasil, me propus a atuar da forma possível e, respeitando o isolamento social, a forma de seguir e levar nosso teatro ao público neste momento é via on-line, então se assim é, assim será. Consegui também manter a proposta de trabalho inicial e levar este trabalho a comunidades menos favorecidas, incluindo mais profissionais ao projeto - como registros de vídeo, transmissões, além de locação de um espaço teatral parceiro (o Ave Lola) - estamos nos movendo e criando caminhos para continuar, possibilitando trabalho e remuneração aos nossos profissionais do teatro”, afirma a artista. 

    Em cena e online, Nena se transforma numa mulher ancestral e onipresente, que se apropria da palavra e traz à memória várias personagens históricas: mulheres negras, indígenas, guerrilheiras, mães, avós, filhas, de diferentes épocas e lugares que foram violentadas, torturadas, assassinadas e esquecidas.

    A obra está em cartaz desde 2017 e já foi assistida por mais de 27 mil pessoas. Sobre o espetáculo, o crítico teatral do jornal “O Globo”, Patrick Pessoa, escreveu: “Nena Inoue transforma luto em luta... espetáculo para não perder”. O solo conta com dramaturgia de Francisco Mallmann a partir da obra “Mulheres”, do uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015). A encenação concebida por Nena, tem direção de texto de Babaya e apresenta temáticas femininas e feministas atreladas a questões histórico-políticas, especialmente da América Latina.

    O projeto foi adaptado para que as apresentações online e debates ofereçam uma experiência enriquecedora para o público e foi produzida de forma segura para artistas e técnicos, seguindo todos os protocolos de segurança de saúde para a gravação do espetáculo.

    Além das 5 apresentações abertas e das 10 apresentações fechadas para instituições parceiras, o projeto prevê debates posteriores às exibições do espetáculo - que se transformarão em uma série de podcasts - além de 11 Oficinas de Iniciação Teatral, direcionadas gratuitamente ao público que assistir ao espetáculo, que acontecerão de forma on-line, no decorrer de setembro e outubro.  

    Lembrando que 5 de todas as exibições online são gratuitas e abertas, e podem ser assistidas nas páginas do Espaço Cênico (03/09) e nas páginas dos parceiros Brasil de Fato Paraná (04/09), MST Nacional (05/09), Mães pela Diversidade (11/09) e Bicicletaria Cultural (12/09).  E para que o público interessado possa se programar e ser avisado na data e horário da exibição, é necessário o cadastro gratuito no link: https://bit.ly/32tW6Wn 

    Serviço:

    Exibições online, gratuitas e com tradução em Libras do espetáculo “Para Não Morrer”, seguidas de debate com o público. 

    Exibições GRATUITAS e abertas nos dias 03, 04, 05, 11 e 12 de setembro às 20h. 
    Inscrição online e gratuita via site: https://bit.ly/32tW6Wn  

    Também é possível assistir as exibições nas páginas:
    03/09: Espaço Cênico - https://www.facebook.com/espacocenicocuritiba/
    04/09: Jornal Brasil de Fato Paraná - https://www.facebook.com/BDFPR/
    05/09: MST Nacional - https://www.facebook.com/MovimentoSemTerra/
    11/09: Mães pela Diversidade - https://www.facebook.com/MaespelaDiversidade/
    12/09: Bicicletaria Cultural - https://www.facebook.com/bicicletariacultural/

    As exibições GRATUITAS e fechadas para parceiros acontecerão nos dias: 
    28/08 e 6, 7, 10, 12, 13, 14, 16, 18, 19/09.

  • Ciclo de leituras pela web repensa a arte no espaço público

    Cisco da Arte no Olho da Rua: tensões entre espaço público e apropriação poética” é um evento de pesquisa ligado à Faculdade de Artes do Paraná (UNESPAR Curitiba II), no qual, durante oito semanas, serão realizados encontros de leitura de textos selecionados no intuito de contemplar conceitos basilares do pensamento sobre a relação arte-cidade, especialmente no que se refere à intervenção urbana em arte.

    O ciclo será realizado virtualmente entre 16 de setembro e 14 de novembro de 2020, sempre às quartas-feiras, das 10 às 12 horas (horário de Brasília), pela plataforma Jitsi.

    Os encontros ocorrerão através do aplicativo Jitsi e serão conduzidos por Diego Baffi (docente artes cênicas FAP/UNESPAR) e por Gabriela Bortolozzo (doutoranda geografia UFPR). Ambos são integrantes da quandonde intervenções urbanas em arte, sediada em Curitiba (PR).

    O evento é aberto a acadêmicos, artistas e curiosos no tema e espera atrair participantes do Brasil e de outros países de língua portuguesa, como Angola e Portugal. Por tratar-se de um evento de pesquisa, todos aqueles que se inscreverem com antecedência receberão comprovantes da carga horária em que participarem.

    Serviço:

    O que? Ciclo de leituras Cisco da Arte no Olho da Rua: tensões entre espaço público e apropriação poética

    Quando? 16 de setembro a 14 de novembro de 2020, às quartas-feiras das 10h às 12h.

    Onde? plataforma (online e gratuita) Jitsi

    Inscrições e outras informações em https://www.quandonde.com.br/ciclodeleituras

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