• Dia Mundial do Livro

    Escola de Curitiba inspira a leitura e envolve influenciadores em ação social

    Escola de Curitiba inspira a leitura e envolve influenciadores em ação social
    Ação realizada na Livraria da Vila, em Curitiba. (Foto: Miguel Verzignassi)

    Criar métodos pedagógicos de incentivo à leitura é desafiador para as escolas. Apresentar os livros aos alunos e estimulá-los a vivenciar as múltiplas experiências que a prática de ler oferece requer propostas inspiradoras. O Colégio Amplação, localizado no bairro Neoville, em Curitiba, foi buscar no universo digital a inspiração para formar novos leitores.

    A diretora pedagógica da instituição de ensino, Gisele Mantovani Pinheiro destaca que as tecnologias estão inseridas na educação atual. “É necessário compartilhar essas inovações para promover o conhecimento e tornar os estudantes mais colaborativos, instigantes, protagonistas e participativos. E ampliar a prática da leitura está entre nossos projetos”, sublinha.

    Influenciadores
    Para aproveitar o Dia Mundial do Livro (23 de abril), o Colégio Amplação convidou os principais influenciadores locais para fazer um vídeo contando qual livro leram na infância e que os inspirou a serem os adultos de hoje. O cenário não poderia ser mais adequado: uma livraria.

    Participaram da ação os influenciadores: Beto Madalosso, Guilherme Krauss, Fabbi Cunha, Marcus Yabe, Ana Cláudia Michelin, Jean Sigel, Gabi Mahamud, Mariana Smolka e Auro Ottoni.

    Os influenciadores postaram os vídeos em suas redes sociais. O post que obteve o maior número de curtidas foi de Auro Ottoni, que ganhou 500 livros do escritor Augusto Cury, criador da Escola da Inteligência, para doar a instituições de sua preferência.

    Prática inovadora
    Gisele Pinheiro ressalta que a ação desenvolvida com os influenciadores digitais vem ao encontro da proposta de educação transformadora adotada pelo Colégio Amplação, que promove práticas pedagógicas inovadoras. Exemplo é o ambiente Detox Digital. Este projeto iniciou em 2017 com a intenção de instigar o mundo da leitura de uma forma diferente, e já registrou a participação de 2.600 alunos.

    “O Detox Digital é um espaço físico aconchegante, com tomadas e carregadores de celulares e tablets. Enquanto o aluno espera seus aparelhos carregarem eles são convidados a lerem um livro. O acervo foi formatado levando em conta a idade e o interesse do estudante. A experiência também é comentada em sala de aula. O resultado tem sido gratificante”, acentua a diretora pedagógica.

    Acesse os links abaixo para visualizar os vídeos inspiradores dos influenciadores:

    Marcus Yabe - https://vimeo.com/331993907

    Beto Madalosso - https://vimeo.com/331989611

    Ana Cláudia Michelin - https://vimeo.com/331992313

    Fabbi Cunha - https://vimeo.com/331996742

    Gabi Mahamud - https://vimeo.com/332000263

    Guilherme Krauss - https://vimeo.com/331999083

    Auro Ottoni - https://vimeo.com/331992989

    Jean Sigel - https://vimeo.com/331990794

    Mariana Smolka - https://vimeo.com/331997896

    Fonte: Assessoria de Imprensa Amplação

  • Educação inclusiva

    Entrevista: trajetórias de estudantes cegos e práticas escolares inclusivas

    Entrevista: trajetórias de estudantes cegos e práticas escolares inclusivas
    Luciane Molina durante a sua defesa de mestrado na Universidade de Taubaté. (Foto: Arquivo pessoal)

    Com o tema “Trajetórias de Estudantes Cegos e as Práticas Escolares Inclusivas”, a mestre em Educação, Luciane Maria Molina Barbosa, defendeu pela Universidade de Taubaté (Unitau) a sua dissertação de mestrado pelo Programa de Pós-graduação em Educação e em Desenvolvimento Humano: Formação, Políticas e Práticas Sociais. Luciane fez uma análise descrevendo os entraves e conquistas da escola inclusiva sob a percepção de seis estudantes cegos nos seus processos formativos da Educação Básica ao Ensino Superior. A pesquisa é uma importante colaboração na área de educação inclusiva de pessoas com deficiência visual, principalmente se considerarmos a trajetória acadêmica e profissional de Luciane.

    Luciane nasceu com baixa visão e foi alfabetizada usando recurso de letras ampliadas. Aos 13 anos, sua visão piorou e ela precisou aprender pelo sistema Braille. Passou por diversas dificuldades para estudar, desde a Educação Básica até a sua formação superior em Pedagogia. No entanto as dificuldades não foram empecilho para ela alcançar êxito tanto nos estudos como na sua carreira profissional. Luciane é referência na educação especial inclusiva e na formação de professores da educação básica, além de atuar na área de políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso de Caraguatatuba. Atualmente é consultora em Audiodescrição e tutora eletrônica de disciplinas pedagógicas dos cursos de Licenciatura no Núcleo de Educação a Distância da Universidade de Taubaté - UNITAU.

    Em entrevista concedida com exclusividade ao Portal Bem Paraná, blog Tic Tag Comunicação & Educação Acessíveis, Luciane conta sobre as motivações que a levaram a escolher o tema da sua dissertação, voltada à educação inclusiva, assim como a sua própria experiência de vida como aluna com deficiência visual em um curso superior. Luciane ainda faz uma análise do que ela tem percebido de avanço na educação inclusiva, desde que se formou em Pedagogia, assim como o que realmente falta a ser feito para que os cursos na Educação Superior sejam acessíveis. Por fim, avalia a Audiodescrição como recurso de acessibilidade no processo de ensino-aprendizagem. 

    Confira a entrevista com Luciane Molina: 

    O que te motivou a escolher este tema para a sua pesquisa?
    A educação inclusiva sempre esteve presente no meu percurso formativo. Como aluna, tive que vivenciar situações de pertencimento à escola inclusiva por meio de adaptações, de acesso a recursos e a práticas escolares que pudessem ser mais adequadas à minha condição visual, que percorreu nuances da baixa visão a cegueira. Para isso, sempre contei com apoio familiar. As justificativas vão muito além das questões de ordem pessoal; perpassam esse aspecto para adentrarem ao campo profissional e social. Profissional porque o mercado de trabalho exige uma formação sólida e bem sedimentada. Nesse ponto a Universidade se insere como local em que se dá esse alargamento de fronteiras por meio do conhecimento. Por fim, o aspecto social tem como princípio as relações que se estabelecem de acolhimento, respeito e reconhecimento da diversidade. 

    O que você quis comprovar com a sua pesquisa?
    Quis comprovar de que forma as práticas escolares inclusivas, na perspectiva do estudante cego, influenciam para o sucesso e a conquista aos níveis mais elevados de ensino. Por isso, todos os entrevistados, sujeitos da pesquisa, foram escolhidos de modo que já tivessem vivenciado, em algum momento da formação, o percurso no Ensino Superior, seja como egresso, aluno ou evadido.

    Quais os resultados que você chegou por meio da sua pesquisa?
    Verificou-se que a trajetória desses estudantes apresenta elementos facilitadores e dificultadores quanto à aprendizagem escolar, relacionados aos materiais usados pelos professores e pelas escolas que estudaram a postura do professor durante as aulas; a existência ou não de algum acompanhante para o aluno; os mecanismos de avaliação e a forma da Instituição de Ensino compreender o trabalho com a diversidade. A maioria dos sujeitos afirmou que percebe pouca mudança nas formas de gestão de sala de aula, considerando a inclusão, se comparado todo o seu percurso escolar. Apontam como possibilidades de avanço uma postura mais ativa do docente em compreender a diversidade e de conhecer as peculiaridades de cada aluno, por meio do diálogo e da abertura ao novo.

    Quais as dificuldades que você passou na sua graduação?
    A graduação, sem dúvidas, foi um dos períodos mais complexos e dolorosos na minha formação. O distanciamento entre teoria e prática foi muito evidenciado pela ausência de práticas inclusivas para atender às necessidades da minha condição visual. Eu não recebi material adaptado, na época eu já lia e escrevia em Braille e só ganhei meu primeiro notebook, no último ano da licenciatura, em 2005. Mas não foi apenas a ausência de material o aspecto dificultado. Os entraves também estavam nos apontamentos dos professores em sala de aula, sem descrição dos gestos e conteúdos inacessíveis; na escolha das estratégias e recursos como filmes legendados, por exemplo. Para as avaliações, nas provas eu precisava sempre ditar as respostas que eram escritas por minha mãe. E por falar nela, que já era professora de Artes, há quase duas décadas, foi quem me acompanhou dentro de sala de aula durante os anos do curso de Magistério e, também na graduação. Voltou à academia como aluna, ao mesmo tempo em que foi minha colega de turma.

    Como ocorreu este grande apoio da sua mãe durante as aulas?
    Minha mãe era quem ditava toda a matéria que era escrita no quadro. Ela audiodescrevia todos os apontamentos feitos pelos professores e também todos os elementos imagéticos presentes em sala de aula, até mesmo as expressões de desânimo ou de euforia dos alunos, as vestimentas, o cenário e a organização dos espaços físicos. Ela também transcrevia meus trabalhos escritos em Braille para tinta, era minha escriba nas avaliações e minha dupla inseparável. Em casa, adaptava alguns materiais, gravando em áudio os livros da bibliografia do curso, em um gravador para que eu pudesse acessar o conteúdo no meu tempo. A minha conquista pela  autonomia sempre foi o maior objetivo dela. Foi pelos olhos dela que superei toda falta de acessibilidade encontrada no Ensino Superior. Apesar disso, encontrei professores empenhados, que tentavam dialogar, mas que não conseguiam, sozinhos, ultrapassar as barreiras impostas pelo sistema. Talvez fossem tão excluídos quanto eu. Hoje, orgulho-me de ter me tornado colega de profissão desses professores, porque ainda espero que juntos, consigamos transformar os mecanismos de exclusão em práticas mais favoráveis e inclusivas, com enfoque no pertencimento da pessoa com deficiência ao grupo maior.

    De lá para cá quanto tempo passou? Você acha que houve algum avanço ou muito pouco?
    Concluí o ensino superior em 2005. De lá para cá já são quase 14 anos. Com relação aos avanços, eles aconteceram mais na direção do impacto que as novas tecnologias tiveram na vida da pessoa com deficiência, como a popularização dos notebooks, dispositivos móveis e softwares leitores de tela. Os aplicativos acrescentam aos espaços físicos ou virtuais, do ensino presencial ou da educação a distância, respectivamente, um ganho qualitativo para o acesso a informação. Esse acesso representa, para a pessoa cega, por exemplo, a ruptura do abismo entre os seus alcances e os seus limites, a superação do mecanismo de exclusão reprodutora de desigualdades.

    A tecnologia existente hoje pode ser considerada suficiente?
    Essa tecnologia toda ainda não é suficiente, pois é subutilizada em sala de aula pelos professores, da Educação Básica ao Ensino Superior. O despreparo e desconhecimento de muitos professores sobre os aspectos da deficiência visual e sobre o uso desse aparato tecnológico faz com que os mesmos mecanismos de exclusão de 14 anos atrás sejam ainda hoje reproduzidos no interior das universidades. As queixas mais comuns estão na falta da audiodescrição de figuras, nos filmes legendados, no acesso aos materiais impressos, cujas adaptações ficam a cargo do próprio aluno e familiares, na valorização da oralidade nos processos avaliativos, no despreparo e na falta de diálogo dos professores. Os alunos apontam não receberem suporte da instituição para suas necessidades, embora algumas iniciativas isoladas tenham acontecido, como a disponibilidade de um monitor e a prova do vestibular em formato braille ou digital. 

    O que falta na Educação Superior para realmente incluir o aluno com deficiência visual?
    Falta um ambiente inclusivo, com elementos favoráveis ao desenvolvimento acadêmico dos estudantes com deficiência visual, como audiodescrição, tecnologias, formação continuada dos professores e a concepção da educação inclusiva por meio do princípio dialógico ativo; que o professor possa buscar, por meio do diálogo as melhores soluções de acessibilidade. Falta material adaptado, processo avaliativo flexibilizado, clareza sobre as potencialidades do aluno com deficiência e muito bom senso para as escolhas que sejam mais coerentes ao bom atendimento desses estudantes. Por fim, é preciso que o aluno com deficiência saia da condição de objeto de estudo para ser visto como sujeito do próprio processo de inclusão no Ensino Superior, alcançando níveis mais elevados de ensino.

    Como você acredita que a Audiodescrição pode ser inclusa no Educação Superior?
    A audiodescrição deve fazer parte de todos os cenários e espaços em que exista a presença de pessoas com deficiência. O próprio professor pode fazer uso dessa ferramenta como verbalizar, por meio da audiodescrição, os seus gestos, apontamentos, escritas no quadro, figuras, gráficos, tabelas e textos projetados em datashow; na escolha de materiais audiovisuais com audiodescrição; outros profissionais podem usar a audiodescrição para descreverem os elementos imagéticos do material didático, os recados nos murais, as feiras  e exposições, até mesmo para acompanhar os alunos em congressos, seminários, e eventos acadêmicos que necessitem da visualidade para a apropriação dos conceitos. A audiodescrição é recurso indispensável para o pertencimento da pessoa com deficiência ao espaço acadêmico, sem que precise eliminar a visualidade ali presente. É uma rica oportunidade de aperfeiçoar as práticas inclusivas, mostrando que todos podem conviver e aprender no mesmo espaço, cujas relações também dependem dos estilos de aprendizagem e a necessidade da audiodescrição nada mais é do que uma maneira de personalizar o ensino.

    Quais os indicadores que sua pesquisa levantou para qualificar o processo de inclusão no Ensino Superior?
    No sentido dos professores corroborarem na propositura de ações mais coerentes e fundamentadas no princípio da dialogicidade, do pertencimento e do conforto que se busca ao atender as diferentes dimensões de acessibilidade para os estudantes com deficiência visual, elenquei na minha pesquisa os seguintes indicadores:

    • Disponibilização antecipada de materiais em formato acessível, em Braille ou no formato digital, conforme solicitado pelos estudantes;
    • Descrever os apontamentos no quadro, as figuras e textos dos slides;
    • Verbalizar os gestos que sejam relevantes ao entendimento do que está sendo mostrado ou apontado;
    • Encontrar soluções concretas para demonstrar conceitos abstratos ou mostrados em ilustrações;
    • Informar os avisos nos murais;
    • Substituir vídeos legendados e materiais inacessíveis por outros, com o mesmo teor conceitual;
    • Disponibilizar tempo adicional, se necessário para a realização das avaliações ou entrega de trabalhos;
    • Permitir a gravação das suas aulas, em mídias que permitam a transcrição;
    • Dialogar sempre, buscando compreender às necessidades dos estudantes para minimizar o impacto social da deficiência visual.

    Saiba mais sobre Luciane Molina:

    Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5778300198160920
    Facebook: facebook.com/braillu
    Twitter: http://twitter.com/@braillu
    Youtube: https://www.youtube.com/user/BrailluMais

  • Cinema

    Dumbo e Capitã Marvel com Libras e Audiodescrição

    Dumbo e Capitã Marvel com Libras e Audiodescrição
    Trecho do filme Dumbo, com sessão acessível às 13h30 e às 18h10, até terça, dia 23. (Foto: Divulgação)

    Feriado chegando e para quem vai ficar em Curitiba uma boa pedida é pegar um cineminha. E para quem tem deficiência auditiva ou visual, dois filmes do Cineplus do Shopping Jardim das Américas estão acessíveis. De hoje (quinta, 18) até o dia 23 de abril (terça-feira) a sala 2 apresenta com audiodescrição e LIBRAS os filmes Dumbo com sessões às 13h30 e 18h10 e Capitã Marvel, às 15h45 e 20h30. O Cineplus fica na Avenida Nossa Senhora de Lourdes, 63, no Jardim das Américas.

    O Cineplus do Shopping Jardim das Américas, em Curitiba (PR), foi a primeira sala de cinema do Brasil com equipamentos de acessibilidade, possibilitando a exibição de filmes para pessoas com deficiência visual e auditiva. O público com necessidades especiais já pode conferir os lançamentos da telona, graças a uma parceria com a empresa de equipamentos de tradução simultânea Riole, com sede em Colombo (PR), e com 35 anos de atuação no mercado.

    “Nos dá muito orgulho saber que já proporcionamos momentos únicos de diversão e cultura a pessoas que foram ao cinema pela primeira vez e nós esperamos revê-los mais vezes. Mesmo a Ancine tendo prorrogado o prazo para os exibidores de cinema se adaptarem, esperamos que a entrega acessível continue sendo feita para continuarmos proporcionando aos nossos clientes uma experiência única, colaborando com a inclusão social”, conta a sócia do Cineplus, Marina Pastre.  

    O acesso à tecnologia é individual e deve ser solicitado pelo cliente logo na bilheteria, na compra do ingresso. Para clientes com deficiência visual o equipamento vem com um fone de ouvido que narra tanto a fala quanto as expressões e cenários em tempo real, junto com um aparelho que regula o volume. Para clientes com deficiência auditiva, é fornecido uma pequena tela para ser encaixada no porta-copos da sala, em que aparece uma pessoa fazendo os sinais de libras, isso sem interferir na exibição aos demais espectadores.

    Sobre os filmes acessíveis:

    Dumbo
    Holt Farrier (Colin Farrell) é uma ex-estrela de circo que retorna da guerra e encontra seu mundo virado de cabeça para baixo. O circo em que trabalhava está passando por grandes dificuldades, e ele fica encarregado de cuidar de um elefante recém-nascido, cujas orelhas gigantes fazem dele motivo de piada. No entanto, os filhos de Holt descobrem que o pequeno elefante é capaz de uma façanha enorme. 112 minutos. Elenco: Colin Farrell, Danny DeVito, Eva Green.

    Capitã Marvel
    Aventura sobre Carol Danvers, uma agente da CIA que tem contato com uma raça alienígena e ganha poderes sobre-humanos. Entre os seus poderes estão uma força fora do comum e a habilidade de voar. 128 minutos. Elenco: Brie Larson, Jude Law, Samuel L. Jackson

    Fonte: com informações da Assessoria de Imprensa Cineplus Jardim das Américas

  • Inclusão

    Senac EAD lança curso sobre estratégias de RH para a inclusão de pessoas com deficiência

    Senac EAD lança curso sobre estratégias de RH para a inclusão de pessoas com deficiência
    O curso do Senac EAD O Papel do Profissional de RH na Inclusão de Pessoas com Deficiência pertence ao projeto Inclusão com Competência (Foto: Divulgação)

    Com o objetivo de preparar profissionais que atuam na área de RH a consolidar o processo de inclusão e, consequentemente, promover melhoria da ambiência para pessoas com deficiência nas empresas, o Senac EAD lança o curso O Papel do Profissional de RH na Inclusão de Pessoas com Deficiência. O conteúdo aborda estratégias de recrutamento, seleção, integração, capacitação, avaliação de desempenho e retenção de profissionais, e orienta, principalmente, como atender funcionários que se encaixam nesse perfil da forma adequada durante o processo de integração.

    Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45,6 milhões de pessoas (23,9% da população) declararam, no último censo, ter pelo menos um tipo de deficiência – visual, auditiva, motora ou intelectual. E a legislação do país, por meio da Lei nº 8.213/9, assegura que as empresas com mais de 100 funcionários incluam em seu quadro profissionais com deficiência.

    “Além de proporcionar o acolhimento desse profissional, é fundamental que a equipe de gestão de pessoas consiga promover, de fato, a ideia de pertencimento do funcionário em seu espaço de trabalho. Queremos contribuir o máximo possível para incentivar esse movimento de conscientização para a inclusão”, afirma Camila Bittencourt, analista de educação inclusiva no Senac EAD.

    Segundo ela, empregadores que mantêm profissionais com deficiência em seu quadro costumam relatar uma série de benefícios desse processo de inclusão no ambiente de trabalho. “É importante que as empresas observem o quanto essa inserção promove maior união e empatia entre os membros da equipe. Além disso, essa iniciativa desperta um novo olhar sobre a diversidade e quanto à importância dessa causa”, destaca Camila.

    O curso do Senac EAD O Papel do Profissional de RH na Inclusão de Pessoas com Deficiência pertence ao projeto Inclusão com Competência, realizado pela instituição. A ação contempla o lançamento de outros títulos no segundo semestre deste ano, entre eles Educação Inclusiva: Altas Habilidades e SuperdotaçãoEducação Inclusiva: Práticas Pedagógicas para Alunos com Deficiência; e Tecnologia Assistiva Aplicada na Educação.

    Sobre o Senac EAD

    Com mais de 70 anos de atuação em educação profissional, o Senac foi pioneiro no ensino a distância no Brasil. A primeira experiência nesta modalidade se deu em 1947 com a Universidade do Ar, em parceria com o Sesc, que ministrava cursos por meio do rádio.

    A partir de 2013, com o lançamento da rede Senac EAD, a instituição ampliou a sua atuação em todo o país. Hoje, oferece um amplo portfólio de cursos livres, técnicos, de graduação, pós-graduação e extensão universitária a distância, atendendo todo o Brasil e apoiados por mais de 340 polos presenciais para avaliações de cursos de pós-graduação e mais de 300 para graduação.

    Acesse a programação de cursos livres do Senac EAD em https://www.ead.senac.br/cursos-livres e o portfólio completo de cursos a distância da instituição em www.ead.senac.br.

    Serviço:

    O Papel do Profissional de RH na Inclusão de Pessoas com Deficiência – Senac EAD

    Carga horária: 44 horas

    Investimento: R$ 130 – 5 x de R$ 26 no cartão de crédito ou à vista no boleto ou cartão.

     

    Abril/2019

  • Festival de Curitiba

    Audiodescrição: formação de plateia urgente em Curitiba

    Audiodescrição: formação de plateia urgente em Curitiba
    Grupo de atores com pessoas com deficiência e audiodescritores, logo após a peça. (Foto: (Arquivio: Livia Motta))

    Continuando a divulgar o que tivemos de Audiodescrição no Festival de Curitiba. No último dia de Festival, 7 de abril, fui assistir à peça “A Palavra Escrita do Muro”. O espetáculo teve audiodescrição de Livia Motta, da Ver com Palavras e apoio Riole. Mesmo com divulgação nos grupos de whatsapp sobre Audiodescrição, tivemos apenas duas pessoas com deficiência visual, uma idosa e três audiodescritoras.

    Conversando com Livia Motta, me senti responsável e compartilho a responsabilidade com outros audiodescritores em Curitiba. É preciso, acima de tudo, pensarmos melhor na formação de plateia. Nos juntar para levar mais pessoas com deficiência visual, além de idosos e outros grupos que se beneficiam da Audiodescrição. Nesses grupos incluem pessoas com autismo, deficiência intelectual e déficit de atenção. Além disso, é preciso, sim, prestigiar nossos colegas, colaborar para o crescimento do outro. Pela razão que não devemos pensar na nossa categoria, ainda não regulamentada, como concorrentes, mas pensar na essência do porque estamos realizando este trabalho de inclusão.

    O resultado dessa união só irá melhorar a qualidade da Audiodescrição. Por consequência, teremos mais produtoras interessadas em levar acessibilidade para os espetáculos. Teremos, como consequência, mais público, mais pessoas se beneficiando desse recurso de comunicação imagética, que veio para incluir pessoas, que estavam à margem dos eventos culturais em nossa cidade.

    Hellen Mieko Hamada, umas das pessoas com deficiência que acompanhou a peça com Audiodescrição, concorda que é preciso formar público em Curitiba. “Divulgo entre meus colegas, mas precisamos trazer mais pessoas com deficiência no teatro. Infelizmente, são poucas as pessoas que vêm e sempre encontramos as mesmas. Precisamos pensar numa forma melhor de atrair esse público”, diz.  Hellen é uma consumidora de cultura, participou de vários espetáculos do Festival de Curitiba, com e sem audiodescrição. Com o recurso assistiu mais duas peças:  “Tistu, o Menino do Dedo Verde” e “Dogville”. Para ela, a Audiodescrição permite ver detalhes das cenas e do cenário. “Tenho certeza que tive um melhor entendimento. Com esse recurso pude ter acesso inteiro aos espetáculos”.

    Sobre a peça
    “A Palavra Escrita no Muro” aconteceu na Basement Cultural, aberto em agosto de 2017. O Basement, vizinho do Cemitério Municipal, Praça do Gaúcho e Bar do Pudim, é uma mistura de bar, casa de shows, balada e espaço cultural. A peça trata sobre moradores de um prédio tem a vida alterada depois que alguém, não se sabe quem, picha uma palavra incompreensível no muro da frente. Logo, pinta-se o muro, mas a palavra volta. Pinta-se o muro de novo e a palavra volta. Com isso, o condomínio fica famoso e um cineasta decide registrar tudo em um documentário.

    Ficha Técnica
    Companhia Em Jornada. Direção: Maria Carolina Dressler. Companhia: Alexandra Deitos, Andréia Paiva, Daniel Ramos, Flavio Cafiero, Isa Santos, Maria Carolina Dressler, Michelle Paim, Raoni Reis.

    #pracegover Fotografia colorida do grupo de atores com pessoas com deficiência e audiodescritores, logo após a peça. Da esquerda para direita: Andréia Paiva, Joselba Fonseca, Terezinha Aparecida, Livia Motta, Brisa Teixeira, Michelle Paim, Maria Lucia, Daniel Fernandes e Hellen Mieko Hamada, na frente do palco do Basement Cultural. (Audiodescrição e foto tirada do Facebook de Livia Motta).

  • Confraternização: 20 anos do IBDA

    Confraternização: 20 anos do IBDA

    Na noite de hoje, 5 de abril, a partir das 18h, o Instituto Brasileiro das Pessoas com Deficiência em Ação, o IBDA, comemora em grande estilo os seus 20 anos de fundação. Neste dia em clima de confraternização o IBDA receberá os seus maiores talentos artísticos, seguidos de momentos descontraídos, acompanhado por um variado cardápio de comidinhas gostosas. O local será na Rua Brigadeiro Franco, 2190 (próximo ao Shopping Curitiba). 

    Entre as atrações, farão parte dessa festa: a cantora Gaby Vieira, o Grupo Música Tátil, o violinista Luiz Amorim e o multi-instrumentista Audrim Lima. 
    Para saber mais sobre o IBDA, acesse a página do Facebook https://www.facebook.com/events/348048215806866/?ti=cl 

    O valor do convite é R$ 35 e pode ser adquirido pelo telefone 41-99728-1756 com Luiz Amorim. 

  • Autimo

    2 de abril: Dia Mundial da Conscientização do Transtorno do Aspecto Autista

    2 de abril: Dia Mundial da Conscientização do Transtorno do Aspecto Autista
    Prefeito Rafael Greca com a secretária da Educação, Maria Silvia Winkeler, no I Seminário UPPA/SME Autismo e Inclusão - no Salão de Atos do Parque Barigui. (Foto: Pedro Ribas/SMCS)

    Dia 2 de abril, assim como durante todo o mês, serão reforçadas as ações para a população compreender e se conscientizar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O Dia Mundial da Conscientização do TEA, celebrado dia 2 de abril, ocorre desde que foi referendado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em novembro de 2007.

    Uma série de atividades estão programadas, esta semana, pela prefeitura de Curitiba com a proposta de incentivar a compreensão do Espectro Autista e, consequentemente, entender a importância da inserção dos indivíduos na sociedade. Sessão de cinema, exposição fotográfica, piquenique, baile, oficinas de música e skate, atividades esportivas, palestras e seminários serão realizados por dez instituições dedicadas ao assunto na cidade, entre escolas, clínicas e associações de pais. A programação fecha no dia 7 (domingo), às 14h30, com a “Caminhada pelo Autismo”, a ser realizada no Parque Barigui, próximo ao Centro de Eventos.

    Confira a programação completa no site da Prefeitura http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/prefeitura-promove-semana-de-conscientizacao-sobre-o-autismo/49766

    O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é a deficiência que mais afeta o neurodesenvolvimento em crianças. Os indicadores norte-americanos têm apontado um aumento na prevalência de casos, passando de 1 em cada 166 pessoas em 2002 para 1 em cada 59 pessoas em 2018. “Esses dados refletem a necessidade de se investir não apenas em pesquisas para descobrir suas causas, mas também em tratamentos que reduzam os sintomas”, salienta a psicóloga do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE), especializada em TEA, Giulianna Kume.

    O CERNE também destaca a importância do atendimento precoce do transtorno e elenca 4 mitos que atrapalham o tratamento do autismo. Com isso deseja contribuir para desfazer mitos que dificultam a identificação do espectro autista e seu tratamento.

    Portanto, vamos desfazer esses 4 mitos:

    1) O comportamento do autista é imutável.
    Errado. O TEA é caracterizado por um déficit na comunicação e interação social, além de apresentar comportamentos restritos. Essas dificuldades afetam não apenas a plena participação da pessoa na sociedade, mas sobretudo o processo de aprendizagem. Atualmente, têm sido ofertados diversos tipos de terapias e tratamentos para minimizar o impacto do TEA na vida dos indivíduos.

    2) Não há comprovação científica para o tratamento do autismo.
    Errado. A análise do comportamento aplicada (ABA) tem sido a terapia mais indicada e com maior comprovação científica de eficácia no tratamento do TEA. Ela consiste na aplicação dos princípios da Ciência na análise do comportamento em contextos de intervenção social. Utiliza-se de procedimentos para aumentar e refinar o repertório comportamental.

    3) É preciso esperar a criança crescer para iniciar o tratamento.
    Errado. Um fator importante no tratamento é a precocidade. Quanto antes for realizado o diagnóstico e a intervenção melhores são os resultados e a resposta da criança. Isso devido ao desenvolvimento neurológico, que permite maior aprendizagem, e aos atrasos menores em relação a indivíduos neurotípicos de mesma idade.

    4) Crianças não respondem tão bem ao tratamento.
    Errado. O modelo Denver é uma terapia com embasamento em ABA para intervenção precoce de crianças com TEA. É o tratamento com melhor taxa de resposta para crianças com idade de 12 a 60 meses. Em 2012, foi eleito pela revista TIME uma das 10 maiores descobertas na área médica. Seu maior objetivo é ensinar a criança a partir do fortalecimento da interação social em jogos e brincadeiras, simulando um ambiente muito próximo ao natural.

    Fonte: Informações da Prefeitura e da Assessoria de Imprensa do CERNE. 

     

  • Festival de Curitiba

    Audiodescrição no Fringe, hoje e amanhã, com Raquel Carissimi

    Audiodescrição no Fringe, hoje e amanhã, com Raquel Carissimi

    Hoje e amanhã, (27 e 28), tem espetáculos gratuitos com audiodescrição na programação do Fringe, do Festival de Teatro de Curitiba. Será no Centro Estadual de Capacitação de Artes Guido Viaro (Rua Francisco Mota Machado, 490 Capão da Imbuia). 

    Hoje, às 20h, acontece o espetáculo Projeto Urbano. Trata-se de um trabalho de Dança Contemporânea (des) orientado por Daniella Nery. Como se chega sólido evapora? Quanto tempo para a diluição? Esbarrar e borrar nas tentativas dos outros, na delicadeza e na estranheza. Oposição na cidade cinza, no diverso e no singular. Qual a sua relação com a cidade?

    Amanhã, às 20h, Em 
    Poucas Palavras, peça infanto-juvenil performática elaborada a partir de monólogos, alguns de autoria do próprio elenco e outros inspirados em autores diversos, que aborda a dificuldade de comunicação em nossa época. Contraditoriamente, em meio à profusão de meios de comunicação o ser humano enfrenta uma verdadeira crise de comunicação. 

    O roteiro de audiodescrição foi escrito por Raquel Carissimi que também fará a narração dos espetáculos. A consultoria é de Mariana Baierle com o apoio de equipamentos da Tra2 Tradução Simultânea

    Mais informações: CECA Guido Viaro (41 3267-3595) Diele Santo do Ver com as Mãos (41 98805-8974). 

  • Teatro Acessível

    Audiodescrição e LIBRAS, no Festival de Teatro de Curitiba 2019

    Audiodescrição e LIBRAS, no Festival de Teatro de Curitiba 2019
    Cena da peça "Abujamra Presente" (Foto: Divulgação)

    Fiel a sua proposta de, também, promover a inclusão social, a 28ª edição do Festival de Teatro de Curitiba 2019 oferece vários espetáculos inclusivos. Para pessoas com deficiências visual haverá o recurso da Audiodescrição disponível em fones para as pessoas que necessitarem, nas peças “Dogville”, “Abujamra Presente” e “Tistu – O Menino do Dedo Verde”. Já as pessoas com deficiência auditiva contarão com o intérprete de LIBRAS nas peças: “Malala”, “Ícaro”, “Isto é Um Negro?”, além de todas as sessões do Risorama.

    O Festival, que ocorre este ano de 26 de março a 07 de abril, reúne mais de 400 atrações em 80 espaços culturais de Curitiba e da Região Metropolitana, com espetáculos nacionais e internacionais que levarão teatro, dança, circo, música, oficinas, shows e performances para diferentes públicos, de todas as idades.

    As pessoas com deficiência visual e auditiva que se interessarem pelas peças deverão entrar em contato com a Acensia Brasil, empresa que promoverá os recursos, pelo telefone 41-99194-3642. Haverá uma lista amiga, que oferecerá dez ingressos gratuitos para as primeiras pessoas com deficiência, que confirmarem presença. Para as peças com audiodescrição, é necessário chegar com 40 minutos de antecedência para ouvir as notas introdutórias.

    Confira a sinopse, dias e horários de todas as peças acessíveis:

    AUDIODESCRIÇÃO

    Abujamra Presente
    é um recorte, uma colcha de retalhos exorbitante de alguns momentos significativos dos dez anos que Abujamra esteve a frente da Companhia Os Fodidos Privilegiados, um espetáculo feito especialmente para a programação da exposição sobre ele, “Rigor e Caos” no Sesc Ipiranga.
    Data:
    30/03 (sábado), às 21h e 31/03 (domingo), às 19h.
    Local:
    Teatro Guairinha - Auditório Salvador de Ferrante (Rua 15 de Novembro, 971 Centro).

    Dogville – A trama se passa na fictícia Dogville, uma pequena e obscura cidade situada no topo de uma cadeia montanhosa, ao fim de uma estrada sem saída, onde residem poucas famílias formadas por pessoas aparentemente bondosas e acolhedoras, embora vivam em precárias condições de vida. A pacata rotina dos moradores daquele vilarejo é abalada pela chegada inesperada de Grace (Mel Lisboa), uma forasteira misteriosa que procura abrigo para se esconder de um bando de gangsteres.
    Data: 02/04 (terça), às 21h e 03/04 (quarta), às 21h.
    Local: Teatro Guairinha - Auditório Salvador de Ferrante (Rua 15 de Novembro, 971 Centro).

    Tistu – O Menino do Dedo Verde – Tistu é um menino que desde pequeno era especial, de modo que ninguém, nem mesmo ele, sabia. Vivia numa cidade chamada Mirapólvora, com seus pais ricos e donos de uma fábrica de canhões. Até que Tistu dorme nas aulas e seu pai resolve fazer com que ele aprenda as coisas vendo-as e vivenciando-as. Chega um momento que Tistu descobre que tem o dedo verde e faz florescer tudo o que toca. Ele conhece a fábrica e fica incomodado com o mal e com as guerras que ela provoca. Então resolve colocar o dedo nos canhões e ao invés de bombas, os canhões lançaram flores.
    Data:
    06/04 (sábado), às 16h e 07/04 (domingo), às 11h.
    Local:
    MON -Aud. Potty Lazzarotto.


    LIBRAS

    MalalaA peça conta a saga de uma jornalista, curiosa, desbravadora e inquieta, que atravessa meio mundo para descobrir o que aconteceu com a menina MalalaYousafzai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, e porque ela estava sendo perseguida. Uma missão perigosa, pois a terra natal de Malala, um vale de extraordinária beleza no interior do Paquistão, era um território proibido para jornalistas. Vestida como as mulheres do Vale do Swat, a jornalista circula pelas ruas da cidade, se hospeda na casa de moradores locais, conhece as amigas de Malala, sua escola e até mesmo a casa onde morava.
    Data:
    30/03 (sábado), às 16h e 31/03 (domingo), às 16h.
    Local:
    Teatro Bom Jesus.

    Ícaro Um artista desdobra-se em seis histórias com um único ponto convergente: depoimentos ficcionais de pessoas cadeirantes. Em sua estreia como dramaturgo, Luciano Mallmann (ator e bailarino) traz à luz uma reflexão acerca da fragilidade humana a qual todos estão expostos. Inspirado em suas próprias experiências e de pessoas que conheceu após sofrer lesão medular, em 2004, o monólogo mistura realidade e ficção, numa espécie de mosaico sobre a diversidade humana, partindo de temáticas universais, como relacionamentos interpessoais, abandono, maternidade e preconceito.
    Data: 06/04 (sábado), às 21h e 07/04 (domingo), às 19h.
    Local: Teatro Sesc da Esquina (Rua Visconde do Rio Branco, 969 Centro).

    Isto é Um Negro – Um dispositivo, um estudo negro sobre a negritude, sobre o que é ser negro e negra no Brasil hoje, sobre o que é ser um(a) artista negro(A). Foi estudando Angela Davis, Fred Moten, Achille Mbembe, Bel Hooks, Grada Kilomba, Frantz Fanon, Sueli Carneiro e Aimé Cesaire que elaboramos as questões que tentamos materializar em cada uma das cenas de IEUN. Como transformar teoria em cena? Como discutir negritude e questões raciais a partir da experiência singular de cada um dos intérpretes? 
    Data:  30/03 (sábado), às 21h e 31/03 (domingo), às 19h. 
    Local: Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 São Francisco).

     

  • Aniversário de Curitba

    “Curitiba de A a Z” traz para os “curitibinhas” o amor e o respeito pela cidade

    “Curitiba de A a Z” traz para os “curitibinhas”  o amor e o respeito pela cidade
    Capa do livro Curitiba de A a Z (Editora Insight) (Foto: Divulgação)

    Dia 29 de março Curitiba completa 326 anos! Como parte das pré-comemorações, a cidade ganha um presente com o lançamento do livro “Curitiba de A a Z” escrito por Alexandre Barros Neves e ilustrado por Ingrid Osternack Barros Neves. Casados há 22 anos e com dois filhos, o casal agora estreia a parceria de uma produção literária infanto-juvenil, que vem despertar nos “curitibinhas” o amor e o respeito pela cidade. Com uma vertente lúdico-cultural, “Curitiba de A a Z”, publicado pela Editora Insight, é um livro que apresenta, em verso, a cidade de Curitiba, seus pontos turísticos, sua cultura e sua história de modo leve e divertido. A cada letra do alfabeto corresponde uma ou mais poesias sobre uma dessas facetas histórico-culturais da nossa cidade.

    O lançamento será no próximo dia 23 (sábado), na Biblioteca Pública do Paraná, das 10 às 12 horas. Nesse período estão programadas diversas atividades interativas para as crianças. Das 10h às 10h30 haverá oficina de ilustração para crianças com a ilustradora Ingrid e das 10h30 às 11h contação de histórias com a Companhia Girolê. A partir das 11h, o autor e a ilustradora farão a sessão de autógrafos com a venda dos livros no valor promocional de lançamento por R$31,50.

    Alexandre, que é bacharel e mestre em design com mais de vinte prêmios nacionais e internacionais, conta que a ideia de escrever “Curitiba de A a Z” surgiu quando comprou um livro infantil em Lima, no Peru. O livro falava de aspectos do Peru por meio das letras do alfabeto. “Ao retornar a Curitiba, pensei que poderia ser uma boa ideia fazer algo semelhante para honrar a cidade”, diz. Alexandre conta que a melhor definição do livro, que ouviu até o momento, foi a do prefeito Rafael Greca, que assina o prefácio da obra. Greca a classificou como um “alfabeto sentimental da cidade”, poetizando na sua maneira peculiar de falar “em que os verbetes alusivos a cada uma das letras brotam em versos mágicos e traços generosos”.  

    Para Alexandre a maior contribuição da obra será a de despertar, de modo divertido, nos pequenos leitores o interesse e orgulho por aspectos da cidade, sua história e seus monumentos, talvez ainda desconhecidos por eles. O autor acredita que o conhecimento é condição indispensável para que haja o respeito pela cidade, seus espaços públicos e sua cultura, ajudando a desenvolver a cidadania. “Esse é o legado que pretendemos deixar por meio desse livro” destaca.

    Ilustração
    O livro foi ilustrado pela curitibana e artista plástica Ingrid Osternack, formada em Pintura pela Accademia di Belle Arti di Venezia e com cursos de aperfeiçoamento em ilustração infantil na Itália. Em 2014, foi convidada pelo Ministério das Relações Exteriores para compor a delegação brasileira na Feira Literária de Gotemburgo - Suécia. Conhecida e reconhecida por seu trabalho na ilustração de obras infantis, “Curitiba de A a Z” é o 17º ilustrado por ela. A experiência de ilustrar essa obra trouxe à Ingrid lembranças de infância quando sua mãe a levava no Bondinho da Rua XV para desenhar. Destacou ainda a ilustração da araucária e das casinhas de madeira, elementos esses que serviram de inspiração do que ela vivenciou quando criança.

    Contrapartida social
    O livro, realizado por meio do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura, da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, terá como contrapartida social uma série de ações com oficinas de leitura e criação de texto ministradas por Alexandre e Ingrid sobre a cidade de Curitiba em escolas públicas da rede municipal para um público estimado em aproximadamente 200 participantes. Também haverá a leitura de trechos do livro e oficina de ilustração, na Casa da Bruxa, no Bosque Alemão de Curitiba e oficina de leitura e discussão do texto no orfanato Lar Batista Esperança. Esta também fará a doação de 10% da tiragem direcionada ao público-alvo da obra. Todas as ações referentes ao projeto e também informações relacionadas à literatura infanto-juvenil, entre outros assuntos de cunho cultural, serão divulgadas na página oficial do projeto no Facebook https://www.facebook.com/CuritibadeAaZ/

    Serviço:
    Lançamento Curitiba de A a Z
    Dia: 
    23 de março Horário: das 10h às 12h 
    Local: 
    Biblioteca Pública do Paraná (R. Cândido Lopes, 133 – Centro)
    Atividades interativas:
    10h às 10h30 –
    Oficina de ilustração para crianças com a ilustradora Ingrid Osternack
    10h30 às 11h –
    Contação de histórias com Companhia Girolê
    Sessão de Autógrafos: 
    11h às 12h –
    Com o autor Alexandre e a ilustradora Ingrid 
    Preço do livro:
    R$31,50 (valor promocional no dia do lançamento).

     

     

  • Escola

    Criança não pode ter brinquedo só de plástico!

    Criança não pode ter brinquedo só de plástico!
    Crianças da Escola Peixinho Dourado em atividades que vão além do manuseio com o plástico.

    No último aniversário do meu sobrinho, minha cunhada, sempre antenada com temas relacionados à sustentabilidade, pediu que os convidados para a festa não dessem brinquedos de plástico. Esse pensamento dela veio ao encontro de uma experiência realizada na escola de Educação Infantil Peixinho Dourado. A pedagoga da escola, Marianna Canova, questiona que: “Se você coloca a criança dentro de uma sala de aula em que tudo é feito de plástico, qual será o contato dela com o mundo?”

    Muitas vezes pensando em evitar riscos, os pais e professores acabam deixando de lado materiais riquíssimos para a experiência e o conhecimento. Mas nesse escola e na casa do meu sobrinho uma diversidade de outros materiais são colocados à disposição da criança. “Ter contato com a diversidade de materiais possibilita desenvolver muito mais as habilidades do que se ela só tiver contato com plástico”, resume a pedagoga. “A criança terá os sentidos muito mais aguçados e irá desenvolver mais a criatividade, além de conhecer o mundo de forma muito mais real”.

    No livro “O sentido dos sentidos”, João Duarte Júnior fala sobre como é importante para as crianças colocar a mão na massa. Na escola Peixinho Dourado são utilizados diferentes tipos de materiais para crianças de quatro meses aos seis anos, tudo com o monitoramento das professoras em sala. “As crianças fazem maravilhas com argila, arame, sementes e gravetos”, conta a pedagoga”, diz Marianna. “É muito bom para a criança se sentir útil, criar ela mesma as coisas que ficarão ao seu redor. Isso desenvolve a sensibilidade”, explica Marianna.

    Para implementar esse contato com vários materiais, uma professora de alunos de três a quatro anos do Peixinho Dourado teve a ideia de criar uma parede toda com papel adesivo - com o lado que gruda para fora. Nela, as crianças têm liberdade de experimentar a sensação “grudenta” e colar tudo que desejarem. Aliás, você já tentou colar um fio de barbante? Não é tão fácil, exige habilidade! Além de ser excelente para fazer o "movimento de pinça", fundamental para desenvolver a  escrita mais tarde.

    Para os bebês, Marianna lembra que os objetos e brinquedos normalmente são feitos de plástico ou pano, ou seja: eles acabam não conhecendo outros materiais. “Se você coloca esse bebê na grama ou na areia, ele entra em pânico”, lamenta Marianna. “E quando vai comer e se suja, não gosta, já quer que troque a roupa”, exemplifica.

    Quando a criança experimenta mais na primeira infância, tende a não se sentir tão afrontada no futuro em situações desafiadoras. No Peixinho Dourado, os diferentes tipos de material também estão sendo estudados e trabalhados para servir de ornamento na escola, como ambientação do refeitório, por exemplo - tudo feito pelas crianças, o que é praxe no Peixinho, onde toda a decoração é feita pelos pequenos. Além de ficar lindo, faz com que eles se sintam capazes, pertencentes e responsáveis pelo ambiente escolar.

    Sugestões de material para serem usados dentro e fora da sala de aula: madeira, plástico bolha, papel adesivo, temperos, sementes, bolinha de gel, arame, espetinho, argila, fubá, pedras, gelo, papel camurça, folhas secas… e o que mais a criatividade inventar.

  • Deficiência visual

    Inscrições abertas para o curso de Teoria Musical e Solfejo

    Inscrições abertas para o curso de Teoria Musical e Solfejo
    Professor Luiz Amorim durante aula na Oficina de Música de Curitiba (Foto: Cido Marques/FCC)

    O professor de música, Luiz Amorim, traz uma oportunidade especificamente para pessoas com deficiência visual de realizar o Curso de Teoria Musical e Solfejo, do Projeto Música Tátil para quem quer aprofundar os seus conhecimentos musicais. O curso tem duração de 2 anos com aulas semanais.

    O curso oferece a formação básica para músicos amadores e profissionais. São desenvolvidas as habilidades básicas para se compreender e fazer música, tais como, habilidades para ouvir e realizar os sons musicais, ritmos, melodias, compassos, escalas e a teoria geral da música. Tudo com base na partitura em Braille, a Musicografia Braille.

    Luiz Amorim Luiz Amorim possui baixa visão, graduou-se em Licenciatura em Música e pós-graduado em Educação Especial Inclusiva. Ministrou diversas oficinas no Paraná, com destaque para a última realizada, em janeiro deste ano, na 36ª Oficina de Música de Curitiba. O professor ministrou, na oportunidade, dois cursos: Fundamentos do Sistema Braille e da Musicografia Braille e o outro, Raízes da Música, Elementos do Som e da Apreciação Musical (para pessoas com deficiência visual).

    Mais informação: 41-9.97281756

  • Literatura

    Livro: “O Artista com Deficiência no Brasil”

    Livro: “O Artista com Deficiência no Brasil”

    No próximo dia 16 de março, a bacharel em música popular (canto) e mestre em Artes pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Nicole Somera, lança o livro “O Artista com Deficiência no Brasil” no Bar Lado B, em Campinas.

    A obra surgiu a partir de uma pesquisa desenvolvida pela própria autora que discute, de maneira pioneira, as condições sociais de existência e produção de arte de grupos de artistas com deficiência no Brasil. O livro desvenda as conexões de pessoas com deficiência com as artes, nas mais diferentes realidades e esferas, como a família, escola, e nos próprios grupos.

    Companhias de teatro, dança, coletivos de artes plásticas, grupos de música, pintores, escultores entre Brasília, Paraíba, Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas: Nicole realizou entrevistas, analisou obras, levantou fontes em jornais e esteve na sede desses grupos e em contato com esses artistas.

    De acordo com dados oficiais do IBGE, aproximadamente 24% - quase 1/4 da população brasileira - tem algum tipo de deficiência. De acordo com a autora, que tem deficiência física decorrente de espinha bífida, esta é uma realidade desconhecida por muitos. “Ainda mais incógnito é o cenário dos artistas e seu campo, bem como a relação desse campo artístico com outros mundos das artes”, explica Nicole.

    O prefácio, escrito pelo jornalista da Folha de São Paulo, Jairo Marques, autor do livro “Malacabado – a história de um jornalista sobre rodas” e especialista no assunto, afirma que Nicole “mergulha com brilhantismo no tecer de um entendimento que remonta ao início das ‘guerrilhas’ inclusivas do país e que ainda hoje é palco fundamental de fomento à inclusão: o acolhimento da pessoa com deficiência nesse emaranhado de tintas, interpretações, sons, formas.

    De forma saborosamente crítica e atenta, a autora faz uma contribuição única para que mais energia se dê na observação dos apartamentos sociais nas esferas em que mais se espera abrangência democrática e pluralismo.”

    Sobre a pesquisa e a autora

    O livro tem origem na pesquisa de mestrado da autora, realizada com orientação da Profa. Dra. Lucia H. Reily, no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde atualmente trabalha na área de produção cultural.

    Nicole criou e coordena o Projeto de Recursos de Acessibilidade para as produções culturais do Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural da Unicamp (CIDDIC) desde 2017. O projeto oferece audiodescrição, legenda e entrada acessível para os grandes eventos do Centro, como as óperas e festival de corais. Também alimenta a página no Facebook “Disabled Rock”, em que fala sobre acessibilidade em eventos culturais, como shows de música.

    O lançamento oficial do livro “O artista com deficiência no Brasil” está marcado para o dia 16 de março, a partir das 16h, no Bar Lado B, em Barão Geraldo, em Campinas. A obra já está à venda no site da Editora Appris: https://www.editoraappris.com.br/produto/2679-o-artista-com-deficincia-no-brasil, em dois formatos. Pode ser adquirido o exemplar físico ou o e-book, que é compatível com diversos softwares leitores de tela, garantindo sua acessibilidade para pessoas com deficiência visual ou mesmo para aqueles que preferem esse caminho de leitura.

    Outras datas de lançamento, em diversas cidades do país, também já estão agendadas. Além de Campinas, a autora estará em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. A agenda completa de lançamentos é a seguinte:

    CAMPINAS - 16 de março, sábado, 16h, no Lado B - Cerveja, Comida & Afins(Avenida Albino José Barbosa de Oliveira, 1240 - Barão Geraldo)

    BRASÍLIA - 30 de março, sábado, 19h, na Mostra Surdo Cinema. No Cine Brasília (Asa Sul Entrequadra Sul 106/107)

    RIO DE JANEIRO - 06 de abril, sábado, 15h, na Blooks Livraria - Botafogo(Condomínio do Edifício Coral - Praia de Botafogo, 316 - Lojas D e E - Botafogo)

    SÃO PAULO - 27 de abril, sábado, horário a definir, na Casa de Zuleika

     

  • Ensino Supeior

    Está aberta a temporada de inscrições para o vestibular em instituições particulares

    Está aberta a temporada de inscrições para o vestibular em instituições particulares
    (Foto: Shutterstock )

    Hoje temos uma infinidade de cursos superiores a escolher para fazer a graduação ou completar os nossos estudos com cursos livres, especializações e pós-graduações. Por questões de custos e pela boa reputação das instituições públicas, a opção, na maioria das vezes, é estudar em uma universidade gratuita, mas também conheci muitos amigos que a primeira opção deles era pela instituição particular, devido a infraestrutura, qualidade de professores, proximidade com a casa ou o trabalho e uma infinidade de outras vantagens que as faculdades particulares oferecem; sem contar aquelas que dão descontos nas mensalidades, isenção de matrícula e até mesmo bolsas de estudo 100% gratuitas.    

    A Estácio, por exemplo, garante 50% de desconto durante o primeiro semestre. Além disso, os candidatos com as melhores notas no vestibular (em cada cidade) ganharão bolsas de estudo de 100% durante o primeiro semestre.  
    As inscrições já estão abertas e podem ser feitas por meio do site http://portal.estacio.br/megavestibular. Por este endereço, é possível obter mais informações e tirar todas as dúvidas. O vestibular, com inscrição gratuita, acontece amanhã, sábado, 16, às 10h, 12h, 14h e 16h em todas as modalidades (presencial e EaD) e, por isso, basta os interessados selecionarem o campus, o curso, a modalidade e o horário de sua prova. 

    Para ajudar na escolha da sua instituição, fique atento a algumas dicas:

    1. Localização e infraestrutura – Uma instituição perto da sua casa ou de onde trabalha facilitará muito a sua vida. Além disso, visite a instituição ou o polo de EaD (no caso do ensino a distância), conheça a estrutura das salas de aula, verifique a qualidade dos laboratórios, a quantidade e qualidade dos livros da biblioteca na sua área de interesse. Para pessoas com deficiência, verifique a acessibilidade e o que a instituição oferece em termos de inclusão. 

    2. Converse com alunos e professores – Na visita à faculdade, procure conhecer os seus futuros professores, o coordenador do seu curso; importante marcar um horário na secretaria para garantir que estarão disponíveis. Converse também com colegas, tire todas as dúvidas, saiba da satisfação deles pelo curso.

    3. Reputação acadêmica – Procure se informar sobre o conceito da faculdade e cursos escolhidos no MEC. Por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) são elaborados indicadores oficiais de qualidade do ensino superior no Brasil. Entre eles, temos o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).

    4. Custo-benefício – Procure se informar se a área que você quer atuar tem um bom mercado de trabalho, com prospecção de um bom rendimento nos próximos cinco, dez anos. Calcule se a mensalidade do curso cabe no seu bolso e busque instituições que ofereçam bons descontos e até bolsa de estudo. Mesmo com boas avaliações nos itens anteriores, é o preço que pesa, na maioria das vezes, na escolha. Então, priorize aquela que oferece vantagens de descontos, inclusive com programas de estágio remunerado, que ajudará a pagar as despesas do curso.

    5. Não desista dos seus sonhos – Esta dica é a que deve estar na mente e no coração de cada aluno. São anos de dedicação com a abdicação do tempo e de economia. Mas tudo vale a pena no final da jornada quando conquistamos um sonho. E um diploma na mão, muita vontade de vencer na vida e atuar naquela tão sonhada profissão isso tem preço sim, mas um preço que vale qualquer esforço.

  • Volta às aulas

    Cuidar da saúde visual dos filhos é lição de casa para os pais

    Cuidar da saúde visual dos filhos é lição de casa  para os pais
    Dificuldades de aprendizado podem estar associadas a problemas de visão. (Foto: Pixabay)

    Grande parte do aprendizado infantil tem a visão como o sentido mais importante. Porém, apenas uma pequena parcela das crianças é levada aos testes oftalmológicos em idade escolar. Para aquelas crianças que se utilizam de óculos é tempo de fazer uma revisão para verificar se as lentes não estão riscadas ou as armações “desconjuntadas”. Para a meninada que nunca passou por um teste de visão, a hora é agora.

    No início do período escolar, muitas crianças que frequentam o ambiente pela primeira vez podem passar por dificuldades de aprendizado, justamente por problemas oculares não percebidos. Logo, são reconhecidas por colegas, professores e, até, pelos próprios pais, como preguiçosos, desatentas e com pouco interesse em aprender.

    Solucionar erros de refração, imperfeições óticas (miopia, hipermetropia e astigmatismo) que impedem o olho de focar adequadamente a luz causando visão turva, mas que podem ser corrigidos com o uso de óculos ou lentes, é o primeiro passo para assegurar que a criança está visualmente apta para a escola.

    É necessário estar atento aos sinais que as crianças dão em suas diversas fases da vida. Também é imprescindível encaminhar seu filho a um exame de vista para eventuais problemas oculares possam ser corrigidos sem interferir no seu desempenho dentro da sala de aula.

    Alguns sinais de alerta

    •   Sentar muito perto da TV ou segurar o livro próximo dos olhos
    •   Abrir e fechar os olhos insistentemente
    •   Inclinar a cabeça para enxergar melhor
    •   Esfregar os olhos com frequência, sem estar com sono
    •   Proteger os olhos quando exposto à luz
    •   Lacrimejamento excessivo
    •   Fechar um olho para enxergar melhor
    •   Evitar atividades que exijam visão de perto ou distinção de cores
    •   Se queixar diariamente de dores de cabeça após a leitura
  • Crianças com deficiência: chegou a hora de enfrentar a escola regular

    Crianças com deficiência: chegou a hora de enfrentar a escola regular
    (Foto: Pixabay)

    Na volta às aulas, os pais se mobilizam para comprar material escolar, estão preocupados com os gastos que vão ter; muitas crianças estão mudando de escola e aí vem toda aquela preocupação com a adaptação. E quando a criança possui alguma deficiência auditiva, visual, intelectual e, pela primeira vez, vai enfrentar uma escola regular? Tempo atrás essas crianças estudavam em escolas especiais e não se misturavam com crianças sem deficência. Mas com o tempo perceberam que elas precisam do convívio com todo tipo de crianças. Inclusive, está comprovado e temos muitas experiências exitosas do benefício desse convívio para ambos os lados. 

    Para iniciar a procura do local, os pais precisam saber que a Constituição Federal, a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), a Lei Federal n0 7853/99 e a Resolução do CNE/CEB nº 2/2001 preveem a inclusão educacional desses alunos em classe regular, ou seja: é um direito constitucional. Contudo, muitas escolas não estão preparadas para fazer o atendimento especializado e acabam por indicar outra instituição para receber a criança.

    É fundamental que a família entenda que a escola é um local fértil para o desenvolvimento infantil, onde habilidades de autonomia, socialização e comunicação são vivenciadas intensamente.

    E agora: como escolher a melhor escola para uma criança com necessidade educacional especial? A pedagoga especialista em Educação Especial e Inclusiva Grazielle Tavares, do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE), dá dicas muito úteis:

    1 - Os valores da família devem estar claros para que não entrem em conflito com as concepções propostas pela escola. Busque informações no site ou recomendação de pais que já frequentam a instituição.

    2 - Seja prático, pesquise escolas próximas para não complicar a sua rotina. Caso não seja possível, opte por alternativas nas redondezas.

    3 - Marque uma reunião com a pedagoga para esclarecer as suas dúvidas.

    4 - Fique atento ao tratamento dispensado. É fundamental que haja acolhimento e que seja humanizado.

    5 - Observe a estrutura física, ela revela o modo como o ensino é realizado. Verifique se há rampas de acesso e se os banheiros são adaptados. Caso o ano letivo já tenha iniciado, veja se as produções criativas são realizadas pelas crianças.

    6 - Fique atento ao espaço interno e externo. Muitos estímulos são prejudiciais para o conforto de algumas crianças com necessidades educacionais especiais.

    7- Repare nos brinquedos: a criança deve ter contato com diversidade de materiais.

    8 - Analise se há uma biblioteca e se nela há títulos variados; questione se os alunos podem emprestar livros e como são realizadas as práticas de leitura.

    9 - Observe se há um olhar individualizado e respeitoso; pergunte se outras crianças com necessidades educacionais especiais estão matriculadas e como é feita a inclusão. Caso o seu filho (a) seja o primeiro (a), veja se há interesse em atendê-lo. Fique muito atenta à fala dos profissionais para nortear sua decisão. Se perceber que falta interesse, o melhor é buscar outra escola (ainda que dê trabalho!)

    10 - Verifique se há interesse em fazer parceria com a equipe multidisciplinar da clínica terapêutica em que seu filho é atendido.

    11- Veja como é o método de ensino da instituição, se ele se enquadra nas possibilidades de seu filho e abarca seus valores pessoais.

    12 - Questione sobre o perfil profissional dos professores que atuam na escola. Verifique suas formações acadêmicas e se a escola propicia formação continuada, e como os docentes são orientados em caso de alunos com inclusão.

    13 - Indague sobre como é realizada a adaptação do aluno e se há um período pré-determinado para ela.

    14 - Veja qual é o melhor meio de comunicação com a escola. Há instituições que usam WhatsApp, enquanto outras utilizam a agenda.

    15 - Caso esteja em dúvida entre algumas escolas, leve seu filho ao local, e  ele demonstrará qual agrada mais.

    16 - É imprescindível entender que a escola inclusiva dá possibilidades para a criança se desenvolver. 

    (Fonte: editado com assessoria do CERNE)

  • Cultura

    Inclusão na 36ª Oficina de Música

    Inclusão na 36ª Oficina de Música
    João Egashira, diretor da fase MBP da Oficina de Música de Curitiba e o professor Luiz Amorim.

    Começou ontem, 16, a 36ª Oficina de Música de Curitiba. Entre as novidades estão os cursos destinados para pessoas com deficiência ou interessados no tema. São quatro oficinas inclusivas programadas na fase MPB (Música Popular Brasileira). Elas ocorrerão no campus da PUC Paraná (Pontifícia Universidade Católica), entre 22 e 27 de janeiro.

    Possivelmente, segundo o coordenador da fase MPB, João Egashira, as oficinas inclusivas vão permanecer nas próximas edições.  Os alunos com deficiência não precisam pagar a taxa de inscrição, que podem ser feitas através do site www.oficinademusica.org.br. Depois de se inscrever, será gerado automaticamente um boleto, que não precisa ser pago. Basta enviar um e-mail (oficinademusica@fcc.curitiba.pr.gov.br) informando a condição da deficiência visual, os dados da inscrição com o boleto não pago.

    Para os alunos com deficiência visual ou interessados na temática são dois cursos: Fundamentos do Sistema Braille e da Musicografia Braille e o outro, Raízes da Música, Elementos do Som e da Apreciação Musical (para pessoas com deficiência visual).Estas duas oficinas serão comandadas por Luiz Amorim, que também é deficiente visual e professor de Teoria Musical e de Prática de Conjunto no Projeto Música Tátil, idealizado e desenvolvido por ele de forma voluntária para pessoas deficientes visuais em Curitiba.

    Percussão
    Mais dois cursos estão na lista de oficinas inclusivas, estes relacionados à percussão ministrados pelo professor Luciano Candemil. Os cursos são direcionados a pessoa com qualquer tipo de deficiência física. As aulas atendem à demanda da educação musical especial, com diversos ritmos e tipos de instrumentos de percussão para a deficiência de cada aluno.

    Fonte: editado com informações da Assessoria de Imprensa FCC e ICAC

  • Educação

    Instituto Federal de Jacarezinho integra série “Sementes da Educação” sobre escolas inovadoras

    Instituto Federal de Jacarezinho integra série “Sementes  da Educação” sobre escolas inovadoras
    (Foto: Produtora OZ)

    Estreou  esta semana, no Videocamp, plataforma online e gratuita do Instituto Alana e Maria Farinha Filmes, a série "Sementes da Educação", sobre 13 escolas brasileiras que adotaram propostas pedagógicas inovadoras e transformadoras. Entre as escolas está o Instituto Federal do Paraná campus Jacarezinho, que desde 2014, eliminou as “matérias” e as “séries” e passou a trabalhar com Unidades Curriculares (UCs).

    Os conteúdos foram divididos em apenas três áreas: Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Ciência da Linguagem. O aluno tem autonomia para escolher quais disciplinas quer cursar de acordo com os seus interesses. Algumas regras fazem parte do processo, uma vez que o aluno precisa cumprir um número pré-determinado de UCs em cada uma dessas áreas com oferta de dezenas de possibilidades.

    Tal método desenvolve a responsabilidade e a capacidade de escolha. Entre as vantagens, o estudante pode se aprofundar nas áreas que tem mais afinidade e dialogar com alunos de diferentes idades. Muitas das Unidades Curriculares “conversam entre si”, ou seja, utilizam da interdisciplinaridade para tratar de diferentes aspectos de um mesmo tema de estudo.

    Institutos Federais
    Os Institutos Federais por si só já chamam a atenção por possuir na sua concepção uma proposta inovadora. Desde 2008, quando foram criados, oferecem ensino gratuito de qualidade para estudantes do ensino médio, superior e técnico, por meio do ensino, pesquisa e extensão. Os resultados com base nas metas dos projetos contribuem para a formação de cidadãos críticos e promovem a transformação social, indo muito além do ensino técnico e formação de mão de obra. Tudo isso mediado por professores, em sua maioria com mestrado e doutorado. Há também o incentivo ao desenvolvimento científico, o que coloca desde cedo os alunos em contato com o meio acadêmico.

    Sobre a Série “Sementes da Educação”
    Dirigida por Hygor Amorim e produzida pela OZ Produtora, “Sementes da Educação” apresenta experiências de construção de conhecimento bem sucedidas de escolas de seis estados brasileiros. A série foca em instituições de ensino que, conseguiram inovar os métodos educacionais, respeitando suas peculiaridades e culturas, e o envolvimento da comunidade com a escola.

    Sobre o Videocamp
    Plataforma online e gratuita, criada pelo Instituto Alana e Maria Farinha Filmes, que possibilita que produções audiovisuais em busca de impacto e transformação alcancem o maior número possível de pessoas. Para os realizadores, a plataforma potencializa a formação de público e atua como ferramenta de promoção dentro da estratégia de lançamento do filme.

    Confira abaixo as 13 escolas inovadoras:

    #1  Cieja Campo Limpo, de São Paulo (SP)
    #2  Escola Canadá, de Viamão (RS)
    #3  EMEF Guido Lermen, de Lajeado (RS)
    #4  IFET Paraná – Campus Jacarezinho, de Jacarezinho (PR)
    #5  Escola Maria Peregrina, de São José do Rio Preto (SP)
    #6  EMEF Desembargador Amorim Lima, de São Paulo (SP)
    #7  EM Acliméa Nascimento, de Teresópolis (RJ)
    #8  Escola Municipal Cecília Meireles, de Nova Friburgo (RJ)
    #9  EEEP Alan Pinho Tabosa, de Pentecoste (CE)
    #10 Centro Municipal de Educação Infantil Hilza Diogo Cals, de Fortaleza (CE)
    #11 Escola Pluricultural Odé Kayodê, de Goiânia (GO)
    #12 Escola Janela, de Cavalcante (GO)
    #13 UFABC, de Santo André (SP)

    Fonte: Editada com informações da Assessoria de Imprensa Instituto Alana e site da série Sementes da Educação

  • Autismo

    #E se fosse seu filho?

    #E se fosse seu filho?

    A campanha #Esefosseseufilho corre nas redes sociais com relatos de pais de autistas que sofrem preconceito, especialmente nos dias em que o filho não está tão bem e se manifesta com gritos e movimentos agitados. A campanha inclui a interpretação por parte de atrizes de alguns desses relatos, como a da mãe que estava no elevador quando o filho começou a balançar o corpo e mexer as mãos. Outra criança que estava no local perguntou o que ele tinha, ao que sua mãe respondeu: “Não sei, filha, ele deve ter algum problema. Não chega perto, não.” A mãe até desceu no andar errado, de tão chateada, e pergunta: “E se fosse seu filho, como você se sentiria?”

    Além de sofrer preconceito, a pessoa que apresenta movimentos repetitivos muitas vezes é contida, reprimida. Mas esses hábitos podem ser benéficos para momentos de ansiedade, ajudando o paciente a liberar tensão, organizar informações do ambiente e sentir-se mais calmo.

    As estereotipias, como são chamados esses movimentos, se apresentam normalmente nos Transtornos do Espectro Autista (TEA) e síndromes como a de Tourette, manifestando balanço do corpo, da mão, movimentos da boca, entre outros.

    “O movimento repetitivo chama muito a atenção, mas também são classificados como estereotipias falas e tipos de linguagem muito excêntricos para a idade e contexto ou até mesmo rotinas muito rígidas”, exemplifica a psicóloga Giulianna Kume, do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE).

    As estereotipias voltadas à linguagem são denominadas ecolalias, e se referem às palavras ou frases repetidas e, muitas vezes, desconectadas da situação. Essas repetições podem ser imediatas, logo após o paciente ter ouvido aquela informação, ou tardia, quando se refere a situações ouvidas anteriormente. “O autista geralmente fala ou canta coisas que ouviu, mas fora do contexto”, explica a psicóloga.

    Em muitos casos, esses são movimentos autorregulatórios, ou seja, uma forma pela qual a pessoa se organiza. E é preciso ter cuidado ao avaliar a necessidade de conter esse hábito. “Muitas vezes não é legal interromper, pois a pessoa irá sentir isso como uma punição. Por exemplo, segurar a mão que ela está balançando”, alerta Giulianna.

    E quando esses movimentos repetitivos precisam ser tratados? Quando eles atrapalham a vida da pessoa, trazendo prejuízo ou quando sua vida está sendo colocada em risco.

    Muitas vezes, basta dar um direcionamento a esse hábito, já que costuma ocorrer quando a pessoa está ociosa ou ansiosa, e desaparecer num momento de engajamento em atividades. É preciso identificar a função desse movimento, em que contexto ele mais acontece e tentar interferir em sua motivação, ou mesmo redirecionar o ato para algo mais funcional”, explica Giulianna.

    Esses comportamentos, além de repetitivos, tendem a ser rígidos e invariáveis, ocorrendo em situações inapropriadas. “A Análise do Comportamento Aplicada (ABA) atua ampliando os repertórios de comportamento e intervindo em variáveis que o tornam mais provável de ocorrer”, complementa a psicóloga.

    Por exemplo, gritos altos podem ser trocados por falas mais aceitáveis socialmente. Em alguns casos, a criança com movimentos dessa natureza perde oportunidades de aprendizado. Nesses casos, é possível buscar a redução da ocorrência. Vale destacar que é a partir dos dois anos que surgem essas manifestações.

    (Fonte: Assessoria)

     

  • Como se faz uma inclusão eficaz na escola?

    Professora e aluna em sala de aula leem um livro

    A pedagoga do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE) Grazielle Tavares lamenta que, muitas vezes, as escolas não consigam buscar um modo diferente de ensinar. E é nesse momento que a clínica entra, para auxiliar na adaptação e oferecer maneiras diferentes de ensinar e socializar.

    No CERNE, as crianças com idade escolar e transtorno do espectro autista frequentam a escola. Um caso positivo, em que escola e clínica vêm cooperando, é o de Vicenzzo, de 6 anos, que está sendo alfabetizado. “O CERNE orientou a escola a não usar o método analítico, ou seja, aquele que parte do todo para a parte (dos textos, das frases, das palavras para as unidades menores da língua, letras e sons), e sim o método fônico, com ênfase na associação entre fonemas e grafemas, ou seja, entre sons e letras”, conta a pedagoga Grazielle. O bacana é que as professoras da escola visitaram a clínica e vice-versa, todos buscando o melhor interesse do garoto, que é atendido também por psicólogo, terapeuta ocupacional e musicoterapeuta.

    A mãe, a conselheira tutelar Danyelle Rodrigues, conta que precisou trocar de escola duas vezes em busca do acolhimento desejado para o garoto. “Na escola anterior, percebia que a maneira como lidavam com as situações era inadequada”, conta. Já na Escola Adventista Vista Alegre houve a abertura desde o início para que uma professora auxiliar acompanhasse seu filho.

    Outra adaptação realizada foi o uso de materiais próprios para o garoto. Quando é preciso, eles são afixados ao livro.  A escola também consegue identificar momentos em que o menino precisa sair da sala para manter seu bom desempenho. Nessas ocasiões, ele é levado para outra atividade, como pesquisar na biblioteca – o que ele adora. “Ele teve a fase dos dinossauros, depois o fundo do mar e agora gosta de livros, como a história de Davi contra Golias e os monstros”, conta a mãe.

    Videoaulas

    Outro caso de muita cooperação entre o CERNE e a escola é o de João Arthur Kaminski Oliveira, de 17 anos. Desde cedo, ele tem tido bons resultados no ambiente escolar, graças ao acompanhamento da família e dos terapeutas.

    Paciente com Síndrome de Joubert, sua limitação é visual, e não cognitiva. “Ele sempre acompanhou muito bem todas as disciplinas, e nas atividades de esporte participa dentro de suas possibilidades”, conta a mãe, Elisabete Kaminski. Estudante do 1º ano do Ensino Médio no Colégio Nossa Senhora Medianeira, João tem usado áudios e adaptações táteis, além do ábaco japonês (Soroban). Na escola, foram feitas uma tabela periódica e um sistema circulatório táteis, material adaptado que depois pode ser útil para jovens com outras patologias.

    “A capacidade dele pode até ser maior que a dos colegas, como é o caso no estudo de história”, diz a mãe. “Ele estuda muito com videoaulas e às vezes vai para a prova sabendo mais do que o conteúdo pedido, e até questiona o professor.”
     

    Desde a chegada da Lei Brasileira de Inclusão (Estatuto da Pessoa com Deficiência), a própria escola fornece o profissional de apoio pedagógico, com uma equipe composta por psicólogos e pedagogos. A supervisora do centro de inclusão do Medianeira, Karolina Marianni Vargas, explica que a chegada do Estatuto da Pessoa com Deficiência ajudou a criar diretrizes para o trabalho. “Todos precisam ser incluídos dentro de suas necessidades, não podemos ter um olhar apenas para a dimensão acadêmica, mas também para a socioemocional, enfim para a formação integral”, salienta. O Medianeira tem matriculados 140 alunos com algum diagnóstico que requer cuidados, e 29 são acompanhados por um dos 11 profissionais de apoio.

    “No caso do João, usamos materiais concretos e provas orais. Por sugestão da professora de biologia, um grupo de colegas fez áudios com o conteúdo que iria cair na prova e passou para ele”, exemplifica Karolina.

    Outro desafio é ajudar os pais a aceitarem o ritmo diferente de aprendizado do filho, e entender que, algumas vezes, é necessária a professora de apoio. “Qualquer pessoa pode precisar de auxílio ao longo da vida”, salienta Grazielle.

    A lei exige que o poder público assegure “a participação da pessoa com deficiência em jogos e atividades recreativas, esportivas, de lazer, culturais e artísticas, inclusive no sistema escolar, em igualdade de condições com as demais pessoas”.

    Fonte: informações com a Assessoria de Imprensa 

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