• Acessibilidade

    Audiodescrição e Libras, no Festival Internacional de Curitiba

    Audiodescrição e Libras, no Festival Internacional de Curitiba

    O Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba – começou esta semana com uma grade de programação envolvendo 131 filmes. Desses, dois contarão com os recursos de Audiodescrição e LIBRAS. O número de filmes acessíveis (vamos combinar que é baixo), no entanto, a tendência é só crescer. Segundo a organização do evento, as sessões com acessibilidade acontecem desde a 6.ª edição, em 2017.

    Este ano, serão dois documentários: “Estou me guardando para quando o Carnaval chegar”, do diretor Marcelo Gomes; e “Chão”, da diretora Camila Freitas. O primeiro será exibido dia 7 de junho, às 14h, no Espaço Itaú, sala 2, no Shopping Crystal. E o segundo, dia 12 de junho, às 21h, Cineplex Batel, sala 5, Shopping Novo Batel.

    A acessibilidade do filme “Estou me guardando para quando o Carnaval chegar” contou com o trabalho da COM Acessibilidade Comunicacional. A Audiodescrição (roteiro e narração) é de Thaís Lima, com a consultoria de Manoel Negraes e revisão de Liliana Tavares (Revisão). Já na LIBRAS, a tradução e interpretação é de Carlos Di Oliveira e Débora Pereira com a consultoria de Alessandro Vasconcelos. A Legenda para Surdos e Ensurdecidos (LSE) ficou a cargo de Flávia Oliveira com a consultoria de Marcelo Pedrosa. 

    O documentário ocorre, na cidade de Toritama, considerada um centro ativo do capitalismo local, mais de 20 milhões de jeans são produzidas anualmente em fábricas caseiras. Orgulhosos de serem os próprios chefes, os proprietários destas fábricas trabalham sem parar em todas as épocas do ano, exceto o carnaval: quando chega a semana de folga eles vendem tudo que acumularam e descansam em praias paradisíacas.

    "O documentário “Chão”, de Camila Freitas trata do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de Goiás. Em 2015, a comunidade ocupa parte do terreno de uma fábrica de cana-de-açúcar prestes a falir e exige uma redistribuição da terra. Enquanto de um lado ocorrem os protestos e movimentações para pressionar o governo a aprovar uma reforma agrária que redistribuirá o território da usina, do outro um grupo de conservadores ligados a latifundiários luta para acabar com as manifestações dos ocupantes. O filme teve estreia mundial na 69ª edição do Festival de Berlim."

    Os filmes acessíveis têm parceria do Olhar de Cinema com a Fluindo Libras e o Instituto Paranaense de Cegos - IPC. Para ingressos cortesia verificar a disponibilidade com as instituições. Ingressos à venda R$14 e R$7(meia).

     

  • Lançamento

    Céu e mar: história de superação e valorização das raízes

    Céu e mar: história de superação e valorização das raízes
    Ilustração do livro Céu e Mar (Foto: Maria Ines Piekas)

    Um livro que aborda a perda, a exclusão e a necessidade vital de superação e de reinvenção da identidade. Assim é “Céu e Mar” (Editora Insight), livro de Lindsey Rocha Lagni e ilustrações de Mari Inês Piekas, que traz um rico leque de informações sobre a religiosidade, os costumes e a música de um povo cada vez mais forte e orgulhoso de suas raízes. Direcionado ao público infanto-juvenil com muita poeticidade e sem dogmatismo, “Céu e Mar” terá lançamento dia 26 de maio, domingo, às 11h, com sessão de autógrafos e apresentação de capoeiristas, no Bazar Leite Quente (Casa da Cultura Polônia Brasil - Rua Ébano Pereira, 502).

    O livro traz a história de superação e de valorização das raízes do menino Lucas, que vivia com a família em Salvador, Bahia. Um acidente grave deixa-os muito abalados emocionalmente, o que os faz mudar para o sul do país. O novo lugar de Lucas levará o leitor a refletir sobre a questão da perda, da exclusão e da necessidade vital de superação e de reinvenção da identidade.

    O livro tem como pano de fundo a Umbanda, religião genuinamente brasileira, e a capoeira. Para Lindsey, falar sobre esse tema é de grande importância, já que todos algum dia já sofreram algum tipo de preconceito e também amaram/amam e perderam alguém. “São temáticas universais – e a literatura é uma maneira de dialogar com tudo isso”, diz.  A narrativa é enriquecida com figuras como mestre Pastinha e presenteia o leitor com um ponto de Ogum criado por Paulo Leminski.

    A ideia do livro veio de lembranças da Lindsey, especialmente de sua época de professora, em que conviveu com alunos que sofreram preconceito em relação à cor e à crença religiosa. Conta a autora que os alunos tinham medo de dizer que eram da Umbanda ou do Candomblé, sendo que muitos até diziam que eram espíritas ou que não tinham religião para evitar ser motivos de chacota. “Sempre senti que precisavam, de alguma forma, compartilhar o que realmente eram, foi aí que percebi a necessidade dos alunos de falar sobre suas vidas, suas perdas, dores, acertos, erros, vitórias e dúvidas”, disse.

    Contrapartida social – Céu e Mar foi viabilizado com o apoio do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba, com incentivo do Positivo. Como contrapartida social haverá rodas de leitura sobre a temática do livro, assim como aulas de Capoeira Angola em escolas municipais escolhidas pela Fundação Cultural de Curitiba.

    Sobre Lindsey Rocha Lagni:  Lindsey lecionou Língua Portuguesa e Literatura durante dez anos na rede particular de ensino. Formada em Letras pela UFPR, é autora dos livros: "Nervuras do Silêncio" e "Amuletos de prosa e verso"; organizadora do livro "Ofícios do tempo (Poesia de Donizete Galvão) e editora,  juntamente, com Marcelo Del Anhol, de vários livros infanto-juvenis - dentre eles,  “Visita à  Baleia”, de Paulo Venturelli (II lugar do Prêmio Jabuti).

    Sobre a ilustradora Mari Inês Piekas: é doutora em Artes Visuais, atuando na área de ensino e pesquisa em desenho infantil e deficiência visual. Bacharel em Design e licenciada em Artes Visuais, atua como ilustradora, artista plástica e professora de desenho e pintura, desde 2003.

    Serviço:
    Lançamento e sessão de autógrafos livro Céu e Mar 
    Autora: Lindsey Rocha Ilustradora: Mari Inês Piekas
    Editora: Insight Ano: 2018
    Local:  Casa da Cultura Polônia Brasil (Rua Ébano Pereira, 502)
    Dia:  26 de maio (domingo)
    Horário: 11h, com apresentação de capoeiristas

  • Acessibilidade

    Acessibilidade Atitudinal é tema de nova campanha da Prefeitura

    Acessibilidade Atitudinal é tema de nova campanha da Prefeitura

    A Prefeitura lança amanhã (23/5), às 11h, no Salão Brasil, a campanha de comunicação de Acessibilidade Atitudinal - atitudes do cotidiano que incluem pessoas com deficiência em atividades rotineiras e que garantem a promoção de seus direitos.

    O evento terá a presença da secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Priscilla Gaspar, que vem a Curitiba conhecer o trabalho da gestão municipal na área da Pessoa com Deficiência.

    Priscilla também fará uma visita à sede da Assessoria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, no Cristo Rei, das 9h às 10h30. Irá conhecer dois dos serviços prestados à comunidade pela Prefeitura: a Central de Libras e o Ônibus Acesso.

    A campanha terá divulgação nas redes sociais da Prefeitura, mídia embarcada nos ônibus e terminais da cidade. Vídeos com personagens reais que têm algum tipo de deficiência ensinam à população os conceitos da acessibilidade atitudinal.

    Fonte: Assessoria de Imprensa Prefeitura

  • Acessibilidade

    Audiodescrição no espetáculo Disney on Ice, neste sábado

    Audiodescrição no espetáculo Disney on Ice, neste sábado

    Disney on Ice está chegando em Curitiba,  no Ginásio Tarumã, com sessões nesta quarta, 22, até domingo, 26. A de sábado contará com o recurso de Audiodescrição para que pessoas com deficiência visual tenham o completo entendimento do espetáculo. O roteiro da Audiodescrição é da Mais Diferenças e narração de Raquel Carissimi, da Mil Palavras. No sábado a sessão com Audiodescrição será às 11h, lembrando que é preciso chegar com mais de uma hora de antecedência para seja possível acomodar todos nos lugares reservados para pessoas com deficiência e ouvir as notas introdutórias. Não será permitida a entrada após o início do espetáculo.

    Os ingressos estão disponíveis para a compra no quiosque do Shopping Christal (segunda a sábado, das 12h às 20h, e domingos e feriados, das 14h às 20h.). Pessoas com deficiência visual e acompanhante terão meia entrada. No dia do evento haverá uma banca para a retirada dos equipamentos ao lado da bilheteria. Também é possível fazer reserva e compra pelo e mail grupo.is@opuspromocoes.com.br ou pelo telefone 51-3235-4579

    Sobre o espetáculo

    Neste ano, a peça leva o título “Em Busca dos Sonhos” e mistura a patinação artística no gelo com a magia dos contos da Disney.Serão oito coreografias: Aladdin, A Bela e A Fera, Enrolados, Moana, A Bela Adormecida, A Pequena Sereia, Cinderela e Frozen. Os espetáculos terão duração média de 70 minutos, com intervalo de 15 minutos.

    O público brasileiro viajará com Moana durante Disney On Ice Em Busca dos Sonhos. Esta produção totalmente nova, produzida pela Feld Entertainment e com a realização brasileira da Opus Promoções, Campo da Produção e Ministério da Cidadania, Governo Federal, reúne uma coleção de histórias inspiradoras composta por um elenco de personagens com o desejo de explorar as profundezas, elevações e horizontes de seus sonhos. Miguel, da animação Viva – A Vida é Uma Festa, se unirá a Moana e Maui, Frozen, A Bela e A Fera, Aladdin, Enrolados, A Bela Adormecida, A Pequena Sereia e Cinderella e juntos completam a seleção de histórias inspiradoras de coragem e de emoção.

    A coragem guia o caminho das heroínas da Disney, neste novíssimo espetáculo de patinação nogelo. Viaje pelo reino de Arendelle com Anna, Elsa e Olaf em uma dramática do amor fraterno que salvou um reino. Faça parte das incríveis aventuras de Aladdin enquanto ele aproveita sua chance de enganar seus adversários no mercado de Agrabah. Descubra mundos desconhecidos com Rapunzel e Jasmine. Lute contra o vilão maléfico em forma de dragão que cospe fogo ao lado do Príncipe Phillip, em um espetáculo flamejante. Mergulhe no mar com Ariel, enquanto ela anseia por explorar a vida acima das ondas e está disposta a arriscar tudo pela curiosidade e a emoção da aventura. Encontre a força interior, gentileza e determinação de Belle, Aurora e Cinderella.

    “Disney On Ice Em Busca dos Sonhos foi criado com a intenção de inspirar a todos a explorar seu mundo, destacando os momentos decisivos de personagens que se tornaram seus próprios heróis”, declara a Vice-Presidente Executiva e Produtora Nicole Feld. “Tendo uma filha e um filho em casa, eu sabia que era importante apresentar uma variedade de histórias da Disney, além de mostrar a conexão entre essas histórias e ilustrar como uma jornada pode se desdobrar de várias maneiras”, reforça Nicole.

    "Nosso maior desejo para nossos convidados é que eles sejam inspirados por esses contos de bravura e ver que tudo é possível se você seguir seus sonhos", argumenta o Vice-Presidente Regional da Feld Entertainment, Steven Armstrong. “Muitas das histórias que estamos apresentando – como Cinderella e A Pequena Sereia – existem há gerações e resistem ao tempo. Outros, como Moana e Frozen, inspiram uma nova geração de garotas jovens por meio da autoconfiança e da crença em si mesmas ”, analisa Armstrong.

    Em Busca dos Sonhos captura toda a magia e a aventura dos contos imortais da Disney por meio da patinação artística, figurinos e cenários impressionantes. Por meio da iluminação inovadora e efeitos especiais, o público é transportado para um mundo de imaginação, em que heróis de todos os tipos procuram realizar seus sonhos. Saltos altos, patinação de tirar o fôlego e os adoráveis amigos da Disney fazem de Disney On Ice Em Busca dos Sonhos, uma experiência que as famílias nunca esquecerão.

    Serviço:
    Disney on Ice
    Local: Ginásio Tarumã
    Datas:
    22/05, quarta-feira – 19h30
    23/05, quinta-feira – 19h30
    24/05, sexta-feira – 19h30
    25/05, sábado – 11h (contará com o recurso de audiodescrição) e 15h
    26/05, domingo – 10h e 18h

    CANAIS DE VENDAS OFICIAIS:
    Site: www.uhuu.com
    Atendimento: falecom@uhuu.com
    Quiosque no Shopping Crystal: Rua Comendador Araújo, 731 - Batel, Curitiba. Horário de atendimento: de segunda a sábado, das 12h às 20h, e domingos e feriados, das 14h às 20h. Formas de pagamento: Internet : Visa, Master, Diners, Hiper, Elo, American. Bilheteria: Visa, Master, Diners, Hiper, Elo, American e Banricompras.

    Mais informações
    https://youtu.be/6T7xEmUT1Js
    https://www.disneyonice.com/br/pt-br/em-busca-dos-sonhos
    www.feldmediaguides.com

    Facebook: www.facebook.com/DisneyOnIce
    Twitter: @DisneyOnIce #DisneyOnIce #DreamBig #disneyonicebrasil #embuscadossonhos
    YouTube: www.youtube.com/DisneyOnIce
    Instagram: @DisneyOnIce

    Fonte: editado a partir de informações das assessorias Opus Promoções (Porto Alegre) e V3 Com (Curitiba)

  • Colégio Amplação finaliza ação social com entrega de 500 livros a influenciador digital

    Auro Ottoni, influenciador que participou de ação social do Colégio Amplação, localizado no bairro Neoville, em Curitiba, realizada no Dia Mundial do Livro, recebeu 500 exemplares de obra do escritor Augusto Cury, criador da Escola da Inteligência. A entrega foi pela diretora da instituição Gisele Mantovani.

    O desafio proposto pelo Colégio Amplação reuniu, na Livraria da Vila, 10 influenciadores digitais de diversas áreas na cidade. Eles gravaram um vídeo comentando qual o livro que na infância os inspirou a se tornar o adulto no qual se transformaram. A ideia da ação social foi estimular a leitura.

    O influenciador que obtivesse o maior número de curtidas e compartilhamentos receberia a doação dos 500 livros para entregar às instituições de sua preferência.

    Acesse o link de Auro Ottoni: https://vimeo.com/331992989

    Prática inovadora

    A diretora da escola ressalta que a ação desenvolvida com os influenciadores digitais vem ao encontro da proposta de educação transformadora adotada pelo Colégio Amplação, que promove práticas pedagógicas inovadoras. Exemplo é o ambiente Detox Digital. Este projeto iniciou em 2017 com a intenção de instigar o mundo da leitura de uma forma diferente, e já registrou a participação de 2.600 alunos.

    “O Detox Digital é um espaço físico aconchegante, com tomadas e carregadores de celulares e tablets. Enquanto o aluno espera seus aparelhos carregarem eles são convidados a lerem um livro. O acervo foi formatado levando em conta a idade e o interesse do estudante. A experiência também é comentada em sala de aula. O resultado tem sido gratificante”, acentua a diretora pedagógica.

  • Audiodescrição na exposição Observador

    Audiodescrição na exposição Observador
    (Foto: Lucas Georg)

    Hoje (10 de maio) é o último dia para assistir a exposição "Observador", no Espaço Cultural BRDE - Palacete dos Leões. Originada, a partir do livro homônimo, reúne imagens do cotidiano do Hospital Pequeno Príncipe. São registros do dia a dia do maior hospital pediátrico do país.

    Estão à disposição dez equipamentos de audiodescrição para acessibilidade do público com deficiência visual com a reprodução do respectivo audioguia. Nestes 15 dias de exposição mais de 40 pessoas com deficiência visual e idosos tiveram acesso à exposição. Eles vieram de várias insituição como o Instituto Paranaense de CegosCraid - Centro Regional de Atendimento Integrado ao DeficienteCAEE NAtalie Barraga, Associação dos Deficientes Visuais do Paraná - ADEVIPACentro de Artes Guido Viaroentre outros. 

    O roteiro da audiodescrição é de Mimi Aragón. Consultoria: Manoel Negraes. Narração: Diana Manenti. Locução: Fábio Rangel e Técnico de áudio: Bruno Klein - Estúdio Porta da Toca. O planejamento e produção: Vias Abertas Comunicação, Cultura e Inclusão & OVNI Acessibilidade Universal.

    O livro se constitui a partir de uma imersão dos fotógrafos Tetê Silva, Gustavo Minas, Isabella Lanave e Ricardo Perini no hospital, revelando diversas facetas do cuidado com a saúde infantil. A publicação será vendida a preço promocional (R$10).  Pelas lentes de fotógrafos convidados e com participação das crianças e adolescentes da instituição, a publicação encanta e surpreende. 

    O projeto, viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, promoveu também oficinas de fotografia para os pequenos pacientes do hospital. Nesses encontros, mediados por Ana Paula Lobo, as crianças e adolescentes aprenderam técnicas de fotografia e puderam experimentar o aprendizado da melhor forma: fotografando! Parte dos resultados das oficinas compõe a publicação, ao lado das imagens dos fotógrafos convidados. 

    Para mais informações: www.projetoobservador.com.br

    Serviço:
    Espaço Cultural BRDE - Palacete dos Leões
    Endereço: Avenida João Gualberto, 570.
    Das 13h30 às 18h30.
    Entrada gratuita e aberta ao público.

    Fonte: Informações pelo site do projeto www.projetoobservador.com.br 

  • Educação

    Prefeito Rafael Greca inaugura Mini Prefeitura no Colégio Amplação

    Prefeito Rafael Greca inaugura Mini Prefeitura no Colégio Amplação
    (Foto: Luz Costa/SMCS e Miguel Verzignassi)

    O prefeito de Curitiba inaugurou, na sexta-feira, 3 de maio, a Mini Prefeitura instalada na Minicidade, construída no Colégio Amplação, no bairro Neoville. Recebido com festa pelos alunos, Rafael Greca ensinou um segredo a eles: “uma cidade somente é boa e organizada, quando a colocamos  em nosso coração”. Além disso, convidou os “curitibinhas” a ajudá-lo a manter a capital entre as melhores do Brasil. “Quando vocês observarem algo errado escrevam para mim... quem não souber escrever pode desenhar”. Após cantar com os estudantes em coro o Hino de Curitiba, Greca conheceu a Minicidade e se encantou com a iniciativa.

    João Vitor Rosa Ribeiro, aluno do terceiro ano do Ensino Fundamental, Luisa Bialli e Santiago Olmedo, da turma da Educação Infantil, representaram o Colégio Amplação na recepção do prefeito com a mensagem “Abraço solene”, e no momento do corte da fita de inauguração da “Mini Prefeitura”. “Nossa linda Curitiba, conhecida Brasil afora como cidade de primeiro mundo, só é assim, porque tem alguém que cuida muito bem dela e de cada um de seus cidadãos”, diz um trecho. Mais adiante destaca que “recebemos vossa excelência de braços abertos para conhecer aquela que é para nós uma escola de primeiro mundo”.  Os alunos enfatizaram que é nesta escola onde “aprendemos desde cedo a consciência política, a importância das relações interpessoais”. E finalizaram, agradecendo a Rafael Greca “por cuidar tão bem de nossa querida Curitiba”.

    A diretora da escola, Gisele Mantovani, detalhou ao prefeito o projeto da Minicidade. “É um espaço lúdico explorado pelas crianças em várias atividades: empreendedorismo, civismo, educação financeira e responsabilidade social”. A iniciativa integra um projeto mais amplo, construído com os conceitos de identidade e autonomia, bases fundamentais para a compreensão de mundo de cada indivíduo. A minicidade nasceu do projeto Viva Curitiba, elaborado pelas turmas da educação infantil, em comemoração ao aniversário da cidade.

    Gisele Mantovani explicou ao prefeito Greca que o Colégio Amplação é pautado pela pedagogia da escuta, onde as habilidades e conhecimentos dos alunos são despertados e incentivados por meio de ambientes preparados e espaços de aprendizagem, que desenvolvem diariamente o protagonismo dos alunos. “Somos uma escola onde, além do currículo de base, trabalha entre outras inovações, as questões sociais, como as relações interpessoais e com a cidade, seus estabelecimentos e serviços”.

    O Colégio Amplação foi buscar na educação da Finlândia, uma das mais modernas e inovadoras do mundo, a base para construir a escola, observa a diretora. “Temos um compromisso com a educação mais humana, colaborativa, instigante e participativa, que promove o conhecimento por meio de práticas tecnológicas inovadoras e experiências educacionais diferenciadas, sem abrir mão do acolhimento e da afetividade”, destaca Gisele Mantovani.

     

    Crédito das fotos: Luz Costa/SMCS e Miguel Verzignassi

  • Educação

    Educação domiciliar: qual a sua opinião sobre essa decisão governamental?

    Educação domiciliar: qual a sua opinião sobre essa decisão governamental?

    Qual a sua opinião sobre educação domiciliar? Esta é mais uma das polêmicas do governo Bolsonaro. O presidente quer regulamentar a educação domiciliar, prática comum e permitida em países como Estados Unidos, Austrália, Canadá, Reino Unido, França e Paraguai. Em contraste, considerada crime na Alemanha e Suécia. Esta matéria não é para formar uma opinião contra ou a favor, apenas passar informações da pesquisa que fiz para saber mais sobre o assunto e que gostaria de compartilhar. Portanto, também procurei um diretor de escola e uma psicopedagoga para saber a opinião deles.

    Nos Estados Unidos, a homeschooling cresce de 2 a 8% ao ano. Cerca de 2 milhões de pessoas foram educadas em casa. Enquanto, na Alemanha e Suécia a família que não colocar o filho na escola está sujeita a perder a guarda da criança ou jovem. No Brasil, estima-se que são cerca de cinco mil famílias brasileiras, que optam por educar os filhos em casa. No entanto, a prática da família de assumir por inteiro a responsabilidade de educar a criança ou jovem, sem a participação de uma instituição de ensino, é considerada ilegal pelo STF.

    A psicopedagoga, Ana Cláudia Zanardi Dietrich, respeita as famílias que optam pela educação domiciliar. No entanto, ela vê a família como algo complementar ao trabalho realizado pela escola. Para ela, cabe à família atuar na rotina do filho por um vínculo de aprendizagem, mas é na escola, por meio do espaço como terceiro educador, das relações socioemocionais que o  desenvolvimento é mais completo.

    Já para o diretor geral da CEI Trilhas do Saber, Everton Renaud, em casa sempre se ensina. No entanto, ele questiona: Para quem se aplica e quem tem as condições para fazer? “Educação domiciliar, feita com preparo e contando com o compromisso e fundamentação suficiente na família, pode ser positiva, assim como deixa a desejar, pois é na escola, que a criança encontrará um espaço coletivo, com um papel importante para a socialização, porque nós somos seres sociais”, acredita.

    Por que alguns pais optam pela educação domiciliar?

    Permitida em alguns países e crime em outros. E os pais, por que muitos optam pela educação familiar? Estima-se, provavelmente, segundo o Governo, que 30 mil famílias brasileiras têm interesse em adotar esse método. As razões, muitas vezes batem na insatisfação com as instituições educacionais. Acreditam que no ambiente escolar o estudante é exposto a más influências ou manipulações; alguns julgam que as instituições de ensino são de má qualidade, adotam metodologias que os pais discordam e com educadores mal formados; em alguns casos, a criança ou jovem possui necessidades específicas que dificilmente são bem direcionadas pelas escolas (em um outro post quero falar só sobre esse tema, abordando a inserção da criança com deficiência no ensino regular); e outros pais enxergam a educação domiciliar como uma forma de estabelecer um vínculo familiar e proporcionar um ambiente mais estimulante de aprendizado.

    E para você, qual a sua opinião sobre a educação domiciliar?  Uma das fontes para escrever essa matéria foi o site Politize. No início, achei que ele fosse parcial, militando para um lado político; mas o site é uma excelente fonte para formar a opinião. Saiba mais sobre o tema, no post escrito por Isabela Moraes, graduanda de Relações Internacionais, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Seu objetivo é ajudar a descomplicar a política e aproximá-la das pessoas, incentivando a participação democrática.

  • Dia Mundial do Livro

    Escola de Curitiba inspira a leitura e envolve influenciadores em ação social

    Escola de Curitiba inspira a leitura e envolve influenciadores em ação social
    Ação realizada na Livraria da Vila, em Curitiba. (Foto: Miguel Verzignassi)

    Criar métodos pedagógicos de incentivo à leitura é desafiador para as escolas. Apresentar os livros aos alunos e estimulá-los a vivenciar as múltiplas experiências que a prática de ler oferece requer propostas inspiradoras. O Colégio Amplação, localizado no bairro Neoville, em Curitiba, foi buscar no universo digital a inspiração para formar novos leitores.

    A diretora pedagógica da instituição de ensino, Gisele Mantovani Pinheiro destaca que as tecnologias estão inseridas na educação atual. “É necessário compartilhar essas inovações para promover o conhecimento e tornar os estudantes mais colaborativos, instigantes, protagonistas e participativos. E ampliar a prática da leitura está entre nossos projetos”, sublinha.

    Influenciadores
    Para aproveitar o Dia Mundial do Livro (23 de abril), o Colégio Amplação convidou os principais influenciadores locais para fazer um vídeo contando qual livro leram na infância e que os inspirou a serem os adultos de hoje. O cenário não poderia ser mais adequado: uma livraria.

    Participaram da ação os influenciadores: Beto Madalosso, Guilherme Krauss, Fabbi Cunha, Marcus Yabe, Ana Cláudia Michelin, Jean Sigel, Gabi Mahamud, Mariana Smolka e Auro Ottoni.

    Os influenciadores postaram os vídeos em suas redes sociais. O post que obteve o maior número de curtidas foi de Auro Ottoni, que ganhou 500 livros do escritor Augusto Cury, criador da Escola da Inteligência, para doar a instituições de sua preferência.

    Prática inovadora
    Gisele Pinheiro ressalta que a ação desenvolvida com os influenciadores digitais vem ao encontro da proposta de educação transformadora adotada pelo Colégio Amplação, que promove práticas pedagógicas inovadoras. Exemplo é o ambiente Detox Digital. Este projeto iniciou em 2017 com a intenção de instigar o mundo da leitura de uma forma diferente, e já registrou a participação de 2.600 alunos.

    “O Detox Digital é um espaço físico aconchegante, com tomadas e carregadores de celulares e tablets. Enquanto o aluno espera seus aparelhos carregarem eles são convidados a lerem um livro. O acervo foi formatado levando em conta a idade e o interesse do estudante. A experiência também é comentada em sala de aula. O resultado tem sido gratificante”, acentua a diretora pedagógica.

    Acesse os links abaixo para visualizar os vídeos inspiradores dos influenciadores:

    Marcus Yabe - https://vimeo.com/331993907

    Beto Madalosso - https://vimeo.com/331989611

    Ana Cláudia Michelin - https://vimeo.com/331992313

    Fabbi Cunha - https://vimeo.com/331996742

    Gabi Mahamud - https://vimeo.com/332000263

    Guilherme Krauss - https://vimeo.com/331999083

    Auro Ottoni - https://vimeo.com/331992989

    Jean Sigel - https://vimeo.com/331990794

    Mariana Smolka - https://vimeo.com/331997896

    Fonte: Assessoria de Imprensa Amplação

  • Educação inclusiva

    Entrevista: trajetórias de estudantes cegos e práticas escolares inclusivas

    Entrevista: trajetórias de estudantes cegos e práticas escolares inclusivas
    Luciane Molina durante a sua defesa de mestrado na Universidade de Taubaté. (Foto: Arquivo pessoal)

    Com o tema “Trajetórias de Estudantes Cegos e as Práticas Escolares Inclusivas”, a mestre em Educação, Luciane Maria Molina Barbosa, defendeu pela Universidade de Taubaté (Unitau) a sua dissertação de mestrado pelo Programa de Pós-graduação em Educação e em Desenvolvimento Humano: Formação, Políticas e Práticas Sociais. Luciane fez uma análise descrevendo os entraves e conquistas da escola inclusiva sob a percepção de seis estudantes cegos nos seus processos formativos da Educação Básica ao Ensino Superior. A pesquisa é uma importante colaboração na área de educação inclusiva de pessoas com deficiência visual, principalmente se considerarmos a trajetória acadêmica e profissional de Luciane.

    Luciane nasceu com baixa visão e foi alfabetizada usando recurso de letras ampliadas. Aos 13 anos, sua visão piorou e ela precisou aprender pelo sistema Braille. Passou por diversas dificuldades para estudar, desde a Educação Básica até a sua formação superior em Pedagogia. No entanto as dificuldades não foram empecilho para ela alcançar êxito tanto nos estudos como na sua carreira profissional. Luciane é referência na educação especial inclusiva e na formação de professores da educação básica, além de atuar na área de políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso de Caraguatatuba. Atualmente é consultora em Audiodescrição e tutora eletrônica de disciplinas pedagógicas dos cursos de Licenciatura no Núcleo de Educação a Distância da Universidade de Taubaté - UNITAU.

    Em entrevista concedida com exclusividade ao Portal Bem Paraná, blog Tic Tag Comunicação & Educação Acessíveis, Luciane conta sobre as motivações que a levaram a escolher o tema da sua dissertação, voltada à educação inclusiva, assim como a sua própria experiência de vida como aluna com deficiência visual em um curso superior. Luciane ainda faz uma análise do que ela tem percebido de avanço na educação inclusiva, desde que se formou em Pedagogia, assim como o que realmente falta a ser feito para que os cursos na Educação Superior sejam acessíveis. Por fim, avalia a Audiodescrição como recurso de acessibilidade no processo de ensino-aprendizagem. 

    Confira a entrevista com Luciane Molina: 

    O que te motivou a escolher este tema para a sua pesquisa?
    A educação inclusiva sempre esteve presente no meu percurso formativo. Como aluna, tive que vivenciar situações de pertencimento à escola inclusiva por meio de adaptações, de acesso a recursos e a práticas escolares que pudessem ser mais adequadas à minha condição visual, que percorreu nuances da baixa visão a cegueira. Para isso, sempre contei com apoio familiar. As justificativas vão muito além das questões de ordem pessoal; perpassam esse aspecto para adentrarem ao campo profissional e social. Profissional porque o mercado de trabalho exige uma formação sólida e bem sedimentada. Nesse ponto a Universidade se insere como local em que se dá esse alargamento de fronteiras por meio do conhecimento. Por fim, o aspecto social tem como princípio as relações que se estabelecem de acolhimento, respeito e reconhecimento da diversidade. 

    O que você quis comprovar com a sua pesquisa?
    Quis comprovar de que forma as práticas escolares inclusivas, na perspectiva do estudante cego, influenciam para o sucesso e a conquista aos níveis mais elevados de ensino. Por isso, todos os entrevistados, sujeitos da pesquisa, foram escolhidos de modo que já tivessem vivenciado, em algum momento da formação, o percurso no Ensino Superior, seja como egresso, aluno ou evadido.

    Quais os resultados que você chegou por meio da sua pesquisa?
    Verificou-se que a trajetória desses estudantes apresenta elementos facilitadores e dificultadores quanto à aprendizagem escolar, relacionados aos materiais usados pelos professores e pelas escolas que estudaram a postura do professor durante as aulas; a existência ou não de algum acompanhante para o aluno; os mecanismos de avaliação e a forma da Instituição de Ensino compreender o trabalho com a diversidade. A maioria dos sujeitos afirmou que percebe pouca mudança nas formas de gestão de sala de aula, considerando a inclusão, se comparado todo o seu percurso escolar. Apontam como possibilidades de avanço uma postura mais ativa do docente em compreender a diversidade e de conhecer as peculiaridades de cada aluno, por meio do diálogo e da abertura ao novo.

    Quais as dificuldades que você passou na sua graduação?
    A graduação, sem dúvidas, foi um dos períodos mais complexos e dolorosos na minha formação. O distanciamento entre teoria e prática foi muito evidenciado pela ausência de práticas inclusivas para atender às necessidades da minha condição visual. Eu não recebi material adaptado, na época eu já lia e escrevia em Braille e só ganhei meu primeiro notebook, no último ano da licenciatura, em 2005. Mas não foi apenas a ausência de material o aspecto dificultado. Os entraves também estavam nos apontamentos dos professores em sala de aula, sem descrição dos gestos e conteúdos inacessíveis; na escolha das estratégias e recursos como filmes legendados, por exemplo. Para as avaliações, nas provas eu precisava sempre ditar as respostas que eram escritas por minha mãe. E por falar nela, que já era professora de Artes, há quase duas décadas, foi quem me acompanhou dentro de sala de aula durante os anos do curso de Magistério e, também na graduação. Voltou à academia como aluna, ao mesmo tempo em que foi minha colega de turma.

    Como ocorreu este grande apoio da sua mãe durante as aulas?
    Minha mãe era quem ditava toda a matéria que era escrita no quadro. Ela audiodescrevia todos os apontamentos feitos pelos professores e também todos os elementos imagéticos presentes em sala de aula, até mesmo as expressões de desânimo ou de euforia dos alunos, as vestimentas, o cenário e a organização dos espaços físicos. Ela também transcrevia meus trabalhos escritos em Braille para tinta, era minha escriba nas avaliações e minha dupla inseparável. Em casa, adaptava alguns materiais, gravando em áudio os livros da bibliografia do curso, em um gravador para que eu pudesse acessar o conteúdo no meu tempo. A minha conquista pela  autonomia sempre foi o maior objetivo dela. Foi pelos olhos dela que superei toda falta de acessibilidade encontrada no Ensino Superior. Apesar disso, encontrei professores empenhados, que tentavam dialogar, mas que não conseguiam, sozinhos, ultrapassar as barreiras impostas pelo sistema. Talvez fossem tão excluídos quanto eu. Hoje, orgulho-me de ter me tornado colega de profissão desses professores, porque ainda espero que juntos, consigamos transformar os mecanismos de exclusão em práticas mais favoráveis e inclusivas, com enfoque no pertencimento da pessoa com deficiência ao grupo maior.

    De lá para cá quanto tempo passou? Você acha que houve algum avanço ou muito pouco?
    Concluí o ensino superior em 2005. De lá para cá já são quase 14 anos. Com relação aos avanços, eles aconteceram mais na direção do impacto que as novas tecnologias tiveram na vida da pessoa com deficiência, como a popularização dos notebooks, dispositivos móveis e softwares leitores de tela. Os aplicativos acrescentam aos espaços físicos ou virtuais, do ensino presencial ou da educação a distância, respectivamente, um ganho qualitativo para o acesso a informação. Esse acesso representa, para a pessoa cega, por exemplo, a ruptura do abismo entre os seus alcances e os seus limites, a superação do mecanismo de exclusão reprodutora de desigualdades.

    A tecnologia existente hoje pode ser considerada suficiente?
    Essa tecnologia toda ainda não é suficiente, pois é subutilizada em sala de aula pelos professores, da Educação Básica ao Ensino Superior. O despreparo e desconhecimento de muitos professores sobre os aspectos da deficiência visual e sobre o uso desse aparato tecnológico faz com que os mesmos mecanismos de exclusão de 14 anos atrás sejam ainda hoje reproduzidos no interior das universidades. As queixas mais comuns estão na falta da audiodescrição de figuras, nos filmes legendados, no acesso aos materiais impressos, cujas adaptações ficam a cargo do próprio aluno e familiares, na valorização da oralidade nos processos avaliativos, no despreparo e na falta de diálogo dos professores. Os alunos apontam não receberem suporte da instituição para suas necessidades, embora algumas iniciativas isoladas tenham acontecido, como a disponibilidade de um monitor e a prova do vestibular em formato braille ou digital. 

    O que falta na Educação Superior para realmente incluir o aluno com deficiência visual?
    Falta um ambiente inclusivo, com elementos favoráveis ao desenvolvimento acadêmico dos estudantes com deficiência visual, como audiodescrição, tecnologias, formação continuada dos professores e a concepção da educação inclusiva por meio do princípio dialógico ativo; que o professor possa buscar, por meio do diálogo as melhores soluções de acessibilidade. Falta material adaptado, processo avaliativo flexibilizado, clareza sobre as potencialidades do aluno com deficiência e muito bom senso para as escolhas que sejam mais coerentes ao bom atendimento desses estudantes. Por fim, é preciso que o aluno com deficiência saia da condição de objeto de estudo para ser visto como sujeito do próprio processo de inclusão no Ensino Superior, alcançando níveis mais elevados de ensino.

    Como você acredita que a Audiodescrição pode ser inclusa no Educação Superior?
    A audiodescrição deve fazer parte de todos os cenários e espaços em que exista a presença de pessoas com deficiência. O próprio professor pode fazer uso dessa ferramenta como verbalizar, por meio da audiodescrição, os seus gestos, apontamentos, escritas no quadro, figuras, gráficos, tabelas e textos projetados em datashow; na escolha de materiais audiovisuais com audiodescrição; outros profissionais podem usar a audiodescrição para descreverem os elementos imagéticos do material didático, os recados nos murais, as feiras  e exposições, até mesmo para acompanhar os alunos em congressos, seminários, e eventos acadêmicos que necessitem da visualidade para a apropriação dos conceitos. A audiodescrição é recurso indispensável para o pertencimento da pessoa com deficiência ao espaço acadêmico, sem que precise eliminar a visualidade ali presente. É uma rica oportunidade de aperfeiçoar as práticas inclusivas, mostrando que todos podem conviver e aprender no mesmo espaço, cujas relações também dependem dos estilos de aprendizagem e a necessidade da audiodescrição nada mais é do que uma maneira de personalizar o ensino.

    Quais os indicadores que sua pesquisa levantou para qualificar o processo de inclusão no Ensino Superior?
    No sentido dos professores corroborarem na propositura de ações mais coerentes e fundamentadas no princípio da dialogicidade, do pertencimento e do conforto que se busca ao atender as diferentes dimensões de acessibilidade para os estudantes com deficiência visual, elenquei na minha pesquisa os seguintes indicadores:

    • Disponibilização antecipada de materiais em formato acessível, em Braille ou no formato digital, conforme solicitado pelos estudantes;
    • Descrever os apontamentos no quadro, as figuras e textos dos slides;
    • Verbalizar os gestos que sejam relevantes ao entendimento do que está sendo mostrado ou apontado;
    • Encontrar soluções concretas para demonstrar conceitos abstratos ou mostrados em ilustrações;
    • Informar os avisos nos murais;
    • Substituir vídeos legendados e materiais inacessíveis por outros, com o mesmo teor conceitual;
    • Disponibilizar tempo adicional, se necessário para a realização das avaliações ou entrega de trabalhos;
    • Permitir a gravação das suas aulas, em mídias que permitam a transcrição;
    • Dialogar sempre, buscando compreender às necessidades dos estudantes para minimizar o impacto social da deficiência visual.

    Saiba mais sobre Luciane Molina:

    Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5778300198160920
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  • Cinema

    Dumbo e Capitã Marvel com Libras e Audiodescrição

    Dumbo e Capitã Marvel com Libras e Audiodescrição
    Trecho do filme Dumbo, com sessão acessível às 13h30 e às 18h10, até terça, dia 23. (Foto: Divulgação)

    Feriado chegando e para quem vai ficar em Curitiba uma boa pedida é pegar um cineminha. E para quem tem deficiência auditiva ou visual, dois filmes do Cineplus do Shopping Jardim das Américas estão acessíveis. De hoje (quinta, 18) até o dia 23 de abril (terça-feira) a sala 2 apresenta com audiodescrição e LIBRAS os filmes Dumbo com sessões às 13h30 e 18h10 e Capitã Marvel, às 15h45 e 20h30. O Cineplus fica na Avenida Nossa Senhora de Lourdes, 63, no Jardim das Américas.

    O Cineplus do Shopping Jardim das Américas, em Curitiba (PR), foi a primeira sala de cinema do Brasil com equipamentos de acessibilidade, possibilitando a exibição de filmes para pessoas com deficiência visual e auditiva. O público com necessidades especiais já pode conferir os lançamentos da telona, graças a uma parceria com a empresa de equipamentos de tradução simultânea Riole, com sede em Colombo (PR), e com 35 anos de atuação no mercado.

    “Nos dá muito orgulho saber que já proporcionamos momentos únicos de diversão e cultura a pessoas que foram ao cinema pela primeira vez e nós esperamos revê-los mais vezes. Mesmo a Ancine tendo prorrogado o prazo para os exibidores de cinema se adaptarem, esperamos que a entrega acessível continue sendo feita para continuarmos proporcionando aos nossos clientes uma experiência única, colaborando com a inclusão social”, conta a sócia do Cineplus, Marina Pastre.  

    O acesso à tecnologia é individual e deve ser solicitado pelo cliente logo na bilheteria, na compra do ingresso. Para clientes com deficiência visual o equipamento vem com um fone de ouvido que narra tanto a fala quanto as expressões e cenários em tempo real, junto com um aparelho que regula o volume. Para clientes com deficiência auditiva, é fornecido uma pequena tela para ser encaixada no porta-copos da sala, em que aparece uma pessoa fazendo os sinais de libras, isso sem interferir na exibição aos demais espectadores.

    Sobre os filmes acessíveis:

    Dumbo
    Holt Farrier (Colin Farrell) é uma ex-estrela de circo que retorna da guerra e encontra seu mundo virado de cabeça para baixo. O circo em que trabalhava está passando por grandes dificuldades, e ele fica encarregado de cuidar de um elefante recém-nascido, cujas orelhas gigantes fazem dele motivo de piada. No entanto, os filhos de Holt descobrem que o pequeno elefante é capaz de uma façanha enorme. 112 minutos. Elenco: Colin Farrell, Danny DeVito, Eva Green.

    Capitã Marvel
    Aventura sobre Carol Danvers, uma agente da CIA que tem contato com uma raça alienígena e ganha poderes sobre-humanos. Entre os seus poderes estão uma força fora do comum e a habilidade de voar. 128 minutos. Elenco: Brie Larson, Jude Law, Samuel L. Jackson

    Fonte: com informações da Assessoria de Imprensa Cineplus Jardim das Américas

  • Inclusão

    Senac EAD lança curso sobre estratégias de RH para a inclusão de pessoas com deficiência

    Senac EAD lança curso sobre estratégias de RH para a inclusão de pessoas com deficiência
    O curso do Senac EAD O Papel do Profissional de RH na Inclusão de Pessoas com Deficiência pertence ao projeto Inclusão com Competência (Foto: Divulgação)

    Com o objetivo de preparar profissionais que atuam na área de RH a consolidar o processo de inclusão e, consequentemente, promover melhoria da ambiência para pessoas com deficiência nas empresas, o Senac EAD lança o curso O Papel do Profissional de RH na Inclusão de Pessoas com Deficiência. O conteúdo aborda estratégias de recrutamento, seleção, integração, capacitação, avaliação de desempenho e retenção de profissionais, e orienta, principalmente, como atender funcionários que se encaixam nesse perfil da forma adequada durante o processo de integração.

    Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45,6 milhões de pessoas (23,9% da população) declararam, no último censo, ter pelo menos um tipo de deficiência – visual, auditiva, motora ou intelectual. E a legislação do país, por meio da Lei nº 8.213/9, assegura que as empresas com mais de 100 funcionários incluam em seu quadro profissionais com deficiência.

    “Além de proporcionar o acolhimento desse profissional, é fundamental que a equipe de gestão de pessoas consiga promover, de fato, a ideia de pertencimento do funcionário em seu espaço de trabalho. Queremos contribuir o máximo possível para incentivar esse movimento de conscientização para a inclusão”, afirma Camila Bittencourt, analista de educação inclusiva no Senac EAD.

    Segundo ela, empregadores que mantêm profissionais com deficiência em seu quadro costumam relatar uma série de benefícios desse processo de inclusão no ambiente de trabalho. “É importante que as empresas observem o quanto essa inserção promove maior união e empatia entre os membros da equipe. Além disso, essa iniciativa desperta um novo olhar sobre a diversidade e quanto à importância dessa causa”, destaca Camila.

    O curso do Senac EAD O Papel do Profissional de RH na Inclusão de Pessoas com Deficiência pertence ao projeto Inclusão com Competência, realizado pela instituição. A ação contempla o lançamento de outros títulos no segundo semestre deste ano, entre eles Educação Inclusiva: Altas Habilidades e SuperdotaçãoEducação Inclusiva: Práticas Pedagógicas para Alunos com Deficiência; e Tecnologia Assistiva Aplicada na Educação.

    Sobre o Senac EAD

    Com mais de 70 anos de atuação em educação profissional, o Senac foi pioneiro no ensino a distância no Brasil. A primeira experiência nesta modalidade se deu em 1947 com a Universidade do Ar, em parceria com o Sesc, que ministrava cursos por meio do rádio.

    A partir de 2013, com o lançamento da rede Senac EAD, a instituição ampliou a sua atuação em todo o país. Hoje, oferece um amplo portfólio de cursos livres, técnicos, de graduação, pós-graduação e extensão universitária a distância, atendendo todo o Brasil e apoiados por mais de 340 polos presenciais para avaliações de cursos de pós-graduação e mais de 300 para graduação.

    Acesse a programação de cursos livres do Senac EAD em https://www.ead.senac.br/cursos-livres e o portfólio completo de cursos a distância da instituição em www.ead.senac.br.

    Serviço:

    O Papel do Profissional de RH na Inclusão de Pessoas com Deficiência – Senac EAD

    Carga horária: 44 horas

    Investimento: R$ 130 – 5 x de R$ 26 no cartão de crédito ou à vista no boleto ou cartão.

     

    Abril/2019

  • Festival de Curitiba

    Audiodescrição: formação de plateia urgente em Curitiba

    Audiodescrição: formação de plateia urgente em Curitiba
    Grupo de atores com pessoas com deficiência e audiodescritores, logo após a peça. (Foto: (Arquivio: Livia Motta))

    Continuando a divulgar o que tivemos de Audiodescrição no Festival de Curitiba. No último dia de Festival, 7 de abril, fui assistir à peça “A Palavra Escrita do Muro”. O espetáculo teve audiodescrição de Livia Motta, da Ver com Palavras e apoio Riole. Mesmo com divulgação nos grupos de whatsapp sobre Audiodescrição, tivemos apenas duas pessoas com deficiência visual, uma idosa e três audiodescritoras.

    Conversando com Livia Motta, me senti responsável e compartilho a responsabilidade com outros audiodescritores em Curitiba. É preciso, acima de tudo, pensarmos melhor na formação de plateia. Nos juntar para levar mais pessoas com deficiência visual, além de idosos e outros grupos que se beneficiam da Audiodescrição. Nesses grupos incluem pessoas com autismo, deficiência intelectual e déficit de atenção. Além disso, é preciso, sim, prestigiar nossos colegas, colaborar para o crescimento do outro. Pela razão que não devemos pensar na nossa categoria, ainda não regulamentada, como concorrentes, mas pensar na essência do porque estamos realizando este trabalho de inclusão.

    O resultado dessa união só irá melhorar a qualidade da Audiodescrição. Por consequência, teremos mais produtoras interessadas em levar acessibilidade para os espetáculos. Teremos, como consequência, mais público, mais pessoas se beneficiando desse recurso de comunicação imagética, que veio para incluir pessoas, que estavam à margem dos eventos culturais em nossa cidade.

    Hellen Mieko Hamada, umas das pessoas com deficiência que acompanhou a peça com Audiodescrição, concorda que é preciso formar público em Curitiba. “Divulgo entre meus colegas, mas precisamos trazer mais pessoas com deficiência no teatro. Infelizmente, são poucas as pessoas que vêm e sempre encontramos as mesmas. Precisamos pensar numa forma melhor de atrair esse público”, diz.  Hellen é uma consumidora de cultura, participou de vários espetáculos do Festival de Curitiba, com e sem audiodescrição. Com o recurso assistiu mais duas peças:  “Tistu, o Menino do Dedo Verde” e “Dogville”. Para ela, a Audiodescrição permite ver detalhes das cenas e do cenário. “Tenho certeza que tive um melhor entendimento. Com esse recurso pude ter acesso inteiro aos espetáculos”.

    Sobre a peça
    “A Palavra Escrita no Muro” aconteceu na Basement Cultural, aberto em agosto de 2017. O Basement, vizinho do Cemitério Municipal, Praça do Gaúcho e Bar do Pudim, é uma mistura de bar, casa de shows, balada e espaço cultural. A peça trata sobre moradores de um prédio tem a vida alterada depois que alguém, não se sabe quem, picha uma palavra incompreensível no muro da frente. Logo, pinta-se o muro, mas a palavra volta. Pinta-se o muro de novo e a palavra volta. Com isso, o condomínio fica famoso e um cineasta decide registrar tudo em um documentário.

    Ficha Técnica
    Companhia Em Jornada. Direção: Maria Carolina Dressler. Companhia: Alexandra Deitos, Andréia Paiva, Daniel Ramos, Flavio Cafiero, Isa Santos, Maria Carolina Dressler, Michelle Paim, Raoni Reis.

    #pracegover Fotografia colorida do grupo de atores com pessoas com deficiência e audiodescritores, logo após a peça. Da esquerda para direita: Andréia Paiva, Joselba Fonseca, Terezinha Aparecida, Livia Motta, Brisa Teixeira, Michelle Paim, Maria Lucia, Daniel Fernandes e Hellen Mieko Hamada, na frente do palco do Basement Cultural. (Audiodescrição e foto tirada do Facebook de Livia Motta).

  • Confraternização: 20 anos do IBDA

    Confraternização: 20 anos do IBDA

    Na noite de hoje, 5 de abril, a partir das 18h, o Instituto Brasileiro das Pessoas com Deficiência em Ação, o IBDA, comemora em grande estilo os seus 20 anos de fundação. Neste dia em clima de confraternização o IBDA receberá os seus maiores talentos artísticos, seguidos de momentos descontraídos, acompanhado por um variado cardápio de comidinhas gostosas. O local será na Rua Brigadeiro Franco, 2190 (próximo ao Shopping Curitiba). 

    Entre as atrações, farão parte dessa festa: a cantora Gaby Vieira, o Grupo Música Tátil, o violinista Luiz Amorim e o multi-instrumentista Audrim Lima. 
    Para saber mais sobre o IBDA, acesse a página do Facebook https://www.facebook.com/events/348048215806866/?ti=cl 

    O valor do convite é R$ 35 e pode ser adquirido pelo telefone 41-99728-1756 com Luiz Amorim. 

  • Autimo

    2 de abril: Dia Mundial da Conscientização do Transtorno do Aspecto Autista

    2 de abril: Dia Mundial da Conscientização do Transtorno do Aspecto Autista
    Prefeito Rafael Greca com a secretária da Educação, Maria Silvia Winkeler, no I Seminário UPPA/SME Autismo e Inclusão - no Salão de Atos do Parque Barigui. (Foto: Pedro Ribas/SMCS)

    Dia 2 de abril, assim como durante todo o mês, serão reforçadas as ações para a população compreender e se conscientizar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O Dia Mundial da Conscientização do TEA, celebrado dia 2 de abril, ocorre desde que foi referendado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em novembro de 2007.

    Uma série de atividades estão programadas, esta semana, pela prefeitura de Curitiba com a proposta de incentivar a compreensão do Espectro Autista e, consequentemente, entender a importância da inserção dos indivíduos na sociedade. Sessão de cinema, exposição fotográfica, piquenique, baile, oficinas de música e skate, atividades esportivas, palestras e seminários serão realizados por dez instituições dedicadas ao assunto na cidade, entre escolas, clínicas e associações de pais. A programação fecha no dia 7 (domingo), às 14h30, com a “Caminhada pelo Autismo”, a ser realizada no Parque Barigui, próximo ao Centro de Eventos.

    Confira a programação completa no site da Prefeitura http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/prefeitura-promove-semana-de-conscientizacao-sobre-o-autismo/49766

    O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é a deficiência que mais afeta o neurodesenvolvimento em crianças. Os indicadores norte-americanos têm apontado um aumento na prevalência de casos, passando de 1 em cada 166 pessoas em 2002 para 1 em cada 59 pessoas em 2018. “Esses dados refletem a necessidade de se investir não apenas em pesquisas para descobrir suas causas, mas também em tratamentos que reduzam os sintomas”, salienta a psicóloga do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE), especializada em TEA, Giulianna Kume.

    O CERNE também destaca a importância do atendimento precoce do transtorno e elenca 4 mitos que atrapalham o tratamento do autismo. Com isso deseja contribuir para desfazer mitos que dificultam a identificação do espectro autista e seu tratamento.

    Portanto, vamos desfazer esses 4 mitos:

    1) O comportamento do autista é imutável.
    Errado. O TEA é caracterizado por um déficit na comunicação e interação social, além de apresentar comportamentos restritos. Essas dificuldades afetam não apenas a plena participação da pessoa na sociedade, mas sobretudo o processo de aprendizagem. Atualmente, têm sido ofertados diversos tipos de terapias e tratamentos para minimizar o impacto do TEA na vida dos indivíduos.

    2) Não há comprovação científica para o tratamento do autismo.
    Errado. A análise do comportamento aplicada (ABA) tem sido a terapia mais indicada e com maior comprovação científica de eficácia no tratamento do TEA. Ela consiste na aplicação dos princípios da Ciência na análise do comportamento em contextos de intervenção social. Utiliza-se de procedimentos para aumentar e refinar o repertório comportamental.

    3) É preciso esperar a criança crescer para iniciar o tratamento.
    Errado. Um fator importante no tratamento é a precocidade. Quanto antes for realizado o diagnóstico e a intervenção melhores são os resultados e a resposta da criança. Isso devido ao desenvolvimento neurológico, que permite maior aprendizagem, e aos atrasos menores em relação a indivíduos neurotípicos de mesma idade.

    4) Crianças não respondem tão bem ao tratamento.
    Errado. O modelo Denver é uma terapia com embasamento em ABA para intervenção precoce de crianças com TEA. É o tratamento com melhor taxa de resposta para crianças com idade de 12 a 60 meses. Em 2012, foi eleito pela revista TIME uma das 10 maiores descobertas na área médica. Seu maior objetivo é ensinar a criança a partir do fortalecimento da interação social em jogos e brincadeiras, simulando um ambiente muito próximo ao natural.

    Fonte: Informações da Prefeitura e da Assessoria de Imprensa do CERNE. 

     

  • Festival de Curitiba

    Audiodescrição no Fringe, hoje e amanhã, com Raquel Carissimi

    Audiodescrição no Fringe, hoje e amanhã, com Raquel Carissimi

    Hoje e amanhã, (27 e 28), tem espetáculos gratuitos com audiodescrição na programação do Fringe, do Festival de Teatro de Curitiba. Será no Centro Estadual de Capacitação de Artes Guido Viaro (Rua Francisco Mota Machado, 490 Capão da Imbuia). 

    Hoje, às 20h, acontece o espetáculo Projeto Urbano. Trata-se de um trabalho de Dança Contemporânea (des) orientado por Daniella Nery. Como se chega sólido evapora? Quanto tempo para a diluição? Esbarrar e borrar nas tentativas dos outros, na delicadeza e na estranheza. Oposição na cidade cinza, no diverso e no singular. Qual a sua relação com a cidade?

    Amanhã, às 20h, Em 
    Poucas Palavras, peça infanto-juvenil performática elaborada a partir de monólogos, alguns de autoria do próprio elenco e outros inspirados em autores diversos, que aborda a dificuldade de comunicação em nossa época. Contraditoriamente, em meio à profusão de meios de comunicação o ser humano enfrenta uma verdadeira crise de comunicação. 

    O roteiro de audiodescrição foi escrito por Raquel Carissimi que também fará a narração dos espetáculos. A consultoria é de Mariana Baierle com o apoio de equipamentos da Tra2 Tradução Simultânea

    Mais informações: CECA Guido Viaro (41 3267-3595) Diele Santo do Ver com as Mãos (41 98805-8974). 

  • Teatro Acessível

    Audiodescrição e LIBRAS, no Festival de Teatro de Curitiba 2019

    Audiodescrição e LIBRAS, no Festival de Teatro de Curitiba 2019
    Cena da peça "Abujamra Presente" (Foto: Divulgação)

    Fiel a sua proposta de, também, promover a inclusão social, a 28ª edição do Festival de Teatro de Curitiba 2019 oferece vários espetáculos inclusivos. Para pessoas com deficiências visual haverá o recurso da Audiodescrição disponível em fones para as pessoas que necessitarem, nas peças “Dogville”, “Abujamra Presente” e “Tistu – O Menino do Dedo Verde”. Já as pessoas com deficiência auditiva contarão com o intérprete de LIBRAS nas peças: “Malala”, “Ícaro”, “Isto é Um Negro?”, além de todas as sessões do Risorama.

    O Festival, que ocorre este ano de 26 de março a 07 de abril, reúne mais de 400 atrações em 80 espaços culturais de Curitiba e da Região Metropolitana, com espetáculos nacionais e internacionais que levarão teatro, dança, circo, música, oficinas, shows e performances para diferentes públicos, de todas as idades.

    As pessoas com deficiência visual e auditiva que se interessarem pelas peças deverão entrar em contato com a Acensia Brasil, empresa que promoverá os recursos, pelo telefone 41-99194-3642. Haverá uma lista amiga, que oferecerá dez ingressos gratuitos para as primeiras pessoas com deficiência, que confirmarem presença. Para as peças com audiodescrição, é necessário chegar com 40 minutos de antecedência para ouvir as notas introdutórias.

    Confira a sinopse, dias e horários de todas as peças acessíveis:

    AUDIODESCRIÇÃO

    Abujamra Presente
    é um recorte, uma colcha de retalhos exorbitante de alguns momentos significativos dos dez anos que Abujamra esteve a frente da Companhia Os Fodidos Privilegiados, um espetáculo feito especialmente para a programação da exposição sobre ele, “Rigor e Caos” no Sesc Ipiranga.
    Data:
    30/03 (sábado), às 21h e 31/03 (domingo), às 19h.
    Local:
    Teatro Guairinha - Auditório Salvador de Ferrante (Rua 15 de Novembro, 971 Centro).

    Dogville – A trama se passa na fictícia Dogville, uma pequena e obscura cidade situada no topo de uma cadeia montanhosa, ao fim de uma estrada sem saída, onde residem poucas famílias formadas por pessoas aparentemente bondosas e acolhedoras, embora vivam em precárias condições de vida. A pacata rotina dos moradores daquele vilarejo é abalada pela chegada inesperada de Grace (Mel Lisboa), uma forasteira misteriosa que procura abrigo para se esconder de um bando de gangsteres.
    Data: 02/04 (terça), às 21h e 03/04 (quarta), às 21h.
    Local: Teatro Guairinha - Auditório Salvador de Ferrante (Rua 15 de Novembro, 971 Centro).

    Tistu – O Menino do Dedo Verde – Tistu é um menino que desde pequeno era especial, de modo que ninguém, nem mesmo ele, sabia. Vivia numa cidade chamada Mirapólvora, com seus pais ricos e donos de uma fábrica de canhões. Até que Tistu dorme nas aulas e seu pai resolve fazer com que ele aprenda as coisas vendo-as e vivenciando-as. Chega um momento que Tistu descobre que tem o dedo verde e faz florescer tudo o que toca. Ele conhece a fábrica e fica incomodado com o mal e com as guerras que ela provoca. Então resolve colocar o dedo nos canhões e ao invés de bombas, os canhões lançaram flores.
    Data:
    06/04 (sábado), às 16h e 07/04 (domingo), às 11h.
    Local:
    MON -Aud. Potty Lazzarotto.


    LIBRAS

    MalalaA peça conta a saga de uma jornalista, curiosa, desbravadora e inquieta, que atravessa meio mundo para descobrir o que aconteceu com a menina MalalaYousafzai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, e porque ela estava sendo perseguida. Uma missão perigosa, pois a terra natal de Malala, um vale de extraordinária beleza no interior do Paquistão, era um território proibido para jornalistas. Vestida como as mulheres do Vale do Swat, a jornalista circula pelas ruas da cidade, se hospeda na casa de moradores locais, conhece as amigas de Malala, sua escola e até mesmo a casa onde morava.
    Data:
    30/03 (sábado), às 16h e 31/03 (domingo), às 16h.
    Local:
    Teatro Bom Jesus.

    Ícaro Um artista desdobra-se em seis histórias com um único ponto convergente: depoimentos ficcionais de pessoas cadeirantes. Em sua estreia como dramaturgo, Luciano Mallmann (ator e bailarino) traz à luz uma reflexão acerca da fragilidade humana a qual todos estão expostos. Inspirado em suas próprias experiências e de pessoas que conheceu após sofrer lesão medular, em 2004, o monólogo mistura realidade e ficção, numa espécie de mosaico sobre a diversidade humana, partindo de temáticas universais, como relacionamentos interpessoais, abandono, maternidade e preconceito.
    Data: 06/04 (sábado), às 21h e 07/04 (domingo), às 19h.
    Local: Teatro Sesc da Esquina (Rua Visconde do Rio Branco, 969 Centro).

    Isto é Um Negro – Um dispositivo, um estudo negro sobre a negritude, sobre o que é ser negro e negra no Brasil hoje, sobre o que é ser um(a) artista negro(A). Foi estudando Angela Davis, Fred Moten, Achille Mbembe, Bel Hooks, Grada Kilomba, Frantz Fanon, Sueli Carneiro e Aimé Cesaire que elaboramos as questões que tentamos materializar em cada uma das cenas de IEUN. Como transformar teoria em cena? Como discutir negritude e questões raciais a partir da experiência singular de cada um dos intérpretes? 
    Data:  30/03 (sábado), às 21h e 31/03 (domingo), às 19h. 
    Local: Teatro José Maria Santos (Rua Treze de Maio, 655 São Francisco).

     

  • Aniversário de Curitba

    “Curitiba de A a Z” traz para os “curitibinhas” o amor e o respeito pela cidade

    “Curitiba de A a Z” traz para os “curitibinhas”  o amor e o respeito pela cidade
    Capa do livro Curitiba de A a Z (Editora Insight) (Foto: Divulgação)

    Dia 29 de março Curitiba completa 326 anos! Como parte das pré-comemorações, a cidade ganha um presente com o lançamento do livro “Curitiba de A a Z” escrito por Alexandre Barros Neves e ilustrado por Ingrid Osternack Barros Neves. Casados há 22 anos e com dois filhos, o casal agora estreia a parceria de uma produção literária infanto-juvenil, que vem despertar nos “curitibinhas” o amor e o respeito pela cidade. Com uma vertente lúdico-cultural, “Curitiba de A a Z”, publicado pela Editora Insight, é um livro que apresenta, em verso, a cidade de Curitiba, seus pontos turísticos, sua cultura e sua história de modo leve e divertido. A cada letra do alfabeto corresponde uma ou mais poesias sobre uma dessas facetas histórico-culturais da nossa cidade.

    O lançamento será no próximo dia 23 (sábado), na Biblioteca Pública do Paraná, das 10 às 12 horas. Nesse período estão programadas diversas atividades interativas para as crianças. Das 10h às 10h30 haverá oficina de ilustração para crianças com a ilustradora Ingrid e das 10h30 às 11h contação de histórias com a Companhia Girolê. A partir das 11h, o autor e a ilustradora farão a sessão de autógrafos com a venda dos livros no valor promocional de lançamento por R$31,50.

    Alexandre, que é bacharel e mestre em design com mais de vinte prêmios nacionais e internacionais, conta que a ideia de escrever “Curitiba de A a Z” surgiu quando comprou um livro infantil em Lima, no Peru. O livro falava de aspectos do Peru por meio das letras do alfabeto. “Ao retornar a Curitiba, pensei que poderia ser uma boa ideia fazer algo semelhante para honrar a cidade”, diz. Alexandre conta que a melhor definição do livro, que ouviu até o momento, foi a do prefeito Rafael Greca, que assina o prefácio da obra. Greca a classificou como um “alfabeto sentimental da cidade”, poetizando na sua maneira peculiar de falar “em que os verbetes alusivos a cada uma das letras brotam em versos mágicos e traços generosos”.  

    Para Alexandre a maior contribuição da obra será a de despertar, de modo divertido, nos pequenos leitores o interesse e orgulho por aspectos da cidade, sua história e seus monumentos, talvez ainda desconhecidos por eles. O autor acredita que o conhecimento é condição indispensável para que haja o respeito pela cidade, seus espaços públicos e sua cultura, ajudando a desenvolver a cidadania. “Esse é o legado que pretendemos deixar por meio desse livro” destaca.

    Ilustração
    O livro foi ilustrado pela curitibana e artista plástica Ingrid Osternack, formada em Pintura pela Accademia di Belle Arti di Venezia e com cursos de aperfeiçoamento em ilustração infantil na Itália. Em 2014, foi convidada pelo Ministério das Relações Exteriores para compor a delegação brasileira na Feira Literária de Gotemburgo - Suécia. Conhecida e reconhecida por seu trabalho na ilustração de obras infantis, “Curitiba de A a Z” é o 17º ilustrado por ela. A experiência de ilustrar essa obra trouxe à Ingrid lembranças de infância quando sua mãe a levava no Bondinho da Rua XV para desenhar. Destacou ainda a ilustração da araucária e das casinhas de madeira, elementos esses que serviram de inspiração do que ela vivenciou quando criança.

    Contrapartida social
    O livro, realizado por meio do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura, da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, terá como contrapartida social uma série de ações com oficinas de leitura e criação de texto ministradas por Alexandre e Ingrid sobre a cidade de Curitiba em escolas públicas da rede municipal para um público estimado em aproximadamente 200 participantes. Também haverá a leitura de trechos do livro e oficina de ilustração, na Casa da Bruxa, no Bosque Alemão de Curitiba e oficina de leitura e discussão do texto no orfanato Lar Batista Esperança. Esta também fará a doação de 10% da tiragem direcionada ao público-alvo da obra. Todas as ações referentes ao projeto e também informações relacionadas à literatura infanto-juvenil, entre outros assuntos de cunho cultural, serão divulgadas na página oficial do projeto no Facebook https://www.facebook.com/CuritibadeAaZ/

    Serviço:
    Lançamento Curitiba de A a Z
    Dia: 
    23 de março Horário: das 10h às 12h 
    Local: 
    Biblioteca Pública do Paraná (R. Cândido Lopes, 133 – Centro)
    Atividades interativas:
    10h às 10h30 –
    Oficina de ilustração para crianças com a ilustradora Ingrid Osternack
    10h30 às 11h –
    Contação de histórias com Companhia Girolê
    Sessão de Autógrafos: 
    11h às 12h –
    Com o autor Alexandre e a ilustradora Ingrid 
    Preço do livro:
    R$31,50 (valor promocional no dia do lançamento).

     

     

  • Escola

    Criança não pode ter brinquedo só de plástico!

    Criança não pode ter brinquedo só de plástico!
    Crianças da Escola Peixinho Dourado em atividades que vão além do manuseio com o plástico.

    No último aniversário do meu sobrinho, minha cunhada, sempre antenada com temas relacionados à sustentabilidade, pediu que os convidados para a festa não dessem brinquedos de plástico. Esse pensamento dela veio ao encontro de uma experiência realizada na escola de Educação Infantil Peixinho Dourado. A pedagoga da escola, Marianna Canova, questiona que: “Se você coloca a criança dentro de uma sala de aula em que tudo é feito de plástico, qual será o contato dela com o mundo?”

    Muitas vezes pensando em evitar riscos, os pais e professores acabam deixando de lado materiais riquíssimos para a experiência e o conhecimento. Mas nesse escola e na casa do meu sobrinho uma diversidade de outros materiais são colocados à disposição da criança. “Ter contato com a diversidade de materiais possibilita desenvolver muito mais as habilidades do que se ela só tiver contato com plástico”, resume a pedagoga. “A criança terá os sentidos muito mais aguçados e irá desenvolver mais a criatividade, além de conhecer o mundo de forma muito mais real”.

    No livro “O sentido dos sentidos”, João Duarte Júnior fala sobre como é importante para as crianças colocar a mão na massa. Na escola Peixinho Dourado são utilizados diferentes tipos de materiais para crianças de quatro meses aos seis anos, tudo com o monitoramento das professoras em sala. “As crianças fazem maravilhas com argila, arame, sementes e gravetos”, conta a pedagoga”, diz Marianna. “É muito bom para a criança se sentir útil, criar ela mesma as coisas que ficarão ao seu redor. Isso desenvolve a sensibilidade”, explica Marianna.

    Para implementar esse contato com vários materiais, uma professora de alunos de três a quatro anos do Peixinho Dourado teve a ideia de criar uma parede toda com papel adesivo - com o lado que gruda para fora. Nela, as crianças têm liberdade de experimentar a sensação “grudenta” e colar tudo que desejarem. Aliás, você já tentou colar um fio de barbante? Não é tão fácil, exige habilidade! Além de ser excelente para fazer o "movimento de pinça", fundamental para desenvolver a  escrita mais tarde.

    Para os bebês, Marianna lembra que os objetos e brinquedos normalmente são feitos de plástico ou pano, ou seja: eles acabam não conhecendo outros materiais. “Se você coloca esse bebê na grama ou na areia, ele entra em pânico”, lamenta Marianna. “E quando vai comer e se suja, não gosta, já quer que troque a roupa”, exemplifica.

    Quando a criança experimenta mais na primeira infância, tende a não se sentir tão afrontada no futuro em situações desafiadoras. No Peixinho Dourado, os diferentes tipos de material também estão sendo estudados e trabalhados para servir de ornamento na escola, como ambientação do refeitório, por exemplo - tudo feito pelas crianças, o que é praxe no Peixinho, onde toda a decoração é feita pelos pequenos. Além de ficar lindo, faz com que eles se sintam capazes, pertencentes e responsáveis pelo ambiente escolar.

    Sugestões de material para serem usados dentro e fora da sala de aula: madeira, plástico bolha, papel adesivo, temperos, sementes, bolinha de gel, arame, espetinho, argila, fubá, pedras, gelo, papel camurça, folhas secas… e o que mais a criatividade inventar.

  • Deficiência visual

    Inscrições abertas para o curso de Teoria Musical e Solfejo

    Inscrições abertas para o curso de Teoria Musical e Solfejo
    Professor Luiz Amorim durante aula na Oficina de Música de Curitiba (Foto: Cido Marques/FCC)

    O professor de música, Luiz Amorim, traz uma oportunidade especificamente para pessoas com deficiência visual de realizar o Curso de Teoria Musical e Solfejo, do Projeto Música Tátil para quem quer aprofundar os seus conhecimentos musicais. O curso tem duração de 2 anos com aulas semanais.

    O curso oferece a formação básica para músicos amadores e profissionais. São desenvolvidas as habilidades básicas para se compreender e fazer música, tais como, habilidades para ouvir e realizar os sons musicais, ritmos, melodias, compassos, escalas e a teoria geral da música. Tudo com base na partitura em Braille, a Musicografia Braille.

    Luiz Amorim Luiz Amorim possui baixa visão, graduou-se em Licenciatura em Música e pós-graduado em Educação Especial Inclusiva. Ministrou diversas oficinas no Paraná, com destaque para a última realizada, em janeiro deste ano, na 36ª Oficina de Música de Curitiba. O professor ministrou, na oportunidade, dois cursos: Fundamentos do Sistema Braille e da Musicografia Braille e o outro, Raízes da Música, Elementos do Som e da Apreciação Musical (para pessoas com deficiência visual).

    Mais informação: 41-9.97281756

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