• Acessibilidade Cultura

    Cinema sem Barreiras promove, dia 24, sessão inclusiva gratuita do filme O Rei Leão

    Cinema sem Barreiras promove, dia 24, sessão inclusiva gratuita do filme O Rei Leão

    Até o dia 1º de janeiro de 2020 todas as salas de grande porte de cinema no Brasil deverão estar equipadas com ferramentas de acessibilidade para pessoas com deficiência visual e auditiva, beneficiando um público-alvo estimado, segundo dados do IBGE, em torno de 10 milhões. O que muitas pessoas com deficiência ainda não sabem é que já é possível ir ao cinema e ter assegurado, com igualdade de condições, o que prevê a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, sancionada em 2015.

    Isso porque a acessibilidade já vem sendo colocada em prática com a legenda descritiva na tela e o uso de equipamentos adequados: no caso das pessoas com deficiência auditiva, o equipamento possui uma tela pela qual é transmitida a tradução em LIBRAS do filme; e para as pessoas com deficiência visual, por meio de fones de ouvido é possível o usuário ouvir a audiodescrição do filme.

    Pensando em reforçar os direitos previstos em lei e divulgar a tecnologia existente em Curitiba, ocorrerá uma sessão gratuita do filme O Rei Leão (dublado em 2D), no dia 24 de agosto (sábado), no Cineplus Jardim das Américas (Av. Nossa Sra. de Lourdes, 63), a qual estão sendo esperados mais de 70 pessoas com deficiência. A ação denominada “Cinema sem Barreiras” é uma iniciativa conjunta entre a Riole, empresa fabricante da tecnologia assistiva; o Cineplus Jardim das Américas; o departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de Curitiba; a gerência executiva de Educação da Fiep; a Vias Abertas Comunicação, Cultura e Inclusão; e a Tic Tag Comunicação & Educação Acessíveis.

    Para os organizadores da sessão gratuita, esta conquista merece ser comemorada e mais ainda divulgada para que o público-alvo possa ter uma manhã com entretenimento e possa conhecer a tecnologia desenvolvida especialmente para ele. Estão entre os beneficiados da ação, do dia 24, usuários de instituições especializadas, assim como alunos de instituições de ensino do sistema Fiep, na região de Curitiba, Araucária e Campo Largo.

    O Paraná é protagonista e precursor, no Brasil, no desenvolvimento da tecnologia, assim como na promoção do entretenimento ao público beneficiado. Isso porque a Riole, desenvolvedora do equipamento já disponível em várias salas de cinema do Brasil, tem a sua sede em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, e enquanto que o Cineplus do Shopping Jardim das Américas, localizada em Curitiba, foi a primeira sala de cinema do Brasil a adotar os equipamentos de acessibilidade.

    Para a diretora da Riole, Cristiane Moro, a empresa começou a produzir o equipamento usado no cinema, de olho na legislação, assim como ao detectar a ausência de tecnologia voltada para o entretenimento cultural para esse público. “Por traz desta iniciativa, foram necessárias muitas pesquisas para o desenvolvimento dos equipamentos, que é brasileiro e totalmente projetado por nós”, disse a diretora.

    Também se orgulha em ser pioneiro a oferecer a acessibilidade nas salas de cinema, o Cineplus Jardim das Américas. Para a sócia Marina Pastre, é um orgulho fazer parte deste projeto. “É uma emoção ver as pessoas com necessidades especiais serem agora incluídas nas salas de cinema, uma vez que antes não podiam acompanhar a família neste tipo de lazer”. Ela explica, que o acesso à tecnologia é individual e deve ser solicitado pelo cliente logo na bilheteria, na compra do ingresso. 

    Serviço:
    Cinema sem Barreiras
    Exibição do filme O Rei Leão (dublado em 2D)
    Público-alvo: 
    pessoas com deficiência e acompanhantes
    Local: Cineplus Shopping Jardim das Américas (Av. Nossa Sra. de Lourdes, 63)
    Horário: 10h (recepção) 10h30 (início da sessão)
    Realização: Riole; Cineplus Shopping Jardim das Américas; Departamento dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de Curitiba; Gerência Executiva de Educação da Fiep; Vias Abertas Comunicação, Cultura e Inclusão; e Tic Tag Comunicação & Educação Acessíveis.

    #PraTodosVerem Imagem retangular do banner com fundo cinza claro e margem fina amarela. No canto superior esquerdo, em letra maiúscula e cinza escura: CINEMA SEM BARREIRAS A MAGIA DO CINEMA AO ALCANCE DE TODOS. No canto superior direito, também em letra cinza escura: 24 AGOSTO 10h CINEPLUS Shopping Jardim das Américas Curitiba. Ao centro, dois ingressos sobrepostos na cor amarela. No centro do ingresso: Cinema Sem Barreiras em letra branca e maiúscula sobre fundo preto. Abaixo a identificação do número ilegível da poltrona. Ao lado em letra branca sobre fundo amarelo: 24 de agosto de 2019. E abaixo em letra branca sobre fundo preto: 10:00 A.M. Ao lado direito em preto sobre fundo amarelo, um código de QR Code. Na extremidade direita do ingresso em letra maiúscula preta sobre fundo branco: O REI LEÃO e o código QR Code. Abaixo dos ingressos em letra cinza escura: Filme O REI LEÃO Com Libras, Audiodescrição e Legenda Descritiva. Evento Gratuito / Convites Limitados. Na base inferior Realização: com as logos da Riole e do Cineplus. Apoio: com as logos da Prefeitura de Curitiba, Sistema Fiep, Tic Tag Comunicação & Educação Acessíveis, Vias Abertas Comunicação, Cultura e Inclusão.

  • Passividade, isolamento, desmotivação: sinais de alerta para a saúde emocional da criança

    Passividade, isolamento, desmotivação: sinais de alerta para a saúde emocional da criança

    Mesmo quando a criança recebe todos os cuidados físicos de que precisa, como alimentação adequada, idas ao pediatra e temperatura ideal do ambiente, existe o risco de se negligenciar as emoções.

    “É fundamental ensinar a reconhecer os próprios sentimentos e lidar com eles”, alerta a psicóloga/psicopedagoga Márcia Canova, que acompanha e aconselha famílias há quase 40 anos.

    No ambiente escolar, é fundamental que toda a equipe observe comportamentos que sinalizam que algo não está bem, como o isolamento. “A criança braba coloca seus sentimentos para fora, e então é possível ajudá-la. Já a introspectiva requer observação, mais questionamento e estar mais próximo”, explica a psicóloga.

    Além disso, durante o período de descoberta dos primeiros anos de vida, é importante ensinar a criança a identificar seus sentimentos: quando está com raiva, feliz ou entristecida.

    No Peixinho Dourado Berçário e Educação Infantil, desde pequenos os alunos usam o “emocionômetro”, um quadro em que a criança desloca uma figura até a emoção que está sentindo. Usando esse gancho, no início das aulas a professora questiona como todos estão, aborda os sentimentos e até cansaço ou saudade em rodas de conversa.

    “A produtividade melhora muito depois, porque a emoção interfere demais no processo de aprendizagem”, explica Márcia, que é psicopedagoga do Peixinho Dourado, em Curitiba (PR).

    Vida adulta

    Outro alerta para pais e professores é a importância de se ensinar e estimular comportamentos que envolvem o autocontrole emocional, como também iniciativa, autonomia, interesse e persistência. “Esses são elementos emocionais que farão a diferença no futuro, moldando a estrutura emocional da criança para que ela consiga reagir adequadamente às exigências que a vida trará”, ensina Márcia.

    Uma criança passiva e desmotivada até cerca de 8 anos de idade terá muito mais dificuldade de mudar esse comportamento depois.

    Nessa hora, é importante ensinar a resolver problemas de relacionamento típicos da idade – mas não fazer o trabalho por ela.

    Por fim, é preciso lembrar que a vida não é feita só de momentos bons e felizes, e, portanto, é incoerente cobrar da criança uma felicidade idealizada. Nos momentos de tristeza, surge a oportunidade de conversar e ensinar a pensar sobre si.

  • Deficiência visual

    Equipe multiprofissional faz adaptações na escola de Vítor

    Equipe multiprofissional faz adaptações na escola de Vítor

    Quando Vítor Cargnelutti, 6 anos, começou a frequentar o Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE), com o auxílio de seus terapeutas, seus professores e coordenadores aprenderam a fazer as adaptações necessárias para que o garoto acompanhasse melhor as aulas.

    “Na avaliação do Vítor, percebemos que ele tem dificuldade para seguir um objeto com os olhos e visualizar objetos no campo visual periférico”, explica a terapeuta ocupacional Thaysse Ferreira. Vítor havia sido diagnosticado pelo oftalmologista com estrabismo e ptose palpebral, o que afeta algumas funções da visão.

    Usando a terapia com tampão, plano inclinado e objetos luminosos, a resposta visual do menino tem melhorado. O manuseio de objetos é feito com anteparo para facilitar a diferenciação de cores.

    Com isso, a estimulação visual, aliada a terapias que utilizam brincadeiras e à psicopedagogia, tem trazido resultados para a vida do menino, tanto em casa como na escola.

    Adaptações na escola

    Para comunicar essa complexidade visual e aprimorar o tempo do Vítor em sala de aula, Thaysse e outras terapeutas foram à escola. Para sua surpresa, foram recebidas por um comitê com todos os seus professores, coordenadores e o núcleo de ensino, que se reuniram para entender melhor o caso e trabalhar em equipe. “Mostramos a qual distância ele enxerga e até quantos centímetros consegue fixar o objeto”, ela conta.

    Para melhorar essas condições, foi explicado que, quando a professora apresentar um livro ao Vítor, por exemplo, ele deve ter baixa complexidade visual, para depois, com o tempo, aumentar o nível de estímulos.

    A posição de Vítor em sala de aula também foi modificada: além de ficar na frente, ele precisa ficar no meio da sala, para ter o melhor aproveitamento do resíduo visual. Os estímulos visuais também foram reduzidos, e a principal adaptação foi o uso do plano inclinado para favorecer a posição da cabeça. “A resposta dele é melhor quando o objeto é elevado do que quando está sobre a mesa”, conta a terapeuta.

    Feitas essas adequações, as professoras perceberam que, agora, ele presta mais atenção nas aulas. As adaptações passaram também pelo mobiliário, uso de cores de alto contraste, tamanho e formas dos objetos apresentados. Na alimentação escolar, Vítor ganhou um prato com bordas e antiderrapante, o que facilita o manuseio com a colher.

  • Literatura

    Oficina e mediação de leitura de Sibila para a criançada

    Oficina e mediação de leitura de Sibila para a criançada

    Mediação de leitura pela autora de Sibila, Marilza Conceição, e oficina de confecção de cobra de anéis de papel em 3D com o Coletivo Criar e Brincar. Essas são as atrações que pretendem movimentar as férias da criança, no sábado, dia, 27, das 10h às 12h, no Leitura Genial(Avenida Paraná, 1758 loja 2), que também contará com sessão de autógrafos. 

    Sibila, editado pela Insight, é o mais novo livro da professora e escritora Marilza Conceição, autora de diversos livros e coletâneas infantis e até mesmo de uma novela infantojuvenil. As ilustrações são assinadas por Ingrid Osternack de Barros Neves.  

    A história de Sibila é resultado de momentos vividos em sala de aula pela autora com alunos da Educação Infantil de uma escola municipal de Curitiba. “O livro é uma combinação do faz de conta, do brincar com a leitura. A história é costurada com fios do real e do imaginário, que fazem parte do processo de aprender a ler”, diz Marilza. 

    Marilza conta que Sibila era uma cobra de pano; dessas feitas para estancar o vento que passa pelo vão das portas. Lembra a autora, que os alunos se envolveram em muitas brincadeiras, criando até amizade verdadeira com o bichinho de pano. As crianças tiveram tanto afeto pelo bichinho, que Marilza resolveu transformar essa experiência de sala de aula em um livro.

    Defensora do universo do faz de conta, Marilza acredita que, na escola, a utilização do texto poético do livro Sibila como unidade de ensino, permitirá à criança interpretar e desenvolver competências discursivas, linguísticas e estéticas. “Tais competências irão estimular a imaginação, construir visão de mundo, oportunizar o pensar em diferentes pontos de vista, em senso de cooperação e responsabilidade”, acredita Marilza.

    Contrapartida Social – O livro, realizado por meio do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura, da Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba, com incentivo do Positivo, tem como contrapartida social oficinas de desenho de personagens, a partir de audição da história.

    Sobre a autora Marilza:  Escritora de Literatura Infantojuvenil, curitibana, especialista em práticas pedagógicas para a Educação, compositora de músicas infantis e mediadora de leitura. Pela Editora Insight é autora das obras: Trem na Loja de Brinquedos (2018), O Balé da Chuva (2014), O Ovo do Bolo (2014). Escreveu a novela infantojuvenil As Primas (2013). Participou das coletâneas: Trem de Histórias (2011), Cakibooks, Rio de Janeiro - publicação da AEILIJ e Torre de Papel (2014) -  compilado por autores independentes de Curitiba. Mais informações: http://marilzaelivros.blogsp12ot.com

    Sobre a ilustradora Ingrid Osternack de Barros Neves:  Nasceu em Curitiba. Foi professora de Educação Infantil, professora de Educação Artística e hoje se dedica em tempo integral à Ilustração Infantil. Formou-se em Pintura pela Accademia di Belle Arti di Venezia, na Itália, onde morou por 6 anos. Também participou de cursos para ilustração de livros infantis na Fondazione Mostra Internazionale di Illustrazione per l'Infanzia Stepan Zavrel em Sàrmede, Itália. Mais informações: http://www.ingridosternack.com

    Sobre a Editora Insight: Publica livros que estimulam a imaginação. Atua, principalmente, nas áreas da literatura infantojuvenil, artes, livros técnicos na área do design e de cunho educacional. Acima de tudo, diferencia-se pelo cuidado na edição por meio de um design editorial profissional. Para isso, conta com a parceria da Nexo Design e ilustrações exclusivas. Além disso, trabalha em outra linha com os livros sob demanda. Isto possibilita a publicação de obras que não alcançariam a tiragem de uma editora tradicional. Oferece, também, por meio do site, serviços de divulgação e venda de livros, enquanto apoia os autores, que poderão comercializar suas obras de uma forma simplificada e eficiente. 
    Mais informações: www.editorainsight.com.br

    Serviço:
    Sibila e os filhotes na Leitura Genial
    Autora: Marilza Conceição Ilustradora: Ingrid Osternack de Barros Neves 
    Editora: Insight Ano: 2018
    Local:  Leitura Genial (Avenida Paraná, 1758 loja 2)
    Dia:  27/07 Horário: das 10h às 12h
    Páginas: 20
    Preço: R$ 26,00
    Preço promocional no dia: R$ 20,00

     

  • 24 de julho: Dia da Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho

    24 de julho: Dia da Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho

    Hoje, 24 de julho, é o dia da Lei de Cotas para pessoas com deficiência no mercado de trabalho. A lei é de 1991 e vem para “colocar em cheque” a importância das pessoas com deficiência terem acesso à educação de qualidade na escola comum e, como consequência, seguir com os mesmos direitos quando chega a hora de uma colocação do mercado de trabalho.

    Vale refletir, é preciso ir além: as pessoas com deficiência devem estar na escola para um dia fazer parte do mercado de trabalho também, como qualquer outra. Por isso, não adianta incluir hoje, se amanhã, quando adultas, elas não conseguem espaço digno para serem contratadas. Contratar só pra cumprir a cota exigida pela está ficando cada vez mais old fashion!

    Nesse aniversário da Lei de Cotas, o Instituto Rodrigo Mendes (IRM) faz questão de marcar seus esforços institucionais para esclarecer que as cotas são uma importante ferramenta de redução de desigualdades. Mas para que os resultados sejam realmente efetivos, é fundamental que as empresas não se limitem ao simples cumprimento da lei.

    Precisam canalizar o foco de suas ações para o desenvolvimento do potencial máximo de seus colaboradores. Na opinião do IRM, os avanços verificados com o aumento paulatino do número de pessoas com deficiência no mercado de trabalho refletem a ampliação da garantia do direito à educação para todas e todos, sem exceção.

    Essa convivência desde a escola possibilita a compreensão de que as pessoas com deficiência têm inúmeras possibilidades de exercer suas atividades laborais, desde que os ambientes de trabalho sejam organizados sem barreiras.

    Como se referir a pessoas com deficiência?

    O Instituto Rodrigo Mendes também faz um reforço junto aos jornalistas, formadores de opinião, na correta forma de se referir às pessoas com deficiência.

    Ao longo do tempo esses termos foram mudando. Isso é um bom sinal, pois cada vez mais vamos nos adequando na maneira correta de se expressar e escrever em relação a essas pessoas.

    Atualmente, a principal referência para responder a questão é a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, criada pela ONU em 2006.  O documento recomenda o uso da expressão “pessoas com deficiência”.

    Ou seja, não se deve usar mais “portadores de deficiência” e “pessoas com necessidades especiais” - duas tentativas recentes de amenizar o estigma e o olhar negativo gerado pelas palavras.

    "Pessoas com deficiência" é considerada a maneira adequada hoje porque não disfarça a existência de uma diferença e porque favorece a consciência de que, em alguns casos, é necessário um tratamento desigual para promoção da equidade.

  • Cinema

    Rei Leão acessível para pessoas com deficiência visual e auditiva

    Rei Leão acessível para pessoas com deficiência visual e auditiva

    Finalmente chegou nas telas de cinema o tão esperado clássico da Disney, Rei Leão, na versão live action com personagens e cenários feitos com alta tecnologia para simular a realidade. Para pessoas com deficiência, em Curitiba, uma ótima oportunidade é ir ao cinema nesta quarta, 24, em que estarão disponíveis o filme com Audiodescrição e LIBRAS, no Cineplus Shopping Jardim das Américas, sala TSX às 13h10, 15h40, 18h10 e 20h40.

    O filme tem 120 minutos, em formato Live Action e é bem fiel à história original. Simba (Donald Glover) é um jovem leão cujo destino é se tornar o rei da selva. Entretanto, uma armadilha elaborada por seu tio Scar (Chiwetel Ejiofor) faz com que Mufasa (James Earl Jones), o atual rei, morra ao tentar salvar o filhote.

    A batalha pelo reino é devastada por traição, tragédia e drama, resultando no exílio de Simba. Consumido pela culpa, Simba deixa o reino rumo a um local distante, onde encontra um par curioso de novos amigos, que o ensina mais uma vez ter prazer pela vida, descobre como crescer e recuperar o que é seu por direito.

    Para outros dias e horários, acesse o site do Cineplus: cinemacineplus.com.br/cinema/cineplus-jardim-das-americas/

  • Acessibilidade

    Audiodescrição e Libras, no Festival Internacional de Curitiba

    Audiodescrição e Libras, no Festival Internacional de Curitiba

    O Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba – começou esta semana com uma grade de programação envolvendo 131 filmes. Desses, dois contarão com os recursos de Audiodescrição e LIBRAS. O número de filmes acessíveis (vamos combinar que é baixo), no entanto, a tendência é só crescer. Segundo a organização do evento, as sessões com acessibilidade acontecem desde a 6.ª edição, em 2017.

    Este ano, serão dois documentários: “Estou me guardando para quando o Carnaval chegar”, do diretor Marcelo Gomes; e “Chão”, da diretora Camila Freitas. O primeiro será exibido dia 7 de junho, às 14h, no Espaço Itaú, sala 2, no Shopping Crystal. E o segundo, dia 12 de junho, às 21h, Cineplex Batel, sala 5, Shopping Novo Batel.

    A acessibilidade do filme “Estou me guardando para quando o Carnaval chegar” contou com o trabalho da COM Acessibilidade Comunicacional. A Audiodescrição (roteiro e narração) é de Thaís Lima, com a consultoria de Manoel Negraes e revisão de Liliana Tavares (Revisão). Já na LIBRAS, a tradução e interpretação é de Carlos Di Oliveira e Débora Pereira com a consultoria de Alessandro Vasconcelos. A Legenda para Surdos e Ensurdecidos (LSE) ficou a cargo de Flávia Oliveira com a consultoria de Marcelo Pedrosa. 

    O documentário ocorre, na cidade de Toritama, considerada um centro ativo do capitalismo local, mais de 20 milhões de jeans são produzidas anualmente em fábricas caseiras. Orgulhosos de serem os próprios chefes, os proprietários destas fábricas trabalham sem parar em todas as épocas do ano, exceto o carnaval: quando chega a semana de folga eles vendem tudo que acumularam e descansam em praias paradisíacas.

    "O documentário “Chão”, de Camila Freitas trata do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de Goiás. Em 2015, a comunidade ocupa parte do terreno de uma fábrica de cana-de-açúcar prestes a falir e exige uma redistribuição da terra. Enquanto de um lado ocorrem os protestos e movimentações para pressionar o governo a aprovar uma reforma agrária que redistribuirá o território da usina, do outro um grupo de conservadores ligados a latifundiários luta para acabar com as manifestações dos ocupantes. O filme teve estreia mundial na 69ª edição do Festival de Berlim."

    Os filmes acessíveis têm parceria do Olhar de Cinema com a Fluindo Libras e o Instituto Paranaense de Cegos - IPC. Para ingressos cortesia verificar a disponibilidade com as instituições. Ingressos à venda R$14 e R$7(meia).

     

  • Lançamento

    Céu e mar: história de superação e valorização das raízes

    Céu e mar: história de superação e valorização das raízes
    Ilustração do livro Céu e Mar (Foto: Maria Ines Piekas)

    Um livro que aborda a perda, a exclusão e a necessidade vital de superação e de reinvenção da identidade. Assim é “Céu e Mar” (Editora Insight), livro de Lindsey Rocha Lagni e ilustrações de Mari Inês Piekas, que traz um rico leque de informações sobre a religiosidade, os costumes e a música de um povo cada vez mais forte e orgulhoso de suas raízes. Direcionado ao público infanto-juvenil com muita poeticidade e sem dogmatismo, “Céu e Mar” terá lançamento dia 26 de maio, domingo, às 11h, com sessão de autógrafos e apresentação de capoeiristas, no Bazar Leite Quente (Casa da Cultura Polônia Brasil - Rua Ébano Pereira, 502).

    O livro traz a história de superação e de valorização das raízes do menino Lucas, que vivia com a família em Salvador, Bahia. Um acidente grave deixa-os muito abalados emocionalmente, o que os faz mudar para o sul do país. O novo lugar de Lucas levará o leitor a refletir sobre a questão da perda, da exclusão e da necessidade vital de superação e de reinvenção da identidade.

    O livro tem como pano de fundo a Umbanda, religião genuinamente brasileira, e a capoeira. Para Lindsey, falar sobre esse tema é de grande importância, já que todos algum dia já sofreram algum tipo de preconceito e também amaram/amam e perderam alguém. “São temáticas universais – e a literatura é uma maneira de dialogar com tudo isso”, diz.  A narrativa é enriquecida com figuras como mestre Pastinha e presenteia o leitor com um ponto de Ogum criado por Paulo Leminski.

    A ideia do livro veio de lembranças da Lindsey, especialmente de sua época de professora, em que conviveu com alunos que sofreram preconceito em relação à cor e à crença religiosa. Conta a autora que os alunos tinham medo de dizer que eram da Umbanda ou do Candomblé, sendo que muitos até diziam que eram espíritas ou que não tinham religião para evitar ser motivos de chacota. “Sempre senti que precisavam, de alguma forma, compartilhar o que realmente eram, foi aí que percebi a necessidade dos alunos de falar sobre suas vidas, suas perdas, dores, acertos, erros, vitórias e dúvidas”, disse.

    Contrapartida social – Céu e Mar foi viabilizado com o apoio do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura - Fundação Cultural de Curitiba, com incentivo do Positivo. Como contrapartida social haverá rodas de leitura sobre a temática do livro, assim como aulas de Capoeira Angola em escolas municipais escolhidas pela Fundação Cultural de Curitiba.

    Sobre Lindsey Rocha Lagni:  Lindsey lecionou Língua Portuguesa e Literatura durante dez anos na rede particular de ensino. Formada em Letras pela UFPR, é autora dos livros: "Nervuras do Silêncio" e "Amuletos de prosa e verso"; organizadora do livro "Ofícios do tempo (Poesia de Donizete Galvão) e editora,  juntamente, com Marcelo Del Anhol, de vários livros infanto-juvenis - dentre eles,  “Visita à  Baleia”, de Paulo Venturelli (II lugar do Prêmio Jabuti).

    Sobre a ilustradora Mari Inês Piekas: é doutora em Artes Visuais, atuando na área de ensino e pesquisa em desenho infantil e deficiência visual. Bacharel em Design e licenciada em Artes Visuais, atua como ilustradora, artista plástica e professora de desenho e pintura, desde 2003.

    Serviço:
    Lançamento e sessão de autógrafos livro Céu e Mar 
    Autora: Lindsey Rocha Ilustradora: Mari Inês Piekas
    Editora: Insight Ano: 2018
    Local:  Casa da Cultura Polônia Brasil (Rua Ébano Pereira, 502)
    Dia:  26 de maio (domingo)
    Horário: 11h, com apresentação de capoeiristas

  • Acessibilidade

    Acessibilidade Atitudinal é tema de nova campanha da Prefeitura

    Acessibilidade Atitudinal é tema de nova campanha da Prefeitura

    A Prefeitura lança amanhã (23/5), às 11h, no Salão Brasil, a campanha de comunicação de Acessibilidade Atitudinal - atitudes do cotidiano que incluem pessoas com deficiência em atividades rotineiras e que garantem a promoção de seus direitos.

    O evento terá a presença da secretária Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Priscilla Gaspar, que vem a Curitiba conhecer o trabalho da gestão municipal na área da Pessoa com Deficiência.

    Priscilla também fará uma visita à sede da Assessoria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, no Cristo Rei, das 9h às 10h30. Irá conhecer dois dos serviços prestados à comunidade pela Prefeitura: a Central de Libras e o Ônibus Acesso.

    A campanha terá divulgação nas redes sociais da Prefeitura, mídia embarcada nos ônibus e terminais da cidade. Vídeos com personagens reais que têm algum tipo de deficiência ensinam à população os conceitos da acessibilidade atitudinal.

    Fonte: Assessoria de Imprensa Prefeitura

  • Acessibilidade

    Audiodescrição no espetáculo Disney on Ice, neste sábado

    Audiodescrição no espetáculo Disney on Ice, neste sábado

    Disney on Ice está chegando em Curitiba,  no Ginásio Tarumã, com sessões nesta quarta, 22, até domingo, 26. A de sábado contará com o recurso de Audiodescrição para que pessoas com deficiência visual tenham o completo entendimento do espetáculo. O roteiro da Audiodescrição é da Mais Diferenças e narração de Raquel Carissimi, da Mil Palavras. No sábado a sessão com Audiodescrição será às 11h, lembrando que é preciso chegar com mais de uma hora de antecedência para seja possível acomodar todos nos lugares reservados para pessoas com deficiência e ouvir as notas introdutórias. Não será permitida a entrada após o início do espetáculo.

    Os ingressos estão disponíveis para a compra no quiosque do Shopping Christal (segunda a sábado, das 12h às 20h, e domingos e feriados, das 14h às 20h.). Pessoas com deficiência visual e acompanhante terão meia entrada. No dia do evento haverá uma banca para a retirada dos equipamentos ao lado da bilheteria. Também é possível fazer reserva e compra pelo e mail grupo.is@opuspromocoes.com.br ou pelo telefone 51-3235-4579

    Sobre o espetáculo

    Neste ano, a peça leva o título “Em Busca dos Sonhos” e mistura a patinação artística no gelo com a magia dos contos da Disney.Serão oito coreografias: Aladdin, A Bela e A Fera, Enrolados, Moana, A Bela Adormecida, A Pequena Sereia, Cinderela e Frozen. Os espetáculos terão duração média de 70 minutos, com intervalo de 15 minutos.

    O público brasileiro viajará com Moana durante Disney On Ice Em Busca dos Sonhos. Esta produção totalmente nova, produzida pela Feld Entertainment e com a realização brasileira da Opus Promoções, Campo da Produção e Ministério da Cidadania, Governo Federal, reúne uma coleção de histórias inspiradoras composta por um elenco de personagens com o desejo de explorar as profundezas, elevações e horizontes de seus sonhos. Miguel, da animação Viva – A Vida é Uma Festa, se unirá a Moana e Maui, Frozen, A Bela e A Fera, Aladdin, Enrolados, A Bela Adormecida, A Pequena Sereia e Cinderella e juntos completam a seleção de histórias inspiradoras de coragem e de emoção.

    A coragem guia o caminho das heroínas da Disney, neste novíssimo espetáculo de patinação nogelo. Viaje pelo reino de Arendelle com Anna, Elsa e Olaf em uma dramática do amor fraterno que salvou um reino. Faça parte das incríveis aventuras de Aladdin enquanto ele aproveita sua chance de enganar seus adversários no mercado de Agrabah. Descubra mundos desconhecidos com Rapunzel e Jasmine. Lute contra o vilão maléfico em forma de dragão que cospe fogo ao lado do Príncipe Phillip, em um espetáculo flamejante. Mergulhe no mar com Ariel, enquanto ela anseia por explorar a vida acima das ondas e está disposta a arriscar tudo pela curiosidade e a emoção da aventura. Encontre a força interior, gentileza e determinação de Belle, Aurora e Cinderella.

    “Disney On Ice Em Busca dos Sonhos foi criado com a intenção de inspirar a todos a explorar seu mundo, destacando os momentos decisivos de personagens que se tornaram seus próprios heróis”, declara a Vice-Presidente Executiva e Produtora Nicole Feld. “Tendo uma filha e um filho em casa, eu sabia que era importante apresentar uma variedade de histórias da Disney, além de mostrar a conexão entre essas histórias e ilustrar como uma jornada pode se desdobrar de várias maneiras”, reforça Nicole.

    "Nosso maior desejo para nossos convidados é que eles sejam inspirados por esses contos de bravura e ver que tudo é possível se você seguir seus sonhos", argumenta o Vice-Presidente Regional da Feld Entertainment, Steven Armstrong. “Muitas das histórias que estamos apresentando – como Cinderella e A Pequena Sereia – existem há gerações e resistem ao tempo. Outros, como Moana e Frozen, inspiram uma nova geração de garotas jovens por meio da autoconfiança e da crença em si mesmas ”, analisa Armstrong.

    Em Busca dos Sonhos captura toda a magia e a aventura dos contos imortais da Disney por meio da patinação artística, figurinos e cenários impressionantes. Por meio da iluminação inovadora e efeitos especiais, o público é transportado para um mundo de imaginação, em que heróis de todos os tipos procuram realizar seus sonhos. Saltos altos, patinação de tirar o fôlego e os adoráveis amigos da Disney fazem de Disney On Ice Em Busca dos Sonhos, uma experiência que as famílias nunca esquecerão.

    Serviço:
    Disney on Ice
    Local: Ginásio Tarumã
    Datas:
    22/05, quarta-feira – 19h30
    23/05, quinta-feira – 19h30
    24/05, sexta-feira – 19h30
    25/05, sábado – 11h (contará com o recurso de audiodescrição) e 15h
    26/05, domingo – 10h e 18h

    CANAIS DE VENDAS OFICIAIS:
    Site: www.uhuu.com
    Atendimento: falecom@uhuu.com
    Quiosque no Shopping Crystal: Rua Comendador Araújo, 731 - Batel, Curitiba. Horário de atendimento: de segunda a sábado, das 12h às 20h, e domingos e feriados, das 14h às 20h. Formas de pagamento: Internet : Visa, Master, Diners, Hiper, Elo, American. Bilheteria: Visa, Master, Diners, Hiper, Elo, American e Banricompras.

    Mais informações
    https://youtu.be/6T7xEmUT1Js
    https://www.disneyonice.com/br/pt-br/em-busca-dos-sonhos
    www.feldmediaguides.com

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    YouTube: www.youtube.com/DisneyOnIce
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    Fonte: editado a partir de informações das assessorias Opus Promoções (Porto Alegre) e V3 Com (Curitiba)

  • Colégio Amplação finaliza ação social com entrega de 500 livros a influenciador digital

    Auro Ottoni, influenciador que participou de ação social do Colégio Amplação, localizado no bairro Neoville, em Curitiba, realizada no Dia Mundial do Livro, recebeu 500 exemplares de obra do escritor Augusto Cury, criador da Escola da Inteligência. A entrega foi pela diretora da instituição Gisele Mantovani.

    O desafio proposto pelo Colégio Amplação reuniu, na Livraria da Vila, 10 influenciadores digitais de diversas áreas na cidade. Eles gravaram um vídeo comentando qual o livro que na infância os inspirou a se tornar o adulto no qual se transformaram. A ideia da ação social foi estimular a leitura.

    O influenciador que obtivesse o maior número de curtidas e compartilhamentos receberia a doação dos 500 livros para entregar às instituições de sua preferência.

    Acesse o link de Auro Ottoni: https://vimeo.com/331992989

    Prática inovadora

    A diretora da escola ressalta que a ação desenvolvida com os influenciadores digitais vem ao encontro da proposta de educação transformadora adotada pelo Colégio Amplação, que promove práticas pedagógicas inovadoras. Exemplo é o ambiente Detox Digital. Este projeto iniciou em 2017 com a intenção de instigar o mundo da leitura de uma forma diferente, e já registrou a participação de 2.600 alunos.

    “O Detox Digital é um espaço físico aconchegante, com tomadas e carregadores de celulares e tablets. Enquanto o aluno espera seus aparelhos carregarem eles são convidados a lerem um livro. O acervo foi formatado levando em conta a idade e o interesse do estudante. A experiência também é comentada em sala de aula. O resultado tem sido gratificante”, acentua a diretora pedagógica.

  • Audiodescrição na exposição Observador

    Audiodescrição na exposição Observador
    (Foto: Lucas Georg)

    Hoje (10 de maio) é o último dia para assistir a exposição "Observador", no Espaço Cultural BRDE - Palacete dos Leões. Originada, a partir do livro homônimo, reúne imagens do cotidiano do Hospital Pequeno Príncipe. São registros do dia a dia do maior hospital pediátrico do país.

    Estão à disposição dez equipamentos de audiodescrição para acessibilidade do público com deficiência visual com a reprodução do respectivo audioguia. Nestes 15 dias de exposição mais de 40 pessoas com deficiência visual e idosos tiveram acesso à exposição. Eles vieram de várias insituição como o Instituto Paranaense de CegosCraid - Centro Regional de Atendimento Integrado ao DeficienteCAEE NAtalie Barraga, Associação dos Deficientes Visuais do Paraná - ADEVIPACentro de Artes Guido Viaroentre outros. 

    O roteiro da audiodescrição é de Mimi Aragón. Consultoria: Manoel Negraes. Narração: Diana Manenti. Locução: Fábio Rangel e Técnico de áudio: Bruno Klein - Estúdio Porta da Toca. O planejamento e produção: Vias Abertas Comunicação, Cultura e Inclusão & OVNI Acessibilidade Universal.

    O livro se constitui a partir de uma imersão dos fotógrafos Tetê Silva, Gustavo Minas, Isabella Lanave e Ricardo Perini no hospital, revelando diversas facetas do cuidado com a saúde infantil. A publicação será vendida a preço promocional (R$10).  Pelas lentes de fotógrafos convidados e com participação das crianças e adolescentes da instituição, a publicação encanta e surpreende. 

    O projeto, viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, promoveu também oficinas de fotografia para os pequenos pacientes do hospital. Nesses encontros, mediados por Ana Paula Lobo, as crianças e adolescentes aprenderam técnicas de fotografia e puderam experimentar o aprendizado da melhor forma: fotografando! Parte dos resultados das oficinas compõe a publicação, ao lado das imagens dos fotógrafos convidados. 

    Para mais informações: www.projetoobservador.com.br

    Serviço:
    Espaço Cultural BRDE - Palacete dos Leões
    Endereço: Avenida João Gualberto, 570.
    Das 13h30 às 18h30.
    Entrada gratuita e aberta ao público.

    Fonte: Informações pelo site do projeto www.projetoobservador.com.br 

  • Educação

    Prefeito Rafael Greca inaugura Mini Prefeitura no Colégio Amplação

    Prefeito Rafael Greca inaugura Mini Prefeitura no Colégio Amplação
    (Foto: Luz Costa/SMCS e Miguel Verzignassi)

    O prefeito de Curitiba inaugurou, na sexta-feira, 3 de maio, a Mini Prefeitura instalada na Minicidade, construída no Colégio Amplação, no bairro Neoville. Recebido com festa pelos alunos, Rafael Greca ensinou um segredo a eles: “uma cidade somente é boa e organizada, quando a colocamos  em nosso coração”. Além disso, convidou os “curitibinhas” a ajudá-lo a manter a capital entre as melhores do Brasil. “Quando vocês observarem algo errado escrevam para mim... quem não souber escrever pode desenhar”. Após cantar com os estudantes em coro o Hino de Curitiba, Greca conheceu a Minicidade e se encantou com a iniciativa.

    João Vitor Rosa Ribeiro, aluno do terceiro ano do Ensino Fundamental, Luisa Bialli e Santiago Olmedo, da turma da Educação Infantil, representaram o Colégio Amplação na recepção do prefeito com a mensagem “Abraço solene”, e no momento do corte da fita de inauguração da “Mini Prefeitura”. “Nossa linda Curitiba, conhecida Brasil afora como cidade de primeiro mundo, só é assim, porque tem alguém que cuida muito bem dela e de cada um de seus cidadãos”, diz um trecho. Mais adiante destaca que “recebemos vossa excelência de braços abertos para conhecer aquela que é para nós uma escola de primeiro mundo”.  Os alunos enfatizaram que é nesta escola onde “aprendemos desde cedo a consciência política, a importância das relações interpessoais”. E finalizaram, agradecendo a Rafael Greca “por cuidar tão bem de nossa querida Curitiba”.

    A diretora da escola, Gisele Mantovani, detalhou ao prefeito o projeto da Minicidade. “É um espaço lúdico explorado pelas crianças em várias atividades: empreendedorismo, civismo, educação financeira e responsabilidade social”. A iniciativa integra um projeto mais amplo, construído com os conceitos de identidade e autonomia, bases fundamentais para a compreensão de mundo de cada indivíduo. A minicidade nasceu do projeto Viva Curitiba, elaborado pelas turmas da educação infantil, em comemoração ao aniversário da cidade.

    Gisele Mantovani explicou ao prefeito Greca que o Colégio Amplação é pautado pela pedagogia da escuta, onde as habilidades e conhecimentos dos alunos são despertados e incentivados por meio de ambientes preparados e espaços de aprendizagem, que desenvolvem diariamente o protagonismo dos alunos. “Somos uma escola onde, além do currículo de base, trabalha entre outras inovações, as questões sociais, como as relações interpessoais e com a cidade, seus estabelecimentos e serviços”.

    O Colégio Amplação foi buscar na educação da Finlândia, uma das mais modernas e inovadoras do mundo, a base para construir a escola, observa a diretora. “Temos um compromisso com a educação mais humana, colaborativa, instigante e participativa, que promove o conhecimento por meio de práticas tecnológicas inovadoras e experiências educacionais diferenciadas, sem abrir mão do acolhimento e da afetividade”, destaca Gisele Mantovani.

     

    Crédito das fotos: Luz Costa/SMCS e Miguel Verzignassi

  • Educação

    Educação domiciliar: qual a sua opinião sobre essa decisão governamental?

    Educação domiciliar: qual a sua opinião sobre essa decisão governamental?

    Qual a sua opinião sobre educação domiciliar? Esta é mais uma das polêmicas do governo Bolsonaro. O presidente quer regulamentar a educação domiciliar, prática comum e permitida em países como Estados Unidos, Austrália, Canadá, Reino Unido, França e Paraguai. Em contraste, considerada crime na Alemanha e Suécia. Esta matéria não é para formar uma opinião contra ou a favor, apenas passar informações da pesquisa que fiz para saber mais sobre o assunto e que gostaria de compartilhar. Portanto, também procurei um diretor de escola e uma psicopedagoga para saber a opinião deles.

    Nos Estados Unidos, a homeschooling cresce de 2 a 8% ao ano. Cerca de 2 milhões de pessoas foram educadas em casa. Enquanto, na Alemanha e Suécia a família que não colocar o filho na escola está sujeita a perder a guarda da criança ou jovem. No Brasil, estima-se que são cerca de cinco mil famílias brasileiras, que optam por educar os filhos em casa. No entanto, a prática da família de assumir por inteiro a responsabilidade de educar a criança ou jovem, sem a participação de uma instituição de ensino, é considerada ilegal pelo STF.

    A psicopedagoga, Ana Cláudia Zanardi Dietrich, respeita as famílias que optam pela educação domiciliar. No entanto, ela vê a família como algo complementar ao trabalho realizado pela escola. Para ela, cabe à família atuar na rotina do filho por um vínculo de aprendizagem, mas é na escola, por meio do espaço como terceiro educador, das relações socioemocionais que o  desenvolvimento é mais completo.

    Já para o diretor geral da CEI Trilhas do Saber, Everton Renaud, em casa sempre se ensina. No entanto, ele questiona: Para quem se aplica e quem tem as condições para fazer? “Educação domiciliar, feita com preparo e contando com o compromisso e fundamentação suficiente na família, pode ser positiva, assim como deixa a desejar, pois é na escola, que a criança encontrará um espaço coletivo, com um papel importante para a socialização, porque nós somos seres sociais”, acredita.

    Por que alguns pais optam pela educação domiciliar?

    Permitida em alguns países e crime em outros. E os pais, por que muitos optam pela educação familiar? Estima-se, provavelmente, segundo o Governo, que 30 mil famílias brasileiras têm interesse em adotar esse método. As razões, muitas vezes batem na insatisfação com as instituições educacionais. Acreditam que no ambiente escolar o estudante é exposto a más influências ou manipulações; alguns julgam que as instituições de ensino são de má qualidade, adotam metodologias que os pais discordam e com educadores mal formados; em alguns casos, a criança ou jovem possui necessidades específicas que dificilmente são bem direcionadas pelas escolas (em um outro post quero falar só sobre esse tema, abordando a inserção da criança com deficiência no ensino regular); e outros pais enxergam a educação domiciliar como uma forma de estabelecer um vínculo familiar e proporcionar um ambiente mais estimulante de aprendizado.

    E para você, qual a sua opinião sobre a educação domiciliar?  Uma das fontes para escrever essa matéria foi o site Politize. No início, achei que ele fosse parcial, militando para um lado político; mas o site é uma excelente fonte para formar a opinião. Saiba mais sobre o tema, no post escrito por Isabela Moraes, graduanda de Relações Internacionais, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Seu objetivo é ajudar a descomplicar a política e aproximá-la das pessoas, incentivando a participação democrática.

  • Dia Mundial do Livro

    Escola de Curitiba inspira a leitura e envolve influenciadores em ação social

    Escola de Curitiba inspira a leitura e envolve influenciadores em ação social
    Ação realizada na Livraria da Vila, em Curitiba. (Foto: Miguel Verzignassi)

    Criar métodos pedagógicos de incentivo à leitura é desafiador para as escolas. Apresentar os livros aos alunos e estimulá-los a vivenciar as múltiplas experiências que a prática de ler oferece requer propostas inspiradoras. O Colégio Amplação, localizado no bairro Neoville, em Curitiba, foi buscar no universo digital a inspiração para formar novos leitores.

    A diretora pedagógica da instituição de ensino, Gisele Mantovani Pinheiro destaca que as tecnologias estão inseridas na educação atual. “É necessário compartilhar essas inovações para promover o conhecimento e tornar os estudantes mais colaborativos, instigantes, protagonistas e participativos. E ampliar a prática da leitura está entre nossos projetos”, sublinha.

    Influenciadores
    Para aproveitar o Dia Mundial do Livro (23 de abril), o Colégio Amplação convidou os principais influenciadores locais para fazer um vídeo contando qual livro leram na infância e que os inspirou a serem os adultos de hoje. O cenário não poderia ser mais adequado: uma livraria.

    Participaram da ação os influenciadores: Beto Madalosso, Guilherme Krauss, Fabbi Cunha, Marcus Yabe, Ana Cláudia Michelin, Jean Sigel, Gabi Mahamud, Mariana Smolka e Auro Ottoni.

    Os influenciadores postaram os vídeos em suas redes sociais. O post que obteve o maior número de curtidas foi de Auro Ottoni, que ganhou 500 livros do escritor Augusto Cury, criador da Escola da Inteligência, para doar a instituições de sua preferência.

    Prática inovadora
    Gisele Pinheiro ressalta que a ação desenvolvida com os influenciadores digitais vem ao encontro da proposta de educação transformadora adotada pelo Colégio Amplação, que promove práticas pedagógicas inovadoras. Exemplo é o ambiente Detox Digital. Este projeto iniciou em 2017 com a intenção de instigar o mundo da leitura de uma forma diferente, e já registrou a participação de 2.600 alunos.

    “O Detox Digital é um espaço físico aconchegante, com tomadas e carregadores de celulares e tablets. Enquanto o aluno espera seus aparelhos carregarem eles são convidados a lerem um livro. O acervo foi formatado levando em conta a idade e o interesse do estudante. A experiência também é comentada em sala de aula. O resultado tem sido gratificante”, acentua a diretora pedagógica.

    Acesse os links abaixo para visualizar os vídeos inspiradores dos influenciadores:

    Marcus Yabe - https://vimeo.com/331993907

    Beto Madalosso - https://vimeo.com/331989611

    Ana Cláudia Michelin - https://vimeo.com/331992313

    Fabbi Cunha - https://vimeo.com/331996742

    Gabi Mahamud - https://vimeo.com/332000263

    Guilherme Krauss - https://vimeo.com/331999083

    Auro Ottoni - https://vimeo.com/331992989

    Jean Sigel - https://vimeo.com/331990794

    Mariana Smolka - https://vimeo.com/331997896

    Fonte: Assessoria de Imprensa Amplação

  • Educação inclusiva

    Entrevista: trajetórias de estudantes cegos e práticas escolares inclusivas

    Entrevista: trajetórias de estudantes cegos e práticas escolares inclusivas
    Luciane Molina durante a sua defesa de mestrado na Universidade de Taubaté. (Foto: Arquivo pessoal)

    Com o tema “Trajetórias de Estudantes Cegos e as Práticas Escolares Inclusivas”, a mestre em Educação, Luciane Maria Molina Barbosa, defendeu pela Universidade de Taubaté (Unitau) a sua dissertação de mestrado pelo Programa de Pós-graduação em Educação e em Desenvolvimento Humano: Formação, Políticas e Práticas Sociais. Luciane fez uma análise descrevendo os entraves e conquistas da escola inclusiva sob a percepção de seis estudantes cegos nos seus processos formativos da Educação Básica ao Ensino Superior. A pesquisa é uma importante colaboração na área de educação inclusiva de pessoas com deficiência visual, principalmente se considerarmos a trajetória acadêmica e profissional de Luciane.

    Luciane nasceu com baixa visão e foi alfabetizada usando recurso de letras ampliadas. Aos 13 anos, sua visão piorou e ela precisou aprender pelo sistema Braille. Passou por diversas dificuldades para estudar, desde a Educação Básica até a sua formação superior em Pedagogia. No entanto as dificuldades não foram empecilho para ela alcançar êxito tanto nos estudos como na sua carreira profissional. Luciane é referência na educação especial inclusiva e na formação de professores da educação básica, além de atuar na área de políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso de Caraguatatuba. Atualmente é consultora em Audiodescrição e tutora eletrônica de disciplinas pedagógicas dos cursos de Licenciatura no Núcleo de Educação a Distância da Universidade de Taubaté - UNITAU.

    Em entrevista concedida com exclusividade ao Portal Bem Paraná, blog Tic Tag Comunicação & Educação Acessíveis, Luciane conta sobre as motivações que a levaram a escolher o tema da sua dissertação, voltada à educação inclusiva, assim como a sua própria experiência de vida como aluna com deficiência visual em um curso superior. Luciane ainda faz uma análise do que ela tem percebido de avanço na educação inclusiva, desde que se formou em Pedagogia, assim como o que realmente falta a ser feito para que os cursos na Educação Superior sejam acessíveis. Por fim, avalia a Audiodescrição como recurso de acessibilidade no processo de ensino-aprendizagem. 

    Confira a entrevista com Luciane Molina: 

    O que te motivou a escolher este tema para a sua pesquisa?
    A educação inclusiva sempre esteve presente no meu percurso formativo. Como aluna, tive que vivenciar situações de pertencimento à escola inclusiva por meio de adaptações, de acesso a recursos e a práticas escolares que pudessem ser mais adequadas à minha condição visual, que percorreu nuances da baixa visão a cegueira. Para isso, sempre contei com apoio familiar. As justificativas vão muito além das questões de ordem pessoal; perpassam esse aspecto para adentrarem ao campo profissional e social. Profissional porque o mercado de trabalho exige uma formação sólida e bem sedimentada. Nesse ponto a Universidade se insere como local em que se dá esse alargamento de fronteiras por meio do conhecimento. Por fim, o aspecto social tem como princípio as relações que se estabelecem de acolhimento, respeito e reconhecimento da diversidade. 

    O que você quis comprovar com a sua pesquisa?
    Quis comprovar de que forma as práticas escolares inclusivas, na perspectiva do estudante cego, influenciam para o sucesso e a conquista aos níveis mais elevados de ensino. Por isso, todos os entrevistados, sujeitos da pesquisa, foram escolhidos de modo que já tivessem vivenciado, em algum momento da formação, o percurso no Ensino Superior, seja como egresso, aluno ou evadido.

    Quais os resultados que você chegou por meio da sua pesquisa?
    Verificou-se que a trajetória desses estudantes apresenta elementos facilitadores e dificultadores quanto à aprendizagem escolar, relacionados aos materiais usados pelos professores e pelas escolas que estudaram a postura do professor durante as aulas; a existência ou não de algum acompanhante para o aluno; os mecanismos de avaliação e a forma da Instituição de Ensino compreender o trabalho com a diversidade. A maioria dos sujeitos afirmou que percebe pouca mudança nas formas de gestão de sala de aula, considerando a inclusão, se comparado todo o seu percurso escolar. Apontam como possibilidades de avanço uma postura mais ativa do docente em compreender a diversidade e de conhecer as peculiaridades de cada aluno, por meio do diálogo e da abertura ao novo.

    Quais as dificuldades que você passou na sua graduação?
    A graduação, sem dúvidas, foi um dos períodos mais complexos e dolorosos na minha formação. O distanciamento entre teoria e prática foi muito evidenciado pela ausência de práticas inclusivas para atender às necessidades da minha condição visual. Eu não recebi material adaptado, na época eu já lia e escrevia em Braille e só ganhei meu primeiro notebook, no último ano da licenciatura, em 2005. Mas não foi apenas a ausência de material o aspecto dificultado. Os entraves também estavam nos apontamentos dos professores em sala de aula, sem descrição dos gestos e conteúdos inacessíveis; na escolha das estratégias e recursos como filmes legendados, por exemplo. Para as avaliações, nas provas eu precisava sempre ditar as respostas que eram escritas por minha mãe. E por falar nela, que já era professora de Artes, há quase duas décadas, foi quem me acompanhou dentro de sala de aula durante os anos do curso de Magistério e, também na graduação. Voltou à academia como aluna, ao mesmo tempo em que foi minha colega de turma.

    Como ocorreu este grande apoio da sua mãe durante as aulas?
    Minha mãe era quem ditava toda a matéria que era escrita no quadro. Ela audiodescrevia todos os apontamentos feitos pelos professores e também todos os elementos imagéticos presentes em sala de aula, até mesmo as expressões de desânimo ou de euforia dos alunos, as vestimentas, o cenário e a organização dos espaços físicos. Ela também transcrevia meus trabalhos escritos em Braille para tinta, era minha escriba nas avaliações e minha dupla inseparável. Em casa, adaptava alguns materiais, gravando em áudio os livros da bibliografia do curso, em um gravador para que eu pudesse acessar o conteúdo no meu tempo. A minha conquista pela  autonomia sempre foi o maior objetivo dela. Foi pelos olhos dela que superei toda falta de acessibilidade encontrada no Ensino Superior. Apesar disso, encontrei professores empenhados, que tentavam dialogar, mas que não conseguiam, sozinhos, ultrapassar as barreiras impostas pelo sistema. Talvez fossem tão excluídos quanto eu. Hoje, orgulho-me de ter me tornado colega de profissão desses professores, porque ainda espero que juntos, consigamos transformar os mecanismos de exclusão em práticas mais favoráveis e inclusivas, com enfoque no pertencimento da pessoa com deficiência ao grupo maior.

    De lá para cá quanto tempo passou? Você acha que houve algum avanço ou muito pouco?
    Concluí o ensino superior em 2005. De lá para cá já são quase 14 anos. Com relação aos avanços, eles aconteceram mais na direção do impacto que as novas tecnologias tiveram na vida da pessoa com deficiência, como a popularização dos notebooks, dispositivos móveis e softwares leitores de tela. Os aplicativos acrescentam aos espaços físicos ou virtuais, do ensino presencial ou da educação a distância, respectivamente, um ganho qualitativo para o acesso a informação. Esse acesso representa, para a pessoa cega, por exemplo, a ruptura do abismo entre os seus alcances e os seus limites, a superação do mecanismo de exclusão reprodutora de desigualdades.

    A tecnologia existente hoje pode ser considerada suficiente?
    Essa tecnologia toda ainda não é suficiente, pois é subutilizada em sala de aula pelos professores, da Educação Básica ao Ensino Superior. O despreparo e desconhecimento de muitos professores sobre os aspectos da deficiência visual e sobre o uso desse aparato tecnológico faz com que os mesmos mecanismos de exclusão de 14 anos atrás sejam ainda hoje reproduzidos no interior das universidades. As queixas mais comuns estão na falta da audiodescrição de figuras, nos filmes legendados, no acesso aos materiais impressos, cujas adaptações ficam a cargo do próprio aluno e familiares, na valorização da oralidade nos processos avaliativos, no despreparo e na falta de diálogo dos professores. Os alunos apontam não receberem suporte da instituição para suas necessidades, embora algumas iniciativas isoladas tenham acontecido, como a disponibilidade de um monitor e a prova do vestibular em formato braille ou digital. 

    O que falta na Educação Superior para realmente incluir o aluno com deficiência visual?
    Falta um ambiente inclusivo, com elementos favoráveis ao desenvolvimento acadêmico dos estudantes com deficiência visual, como audiodescrição, tecnologias, formação continuada dos professores e a concepção da educação inclusiva por meio do princípio dialógico ativo; que o professor possa buscar, por meio do diálogo as melhores soluções de acessibilidade. Falta material adaptado, processo avaliativo flexibilizado, clareza sobre as potencialidades do aluno com deficiência e muito bom senso para as escolhas que sejam mais coerentes ao bom atendimento desses estudantes. Por fim, é preciso que o aluno com deficiência saia da condição de objeto de estudo para ser visto como sujeito do próprio processo de inclusão no Ensino Superior, alcançando níveis mais elevados de ensino.

    Como você acredita que a Audiodescrição pode ser inclusa no Educação Superior?
    A audiodescrição deve fazer parte de todos os cenários e espaços em que exista a presença de pessoas com deficiência. O próprio professor pode fazer uso dessa ferramenta como verbalizar, por meio da audiodescrição, os seus gestos, apontamentos, escritas no quadro, figuras, gráficos, tabelas e textos projetados em datashow; na escolha de materiais audiovisuais com audiodescrição; outros profissionais podem usar a audiodescrição para descreverem os elementos imagéticos do material didático, os recados nos murais, as feiras  e exposições, até mesmo para acompanhar os alunos em congressos, seminários, e eventos acadêmicos que necessitem da visualidade para a apropriação dos conceitos. A audiodescrição é recurso indispensável para o pertencimento da pessoa com deficiência ao espaço acadêmico, sem que precise eliminar a visualidade ali presente. É uma rica oportunidade de aperfeiçoar as práticas inclusivas, mostrando que todos podem conviver e aprender no mesmo espaço, cujas relações também dependem dos estilos de aprendizagem e a necessidade da audiodescrição nada mais é do que uma maneira de personalizar o ensino.

    Quais os indicadores que sua pesquisa levantou para qualificar o processo de inclusão no Ensino Superior?
    No sentido dos professores corroborarem na propositura de ações mais coerentes e fundamentadas no princípio da dialogicidade, do pertencimento e do conforto que se busca ao atender as diferentes dimensões de acessibilidade para os estudantes com deficiência visual, elenquei na minha pesquisa os seguintes indicadores:

    • Disponibilização antecipada de materiais em formato acessível, em Braille ou no formato digital, conforme solicitado pelos estudantes;
    • Descrever os apontamentos no quadro, as figuras e textos dos slides;
    • Verbalizar os gestos que sejam relevantes ao entendimento do que está sendo mostrado ou apontado;
    • Encontrar soluções concretas para demonstrar conceitos abstratos ou mostrados em ilustrações;
    • Informar os avisos nos murais;
    • Substituir vídeos legendados e materiais inacessíveis por outros, com o mesmo teor conceitual;
    • Disponibilizar tempo adicional, se necessário para a realização das avaliações ou entrega de trabalhos;
    • Permitir a gravação das suas aulas, em mídias que permitam a transcrição;
    • Dialogar sempre, buscando compreender às necessidades dos estudantes para minimizar o impacto social da deficiência visual.

    Saiba mais sobre Luciane Molina:

    Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5778300198160920
    Facebook: facebook.com/braillu
    Twitter: http://twitter.com/@braillu
    Youtube: https://www.youtube.com/user/BrailluMais

  • Cinema

    Dumbo e Capitã Marvel com Libras e Audiodescrição

    Dumbo e Capitã Marvel com Libras e Audiodescrição
    Trecho do filme Dumbo, com sessão acessível às 13h30 e às 18h10, até terça, dia 23. (Foto: Divulgação)

    Feriado chegando e para quem vai ficar em Curitiba uma boa pedida é pegar um cineminha. E para quem tem deficiência auditiva ou visual, dois filmes do Cineplus do Shopping Jardim das Américas estão acessíveis. De hoje (quinta, 18) até o dia 23 de abril (terça-feira) a sala 2 apresenta com audiodescrição e LIBRAS os filmes Dumbo com sessões às 13h30 e 18h10 e Capitã Marvel, às 15h45 e 20h30. O Cineplus fica na Avenida Nossa Senhora de Lourdes, 63, no Jardim das Américas.

    O Cineplus do Shopping Jardim das Américas, em Curitiba (PR), foi a primeira sala de cinema do Brasil com equipamentos de acessibilidade, possibilitando a exibição de filmes para pessoas com deficiência visual e auditiva. O público com necessidades especiais já pode conferir os lançamentos da telona, graças a uma parceria com a empresa de equipamentos de tradução simultânea Riole, com sede em Colombo (PR), e com 35 anos de atuação no mercado.

    “Nos dá muito orgulho saber que já proporcionamos momentos únicos de diversão e cultura a pessoas que foram ao cinema pela primeira vez e nós esperamos revê-los mais vezes. Mesmo a Ancine tendo prorrogado o prazo para os exibidores de cinema se adaptarem, esperamos que a entrega acessível continue sendo feita para continuarmos proporcionando aos nossos clientes uma experiência única, colaborando com a inclusão social”, conta a sócia do Cineplus, Marina Pastre.  

    O acesso à tecnologia é individual e deve ser solicitado pelo cliente logo na bilheteria, na compra do ingresso. Para clientes com deficiência visual o equipamento vem com um fone de ouvido que narra tanto a fala quanto as expressões e cenários em tempo real, junto com um aparelho que regula o volume. Para clientes com deficiência auditiva, é fornecido uma pequena tela para ser encaixada no porta-copos da sala, em que aparece uma pessoa fazendo os sinais de libras, isso sem interferir na exibição aos demais espectadores.

    Sobre os filmes acessíveis:

    Dumbo
    Holt Farrier (Colin Farrell) é uma ex-estrela de circo que retorna da guerra e encontra seu mundo virado de cabeça para baixo. O circo em que trabalhava está passando por grandes dificuldades, e ele fica encarregado de cuidar de um elefante recém-nascido, cujas orelhas gigantes fazem dele motivo de piada. No entanto, os filhos de Holt descobrem que o pequeno elefante é capaz de uma façanha enorme. 112 minutos. Elenco: Colin Farrell, Danny DeVito, Eva Green.

    Capitã Marvel
    Aventura sobre Carol Danvers, uma agente da CIA que tem contato com uma raça alienígena e ganha poderes sobre-humanos. Entre os seus poderes estão uma força fora do comum e a habilidade de voar. 128 minutos. Elenco: Brie Larson, Jude Law, Samuel L. Jackson

    Fonte: com informações da Assessoria de Imprensa Cineplus Jardim das Américas

  • Inclusão

    Senac EAD lança curso sobre estratégias de RH para a inclusão de pessoas com deficiência

    Senac EAD lança curso sobre estratégias de RH para a inclusão de pessoas com deficiência
    O curso do Senac EAD O Papel do Profissional de RH na Inclusão de Pessoas com Deficiência pertence ao projeto Inclusão com Competência (Foto: Divulgação)

    Com o objetivo de preparar profissionais que atuam na área de RH a consolidar o processo de inclusão e, consequentemente, promover melhoria da ambiência para pessoas com deficiência nas empresas, o Senac EAD lança o curso O Papel do Profissional de RH na Inclusão de Pessoas com Deficiência. O conteúdo aborda estratégias de recrutamento, seleção, integração, capacitação, avaliação de desempenho e retenção de profissionais, e orienta, principalmente, como atender funcionários que se encaixam nesse perfil da forma adequada durante o processo de integração.

    Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45,6 milhões de pessoas (23,9% da população) declararam, no último censo, ter pelo menos um tipo de deficiência – visual, auditiva, motora ou intelectual. E a legislação do país, por meio da Lei nº 8.213/9, assegura que as empresas com mais de 100 funcionários incluam em seu quadro profissionais com deficiência.

    “Além de proporcionar o acolhimento desse profissional, é fundamental que a equipe de gestão de pessoas consiga promover, de fato, a ideia de pertencimento do funcionário em seu espaço de trabalho. Queremos contribuir o máximo possível para incentivar esse movimento de conscientização para a inclusão”, afirma Camila Bittencourt, analista de educação inclusiva no Senac EAD.

    Segundo ela, empregadores que mantêm profissionais com deficiência em seu quadro costumam relatar uma série de benefícios desse processo de inclusão no ambiente de trabalho. “É importante que as empresas observem o quanto essa inserção promove maior união e empatia entre os membros da equipe. Além disso, essa iniciativa desperta um novo olhar sobre a diversidade e quanto à importância dessa causa”, destaca Camila.

    O curso do Senac EAD O Papel do Profissional de RH na Inclusão de Pessoas com Deficiência pertence ao projeto Inclusão com Competência, realizado pela instituição. A ação contempla o lançamento de outros títulos no segundo semestre deste ano, entre eles Educação Inclusiva: Altas Habilidades e SuperdotaçãoEducação Inclusiva: Práticas Pedagógicas para Alunos com Deficiência; e Tecnologia Assistiva Aplicada na Educação.

    Sobre o Senac EAD

    Com mais de 70 anos de atuação em educação profissional, o Senac foi pioneiro no ensino a distância no Brasil. A primeira experiência nesta modalidade se deu em 1947 com a Universidade do Ar, em parceria com o Sesc, que ministrava cursos por meio do rádio.

    A partir de 2013, com o lançamento da rede Senac EAD, a instituição ampliou a sua atuação em todo o país. Hoje, oferece um amplo portfólio de cursos livres, técnicos, de graduação, pós-graduação e extensão universitária a distância, atendendo todo o Brasil e apoiados por mais de 340 polos presenciais para avaliações de cursos de pós-graduação e mais de 300 para graduação.

    Acesse a programação de cursos livres do Senac EAD em https://www.ead.senac.br/cursos-livres e o portfólio completo de cursos a distância da instituição em www.ead.senac.br.

    Serviço:

    O Papel do Profissional de RH na Inclusão de Pessoas com Deficiência – Senac EAD

    Carga horária: 44 horas

    Investimento: R$ 130 – 5 x de R$ 26 no cartão de crédito ou à vista no boleto ou cartão.

     

    Abril/2019

  • Festival de Curitiba

    Audiodescrição: formação de plateia urgente em Curitiba

    Audiodescrição: formação de plateia urgente em Curitiba
    Grupo de atores com pessoas com deficiência e audiodescritores, logo após a peça. (Foto: (Arquivio: Livia Motta))

    Continuando a divulgar o que tivemos de Audiodescrição no Festival de Curitiba. No último dia de Festival, 7 de abril, fui assistir à peça “A Palavra Escrita do Muro”. O espetáculo teve audiodescrição de Livia Motta, da Ver com Palavras e apoio Riole. Mesmo com divulgação nos grupos de whatsapp sobre Audiodescrição, tivemos apenas duas pessoas com deficiência visual, uma idosa e três audiodescritoras.

    Conversando com Livia Motta, me senti responsável e compartilho a responsabilidade com outros audiodescritores em Curitiba. É preciso, acima de tudo, pensarmos melhor na formação de plateia. Nos juntar para levar mais pessoas com deficiência visual, além de idosos e outros grupos que se beneficiam da Audiodescrição. Nesses grupos incluem pessoas com autismo, deficiência intelectual e déficit de atenção. Além disso, é preciso, sim, prestigiar nossos colegas, colaborar para o crescimento do outro. Pela razão que não devemos pensar na nossa categoria, ainda não regulamentada, como concorrentes, mas pensar na essência do porque estamos realizando este trabalho de inclusão.

    O resultado dessa união só irá melhorar a qualidade da Audiodescrição. Por consequência, teremos mais produtoras interessadas em levar acessibilidade para os espetáculos. Teremos, como consequência, mais público, mais pessoas se beneficiando desse recurso de comunicação imagética, que veio para incluir pessoas, que estavam à margem dos eventos culturais em nossa cidade.

    Hellen Mieko Hamada, umas das pessoas com deficiência que acompanhou a peça com Audiodescrição, concorda que é preciso formar público em Curitiba. “Divulgo entre meus colegas, mas precisamos trazer mais pessoas com deficiência no teatro. Infelizmente, são poucas as pessoas que vêm e sempre encontramos as mesmas. Precisamos pensar numa forma melhor de atrair esse público”, diz.  Hellen é uma consumidora de cultura, participou de vários espetáculos do Festival de Curitiba, com e sem audiodescrição. Com o recurso assistiu mais duas peças:  “Tistu, o Menino do Dedo Verde” e “Dogville”. Para ela, a Audiodescrição permite ver detalhes das cenas e do cenário. “Tenho certeza que tive um melhor entendimento. Com esse recurso pude ter acesso inteiro aos espetáculos”.

    Sobre a peça
    “A Palavra Escrita no Muro” aconteceu na Basement Cultural, aberto em agosto de 2017. O Basement, vizinho do Cemitério Municipal, Praça do Gaúcho e Bar do Pudim, é uma mistura de bar, casa de shows, balada e espaço cultural. A peça trata sobre moradores de um prédio tem a vida alterada depois que alguém, não se sabe quem, picha uma palavra incompreensível no muro da frente. Logo, pinta-se o muro, mas a palavra volta. Pinta-se o muro de novo e a palavra volta. Com isso, o condomínio fica famoso e um cineasta decide registrar tudo em um documentário.

    Ficha Técnica
    Companhia Em Jornada. Direção: Maria Carolina Dressler. Companhia: Alexandra Deitos, Andréia Paiva, Daniel Ramos, Flavio Cafiero, Isa Santos, Maria Carolina Dressler, Michelle Paim, Raoni Reis.

    #pracegover Fotografia colorida do grupo de atores com pessoas com deficiência e audiodescritores, logo após a peça. Da esquerda para direita: Andréia Paiva, Joselba Fonseca, Terezinha Aparecida, Livia Motta, Brisa Teixeira, Michelle Paim, Maria Lucia, Daniel Fernandes e Hellen Mieko Hamada, na frente do palco do Basement Cultural. (Audiodescrição e foto tirada do Facebook de Livia Motta).

  • Confraternização: 20 anos do IBDA

    Confraternização: 20 anos do IBDA

    Na noite de hoje, 5 de abril, a partir das 18h, o Instituto Brasileiro das Pessoas com Deficiência em Ação, o IBDA, comemora em grande estilo os seus 20 anos de fundação. Neste dia em clima de confraternização o IBDA receberá os seus maiores talentos artísticos, seguidos de momentos descontraídos, acompanhado por um variado cardápio de comidinhas gostosas. O local será na Rua Brigadeiro Franco, 2190 (próximo ao Shopping Curitiba). 

    Entre as atrações, farão parte dessa festa: a cantora Gaby Vieira, o Grupo Música Tátil, o violinista Luiz Amorim e o multi-instrumentista Audrim Lima. 
    Para saber mais sobre o IBDA, acesse a página do Facebook https://www.facebook.com/events/348048215806866/?ti=cl 

    O valor do convite é R$ 35 e pode ser adquirido pelo telefone 41-99728-1756 com Luiz Amorim. 

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