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Crianças com deficiência: chegou a hora de enfrentar a escola regular

(Foto: Pixabay)

Na volta às aulas, os pais se mobilizam para comprar material escolar, estão preocupados com os gastos que vão ter; muitas crianças estão mudando de escola e aí vem toda aquela preocupação com a adaptação. E quando a criança possui alguma deficiência auditiva, visual, intelectual e, pela primeira vez, vai enfrentar uma escola regular? Tempo atrás essas crianças estudavam em escolas especiais e não se misturavam com crianças sem deficência. Mas com o tempo perceberam que elas precisam do convívio com todo tipo de crianças. Inclusive, está comprovado e temos muitas experiências exitosas do benefício desse convívio para ambos os lados. 

Para iniciar a procura do local, os pais precisam saber que a Constituição Federal, a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), a Lei Federal n0 7853/99 e a Resolução do CNE/CEB nº 2/2001 preveem a inclusão educacional desses alunos em classe regular, ou seja: é um direito constitucional. Contudo, muitas escolas não estão preparadas para fazer o atendimento especializado e acabam por indicar outra instituição para receber a criança.

É fundamental que a família entenda que a escola é um local fértil para o desenvolvimento infantil, onde habilidades de autonomia, socialização e comunicação são vivenciadas intensamente.

E agora: como escolher a melhor escola para uma criança com necessidade educacional especial? A pedagoga especialista em Educação Especial e Inclusiva Grazielle Tavares, do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE), dá dicas muito úteis:

1 - Os valores da família devem estar claros para que não entrem em conflito com as concepções propostas pela escola. Busque informações no site ou recomendação de pais que já frequentam a instituição.

2 - Seja prático, pesquise escolas próximas para não complicar a sua rotina. Caso não seja possível, opte por alternativas nas redondezas.

3 - Marque uma reunião com a pedagoga para esclarecer as suas dúvidas.

4 - Fique atento ao tratamento dispensado. É fundamental que haja acolhimento e que seja humanizado.

5 - Observe a estrutura física, ela revela o modo como o ensino é realizado. Verifique se há rampas de acesso e se os banheiros são adaptados. Caso o ano letivo já tenha iniciado, veja se as produções criativas são realizadas pelas crianças.

6 - Fique atento ao espaço interno e externo. Muitos estímulos são prejudiciais para o conforto de algumas crianças com necessidades educacionais especiais.

7- Repare nos brinquedos: a criança deve ter contato com diversidade de materiais.

8 - Analise se há uma biblioteca e se nela há títulos variados; questione se os alunos podem emprestar livros e como são realizadas as práticas de leitura.

9 - Observe se há um olhar individualizado e respeitoso; pergunte se outras crianças com necessidades educacionais especiais estão matriculadas e como é feita a inclusão. Caso o seu filho (a) seja o primeiro (a), veja se há interesse em atendê-lo. Fique muito atenta à fala dos profissionais para nortear sua decisão. Se perceber que falta interesse, o melhor é buscar outra escola (ainda que dê trabalho!)

10 - Verifique se há interesse em fazer parceria com a equipe multidisciplinar da clínica terapêutica em que seu filho é atendido.

11- Veja como é o método de ensino da instituição, se ele se enquadra nas possibilidades de seu filho e abarca seus valores pessoais.

12 - Questione sobre o perfil profissional dos professores que atuam na escola. Verifique suas formações acadêmicas e se a escola propicia formação continuada, e como os docentes são orientados em caso de alunos com inclusão.

13 - Indague sobre como é realizada a adaptação do aluno e se há um período pré-determinado para ela.

14 - Veja qual é o melhor meio de comunicação com a escola. Há instituições que usam WhatsApp, enquanto outras utilizam a agenda.

15 - Caso esteja em dúvida entre algumas escolas, leve seu filho ao local, e  ele demonstrará qual agrada mais.

16 - É imprescindível entender que a escola inclusiva dá possibilidades para a criança se desenvolver. 

(Fonte: editado com assessoria do CERNE)

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