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Pais, alunos e professores do Colégio Adventista Portão recebem Hamilton Werneck

Foto colorida do professor Hamilton Werneck lendo a carta de Paulo, o apóstolo, no anfiteatro de Éfeso.

“Quem decide pode errar, quem não decide já errou” foi o tema da palestra ministrada pelo professor, pedagogo, escritor e palestrante Hamilton Werneck, para pais, alunos e professores do Colégio Adventista do Portão. Hamilton é autor de 26 livros publicados e já ministrou mais de 2300 palestras nos últimos 24 anos. Professor para o Ensino Superior, ex-secretário municipal de Educação de Nova Friburgo (RJ) e ex-conselheiro do Conselho Estadual de Educação do Rio de Janeiro, durante sua vinda para Curitiba tive o privilégio de entrevistá-lo. Em sua palestra ele falou sobre a importância de uma boa relação e do diálogo frequente entre pais, filhos e escola. Também destacou que tanto a escola como os pais e filhos precisam perceber sobre a importância da dedicação à formação afetiva das pessoas.

Confira entrevista:

Hoje em dia com a crise que passamos, como é possível manter o foco profissional e investir na formação permanente?
Apesar de todas as crises e mesmo sem elas, a formação permanente é condição para que o profissional possa enfrentar os desafios das transformações da sociedade. As parcerias entre escolas para buscar profissionais que as atendam, pode diminuir os custos e beneficiar as equipes.

Como o senhor vê isso ocorrer com a classe acadêmica?
A classe acadêmica tem consciência tal de seus saberes que pode cair no erro de não aceitar participar de um processo de atualização. Vejo muitas resistências sobretudo a partir do grau de licenciatura. Mais resistência ainda, entre os professores das chamadas disciplinas exatas que no campo das disciplinas humanas. As escolas apresentam preocupação com a necessidade de formação continuada sobretudo diante das crises de perdas de alunos e aumento dos índices de reprovação.

Como que colegas de trabalho e a própria instituição podem ajudar?
A instituição precisa ter um programa de formação permanente, com calendário de reuniões e temática discutida entre ela mesma e seus docentes e colaboradores. Este calendário deverá atender às principais necessidades de mudança e adequação a novas situações, sejam acadêmicas, sejam de tecnologia educacional. Muitos profissionais que trabalham na escola podem estar muito bem formados num campo do saber e trocar experiências com seus pares, passando para os colegas, dentro desse calendário temático, os conhecimentos que dominam.

Quais são os mais variados perfis de pais e quais que predominam?
Há quatro perfis clássicos de pais: os controladores que interferem em tudo, inclusive no desnecessário. O típico controlador cria conflitos desnecessários e é autoritário. O controle deve ser discreto e os erros percebidos dentro de algum desvio de conduta objeto de diálogo. Os permissivos cometem o grande erro de pensar que a criança pode tudo fazer porque um dia sofrerá na vida. Com todas as permissões, certamente sofrerá, sim, porque não aprendeu a viver e a estabelecer seus próprios limites. Os protetores tudo fazem pela criança, impedindo seu crescimento como pessoa e atrofiando a personalidade. Finalmente os pais educadores tem um perfil equilibrado entre pulso forte e coração que ama. Estabelecem limites, apresentam e debatem regras claras com os filhos e são parceiros no ato de educar, evitando ao máximo a contradição entre eles.

Como tem sido o diálogo dos pais com a escola? Tem havido alguma evolução nesse relacionamento?
Nas muitas escolas em que faço palestras, sejam públicas ou particulares, onde há um planejamento do tipo Escola de Pais a participação é maior porque há interesse nos temas elencados. A definição dos temas surge da percepção da escola e das propostas dos pais após consulta. Na escola pública é mais difícil este tipo de organização, no entanto, a maior participação encontra-se nas reuniões com temas definidos que naquelas dedicadas, tão somente, a entregar boletins de notas e passar normas da escola.

Muito comum encontrar escolas e professores um colocando a culpa no outro, transferindo responsabilidades. Como isso vem ocorrendo e qual a melhor forma de mudar esse quadro?
Há uma cultura no mundo atual de transferir as responsabilidades. Na educação não é diferente. Daí a importância das reuniões pedagógicas e das avaliações de desempenho para que, cada um, possa perceber seus acertos e erros e começar a corrigi-los.

Para que haja mesmo uma equipe de sucesso entre a escola, pais e filhos, o que precisa acontecer?
Basicamente, diálogo entre as partes. Além disso, no ato da matrícula inicial é importante que a família conheça a escola, conheça a proposta pedagógica, no caso, de uma escola adventista que segue um conjunto de procedimentos pedagógicos dentro do paradigma bíblico da cosmovisão do homem, das leis e dos princípios que norteiam a cultura. Muito importante que seja uma escola acolhedora com todos, manifestação de um amor para com os seres criados, dentro de uma perspectiva de que fazemos parte da mesma árvore, onde Cristo é “a videira e nós os ramos”.

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