Comunicação & Educação Acessíveis

Volta às aulas pós-pandemia: como se preparar?

Diretora do Peixinho Dourado, Marianna Canova.
Diretora do Peixinho Dourado, Marianna Canova.

O setor educacional vem sendo impactado de diversas formas com a pandemia. Professores tendo que se adaptar às aulas online, os pais em casa tentando ajudar, as crianças longe dos coleguinhas, os diretores aguardando o momento da volta e se organizando de que maneira será feito esse retorno. Que cuidados deverão ser tomados para diminuir a insegurança das crianças, dos pais, dos funcionários. 

Conheça nesta matéria o que a Escola Peixinho Dourado vem fazendo durante a pandemia para manter o vínculo e como estão se planejando para o retorno: 

Adaptações físicas são fundamentais para o retorno com segurança das escolas

Peixinho Dourado Berçário e Educação Infantil pesquisa e implanta melhorias

Todos estão ansiosos pelo retorno da vida escolar presencial, mas é preciso saber como proteger as crianças tanto no aspecto físico quanto psicológico. Pensando nisso, o Peixinho Dourado Berçário e Educação Infantil já preparou mudanças estruturais e de procedimento importantes para garantir a segurança de todos, de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde e órgãos nacionais, estaduais e municipais de saúde.

Uma das melhorias foi a ampliação da circulação de ar natural, com dutos que forçam a entrada e saída do ar entre os dois lados das salas. Dessa forma, ele não fica estancado em nenhum ambiente e permite a melhor ventilação.

Outro ponto é a limpeza dos sapatos que chegam da rua. No lugar de obrigar todos a fazer a troca na entrada, serão colocados tapetes sanitizantes, com solução preconizada para a adequada higienização dos calçados. 

Também foram instalados totens e displays de álcool gel na entrada da escola e em pontos de maior fluxo de pessoas, como recepção, pátio e salas de aulas Um cuidado especial é dedicado às crianças menores, que requerem o aconchego do colo das professoras. Para isso, foram providenciados aventais específicos para uso no interior da sala, de modo que as crianças não tenham contato com a roupa utilizada na área de maior circulação da escola.


“Há dois meses estamos buscando as melhores soluções de segurança para o retorno, seja quando for possível realizá-lo”, explica a assessora de biossegurança do Peixinho Dourado, Cristina Ogg. Enfermeira de formação, ela estará desenvolvendo ações voltadas para a prevenção e proteção da comunidade escolar, buscando um ambiente onde se promova a contenção de riscos e agentes potencialmente nocivos à saúde.

“O ambiente escolar é um lugar de interação, e por isso não usamos o termo distanciamento”, ela explica. Em vez disso, trabalha-se com o conceito de fracionamento das turmas, que alternarão as atividades entre diferentes espaços da escola.

O monitoramento do estado emocional dos funcionários também é constante, com palestras, conversas e treinamentos.

Manter vínculo na pandemia é fundamental

Uma das providências mais importantes para facilitar o retorno, quando ele for possível, é a manutenção do vínculo realizada durante os meses de pandemia. Para que as crianças continuem vendo os professores como fontes de segurança, as aulas virtuais foram planejadas para ocorrer de forma natural, sem exageros no uso das telas.

“É importante enfatizar para as famílias o senso de pertencimento, pois eles fazem parte da escola”, explica a diretora do Peixinho Dourado, Marianna Canova.

Seja em tempos normais ou no distanciamento, o desenvolvimento emocional das crianças deve ser uma prioridade - e para isso é necessário diversificar o contato dos pequenos com informação, dentro e fora da família.

Algumas das atividades para estabelecer relações sugeridas são o envio de áudio e desenhos para os amigos, conversas informais com as professoras, procurar fotos antigas nas redes sociais da escola, sempre num processo em que a criança se percebe como indivíduo e como integrante de um todo.

São tarefas que têm mantido ocupada a família de Manuela Pinheiro, de apenas três anos. “Ela aguarda as atividades com ansiedade, e fica muito interessada quando contamos que terá encontro virtual com os amigos”, conta o pai, o advogado Adriano Pinheiro. “Isso nos ajuda a manter um tempo de qualidade com ela, pois nossa criatividade é grande mas chega a um limite”, brinca. Ele destaca que o esforço da escola para manter o vínculo da criança ajuda muito a enfrentar esse momento de incertezas.

“Como vou aprender se não me sinto pertencente a um grupo?”, questiona Marianna. Para ela, o desenvolvimento emocional na educação infantil é muito mais relevante do que cumprir currículo de conteúdos.

Seja com lives, reuniões virtuais, aulas direcionadas e no treinamento da equipe, o processo de aprendizagem foi transformado para agregar ideias, não substituir. “Manter uma escola viva num momento de pandemia é um grande desafio, mas a criatividade é filha da necessidade”, finaliza a pedagoga.