• 30/10/2018

    Dia Mundial do Veganismo - 5 Dicas para se tornar vegano

    Dia Mundial do Veganismo - 5 Dicas para se tornar vegano

    Comemorado em várias partes do mundo, o próximo 1º de novembro é dedicado ao Dia Mundial do Veganismo, estilo de vida que exclui o consumo de qualquer produto de origem animal. No Brasil, 55% da população tem interesse em consumir mais produtos veganos, de acordo com pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência e encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB).

    Além da mudança de hábitos relacionada ao consumo de roupas, acessórios e cosméticos, por exemplo, a transição da alimentação também requer cuidado e atenção, para que o organismo se adapte ao novo cardápio. 

    Segundo  Cyntia Maureen, nutricionista, é fundamental que essa mudança seja feita de forma gradual, eliminando os produtos de origem animal das refeições em um dia da semana e depois, estender para outros dias aos poucos. 

    Confira abaixo mais cinco dicas que podem facilitar o processo de transição:

    Orientação profissional: a especialista pontua que é importante procurar avaliação médica e realizar exames periódicos, além de consultar sobre como fazer as substituições corretas e evitar deficiência nutricional. “A vitamina B12, por exemplo, é encontrada em carnes, ovos e laticínios, e sua ausência pode causar anemia e distúrbios sanguíneos, por isso é importante consumir diariamente outros alimentos que possuem essa vitamina como cereais integrais e proteínas à base de soja e de ervilha”, explica. 
    Substituições: além de incluir alimentos ricos em nutrientes como feijão, lentilha e grão-de-bico nas principais refeições, a nutricionista aponta que também é válido procurar por snacks saudáveis e sem insumos de origem animal, como uma solução para aquela fome repentina. 
    Fazer as próprias refeições: uma maneira de se adaptar ao novo hábito alimentar é preparar as refeições, aprendendo a ter ideias de pratos veganos e saudáveis, para diversificar o cardápio, redescobrir o próprio paladar e ainda ter um controle maior da qualidade dos alimentos consumidos. “Outro ponto essencial é que os pratos saciem a fome. Assim, é possível evitar a vontade por mais comida logo após as refeições”, indica. 
    Escolher comércios veganos: com o aumento da procura por comidas veganas, tem crescido o número de restaurantes, padarias e cafés que possuem opções saudáveis voltadas para esse público, principalmente nas grandes cidades. Por isso, a dica é procurar por lugares que ofereçam essas alternativas no cardápio.
    Compartilhar ideias: “Há muitos grupos nas redes sociais e sites dedicados ao universo vegano que fornecem dicas de receitas, produtos, lugares e eventos. Essas notícias são extremamente úteis para auxiliar na transição. Até mesmo compartilhar a própria experiência de mudança com outras pessoas pode contribuir na otimização do processo e encontrar amigos que compartilham do mesmo estilo de vida”, conclui.

  • 30/10/2018

    Meio ambiente é essencial para cidades inteligentes

    Meio ambiente é essencial para cidades inteligentes

    O uso da tecnologia é vital para uma cidade se tornar inteligente, uma vez que a automatização de processos, a ampliação de acessos e a geração de dados são importantes para melhorar a qualidade de vida da população. Entretanto, há muitos outros aspectos que devem ser levados em consideração quando se trata de democratizar o uso dos serviços públicos e prover uma gestão urbana eficiente. É isso que o IESE – Cidades em Movimento 2018 considera no momento de analisar se uma cidade é inteligente ou não. O estudo realizado pela IESE – Business School da Universidade de Navarra (Espanha), que chega a sua 5.ª edição, usa como base 83 indicadores divididos em nove dimensões para classificar o índice de inteligência de 165 cidades de todo o mundo.

    Segundo o diretor técnico do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), Fernando Matesco, esse é um dos mais completos estudos sobre a área porque considera o planejamento estratégico dos centros urbanos como um todo. Para Matesco, um dos destaques do material é a inclusão de fatores ambientais como primordiais para elevar a classificação de uma cidade como inteligente. Entre os itens da dimensão estão a emissão de CO2 e metano, o acesso à água, a quantidade de partículas no ar, o nível de poluição, a previsão de aumento de temperatura e até o volume de lixo gerado por pessoa.  “O desenvolvimento tem que ser sustentável. Não adianta apenas ter tecnologia. É importante que as cidades estejam preparadas para serem globais e inovadoras, mas respeitando seus limites e também os limites do meio ambiente”, destaca o diretor.

    Os benefícios de manter e ampliar áreas verdes numa cidade avançam também para a área da saúde: em palestra ministrada no IX Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), a pesquisadora sueca Matilda Van den Bosch afirmou que a interação das pessoas com o meio ambiente melhora fatores como estresse, depressão e doenças mentais. Além disso, as mudanças climáticas apresentam riscos à saúde e a manutenção de áreas verdes nas cidades é essencial para reverter esse quadro negativo do aquecimento global. Ela alertou: “Podemos nos adaptar a um aumento de temperatura, mas sempre há um limite humano e algumas cidades sofrerão muito com isso futuramente”.

    Para o biólogo Fabiano Melo, doutor em Ecologia pela Universidade Federal de Minas Gerais, pós-doutor pela University of Wisconsin (EUA) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, o meio ambiente é essencial para uma cidade ser considerada inteligente. “Há uma infinidade de benefícios e vantagens, em maior ou menor escala. Os diversos benefícios que isso pode trazer incluem o bem-estar humano; a qualidade de vida atrelada a uma rotina mais saudável; serviços ecossistêmicos prestados pela natureza, como a manutenção da qualidade do ar em bons níveis (minimamente toleráveis e adequados), a polinização de hortas e jardins (em especial de árvores frutíferas que mantemos em nossos quintais), entre outros”, explica.

    Segundo o especialista, muitas cidades ainda não colocam o cuidado com o meio ambiente como um fator vital de desenvolvimento. A falta de reciclagem e otimização de recursos é um dos exemplos. A ampliação de áreas verdes e dos próprios espaços entre residências é outro. “Plantas, áreas verdes, florestas em geral e cursos d’água potável são sonhos de consumo aqui no Brasil e devem compor a demanda futura por cidades inteligentes. Se isso não ocorrer, não conseguiremos acompanhar essa nova demanda e adoeceremos com as próprias cidades, uma vez que não teremos condições de manter altos e bons níveis de saúde, seja pelo ar poluído, pelo estresse do trânsito caótico, pela combinação de infraestrutura e falta de escoamento de água da chuva (com enchentes e alagamentos), com a manutenção de velhos problemas de saúde, como transmissão de zoonoses bem conhecidas por nós”, conclui.

     

  • 30/10/2018

    Cinco mitos sobre a moda sustentável

    Cinco mitos sobre a moda sustentável

    A indústria da moda é a terceira mais poluente do planeta, muitas marcas estão pensando em como diminuir esse impacto na produção.Empresas comprometidas em pensar moda sustentável de forma acessível esclarecem muitos mitos sobre esse movimento em cinco tópicos:

    1. A moda sustentável é cara

    Antes de mais nada, é preciso entender o custo de toda cadeia produtiva, a matéria prima orgânica chega a ser 50% mais cara que uma não orgânica e a mão de obra é remunerada de forma justa, recebendo até 2 vezes mais. Por esse motivo, a moda sustentável se torna um pouco mais cara que outras marcas tradicionais, mas nem tanto quando consideramos todo processo por trás de uma peça.

    2. Moda sustentável não tem referência de passarela

    Não necessariamente. Certamente existem marcas adeptas do movimento slow-fashion, onde as peças são mais atemporais ou básicas, mas há também outras marcas que se incluem referências dos principais desfiles internacionais em suas coleções. "Nós lançamos quatro coleções anuais, que são desenhadas para estarem ligadas com o atual momento da moda, mas conversarem entre si, para o cliente poder criar looks entre coleções" diz da MUMO, Luana Goldstein.

    3. Consciência no consumo.

    A moda sustentável minimiza os impactos causados ao meio ambiente, mas ainda gera. O uso de agrotóxico é menor ou até nulo, a emissão de CO2 também é reduzida, mas é impossível não ter impactos. Cada escolha gera um impacto na natureza, é importante ser consciente. É melhor consumir moda sustentável do que tradicional.

    4. A qualidade dos tecidos é inferior

    Também é um mito pensar que a qualidade do produto é inferior por conta da matéria prima. Na verdade é justamente ao contrário. As peças são pensadas para serem duráveis e não gerar consumo desnecessário, como nos Fast-Fashions. Os produtos são feitos com material selecionado e de alta qualidade para as peças terem caimento perfeito no corpo do consumidor e durarem por mais tempo e gerar menos lixo.

    5. Se a matéria prima é sustentável está tudo certo

    Ter matéria prima sustentável é um bom caminho, mas existem muito mais coisas a serem consideradas. A sustentabilidade vai além do tecido. É importante se preocupar com toda a cadeia de produção. Matéria-prima, processo produtivo, mão de obra, retalhos à retribuição ao planeta, em ações socioambientais. Moda sustentável é a somatória de ações ao longo de toda a cadeia. Um único detalhe é marketing e não sustentabilidade.

    Fonte: Rodrigo Tozzi, CEO da MUMO

  • 30/10/2018

    Mais da metade da geração de energia limpa é realizada no Ambiente de Comercialização Livre 

    Mais da metade da geração de energia limpa é realizada no Ambiente de Comercialização Livre 

    A Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) acaba de concluir levantamento que mostra um crescimento de 13% na geração de energia limpa realizada no Ambiente de Comercialização Livre (ACL) nos últimos 12 meses. A energia eólica comercializa 43% de toda a sua geração no mercado livre de energia. Já 67% da biomassa é vendida no mesmo ambiente e as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) negociam 65%. Em torno de 39% do consumo do ACL vem de fontes renováveis. “Isso mostra a importância do setor para a formação de uma matriz limpa de energia”, explica Reginaldo Medeiros, presidente da Abraceel. Os consumidores que estão no mercado livre de energia, um contingente formado por 5.544 agentes, obtiveram uma economia média de 23%, conforme dados dos últimos 15 anos. Não é à toa que a migração cresce. Nos últimos 12 meses, 568 indústrias e estabelecimentos comerciais passaram a fazer parte do ACL. Os dados fazem parte do Boletim Abraceel, uma publicação mensal elaborada pelo Departamento de Economia da entidade.

  • 06/09/2018

    Vamos "farofar" neste feriadão!

    Vamos

    Farofa de Cebola Caramelizada

    Ingredientes
    250g de cebola bem fatiada (2 unidades médias)
    3 colheres (de sopa) de azeite
    1 dente de alho bem picado
    1/2 xícara (de chá) de farinha de mandioca torrada
    Sal a gosto
    Pimenta moída a gosto
    Salsinha ou cebolinha picadas a gosto

    Modo de preparo
    Em uma panela antiaderente, coloque o azeite, a cebola e tempere com uma pitada de sal.
    Refogue em fogo baixo por cerca de 20 minutos ou até as cebolas ficarem bem douradinhas, levemente amarronzadas. Procure mexer de vez em quando para não queimarem.
    Assim que a cebola estiver no ponto descrito (veja o vídeo), adicione o alho picado e refogue por 1 minuto.
    Adicione a farinha de mandioca torrada, corrija o sal, se necessário, e acrescente pimenta moída e salsinha ou cebolinha picadas a gosto.
    Está pronto!

    Dicas
    Você pode usar farinha de milho, biju ou farinha de rosca (existem veganas) no lugar da farinha de mandioca.
    Recomendo que consuma essa farofa no dia, mas você pode guardá-la por dois dias na geladeira em pote fechado.

    Farofa de Abobrinha

    Ingredientes
    2 xícaras (de chá) de abobrinha brasileira ou italiana ralada no ralador grosso (cerca de 1 unidade média)
    1/2 de xícara (de chá) de cebola picada
    1 dente de alho grande picado
    1 xícara (de chá) de farinha de milho
    1/2 xícara (de chá) de salsinha e cebolinha picadas
    Sal a gosto
    Pimenta moída a gosto

    Modo de preparo
    Rale e pique os ingredientes conforme a descrição. Eu deixo a abobrinha com a casca, porém lavo bem e tiro as partes machucadas. Não uso a polpa, mas não descarto, reaproveito ela em saladas ou sopas.
    Em uma panela antiaderente e em fogo médio, coloque um fio de azeite e refogue a cebola e o alho até ficarem levemente dourados. Adicione a abobrinha ralada, tempere com sal a gosto (cuidado, a abobrinha fica salgada facilmente), e refogue até ela ficar levemente macia, o que é super rápido (2 minutinhos).
    Acrescente a farinha de milho e refogue por 1 minuto. Corrija o sal, se necessário, adicione a salsinha e a cebolinha, e tempere com pimenta moída a gosto. Está pronto!

    Dicas
    Geralmente uso só abobrinha, mas você pode colocar cenoura ralada também.
    Se você não gosta de abobrinha, pode usar repolho no lugar, fica bem gostoso.
    No lugar da farinha de milho, você pode usar farinha de mandioca, biju ou de rosca.
    Farinha de rosca: antes de comprar, você pode perguntar a procedência dela ao estabelecimento ou ler a lista de ingredientes. Uma opção segura é fazer em casa, triturando pães veganos duros e secos em um processador até obter uma farinha.

    Farofa de Banana

    Ingredientes
    2 colheres (de sopa) de azeite (ou óleo)
    2 dentes de alho picados
    1/2 xícara (de chá) de cebola picada
    2 xícaras (de chá) de farinha de milho ou farinha biju
    3 colheres (de sopa) de cheiro verde picado (salsinha e cebolinha)
    2 bananas nanicas maduras de tamanho médio picadas (pode ser em rodelas ou cubinhos)
    Sal a gosto
    Pimenta do reino a gosto

    Modo de preparo
    Em uma panela em fogo médio, coloque o azeite e refogue o alho e a cebola até ficarem levemente dourados. Acrescente a farinha de milho e abaixe o fogo. Tempere com sal a gosto, e refogue por cerca de um minuto, para a farinha dar uma leve fritadinha, tome cuidado para não deixar queimar.
    Adicione a banana picada e o cheiro verde, mexa por mais um minutinho e se gostar salpique pimenta do reino moída. Está pronto!

    Dicas
    Você pode fritar a banana e depois juntar à farofa.
    Na receita original não ia alho nem o cheiro verde, acrescentei porque amo estes temperos; você pode fazer sem, fica muito bom do mesmo jeito.
    Caso quiser dar um gosto mais amanteigado na sua farofa, você pode usar margarina vegetal no lugar do azeite
    Alguns leitores usaram banana da terra e disseram que deu certo.
    O ideal é preparar a farofa e consumir no dia, mas caso sobrar, guarde na geladeira por até 2 dias.

    Fonte:Presunto Vegetariano

  • 06/09/2018

    Saiba como criar uma composteira caseira em casa ou apartamento

    Saiba como criar uma composteira caseira em casa ou apartamento

    COMPOSTEIRA EM CASA

    Faça um buraco na terra, de cerca de pelo menos 0,5 metro quadrado. Se a família for grande, você pode fazer dois e, enquanto um descansa, vocês enchem o outro. Ou fazer um grandão, de 1 metro quadrado. Uns 30 centímetros de profundidade são suficientes. Para ajudar a segurar as paredes de terra, você pode colocar tabuas nas laterais ou uma caixa sem o fundo (tipo uma caixa d’água, um caixote, algo que segure as laterais, mas dê acesso ao chão). Também dá para fazer cercando uma área em contato com a terra com cerca de arame, tábuas ou troncos.
    Coloque o material orgânico e não espalhe muito. Va concentrando em um cantinho ate encher o espaço. Sempre cubra muito bem com folhas secas ou serragem (é esse o segredo para o cheiro ruim não aparecer).
    Regue de vez em quando se fizer muito calor ou bater muito sol, porque a mistura pode esquentar e secar. É bom manter úmido para a decomposição acontecer mais rapidamente.
    A cada 15 dias, de uma revirada em todo o material, para ajudar a aerar e facilitar a decomposição.
    Aos poucos, as sobras de alimento vão se transformar em uma terra bem escura, com cheiro de terra molhada. Esse adubo é maravilhoso para as plantas e para a sua hortinha!

    COMPOSTEIRA EM APARTAMENTO

    Um dos sistemas de composteira domestica mais famosos hoje é a composteira com minhocas. Isso porque ela é pequena, não tem cheiro ruim, cabe em quase qualquer cantinho, como a área de serviço, e a decomposição acontece mais rápido com a ajuda desses bichinhos. Esse tipo de composteira é ótimo para quem mora em apartamento ou quem mora em casa e não pode fazer um buraco no quintal, como no método explicado acima. Existem composteiras prontas que já vem com as minhocas, mas você pode fazer a sua usando caixas ou baldas de plástico.

    Uma composteira com minhocas precisa de, no mínimo, três andares: o andar do topo, onde o lixo orgânico vai sendo depositado e coberto com o material seco (serragem e folhas secas) que, quando cheio, deve ficar em repouso por cerca de um mês. Durante esse tempo de repouso, o andar do meio vira o do topo e começa o ciclo de novo. Esses dois andares são onde acontece a compostagem do material. O andar de baixo é o que recolhe o liquido que escorre (os andares são intercalados com furinhos para o liquido cair e as minhocas se movimentarem).

    No final desses dois meses, o chamado período de repouso, o material que sobra é um húmus que parece terra, supernutritivo para as plantas e com cheirinho de terra molhada. Nada disso dá mau cheiro se tudo for feito corretamente.

    O excesso de umidade pode facilitar a criação de mosquinhas, por isso é importante cobrir tudo muito bem com serragem. Além das minhocas, acabam aparecendo outros bichinhos pequenos, como formiguinhas e outros insetos, que também ajudam no processo de decomposição dos alimentos. É tudo limpo e, seguindo todas as etapas, não há risco nenhum de contaminação.

    COMO USAR COMPOSTEIRA COM MINHOCAS

    Para usar a composteira você deve colocar os restos de alimentos aos poucos. Não espalhe tudo, vá concentrando o lixo orgânico em cantinhos. Cubra muito bem com folhas secas e serragem. Não aparte ou comprima, deixe a mistura respirar porque ela precisa do oxigênio.

    Siga colocando seus resíduos ate que o baldinho que estiver em cima esteja cheio. O ideal é levar mais ou menos um mês para encher, assim dá tempo de ele virar adubo e você poder trocar pelo andar do meio. Quando estiver cheio, ele vai para o repouso. Troque de lugar com o que estava no meio da pilha, vazio.

    Quando esse recipiente (que estava no meio e foi para topo da pilha) estiver cheio, depois de um mês ou mais, vai ser hora de trocar os andares novamente. Se tudo deu certo, o recipiente que estava no repouso agora tem húmus.

    Para retirar o húmus, deixe o pote com a tampa aberta em um lugar com bastante luz. As minhocas não gostam e vão se enfiando para dentro da terra. Va raspando o adubo aos poucos, para não machucar e não levar embora as minhocas.

    Na caixa fixa debaixo, vai começar a aparecer um liquido bem escuro. Ele é um biofertilizante poderosíssimo. Dilua cada parte do liquido em dez partes de agua e use essa mistura para regar suas plantinhas uma vez por semana. Elas vão ficar lindas.

    O húmus pode ser colocado em plantas, mas, caso sobre, você também pode doar, colocar nas plantas do condomínio, na praça perto de casa etc.

  • 06/09/2018

    Artigo: O consumo precisa ser consciente

    Artigo: O consumo precisa ser consciente

    É sabido que os recursos naturais no Brasil são abundantes, especialmente a água doce. Mas tal abundância de água, com o passar das décadas, está sendo revista, pois a oferta não é perene o ano todo e varia de região para região. A luz solar, outro bom recurso disponível por aqui para a geração de energia, tem intensidade diferente em cada região. Por isso, para aproveitá-la bem, grandes parques solares devem ser construídos em locais com muita incidência de raios de sol, para que seja aproveitada durante as quatro estações do ano. Um investimento e tanto. Já os alimentos, igualmente fartos, não devem ser desperdiçados, afinal fazem parte de uma cadeia complexa, dependendo do tipo e do lugar. Em comum, todos eles, precisam ser cuidados e preservados. O ideal é que em tudo que façamos o consumo seja consciente, sem desperdício, sem exagero, sempre pensando no bem da sociedade como um todo.
     
    Voltando à água, o Brasil, maior país da América do Sul, é abastecido por muitos rios, o que proporciona boa quantidade de centrais hidrelétricas, principalmente as pequenas centrais hidrelétricas (PCH). A diferença entre as duas é que, em vez de grandes reservatórios de água represada, as pequenas utilizam o fluxo de um rio para gerar a energia, sem a necessidade de represamento. Nas maiores, na época de cheia, parte da água acumulada escoa pelo vertedouro sem gerar energia, pois todas as turbinas da hidrelétrica já estão comprometidas com a geração, ou podem estar em manutenção. Nas PCHs a água que chega é a que vai movimentar as turbinas e, caso seja uma época de pouco fluxo de água, a geração é significativamente comprometida.
     
    Pela extensão do país, existem diferenças climáticas significativas e épocas de seca também. Isso faz com que seja necessário haver geração de energia hidrelétrica espalhada por todo o território, já que, quando temos seca no Sudeste, não temos no Norte, e vice-versa, por exemplo. Essa geração de energia espalhada faz parte do Sistema Interligado Nacional (SIN), mas estão disponíveis alguns sistemas isolados. O SIN e os sistemas isolados são coordenados pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), sob a fiscalização e regulação do governo via Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Por conta da existência do SIN, a energia consumida na cidade de São Paulo pode ter sido gerada no próprio estado ou em qualquer outro.
     
    Como estamos nos aproximando de uma época crítica no Sudeste brasileiro, onde a geração de energia elétrica começa a diminuir devido à estiagem e, além de a água ser utilizada para a geração de energia, é imprescindível para o consumo humano, precisamos nos preocupar. E, mesmo tendo outras fontes de geração de energia, como usinas térmica, eólica, nuclear e solar, produzir energia elétrica por meio delas é mais caro. Sem contar os impactos ambientais nas usinas térmicas e nucleares que também preocupam.
     
    Então, atenção: quanto menos energia for gerada no Sudeste, que é uma região populosa do país, maior será o fornecimento de outras regiões, causando um desequilíbrio de consumo no SIN, podendo, inclusive, devido a alguma pequena falha no sistema, evoluir para um apagão. Logo, precisamos usar com muita, mas muita responsabilidade. É mandatório nos preocuparmos com o consumo consciente da água, afinal é um recurso que nos proporciona a vida e gera energia limpa. A falta da energia elétrica é impactante em nosso dia a dia. Temos que colaborar com o país.
     

  • 04/09/2018

    Artigo: A Arca de Noé do século XXI

    Artigo: A Arca de Noé do século XXI

    A falsa polêmica sobre existir ou não mudança do clima no planeta é assunto que já aborrece os especialistas da área. Afinal, se a grande maioria dos cientistas diz que sim, e essa maioria estuda e pesquisa nos institutos de maior reputação no mundo todo, por que ir atrás daquela meia dúzia que continua negando o fenômeno?  Parece que se há polêmica, então há matéria jornalística, e vale o esforço da cobertura. Aí reside o problema. Dar atenção ao que não é substantivo é apenas uma opção. Portanto, não cobrir os negacionistas que refutam a existência da mudança do clima deveria ser uma alternativa mais relevante para os meios de comunicação - assim como não dar ouvidos aos extremistas na política e na guerra poderia ser uma opção para impulsionar democracias e economias mais saudáveis. Abrir as principais vitrines do mundo na mídia impressa ou virtual é um ato de grande responsabilidade. Quem guarda essa chave poderia pensar mais a sério antes de dar o palco para notícias cujas consequências são destrutivas. Uso esse exemplo para chamar atenção do que considero que deveria ser bem mais exposto na mídia do que a negação do aquecimento global ou sensacionalistas em busca de mídia para sua projeção e busca por poder.

    Se você entende que o cenário das mudanças climáticas é para valer, seja porque leu os estudos publicados aos milhares, seja por ter observado os exemplos recentes de eventos climáticos extremos, como as secas e incêndios na Grécia, Califórnia ou Portugal, certamente vai ficar curioso para entender quais as consequências desse fenômeno. As perdas globais por incêndios atingiram níveis recorde no ano passado - e isso pode piorar à medida que a ameaça da mudança climática cresce. Somos novamente atingidos por uma grande seca no sudeste do país e a escassez hídrica começa a bater em nossa porta, sem que tenhamos agido suficientemente para combater o problema no curto e longo prazo. A quebra de safras agrícolas vem batendo recordes por questão climática, sinais a que também precisamos ficar muito atentos.

    Vale a pena ir um pouco além e investigar as consequências disso para as diferentes formas de vida no planeta. Há cientistas que alegam que estamos vivendo a 6ª maior extinção de espécies da história, numa fase chamada de Antropoceno – a época geológica em que humanos se tornam a principal causa de alterações do planeta. Estamos perdendo espécies de plantas e animais em grande escala, muitos dos quais sequer chegamos a conhecer. Com esse processo acelerado, tornam-se ainda mais urgentes as ações de conservação ambiental, principalmente aquelas em terras públicas (áreas protegidas) e privadas (reservas legais ou áreas de preservação permanente obrigatórias nas propriedades). Além de conservar, é fundamental também restaurar áreas degradadas, a fim de resgatar a capacidade de produção de alimentos, promover segurança hídrica, reter carbono no solo e estocá-lo nas plantas.

    O lado bom da história é que vivemos um grande despertar de atores que têm se dedicado à restauração florestal (ou de outros tipos de vegetação) e à produção agropecuária sustentável, convencidos que ainda temos oportunidade de salvarmos algumas regiões e espécies no planeta de uma devastação ainda maior. Do lado da conservação, sofremos também com a falta de investimento em parques e áreas de conservação, pois o que é considerado bem público não tem recebido a devida atenção, muito menos investimento. E o mais irônico disso tudo é que é justamente nessas áreas que reside a nossa esperança: milhões de espécies de fauna e flora que podem nos salvar das situações extremas em que o aquecimento global está nos colocando. De onde virão as sementes para o reflorestamento de áreas degradadas, se nossas áreas preservadas pegarem fogo ou sucumbirem às secas? De onde virá a água para abastecimento e produção, se comprometermos as áreas protegidas?

    Para sairmos da ação de alguns poucos voluntaristas, o ideal seria que, além dos governos, houvesse um forte engajamento do setor privado, para que pudéssemos dar escala às ações para salvar espécies relevantes de fauna e flora para as futuras gerações. Muitas das ações necessárias podem acontecer na forma de negócios, de micro a grande porte, gerando economia relevante. Os negócios de impacto social e ambiental, neste momento da história, tornam-se peça chave para os desafios planetários.

    Estaríamos vivendo um momento "Arca de Nóe"? O que falta para a sociedade despertar? Além da oportunidade de uma nova economia como aqui descrito, temos opção ímpar a cada eleição. Nosso voto na urna pode ser a diferença entre ter políticas que negam os problemas aqui relatados ou ter gestores responsáveis e comprometidos com as atuais e futuras gerações e com soluções para esses desafios que afetam a todos nós.

  • 04/09/2018

    Armadilha fotográfica faz registro inédito de onças-pintadas na região paranaense da Serra do Mar

    Armadilha fotográfica faz registro inédito de onças-pintadas na região paranaense da Serra do Mar

    Um casal de onças-pintadas foi flagrado na Serra do Mar paranaense. O registro inédito na região foi resultado do projeto “Conservação de grandes mamíferos no Corredor da Serra do Mar”, coordenado pelo pesquisador Roberto Fusco Costa, doutor em Ecologia e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza. Há dois anos e meio, a região é monitorada em busca de mamíferos de grande porte. A ação é desenvolvida pelo IPeC (Instituto de Pesquisas Cananéia) e SPVS (Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental) e conta com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e do Banco ABN AMRO. O vídeo pode ser visto aqui.

    De acordo com o pesquisador, que atua na região há mais de 15 anos, não é fácil conseguir, nesta área, um registro em imagem desse felino, considerado o maior das Américas e ameaçado de extinção no Brasil. “Como a Serra do Mar paranaense está inserida em uma área com o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do Brasil, a presença das onças-pintadas era esperada, mas só tínhamos relatos. Esta é a primeira vez que conseguimos uma imagem que comprova a existência atual desses animais na localidade. O último registro documentado foi feito há mais de 20 anos, com base em vestígios fecais encontrados na região”, explica.

    A imagem coloca a Serra do Mar do Paraná como área fundamental para a conservação de populações de onças-pintadas, reafirmando que a sobrevivência da espécie só é possível devido ao habitat favorável na região. “O registro representa o empenho de vários pesquisadores e instituições que trabalham juntamente com a Polícia Ambiental para tentar manter essa região de Mata Atlântica o mais conservado possível. É um conjunto de esforços para inibir ações ainda comuns, como a caça, que ameaça animais de grande porte”, comenta o pesquisador.

    Monitoramento de grandes mamíferos

    O registro do casal de onças-pintadas na Serra do Mar paranaense foi feito por uma “armadilha fotográfica” colocada em uma região remota da mata. A pesquisa faz a identificação e o mapeamento da ocorrência de diferentes espécies de animais de grande porte no corredor de Mata Atlântica – área da Serra do Mar no Paraná e litoral sul de São Paulo. “Com base nesse mapa de distribuição das espécies, fazemos recomendações para ações de conservação mais efetivas. O registro das onças reforça as informações que a equipe do projeto havia obtido por relatos e entrevistas com moradores locais, trazendo contribuições para o planejamento de conservação e monitoramento a longo prazo”, afirma Costa.

    Com o estudo, os especialistas já registraram outras espécies de grande porte na região, como a queixada e a anta. “O apoio é importante para que tenhamos recursos e condições para obter esses dados, investigar e informar com qualidade a ocorrência de espécies de grande porte, algumas ameaçadas de extinção e que estão presentes na região”, finaliza.

  • 04/09/2018

    Projeto prevê inclusão de áreas da Itaipu em Reserva da Biosfera da Unesco

    Projeto prevê inclusão de áreas da Itaipu em Reserva da Biosfera da Unesco

    A mudança de status faz parte da 26ª Reunião do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (CN-RBMA) e da 18ª Assembleia Geral do Instituto Amigos da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (IA-RBMA), realizadas no Centro de Treinamento da Itaipu, em Foz do Iguaçu.

    A binacional recebeu ainda nesta semana o Seminário Internacional Corredores Ecológicos e Conectividade de Paisagem,  realizado no auditório do Refúgio Biológico Bela Vista (RBV). No evento um grupo de 40 pessoas participou de uma visita técnica à faixa de proteção do reservatório. 

    Os eventos na Itaipu também discutiram outros temas alusivos à binacional, além da inclusão das áreas da margem esquerda como zonas-núcleo da Reserva de Biosfera. Estão previstas a criação da Unidade de Gestão Descentralizada da Itaipu (UGD/Itaipu), a inclusão do Refúgio Biológico Bela Vista (RBV) como posto avançado e a concessão à hidrelétrica do selo "Empresa Amiga da Mata Atlântica". Na abertura do seminário “Corredores Ecológicos e Conectividade de Paisagens" também deverá ser apresentado o novo filme do RBV. 

    As reuniões do CN-RBMA foram realizadas dentro do contexto de revisão periódica e da Fase 7 da RBMA. As revisões são um processo mandatório do Programa MAB/Unesco em que o governo brasileiro tem o compromisso de enviar, a cada dez anos, um formulário sobre a evolução dos trabalhos, desafios e perspectivas de cada uma das Reservas da Biosfera brasileiras. As revisões periódicas são aprovadas pela Unesco em Paris. No caso da RBMA, essas revisões foram feitas em seis fases, entre 1991 e 2008. 

    Reserva da Biosfera

    Atualmente, as florestas protegidas pela Itaipu no Brasil são classificadas como áreas de transição. Com a mudança, elas passam a estar integradas à Reserva da Biosfera da Itaipu no Paraguai (assim titulada em 2017 pela Unesco), formando assim um grande mosaico de áreas de conservação ambiental na região. Além de dar maior visibilidade internacional às ações de conservação da Itaipu (como os corredores ecológicos do Rio Paraná e Santa Maria), a mudança permitirá um maior intercâmbio científico entre a empresa e demais áreas que fazem parte do programa O Homem e a Biosfera (MAB, na sigla em inglês) em todo o mundo.

    A Reserva da Biosfera da Mata Atlântica é a maior de toda rede mundial do programa MAB, da Unesco. Com 78 milhões de hectares, a reserva abarca áreas em 17 estados brasileiros onde ocorre o bioma da Mata Atlântica, formando um grande corredor ecológico entre o Piauí e Rio Grande do Sul, ao longo da costa brasileira, e também em partes dos estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul.
     

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