• TV Cultura

    Repórter Eco fala sobre preservação ambiental

    O Repórter Eco deste domingo (7/6), semana em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), irá falar sobre o projeto Mulheres na Conservação. Criado pelo fotógrafo João Marcos Rosa e pela jornalista Paulina Chamorro, ele retrata histórias de pesquisadoras que se dedicam a preservação ambiental, ajudando a salvar espécies brasileiras ameaçadas de extinção.

    “A ideia do projeto surgiu de uma percepção que eu tive ao longo desses 20 anos de estrada de que grandes inciativas pela conservação brasileira eram capitaneadas por mulheres”, diz João Marcos Rosa, fotógrafo e documentarista. A ideia conquistou a jornalista ambiental Paulina Chamorro e a dupla foi a campo acompanhar a rotina das pesquisadoras, com o apoio da Fundação Toyota do Brasil.

    A segunda reportagem fala sobre a crise climática e a pandemia da covid-19. A poluição do ar diminuiu no mundo todo, em função do isolamento social, mas a emergência climática permanece e exige a redução urgente das emissões de gases do aquecimento global. A matéria contará com a entrevista do físico Paulo Artaxo, professor da USP, membro do IPCC - Painel Iintergovernamental de Mudanças Climáticas e coordenador do Programa FAPESP de Mudanças Climáticas Globais.

    Por fim, o terceiro assunto a ser abordado é sobre o vírus e impactos na natureza. A pandemia causada pelo novo coronavírus provocou uma das mais graves crises que a humanidade já enfrentou. A disseminação de doenças desconhecidas está ligada a destruição da natureza, como vai explicar o infectologista Marcos Boulos.

    Apresentado por Márcia Bongiovanni, o Repórter Eco vai ao ar às 18h, na TV Cultura e no YouTube.

  • Do outro lado do mundo

    Nova Zelândia desenvolve ferramenta para auxílio a epidemiologistas

    Nova Zelândia desenvolve ferramenta para auxílio a epidemiologistas
    Pesquisador Demival Vasques Filho (Foto: Divulgação)

    Diante do cenário de pandemia global da Covid-19, a Nova Zelândia tem se destacado devido ao sucesso de suas ações emergenciais. Logo em 23 de março, apenas um mês após o país ter registrado seu primeiro caso do novo coronavírus, a Nova Zelândia se comprometeu com uma estratégia de eliminação da doença. A etapa seguinte, realizada alguns dias depois, foi o anúncio do confinamento (lockdown), medida anunciada pela primeira-ministra Jacinda Ardern quando havia apenas 102 casos e nenhuma morte. A rápida tomada de decisão do governo neozelandês ganhou elogios internacionais, inclusive da Organização Mundial de Saúde.

    O diálogo entre governo e academia pode ser visto como mais um fator de sucesso na abordagem da Nova Zelândia no combate à Covid-19. Um dos muitos exemplos de integração entre o ambiente acadêmico e o governo neozelandês é a atuação do Centro de Excelência em Pesquisa de Ciência de Dados e Sistemas Complexos Te Pūnaha Matatini, coordenado pelo professor Shaun Hendy, e vinculado à Universidade de Auckland.

    O Centro Te Pūnaha Matatini tem desempenhado um importante papel no fornecimento de informações científicas para apoiar o governo da Nova Zelândia no que diz respeito à propagação do vírus no país. Um importante fator para as notícias divulgadas em todo o mundo sobre a bem-sucedida resposta neozelandesa à Covid-19 é o fato de o governo ouvir epidemiologistas e modeladores matemáticos, como os membros do Te Punaha Matatini, dentre os quais, o pesquisador Demival Vasques Filho, brasileiro, nascido em Ilha Solteira-SP, atualmente titular do Instituto Leibniz, em Mainz, Alemanha, e colaborador da equipe neozelandesa.

    Vasques Filho explica que, geralmente, a pesquisa teórica leva tempo para ver sua aplicação no mundo real, o que não aconteceu nesse caso específico: “Pela primeira vez me vi envolvido em uma resposta científica imediata. Como se pode imaginar, as doenças infecciosas se espalham de acordo com os padrões de interação entre as pessoas (assim como ideias, inovação, opiniões). Nosso trabalho recente é sobre isso, mostrando, em particular, que as interações das pessoas como parte de grupos são cruciais para a compreensão desses padrões”

    De um modo simplificado, Vasques Filho revela duas frentes essenciais da pesquisa: quanto mais grandes grupos na sociedade são encontrados, e mais se identificam duas pessoas pertencendo a dois grupos juntos (por exemplo, irmãos indo para a mesma escola, parceiros indo para o mesmo ginásio), a propagação de doenças é facilitada na comunidade, porque existe mais do que chamamos de laços fortes; quanto maior o número de grupos por pessoa (pessoas pertencentes a vários grupos), mais encontramos o que chamamos de laços fracos. Este último favorece a disseminação de doenças entre comunidades.

    O projeto desenvolvido pelo Centro Te Pūnaha Matatini, para o caso específico da Nova Zelândia, busca modelar a estrutura da rede de contatos, por meio da qual a doença pode se espalhar em todo o país, ou seja, uma rede que envolve cinco milhões de pessoas. Para tanto, o Centro Te Pūnaha Matatini conta com os dados de censo, educação, emprego e mobilidade. “Nosso objetivo é ter um melhor conhecimento de como os padrões de contato mudam de acordo com variáveis diversas, como localização, setores da indústria e características da população –idade e sexo, por exemplo. Diante disso, buscamos fornecer informações suficientes aos epidemiologistas para calcular números básicos de reprodução, ou seja, o número médio de novas infecções geradas por uma pessoa infectada, de acordo com essas varáveis, em vez de ter um único número para toda a população”, explica Vasques Filho.

    Essa ferramenta matemática em desenvolvimento pelo Centro Te Pūnaha Matatini poderá ser aplicada em diferentes países e regiões, de modo a auxiliar na formulação de políticas para medidas de distanciamento social em vários níveis, como a discussão que ora acontece entre as realidades das regiões metropolitanas do estado de São Paulo, e as cidades do interior, além de facilitar os trabalhos tradicionais de testagem e o rastreamento de contatos. O modelo matemático permitirá, ainda, ajudar a identificar as comunidades mais vulneráveis, de modo a lhes oferecer o apoio adequado contra a propagação de doenças.

     

  • Degradação dos recifes

    Pesquisadores alertam para morte iminente das espécies

    Pesquisadores alertam para morte iminente das espécies
    Exploração descontrolada do turismo, poluição e aquecimento dos oceanos estão entre as razões da degradação dos recifes (Foto: Christine Eloy )

    Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) constataram que os recifes de corais marinhos no Estado estão passando por um gravíssimo processo de branqueamento. Se a situação perdurar por mais três meses, representará séria ameaça à biodiversidade do ecossistema.

    Segundo o estudo do Laboratório de Ambientes Recifais e Biotecnologia com Microalgas (LARBIM) da UFPB, os corais mais afetados no litoral paraibano estão na Praia do Seixas, no litoral sul. Das 1,1 mil colônias monitoradas, 93% estão totalmente branqueadas.

    No Bessa, na Grande João Pessoa, em monitoramento feito entre março e maio, os pesquisadores observaram que 90% dos corais estavam branqueados. Até janeiro, das 3,6 mil colônias monitoradas, 48% estavam saudáveis, 38% branqueadas e 13% doentes. Ou seja, há aumento vertiginoso do processo de branqueamento.

    “Nunca vi algo igual antes. E olha que eu mergulho, estudo e pesquiso os corais da Paraíba desde 1999. É o maior evento de branqueamento de corais registrado para a Paraíba”, alerta Cristiane Sassi, que é a coordenadora do projeto, financiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

    Ela explica que o branqueamento dos corais não significa que eles estão mortos, mas que estão debilitados e vulneráveis. “Os corais da Paraíba correm risco de morrer, caso o estresse que provocou o massivo branqueamento perdure por mais de três meses”, diz Cristiane, que é professora do Departamento de Sistemática e Ecologia da UFPB e coordenadora do LARBIM.

    Situação igual foi registrada nos recifes de Porto de Galinhas e Tamandaré, no Estado de Pernambuco, por professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e em outros estados do Nordeste, como Rio Grande do Norte e Ceará. Nos recifes da Austrália, em março deste ano, também foi registrado o maior evento de branqueamento dos últimos dez anos.

    Segundo Cristiane, o evento de branqueamento ocorre ciclicamente, mas agora está se tornando mais frequente, assim como as anomalias térmicas estão mais intensas. Como o branqueamento já perdura por cerca de três meses nos recifes paraibanos, os pesquisadores temem que isso dificulte a recuperação dos corais. Além disso, como as praias da Paraíba estão fechadas por conta da pandemia do novo coronavírus, o monitoramento dos recifes está mais difícil e restrito. Os pesquisadores têm contado com o apoio da Capitania dos Portos para continuar indo ao mar, mas mesmo assim de maneira muito mais limitada do que antes.

    Causas do branqueamento

    Cristiane afirma que a exploração descontrolada do turismo natural está entre as razões da degradação dos corais. De acordo com a especialista, outras causas são apontadas por provocar o branqueamento: as de origem local, como poluição marinha, alta taxa de sedimentação, pisoteio e outras ações negativas do homem; e as de origem global, principalmente o estresse térmico, com elevação da temperatura dos oceanos.

    A mortalidade em massa dos corais geralmente ocorre quando o estresse que provocou o branqueamento, seja ele de origem local ou global, perdura por mais de três meses.

    “Entendo que somente com mudanças de nossas posturas, reduzindo a emissão de gás carbônico, a fim de atenuar o aquecimento global, e com a diminuição da poluição dos mares, do uso dos plásticos e com o fim das queimadas, podemos contribuir na conservação dos recifes. Além disso, a prática de condutas conscientes ao se visitar esses ecossistemas também é uma ação que auxilia na sua conservação”, explica a professora.

    A equipe do projeto é formada por alunos dos cursos de Ciências Biológicas, Engenharia Ambiental, Mídia Digital e Psicopedagogia da UFPB. Além de Cristiane, outros dois professores estão envolvidos: Roberto Sassi e Viviany Pessoa.  A ideia é entregar aos órgãos públicos ambientais os dados levantados e fazer sugestões para a gestão desses recifes. Uma das propostas é a ordenação do turismo com a implantação de um programa permanente de ações educativas para orientar os visitantes quanto à prática de condutas conscientes ao visitarem as piscinas naturais.

     

  • Artigo

    Destinação de resíduos a lixões e aterros irregulares colabora para a disseminação do Coronavírus

    Destinação de resíduos a lixões e aterros irregulares colabora para a disseminação do Coronavírus
    Os lixões fazem parte de um problema histórico de difícil resolução no Brasil por conta da falta de investimentos (Foto: divulgação)

    Em meio à luta contra a pandemia do novo Coronavírus, é de grande importância que se discuta também a questão ambiental, com foco especial na destinação final dos resíduos. Quando tratamos de assuntos como a presença de lixões e de aterros controlados, estamos falando também da facilitação da propagação do vírus e da dificuldade em se ter condições adequadas de higiene. Todo o cenário ambiental se reflete também na saúde.

    Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos 2018/2019 da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o Brasil destinou a lixões ou aterros controlados 29,5 milhões de toneladas de resíduos, 40,5% do total produzido, em mais de 3 mil municípios. Os perigos dessa prática são inúmeros, como a poluição do ar e da água, emissão de gases do efeito estufa, atração de vetores e risco de incêndios.

    A Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, previu que todos os lixões do país deveriam ser extintos até 2014. Infelizmente, por conta da falta de prioridade no enfrentamento do problema, da ausência de financiamentos, de busca por soluções conjuntas com outros municípios e de parcerias público-privada, essa meta ainda está longe de ser realizada. No ano passado, a proposta de estender os prazos para a extinção dos lixões em todos os municípios do país entre 2021 e 2024 foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas ainda está em tramitação pelo Senado Federal.

    A existência de lixões a céu aberto traz problemas ainda maiores em tempos de Coronavírus. Afinal, diversos catadores que tiram seu sustento destes locais podem se contaminar com o vírus, já que não há qualquer tipo de proteção. Populações que vivem em áreas próximas a lixões ou aterros irregulares são afetadas diretamente pelos lixões especialmente por conta dos fortes odores e da atração de vetores que podem causar doenças diversas. Em um momento em que muitas pessoas têm sofrido dificuldades para serem atendidas no Sistema Único de Saúde, esse pode ser um problema adicional. Além disso, o chorume vindo do lixo pode contaminar o solo e a água que é extremamente importante para a nossa higiene e proteção durante esse período. Soma-se a isso a falta de saneamento básico adequado e temos um cenário ainda mais complexo.

    Ao invés de destinarmos os resíduos aos lixões, após esgotadas as possibilidades de reciclagem e tratamento, devemos direcioná-los aos aterros sanitários, locais regulamentados que possuem sistemas de drenagem do chorume e do gás metano (que pode ser reaproveitado) e que gera renda e empregos formais a trabalhadores. Nesse caso, os trabalhadores possuem todo o cuidado no tratamento dos resíduos, o que evitaria a propagação por parte do Coronavírus e outras doenças. Outro ponto de grande importância é a necessidade de ampliar a coleta seletiva em todos os municípios brasileiros e estimular a reciclagem e a logística reversa de materiais diversos. Com a realização desses processos, é possível reutilizar materiais como matéria-prima e evitar que sejam descartados incorretamente na natureza.

    Os lixões fazem parte de um problema histórico de difícil resolução no Brasil por conta da falta de investimentos, de interesse por parte do poder público e das condições precárias em que muitos brasileiros vivem. Discutir a gestão e a destinação de resíduos sólidos em locais adequados traz benefícios para a qualidade de vida da população não apenas em relação ao meio ambiente, mas também à saúde, condições de moradia, saneamento básico, empregos e oportunidades.

  • Dia Mundial do Meio Ambiente

    Relação direta entre o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida

    Relação direta entre o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida
    É preciso reconhecer que a natureza não pode mais ser explorada de maneira irresponsável

    No dia 5 de junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, decorrente da primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, realizada no dia 5 de junho de 1972, em Estocolmo. “O encontro teve objetivo de promover atividades de proteção e preservação do meio ambiente, em todo mundo”, ressalta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News & Negócios.

    Em meados do ano passado, a comunidade científica internacional alertou para a crise da biodiversidade no planeta. Liderado pela ONU, o estudo apontou o risco do desaparecimento de um milhão de espécies de animais e vegetais da natureza, ameaçadas pela atuação do homem. Poucos meses antes, a ONU Meio Ambiente havia declarado a Década da Restauração, período entre 2021 a 2030, que congrega diversas frentes de trabalho e iniciativas para a restauração dos ecossistemas globais.

    Na edição desse ano do Dia Mundial do Meio Ambiente, o tema abordado é a biodiversidade e, a Colômbia foi o país escolhido para representar a comemoração, em parceria com a Alemanha. A informação divulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) destaca que a escolha se deve ao fato da biodiversidade registrada na fauna e flora locais.

    O ano de 2019 foi marcado por uma série de discussões no Brasil, desde desastres naturais, queimadas na Amazônia, derramamento de óleo no litoral, dentre outros episódios poluidores. Entre as conclusões está à demonstração da relação direta que a proteção do meio ambiente tem com o desenvolvimento econômico e com a qualidade de vida.

    “As transformações observadas no período de isolamento social, decorrentes da pandemia do novo coronavírus, demonstram a importância da conscientização da população sobre a mudança de hábitos em consumo e no descarte racional de resíduos sólidos”, relata Vininha F. Carvalho.

    A sustentabilidade é um catalisador do crescimento, mas as empresas precisarão encontrar um equilíbrio entre as práticas de sustentabilidade e a lucratividade. O Brasil reciclou 55% das embalagens de pet descartadas pela população em 2019. O volume equivale a 311 mil toneladas do produto – 12% acima do registrado em 2018 –, que geraram um faturamento de mais de R$ 3,6 bilhões, o correspondente a 36% do faturamento total do setor do pet no Brasil.

    As informações são do 11º Censo da Reciclagem do PET no Brasil, elaborado pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), com a participação de 160 empresas de todo o País. Esse grupo está dividido entre recicladores (22%); aplicadores, que são empresas que adquirem e utilizam o pet reciclado em seus produtos (70%); e integrados, que fazem a reciclagem e também utilizam o material na fabricação de itens que retornam ao mercado (8%).

    A pandemia da Covid-19 também trouxe novas reflexões para o meio ambiente. A redução das emissões dos Gases de Efeito Estufa resultou na melhora da qualidade ambiental do planeta.

    O futuro da sociedade no pós-pandemia e, o que poderá ser feito para que os aprendizados do combate à Covid-19 estejam sempre presentes no cotidiano, representa um desafio para ser lançado nesta data tão especial.

     “O fim da pandemia não será o fim dos problemas a serem enfrentados pela sociedade, mas o início de uma nova realidade. É preciso reconhecer que a natureza não pode mais ser explorada de maneira irresponsável, ou a sobrevivência no planeta estará comprometida”, conclui Vininha F. Carvalho.

     

     

  • Nas Minas Gerais

    Florestas plantadas preservam mais de um milhão de hectares de vegetação nativa

    Florestas plantadas preservam mais de um milhão de hectares de vegetação nativa
    As florestas plantadas estão presentes em mais de 230 municípios mineiros, e são compostas por eucalipto, mas também Pinus, Cedro e Mogno (Foto: Divulgação)

    Na semana em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado amanhã (05), reforçar o papel da indústria florestal na preservação de florestas nativas torna-se ainda mais importante. Cultivadas para a produção renovável de madeira, que abastece o mercado de painéis, pisos laminados, carvão vegetal, lápis, celulose, madeira tratada, serrada, entre outros produtos madeireiros, as florestas plantadas preservam mais de 1,3 mi de hectares de florestas naturais apenas em Minas Gerais, estado que detém a maior base florestal plantada do país, com mais de dois milhões de hectares. A conta é simples: cada 1 hectare plantado preserva 0,6 hectare nativo, segundo levantamento realizado pela AMIF – Associação Mineira da Indústria Florestal. O setor de floresta plantada é o que mais contribui para a conservação de áreas de florestas nativas, através de suas práticas sustentáveis de uso do solo e também por fazer uso somente de madeira plantada e manejada para fins específicos de produção.

    Entre os principais motivos da preservação está, ainda, o fato de as florestas plantadas diminuírem a pressão sobre as florestas nativas, uma vez que fornecem às indústrias os insumos necessários para o processo produtivo, como a celulose, carvão vegetal e a própria madeira em um processo sustentado de plantio e colheita de árvores. E as vantagens vão além, de acordo com a Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF): “a cultura de árvores plantadas, ao ser implantada, recupera áreas degradadas, contribui para manter a disponibilidade da água e nutrientes do solo, gera empregos rurais contribuindo para a manutenção do homem no campo em uma vasta cadeia de valor e contribuem para a inclusão social”, explica a presidente da entidade, Adriana Maugeri.

    Desafios

    Outro dado coloca a indústria florestal regional em evidência no cenário global: Minas Gerais é líder mundial de produção e consumo de carvão vegetal proveniente destas florestas, fonte energética limpa e renovável. Apesar de todos os esforços da indústria florestal com os compromissos sustentáveis e legais, estima-se que uma significativa parcela do carvão vegetal consumido no estado ainda tenha origem nas árvores nativas, o que é considerado ilegal desde janeiro de 2018, quando a reformulação da Lei Florestal de Minas Gerais proibiu, entre outras práticas, que a indústria utilize carvão originário de florestas nativas.

     “Acabar com a produção ilegal de carvão vegetal está entre nossos principais pleitos. Não há necessidade de se expandir as fronteiras da cultura de florestas plantadas para áreas nativas e que devem ser conservadas. Há muitas outras áreas que são nosso foco de ampliação. Felizmente temos ao nosso lado importantes ONGs e o próprio poder público, que, assim como a AMIF, lutam para preservar a nossa rica mata nativa dos significativos biomas em Minas, o Cerrado e a Mata Atlântica. O setor de florestas plantadas repudia, veementemente, o desmatamento ilegal e atua fortemente para a ampliação da fiscalização e punição estatal para os criminosos que destroem o que nos resta de matas em nosso Estado”, explica Maugeri.

    Apesar de representarem pouco menos de 1% do território nacional, as florestas plantadas são responsáveis por 91% de toda a madeira produzida no Brasil para fins industriais. As empresas instaladas em Minas Gerais fornecem madeira para outros estados, como Bahia e Espírito Santo, e possuem certificações internacionais, como o FSC - Forest Stewardship Counci, que garante a sustentabilidade do manejo e origem da madeira através da exigência de parâmetros rigorosos. As florestas plantadas com representação da AMIF estão presentes em mais de 230 municípios mineiros, e são compostas, prioritariamente, por eucalipto, mas também Pinus, Cedro e Mogno.

  • Telhados verdes

    Coberturas verdes são alternativas para cidades sustentáveis

    Coberturas verdes são alternativas para cidades sustentáveis
    Construção civil está impulsionada a inserir telhados verdes em projetos residenciais e comerciais (Foto: Divulgação)

    Em 6 de junho,é celebrado o Dia Mundial dos Telhados verdes (World Green Roof Day). Para fortalecer e mostrar a importância das coberturas verdes, arquitetos, paisagistas e engenheiros de diferentes países estão compartilhando inspirações de projetos nas redes sociais com a #wgrd2020 durante esta semana. 

    Segundo o engenheiro agrônomo João Manuel Feijó, especialista em infraestrutura verde e design biofílico, a busca pelo melhor aproveitamento dos recursos na construção está impulsionando a procura por telhados verdes em projetos residenciais e comerciais. Um dos grandes benefícios é a captação de água, a economia com telhas e é a solução ideal para garantir o conforto térmico do ambiente. 

    “Uma cidade repleta de verde traz mais qualidade de vida para as pessoas. Os telhados verdes reduzem a poluição e favorecem a biodiversidade.  Com cisternas para captação de água da chuva, contribuem ainda para a drenagem urbana. A construção verde é fundamental para termos cidades mais resilientes para o presente e o futuro”, ressalta o especialista. 

    Confira três benefícios dos telhados verdes

    Economia financeira - a água da chuva captada pode ser utilizada na limpeza dos ambientes, na jardinagem e também no banheiro, para a descarga, por exemplo.

    Diminuição do consumo de água potável: Este é um dos principais motivos e todo mundo é beneficiado! Economizar água potável é fundamental para o futuro do planeta.

    Redução das inundações: podemos diminuir os alagamentos nas grandes cidades, onde há poucas áreas verdes e o escoamento das chuvas é mais difícil, com a bacia de detenção nos telhados verdes.

  • Política ambiental

    Destruição do meio ambiente no Brasil pode fechar portas comerciais no exterior

    Destruição do meio ambiente no Brasil pode fechar portas comerciais no exterior
    Presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Alemanha, Yasmin Fahimi (Foto: Divulgação)

    Mais uma vez as políticas ambientais do governo Bolsonaro repercutem negativamente nas relações comerciais do Brasil com o resto do mundo. Os retrocessos ambientais, o evidente descaso com a preservação da Amazônia e os povos indígenas e tradicionais que nela vivem colocam em risco as relações comerciais com importantes parceiros internacionais, como Estados Unidos e União Europeia. 

    O mais recente sinal contra o acordo entre o bloco europeu e o Mercosul, lapidado por décadas pela diplomacia brasileira e dos demais membros de ambos os blocos, foi a aprovação pelo Parlamento da Holanda de uma moção contra o acordo, a qual cita o desmatamento da Amazônia como um dos motivos. No caso dos Estados Unidos, o Comitê de Assuntos Tributários ("Ways and Means") da Câmara dos Deputados formalizou em carta ao presidente Donald Trump sua oposição ao plano de expansão dos laços econômicos com o Brasil por causa dos retrocessos em direitos humanos e meio ambiente promovidos durante o governo de Jair Bolsonaro. 

    A alta crescente no desmatamento da Amazônia e o descaso com os povos indígenas, especialmente vulneráveis frente à COVID-19 vão na contramão dos esforços globais pela redução das injustiças sociais e da destruição de ecossistemas naturais. Infelizmente, a política do governo brasileiro em relação à questão socioambiental segue destruindo a imagem do país no exterior, o que pode resultar nesta e em outrasrestrições comerciais, além de espantar investidores.  

    De janeiro a abril deste ano os alertas de desmatamento já chegaram a 1.202 km² de florestas, área  55% superior à do mesmo período do ano passado (773 km²), pelos dados Deter, que mostram uma alta de 94% desde agosto de 2019. Tudo indica que os números oficiais do desmatamento na Amazônia que serão divulgados em novembro deste ano poderão ser significativamente maiores que os de 2019, quando o Brasil quebrou um recorde, elevando a destruição da floresta em quase 30% em apenas 12 meses. As projeções, com base nos dados dos últimos quatro anos, indicam que caminhamos para algo entre 12 mil km2 e 16 mil km2 de destruição. A continuar neste ritmo, além de colocar em risco o equilíbrio climático do planeta e a produtividade da agricultura brasileira, veremos cada vez mais as portas da economia mundial se fechando para o Brasil. 

    A decisão do Parlamento da Holanda reforça outros indicadores de que as políticas ambientais de Jair Bolsonaro são reprovadas na Europa, um dos grandes mercados consumidores de nossos produtos.  A presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Alemanha, Yasmin Fahimi, verbalizou críticas  na semana anterior à decisão holandesa, declarando que "Bolsonaro representa um perigo para a democracia, para o Estado de Direito e para a existência permanente da floresta amazônica. Atualmente não vejo como é possível conciliar as políticas de Bolsonaro com as nossas exigências para o acordo UE-Mercosul nas áreas de desenvolvimento sustentável e direitos humanos". No início do ano,  uma resolução contra o acordo já havia sido tomada pelo parlamento da Valônia, na Bélgica.  

    Os sinais são de que o impacto do desmatamento no acesso ao mercado para a agricultura brasileira irá rapidamente para além do acordo entre os Blocos. Recentemente grupos de empresas globais se posicionaram contra o PL 2633/20 que recicla o texto da MP 910. E as discussões sobre o impacto do consumo europeu no desmatamento ao redor do mundo estão se intensificando no novo "Green Deal". Uma legislação específica deverá ser aprovada até o próximo ano e certamente afetará as commodities brasileiras se continuarmos vendo a expansão sobre vegetação nativa.  

    Os sucessivos ataques à agenda socioambiental e aos direitos humanos, proferidos e praticados pelo governo federal desde seu  primeiro dia de mandato não atendem aos interesses da sociedade brasileira, mas sim dos poucos que ainda se beneficiam e lucram a partir de atividades ilegais e predatórias. Às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, é hora do Brasil reverter este cenário e cuidar de seu patrimônio natural. Assim também estará cuidando de sua economia e da saúde de todos nós, brasileiros.

  • Sustentabilidade

    Empreendimento sustentável garante até 27% de eficiência no uso da água

    Empreendimento sustentável garante até 27% de eficiência no uso da água
    sando no futuro, a MDGP aposta em edifícios sustentáveis que utilizam soluções inteligentes para reuso e redução no consumo de água (Foto: Divulgação)

    A água é um bem precioso e sem ela não há vida. De acordo com o relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), a previsão é que até 2050 falte água para 5 bilhões de pessoas, representando metade da população mundial para este período. No Brasil, a previsão é que até 2035 mais de 70 milhões de brasileiros fiquem sem água. Atualmente, por causa da falta de chuvas, alguns estados passam por longos períodos de estiagem e muitas companhias de água adotam medidas de urgências, como o sistema rodízio de abastecimento de água, o que acaba afetando a população. 

    Em casa a água é utilizada para limpeza, lavar louças e roupas, tomar banho, cozinhar, entre muitas outras utilidades. E pensando no futuro, a Incorporadora MDGP adotou medidas em seus projetos, entre elas, sistemas que fazem a captação de águas pluviais para reuso em irrigação de paisagismo e limpeza de áreas comuns, tendo como premissa a sustentabilidade em seus empreendimentos. “O objetivo não é só oferecer um empreendimento exclusivo e confortável, mas, acima de tudo, proporcionar experiência de morar em uma construção que impacta minimamente o ambiente”, afirma Cássia Assumpção, engenheira da MDGP.

    Para evitar o desperdício de água, os empreendimentos Arbo Cabral e Átman Cabral foram projetados com especificações de metais e louças sanitárias de alta tecnologia, que colaboram com a redução no consumo sem diminuir o conforto e bem estar do morador. No Arbo Cabral, por exemplo, a eficiência hídrica do edifício será de 27,1% para pavimento tipo, 28,6% para cobertura, 33% para áreas comuns e 27,4% no geral, comparado a um empreendimento convencional. “Edifícios sustentáveis, além de proporcionar uma redução nas contas de consumo para os moradores, também garantem imóveis com uma valorização no valor de metro quadrado no mercado”, explica a engenheira.

    Além disso, durante a construção destes empreendimentos também estão sendo adotadas no canteiro de obras medidas para evitar o desperdício de água, como a captação e o aproveitamento de água pluvial para a limpeza e manutenção do local. Os empreendimentos da MDGP ainda estão em processo de certificação para obter o selo GBC Brasil Condomínio, fornecido pelo Green Building Council Brasil, e um dos critérios é obter a eficiência hídrica com o reuso e redução de consumo de água.

  • Meio Ambiente

    Proteção do meio ambiente deve ser prioridade na retomada pós-pandemia

    Proteção do meio ambiente deve ser prioridade na retomada pós-pandemia
    85% dos brasileiros esperam atitudes governamentais no que diz respeito à defesa do verde (Foto: Divulgação)

    Uma pesquisa realizada pela Ipsos para o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 05 de maio, comprovou que a pauta da preservação ambiental não perdeu sua relevância, mesmo em um cenário de pandemia. Na opinião de 85% dos brasileiros, a proteção do meio ambiente deve ser uma prioridade do governo no plano de recuperação do país pós-Covid-19. O estudo ouviu participantes de 16 países, sendo 1000 no Brasil.

    A população que mais espera atitudes governamentais no que diz respeito à defesa do verde é a da China, com 91%. Em segundo lugar, estão, empatados, a Índia e o México, com 89%. Com 85%, o Brasil ficou em terceiro. Por outro lado, Alemanha (55%), Japão (61%) e a Rússia (62%) foram os países cujos entrevistados demonstraram menor interesse na pauta ambiental.

    Um dos motivos pelo qual a maioria esmagadora dos ouvidos brasileiros enxerga a relevância da proteção do meio ambiente no contexto atual pode estar relacionado à uma preocupação com o próprio bem-estar. No Brasil, 85% acreditam que problemas como degradação ambiental, poluição, desmatamento e mudanças climáticas representam uma séria ameaça à saúde.

    Novamente, os chineses estão no primeiro lugar – considerando 16 países – entre os que mais concordam com a premissa: são 93%. Em seguida vêm México, com 91%, e África do Sul, com 90%. Quem menos acredita que as questões ambientais podem gerar impacto na saúde são os Estados Unidos (77%), Austrália e Japão (ambos com 81%) e Canadá (83%).

    De quem é a responsabilidade?

    Apesar de a maior parte dos entrevistados brasileiros concordarem na importância da pauta verde para o futuro, os resultados do levantamento apontam para um paradoxo. Embora 85% defendam que o governo deve priorizar a preservação do meio ambiente na retomada pós-pandemia de coronavírus, 41% dos ouvidos no Brasil admitem que o tema da proteção ambiental não está na sua própria lista de prioridades no momento.

    Na Alemanha e na França, apenas 28% afirmam que não priorizam o tema. Na segunda posição, está o México, com 33%; a Espanha ficou em terceiro, com 35%. Na contramão destes países, os participantes da Índia (67%), da Itália (65%) e da Rússia (58%) apresentam maior descaso com o assunto atualmente.

    A pesquisa on-line foi realizada com 16 mil entrevistados de 16 países, no período de 21 a 24 de maio de 2020. A margem de erro é de 3,5 p.p.

  • Artigo

    Somos Natureza!

    Somos Natureza!
    Alberto Vellozo Machado, Procurador de Justiça coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente e de Habitação e Urbanismo do Ministério Público do Paraná (Foto: Divulgação)

    Meio Ambiente não tem um dia, é o dia a dia, é tudo o que, como diz a nossa distante mas oportuna Lei 6.938/81, abriga e rege a vida. Todas as condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, sintetizam quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Sim, filosofia, compreender o Meio Ambiente no seu mais largo espectro, aliás, não é ser afeiçoado à Sabedoria, é, propriamente, Saber. A lei brasileira remonta a 1981, há quase 39 anos disciplinamos um “direito” ao Meio Ambiente!

    Não paramos, avançamos. Leis, decretos, portarias, o foram detalhando por décadas e alcançamos 1988, havia maturidade para afirmar um Direito Fundamental ao Meio Ambiente. Refinamos nosso discurso, característica de uma sociedade que vai compreendendo suas circunstâncias e, mais do que seus direitos, compreende seus deveres fraternais para com a vida.

    A Constituição Federal, vinda a lume em 5 de outubro de 1988, foi oracular de um lado e desafiadora de outro ao disciplinar sobre o Direito ao Meio Ambiente (art.225): “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida”. Oráculo, sim, porque implica em revelar nossa própria origem e apontar nosso futuro. Desafio, pois propõe respeito à vida em todas as suas dimensões e manifestações.

    O decantado e festejado Direito Fundamental à Vida está intimamente ligado à preservação dos processos naturais que forjam e sustentam o viver. Então, em nosso país de tantos desafios sociais e econômicos, temos dois marcos fundantes que deveriam ter levado à conscientização da superna importância dos processos ecológicos ao bem-estar social e financeiro de nossa sociedade.

    Mas não é bem assim! Vivenciamos, ainda, nossa zona de conforto, imaginando uma cornucópia de bens e serviços naturais inesgotáveis. Não são muitos que se questionam sobre as condições e a produção de bens essenciais como a água, por exemplo. Poucos, proporcionalmente, têm percepção de que lixões e seus nefastos efeitos, são produzidos, exatamente, por quem deveria evitá-los: nós todos. Nos acotovelamos pelos melhores espaços urbanos e, por eles, ignoramos a sanidade do solo, sua permeabilidade, sua estabilidade.

    O Meio Ambiente preexiste à humanidade e só podemos responder quem somos, começando em reconhecer que somos Meio Ambiente, não há separações, ninguém, nenhuma forma de vida está no Meio Ambiente, mas é Meio Ambiente. O próximo passo da humanidade, que não deveria demorar, nos levará à aceitação de sermos natureza e quando violentamos, com nossos excessos, o equilíbrio natural, além de ameaçarmos incontáveis espécies, a nós mesmos colocamos em risco e muitos, muitos mesmo, já se encontram relegados a espaços poluídos e debilitados, que não produzem mais saúde e vida.

    Claro que é algo global, as nossas capacidades mentais deveriam perceber as necessidades de interações. O Meio Ambiente não é servo sob o tacão do ser humano, ao contrário, somos tão dependentes e frágeis, que usamos nossos “dotes” racionais para deformar o meio que nos envolve, para ter momentos, alguns séculos ou milênios, de uma falsa supremacia, mas a realidade é que quando esgotamos os recursos naturais verdadeiramente estamos, autofagicamente, nos consumindo.

    Sim, não é um período de festejar o Dia do Meio Ambiente, mas de conscientização de nossa própria condição natural e dependência da natureza. O Meio Ambiente é o segundo, o minuto, a hora que precisamos respirar, beber, comer, os seres humanos e todas as outras espécies. Fica o convite, aceitemos ser Meio Ambiente, no campo, na cidade. Não somos melhores, nem piores, por que somos um todo chamado Natureza.

  • Na Cozinha

    Torta de abobrinha sem glúten

    Torta de abobrinha sem glúten

    Ingredientes:

    • 1 xícara de mix de farinhas sem glúten Mundo Verde Seleção
    • Queijo branco (tipo minas frescal)
    • 1 xícara de chá de bebida vegetal (amêndoas) sem açúcar
    • 1 pedaço pequeno de queijo parmesão (para ralar)
    • 1 caixinha de tomate cereja (1 xicara de chá)
    • 4 ovos
    • 2 abobrinhas médias
    • Óleo de coco em Spray Mundo Verde Seleção
    • Manteiga ghee sem sal Mundo Verde Seleção
    • Sal rosa do Himalaia fino Mundo Verde Seleção
    • Temperos a gosto

     

    Modo de preparo:

    Pré-aqueça o forno a 180ºC. Corte as abobrinhas em meia lua e leve ao fogo, em uma panela com manteiga ghee, refogue levemente com sal rosa e temperos a gosto, reserve em seguida. Corte o queijo branco em cubos e tempere a gosto.

    Em uma tigela, misture o mix de farinhas sem glúten com o leite vegetal e os ovos, acrescente sal rosa e temperos a gosto. Mexa bem e reserve. Corte os tomates ao meio. Em um recipiente de vidro, utilize o óleo de coco em spray para untar, na sequência, jogue parte da abobrinha, seguida da metade do queijo e metade do tomate.

    Repita a camada com o restante da abobrinha, queijo e tomates. Por fim, jogue a massa por cima e polvilhe o queijo parmesão ralado. Leve ao forno por 30 minutos ou até que esteja dourado.

    Fonte: Mundo Verde

  • Saúde

    Dieta a base de vegetais ganha força entre atletas de elite

    Dieta a base de vegetais ganha força entre atletas de elite
    a grande variedade de informações, documentários e estudos sobre o assunto ajudaram a popularizar a dieta, uma vez que oferece resultado de maneira rápida e cientificamente comprovada.

    Os benefícios das dietas vegana e vegetariana estão em evidência entre os atletas de elite. Ao menos uma dezena de nomes já conhecidos no esporte mundial se declararam adeptos do cardápio à base de vegetais e/ou vegano. De maneira geral, a grande variedade de informações, documentários e estudos sobre o assunto ajudaram a popularizar a dieta, uma vez que oferece resultado de maneira rápida e cientificamente comprovada.

    Recentemente, foi a vez do atleta brasileiro de Artes Marciais Mistas (MMA), Wanderlei Silva, anunciar que está em fase de transição para uma dieta 100% vegetal. Em entrevista concedida ao Yahoo Esportes, o brasileiro disse ter se inspirado no documentário ‘The Game Changers’ (traduzido para o português como Dieta de Gladiadores) e também em pesquisas realizadas no site da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) para tomar a decisão. 

    Dieta de Gladiadores

    “Um tempo atrás, o meu filho mostrou um documentário ‘The Game Changer’, que fala sobre veganismo. O documentário releva as grandes mentiras da alimentação carnívora que a sociedade impõe. No entanto, pesquisei um pouco por conta própria. Eu conversei com uma médica (a minha esposa), eu li artigos e vi a página da ‘Sociedade Vegetariana’, que mostra os benefícios do estilo de vida vegano. Então com todas as pesquisas que realizei, resolvi me tornar vegano e adotar o estilo de vida na minha rotina”, disse Wanderlei, em entrevista ao site.

    O documentário conta com a presença de grandes nomes, a começar pela direção de conteúdo feita por James Cameron, cujo currículo conta com filmes como ‘O Exterminador do Futuro’, Avatar, Titanic, entre outros. A história é construída a partir de uma lesão sofrida por James Wilks, um atleta de Artes Marciais Mistas (MMA), e a sua jornada de recuperação. Os benefícios da dieta vegana e vegetariana são mostrados na prática e embasados com estudos científicos, depoimentos de médicos, atletas e especialistas em nutrição.

    Participações especiais

    Grandes nomes das artes, do esporte e do mundo cinematográfico também reforçaram os benefícios da alimentação vegana e vegetariana durante o The Game Changers. Os atores Jackie Chan e Pâmela Anderson, o pintor e escultor italiano, Joseph Pace, o atleta de força Patrick Baboumian, participante do Arnold Strongman Classic e o piloto de F1, Lewis Hamiltonm, são alguns dos participantes famosos. A participação especial do ex-fisiculturista, ex-governador da Califórnia e ator, Arnold Schwarzenegger, mostrou como a mudança na sua dieta foi fundamental para encontrar mais saúde e energia. 

    Atualmente, o eterno ‘Exterminador do Futuro’ promove no mundo a sua marca ‘Arnold Classic Worldwide’. O evento conta com uma série de atividades esportivas tradicionais, realizadas em diversos países do mundo, como o ‘The Strongman’ e campeonatos de fisiculturismo.

  • Artigo

    Lei paranaense dá espaço para a logística reversa mas ainda precisa passar por ajustes

    Lei paranaense dá espaço para a logística reversa mas ainda precisa passar por ajustes
    Mauricy Kawano

    Uma nova lei sancionada no dia 20 de janeiro de 2020 permite que o Paraná avance rumo à Economia Circular. A Lei Estadual nº 20.132/2020 prevê que os fornecedores de produtos ou serviços ao Estado deverão promover a logística reversa dos resíduos pós-consumo. Desta forma, todos os produtos e embalagens comprados pelo governo estadual deverão ser devidamente recolhidos, destinados e reaproveitados pelos fornecedores após o uso. Tal medida gerará um impacto positivo ao meio ambiente e aos cofres do Estado. Porém, apesar da inovação, ainda há pontos importantes que precisam ser regulamentados e melhorados.

    Ao longo de 2019, o Estado do Paraná gastou mais de R$1,1 bilhão em compras públicas de produtos, dos mais simples aos mais complexos. A grande parte destes materiais acaba sendo utilizada e descartada sem que haja necessariamente um zelo com a sua destinação final. Já existem empresas que estão preocupadas com todo o ciclo de vida de seus produtos, mas muitas ainda não se sentem estimuladas em participar dos processos de logística reversa.

    A nova lei valorizará as indústrias que já realizam os processos de logística reversa, o que será um estímulo a mais àquelas que ainda não investem nestas práticas. Para participar, essas indústrias poderão procurar os sindicatos de seus respectivos segmentos e institutos especializados, como o Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR), para obter mais informações e detalhes sobre o assunto.

    Apesar dos pontos positivos, há ainda fatores importantes a serem regulamentados. Uma das questões que permeiam o assunto é como comprovar que 100% dos resíduos utilizados foram reaproveitados por meio da logística reversa. A meta não é simples de ser alcançada e deve demandar grandes investimentos e articulações entre os envolvidos neste processo.

    A respeito disso, também há que se esclarecer a ausência dos titulares do serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, assim como dos consumidores (no caso, o próprio Governo do Estado) na definição de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida. A ausência destes dois atores no processo contraria a própria Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), legislação que deve servir como base para todas as normatizações sobre o tema.

    Outro ponto de preocupação é a ruptura com o modelo de acordos setoriais e termos de compromisso construídos nos últimos anos. Existem acordos específicos para o descarte de alguns produtos pós-consumo que se tornaram eficientes e são vistos como referências nos processos de logística reversa. O ideal, claro, seria reconhecer e trabalhar em parceria com as entidades que fazem parte dessas iniciativas.

    É claro que ainda existem ajustes e correções de rota a serem feitos. Institutos, associações e sindicatos devem participar das discussões para a regulamentação dessa lei. Por parte do InPAR, estaremos de portas abertas para auxiliar nesse processo e colaborar para que as indústrias se adequem às necessidades dessa nova legislação. De qualquer maneira, trata-se de uma lei extremamente importante e que estimulará o setor produtivo a ser mais eficiente e sustentável.

  • Espécies

    Papagaio-de-cara-roxa tem a menor taxa de reprodução da década no Paraná

    Papagaio-de-cara-roxa tem a menor taxa de reprodução da década no Paraná
    Filhotes de papagaios-de-cara-roxa (Foto: Lucas Mendes/SPVS)

    Durante o período reprodutivo 2019/2020, o Paraná registrou o menor número de nascimento de papagaios-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) dos últimos dez anos. Além da baixa taxa de nascimentos, o número de filhotes que conseguiram se desenvolver e alçaram o primeiro voo – o que os especialistas chamam de sucesso reprodutivo – foi de apenas 15 aves. A estimativa se baseia no monitoramento de 105 cavidades aptas para formação de ninhos no litoral do estado.

    Desde 1998, a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) monitora anualmente o período reprodutivo do papagaio-de-cara-roxa, que acontece entre os meses de outubro a março. Os monitoramentos são realizados pelos técnicos do Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa, com auxílio de moradores locais, voluntários e apoio da Fundação Loro Parque.

    No Paraná, a equipe registrou 74 ninhos ocupados, com postura de 155 ovos e nascimento de 69 filhotes. Contudo, apenas 15 filhotes se desenvolveram com sucesso. No litoral sul de São Paulo, 23 ninhos foram monitorados, sendo registrada a ocupação de 5 deles, a postura de 9 ovos e nascimento de 7 filhotes, cinco tiveram sucesso no desenvolvimento.

    Os resultados surpreenderam a equipe de pesquisadores. Segundo Elenise Sipinski, coordenadora do projeto, os números são 34% menores que os registrados no ano passado e se assemelham aos resultados anteriores à implantação de ninhos artificiais. “Este período reprodutivo pode ter sido influenciado por diversos fatores. Tivemos uma predação maior que no período anterior, alterações climáticas que levaram temperaturas a extremos, aumentando a possibilidade de doenças, diminuição da oferta de alimentos, entre outras”, explica Sipinski.

    Além de causas naturais, ameaças como captura de filhotes para venda ilegal também podem ter influenciado a reprodução dos papagaios-de-cara-roxa, de acordo com Roberta Boss, técnica do projeto. “Mesmo com o monitoramento, ainda registramos muitos casos de roubo de filhotes de papagaios, especialmente, no litoral de São Paulo. Ameaça esta que se agrava com a derrubada ilegal de árvores utilizadas pelos papagaios para a nidificação”, afirma.

    Buscando suprir a falta de ninhos naturais, a equipe técnica do Projeto de Conservação instala ninhos artificiais de madeira e de PVC em árvores altas da floresta. A implantação começou em 2003, para auxiliar na reprodução da espécie e consequentemente contribuir com a manutenção da população de papagaio-de-cara-roxa no litoral do Paraná. Foram instalados mais de 100 ninhos artificiais em áreas insulares e continentais utilizadas pela espécie. Em São Paulo, essa atividade começou em 2016 e tem aproximadamente 20 ninhos instalados.

    Construção de porto pode agravar situação

    Os baixos resultados do período reprodutivo e o fato da espécie ser endêmica de uma pequena porção de Mata Atlântica, ou seja, só ocorrer em uma estreita faixa deste bioma, aumentam a preocupação com a conservação dos papagaios-de-cara-roxa. No litoral do Paraná, a possibilidade de construção de um porto na cidade de Pontal do Paraná poderia tornar os números ainda mais preocupantes.

    Em um levantamento realizado em 2018, a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) avaliou que a construção do empreendimento afetaria pelo menos 4 mil papagaios-de-cara-roxa, número que representa quase a metade de toda a população. 

    Os especialistas apontam ainda o prejuízo econômico trazido pelo empreendimento, uma vez que a área afetada inclui a Ilha do Mel, segundo maior destino turístico do estado do Paraná e importante dormitório e sítio reprodutivo do papagaio-de-cara-roxa. “Esse empreendimento poderá destruir uma área extensa de planície em Pontal do Paraná, além do impacto na Ilha do Mel. São áreas prioritárias para a espécie pois nelas há uma concentração de guanandis, árvore essenciais para a alimentação, reprodução e abrigo dos papagaios.  Preservar este território, ter o apoio de moradoras locais e o financiamento de outras organizações são quesitos essenciais para que espécies únicas no mundo tenham sua sobrevivência garantida”, explica Elenise Sipinski.

    Outras espécies conhecidas, como a onça-pintada, a anta e os queixadas dependem da manutenção das florestas desta região, conhecida como Grande Reserva Mata Atlântica – maior bloco contínuo do bioma, com mais de 2 mil hectares de florestas, que garantem o equilíbrio de fauna e flora, a manutenção de culturas e cidades históricas, rica gastronomia e desenvolvimento local.

  • Pandemia

    Isolamento social ajuda na recuperação ambiental

    Isolamento social ajuda na recuperação ambiental
    No início de março foi registrado que os canais de Veneza, na Itália, voltaram a ter água clara e nítida

    Várias medidas de isolamento social estão sendo tomadas mundo afora para conter a expansão do novo coronavírus e isso tem mudado o comportamento de alguns animais e até mesmo da paisagem. A desaceleração da produção industrial, entre outras medidas, contribui sensivelmente com a diminuição de fluxo de pessoas em vários lugares antes movimentados.

    Sandra Maria Lopes de Souza, mestre em Gestão Ambiental e coordenadora dos cursos de Pós-Graduação em Meio Ambiente do Centro Universitário Internacional Uninter, explica que “a diminuição da interferência do homem no meio tende a ajudar na recuperação ambiental, seja na qualidade do ar, no habitat dos animais silvestres e urbanos e na diminuição dos impactos ambientais”.

    No início de março foi registrado que os canais de Veneza, na Itália, voltaram a ter água clara e nítida. Em entrevista para a o canal norte-americano CNN, um porta-voz da prefeitura da cidade afirmou que isso aconteceu devido à diminuição do movimento dos barcos que, ao fazer o transporte de pessoas, agitam os sedimentos e os trazem para a camada mais superficial, para depois retornar ao fundo.

    “Os sedimentos são resultantes da erosão de rochas, da precipitação química a partir de oceanos, vales ou rios. Também podem ter uma origem biológica, por organismos vivos ou mortos depositados na superfície da Terra ou nos corpos hídricos”, explica Sandra. Segundo a professora, sempre que se reduz ações do homem, a tendência é melhorar o habitat natural — no caso dos canais, o aparecimento da vida marinha.

    Com a reclusão, os animais silvestres também passaram a ocupar os espaços urbanos. Um grupo de veados, por exemplo, apareceu circulando pelas ruas de Nara, no Japão. Na Itália, vários animais como ovelhas, javalis e até um cavalo caminharam tranquilamente pelas ruas vazias. Já na Tailândia, foram os macacos que dominaram as ruas devido à ausência humana.

    “Não é de hoje que estamos percebendo que a fauna está cada dia com menos espaços apropriados para abrigo. O crescimento das cidades contribui muito para este processo. A pandemia colabora para que algumas espécies adentrem as cidades em busca de comida, uma vez que não há predadores. Outros fatores também contribuem para esse movimento, como a caça predatória, o tráfego ilegal de espécies e o desmatamento desenfreado”, comenta a professora.

    Outro fator que pode ser observado na natureza é o ar mais puro nos países que adotaram o confinamento.  Segundo registros realizados por satélite da Nasa, em fevereiro, a concentração de dióxido de nitrogênio (NO2) caiu drasticamente em Wuhan, cidade chinesa epicentro da pandemia de Covid-19. De vermelho/laranja, o mapa ficou azul. O mesmo fenômeno foi registrado pela Agência Espacial Europeia no norte da Itália, em uma área confinada há várias semanas para combater a propagação da doença.

    “A crise de pandemia que estamos vivendo, não é e nunca será algo bom para a humanidade. Porém, podemos aprender que o ser humano não vive isolado e que precisa de toda a cadeia de produção. O momento é de repensar estilo de vida, necessidade de consumo, importância do trabalho e senso de cidadania e comunidade”, finaliza a especialista. 

  • Vida Animal

    Organizações de proteção animal pedem à OMS o fim do comércio de animais silvestres

    Organizações de proteção animal pedem à OMS o fim do comércio de animais silvestres

    Mais de 200 organizações de todo o mundo se juntaram para pedir o banimento do comércio de animais silvestres e o fim do uso dessas espécies pela medicina tradicional. Em carta enviada à Organização Mundial da Saúde (OMS), os signatários, incluindo a Proteção Animal Mundial, organização global que trabalha em prol do bem-estar animal, destacaram as suspeitas que relacionam o surgimento da COVID-19 com o mercado de vida silvestre na China e apelaram para que a OMS tome as medidas cabíveis para cumprir a sua missão de servir a saúde pública em todos os momentos, recomendando que os governos proíbam permanentemente o comércio da vida silvestre para qualquer fim.

    Para as organizações, a proibição do comércio de animais silvestres ajudaria a proteger a vida humana de futuras pandemias como o novo coronavírus, uma vez que, 60% das doenças infecciosas emergentes são de origem animal e, acredita-se que 70% delas provêm de animais selvagens.

    A carta afirma que, embora seja necessária uma resposta global na detecção, tratamento e redução da transmissão do COVID-19, é igualmente necessário tomar medidas para evitar futuras infecções semelhantes, que afetem o bem-estar social e econômico do mundo. “É urgentemente necessário proibir o comércio de vida silvestre em todo o mundo. Além de evitar condições não regulamentadas e não higiênicas para os animais, o banimento evitaria a proximidade entre humanos e essas espécies exploradas, que gera a oportunidade perfeita para a propagação de patógenos”, afirma a diretora-executiva da Proteção Animal Mundial, Helena Pavese.

    Segundo as organizações, o risco da contaminação dos seres humanos por vírus provenientes dos animais silvestres é ainda mais agravado pelas condições cruéis nas quais os animais são criados ou capturados na natureza, transportados e mantidos em mercados. A aglomeração de diferentes espécies sendo mantidas em conjunto causa imenso estresse, enfraquecendo o sistema imunológico e as deixando mais suscetível a doenças.

    “A OMS pode ajudar a prevenir futuras pandemias, pedindo que os governos excluam o uso da vida selvagem como matéria-prima para fórmulas de remédios da medicina tradicional e banindo, por completo, o comércio de animais silvestres. Essas ações podem salvar milhões de vidas no futuro e proteger milhões de animais silvestres que são desnecessariamente e cruelmente cultivados ou caçados da natureza para abastecer essa indústria”, finaliza Helena.

    As mais de 200 organizações pedem à OMS que:

    - Recomende aos governos de todo o mundo que instituam uma proibição permanente dos mercados de vida silvestres, estabelecendo um vínculo entre esta prática e suas ameaças comprovadas à saúde humana;

    - Recomende aos governos que lidem com os riscos potenciais à saúde humana do comércio de animais silvestres - incluindo coleta da natureza, pecuária, agricultura, transporte e comércio através de mercados físicos ou online para qualquer finalidade - e ajam para fechar ou limitar tais comércio, a fim de mitigar esses riscos;

    - Exclua o uso de animais selvagens, inclusive de espécimes criados em cativeiro, na definição e endosso da Medicina Tradicional da OMS e revise a Estratégia de Medicina Tradicional 2014-2023 da OMS de acordo para refletir essa mudança;

    - Ajude os governos e lidere uma resposta coordenada entre a Organização Mundial do Comércio (OMC), a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e outras organizações multilaterais em todo o mundo em atividades de conscientização para informar claramente os riscos do comércio de vida silvestre para a saúde pública, coesão social, estabilidade econômica, lei e ordem e saúde individual;

    - Apoie e incentive iniciativas que forneçam fontes alternativas de proteína aos consumidores de animais selvagens de subsistência, a fim de reduzir ainda mais o risco para a saúde humana.

  • Recuperação

    A importância da indústria da reciclagem e a rota sustentável do pescado

    A importância da indústria da reciclagem e a rota sustentável do pescado
    A reciclagem de papel, o reaproveitamento de garrafas pet e de alumínio são atividades bastante conhecidas no Brasil

    Reciclagem é a atividade de recuperação da matéria-prima descartada, que se transforma em um novo produto, retornando ao ciclo de produção. A importância da reciclagem está atrelada ao desenvolvimento sustentável de uma região, não só ao meio ambiente, mas também aos aspectos sociais e econômicos.

    A reciclagem de papel, o reaproveitamento de garrafas pet e de alumínio são atividades bastante conhecidas no Brasil. O que poucas pessoas imaginam é que existe também uma indústria de reciclagem de proteína animal e esta alternativa em expansão tem um grande exemplo no sul do país.  

    Estado que mais produz pescados

    Santa Catarina continua a manter o posto de um dos maiores produtores de pescado do Brasil fazendo com que a atividade desempenhe importante papel na economia do estado. São cerca de 150 mil toneladas pescadas industrial e artesanalmente, mas desse montante, 70% da maioria dos pescados são desperdiçados. Para contribuir com o mercado de reciclagem a empresa Agroforte, em Biguaçu, tem a capacidade de beneficiar cerca de 300 toneladas de resíduos de peixes que iriam parar em aterros sanitários ou lixões. 

    De forma consciente e em parceria com peixarias, colônia de pescadores, pequenas, médias e grandes empresas de pescados e mercados públicos, a Agroforte transforma, e torna útil, as partes do peixe que não servem para serem comercializadas. Essa matéria-prima acumulada diariamente passa por um processo de beneficiamento e se transforma na farinha e óleo, tão desejados por grande parte do mercado brasileiro e internacional, dando sequência à linha da sustentabilidade, como importante ingrediente de nutrição animal especialmente para peixes e camarões cultivados. Desse insumo 25% é farinha, 5% é óleo e 70% é água, que a empresa devolve dentro dos padrões estabelecidos pelos órgãos competentes para o meio ambiente.

     

    Saiba como é feito esse reaproveitamento:

     - Coleta: a fase da coleta é feita em parceria com peixarias, filetadores e mercados públicos que descartam os resíduos, que iriam para lixões e aterros, nos caminhões da Agroforte.

     - Cozimento: Assim que o resíduo chega à indústria ele passa primeiro pela fase de cozimento que “frita” o alimento para dessecar. 

    - Separação de fases: (água | secador | óleo) Aqui o resíduo é triturado e dividido em água, farinha e óleo.

    - Processamento: (água | farinha) Nessa fase a água e farinha vão para as Estações de Tratamento onde passam pelo processo de refinamento e purificação.

    - Destino Final: E para finalizar a matéria-prima está pronta para voltar ao ciclo de produção, como insumo de ração para peixes, camarões e pets de alta qualidade.

  • Meio Ambiente

    Brasil caminha para recorde de desmatamento na Amazônia

    Brasil caminha para recorde de desmatamento na Amazônia
    Acumulado entre agosto do ano passado e abril deste ano (9 meses) supera área desmatada entre agosto e julho (12 meses) dos anos anteriores

    Entre agosto de 2019 e abril de 2020 o desmatamento na Amazônia totalizou 5.666 km² – quase o mesmo que a soma da extensão desmatada em 2018 e 2019 no mesmo período, segundo dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter-B), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em termos percentuais, o desmatamento acumulado de agosto de 2019 a abril de 2020 já mostra um crescimento de 94% em relação ao período anterior total (agosto 2018 a julho de 2019).

    Considerado isoladamente, o desmatamento no mês de abril é igualmente assustador: aumento de 64% em relação ao mesmo mês de 2019. Apenas no mês passado foram emitidos alertas de desmatamento para 405,6 km²; em 2019 esse número foi de 247,7 km². Os dados alarmantes de abril dão sequência ao recorde histórico batido no primeiro trimestre de 2020, na comparação com o mesmo período dos últimos dez anos. Apenas na comparação com o mesmo período de 2019, o crescimento foi de impressionantes 51,45%.

    Os alertas do último mês indicam registros de desmatamento em áreas protegidas por lei, como os parques nacionais Mapinguari, Campos Amazônicos, Juruena e Acari e foram concentrados na região da BR-163 (Pará) e noroeste de Rondônia.

    “Há uma inegável trajetória de aumento no desmatamento novamente em 2020, com ritmo ainda mais acelerado do que 2019. A nova taxa oficial dos dados do sistema PRODES deverá ultrapassar, e muito, os 10 mil km² observados no ano passado”, analisa Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil. “Ao contrário dos dados de 2019, que consideravam um período ainda sob a gestão do presidente Temer, o novo e impressionante recorde que se avizinha é de exclusiva responsabilidade do governo Bolsonaro”, destaca.

    "É esse cenário que a MP910 agrava: ao legalizar terras griladas, ou seja, desmatadas em anos anteriores, o governo dá  um claro sinal de leniência para os atuais desmatadores. Se aprovada, a MP910 será o grande motor por trás de futuros recordes de desmatamento", alerta Voivodic.

    Esses números mostram o tamanho do desafio que o Vice Presidente, Hamilton Mourão, Coordenador do Conselho da Amazônia, terá para conter o crescimento das ações ilegais na região. Ontem foi autorizada, por apenas um mês, a utilização de operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem), que permite o uso das forças armadas para combater o desmatamento. A GLO enfraquece o trabalho do Ibama e do ICMBio, ao subordiná-los aos militares.

    Embora necessária, a GLO não será suficiente se o Governo Federal continuar enviando sinais concretos de que está do lado dos grileiros, garimpeiros e madeireiros ilegais. Vai apenas enxugar gelo, ainda mais se for apenas por um mês. O incentivo à invasão será incontrolável e assim que as forças armadas virarem as costas, os grileiros vão voltar. É o que já está acontecendo em diversos lugares, como Rondônia e Pará”, afirma Raul do Valle, diretor de Justiça Socioambiental do WWF-Brasil.

    Os alertas diários do sistema Deter são usados para orientar ações de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Por se tratar de medição diária, tendem a ser menos precisos que os dados do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), divulgado anualmente. No entanto, nunca houve divergência entre a tendência apontada pelo sistema Deter e os números auferidos pelo sistema Prodes.

    Estamos avançando em marcha a ré em direção aos volumes de desmatamento do começo do século, quando atingimos picos históricos de desmatamento, totalmente incompatíveis com os compromissos de desenvolvimento sustentável assumidos pelo Brasil”, ressalta Mariana Napolitano, gerente de Ciências do WWF-Brasil.

  • Educação Ambiental

    Escola de Conservação da Natureza terá nova turma em 2020

    Escola de Conservação da Natureza terá nova turma em 2020
    Alunos da Escola de Conservação da Natureza durante aula prática (Foto: Divulgação/SPVS.)

    A Escola de Conservação da Natureza, projeto desenvolvido pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), chega à sua terceira turma em 2020. Expandindo a metodologia para outras áreas do Estado, a SPVS firmou uma parceria com a empresa JTI para viabilizar e promover a Escola de Conservação da Natureza no Campo, como uma atividade de contraturno escolar. O município de São João do Triunfo, no sudeste paranaense, será o primeiro a receber as atividades práticas do projeto, que tem como previsão atender até 50 jovens. As capacitações terão início no primeiro trimestre de 2020. O projeto atuará nos próximos meses com o desenvolvimento de indicadores e materiais, além de contatos com a prefeitura, órgãos públicos e proprietários do município para adaptação da metodologia à realidade local.

    Cerca de 330 proprietários vinculados à JTI atuam no município, muitos deles com filhos em idade escolar, que receberão o apoio da Escola como uma oportunidade de aperfeiçoamento pessoal e profissional. A cidade de 15 mil habitantes está inserida em um ecossistema associado da Mata Atlântica formado por Floresta com Araucária, uma das formações com maior riqueza de espécies do planeta, mas que hoje conta com apenas 0,8% da área original, sendo a maior parte encontrada dentro de Unidades de Conservação (UC). As principais causas da drástica redução de área do ecossistema são o desmatamento, a abertura de novas frentes agrícolas, as queimadas e o intenso processo de urbanização.

    Nesse contexto, a importância da conservação de áreas naturais; a adequação ambiental das propriedades para atender a legislação vigente; proteção de nascentes, corpos hídricos e remanescentes de áreas naturais; identificação de áreas passíveis de restauração ecológica dentro das propriedades e orientação para implantação da melhor técnica de acordo com a realidade da propriedade (controle de exóticas ou enriquecimento); mecanismos financeiros de conservação da natureza que podem beneficiar produtores rurais e boas práticas ambientais relacionadas ao saneamento básico e a destinação correta de resíduos sólidos, são alguns dos temas que serão debatidos com os alunos durante o projeto. “Nossa expectativa é de formar jovens reconectados com o território e informados sobre as relações e oportunidades entre conservação da natureza, produção agrícola e cultura local”, informa a técnica em conservação da natureza da SPVS e coordenadora do projeto, Solange Latenek. Já para o Diretor de Assuntos Corporativos e Comunicação da JTI, Flavio Goulart, a iniciativa será uma oportunidade de a comunidade perceber os potenciais da região e como utilizá-los de maneira responsável. “Por ser uma atividade de contraturno, o projeto contribui também para a erradicação do trabalho infantil, pois os alunos continuam a desenvolver atividades de educação no contraturno, mantendo-se ligados à sua realidade, compreendendo-a e preservando-a. É a aprendizagem voltada à natureza”, afirma.

    Conservação da natureza, educação e profissionalização

    Desenvolvido desde 2017 com o objetivo de sensibilizar, informar e instrumentalizar o público jovem em conservação da natureza, o projeto já formou duas turmas, atendendo cem moradores com idade a partir de 15 anos, inseridos na Grande Reserva Mata Atlântica - o último e maior remanescente contínuo do bioma. Além disso, o projeto mostra aos alunos que existem oportunidades de atuação e desenvolvimento profissional na região, fazendo com que eles reconheçam potencialidades e oportunidades. “Esses adolescentes passaram por oficinas e práticas em áreas naturais protegidas e com isso puderam modificar suas impressões, reconectando-se ao meio natural e às áreas de conservação”, ressalta Solange. 

    Alguns dos alunos que participaram do projeto já estudam e trabalham em atividades relacionadas à natureza. Como é o caso de Alessandra Costa Franco, que participou do projeto em 2018, ano em que concluiu o Ensino Médio na rede pública de Guaraqueçaba (PR). “Foi muito importante para mim, e acredito que para muitos outros alunos, participar da Escola de Conservação da Natureza. Principalmente porque neste período de conclusão dos estudos nós ficamos perdidos sobre o que realmente gostamos e com o que queremos trabalhar”, explica a ex-aluna. Participar do projeto foi um diferencial para que Alessandra conquistasse o trabalho na área ambiental no Porto de Paranaguá. Por influência das aulas, hoje a jovem de 17 anos que pretendia ingressar em um curso superior de Contabilidade se prepara para cursar Gestão Ambiental. “Não tenho nenhuma dúvida sobre a área em que quero atuar”, finaliza. 

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