• Educação Ambiental

    Escola de Conservação da Natureza terá nova turma em 2020

    Escola de Conservação da Natureza terá nova turma em 2020
    Alunos da Escola de Conservação da Natureza durante aula prática (Foto: Divulgação/SPVS.)

    A Escola de Conservação da Natureza, projeto desenvolvido pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), chega à sua terceira turma em 2020. Expandindo a metodologia para outras áreas do Estado, a SPVS firmou uma parceria com a empresa JTI para viabilizar e promover a Escola de Conservação da Natureza no Campo, como uma atividade de contraturno escolar. O município de São João do Triunfo, no sudeste paranaense, será o primeiro a receber as atividades práticas do projeto, que tem como previsão atender até 50 jovens. As capacitações terão início no primeiro trimestre de 2020. O projeto atuará nos próximos meses com o desenvolvimento de indicadores e materiais, além de contatos com a prefeitura, órgãos públicos e proprietários do município para adaptação da metodologia à realidade local.

    Cerca de 330 proprietários vinculados à JTI atuam no município, muitos deles com filhos em idade escolar, que receberão o apoio da Escola como uma oportunidade de aperfeiçoamento pessoal e profissional. A cidade de 15 mil habitantes está inserida em um ecossistema associado da Mata Atlântica formado por Floresta com Araucária, uma das formações com maior riqueza de espécies do planeta, mas que hoje conta com apenas 0,8% da área original, sendo a maior parte encontrada dentro de Unidades de Conservação (UC). As principais causas da drástica redução de área do ecossistema são o desmatamento, a abertura de novas frentes agrícolas, as queimadas e o intenso processo de urbanização.

    Nesse contexto, a importância da conservação de áreas naturais; a adequação ambiental das propriedades para atender a legislação vigente; proteção de nascentes, corpos hídricos e remanescentes de áreas naturais; identificação de áreas passíveis de restauração ecológica dentro das propriedades e orientação para implantação da melhor técnica de acordo com a realidade da propriedade (controle de exóticas ou enriquecimento); mecanismos financeiros de conservação da natureza que podem beneficiar produtores rurais e boas práticas ambientais relacionadas ao saneamento básico e a destinação correta de resíduos sólidos, são alguns dos temas que serão debatidos com os alunos durante o projeto. “Nossa expectativa é de formar jovens reconectados com o território e informados sobre as relações e oportunidades entre conservação da natureza, produção agrícola e cultura local”, informa a técnica em conservação da natureza da SPVS e coordenadora do projeto, Solange Latenek. Já para o Diretor de Assuntos Corporativos e Comunicação da JTI, Flavio Goulart, a iniciativa será uma oportunidade de a comunidade perceber os potenciais da região e como utilizá-los de maneira responsável. “Por ser uma atividade de contraturno, o projeto contribui também para a erradicação do trabalho infantil, pois os alunos continuam a desenvolver atividades de educação no contraturno, mantendo-se ligados à sua realidade, compreendendo-a e preservando-a. É a aprendizagem voltada à natureza”, afirma.

    Conservação da natureza, educação e profissionalização

    Desenvolvido desde 2017 com o objetivo de sensibilizar, informar e instrumentalizar o público jovem em conservação da natureza, o projeto já formou duas turmas, atendendo cem moradores com idade a partir de 15 anos, inseridos na Grande Reserva Mata Atlântica - o último e maior remanescente contínuo do bioma. Além disso, o projeto mostra aos alunos que existem oportunidades de atuação e desenvolvimento profissional na região, fazendo com que eles reconheçam potencialidades e oportunidades. “Esses adolescentes passaram por oficinas e práticas em áreas naturais protegidas e com isso puderam modificar suas impressões, reconectando-se ao meio natural e às áreas de conservação”, ressalta Solange. 

    Alguns dos alunos que participaram do projeto já estudam e trabalham em atividades relacionadas à natureza. Como é o caso de Alessandra Costa Franco, que participou do projeto em 2018, ano em que concluiu o Ensino Médio na rede pública de Guaraqueçaba (PR). “Foi muito importante para mim, e acredito que para muitos outros alunos, participar da Escola de Conservação da Natureza. Principalmente porque neste período de conclusão dos estudos nós ficamos perdidos sobre o que realmente gostamos e com o que queremos trabalhar”, explica a ex-aluna. Participar do projeto foi um diferencial para que Alessandra conquistasse o trabalho na área ambiental no Porto de Paranaguá. Por influência das aulas, hoje a jovem de 17 anos que pretendia ingressar em um curso superior de Contabilidade se prepara para cursar Gestão Ambiental. “Não tenho nenhuma dúvida sobre a área em que quero atuar”, finaliza. 

  • RENOVÁVEIS

    Natura recebe a maior instalação do mundo de filmes solares de última geração

    Natura recebe a maior instalação do mundo de filmes solares de última geração
    A instalação, que utiliza o total de 1.580 painéis é a maior do mundo no momento. (Foto: Divulgação)

    Na vanguarda da sustentabilidade corporativa, a Natura anuncia a conclusão do projeto que instalou 1.800 m² de painéis de energia solar de última geração em um dos prédios da sede da empresa em Cajamar, região metropolitana de São Paulo. A tecnologia de filmes fotovoltaicos orgânicos (ou OPV, sigla em inglês para Organic Photovoltaic), da empresa mineira Sunew, foi escolhida por sua eficiência superior e o menor impacto no meio ambiente, além de design inovador das películas, que possuem 15 milímetros de espessura e são produzidas a partir de materiais orgânicos, não-tóxicos e recicláveis. A instalação, que utiliza o total de 1.580 painéis é a maior do mundo no momento.

    “Além de buscar eficiência energética, a Natura está produzindo energia limpa. A tecnologia do OPV é a de menor impacto possível, dialoga com nossos valores e reflete nosso compromisso com a sustentabilidade, principalmente no combate às mudanças climáticas”, afirma Josie Peressinoto Romero, vice-presidente de Operações e Logística da Natura.

    A estimativa é que a energia gerada pelos painéis no prédio chamado NAN (Núcleo de Aprendizagem Natura) contribua para evitar a emissão anual de 37 toneladas de CO2e -- o equivalente ao consumo de 459 residências no Brasil em um mês. O uso de energia solar contribui para o pilar de redução do Programa Carbono Neutro da Natura. Lançado há mais de uma década, ele tem o objetivo de reduzir e neutralizar as emissões de gases do efeito estufa (GEE) decorrentes de suas atividades e em toda a sua cadeia de valor.

    A Sunew afirma que, em um ano, o projeto chegará a 73.4 MWh de energia gerada — o que corresponde a uma produção energética até 40% superior ao esperado em instalações de mesma potência composta por painéis solares tradicionais. Essa energia é o suficiente para abastecer o dobro de toda a iluminação do prédio e das 160 posições de trabalho.

    O CEO da Sunew, Tiago Alves, explica que a eficiência do OPV cresce com o aumento da temperatura externa, o que o torna ideal para áreas expostas à forte radiação solar, independente do posicionamento em direção ao sol, como a cobertura do prédio NAN. De acordo com a empresa, o material pode ser aplicado em qualquer superfície, de fachadas de vidro a veículos e mobiliários urbanos. “O filme fotovoltaico orgânico é a tecnologia de células solares de terceira geração, desenvolvido por meio de uma cadeia de produção totalmente sustentável, com baixa demanda energética. Trata-se da alternativa mais sustentável existente no momento, com a menor emissão de carbono entre as formas de geração de energia solar”, completa o executivo.

  • MEIO AMBIENTE

    Estação de reciclagem química e ecobarreiras são alternativas para a conservação da Baía de Guanabara

    Estação de reciclagem química e ecobarreiras são alternativas para a conservação da Baía de Guanabara
    Alta sedimentação e a degradação ambiental colocam a segurança hídrica da Baía de Guanabara em risco (Foto: Divulgação)

    Com significativa importância econômica, social, turística e de lazer, a Baía de Guanabara é a segunda maior do Brasil, abrangendo uma bacia hidrográfica com 16 municípios no estado do Rio de Janeiro. Contudo, a poluição, a alta sedimentação e a degradação ambiental colocam a segurança hídrica e a resiliência da região em risco. A Ilha do Fundão, localizada na baía, foi identificada por pesquisadores como a área mais crítica por ter circulação reduzida, com pouca renovação da água e grande aporte de esgoto e plástico. Mesmo nesse contexto, a região abriga cidades universitárias, empresas, áreas para lazer e recreação, parte de uma reserva de Mata Atlântica e possui um grande potencial turístico e industrial, que estará ameaçado sem estratégias de conservação adequadas.

    Para alavancar as potencialidades da ilha, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com representantes de diferentes instituições – como OceanPact, Inea, L’Oreal, Baía Viva e Holos Brasil – estão desenvolvendo o protótipo de uma estação de reciclagem química na costa da Ilha do Fundão aliada à implantação de ecobarreiras para impedir a entrada de novos poluentes plásticos. A estação adota o método de pirólise, no qual há a decomposição térmica do lixo, transformando-o em insumo para a produção de novos materiais e gerando valor para diversas empresas da região a partir da economia circular. A proposta faz parte do laboratório de inovação Oásis Lab, iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

    Atualmente, 70% dos resíduos são lixo plástico, que é recolhido e enviado para aterros sanitários e nem sempre recebe a destinação adequada ao material. Cada tonelada de lixo transportada que custa em média R$ 1 mil ao Estado. Outra alternativa é a reciclagem mecânica, que exige o trabalho de limpeza dos materiais coletados e também gera grande custo para os cofres públicos. Já a reciclagem química tem custo médio estimado de R$ 400 por tonelada, apresentando-se como uma estratégia viável do ponto de vista econômico, de sustentabilidade e de conservação da biodiversidade.

    Doutora em Engenharia Oceânica e professora da UFRJ, Susana Vinzon explica que o projeto reúne duas ações revolucionárias. “Uma delas é requalificar um espaço a partir da despoluição. As beiradas da Ilha do Fundão são áreas públicas que nem sempre podem ser usadas pela população, justamente por questões ambientais. Outra ação revolucionária é fazer essa despoluição com as melhores tecnologias, integradas com a reciclagem”, ressalta. Os idealizadores do projeto buscam agora atrair investimento para colocá-lo em prática.

    Laboratório de inovação

    A proposta faz parte de um conjunto de projetos desenvolvidos ao longo deste ano no laboratório de inovação Oásis Lab, que reúne cerca de 100 participantes de 50 instituições, empresas, indústrias, ONGs e órgãos públicos, com o objetivo de fortalecer a segurança hídrica e a resiliência costeiro-marinha na região hidrográfica da Baía de Guanabara. Os participantes foram mapeados, engajados, capacitados e cocriaram soluções e agendas integradas com o objetivo de viabilizarem projetos inovadores desenvolvidos em conjunto.

    “Mapeamos atores, iniciativas e instituições relevantes que atuam no território para identificarmos o que vem gerando resultados positivos para o meio ambiente e como potencializar isso por meio de uma aliança estratégica para a conservação e recuperação da região e de sua biodiversidade. Sabemos que muitas pessoas e empresas dependem diretamente da Baía de Guanabara para a provisão de água, regulação climática, cadeia da pesca, produção agrícola e turismo. Diante disso, reunimos atores públicos e privados com experiência e conhecimento em um laboratório de inovação para criar novas ferramentas para restaurá-la e torná-la uma região que aproveita o seu potencial econômico, social e de bem-estar”, afirma Renato Atanazio, coordenador de Soluções baseadas na Natureza da Fundação Grupo Boticário.

  • LITERATURA

    Livro brasileiro sobre a Amazônia é premiado em Portugal

    Livro brasileiro sobre a Amazônia é premiado em Portugal
    Capa do livro premiado na Universidade do Algarve, em Portugal (Foto: Paulo Henrique Faria Nunes)

    O livro “A institucionalização da Pan-Amazônia”, do autor Paulo Henrique Faria Nunes, foi premiado na Universidade do Algarve, em Portugal nesta quarta, 11. A obra, que trata da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), é um dos mais de 70 mil livros publicados no Clube de Autores, a maior plataforma de autopublicação da América Latina.

    Na obra, o autor do livro, que é doutor em ciências políticas e sociais e pesquisador na PUC de Goiás, analisa os principais fatores que favorecem e dificultam o desenvolvimento de uma diplomacia pan-amazônica tendo em vista que a floresta tropical representa, simultaneamente, um trunfo e um motivo de preocupação.

    Na Europa, a obra recebe o Prêmio Manuel Guerreiro, concedido pela Universidade do Algarve, em Portugal. Paulo Águas, Reitor da Universidade, foi quem comunicou o autor sobre a premiação. “Para a escolha da obra como vencedora do prêmio em 2019, foram levados em consideração: a qualidade, a originalidade e o impacto da obra no mundo”, disse.

    Sem fronteiras

    A obra de Paulo é um exemplo de como os livros publicados pelo Clube de Autores podem chegar a qualquer lugar. Ao publicar um livro na plataforma, o escritor ganha um mercado potencial de quase 55 milhões de leitores ao redor do mundo.

    Ricardo Almeida, CEO do Clube de Autores, comemora a indicação. “O Clube de Autores é a cauda longa do mercado editorial brasileiro. No último ano, publicamos cerca de 23% do total de livros brasileiros e sabemos que, em breve, grandes best-sellers sairão da nossa plataforma”, explica.

    E comenta que isso só é possível porque o Clube de Autores possui parceiros gráficos dentro e fora do Brasil, o que possibilita a venda de livros físicos internacionalmente. “Desde fevereiro deste ano, entregamos livros para quase todos os países do mundo. O ‘quase’ fica por conta de países como a Síria e a Venezuela, pois estruturas logísticas em países economicamente colapsados ou em guerra civil são quase inexistentes”, diz.

    Estados Unidos, Canadá, Portugal, Reino Unido, França, Austrália e muitos outros países já estão aptos a receber livros do Clube de Autores. Uma iniciativa que traz benefícios para os autores, para os leitores e para o mercado editorial.

    O CEO finaliza comentando que é motivo de orgulho ter um autor da plataforma sendo indicado para uma premiação internacional. “Para nós, a indicação do Paulo é motivo de orgulho, porque, além de ser brasileiro, é uma obra que está publicada conosco e garantiu sua premiação em uma universidade extremamente importante no mundo”, finaliza.

  • ARTIGO

    Sociedade global à deriva

    Sociedade global à deriva
    André Ferretti (Foto: Guilherme Pupo)

    Já faz quatro anos que 195 nações estão comprometidas a unir esforços para reduzir ou ao menos conter o avanço da temperatura média global. Passados 96 meses, na 25ª Conferência do Clima da ONU (COP25), em andamento em Madri, nos deparamos com uma realidade nada otimista. Todos os relatórios divulgados nas últimas semanas demonstram que não tivemos avanços em relação às metas do Acordo de Paris. Em muitos aspectos – senão todos – estamos ainda piores do que antes de o acordo começar a ser discutido.

    Os impactos desta negligência mundial são visíveis nos quatro cantos do planeta em incêndios de difícil contenção, longos períodos de seca, enchentes, nevascas severas, furacões e processos de desertificação – um retrato negativo para os próximos anos, já que eventos climáticos extremos são cada vez mais frequentes. Enquanto isso, na maior conferência do mundo sobre a temática, quem ganha voz é a ativista ambiental sueca Greta Thunberg, de 16 anos, ocupando o espaço deixado pelos líderes das principais potências do mundo, que poderiam tomar decisões e atuar em mudanças de forma efetiva, mas parecem que ainda não entenderam a urgência do assunto.

    A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris representa um risco, principalmente pela influência sobre outras nações, como países árabes e a Polônia, que têm uma economia fortemente baseada na exploração de combustíveis fósseis. A turbulência político-econômica que afeta países da América do Sul, como Chile e Brasil, impossibilitou a vinda da COP para o continente. A carência de compromissos com o clima dificulta a adoção de medidas arrojadas que migrem para tecnologias ecológicas mais eficientes. Se não concentrarmos esforços agora, aumentamos a dificuldade para o futuro.

    A tendência é de que o mercado global compreenda a necessidade e busque iniciativas que usem energia limpa. Enquanto isso, no Brasil e em diversos países do mundo, continuamos a carbonizar nossa matriz energética, não investimos fortemente no segmento e contamos com uma agricultura fortemente convencional.

    Precisamos de ações efetivas – públicas e privadas – para conservar o patrimônio natural que nos resta. O bom funcionamento dos ecossistemas será nossa maior proteção contra os eventos climáticos extremos, assegurando condições para o desenvolvimento socioeconômico e para o bem-estar da população. É preciso defender a implantação de Soluções baseadas na Natureza como alternativa para a adaptação das cidades diante da crise climática.

    É evidente também que necessitamos mais ambição para cumprir as metas do Acordo de Paris e impedir o caos climático. O ano de 2019 deve ficar entre os três anos mais quentes da história, enquanto a última década foi a mais quente já registrada. E a tendência é de que os ponteiros dos termômetros só aumentem. A ONU alerta para “perspectivas sombrias”. Mesmo que todos os países cumpram sua parte no Acordo de Paris, o planeta esquentaria cerca de 2 graus Celsius. Até o momento, já esquentou 1 grau e os eventos climáticos extremos estão causando sérios impactos. Na tendência atual, estamos rumando para um aumento de 3 a 5 graus, o que seria desastroso.

    A janela de oportunidades para reverter este cenário está fechando. Temos apenas um ano para finalizar as regras do Acordo de Paris e ampliá-lo, já que as metas que estão na mesa são insuficientes. A responsabilidade pela segurança e pela qualidade de vida das pessoas nos próximos anos e das gerações futuras estão nas mãos dos diplomatas e tomadores de decisão presentes na COP25, que negociam em nome de seus países e de toda a humanidade. Sem um consenso entre as nações, qualquer tomada de decisão parece longe de acontecer. É a sociedade global à deriva.

     

  • BOAS PRÁTICAS

    Curitiba ganha loja de cosméticos veganos feitos a mão

    Curitiba ganha loja de cosméticos veganos feitos a mão
    São produtos veganos artesanais para o bem-estar do corpo e da alma (Foto: Divulgação)

    Sabonetes naturais e vegetais com argila e óleos essenciais, xampus sólidos (sem embalagem) para todo tipo de cabelo, condicionador sólido, sabonetes variados de frutas, sais de banho efervescentes e cosméticos com ativos naturais. Esses são apenas alguns dos produtos da curitibana NESH, marca de cosméticos veganos feitos a mão que acaba de inaugurar na cidade de Curitiba. O espaço, instalado na Avenida Vicente Machado, chega ao mercado com mais de 70 produtos.  

    “Somos guiados pela prática diária de tornar consciente o uso de produtos veganos, naturalmente artesanais, buscando o bem-estar do corpo, da casa e da alma, vivendo a pura essência da beleza natural. Queremos distribuir amor em forma de produtos e experiências, promovendo uma grande interação entre os nossos clientes e a natureza”, comenta Thiago Pissaia, fundador e idealizador da NESH.

    A NESH aposta em um mercado em franca expansão no Brasil. No final de 2018, o IBOPE divulgou uma pesquisa muito importante para o segmento, mostrando que 55% dos entrevistados poderiam consumir mais produtos veganos se houvesse uma melhor sinalização nas embalagens. “Chegamos em um período onde as pessoas estão cada vez mais preocupadas com a sustentabilidade e, principalmente, com a vida no Planeta. A NESH pretende ser uma ótima opção para esse público que não consome ou que pretende diminuir o consumo de produtos com origem animal”, detalha Pissaia. 

    Um dos grandes destaques da NESH é a linha de saboaria artesanal, que traz sabonetes naturais e vegetais desenvolvidos com argila e óleos essenciais.  Os sabonetes têm inúmeros formatos e perfumes. Para os cabelos, a marca traz xampus e condicionadores sólidos, sem componentes químicos, com fórmulas ricas em óleos essenciais, vegetais e manteigas. 

    Já os cosméticos com ativos naturais são divididos em coleções especiais, que trazem hidratantes, difusores, sprays de ambientes, óleos corporais, esfoliantes, desodorantes naturais e uma linha vasta para spa e corpo. A Linha Fonte da Juventude, por exemplo, traz Serúm Biohidratante, Máscara Facial de Argila Verde, Água Micelar Bifásica e Geleia Esfoliante. Já a Linha Namastê é composta por Sabonete Líquido, Hidratante Corporal, Esfoliante, Splash Corporal, Máscara de Argila Preta e Home Spray.

    “Nossos produtos trazem toda essência da natureza. Desenvolvemos linhas muito especiais, que não agridem o corpo humano. Temos certeza de que a NESH será um grande sucesso em todo país, pois nos preocupados com cada etapa do processo de produção, tudo para que nossos cosméticos atingissem um altíssimo nível de qualidade”, completa Pissaia.

    Os produtos da NESH estão disponíveis na loja física localizada na Rua Vicente Machado (nº 288), em Curitiba, ou no site www.neshstore.com.br, que entrará no ar com todas as opções no início de 2020. Mais informações no perfil oficial da marca no Instagram (@nesh.eco.cosmeticos).

  • CRIME

    Brasil é um dos maiores mercados para o tráfico de animais no mundo

    Brasil é um dos maiores mercados para o tráfico de animais no mundo
    Os papagaios são algumas das espécies de animais silvestres mais traficadas do mundo (Foto: Divulgação/SPVS. )

    O comércio de animais silvestres é a terceira atividade ilícita mais lucrativa do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e armas, movimentando de US$ 10 a US$ 20 bilhões por ano. Mas o desejo de ter um animal de estimação silvestre faz com que, em média, a cada dez espécies traficadas, apenas uma sobreviva. Além disso, segundo o Ibama a sensação de impunidade faz com que os traficantes também falsifiquem anilhas de controle, vendendo, como se fossem lícitas, 80 das espécies à disposição no mercado de criadores. 
     
    Apesar da legislação brasileira considerar ilegal a caça e o comércio predatório de animais silvestres (Lei de Proteção à Fauna número 5.197) todos os anos 38 milhões de animais são retirados do País segundo dados do Relatório Nacional sobre o Tráfico de Fauna Silvestre (RENCTAS). Além disso, a estimativa é de que a cada 100 animais, 70 sejam comercializados no Brasil, sendo a maioria aves. 
     
    Por sua inteligência, sociabilidade e capacidade de imitar vozes humanas, os papagaios são algumas das espécies mais traficadas do mundo. Existem no Brasil doze espécies de papagaios, das quais seis fazem parte de um Plano de Ação Nacional, coordenado pelo ICMBio. Essas seis são espécies cuja população está em risco ou é muito visada pelos traficantes de animais silvestres. Nesse contexto, torna-se cada vez mais necessário o desenvolvimento de programas que integram ações para a conservação desses animais. 
     
    Para unificar esses esforços, o Programa Papagaios do Brasil, executado pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, em parceria com o Parque das Aves, Fundação Neotrópica, Associação Amigos do Meio Ambiente (AMA) e ICMBio/CEMAVE, com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. O Programa tem como foco apoiar os projetos de conservação das espécies de papagaios e realizar ações do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Papagaios (Pan Papagaios). As espécies-alvo do PAN Papagaios são: papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva), papagaio-charão (Amazona pretrei), papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis), papagaio-chauá (Amazona rhodocorytha) e papagaio-moleiro (Amazona farinosa).
     
    Durante a primavera essas espécies encontram-se especialmente vulneráveis devido ao período reprodutivo, quando os filhotes se tornam alvos fáceis para os traficantes que os retiram dos ninhos para alimentar o comércio ilegal de animais selvagens. Para a coordenadora do Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa e responsável técnica pelo Programa Papagaios do Brasil, Elenise Sipinski, o caminho para a conservação desses animais precisa passar pela sensibilização e conscientização da sociedade. “Quem viabiliza a existência do traficante é justamente o comprador, por isso é tão importante investirmos em campanhas de comunicação e em estratégias voltadas a educação de crianças e jovens, pois é a partir desse público que a sociedade poderá mudar seu comportamento”, finaliza. 


    Os animais valem mais em seu habitat natural
     
    Por outro lado, o turismo de observação de aves vem crescendo no Brasil e no mundo. Cada vez mais é possível encontrar visitantes em áreas naturais com o propósito de realizar a observação de aves, ou “birdwatching”, fazendo roteiros turísticos em unidades de conservação só para esse fim. Dados da U.S. Fish & Wildlife Service apontam que a observação de fauna chega a movimentar US$ 80 bilhões na economia de países como os Estados Unidos e a Inglaterra. 
     
    Em perspectiva nacional, os visitantes de Unidades de Conservação movimentaram, segundo o dado mais recente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), uma receita de R$ 2 bilhões e mais de 36 mil empregos diretos em um ano. Essas atividades, além de contribuírem com a manutenção da vida silvestre em ambiente natural, geram renda aos moradores do entorno de áreas naturais protegidas, por meio do turismo de natureza, e possibilitam a capacitação e desenvolvimento pessoal.

  • Projeto Sustentável e Solidário

    Acadêmicos criam a empresa [RE]pense em prol do Pequeno Príncipe

    Acadêmicos criam a empresa [RE]pense em prol do Pequeno Príncipe
    Integrantes da equipe da [RE]pense, empresa fruto de aulas de empreendedorismo

    Estudantes do MEP (Management Experience Program) da FAE Business School, de Curitiba, criaram o projeto [RE]pense com o objetivo de aliar consciência sustentável à causa social. A iniciativa consiste em repassar 100% do lucro obtido com a comercialização de garrafas de inox personalizadas ao Hospital Pequeno Príncipe, que completou 100 anos em 2019, explicam as idealizadoras Francesca Piermartiri e Manuela Miranda. Integram ainda o projeto os acadêmicos Luiza Lanzoni, João Victor Paludo, Isadora Porto, Laura Virmond e Matheus Selleti.

     “Nosso objetivo é incentivar a prática dos conceitos de inovação e sustentabilidade pelas empresas, alcançando o maior número de pessoas possíveis. Assim, queremos que elas criem impacto positivo em suas vidas, no meio ambiente e na saúde de milhares de crianças atendidas pelo hospital”, destacam Francesca e Manuela.

    As estudantes observam que as empresas que adquirirem as garrafas personalizadas com a respectiva logomarca ganham mais visibilidade no mercado. Além disso, causam impacto sustentável e social, têm maior alcance nas redes sociais, reduzem custos e ainda podem presentear funcionários e clientes. Pessoas físicas também podem comprar as garrafinhas.

    “Mas o importante é que estarão colaborando para a continuidade do eficiente atendimento oferecido pelo Pequeno Príncipe, maior hospital pediátrico do Brasil”, justificam as estudantes. Elas lembram que ao completar um século de existência, o hospital registrou nos últimos 10 anos mais de 3,5 milhões de atendimentos.

    Mais informações sobre o projeto, inclusive para a aquisição das garrafas, podem ser obtidas pelo email: represente.garrafas@gmail.com.

  • Uma história real

    ONG abriga mais de mil animais e conta com a ajuda de parceiros para manter a causa

    ONG abriga mais de mil animais e conta com a ajuda de parceiros para manter a causa
    Lúcia Westphael é a responsável pela Associação Sítio Dona Lúcia, um abrigo para animais abandonados e vítimas de maus-tratos

     Lúcia Westphael é a responsável pela Associação Sítio Dona Lúcia, um abrigo para animais abandonados e vítimas de maus-tratos, localizado em Blumenau (SC). A história do sítio começou há 35 anos, quando Lúcia resgatou um animal após uma grande enchente na cidade, e desde então esse trabalho não parou mais. Hoje, a sua ONG é a maior de Santa Catarina, totalizando mais de mil animais resgatados. 

    Atualmente, Dona Lúcia se dedica inteiramente à causa e conta com a ajuda dos seus funcionários e voluntários para coordenar o projeto e dar assistência aos animais que foram resgatados, desde cachorros e gatos até cavalos. Todos são medicados e alimentados diariamente, com uma rotina que se inicia às 05h da manhã e não tem hora para acabar, afinal, precisam estar bem cuidados para que possam ir para adoção e encontrem um lar cheio de amor. 

    Lúcia conta que a parte mais árdua do trabalho é a financeira, pois depende da mobilização da sociedade para angariar apoio e doações. “Tenho muitas dificuldades financeiras para dar continuidade a ONG porque o número de animais só cresce, mas realizo esse trabalho porque amo muito os bichinhos e não me imagino fazendo outra coisa na vida”, relata. 

    A parte boa é que a Associação conta com a ajuda de programas sociais como o Lojista Solidário, realizado pela Magnus, fabricante de alimentos para cães e gatos, em parceria com lojistas da região. O programa envolve a comunidade e torna o trabalho de arrecadação mais eficiente. “Já participei por duas vezes do Lojista Solidário, o que me ajudou bastante. É através dele que as pessoas conhecem o meu trabalho, as lojas vendem mais e as doações também acontecem. É uma rede do bem! Além disso, com as doações de alimentos, aplicamos os recursos arrecadados para outras áreas que merecem atenção”, destaca Lúcia.

    Sobre a causa

    O programa Lojista Solidário é uma ação de responsabilidade social da Magnus, fabricante de alimentos para cães e gatos, que tem o intuito de ajudar ONGs e protetores que cuidam de animais de rua. Desde que foi lançado, em setembro de 2018, o programa arrecadou e doou cerca de 120 toneladas de alimentos para mais de 32 mil pets e ajudou 239 ONGs e protetores de animais. 

    A Magnus, que já faz periodicamente doações para ONGs, viu a necessidade de ajudar ainda mais instituições, já que elas consomem em média uma tonelada de alimentos para cães e gatos mensalmente. O programa “Lojista Solidário” conta com a mobilização de comerciantes parceiros da marca, para que possam estimular a comunidade a doar alimentos para os pets. A escolha dessas organizações é feita via indicação do próprio lojista ou por meio da procura no serviço de atendimento ao consumidor, no site da Magnus. 

    A ação consiste em deixar um ponto de arrecadação de alimentos para pets nas lojas parceiras da Magnus ao longo de 30 dias, onde os atendentes instruem os clientes a participarem da campanha para ajudar na doação, que pode ser feita com qualquer marca e quantidade de produto. No último dia da ação, é realizado um evento no próprio estabelecimento com a presença de um representante da Magnus, da ONG escolhida e do lojista. 

    Aos interessados em conhecer um pouco mais do trabalho da Dona Lúcia e sua ONG, basta acessar o site http://sitiodonalucia.com.br/. Lá, é possível contribuir com doações para ajudar na continuidade deste lindo trabalho.

  • Meio ambiente

    Estação de reciclagem de plástico é solução para retirar plástico dos mares e ambientes terrestres

    Estação de reciclagem de plástico é solução para retirar plástico dos mares e ambientes terrestres
    Apenas 1,26% das 11 milhões de toneladas de plástico fabricado anualmente no Brasil é reciclado. Do restante, 80% param nos oceanos

    O descarte incorreto de plásticos é um problema mundial. Apenas 1,26% das 11 milhões de toneladas de plástico fabricado anualmente no Brasil é reciclado. Do restante, 80% param nos oceanos, segundo dados da WWF. Como forma de amenizar esse impacto, cinco mulheres que vivem no litoral paranaense estão adaptando o projeto do holandês Dave Hakkes para desenvolver uma estação de reciclagem de plástico que processará os resíduos plástico.

    “A ideia é ter um espaço onde empresas e pessoas possam trazer o plástico. Em seguida, nós auxiliaremos na separação por tipo de material, trituração e transformação em outros produtos, como capinhas de celular, chaveiros, balde e mármore plástico, trazendo uma solução para o aporte de lixo plástico”, afirma Ellen Joana Cunha, idealizadora do negócio socioambiental Marixo.

    Próxima de finalizar seu segundo mestrado, Ellen estuda assuntos relacionados às ciências ambientais, tecnologia e sociedade. Moradora de Paranaguá, no litoral paranaense, ela identificou nos oceanos uma forma de conservar a natureza e gerar renda. “Como nós estamos em uma cidade litorânea, ter ações como essa são de suma importância para a redução do aporte de lixo no mar. Estudos científicos comprovam que mais de 80% do lixo que alcançam os oceanos são produzidos em terra. O plástico é o artefato do século 20. Foi uma novidade, mas hoje está se tornando um problema”, comenta.

    O projeto ganhou forma quando Ellen começou a participar do Programa Natureza Empreendedora, criado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza para fomentar a cultura do empreendedorismo e desenvolver iniciativas inovadoras com impacto socioambiental positivo. “Eu estou alcançando um sonho profissional e pessoal, que é colocar em prática, melhorar e expandir essa ideia para algo que pode realmente impactar e contribuir com o meio ambiente. Se não fosse esse momento de formação e de troca, talvez seria mais uma pesquisa parada na biblioteca de uma universidade”, ressalta. Para ser colocada em prática, a iniciativa necessita do apoio de investidores.

    Natureza Empreendedora

    O Marixo foi uma das iniciativas desenvolvidas no Programa Natureza Empreendedora, que auxilia a articulação de negócios inovadores na região do Lagamar paranaense. As propostas desenvolvidas visam explorar o potencial econômico da região, capacitar a comunidade local e aumentar a oferta de emprego com impacto positivo ao meio ambiente. Ao todo, 35 empreendedores de Antonina, Morretes, Paranaguá e Guaraqueçaba estão envolvidos no Natureza Empreendedora, que também conta com o apoio do Sebrae-PR na fase de ideação de propostas.

    “Queremos mostrar que desenvolvimento econômico e conservação da natureza conseguem andar lado a lado, gerando benefícios para o meio ambiente e para a comunidade local. É o chamado ‘negócio de impacto’ que gera resultados financeiros positivos de forma sustentável e ainda protege e valoriza o patrimônio natural”, destaca Guilherme Karam, coordenador de Negócios e Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário.

    Iniciado em 2018, o Natureza Empreendedora foi estruturado a partir da identificação do potencial empreendedor aliado à conservação da Mata Atlântica em alguns municípios da região do Lagamar paranaense. O estudo concluiu que há espaço para inovação, melhoria da qualidade de vida da população e agregação de valor, com impacto socioambiental positivo. A pesquisa também mapeou que os jovens desejam continuar na região, mas não encontram oportunidades, e que existe pouco senso de valorização e identidade da Mata Atlântica.

  • Artigo

    Pedido de socorro que vem dos mares

    Pedido de socorro que vem dos mares
    Janaina Bumbeer

    Um novo desastre ambiental coloca o Brasil mais uma vez em sinal de alerta. As manchas de óleo que chegam às praias mostram que a vítima da vez é uma das principais fontes de renda e de alimento dos brasileiros: o oceano. São inegáveis os prejuízos ambientais, sociais e econômicos inestimáveis para toda a população. Diante do problema sem precedentes, sem exitar, brasileiros deixaram suas atividades cotidianas para depois. Salvar o mar tornou-se a ação prioritária do dia. Essa é a realidade das últimas semanas.

    Pescadores madrugam para soar o sinal de alerta de que o óleo se aproxima. Marisqueiros resgatam animais. Surfistas aposentaram temporariamente as pranchas para procurar ondas com manchas pretas. Professores e estudantes trouxeram a sala de aula para a areia e passaram a aprender na prática a importância dos recursos naturais e o protagonismo do ser humano na preservação ou destruição do meio ambiente. Turismólogos deixaram de apenas apresentar belas paisagens e também arregaçaram as mangas para salvá-las.

    O trabalho de cada voluntário e cada profissional deve ser reconhecido e valorizado. São pessoas que estão fazendo a diferença para a minha vida e para a sua. Estão socorrendo o habitat das algas marinhas, responsáveis pela produção de 54% do oxigênio do mundo. O oceano é o principal regulador do clima, viabilizando a vida no planeta. Além disso, é do oceano que vêm aproximadamente 19% do Produto Interno Bruto do País, a partir de atividades como pesca, lazer, turismo e transporte.

    O cenário atual soma milhares de toneladas de óleo já recolhidas, representando uma parcela pequena da quantidade de manchas ainda presentes em centenas de praias no Nordeste brasileiro – tanto na água, quanto na areia. O número de animais afetados e mortos aumenta e o total vai deixar de contabilizar todos aqueles que não foram trazidos pelo mar até a costa. Além disso, o rastro que manchou o litoral nordestino também atingiu mangues e corais, demandando um processo de limpeza mais complexo e pouco acessível. Pesquisadores estimam que, apesar de visualmente “limpo”, o ambiente marinho carregará substâncias químicas por décadas, com prejuízos para os ecossistemas e para a cadeia alimentar, afetando inclusive peixes e frutos do mar que servimos à mesa.

    Ou seja, somos todos impactados! Mesmo vivendo a quilômetros das praias do Nordeste, dependemos do mesmo oceano e compartilhamos a mesma nação. Portanto, também devemos agir e cuidar dos nossos recursos. Precisamos nos informar a partir de fontes confiáveis, apoiar as ações dos profissionais e voluntários e exercer o papel de cidadãos, cobrando ações rápidas e efetivas.

    Há dois meses, o evento Conexão Oceano, realizado no Rio de Janeiro, trouxe à tona o debate sobre o passado, o presente e o futuro da biodiversidade marinha, dos serviços ecossistêmicos e dos mares. O oceano conecta continentes e está presente – direta e indiretamente – na vida de toda a população global. O tema é tão relevante que levou as Nações Unidas a declararem o período de 2021 a 2030 como a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável.

    Reverter o quadro que lamentavelmente vemos hoje no Brasil e considerar os impactos desse cenário são pautas urgentes. É hora de deixar as atividades rotineiras de lado, ouvir o pedido de socorro e fazer a nossa parte para salvar recursos tão preciosos que não conseguimos viver sem.

  • Inovação

    Projeto dá nova vida a quadros negros

    Projeto dá nova vida a quadros negros
    Além de resignificar materiais, pensando em soluções não convencionais, a proposta serviu para incentivar a reflexão sobre o uso consciente dos materiais

    A possibilidade de estender a vida útil de quadros negros, os transformando em módulos para expositores, com design arrojado, é a proposta de um projeto desenvolvido em parceria entre o Colégio Marista Anjo da Guarda e a Escola de Arquitetura e Design da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). A intenção é reutilizar um material que seria descartado, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e reduzindo a necessidade de extração de recursos naturais.

    “Os estudantes tiveram a oportunidade de participar de um processo de criação muito rico. O interessante é o processo e não somente o resultado final”, descreve a professora de Artes do Colégio Marista Anjo da Guarda, Gizele Bettega Teixeira. A ideia surgiu para atender à demanda do colégio por móveis que pudessem comportar as exposições realizadas frequentemente na instituição.

    Criação

    Os estudantes do 9° ano foram responsáveis pelo desenho, concepção do conceito e maquete do protótipo. Com base em uma curadoria, foram selecionados os elementos mais marcantes desenvolvidos por cada equipe para o projeto final. A produção resultou na criação de 16 módulos em dois tamanhos diferentes, incluindo quatro em formato circular, que estão sendo utilizados para diferentes exposições. 

    “Os móveis são versáteis e se adaptam a qualquer material que será exposto, adquirindo várias formas”, explica a responsável pela Aliança Educativa da PUC, setor responsável por relações com Ensino Médio, Marina Marini Mariotto Belotto.  

    Projeto Acontece

    A ideia surgiu, primeiramente, a partir do tema que foi abordado no Projeto Acontece, uma bienal realizada no colégio há 23 anos. Cada edição propõe um tema do universo artístico, o deste ano foi design. Paralelamente, acadêmicos da PUC participaram ativamente como apoiadores para que a realização da proposta fosse concretizada, por meio do projeto Cria.Ação

    Além de resignificar materiais, pensando em soluções não convencionais, a proposta serviu para incentivar a reflexão sobre o uso consciente dos materiais. “Não é preciso comprar algo novo ou jogar fora o que não se usa mais. É possível dar novos significados aos objetos”, reflete Marina. 

     

  • Boas práticas

    Proprietários de áreas ambientalmente aptas no Paraná podem receber animais que necessitem de reabilitação à natureza

    O programa VOO LIVRE possibilita ao cidadão, na pessoa física ou jurídica, solicitar pela internet a autorização do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para que áreas particulares – como chácara, sítio, fazenda, dentre outros - possam receber espécies da fauna que necessitem de reabilitação ou que estejam aptos ao retorno à natureza.
    As autorizações são de dois tipos:
    Aras - Área de Reabilitação de Animais Silvestres: são áreas que dispõem de estrutura física que possibilita que os animais readquiram condições anatômicas e funcionais para que possam, posteriormente, ser soltos em ambiente natural;
    Asas - Área de Soltura de Animais Silvestres: são áreas que possuem características ambientais que propiciam a soltura da fauna no local, sem o objetivo de prover a reabilitação de espécimes.
    Para fazer a solicitação, basta acessar o site do IAP, clicar na área de serviços e informações – solicitação de cadastro no programa VOO LIVRE - ARAS e ASAS e seguir o passo a passo para preencher o cadastro e anexar a documentação.
    É necessário que a área esteja ambiental e estruturalmente apta para receber os animais. O serviço também está disponível no https://www.pia.pr.gov.br/

  • ALIMENTAÇÃO

    Conheça o veganismo, uma filosofia de vida

    Conheça o veganismo, uma filosofia de vida
    Para aqueles que desejam tornar-se veganos, é recomendável acompanhamento nutricional

    No dia 1º de novembro, comemorou-se internacionalmente o veganismo, filosofia de vida que prega o respeito a todos os animais. Para isso, os veganos evitam produtos de origem animal a todo custo, seja na alimentação, no vestuário, nos medicamentos, nos produtos de limpeza, entre outras áreas.“A opção por um estilo de vida vegano pode ser vista como uma adoção de filosofia de vida, pois pretende minimizar os impactos ambientais, preservar os animais e ter um estilo de vida mais saudável”, explica a coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário Internacional Uninter, Thaís Mezzomo.

    Ela esclarece que o veganismo é diferente do vegetarianismo, pois os vegetarianos não consomem carne na dieta, seja ela vermelha, branca ou de peixe, mas podem consumir produtos de origem animal, como ovos, leite, iogurte, manteiga, mel, entre outros. Diferentemente dos veganos, que não incluem produtos de qualquer origem animal nas refeições.

    “Os veganos apresentam menores índices de sobrepeso e obesidade, melhor controle da pressão arterial, melhor controle glicêmico e menores taxas de doenças crônicas não transmissíveis, tais como infarto agudo do miocárdio”, diz.

    As fontes de proteínas na alimentação são as leguminosas (feijão, lentilha e grão-de-bico, por exemplo) e as oleaginosas (castanhas, nozes, amendoim). O único nutriente ausente desta dieta é a vitamina B12, pois só pode ser encontrada em produtos de origem animal. Para obtê-la, os veganos podem fazer suplementação e consumir produtos enriquecidos com ela, como leites vegetais.

    Para aqueles que desejam tornar-se veganos, a professora recomenda acompanhamento nutricional. “Uma pessoa com hábitos alimentares ruins que decide tornar-se vegana sem uma reeducação alimentar pode ter cansaço, sonolência, queda de cabelo, dores musculares e enfraquecimento das unhas. Em casos mais graves, deficiências de proteínas e micronutrientes. Todos, veganos ou não, devem estar atentos à ingestão dos nutrientes necessários para um bom funcionamento do organismo”, explica.

  • Mentes brilhantes

    Jovens líderes propõem soluções para alimentar um planeta faminto

    Jovens líderes propõem soluções para alimentar um planeta faminto
    Jovens líderes, representando 45 países, se reuniram para transformar em realidade suas ideias sobre segurança alimentar

    Algumas das mentes mais brilhantes e apaixonadas do mundo se reúniram no Brasil para o Youth Ag Summit 2019 (YAS), e mergulharam profundamente nos temas alimentação e agricultura, propondo soluções inovadoras e sustentáveis para responder uma de nossas perguntas mais desafiadoras: como alimentamos um planeta faminto, ao mesmo tempo protegendo seus recursos naturais?
    Organizado pela Bayer, em parceria com a Rede Internacional de Agricultura Nuffield e o Instituto Interamericano de Cooperação em Agricultura (IICA), o tradicional evento bienal teve como objetivo proporcionar à próxima geração de jovens agentes de mudança uma plataforma para reunir habilidades e conhecimento para atuarem fortemente no desenvolvimento de soluções para um futuro mais sustentável.
    Entre os 100 delegados dos 45 países que farão parte do YAS, 12 são representantes brasileiros, como a estudante de engenharia de produção, Bárbara Oliveira Ferreira, de 21 anos, natural de Salvador (BA). A jovem tem um projeto de dessalinização de água com energia solar-térmica e quer implementá-lo no semiárido nordestino para consumo doméstico e uso na agricultura de subsistência. Bárbara espera que o Youth Ag Summit funcione como uma incubadora, e ela e os participantes possam transformar suas ideias de sustentabilidade em realidade.
    “Eu vejo o YAS como uma excelente oportunidade para compartilhar mais detalhes sobre a agricultura no nordeste do Brasil e como as mudanças climáticas e a política influenciam na qualidade de vida e nos meios de subsistência vividos pelas pessoas dessa região. Espero poder contribuir para o desenvolvimento do meu projeto, aprender mais sobre técnicas de liderança e resolução de problemas, além de fazer novas amizades”, conta.
    “O poder do movimento Youth Ag Summit está nestes jovens líderes”, diz Liam Condon, integrante do conselho de Administração da Bayer AG e presidente da divisão Crop Science. “Youth Ag Summit capacita os jovens líderes para ajudar a transformar este mundo para melhor, tanto com grandes medidas e também com pequenas atitudes”, completou. "Sabemos que os jovens são o maior recurso natural do nosso planeta e estamos fornecendo a eles uma plataforma inclusiva e de apoio, onde suas ideias podem se enraizar e prosperar".
    Nos próximos três dias no Brasil, os jovens – com idades entre 18 e 25 anos – trabalharão juntos para desenvolver soluções inovadoras, funcionais e sustentáveis para os desafios globais de segurança alimentar. “O Brasil é um dos países mais importantes para a agricultura do mundo. Esses jovens líderes terão a oportunidade de conhecer de perto a real sustentabilidade da produção brasileira de alimentos”, completa Rodrigo Santos, head da divisão Crop Science da Bayer para América Latina.
    Durante o evento, os jovens delegados visitaram a fazenda Pamplona da SLC Agrícola, que produz uma variedade de culturas agrícolas, incluindo soja, algodão e milho, em uma área de mais de 20 mil hectares.
    Os participantes também terão a chance de obter informações do mundo real sobre sustentabilidade em atividades promovidas por Nuffield e IICA, parceiros da edição 2019 do Youth Ag Summit. Além disso, poderão ouvir especialistas como:
    Sara Menker, fundadora e CEO da Gro Intelligence.
    Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiros para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).
    David Hertz, co-fundador e presidente da Gastromotiva.
    Gustavo Gross Belchior, fundador e CEO, Core Us.
    “Para o IICA, é de vital importância que os jovens líderes mundiais da agricultura tenham este intercâmbio de histórias de sucesso focadas em sustentabilidade e as apliquem quando retornarem aos seus países”, relata Hernan Chiriboga, representante do IICA no Brasil. "Isso permite que as informações sejam compartilhadas para o benefício de todos que moram nos meios rurais".
    “Como uma organização focada em nutrir e apoiar futuros líderes agrícolas, a Nuffield Brasil tem orgulho de ser parceira e ajudar a entregar um programa emocionante por meio do Youth Ag Summit, em Brasília esta semana”, afirma Murilo Bettarello, presidente da Nuffield Brasil. "Estamos ansiosos para ver o impacto futuro que esses jovens terão sobre a conquista de um mundo com mais segurança alimentar".

  • NA COZINHA

    Espaguete de abobrinha

    Espaguete de abobrinha
    opção deliciosa, funcional, nutritiva e muito boa para servir com molho Pesto ou Genovese

    O Espaguete de abobrinha é uma opção deliciosa, funcional, nutritiva e muito boa para servir com molho pesto.

    Basta cortar a abobrinha em espiral com ajuda de um utensílio específico e escaldar por alguns minutos em água fervente temperada com sal e azeite.

    Molhos

    Pesto de Rúcula

    100g de rúcula

    1 xícara de folhas de manjericão

    1 colher de chá de suco e raspas de Limão

    50g de queijo parmesão artesanal

    50g de castanhas-de-caju ou outra oleaginosa

    1/2 xícara de azeite de oliva extravirgem

    1/2 dente de alho

    Pitada de Sal

    Pesto Genovese

    60g de manjericão (só as folhas)

    100ml de azeite de oliva extravirgem

    80g de queijo parmesão artesanal ralado

    40g de queijo peccorino ralado

    20g de pinolis ou nozes

    1 dente de alho

    Pitada de Sal Grosso

    Modo de preparo

    Adicione as folhas, azeite alho e sal, bata em um processador de alimentos e “pulse” algumas vezes até que as folhas comecem a se desfazer.

    Em seguida adicione os outros ingredientes e “pulse” mais algumas vezes até que os ingredientes estejam incorporados. É interessante que não bata muito para que o molho Pesto tenha textura e não vire uma pasta.

    Fonte: Site Pura Vida

  • TECNOLOGIA

    Empresa aplica a ciência de dados para prevenir desastres naturais

    Empresa aplica a ciência de dados para prevenir desastres naturais
    A análise de efeitos catastróficos ganha agilidade e eficiência

    Usar a ciência de dados para atingir objetivos de produtividade ou de redução de custos dentro das empresas tem sido um ponto cada vez mais discutido entre empresários de diferentes setores. Mas, o potencial de extrair informações valiosas dos dados não está restrito ao universo corporativo. De acordo com a Indra, empresa global de tecnologia e consultoria, é possível expandi-lo ao nível de mitigação de danos em caso de desastres naturais.

    A companhia tem vasta experiência no uso de dados para prevenir danos. Do desenvolvimento de aplicações ao estudo de fluxos de trabalho para contingências, a companhia já atuou em países como o Nepal e busca frequentemente novas oportunidades de atuar nessa frente.

    Além disso, trabalha no programa Copernicus com a ESA usando imagens dos satélites de Séntinel para elaborar produtos cartográficos com dados e inteligência que ajudam a mitigar os riscos. Com eles, é possível planejar com antecedência a evacuação de uma cidade em caso de terremoto, detectar áreas expostas ao risco de inundação ou avaliar os riscos de deslizamento após um grande incidente, por exemplo.

    Um dos projetos mais recentes da companhia é o EO4SD, iniciativa com foco no uso de satélites para monitorar regiões potencialmente sensíveis. Usando big data e analytics, as informações são reunidas e a análise de efeitos catastróficos – como inundações ou deslizamentos de terra – ganha agilidade e eficiência.

    A iniciativa entrou em vigor no ano passado e visa atrair principalmente os países emergentes, cujo acesso a financiamento privado para esse tipo de tecnologia é usualmente precário – e em que grande parte do valor arrecadado tem como foco iniciativas de reconstrução pós-desastre, de acordo com a companhia.

    Para manter a operação funcionando, a Indra conta com o trabalho de uma equipe de diferentes empresas e consórcios para realizar essa tarefa, como o GISAT (República Checa), Planetek (Itália), OHB LuxSpace (Luxemburgo), Argans (França) e Nazka (Bélgica), bem como o instituto meteorológico austríaco (ZAMG).

    Como forma de maximizar a proteção oferecida aos cidadãos, a companhia desenvolveu ao longo do tempo uma metodologia de Centro Integrado de Segurança e Emergência, que tem como foco garantir o bem-estar dos cidadãos e proteger a infraestrutura crítica das cidades.

    Com base no software iSafety, a companhia oferece uma gestão centralizada dos recursos disponíveis e a possibilidade de acompanhar passo a passo a resolução de incidentes.

    “O sistema facilita a tomada de decisões por parte de agentes em diversos órgãos, propondo, para cada situação, as opções de resposta que melhor se adaptam a cada cenário, com base em informações em tempo real”, afirma a companhia.

    O ciclo sobre o qual a ferramenta se baseia tem quatro fases, que vão do monitoramento à produção de relatórios, ajudando na tomada de decisão de lideranças.

    “Alguns benefícios práticos desse sistema são: a possível coordenação entre diversos órgãos para um suporte multicentrado, estabelecer protocolos de ativação e desativação, aperfeiçoar sistemas de administração e cuidar dos portadores de necessidades especiais com maior afinco”, finaliza a companhia.

     

  • VIVA ÁGUA

    Movimento quer conservar e restaurar bacia hidrográfica no Paraná

    Movimento quer conservar e restaurar bacia hidrográfica no Paraná
    Bacia do Rio Miringuava abastece cerca de 230 mil pessoas, além de indústrias e produtores agrícolas

    A bacia hidrográfica do Rio Miringuava é a principal fonte de água de São José dos Pinhais, abastecendo inclusive parte de Curitiba e outros municípios metropolitanos. Cerca de 230 mil pessoas, além de indústrias e produtores agrícolas, dependem do fornecimento de água que vem da bacia. Entretanto, isso pode ser comprometido caso a área não passe por ações de conservação. Para contribuir com a segurança hídrica no futuro e com a realidade socioeconômica da região, a Fundação Grupo Boticário lança o movimento Viva Água, que busca conscientizar e mobilizar a sociedade para cuidar da bacia do Miringuava.

    O movimento Viva Água também conta com a parceria do Instituto Renault e busca mais apoiadores da indústria, comércio, poder público e sociedade civil organizada para colocar em prática um plano de melhoria da infraestrutura natural e alavancagem de negócios com impacto social e ambiental positivo na bacia do Rio Miringuava. “O movimento é uma ação estratégica para garantir a segurança hídrica a longo prazo e promover uma transformação ambiental e socioeconômica na região da bacia, beneficiando todos aqueles que necessitam dessa água para suas atividades, seja para a saúde e o bem-estar ou mesmo econômicas”, destaca o presidente do Conselho Curador da Fundação Grupo Boticário, Miguel Krigsner.

    A água é indispensável para inúmeros processos produtivos, o que torna muito importante a participação de indústrias em iniciativas que visem à segurança hídrica das comunidades em que estão inseridas. Sergio Sampaio, diretor de Operações do Grupo Boticário, indica que a empresa tem mapeado quais seriam os impactos da indisponibilidade de água. “Nós sabemos o valor real da água para a companhia. Por isso temos metas rigorosas para reutilização e redução – nos últimos três anos diminuímos o consumo em 22%. Ter a visibilidade de dados assim nos mostra que investir em projetos como o Viva Água é vital para a manutenção do nosso negócio."

    Diante do papel vital dos recursos hídricos para toda a sociedade, o movimento Viva Água irá investir R$ 1,5 milhão para os primeiros 18 meses do projeto. A previsão é de que ao todo R$ 6 milhões sejam direcionados nos próximos 5 anos para alavancar as estratégias de conservação e restauração.

    Para ampliar o impacto da iniciativa, o movimento também concentrará esforços para articular parceiros na região. “Queremos mostrar para atores de diferentes setores a dependência que negócios e a população têm dos serviços oferecidos pela natureza. A partir dessa conscientização, esperamos que, além de trabalharem com o aumento dos níveis de ecoeficiência interna, também estejam alinhados com ações de conservação da água na sua origem, olhando para fora do seu negócio”, afirma o diretor-presidente da Fundação Grupo Boticário, Artur Grynbaum.

  • ALTERNATIVOS

    Produtos vegetarianos e sustentáveis para pets

    Produtos vegetarianos e sustentáveis para pets
    Produtos são livres de corantes, ideais para cães com alergia ou restrições alimentares

    A busca por alimentos alternativos à base de plantas tem crescido num ritmo acelerado. Segundo uma das maiores empresas de pesquisa, a Global Data, 70% da população mundial está reduzindo ou mesmo eliminando a carne do cardápio. 

    A mudança no hábito está associada a uma maior preocupação das pessoas com dietas mais saudáveis, ao cuidado humanizado com os animais e à busca por um consumo sustentável. Prova disso é o aumento de 600% de veganos nos Estados Unidos, em apenas 3 anos, ainda de acordo com o mesmo estudo. 

    Mas se os costumes estão mudando na mesa das pessoas, isso também reflete na alimentação dos pets. Os donos evitam colocar no pote dos animais alimentos que não estão no prato deles. Um estudo da Universidade de Guelph’s Ontario Veterinary College, no Canadá, feito com 3.600 donos de gatos e cachorros, revelou que cerca de um terço deles tem interesse em mudar a alimentação convencional dos pets para a vegana. 

    Empresas que enxergaram essa virada no consumo mundial, hoje, colhem os frutos. É o caso da BF Foods, no Rio Grande do Sul. A companhia gaúcha investiu em petiscos vegetarianos para cães em três versões: frutas, vegetais e care energy (de açaí). Hoje, eles representam 30% das vendas da empresa. “Quem segue esse tipo de dieta, segue por uma filosofia de vida. Então quer dar ao seu pet a mesma opção de alimento”, avalia Claudio Maia, gestor comercial e de marketing da BF Foods. 

    Os petiscos são produzidos com farinhas naturais e proteína de soja. “Conseguimos manter o valor nutricional, mas com 0% de carne”, explica. Além disso, a linha vegetariana é livre de corantes, ideal para cães com alergia ou restrições alimentares.

     

  • Estudantes de Curitiba criam bolsa impermeável a partir de cera de abelha

    Estudantes de Curitiba criam bolsa impermeável a partir de cera de abelha
    A bolsa, disponível em dois tamanhos, é versátil e pode cumprir diversas funções

    Composta por tecidos reutilizados e cera de abelha, a bolsa Beezip foi a alternativa que alunos do segundo ano do Ensino Médio do Colégio Positivo, em Curitiba, encontraram para um grande problema ambiental: o descarte da indústria da moda. De acordo com um relatório lançado pela Ellen MacArthur Foundation, com o apoio da estilista Stella McCartney, a cada segundo, um caminhão de lixo de produtos têxteis é aterrado ou incinerado no mundo.

    Dessa forma, a partir da vontade de substituir o uso do plástico e, ao mesmo tempo, colaborar com o meio ambiente, que um grupo de alunos teve a ideia de criar uma bolsa biodegradável e natural. Eles pensaram em substituir o ziplock e tentaram criar sacolas de tecido a partir da fécula de batata, mas não era uma ideia tão viável. Quando descobrimos a cera de abelha, os dois formatos se uniram e criamos a Beezip, uma substituta do ziplock e que ainda reutiliza o tecido descartado”, explica Pedro de Almeida Silveira, de 16 anos, presidente da Beezip.

    A bolsa, disponível em dois tamanhos, é versátil e pode cumprir diversas funções, como de nécessaire, porta medicamentos, materiais de higiene, celular, estojo escolar, porta-joias, organizadora para malas e mochilas, entre outros. Além disso, as Beezips são uma opção para eventos e passeios na praia, lagos ou piscinas, já que é impermeável. 

    Além de ser uma solução sustentável, o projeto ainda desenvolve um trabalho social, tendo parte da renda revertida para o Lar O Bom Caminho, instituição que acolhe crianças afastadas de suas famílias. O empreendimento faz parte da parceria entre o Colégio Positivo e a Junior Achievement Brasil, organização social que promove o empreendedorismo na juventude. 

    A empresa já vendeu aproximadamente 190 bolsas. Os modelos estão disponíveis em dois tamanhos: o pequeno, no valor de 15 reais, e o grande, a 25 reais. Para adquirir um dos produtos da Beezip e colaborar com a iniciativa, basta entrar em contato pelas redes sociais (@beezip.sae) ou pelo site https://mebeezip.wixsite.com/organization

     

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