• Dia Mundial do Veganismo - 5 Dicas para se tornar vegano

    Dia Mundial do Veganismo - 5 Dicas para se tornar vegano

    Comemorado em várias partes do mundo, o próximo 1º de novembro é dedicado ao Dia Mundial do Veganismo, estilo de vida que exclui o consumo de qualquer produto de origem animal. No Brasil, 55% da população tem interesse em consumir mais produtos veganos, de acordo com pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência e encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB).

    Além da mudança de hábitos relacionada ao consumo de roupas, acessórios e cosméticos, por exemplo, a transição da alimentação também requer cuidado e atenção, para que o organismo se adapte ao novo cardápio. 

    Segundo  Cyntia Maureen, nutricionista, é fundamental que essa mudança seja feita de forma gradual, eliminando os produtos de origem animal das refeições em um dia da semana e depois, estender para outros dias aos poucos. 

    Confira abaixo mais cinco dicas que podem facilitar o processo de transição:

    Orientação profissional: a especialista pontua que é importante procurar avaliação médica e realizar exames periódicos, além de consultar sobre como fazer as substituições corretas e evitar deficiência nutricional. “A vitamina B12, por exemplo, é encontrada em carnes, ovos e laticínios, e sua ausência pode causar anemia e distúrbios sanguíneos, por isso é importante consumir diariamente outros alimentos que possuem essa vitamina como cereais integrais e proteínas à base de soja e de ervilha”, explica. 
    Substituições: além de incluir alimentos ricos em nutrientes como feijão, lentilha e grão-de-bico nas principais refeições, a nutricionista aponta que também é válido procurar por snacks saudáveis e sem insumos de origem animal, como uma solução para aquela fome repentina. 
    Fazer as próprias refeições: uma maneira de se adaptar ao novo hábito alimentar é preparar as refeições, aprendendo a ter ideias de pratos veganos e saudáveis, para diversificar o cardápio, redescobrir o próprio paladar e ainda ter um controle maior da qualidade dos alimentos consumidos. “Outro ponto essencial é que os pratos saciem a fome. Assim, é possível evitar a vontade por mais comida logo após as refeições”, indica. 
    Escolher comércios veganos: com o aumento da procura por comidas veganas, tem crescido o número de restaurantes, padarias e cafés que possuem opções saudáveis voltadas para esse público, principalmente nas grandes cidades. Por isso, a dica é procurar por lugares que ofereçam essas alternativas no cardápio.
    Compartilhar ideias: “Há muitos grupos nas redes sociais e sites dedicados ao universo vegano que fornecem dicas de receitas, produtos, lugares e eventos. Essas notícias são extremamente úteis para auxiliar na transição. Até mesmo compartilhar a própria experiência de mudança com outras pessoas pode contribuir na otimização do processo e encontrar amigos que compartilham do mesmo estilo de vida”, conclui.

  • Meio ambiente é essencial para cidades inteligentes

    Meio ambiente é essencial para cidades inteligentes

    O uso da tecnologia é vital para uma cidade se tornar inteligente, uma vez que a automatização de processos, a ampliação de acessos e a geração de dados são importantes para melhorar a qualidade de vida da população. Entretanto, há muitos outros aspectos que devem ser levados em consideração quando se trata de democratizar o uso dos serviços públicos e prover uma gestão urbana eficiente. É isso que o IESE – Cidades em Movimento 2018 considera no momento de analisar se uma cidade é inteligente ou não. O estudo realizado pela IESE – Business School da Universidade de Navarra (Espanha), que chega a sua 5.ª edição, usa como base 83 indicadores divididos em nove dimensões para classificar o índice de inteligência de 165 cidades de todo o mundo.

    Segundo o diretor técnico do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), Fernando Matesco, esse é um dos mais completos estudos sobre a área porque considera o planejamento estratégico dos centros urbanos como um todo. Para Matesco, um dos destaques do material é a inclusão de fatores ambientais como primordiais para elevar a classificação de uma cidade como inteligente. Entre os itens da dimensão estão a emissão de CO2 e metano, o acesso à água, a quantidade de partículas no ar, o nível de poluição, a previsão de aumento de temperatura e até o volume de lixo gerado por pessoa.  “O desenvolvimento tem que ser sustentável. Não adianta apenas ter tecnologia. É importante que as cidades estejam preparadas para serem globais e inovadoras, mas respeitando seus limites e também os limites do meio ambiente”, destaca o diretor.

    Os benefícios de manter e ampliar áreas verdes numa cidade avançam também para a área da saúde: em palestra ministrada no IX Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), a pesquisadora sueca Matilda Van den Bosch afirmou que a interação das pessoas com o meio ambiente melhora fatores como estresse, depressão e doenças mentais. Além disso, as mudanças climáticas apresentam riscos à saúde e a manutenção de áreas verdes nas cidades é essencial para reverter esse quadro negativo do aquecimento global. Ela alertou: “Podemos nos adaptar a um aumento de temperatura, mas sempre há um limite humano e algumas cidades sofrerão muito com isso futuramente”.

    Para o biólogo Fabiano Melo, doutor em Ecologia pela Universidade Federal de Minas Gerais, pós-doutor pela University of Wisconsin (EUA) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, o meio ambiente é essencial para uma cidade ser considerada inteligente. “Há uma infinidade de benefícios e vantagens, em maior ou menor escala. Os diversos benefícios que isso pode trazer incluem o bem-estar humano; a qualidade de vida atrelada a uma rotina mais saudável; serviços ecossistêmicos prestados pela natureza, como a manutenção da qualidade do ar em bons níveis (minimamente toleráveis e adequados), a polinização de hortas e jardins (em especial de árvores frutíferas que mantemos em nossos quintais), entre outros”, explica.

    Segundo o especialista, muitas cidades ainda não colocam o cuidado com o meio ambiente como um fator vital de desenvolvimento. A falta de reciclagem e otimização de recursos é um dos exemplos. A ampliação de áreas verdes e dos próprios espaços entre residências é outro. “Plantas, áreas verdes, florestas em geral e cursos d’água potável são sonhos de consumo aqui no Brasil e devem compor a demanda futura por cidades inteligentes. Se isso não ocorrer, não conseguiremos acompanhar essa nova demanda e adoeceremos com as próprias cidades, uma vez que não teremos condições de manter altos e bons níveis de saúde, seja pelo ar poluído, pelo estresse do trânsito caótico, pela combinação de infraestrutura e falta de escoamento de água da chuva (com enchentes e alagamentos), com a manutenção de velhos problemas de saúde, como transmissão de zoonoses bem conhecidas por nós”, conclui.

     

  • Cinco mitos sobre a moda sustentável

    Cinco mitos sobre a moda sustentável

    A indústria da moda é a terceira mais poluente do planeta, muitas marcas estão pensando em como diminuir esse impacto na produção.Empresas comprometidas em pensar moda sustentável de forma acessível esclarecem muitos mitos sobre esse movimento em cinco tópicos:

    1. A moda sustentável é cara

    Antes de mais nada, é preciso entender o custo de toda cadeia produtiva, a matéria prima orgânica chega a ser 50% mais cara que uma não orgânica e a mão de obra é remunerada de forma justa, recebendo até 2 vezes mais. Por esse motivo, a moda sustentável se torna um pouco mais cara que outras marcas tradicionais, mas nem tanto quando consideramos todo processo por trás de uma peça.

    2. Moda sustentável não tem referência de passarela

    Não necessariamente. Certamente existem marcas adeptas do movimento slow-fashion, onde as peças são mais atemporais ou básicas, mas há também outras marcas que se incluem referências dos principais desfiles internacionais em suas coleções. "Nós lançamos quatro coleções anuais, que são desenhadas para estarem ligadas com o atual momento da moda, mas conversarem entre si, para o cliente poder criar looks entre coleções" diz da MUMO, Luana Goldstein.

    3. Consciência no consumo.

    A moda sustentável minimiza os impactos causados ao meio ambiente, mas ainda gera. O uso de agrotóxico é menor ou até nulo, a emissão de CO2 também é reduzida, mas é impossível não ter impactos. Cada escolha gera um impacto na natureza, é importante ser consciente. É melhor consumir moda sustentável do que tradicional.

    4. A qualidade dos tecidos é inferior

    Também é um mito pensar que a qualidade do produto é inferior por conta da matéria prima. Na verdade é justamente ao contrário. As peças são pensadas para serem duráveis e não gerar consumo desnecessário, como nos Fast-Fashions. Os produtos são feitos com material selecionado e de alta qualidade para as peças terem caimento perfeito no corpo do consumidor e durarem por mais tempo e gerar menos lixo.

    5. Se a matéria prima é sustentável está tudo certo

    Ter matéria prima sustentável é um bom caminho, mas existem muito mais coisas a serem consideradas. A sustentabilidade vai além do tecido. É importante se preocupar com toda a cadeia de produção. Matéria-prima, processo produtivo, mão de obra, retalhos à retribuição ao planeta, em ações socioambientais. Moda sustentável é a somatória de ações ao longo de toda a cadeia. Um único detalhe é marketing e não sustentabilidade.

    Fonte: Rodrigo Tozzi, CEO da MUMO

  • Mais da metade da geração de energia limpa é realizada no Ambiente de Comercialização Livre 

    Mais da metade da geração de energia limpa é realizada no Ambiente de Comercialização Livre 

    A Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) acaba de concluir levantamento que mostra um crescimento de 13% na geração de energia limpa realizada no Ambiente de Comercialização Livre (ACL) nos últimos 12 meses. A energia eólica comercializa 43% de toda a sua geração no mercado livre de energia. Já 67% da biomassa é vendida no mesmo ambiente e as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) negociam 65%. Em torno de 39% do consumo do ACL vem de fontes renováveis. “Isso mostra a importância do setor para a formação de uma matriz limpa de energia”, explica Reginaldo Medeiros, presidente da Abraceel. Os consumidores que estão no mercado livre de energia, um contingente formado por 5.544 agentes, obtiveram uma economia média de 23%, conforme dados dos últimos 15 anos. Não é à toa que a migração cresce. Nos últimos 12 meses, 568 indústrias e estabelecimentos comerciais passaram a fazer parte do ACL. Os dados fazem parte do Boletim Abraceel, uma publicação mensal elaborada pelo Departamento de Economia da entidade.

  • Vamos "farofar" neste feriadão!

    Vamos "farofar" neste feriadão!

    Farofa de Cebola Caramelizada

    Ingredientes
    250g de cebola bem fatiada (2 unidades médias)
    3 colheres (de sopa) de azeite
    1 dente de alho bem picado
    1/2 xícara (de chá) de farinha de mandioca torrada
    Sal a gosto
    Pimenta moída a gosto
    Salsinha ou cebolinha picadas a gosto

    Modo de preparo
    Em uma panela antiaderente, coloque o azeite, a cebola e tempere com uma pitada de sal.
    Refogue em fogo baixo por cerca de 20 minutos ou até as cebolas ficarem bem douradinhas, levemente amarronzadas. Procure mexer de vez em quando para não queimarem.
    Assim que a cebola estiver no ponto descrito (veja o vídeo), adicione o alho picado e refogue por 1 minuto.
    Adicione a farinha de mandioca torrada, corrija o sal, se necessário, e acrescente pimenta moída e salsinha ou cebolinha picadas a gosto.
    Está pronto!

    Dicas
    Você pode usar farinha de milho, biju ou farinha de rosca (existem veganas) no lugar da farinha de mandioca.
    Recomendo que consuma essa farofa no dia, mas você pode guardá-la por dois dias na geladeira em pote fechado.

    Farofa de Abobrinha

    Ingredientes
    2 xícaras (de chá) de abobrinha brasileira ou italiana ralada no ralador grosso (cerca de 1 unidade média)
    1/2 de xícara (de chá) de cebola picada
    1 dente de alho grande picado
    1 xícara (de chá) de farinha de milho
    1/2 xícara (de chá) de salsinha e cebolinha picadas
    Sal a gosto
    Pimenta moída a gosto

    Modo de preparo
    Rale e pique os ingredientes conforme a descrição. Eu deixo a abobrinha com a casca, porém lavo bem e tiro as partes machucadas. Não uso a polpa, mas não descarto, reaproveito ela em saladas ou sopas.
    Em uma panela antiaderente e em fogo médio, coloque um fio de azeite e refogue a cebola e o alho até ficarem levemente dourados. Adicione a abobrinha ralada, tempere com sal a gosto (cuidado, a abobrinha fica salgada facilmente), e refogue até ela ficar levemente macia, o que é super rápido (2 minutinhos).
    Acrescente a farinha de milho e refogue por 1 minuto. Corrija o sal, se necessário, adicione a salsinha e a cebolinha, e tempere com pimenta moída a gosto. Está pronto!

    Dicas
    Geralmente uso só abobrinha, mas você pode colocar cenoura ralada também.
    Se você não gosta de abobrinha, pode usar repolho no lugar, fica bem gostoso.
    No lugar da farinha de milho, você pode usar farinha de mandioca, biju ou de rosca.
    Farinha de rosca: antes de comprar, você pode perguntar a procedência dela ao estabelecimento ou ler a lista de ingredientes. Uma opção segura é fazer em casa, triturando pães veganos duros e secos em um processador até obter uma farinha.

    Farofa de Banana

    Ingredientes
    2 colheres (de sopa) de azeite (ou óleo)
    2 dentes de alho picados
    1/2 xícara (de chá) de cebola picada
    2 xícaras (de chá) de farinha de milho ou farinha biju
    3 colheres (de sopa) de cheiro verde picado (salsinha e cebolinha)
    2 bananas nanicas maduras de tamanho médio picadas (pode ser em rodelas ou cubinhos)
    Sal a gosto
    Pimenta do reino a gosto

    Modo de preparo
    Em uma panela em fogo médio, coloque o azeite e refogue o alho e a cebola até ficarem levemente dourados. Acrescente a farinha de milho e abaixe o fogo. Tempere com sal a gosto, e refogue por cerca de um minuto, para a farinha dar uma leve fritadinha, tome cuidado para não deixar queimar.
    Adicione a banana picada e o cheiro verde, mexa por mais um minutinho e se gostar salpique pimenta do reino moída. Está pronto!

    Dicas
    Você pode fritar a banana e depois juntar à farofa.
    Na receita original não ia alho nem o cheiro verde, acrescentei porque amo estes temperos; você pode fazer sem, fica muito bom do mesmo jeito.
    Caso quiser dar um gosto mais amanteigado na sua farofa, você pode usar margarina vegetal no lugar do azeite
    Alguns leitores usaram banana da terra e disseram que deu certo.
    O ideal é preparar a farofa e consumir no dia, mas caso sobrar, guarde na geladeira por até 2 dias.

    Fonte:Presunto Vegetariano

  • Saiba como criar uma composteira caseira em casa ou apartamento

    Saiba como criar uma composteira caseira em casa ou apartamento

    COMPOSTEIRA EM CASA

    Faça um buraco na terra, de cerca de pelo menos 0,5 metro quadrado. Se a família for grande, você pode fazer dois e, enquanto um descansa, vocês enchem o outro. Ou fazer um grandão, de 1 metro quadrado. Uns 30 centímetros de profundidade são suficientes. Para ajudar a segurar as paredes de terra, você pode colocar tabuas nas laterais ou uma caixa sem o fundo (tipo uma caixa d’água, um caixote, algo que segure as laterais, mas dê acesso ao chão). Também dá para fazer cercando uma área em contato com a terra com cerca de arame, tábuas ou troncos.
    Coloque o material orgânico e não espalhe muito. Va concentrando em um cantinho ate encher o espaço. Sempre cubra muito bem com folhas secas ou serragem (é esse o segredo para o cheiro ruim não aparecer).
    Regue de vez em quando se fizer muito calor ou bater muito sol, porque a mistura pode esquentar e secar. É bom manter úmido para a decomposição acontecer mais rapidamente.
    A cada 15 dias, de uma revirada em todo o material, para ajudar a aerar e facilitar a decomposição.
    Aos poucos, as sobras de alimento vão se transformar em uma terra bem escura, com cheiro de terra molhada. Esse adubo é maravilhoso para as plantas e para a sua hortinha!

    COMPOSTEIRA EM APARTAMENTO

    Um dos sistemas de composteira domestica mais famosos hoje é a composteira com minhocas. Isso porque ela é pequena, não tem cheiro ruim, cabe em quase qualquer cantinho, como a área de serviço, e a decomposição acontece mais rápido com a ajuda desses bichinhos. Esse tipo de composteira é ótimo para quem mora em apartamento ou quem mora em casa e não pode fazer um buraco no quintal, como no método explicado acima. Existem composteiras prontas que já vem com as minhocas, mas você pode fazer a sua usando caixas ou baldas de plástico.

    Uma composteira com minhocas precisa de, no mínimo, três andares: o andar do topo, onde o lixo orgânico vai sendo depositado e coberto com o material seco (serragem e folhas secas) que, quando cheio, deve ficar em repouso por cerca de um mês. Durante esse tempo de repouso, o andar do meio vira o do topo e começa o ciclo de novo. Esses dois andares são onde acontece a compostagem do material. O andar de baixo é o que recolhe o liquido que escorre (os andares são intercalados com furinhos para o liquido cair e as minhocas se movimentarem).

    No final desses dois meses, o chamado período de repouso, o material que sobra é um húmus que parece terra, supernutritivo para as plantas e com cheirinho de terra molhada. Nada disso dá mau cheiro se tudo for feito corretamente.

    O excesso de umidade pode facilitar a criação de mosquinhas, por isso é importante cobrir tudo muito bem com serragem. Além das minhocas, acabam aparecendo outros bichinhos pequenos, como formiguinhas e outros insetos, que também ajudam no processo de decomposição dos alimentos. É tudo limpo e, seguindo todas as etapas, não há risco nenhum de contaminação.

    COMO USAR COMPOSTEIRA COM MINHOCAS

    Para usar a composteira você deve colocar os restos de alimentos aos poucos. Não espalhe tudo, vá concentrando o lixo orgânico em cantinhos. Cubra muito bem com folhas secas e serragem. Não aparte ou comprima, deixe a mistura respirar porque ela precisa do oxigênio.

    Siga colocando seus resíduos ate que o baldinho que estiver em cima esteja cheio. O ideal é levar mais ou menos um mês para encher, assim dá tempo de ele virar adubo e você poder trocar pelo andar do meio. Quando estiver cheio, ele vai para o repouso. Troque de lugar com o que estava no meio da pilha, vazio.

    Quando esse recipiente (que estava no meio e foi para topo da pilha) estiver cheio, depois de um mês ou mais, vai ser hora de trocar os andares novamente. Se tudo deu certo, o recipiente que estava no repouso agora tem húmus.

    Para retirar o húmus, deixe o pote com a tampa aberta em um lugar com bastante luz. As minhocas não gostam e vão se enfiando para dentro da terra. Va raspando o adubo aos poucos, para não machucar e não levar embora as minhocas.

    Na caixa fixa debaixo, vai começar a aparecer um liquido bem escuro. Ele é um biofertilizante poderosíssimo. Dilua cada parte do liquido em dez partes de agua e use essa mistura para regar suas plantinhas uma vez por semana. Elas vão ficar lindas.

    O húmus pode ser colocado em plantas, mas, caso sobre, você também pode doar, colocar nas plantas do condomínio, na praça perto de casa etc.

  • Artigo: O consumo precisa ser consciente

    Artigo: O consumo precisa ser consciente

    É sabido que os recursos naturais no Brasil são abundantes, especialmente a água doce. Mas tal abundância de água, com o passar das décadas, está sendo revista, pois a oferta não é perene o ano todo e varia de região para região. A luz solar, outro bom recurso disponível por aqui para a geração de energia, tem intensidade diferente em cada região. Por isso, para aproveitá-la bem, grandes parques solares devem ser construídos em locais com muita incidência de raios de sol, para que seja aproveitada durante as quatro estações do ano. Um investimento e tanto. Já os alimentos, igualmente fartos, não devem ser desperdiçados, afinal fazem parte de uma cadeia complexa, dependendo do tipo e do lugar. Em comum, todos eles, precisam ser cuidados e preservados. O ideal é que em tudo que façamos o consumo seja consciente, sem desperdício, sem exagero, sempre pensando no bem da sociedade como um todo.
     
    Voltando à água, o Brasil, maior país da América do Sul, é abastecido por muitos rios, o que proporciona boa quantidade de centrais hidrelétricas, principalmente as pequenas centrais hidrelétricas (PCH). A diferença entre as duas é que, em vez de grandes reservatórios de água represada, as pequenas utilizam o fluxo de um rio para gerar a energia, sem a necessidade de represamento. Nas maiores, na época de cheia, parte da água acumulada escoa pelo vertedouro sem gerar energia, pois todas as turbinas da hidrelétrica já estão comprometidas com a geração, ou podem estar em manutenção. Nas PCHs a água que chega é a que vai movimentar as turbinas e, caso seja uma época de pouco fluxo de água, a geração é significativamente comprometida.
     
    Pela extensão do país, existem diferenças climáticas significativas e épocas de seca também. Isso faz com que seja necessário haver geração de energia hidrelétrica espalhada por todo o território, já que, quando temos seca no Sudeste, não temos no Norte, e vice-versa, por exemplo. Essa geração de energia espalhada faz parte do Sistema Interligado Nacional (SIN), mas estão disponíveis alguns sistemas isolados. O SIN e os sistemas isolados são coordenados pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), sob a fiscalização e regulação do governo via Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Por conta da existência do SIN, a energia consumida na cidade de São Paulo pode ter sido gerada no próprio estado ou em qualquer outro.
     
    Como estamos nos aproximando de uma época crítica no Sudeste brasileiro, onde a geração de energia elétrica começa a diminuir devido à estiagem e, além de a água ser utilizada para a geração de energia, é imprescindível para o consumo humano, precisamos nos preocupar. E, mesmo tendo outras fontes de geração de energia, como usinas térmica, eólica, nuclear e solar, produzir energia elétrica por meio delas é mais caro. Sem contar os impactos ambientais nas usinas térmicas e nucleares que também preocupam.
     
    Então, atenção: quanto menos energia for gerada no Sudeste, que é uma região populosa do país, maior será o fornecimento de outras regiões, causando um desequilíbrio de consumo no SIN, podendo, inclusive, devido a alguma pequena falha no sistema, evoluir para um apagão. Logo, precisamos usar com muita, mas muita responsabilidade. É mandatório nos preocuparmos com o consumo consciente da água, afinal é um recurso que nos proporciona a vida e gera energia limpa. A falta da energia elétrica é impactante em nosso dia a dia. Temos que colaborar com o país.
     

  • Artigo: A Arca de Noé do século XXI

    Artigo: A Arca de Noé do século XXI

    A falsa polêmica sobre existir ou não mudança do clima no planeta é assunto que já aborrece os especialistas da área. Afinal, se a grande maioria dos cientistas diz que sim, e essa maioria estuda e pesquisa nos institutos de maior reputação no mundo todo, por que ir atrás daquela meia dúzia que continua negando o fenômeno?  Parece que se há polêmica, então há matéria jornalística, e vale o esforço da cobertura. Aí reside o problema. Dar atenção ao que não é substantivo é apenas uma opção. Portanto, não cobrir os negacionistas que refutam a existência da mudança do clima deveria ser uma alternativa mais relevante para os meios de comunicação - assim como não dar ouvidos aos extremistas na política e na guerra poderia ser uma opção para impulsionar democracias e economias mais saudáveis. Abrir as principais vitrines do mundo na mídia impressa ou virtual é um ato de grande responsabilidade. Quem guarda essa chave poderia pensar mais a sério antes de dar o palco para notícias cujas consequências são destrutivas. Uso esse exemplo para chamar atenção do que considero que deveria ser bem mais exposto na mídia do que a negação do aquecimento global ou sensacionalistas em busca de mídia para sua projeção e busca por poder.

    Se você entende que o cenário das mudanças climáticas é para valer, seja porque leu os estudos publicados aos milhares, seja por ter observado os exemplos recentes de eventos climáticos extremos, como as secas e incêndios na Grécia, Califórnia ou Portugal, certamente vai ficar curioso para entender quais as consequências desse fenômeno. As perdas globais por incêndios atingiram níveis recorde no ano passado - e isso pode piorar à medida que a ameaça da mudança climática cresce. Somos novamente atingidos por uma grande seca no sudeste do país e a escassez hídrica começa a bater em nossa porta, sem que tenhamos agido suficientemente para combater o problema no curto e longo prazo. A quebra de safras agrícolas vem batendo recordes por questão climática, sinais a que também precisamos ficar muito atentos.

    Vale a pena ir um pouco além e investigar as consequências disso para as diferentes formas de vida no planeta. Há cientistas que alegam que estamos vivendo a 6ª maior extinção de espécies da história, numa fase chamada de Antropoceno – a época geológica em que humanos se tornam a principal causa de alterações do planeta. Estamos perdendo espécies de plantas e animais em grande escala, muitos dos quais sequer chegamos a conhecer. Com esse processo acelerado, tornam-se ainda mais urgentes as ações de conservação ambiental, principalmente aquelas em terras públicas (áreas protegidas) e privadas (reservas legais ou áreas de preservação permanente obrigatórias nas propriedades). Além de conservar, é fundamental também restaurar áreas degradadas, a fim de resgatar a capacidade de produção de alimentos, promover segurança hídrica, reter carbono no solo e estocá-lo nas plantas.

    O lado bom da história é que vivemos um grande despertar de atores que têm se dedicado à restauração florestal (ou de outros tipos de vegetação) e à produção agropecuária sustentável, convencidos que ainda temos oportunidade de salvarmos algumas regiões e espécies no planeta de uma devastação ainda maior. Do lado da conservação, sofremos também com a falta de investimento em parques e áreas de conservação, pois o que é considerado bem público não tem recebido a devida atenção, muito menos investimento. E o mais irônico disso tudo é que é justamente nessas áreas que reside a nossa esperança: milhões de espécies de fauna e flora que podem nos salvar das situações extremas em que o aquecimento global está nos colocando. De onde virão as sementes para o reflorestamento de áreas degradadas, se nossas áreas preservadas pegarem fogo ou sucumbirem às secas? De onde virá a água para abastecimento e produção, se comprometermos as áreas protegidas?

    Para sairmos da ação de alguns poucos voluntaristas, o ideal seria que, além dos governos, houvesse um forte engajamento do setor privado, para que pudéssemos dar escala às ações para salvar espécies relevantes de fauna e flora para as futuras gerações. Muitas das ações necessárias podem acontecer na forma de negócios, de micro a grande porte, gerando economia relevante. Os negócios de impacto social e ambiental, neste momento da história, tornam-se peça chave para os desafios planetários.

    Estaríamos vivendo um momento "Arca de Nóe"? O que falta para a sociedade despertar? Além da oportunidade de uma nova economia como aqui descrito, temos opção ímpar a cada eleição. Nosso voto na urna pode ser a diferença entre ter políticas que negam os problemas aqui relatados ou ter gestores responsáveis e comprometidos com as atuais e futuras gerações e com soluções para esses desafios que afetam a todos nós.

  • Armadilha fotográfica faz registro inédito de onças-pintadas na região paranaense da Serra do Mar

    Armadilha fotográfica faz registro inédito de onças-pintadas na região paranaense da Serra do Mar

    Um casal de onças-pintadas foi flagrado na Serra do Mar paranaense. O registro inédito na região foi resultado do projeto “Conservação de grandes mamíferos no Corredor da Serra do Mar”, coordenado pelo pesquisador Roberto Fusco Costa, doutor em Ecologia e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza. Há dois anos e meio, a região é monitorada em busca de mamíferos de grande porte. A ação é desenvolvida pelo IPeC (Instituto de Pesquisas Cananéia) e SPVS (Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental) e conta com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e do Banco ABN AMRO. O vídeo pode ser visto aqui.

    De acordo com o pesquisador, que atua na região há mais de 15 anos, não é fácil conseguir, nesta área, um registro em imagem desse felino, considerado o maior das Américas e ameaçado de extinção no Brasil. “Como a Serra do Mar paranaense está inserida em uma área com o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do Brasil, a presença das onças-pintadas era esperada, mas só tínhamos relatos. Esta é a primeira vez que conseguimos uma imagem que comprova a existência atual desses animais na localidade. O último registro documentado foi feito há mais de 20 anos, com base em vestígios fecais encontrados na região”, explica.

    A imagem coloca a Serra do Mar do Paraná como área fundamental para a conservação de populações de onças-pintadas, reafirmando que a sobrevivência da espécie só é possível devido ao habitat favorável na região. “O registro representa o empenho de vários pesquisadores e instituições que trabalham juntamente com a Polícia Ambiental para tentar manter essa região de Mata Atlântica o mais conservado possível. É um conjunto de esforços para inibir ações ainda comuns, como a caça, que ameaça animais de grande porte”, comenta o pesquisador.

    Monitoramento de grandes mamíferos

    O registro do casal de onças-pintadas na Serra do Mar paranaense foi feito por uma “armadilha fotográfica” colocada em uma região remota da mata. A pesquisa faz a identificação e o mapeamento da ocorrência de diferentes espécies de animais de grande porte no corredor de Mata Atlântica – área da Serra do Mar no Paraná e litoral sul de São Paulo. “Com base nesse mapa de distribuição das espécies, fazemos recomendações para ações de conservação mais efetivas. O registro das onças reforça as informações que a equipe do projeto havia obtido por relatos e entrevistas com moradores locais, trazendo contribuições para o planejamento de conservação e monitoramento a longo prazo”, afirma Costa.

    Com o estudo, os especialistas já registraram outras espécies de grande porte na região, como a queixada e a anta. “O apoio é importante para que tenhamos recursos e condições para obter esses dados, investigar e informar com qualidade a ocorrência de espécies de grande porte, algumas ameaçadas de extinção e que estão presentes na região”, finaliza.

  • Projeto prevê inclusão de áreas da Itaipu em Reserva da Biosfera da Unesco

    Projeto prevê inclusão de áreas da Itaipu em Reserva da Biosfera da Unesco

    A mudança de status faz parte da 26ª Reunião do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (CN-RBMA) e da 18ª Assembleia Geral do Instituto Amigos da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (IA-RBMA), realizadas no Centro de Treinamento da Itaipu, em Foz do Iguaçu.

    A binacional recebeu ainda nesta semana o Seminário Internacional Corredores Ecológicos e Conectividade de Paisagem,  realizado no auditório do Refúgio Biológico Bela Vista (RBV). No evento um grupo de 40 pessoas participou de uma visita técnica à faixa de proteção do reservatório. 

    Os eventos na Itaipu também discutiram outros temas alusivos à binacional, além da inclusão das áreas da margem esquerda como zonas-núcleo da Reserva de Biosfera. Estão previstas a criação da Unidade de Gestão Descentralizada da Itaipu (UGD/Itaipu), a inclusão do Refúgio Biológico Bela Vista (RBV) como posto avançado e a concessão à hidrelétrica do selo "Empresa Amiga da Mata Atlântica". Na abertura do seminário “Corredores Ecológicos e Conectividade de Paisagens" também deverá ser apresentado o novo filme do RBV. 

    As reuniões do CN-RBMA foram realizadas dentro do contexto de revisão periódica e da Fase 7 da RBMA. As revisões são um processo mandatório do Programa MAB/Unesco em que o governo brasileiro tem o compromisso de enviar, a cada dez anos, um formulário sobre a evolução dos trabalhos, desafios e perspectivas de cada uma das Reservas da Biosfera brasileiras. As revisões periódicas são aprovadas pela Unesco em Paris. No caso da RBMA, essas revisões foram feitas em seis fases, entre 1991 e 2008. 

    Reserva da Biosfera

    Atualmente, as florestas protegidas pela Itaipu no Brasil são classificadas como áreas de transição. Com a mudança, elas passam a estar integradas à Reserva da Biosfera da Itaipu no Paraguai (assim titulada em 2017 pela Unesco), formando assim um grande mosaico de áreas de conservação ambiental na região. Além de dar maior visibilidade internacional às ações de conservação da Itaipu (como os corredores ecológicos do Rio Paraná e Santa Maria), a mudança permitirá um maior intercâmbio científico entre a empresa e demais áreas que fazem parte do programa O Homem e a Biosfera (MAB, na sigla em inglês) em todo o mundo.

    A Reserva da Biosfera da Mata Atlântica é a maior de toda rede mundial do programa MAB, da Unesco. Com 78 milhões de hectares, a reserva abarca áreas em 17 estados brasileiros onde ocorre o bioma da Mata Atlântica, formando um grande corredor ecológico entre o Piauí e Rio Grande do Sul, ao longo da costa brasileira, e também em partes dos estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul.
     

  • Caçamba do Bem

    Caçamba do Bem

    E assim com vontade de criar esse mundo melhor, que as arquitetas comprometidas com um futuro consciente, Camila Picoli, Carolina Beckert, Fernanda Heller e a designer Marília Bender Almeida se juntaram com um mesmo propósito: ajudar. “Sabemos que muitas vezes o lado positivo da nossa profissão não é visto e por isso queremos mostrar o real sentido da arquitetura, levando-a para todas as classes com o intuito de proporcionar melhoria na qualidade de vida e incentivar o desenvolvimento social” explica Marília Bender Almeida uma das idealizadoras do projeto.

    Foi a realidade diária de trabalho que fez com que as amigas detectassem um nicho e assim surge o Caçamba do Bem. “Todas estamos em obras de nossos clientes quase todos os dias. Vemos muitas oportunidades que poderiam ajudar famílias, muitas vezes em entulhos. Foi aí que pensamos no porque não usar esse saldo de obra e criar, além de um bazar beneficente, uma cultura de consumo consciente”, diz Carolina Beckert.

    Vale lembrar que uma atitude consciente, de quem se preocupa com os outros, com os impactos negativos do consumo na sociedade, na natureza e na economia, só pode gerar um futuro melhor, e é aí que se encaixa o ponto principal do projeto.

    Essa rede do bem irá acontecer em etapas. A inicial é criar um sistema de coleta destes saldos em obras parceiras. São pisos, cubas, portas, porcelanato, e tudo mais que passar pela curadoria das fundadoras do projeto. A segunda etapa será um bazar estilo “garage sale”, onde esses saldos serão vendidos com até 60% de desconto do valor de mercado. E aí sim, a renda levantada neste bazar que irá 100% para projetos pré-estabelecidos de melhorias. “Nossa ideia é ajudar muitas instituições que precisam e assim unir esforços e criatividade para um resultado positivo na vida de muitas pessoas”, explica Camila Picoli.

    Outro ponto muito importante no projeto, os profissionais parceiros que queiram entrar nessa corrente do bem, terão um selo Caçamba do Bem em seus escritórios. Um símbolo que foi especialmente criado para mostrar à sociedade que o escritório também faz parte dessa arquitetura consciente e solidária. “Cada pessoa tem um estilo próprio, uma maneira de ser, mas criar essa rede de benfeitorias e transformar sonhos em realidade é um trabalho que fará tudo fazer sentido”, diz Fernanda Heller.

    Quando pouco é muito qualquer ajuda faz diferença. E é exatamente o que o Caçamba do Bem está propondo, selecionar essas peças para fazer a diferença em muitas vidas.

    Primeiro desafio

    O recém-lançado projeto Caçamba do Bem está no primeiro passo da ação. No momento estão buscando e selecionando instituições sérias em Curitiba. A instituição escolhida será anunciada oficialmente no lançamento do primeiro Bazar com data prevista para o final do ano de 2018. Quem tiver interesse em ajudar o projeto, pode entrar em contato com o Caçamba do Bem através do email: oi@cacambadobem.com.br

  • Conheça adubos caseiros fáceis de fazer para auxiliar no desenvolvimento de flores e plantas

    Conheça adubos caseiros fáceis de fazer para auxiliar no desenvolvimento de flores e plantas

    Você sabia que usar adubos caseiros é a melhor alternativa para deixar as plantas mais bonitas e saudáveis? Além de não prejudicarem a saúde das pessoas que têm contato com a área verde da casa, eles garantem resultados rápidos, enriquecendo o solo e os vegetais com todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento e a beleza das flores. O melhor é que existem diversos adubos naturais que são bem fáceis de fazer, para confeccioná-los é só ter em mãos alguns produtos. Giuliana Flores, uma das primeiras lojas virtuais de flores e presentes do Brasil,  apresenta alguns deles: 

    Cascas de bananas

    Para a maioria das pessoas, a casca da banana não tem serventia. Por isso, ela acaba sendo jogada fora logo após o consumo da fruta. O que pouca gente sabe é que essa casca pode ser utilizada para enriquecer o solo, deixando a vegetação mais saudável e bonita, já que é rica em elementos como o fósforo e o potássio. Para isso, basta cortar algumas delas em cubinhos e colocá-las junto às plantas.

    Cascas de vegetais

    As cascas de alguns vegetais, como abóbora, cenoura, batata e chuchu, também podem ser usadas na adubação das plantas, pois são ricas em vitaminas. Para ajudar no crescimento saudável, basta cortar esse material em cubos e misturá-lo à terra do canteiro, do vaso ou adicioná-lo ao xaxim.

    Casca de ovo

    Alguns alimentos que provavelmente iriam para o lixo podem ser reutilizados como adubos caseiros. Um exemplo disso é a casca de ovo, que é um dos adubos para plantas mais usados naturalmente. Por ser rica em cálcio e potássio, ajuda muito no desenvolvimento de diversas espécies. Para fazer, é só lavar e triturar as cascas com a ajuda de um pilão. Após formar uma espécie de "farofa", aplique na terra em volta da planta.

    Borras de café

    Ricas em azoto, fósforo e potássio, as borras de café também são excelentes adubos naturais. Você pode colocá-las na compostagem ou diluí-las em água. O ideal é não colocar a borra diretamente na terra.

    Importante ressaltar que as folhagens devem ser adubadas a cada três ou quatro meses, e para aquelas plantas que dão flores, o processo exige que a adubagem seja feita a cada dois ou três meses.

  • Startup tem soluções sustentáveis é pioneira ao criar plataforma colaborativa no setor de energia

    Imagine integrar empresas do setor energético, especialistas em inovação e sustentabilidade e agentes dispostos a disseminar e investir em soluções sustentáveis. É exatamente isso que pretende a NRG Soluções Sustentáveis, startup curitibana atuante desde 2013, ao criar o NRGHub, uma plataforma colaborativa voltada ao setor energético renovável. “O objetivo é promover o networking entre os participantes e estimular a inovação e sustentabilidade, compartilhando conhecimento e experiências do mercado de energias renováveis e eficiência energética”, explica Renata Abreu, fundadora do NRGHub.

    O NRGHub foi projetado para os atores do setor energético brasileiro, tendo como vetor econômico o desenvolvimento sustentável. Seu objetivo é promover o relacionamento e intercâmbio de conhecimentos entre os participantes, desenvolver novas qualificações empresariais por meio de conexões globais, identificar nichos e tendências do mercado, conectar ações empreendedoras e fomentar a competitividade setorial.

    Na fase atual de pré-lançamento, a NRGHub está em busca de parcerias estratégicas para a consolidação da plataforma, como empresas líderes do setor e universidades. Para concretizar o projeto será criado um espaço colaborativo exclusivo para as empresas e instituições que integrarão a plataforma - o primeiro do Brasil voltado ao setor de energia.  Além disso, a NRG Soluções Sustentáveis está firmando parcerias no mercado europeu. “Pretendemos explorar a imersão profissional no ambiente internacional e também trazer especialistas para workshops e seminários temáticos. O grande propósito dessa ação é desenvolver negócios locais a partir de iniciativas e parcerias globais”, esclarece Renata, interessada também em expandir seus contatos para os mercados asiático e americano.

  • Shopping destaque em projetos ambientais

    Shopping  destaque em projetos ambientais

    O projeto Papa Bitucas, por exemplo, foi criado em 2010. Desde então, mais de meia tonelada de resíduos de cigarro foram recolhidos, no Shopping, e destinados à reciclagem para virar hidrosemeadura. As bitucas, poucas vezes vistas como vilãs no quesito ambiental, estão entre as principais responsáveis pela poluição dos oceanos e representam, sozinhas, um terço do lixo recolhido no fundo do mar. Estima-se que cerca de 70% das aves e 30% das tartarugas marinhas sejam vítimas do material.

    O óleo de cozinha, outro importante inimigo do meio ambiente, também é coletado e encaminhado à reciclagem, no Palladium. Só no primeiro semestre de 2018 foram mais de 220 litros recolhidos. Sem a correta destinação, 1 litro de óleo de cozinha pode contaminar até 400 litros de água se despejado diretamente em córregos ou, além disso, pode entupir a rede coletora de esgoto quando descartado em pias e ralos. De acordo com a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), em recente divulgação da Agência Estadual de Notícias (AEN), o óleo de cozinha é um dos causadores dos entupimentos da rede coletora.

    Os postos de coleta de óleo de cozinha estão localizados nos estacionamentos do Shopping, Piso G1 e G2, além da Ehco Estação na entrada para pedestres do Palladium. Para descartar, é importante seguir os seguintes passos:

    1) Depois de usar o óleo de cozinha espere esfriar;

    2) Com a ajuda de um funil despeje o conteúdo em uma garrafa PET;

    3) Leve a garrafa, bem fechada, até um dos coletores do Shopping.

    Já em 2017, o Shopping instalou a Ehco Estação, espaço que conta com coletores de outros resíduos como lixo eletrônico, pilhas e baterias.

    Só neste ano foram recolhidos 234,18kg de lâmpadas, 21,4kg de pilhas, 101kg de vidros e ainda outros materiais como fitas de vídeo (2,5kg), e celular (2,32kg).

    Instalada na entrada do Palladium, a Echo Estação é ornamentada com duas capivaras – animal símbolo de Curitiba - obras arrematadas pelo Shopping no leilão da CapiParade. “Essa é uma das nossas campanhas ambientais que tem o objetivo de incentivar a população a descartar corretamente materiais que podem ser recicláveis”, explica Maria Aparecida de Oliveira, gerente de Marketing do Shopping.

    Desde sua inauguração o Shopping se preocupa com gestão de seus próprios resíduos, implantando em 2008 um Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), onde são reciclados materiais como alumínio, vidro, plástico e papel.

    Outra iniciativa é o Ehco Lixo, um processo de reciclagem que transforma o material orgânico, como restos de comida e gordura da Praça de Alimentação, em composto orgânico para adubo.

    O Palladium promoveu ainda o Carbono Zero, programa em parceria com prefeituras da região, onde alunos de escolas públicas receberam e plantaram mudas de árvores em áreas a beira de mananciais.

    Segundo Maria Aparecida, o Shopping já recebeu diversos prêmios pelas ações: dois Alshop de Gestão Ambiental em 2009, Alshop de Sustentabilidade em 2011, Abrasce Newton Rique de Sustentabilidade 2010 e 2012.

  • Prefeitura de Antonina e SPVS assinam parceria para captação hídrica na Reserva Natural das Águas

    A Prefeitura Municipal de Antonina e a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto de Antonina (Samae) e a Empresa Trix assinaram  um Protocolo de Intenções para a execução de obras que ampliam a captação de água para o município. Os investimentos para essa obra têm origem no Governo Federal, por meio da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). As intervenções necessárias na Reserva das Águas receberam todas as licenças ambientais requisitadas previamente. O documento que oficializa a parceria estabelece parâmetros de acompanhamento dos trabalhos para que causem o menor impacto ambiental possível nas áreas do interior da Reserva.

    A água captada diretamente da Reserva Natural das Águas, criada em 1999 pela SPVS, abastece cerca de 17 mil pessoas – número que representa quase 90% da população de Antonina. O prefeito José Paulo Azim afirma que a união dos esforços para conservar a natureza em Antonina vai tornar ainda mais eficiente a captação hídrica e garantir a qualidade da água consumida pela população.  “A assinatura deste convênio com a SPVS reapresenta um marco de um novo modelo de gestão compromissada com a qualidade da água e a sustentabilidade no conjunto das ações administrativas”, disse o prefeito.

    O diretor executivo da SPVS, Clóvis Borges, destacou a importância de Antonina para a conservação da biodiversidade da Mata Atlântica. A cidade está no coração de uma área que abriga o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica, o que, segundo Borges, é também uma oportunidade de desenvolvimento para a região. “É determinante que a visão empreendedora de governantes fomente a ligação entre a conservação do patrimônio natural, a geração de oportunidades de trabalho e a melhoria da qualidade de vida, principalmente em um município de grande potencial turístico como Antonina”, comenta.

    Esforço conjunto de conservação

    No começo do ano, Prefeitura e SPVS oficializaram também uma parceria para conservação da biodiversidade local e fortalecer a gestão das unidades de conservação do litoral. Das oito unidades de proteção integral com área dentro do território de Antonina, entre reservas públicas e privadas que totalizam mais de 25 mil hectares de áreas conservadas na região, duas são administradas pela SPVS: a Reserva Natural Guaricica e a Reserva Natural das Águas somam aproximadamente 12 mil hectares de vegetação nativa protegida.

    Essas áreas também geram riqueza para o município. Só em 2017, Antonina recebeu R$ 6.211.757,49 por meio do ICMS Ecológico, um mecanismo legal adotado por alguns governos estaduais para valorizar a existência e manutenção de Unidades de Conservação. No Paraná, 5% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) arrecadado é destinado aos municípios que abrigam áreas de mananciais e Unidades de Conservação em seu território. Para o cálculo do repasse, a Lei considera fatores como tamanho da área protegida, grau de investimento na área, realização de pesquisas científicas nas reservas e a qualidade da gestão das Unidades, que podem aumentar o valor recebido pelo município.

  • Inovação e tecnologia como apostas para proteção ambiental

    Inovação e tecnologia não são mais estratégias e ferramentas adotadas apenas em ambientes empresariais e acadêmicos. Inúmeras soluções inteligentes vêm ganhando espaço nas mais diversas áreas de atuação, e o meio ambiente tem sido uma delas. Há algum tempo, os pesquisadores se perguntam: por que não usar todo o conhecimento adquirido e as possibilidades tecnológicas existentes para criar soluções que promovam a conservação da natureza?

    Com esse intuito, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza incluiu nos seus editais de apoio - abertos para inscrições até 31 de agosto - uma nova linha temática “Soluções para a Conservação da Natureza”. A novidade contempla a aplicação ou desenvolvimento de soluções inovadoras e ferramentas tecnológicas em benefício da conservação da natureza, a exemplo de novas formas de monitoramento da biodiversidade e desenvolvimento de dispositivos que contribuam para a conservação de espécies e ecossistemas.

    “O uso de tecnologias e de ferramentas inovadoras para solucionar problemas e desafios de nossa sociedade não é novidade. No entanto, acreditamos que há um grande potencial para a aplicação de soluções inovadoras em ações de conservação da natureza. Dessa forma, percebemos que abrir um espaço específico para isso no nosso edital seria mais uma forma de promover e incentivar o uso desses novos métodos em benefício da natureza”, analisa a diretora executiva da Fundação, Malu Nunes.

    Motivos para se orgulhar

    Existem diversas inovações que podem favorecer a convivência dos seres humanos com o planeta, além de promover de forma sustentável a conservação de espécies. Dessa forma,  universidades brasileiras e instituições têm se destacado por suas práticas e contribuído com soluções que trabalham pela redução do impacto ambiental.

    Desde 1991 a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza apoia projetos pelo Brasil e, nesses 27 anos, alguns deles se destacaram por suas ações inovadoras. Entre eles está o “Dronequi”, uma tecnologia que tem ajudado no monitoramento de macacos em Minas Gerais e que consiste na utilização de um drone com câmera termal, adotado em benefício da conservação dos muriquis-do-norte (Brachyteles hypoxanthus). Apoiada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a  iniciativa utiliza o aparelho desenvolvido pela Storm Security para monitorar a população desses primatas ameaçados de extinção.

    O sistema é extremamente inovador e, de acordo com Fabiano Melo – professor da Universidade Federal de Viçosa, membro do MIB (Muriqui Instituto de Biodiversidade) e da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza – o drone chega como uma revolução para o monitoramento das espécies nas matas. "Nosso método anterior era entrar na mata e contar os macacos individualmente. Agora temos duas câmeras de alta resolução de imagem e sensibilidade ao calor que nos auxiliam na localização e contagem dos animais", explica Fabiano.

    Em um contexto semelhante, o projeto “Desenvolvimento e difusão de tecnologia inovadora aplicada ao monitoramento satelital e conservação dos peixes-bois marinhos (Trichechus manatus) no Brasil”, realizado no litoral do Nordeste pela Fundação Mamíferos Aquáticos, também com apoio da Fundação Grupo Boticário, tem o objetivo de monitorar esses animais para, a partir dessa observação, elaborar novas iniciativas para conservação da espécie. Neste caso, o monitoramento é realizado por meio de uma parceria com uma empresa brasileira de tecnologia, a Nortronic, que desenvolve todo o aparato utilizado para controlar os animais via satélite. “Inicialmente essa tecnologia foi criada especificamente para a espécie e, futuramente, poderá ser aplicada em outras atividades ambientais semelhantes”, destaca João Carlos Gomes Borges, veterinário e responsável pelo projeto realizado pela.        

    Inscrições para novos projetos

    As inscrições para a segunda chamada de 2018 dos tradicionais editais de apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza estão abertas e podem ser realizadas até 31 de agosto, por meio do site da instituição. São três categorias de apoio: o Edital de Apoio a Projetos, que nesse semestre será destinado a ações no ambiente costeiro-marinho; Edital Biodiversidade Paraná, restrito ao território estadual paranaense; e o Apoio a Programas, de temática livre e aberta a todo o Brasil.  Após optar por um edital, o proponente escolhe uma linha temática para inscrever seu projeto, são elas: Unidades de Conservação de Proteção Integral e RPPNs, Espécies Ameaçadas, Ambientes Marinhos e Soluções para a Conservação.

    Podem se inscrever instituições sem fins lucrativos, como fundações ligadas a universidades e organizações não governamentais (ONGs). Para o Edital Biodiversidade do Paraná, instituições privadas e públicas também podem se candidatar, por meio do site da Fundação Araucária (http://www.fappr.pr.gov.br/), parceria da Fundação Grupo Boticário neste edital.

    Dúvidas podem ser encaminhadas por e-mail para edital@fundacaogrupoboticario.org.br.

  • Projeto Escola de Conservação da Natureza apresenta oportunidades a jovens do litoral do Paraná

    Jovens de 17 e 18 anos de Guaraqueçaba, município com cerca de 8 mil habitantes no litoral norte do Paraná, puderam aprender mais sobre a conservação da biodiversidade e as oportunidades de desenvolvimento local. As aulas aconteceram em junho e fazem parte do projeto Escola de Conservação da Natureza, desenvolvido pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), com apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Os 35 alunos aprenderam gratuitamente, com especialistas de diferentes áreas, sobre temas como características de fauna e flora do bioma Mata Atlântica, planejamento de vida e empreendedorismo regional baseado na conservação da biodiversidade.
    “A Escola pretende mostrar que a conservação da natureza é também uma oportunidade de desenvolvimento pessoal e profissional”, diz Solange Latenek, coordenadora técnica do projeto. “Sensibilizando estes jovens, eles se tornam multiplicadores de atitudes mais conscientes”, completa. O município de Guaraqueçaba está inserido no maior remanescente contínuo do bioma Mata Atlântica e abriga mais de 282 mil hectares de áreas protegidas. Por seu imenso patrimônio natural, o município já foi eleito um dos melhores locais do país para observação de aves e uma das regiões com maior potencial para atividades de turismo e lazer relacionadas à natureza.
    Para Ricardo Borges, professor da Escola de Conservação, “a maioria dos jovens entende a importância e valoriza a natureza conservada da região onde vive, entretanto tem dificuldades em enxergar oportunidades de se manter no município”. Para isso, ele explica que “o projeto busca também mostrar que eles podem ser cientistas, pesquisadores e, até mesmo, empreendedores, no local onde vivem e que valorizam”, acrescenta.
     
    Desenvolvimento e patrimônio natural da região
    “Por morar em um lugar privilegiado como Guaraqueçaba, eu sempre mantive contato com a natureza”, conta Arthur Mendes Lucas, de 17 anos, aluno da Escola.  “Mas o que mais mudou na minha vida após participar do projeto foi descobrir que o desenvolvimento pode andar de mãos dadas com a conservação da natureza. A Escola me mostrou que o maior desenvolvimento de um município é conservar a natureza”, diz. As aulas da Escola de Conservação aconteceram no Centro Social Marista de Guaraqueçaba e na Reserva Natural Salto Morato, contando também com o apoio da Prefeitura Municipal de Guaraqueçaba. Além dos encontros do projeto, os participantes são incentivados a praticar, pesquisar e exercitar os conhecimentos.
    O projeto atua em diferentes municípios que abrigam áreas importantes de Mata Atlântica preservada. Em 2017, a primeira turma da Escola de Conservação da Natureza formou 46 jovens de Antonina, moradores do entorno das reservas naturais administradas pela SPVS no município. Hoje, alguns deles estudam e trabalham em atividades ligadas à conservação.
     

  • Novo projeto da Natura traz incentivo para conservação da floresta

    Para conter o desmatamento na Amazônia e estimular o papel do agricultor familiar para a conservação da vegetação local, a Natura desenvolveu o primeiro projeto de pagamento pela compensação de carbono dentro de sua cadeira produtiva, chamado de Carbono Circular (ou carbon insetting).  O projeto remunera as famílias de pequenos agricultores não apenas pela compra de insumos e repartição de benefícios, mas também pelo serviço de conservação ambiental.
     
    A iniciativa faz parte do Programa Carbono Neutro, que há mais de dez anos busca inventariar, reduzir e compensar as emissões de gases de efeito estufa ao longo de toda a sua cadeia de produção.
     
    O projeto foi feito, inicialmente, em parceria com a Cooperativa de Reflorestamento Econômico Consorciado e Adensado (RECA), que reúne produtores rurais de Porto Velho (RO) e regiões de entorno no Acre e no Amazonas. Com o pagamento por serviços ambientais dentro da própria cadeia, prática conhecida como carbon insetting, a Natura busca atuar com as comunidades integrando três frentes:  compra de insumos, repartição de benefícios por acesso ao conhecimento tradicional/patrimônio genético e conservação florestal. Com isso, a empresa busca ampliar o relacionamento com as comunidades fornecedoras de ativos da sociobiodiversidade na região e reforçar que é economicamente viável conciliar atividades produtivas e manutenção da floresta em pé - quanto menor o desmatamento registrado na área, maior o retorno financeiro dos produtores rurais pelos serviços ambientais.
     
    Carbono Circular
    O projeto Carbono Circular iniciou-se na Cooperativa RECA, fornecedora de ativos para a linha Ekos desde 2001 e localizada em uma das regiões brasileiras com maior pressão por desmatamento tanto da pecuária quanto para exploração madeireira. Por essa razão, em 2013, a área foi escolhida para o projeto piloto, desenvolvido em parceria com o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam).
     
    Entre 2013 e 2016, a taxa de desmatamento do entorno registrou média de 1,9% ao ano, enquanto as 126 propriedades participantes do projeto registraram taxa de 0,93% - menos da metade da taxa de desmatamento observada no entorno. Isso significa que houve conservação equivalente a aproximadamente 190 campos de futebol no período, evitando assim a emissão de 104 mil toneladas de gás carbônico na atmosfera.
     
    “Os lotes e propriedades rurais que fazem parte do Projeto RECA geraram significativa contribuição para a conservação florestal, ajudando a consolidar a economia local e evitando a abertura de áreas de floresta nativa para a expansão de pastagens e produção pecuária”, explica Keyvan Macedo, gerente de sustentabilidade da Natura. A iniciativa cria um círculo virtuoso, porque traz renda extra para os fornecedores dos ingredientes e aumenta a resiliência da cadeia. “Temos como objetivo replicar o modelo em outras comunidades da região Amazônica”, completa Keyvan.
     
    O pagamento por esse serviço ambiental, referente ao acumulado no período entre 2013 e 2016, foi equivalente ao que a Natura pagou pela compra de insumos fornecidos pela RECA no período (cerca de R$ 2 milhões). Em 2017, a RECA recebeu o primeiro pagamento por assumir o compromisso de preservar uma área de 5 mil hectares de floresta. O repasse de recursos – que é feito tanto individualmente para as famílias de agricultores quanto para um fundo da cooperativa – é condicionado à entrega anual de emissões auditadas por uma terceira parte, independente.
     
    A partir deste ano, e durante os próximos 20 anos, o monitoramento das áreas e o pagamento serão feitos anualmente. O objetivo é que, ao longo desse período, a taxa de desmatamento na RECA caia a zero e que outras áreas possam seguir o mesmo modelo, evidenciando que é possível criar um modelo replicável para outras regiões da Amazônia voltados para conservação florestal e à produção sustentável.
     
    A metodologia desenvolvida para o trabalho com a RECA está sistematizada e é pública. Desta forma, a iniciativa pode ser reproduzida e aplicada por outras empresas, organizações e cooperativas que queiram contribuir para a conservação de áreas florestais.
     
     

  • Reserva Natural é opção de tranquilidade em meio ao tumulto das férias de verão

    Nem toda viagem de verão precisa seguir o tradicional roteiro sentido beira-mar. Para quem deseja fugir do trânsito intenso e da multidão de turistas que seguem para as tradicionais praias paranaenses e catarinenses, a Reserva Natural Salto Morato, criada e mantida pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, é uma opção que oferece tranquilidade e contato com a natureza.

    [caption id="attachment_904" align="alignnone" width="620"]Reserva Natural Salto Morato oferece ótima estrutura aos visitantes   Foto: Mariana Blessmann Reserva Natural Salto Morato oferece ótima estrutura aos visitantes
    Foto: Mariana Blessmann[/caption]

    O local é reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco e está aberto ao público desde 1996. Localizada a 160 quilômetros de Curitiba, na cidade de Guaraqueçaba, a reserva é uma das áreas protegidas do Lagamar, uma extensa faixa entre o litoral paranaense e o litoral sul de São Paulo, que representa o maior e mais conservado remanescente contínuo de Mata Atlântica no Brasil. “Nossa reserva foi criada para conservar suas áreas em perpetuidade contribuindo para complementar os esforços públicos na manutenção de áreas protegidas e na proteção dos ecossistemas naturais. Além disso, a área também incentiva o turismo da região e fortalece a economia local”, analisa a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes.

    [caption id="attachment_905" align="alignnone" width="403"]Cachoeira Salto Morato é um dos atrativos mais procurados na Reserva  Foto: Haroldo Palo Jr Cachoeira Salto Morato é um dos atrativos mais procurados na Reserva
    Foto: Haroldo Palo Jr[/caption]

    Ao todo são 2.253 hectares que incluem duas trilhas: uma que leva ao aquário natural, ideal para banho e o Salto Morato, uma queda d’água com mais de 100 metros de altura; e outra que conduz os visitantes à Figueira do Rio de Engenho, árvore cuja raiz forma um portal sobre os seis metros de largura do rio. Nesta trilha, também é possível realizar a travessia do rio em cabos de aço, atração conhecida como Falsa Baiana.

    Outra opção que o local oferece é um ambiente ideal para os praticantes do ‘birdwatching’ - observação de aves como é popularmente conhecido - e, de acordo com o ornitólogo, Pedro Scherer Neto, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, uma atividade que cresce cada vez mais no Brasil. “Com um binóculo, uma câmera fotográfica e até com alguns modelos de telefone celular é possível registrar pássaros na natureza. Identificar o canto e as características de cada espécie é apaixonante e a cada ave avistada, cresce a vontade de achar novos pássaros”, comenta. Somente na Reserva foram registradas a ocorrência de mais de 320 espécies.

    Figueira do Rio do Engenho

    Outra trilha do local leva até a centenária Figueira Fundação Grupo Boticário

    A reserva oferece aos visitantes uma infraestrutura com centro de visitantes, quiosques, lanchonete, alojamento para pesquisadores e um auditório para eventos e capacitações. O local funciona das 8h30 às 17h30 - com entrada permitida somente até as 16h -,  de terça-feira a domingo e os ingressos para entrada na Reserva custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada) para estudantes ou doadores de sangue com carteirinha.

    Para quem pretende estender o passeio, antes ou depois da visita à Reserva, a cidade de Guaraqueçaba também oferece atrativos aos visitantes. O centro da cidade fica a 18km da Reserva e conta com uma estrutura de atendimento ao turista com hotéis, bares e restaurantes. A partir dali também é possível conhecer outros atrativos locais como a Trilha do Quitumbe com uma linda vista para a baía, os passeios de barco para o Parque Nacional de Superagui, a Reserva do Sebuí, além do pôr-do-sol de frente para o mar.

    [caption id="attachment_907" align="alignnone" width="620"]Diversas espécies de aves podem ser avistadas na Reserva  Foto: Fundação Grupo Boticário  Diversas espécies de aves podem ser avistadas na Reserva
    Foto: Fundação Grupo Boticário[/caption]  
  • 72% das empresas ainda não reconhecem as mudanças climáticas como um risco financeiro

    No mundo inteiro, 72% das empresas de médio e grande portes com ações negociadas em bolsas de valores ainda não reconhecem os riscos financeiros oriundos das mudanças climáticas em seus relatórios anuais financeiros, de acordo com a Pesquisa 2017 de Relatórios de Responsabilidade Corporativa da KPMG (The KPMG Survey of Corporate Responsibility Reporting 2017, em inglês).  O levantamento estudou relatórios anuais financeiros e relatórios de responsabilidade corporativa das 100 maiores empresas por receita de 49 países, dentre eles o Brasil. Ainda de acordo com a pesquisa, da parcela minoritária que reconhece o risco das mudanças climáticas, apenas 4% fornece uma análise aos investidores do potencial valor de negócio em risco. Em termos de setores, as empresas que operam em recursos florestais e papel (44%), mineração (40%), e petróleo e gás natural (39%) têm as mais altas taxas de reconhecimento do risco relacionado ao clima em seus relatórios.  Já serviços de saúde (14%), transporte e entretenimento (20%) e varejo (23%) são setores menos propensos a reconhecer o risco climático. “A pesquisa mostra que, mesmo entre as maiores empresas do mundo, uma parcela extremamente reduzida está disponibilizando indicações adequadas do valor em risco a partir das mudanças climáticas.  A pressão sobre as empresas para que se esforcem para melhorar, no que se refere à divulgação, cresce diariamente.  Alguns investidores já estão adotando uma abordagem linha dura para exigir a divulgação; alguns países estão avaliando a regulamentação para impô-la; e alguns agentes reguladores financeiros alertaram para o fato que a não identificação e a não gestão do risco climático seja uma violação do dever fiduciário de um Conselho.  Neste contexto, estimulamos as empresas a se mexer rapidamente.  Aquelas empresas que não o fizerem, poderiam começar a perder investidores em um futuro bem próximo, e constatar que o custo do capital e da cobertura de seguro aumentam rapidamente”, analisa o diretor da KPMG no Brasil e líder para a prática de sustentabilidade, Ricardo Zibas. 3 Tendências  A pesquisa da KPMG também explorou as tendências futuras nos relatórios de responsabilidade corporativa, incluindo relatórios sobre as Metas de Desenvolvimento Sustentável (SDGs) das Nações Unidas, que relatam sobre os direitos humanos e preparam e divulgam metas de redução de emissão de carbono. As principais constatações incluem: •As Metas de Desenvolvimento Sustentável (SDGs) da ONU tiveram forte receptividade junto às empresas em todo o mundo, em menos de dois anos contados a partir do seu lançamento. Trinta e nove porcento dos relatórios estudados conectam as atividades de responsabilidade corporativa das empresas com as SDGs.   A proporção cresce para 43% quando são examinadas especificamente as 250 maiores empresas do mundo (G250). •73% dos participantes reconhecem os direitos humanos como uma questão de responsabilidade corporativa que a empresa precisa tratar.  Esta proporção cresce para 90%  no grupo G250. •67% das 250 maiores empresas do mundo divulgam as suas metas visando reduzir as emissões de carbono da empresa.  Todavia, 69% desses relatórios não se alinham com as às metas climáticas que estão sendo estabelecidas pelos governos, pelas autoridades regionais  ou pela ONU. O estudo completo está disponível em www.kpmg.com/crreporting  

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