• Preservação

    Mico-leão-da-cara-preta ganha projeto de pesquisa e conservação

    Mico-leão-da-cara-preta ganha projeto de pesquisa e conservação
    Espécie está classificada como ‘em perigo’ pela Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente. (Foto: Celso Margraf)

    Conservacionistas e instituições dos estados do Paraná e de São Paulo estão unindo esforços para a preservação de um primata ameaçado de extinção, o mico-leão-da-cara-preta (Leontopithecus caissara). A espécie é endêmica, ou seja, existe apenas, em uma área restrita situada nestes dois estados – a Grande Reserva Mata Atlântica.

    Atualmente, a população estimada é de 400 indivíduos, e está classificada como ‘em perigo’ pela Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente. As principais ameaças estão relacionadas ao isolamento de populações causado pela construção de um canal que separou o continente da ilha, promovendo desconexão de hábitat, além da perda e fragmentação de áreas naturais continentais de distribuição da espécie.

    Para contribuir com a proteção do mico-leão-da-cara-preta e implementar ações descritas no Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação dos Primatas  da Mata Atlântica e da Preguiça-de-coleira coordenado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) inicia em março as atividades do Projeto de Conservação do Mico-leão-da-cara-preta.

    “O PAN contempla 13 espécies de primatas da Mata Atlântica ameaçadas de extinção, entre elas o mico-leão-da-cara-preta. Projetos como esse são extremamente importantes pois precisamos da cooperação de outras instituições para alcançar nossos objetivos”, afirma o coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros do ICMBio, Leandro Jerusalinsky. “Essas ações também contribuem para a conservação de outras espécies contempladas no Plano e que dividem o mesmo habitat, como o bugio-ruivo (Alouatta guariba), muito suscetível à presença da febre amarela”, acrescenta.  

    O projeto, aprovado no edital promovido pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza no final de 2018, terá duração de 18 meses e vai atuar em toda a área de ocorrência da espécie, que compreende duas importantes Unidades de Conservação: o Parque Estadual do Lagamar de Cananéia (SP) e o Parque Nacional de Superagui (PR). “Sabemos, por estudos anteriores, que a maior parte da população dessa espécie se concentra nessas Unidades de Conservação. Por isso, queremos investir também em educação para conservação e comunicação para envolver as comunidades do entorno nas ações do Projeto e obter seu apoio”, explica a coordenadora do Projeto e representante da SPVS, Elenise Sipinski. Nesse sentido e como primeira ação do Projeto, dois moradores locais serão contratados para auxiliar no monitoramento dos grupos de micos.

    Segundo a responsável técnica do Projeto, Guadalupe Vivekananda, o primeiro passo é o monitoramento dos grupos de micos para que se possa ter uma estimativa de ocupação da população. “Essa informação é essencial para a definição das ações de conservação da espécie, que pode ser extinta devido à pequena área de distribuição”, explica Vivekananda.  

    A iniciativa também terá apoio do Primate Action Fund, e auxílio de instituições parceiras como a Fundação Florestal de São Paulo, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Plataforma  Institucional Biodiversidade e Saúde  Silvestre da Fiocruz, o Instituto de Pesquisas Cananéia (IPEC), a Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR).

  • Sustentabilidade

    Brasil ajudará nas 30 soluções para mudar o mundo

    Brasil ajudará nas 30 soluções para mudar o mundo
    Guto Ferreira, presidente da ABDI (Foto: Divugação)

    Com apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Impact HUB lançaram no Brasil e em outros 15 países, a terceira edição do programa Accelerate2030. A estratégia passa por incentivar negócios de alto impacto, com potencial de gerar efeitos econômicos, sociais e ambientais positivos em escala global. “A ABDI é a agência de inteligência para o setor produtivo brasileiro. Neste sentido, a parceria com o Impact Hub e o PNUD é estratégica, porque possibilita que os empreendedores do país ganhem escala global. Os novos modelos de negócio devem encarar os grandes desafios para as questões de sustentabilidade e nós queremos que o Brasil seja um ator importante na proposição destas soluções”, destaca Guto Ferreira, presidente da ABDI.

    O objetivo é identificar soluções inteligentes, inovadoras e sustentáveis, já colocadas em prática, que contribuam para o alcance de um ou mais dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), para que possam ser aplicadas em escala global. No Brasil, seis capitais que possuem unidades do Impact Hub e participam do programa: São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Manaus e Florianópolis. A principal missão do Accelerate2030 é apoiar empreendimentos que contribuem com os ODS para alavancar seu impacto. Para isso, a iniciativa oferece aos empreendedores selecionados acesso a um programa de aceleração que inclui treinamentos, o desenvolvimento de um plano para escala global, fomento a conexões estratégicas e suporte especializado. A expectativa é que 30 projetos sejam escolhidos e passem pelo programa de capacitação nas unidades do Impact Hub no Brasil. Os três que apresentarem melhor desempenho serão indicados para a etapa global.

    Em outubro, os empreendedores à frente dos projetos escolhidos viajarão para Genebra, na Suíça, onde participarão de encontros com agências internacionais e rodadas de negócios com potenciais interessados de todas as partes do mundo, além de se destacarem com a chancela do PNUD em eventos como o Social Good Summit. A partir daí, seguem com apoio para abertura de portas ao redor do mundo. “Nós percebemos que precisávamos sair da nossa zona de conforto e buscar parcerias com atores que conhecem bem este ecossistema empreendedor e que sabem como inovar e dar suporte às startups. O Impact Hub tem esta rede de empreendedores e startups ao redor do mundo, então vimos que era o parceiro perfeito”, explica Maria Luisa Silva, Diretora do PNUD em Genebra.

    O Accelerate 2030 é composto por duas etapas, uma nacional e outra internacional. A primeira é a fase de preparação dos negócios para escala global. Nesse sentido, serão feitos encontros locais e entre todos os selecionados no país, com o objetivo de capacitar os empreendedores, aprimorar práticas de mensuração de impacto, elaborar plano de escala global, oferecer suporte e fazer contato com especialistas, investidores, mentores e parceiros ao redor do mundo, de acordo com as necessidades de cada negócio. Ao final desse processo, os negócios participarão de um evento nacional em Brasília, que reunirá os mais importantes agentes do empreendedorismo no Brasil e, em seguida, seguirão para a Europa para representar o Brasil na etapa global do programa. A fase global tem início com uma imersão em Genebra, na Suíça, quando os finalistas dos 16 países passarão por diversas rodadas de negócio e serão destaque em eventos globais voltados aos ODSs. Após esta imersão, receberão suporte, por mais nove meses, de organizações internacionais como o próprio PNUD e o International Trade Centre para abertura de portas em seus mercados chave.

  • Clima

    Reflexos do aquecimento global para a economia brasileira

    Reflexos do aquecimento global para a economia brasileira
    Em pouco tempo, o Brasil deixaria de ser a potência agrícola que é hoje, impactando a produção de alimentos e as exportações (Foto: Pixabay/Alzenir Ferreira de Souza )

    Reduzir a emissão de poluentes na atmosfera, diminuir os impactos à biodiversidade e ao clima e intensificar ações de preservação ambiental para garantir que a economia brasileira prospere nas próximas décadas. Esse é o caminho apontado por pesquisadores da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza. Sem essa preocupação estratégica, tudo indica que haverá impacto da produção agropecuária e industrial, com produtos ainda mais caros para a população. É possível, contudo, adotar medidas para que as consequências do aquecimento global não prejudiquem o setor econômico do país.

    O climatologista Carlos Nobre, doutor pelo Massachusetts Institute of Technology e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, alerta que caso o Acordo de Paris, que visa frear as emissões de gases de efeito estufa no contexto do desenvolvimento sustentável, não seja cumprido, o Brasil deixaria em pouco tempo de ser a potência agrícola que é hoje.

    “Se a temperatura subir entre 3°C e 4°C, o Brasil não terá mais condições de manter uma expressiva produção agrícola. Talvez apenas a Região Sul tenha alguma condição. A pecuária também vai cair muito”, afirma Nobre. O Brasil sofreria, portanto, impactos significativos na produção de alimentos e, por consequência, nas exportações.

    O secretário-executivo do Observatório do Clima e membro da Rede de Especialistas, Carlos Rittl, ressalta que pode ocorrer uma mudança na geografia agrícola do país pela perda de aptidão de solos agrícolas a determinadas culturas devido às mudanças nos padrões de temperatura e pluviosidade a geográfica agrícola brasileira. “Algumas regiões terão perda de aptidão para diferentes culturas, gerando até a inviabilidade de produção. Há casos de produtores de café em Minas Gerais que já estão migrando para outros cultivos”, relata.

    Com a agricultura e a pecuária sofrendo os impactos decorrentes do aquecimento global, o PIB brasileiro também será afetado. O agronegócio representa cerca de 23% do PIB nacional. Seria, portanto, um círculo vicioso que afetará toda a sociedade. Como consequência da escassez de produção agrícola, os preços das mercadorias em supermercados e feiras deverão se tornar mais caros para o consumidor final e perda de competitividade nos mercados internacionais.

    A alteração climática gerará ainda outros impactos. Um deles é que terá maior tendência em aumentar o fluxo migratório de pessoas que deixarão o interior para morar em capitais. Afinal, com a produção agrícola em queda, as pessoas buscarão outras fontes de renda. “Este êxodo rural tem uma série de implicações, inclusive para a capacidade das cidades de oferecer serviços públicos adequados para aqueles que fogem das regiões cujo clima se tornou impróprio para a subsistência das famílias”, ressalta Rittl.

    Ainda conforme Rittl, a possibilidade de escassez de água é outro efeito que merece atenção. “Além de afetar diretamente a população, a falta de água impacta setores econômicos importantes, como a produção de alimentos e a geração de energia. A agricultura brasileira consome cerca de 2/3 da água produzida no país. E as hidrelétricas dependem das chuvas que abastecem os rios que movem as turbinas. Em determinados cenários, há rios da Amazônia, onde se planeja a construção de grandes hidrelétricas que podem perder 30% ou mais da vazão pela perda de chuvas em suas bacias. Isto torna os empreendimentos inviáveis”, ressalta. Para compensar os baixos reservatórios, usinas termoelétricas serão mais acionadas, gerando mais poluentes e mais caras para operar. “Hoje, quando os reservatórios das hidrelétricas, estão em baixa, são acionadas termelétricas que emitem gases de efeito estufa, agravando o problema do aquecimento global, e que têm um custo elevado para as famílias e para a economia” completa o especialista.

    Saúde

    A saúde é outra área que terá impacto decorrente da mudança climática e ambiental. Quanto mais emissão de poluentes, mais pessoas ficarão doentes, especialmente crianças e idosos. “Temperaturas muito elevadas podem gerar graves problemas de saúde para a população, em especial os mais idosos e bebês, em especial doenças cardiorrespiratórias. Mas as doenças transmitidas por mosquitos, como zika, dengue, Chikungunya, febre amarela e malária, entre outras, podem ter sua área de ocorrência ampliada e levar a muito mais casos. Além disso, a falta ou o excesso de chuvas leva ao consumo de água impropria ou contaminada pela população, o que aumenta os riscos de outras doenças. Além do impacto para a saúde do ser humano, os custos para a saúde pública também irão aumentar”, afirma Rittl.

    Adaptação

    A mudança climática já é uma realidade. Para isso, é necessário que haja um processo de adaptação. Uma das estratégias, como explana Nobre, é a restauração florestal. “As árvores são essenciais para retirar o excesso de gás carbônico que produz o aquecimento global pelo efeito estufa da atmosfera”, afirma. Além disso, estudos recentes confirmam que a restauração florestal em bacias hidrográficas é uma estratégia para garantir a segurança hídrica e reduzir os custos com o tratamento da água. Nesse caminho, é fundamental o Brasil cessar o processo de desmatamento.

    Outro ponto que Nobre ressalta é a necessidade de uma redução na emissão de poluentes na atmosfera. Para tanto, a matriz energética e o transporte devem ser revistos. “Para o transporte a saída é utilizar carros, caminhões e ônibus movidos à eletricidade. O Brasil está atrasado neste sentido. Mas isso irá acontecer no país”, afirma. Atualmente, a maioria dos meios de transporte no Brasil usa gasolina ou diesel, que emitem gás carbônico e vários poluentes que impactam a saúde.

    Ele também acredita ser fundamental apostar em fontes de energia renováveis, como a solar e a eólica. “O Brasil tem potencial para isso. As usinas hidrelétricas existentes funcionariam como uma espécie de enorme bateria que seria acionada quando necessário. É preciso apostar nisso até chegar a condição que todas as pessoas tenham uma pequena usina em casa, gerando sua própria energia elétrica”, aponta Nobre. Isso já é realidade para cerca de 40 mil brasileiros, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

  • Boas práticas

    Bourbon Hotéis & Resorts propõe fim ao canudo de plástico em toda a Rede

    Bourbon Hotéis & Resorts propõe fim ao canudo de plástico em toda a Rede

    A Rede Bourbon mantém uma postura firme na preservação do meio ambiente e é pensando nisso que ela está propondo a diminuição do uso de material plástico em toda a operação de Alimentos e Bebidas. Desde o final do ano passado todos os hotéis e resorts da Rede passaram a não mais oferecer canudos de plástico. O objetivo é conscientizar a todos para uma maior preservação ambiental. Em caso do hóspede solicitar o canudo, será explicada a política e, como alternativa, oferecida opção de material biodegradável ou de papel.

    A Bourbon Hotéis & Resorts já integra uma série de ações voltadas para a sustentabilidade como utilização de lâmpadas de LED, sistema de ar-condicionado econômico, redutores em torneiras, duchas e válvulas, reutilização das toalhas e lençóis, tratamento de águas residuais, reciclagem de papéis, jornais, revistas, embalagens de vidro, plásticas e metálicas, utilização de adubos e hortas orgânicas, tratamento de pilhas e baterias assim como resíduos elétricos, eletrônicos e cartuchos, dentre outras iniciativas.

    “A questão da preservação ambiental é uma tendência mundial e a consciência precisa estar em todos nós, a Rede Bourbon oferece as boas práticas neste sentido mas isso tem que ser executado por todos. Já temos outras iniciativas como hortas orgânicas, energia à luz solar, a questão da redução na reposição de toalhas nos hotéis caso o cliente esteja de acordo e também as roupas de lavanderia que oferecemos sem o plástico, por exemplo. A extinção dos canudos de plástico em nossos hotéis é apenas mais uma ação que estamos fazendo para contribuir com o meio ambiente”, afirma Yuri Freitas, gestor de Operações da Rede Bourbon.

  • Meio ambiente

    No ar último episódio de websérie sobre Superagui

    No ar último episódio de websérie sobre Superagui

    Com o objetivo de estimular a visitação em Parques Nacionais, fortalecer áreas protegidas e contribuir com o desenvolvimento regional no entorno desses atrativos naturais, o movimento Pé no Parque lança o último episódio de sua segunda websérie. A temporada retrata os encantos, as histórias e as curiosidades do Parque Nacional do Superagui, no Litoral Norte do Paraná.

    Dividida em quatro episódios, a segunda temporada de Pé no Parque apresenta as paisagens intocadas de Superagui, personagens que mantêm viva a cultura do povo caiçara, a história e as raízes da região, a fauna e o envolvimento da comunidade para promover o turismo na região. Todos os vídeos estarão disponíveis no canal do Youtube do WikiParques, plataforma colaborativa sobre Unidades de Conservação nacionais.

    Cada episódio tem aproximadamente cinco minutos de duração e reúne belas imagens, informações relevantes e depoimentos emocionantes. "Promover a natureza e os benefícios que ela nos proporciona é essencial para estimular a visitação nas Unidades de Conservação. Isso aquece a economia e gera desenvolvimento, além de garantir bem-estar e qualidade de vida ao turista e a quem vive nessas regiões", afirma a diretora-executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes.

    O último capítulo de Superagui apresenta como a comunidade local está envolvida para desenvolver o turismo no Parque Nacional e aborda a região como parte da Grande Reserva Mata Atlântica, o maior remanescente contínuo do bioma no Brasil.

  • Meio ambiente

    Parceria pela conservação da biodiversidade urbana

    Parceria pela conservação da biodiversidade urbana
    Curitiba conta hoje com 24 RPPNM, maior número entre as cidades brasileiras, que juntas protegem mais de 32 hectares (Foto: Divugação)

    A parceria entre a Prefeitura de Curitiba e a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) já completou 10 anos e gerou muitos resultados importantes e inovadores, por meio do Programa Condomínio da Biodiversidade - ConBio. A criação de novas Unidades de Conservação, especialmente Reservas Particulares do Patrimônio Natural Municipal (RPPNM) e o engajamento dos proprietários de áreas naturais merecem destaque. Curitiba conta hoje com 24 RPPNM, maior número entre as cidades brasileiras, que juntas protegem mais de 32 hectares, e outras mais estão em processo de criação.

    Com apoio do ConBio, em 2011 os proprietários fundaram a APAVE - Associação dos Protetores de Áreas Verdes de Curitiba e Região Metropolitana, que hoje representa um braço forte da sociedade junto ao poder público, atuando na defesa e na valorização das áreas naturais na nossa região.

    A nova etapa dessa parceria, viabilizada com recursos do Fundo Municipal de Meio Ambiente via chamamento público, se estenderá até 2020 e atuará em cinco frentes principais: aplicação do Índice de Biodiversidade para Cidades (CBI) também conhecido por Índice de Singapura; quantificação do incremento de carbono em áreas naturais do município; capacitação de servidores públicos em conservação da natureza; elaboração do Plano de Manejo do Refúgio de Vida Silvestre do Bugio; e estruturação de um Sistema Metropolitano para a Conservação da Biodiversidade, que conta com o apoio do Pró-Metrópole.

    “Com essa iniciativa a Prefeitura de Curitiba demonstra, de forma exemplar, a sua atenção à conservação da biodiversidade. Temos a satisfação de celebrar uma parceria duradoura, baseada na confiança mútua e no trabalho árduo, que trouxeram tantos resultados para a conservação da natureza em nossa cidade. E com a estruturação de um Sistema Metropolitano para a Conservação da Natureza, Curitiba poderá apoiar ações estratégicas nos municípios que compõe a sua região metropolitana e viabilizar a integração regional, tão necessária para que resultados em escala sejam alcançados”, explica Betina Bruel, bióloga e responsável técnica do projeto.

  • EVENTO

    Feira vegana no Shopping Novo Batel

    Feira vegana no Shopping Novo Batel
    Nesta sexta-feira, 22 de fevereiro, o Shopping Novo Batel recebe o primeiro Vegmundi de 2019 (Foto: Divugação)

    Nesta sexta-feira, 22 de fevereiro, o Shopping Novo Batel recebe o primeiro Vegmundi de 2019. A abertura do evento será às 11 horas com a feira de produtores de alimentação vegana, confeitaria, moda, artesanatos sustentáveis e cosméticos naturais e veganos.

     A partir das 15 horas, acontecerá a aula de hatha yoga com Kaio Shimanski.

    A partir das 18 horas, será realizada a roda de conversa com a nutricionista Denise Kawski, pós-graduada em nutrição funcional e fitoterapia. Vegana há 6 anos, realiza atendimento em consultório há cinco anos, quase exclusivamente, a adultos vegetarianos e veganos, praticantes ou não de atividade física.

  • Dia Mundial do Veganismo - 5 Dicas para se tornar vegano

    Dia Mundial do Veganismo - 5 Dicas para se tornar vegano

    Comemorado em várias partes do mundo, o próximo 1º de novembro é dedicado ao Dia Mundial do Veganismo, estilo de vida que exclui o consumo de qualquer produto de origem animal. No Brasil, 55% da população tem interesse em consumir mais produtos veganos, de acordo com pesquisa realizada pelo IBOPE Inteligência e encomendada pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB).

    Além da mudança de hábitos relacionada ao consumo de roupas, acessórios e cosméticos, por exemplo, a transição da alimentação também requer cuidado e atenção, para que o organismo se adapte ao novo cardápio. 

    Segundo  Cyntia Maureen, nutricionista, é fundamental que essa mudança seja feita de forma gradual, eliminando os produtos de origem animal das refeições em um dia da semana e depois, estender para outros dias aos poucos. 

    Confira abaixo mais cinco dicas que podem facilitar o processo de transição:

    Orientação profissional: a especialista pontua que é importante procurar avaliação médica e realizar exames periódicos, além de consultar sobre como fazer as substituições corretas e evitar deficiência nutricional. “A vitamina B12, por exemplo, é encontrada em carnes, ovos e laticínios, e sua ausência pode causar anemia e distúrbios sanguíneos, por isso é importante consumir diariamente outros alimentos que possuem essa vitamina como cereais integrais e proteínas à base de soja e de ervilha”, explica. 
    Substituições: além de incluir alimentos ricos em nutrientes como feijão, lentilha e grão-de-bico nas principais refeições, a nutricionista aponta que também é válido procurar por snacks saudáveis e sem insumos de origem animal, como uma solução para aquela fome repentina. 
    Fazer as próprias refeições: uma maneira de se adaptar ao novo hábito alimentar é preparar as refeições, aprendendo a ter ideias de pratos veganos e saudáveis, para diversificar o cardápio, redescobrir o próprio paladar e ainda ter um controle maior da qualidade dos alimentos consumidos. “Outro ponto essencial é que os pratos saciem a fome. Assim, é possível evitar a vontade por mais comida logo após as refeições”, indica. 
    Escolher comércios veganos: com o aumento da procura por comidas veganas, tem crescido o número de restaurantes, padarias e cafés que possuem opções saudáveis voltadas para esse público, principalmente nas grandes cidades. Por isso, a dica é procurar por lugares que ofereçam essas alternativas no cardápio.
    Compartilhar ideias: “Há muitos grupos nas redes sociais e sites dedicados ao universo vegano que fornecem dicas de receitas, produtos, lugares e eventos. Essas notícias são extremamente úteis para auxiliar na transição. Até mesmo compartilhar a própria experiência de mudança com outras pessoas pode contribuir na otimização do processo e encontrar amigos que compartilham do mesmo estilo de vida”, conclui.

  • Meio ambiente é essencial para cidades inteligentes

    Meio ambiente é essencial para cidades inteligentes

    O uso da tecnologia é vital para uma cidade se tornar inteligente, uma vez que a automatização de processos, a ampliação de acessos e a geração de dados são importantes para melhorar a qualidade de vida da população. Entretanto, há muitos outros aspectos que devem ser levados em consideração quando se trata de democratizar o uso dos serviços públicos e prover uma gestão urbana eficiente. É isso que o IESE – Cidades em Movimento 2018 considera no momento de analisar se uma cidade é inteligente ou não. O estudo realizado pela IESE – Business School da Universidade de Navarra (Espanha), que chega a sua 5.ª edição, usa como base 83 indicadores divididos em nove dimensões para classificar o índice de inteligência de 165 cidades de todo o mundo.

    Segundo o diretor técnico do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), Fernando Matesco, esse é um dos mais completos estudos sobre a área porque considera o planejamento estratégico dos centros urbanos como um todo. Para Matesco, um dos destaques do material é a inclusão de fatores ambientais como primordiais para elevar a classificação de uma cidade como inteligente. Entre os itens da dimensão estão a emissão de CO2 e metano, o acesso à água, a quantidade de partículas no ar, o nível de poluição, a previsão de aumento de temperatura e até o volume de lixo gerado por pessoa.  “O desenvolvimento tem que ser sustentável. Não adianta apenas ter tecnologia. É importante que as cidades estejam preparadas para serem globais e inovadoras, mas respeitando seus limites e também os limites do meio ambiente”, destaca o diretor.

    Os benefícios de manter e ampliar áreas verdes numa cidade avançam também para a área da saúde: em palestra ministrada no IX Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC), a pesquisadora sueca Matilda Van den Bosch afirmou que a interação das pessoas com o meio ambiente melhora fatores como estresse, depressão e doenças mentais. Além disso, as mudanças climáticas apresentam riscos à saúde e a manutenção de áreas verdes nas cidades é essencial para reverter esse quadro negativo do aquecimento global. Ela alertou: “Podemos nos adaptar a um aumento de temperatura, mas sempre há um limite humano e algumas cidades sofrerão muito com isso futuramente”.

    Para o biólogo Fabiano Melo, doutor em Ecologia pela Universidade Federal de Minas Gerais, pós-doutor pela University of Wisconsin (EUA) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, o meio ambiente é essencial para uma cidade ser considerada inteligente. “Há uma infinidade de benefícios e vantagens, em maior ou menor escala. Os diversos benefícios que isso pode trazer incluem o bem-estar humano; a qualidade de vida atrelada a uma rotina mais saudável; serviços ecossistêmicos prestados pela natureza, como a manutenção da qualidade do ar em bons níveis (minimamente toleráveis e adequados), a polinização de hortas e jardins (em especial de árvores frutíferas que mantemos em nossos quintais), entre outros”, explica.

    Segundo o especialista, muitas cidades ainda não colocam o cuidado com o meio ambiente como um fator vital de desenvolvimento. A falta de reciclagem e otimização de recursos é um dos exemplos. A ampliação de áreas verdes e dos próprios espaços entre residências é outro. “Plantas, áreas verdes, florestas em geral e cursos d’água potável são sonhos de consumo aqui no Brasil e devem compor a demanda futura por cidades inteligentes. Se isso não ocorrer, não conseguiremos acompanhar essa nova demanda e adoeceremos com as próprias cidades, uma vez que não teremos condições de manter altos e bons níveis de saúde, seja pelo ar poluído, pelo estresse do trânsito caótico, pela combinação de infraestrutura e falta de escoamento de água da chuva (com enchentes e alagamentos), com a manutenção de velhos problemas de saúde, como transmissão de zoonoses bem conhecidas por nós”, conclui.

     

  • Cinco mitos sobre a moda sustentável

    Cinco mitos sobre a moda sustentável

    A indústria da moda é a terceira mais poluente do planeta, muitas marcas estão pensando em como diminuir esse impacto na produção.Empresas comprometidas em pensar moda sustentável de forma acessível esclarecem muitos mitos sobre esse movimento em cinco tópicos:

    1. A moda sustentável é cara

    Antes de mais nada, é preciso entender o custo de toda cadeia produtiva, a matéria prima orgânica chega a ser 50% mais cara que uma não orgânica e a mão de obra é remunerada de forma justa, recebendo até 2 vezes mais. Por esse motivo, a moda sustentável se torna um pouco mais cara que outras marcas tradicionais, mas nem tanto quando consideramos todo processo por trás de uma peça.

    2. Moda sustentável não tem referência de passarela

    Não necessariamente. Certamente existem marcas adeptas do movimento slow-fashion, onde as peças são mais atemporais ou básicas, mas há também outras marcas que se incluem referências dos principais desfiles internacionais em suas coleções. "Nós lançamos quatro coleções anuais, que são desenhadas para estarem ligadas com o atual momento da moda, mas conversarem entre si, para o cliente poder criar looks entre coleções" diz da MUMO, Luana Goldstein.

    3. Consciência no consumo.

    A moda sustentável minimiza os impactos causados ao meio ambiente, mas ainda gera. O uso de agrotóxico é menor ou até nulo, a emissão de CO2 também é reduzida, mas é impossível não ter impactos. Cada escolha gera um impacto na natureza, é importante ser consciente. É melhor consumir moda sustentável do que tradicional.

    4. A qualidade dos tecidos é inferior

    Também é um mito pensar que a qualidade do produto é inferior por conta da matéria prima. Na verdade é justamente ao contrário. As peças são pensadas para serem duráveis e não gerar consumo desnecessário, como nos Fast-Fashions. Os produtos são feitos com material selecionado e de alta qualidade para as peças terem caimento perfeito no corpo do consumidor e durarem por mais tempo e gerar menos lixo.

    5. Se a matéria prima é sustentável está tudo certo

    Ter matéria prima sustentável é um bom caminho, mas existem muito mais coisas a serem consideradas. A sustentabilidade vai além do tecido. É importante se preocupar com toda a cadeia de produção. Matéria-prima, processo produtivo, mão de obra, retalhos à retribuição ao planeta, em ações socioambientais. Moda sustentável é a somatória de ações ao longo de toda a cadeia. Um único detalhe é marketing e não sustentabilidade.

    Fonte: Rodrigo Tozzi, CEO da MUMO

  • Mais da metade da geração de energia limpa é realizada no Ambiente de Comercialização Livre 

    Mais da metade da geração de energia limpa é realizada no Ambiente de Comercialização Livre 

    A Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) acaba de concluir levantamento que mostra um crescimento de 13% na geração de energia limpa realizada no Ambiente de Comercialização Livre (ACL) nos últimos 12 meses. A energia eólica comercializa 43% de toda a sua geração no mercado livre de energia. Já 67% da biomassa é vendida no mesmo ambiente e as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) negociam 65%. Em torno de 39% do consumo do ACL vem de fontes renováveis. “Isso mostra a importância do setor para a formação de uma matriz limpa de energia”, explica Reginaldo Medeiros, presidente da Abraceel. Os consumidores que estão no mercado livre de energia, um contingente formado por 5.544 agentes, obtiveram uma economia média de 23%, conforme dados dos últimos 15 anos. Não é à toa que a migração cresce. Nos últimos 12 meses, 568 indústrias e estabelecimentos comerciais passaram a fazer parte do ACL. Os dados fazem parte do Boletim Abraceel, uma publicação mensal elaborada pelo Departamento de Economia da entidade.

  • Vamos "farofar" neste feriadão!

    Vamos "farofar" neste feriadão!

    Farofa de Cebola Caramelizada

    Ingredientes
    250g de cebola bem fatiada (2 unidades médias)
    3 colheres (de sopa) de azeite
    1 dente de alho bem picado
    1/2 xícara (de chá) de farinha de mandioca torrada
    Sal a gosto
    Pimenta moída a gosto
    Salsinha ou cebolinha picadas a gosto

    Modo de preparo
    Em uma panela antiaderente, coloque o azeite, a cebola e tempere com uma pitada de sal.
    Refogue em fogo baixo por cerca de 20 minutos ou até as cebolas ficarem bem douradinhas, levemente amarronzadas. Procure mexer de vez em quando para não queimarem.
    Assim que a cebola estiver no ponto descrito (veja o vídeo), adicione o alho picado e refogue por 1 minuto.
    Adicione a farinha de mandioca torrada, corrija o sal, se necessário, e acrescente pimenta moída e salsinha ou cebolinha picadas a gosto.
    Está pronto!

    Dicas
    Você pode usar farinha de milho, biju ou farinha de rosca (existem veganas) no lugar da farinha de mandioca.
    Recomendo que consuma essa farofa no dia, mas você pode guardá-la por dois dias na geladeira em pote fechado.

    Farofa de Abobrinha

    Ingredientes
    2 xícaras (de chá) de abobrinha brasileira ou italiana ralada no ralador grosso (cerca de 1 unidade média)
    1/2 de xícara (de chá) de cebola picada
    1 dente de alho grande picado
    1 xícara (de chá) de farinha de milho
    1/2 xícara (de chá) de salsinha e cebolinha picadas
    Sal a gosto
    Pimenta moída a gosto

    Modo de preparo
    Rale e pique os ingredientes conforme a descrição. Eu deixo a abobrinha com a casca, porém lavo bem e tiro as partes machucadas. Não uso a polpa, mas não descarto, reaproveito ela em saladas ou sopas.
    Em uma panela antiaderente e em fogo médio, coloque um fio de azeite e refogue a cebola e o alho até ficarem levemente dourados. Adicione a abobrinha ralada, tempere com sal a gosto (cuidado, a abobrinha fica salgada facilmente), e refogue até ela ficar levemente macia, o que é super rápido (2 minutinhos).
    Acrescente a farinha de milho e refogue por 1 minuto. Corrija o sal, se necessário, adicione a salsinha e a cebolinha, e tempere com pimenta moída a gosto. Está pronto!

    Dicas
    Geralmente uso só abobrinha, mas você pode colocar cenoura ralada também.
    Se você não gosta de abobrinha, pode usar repolho no lugar, fica bem gostoso.
    No lugar da farinha de milho, você pode usar farinha de mandioca, biju ou de rosca.
    Farinha de rosca: antes de comprar, você pode perguntar a procedência dela ao estabelecimento ou ler a lista de ingredientes. Uma opção segura é fazer em casa, triturando pães veganos duros e secos em um processador até obter uma farinha.

    Farofa de Banana

    Ingredientes
    2 colheres (de sopa) de azeite (ou óleo)
    2 dentes de alho picados
    1/2 xícara (de chá) de cebola picada
    2 xícaras (de chá) de farinha de milho ou farinha biju
    3 colheres (de sopa) de cheiro verde picado (salsinha e cebolinha)
    2 bananas nanicas maduras de tamanho médio picadas (pode ser em rodelas ou cubinhos)
    Sal a gosto
    Pimenta do reino a gosto

    Modo de preparo
    Em uma panela em fogo médio, coloque o azeite e refogue o alho e a cebola até ficarem levemente dourados. Acrescente a farinha de milho e abaixe o fogo. Tempere com sal a gosto, e refogue por cerca de um minuto, para a farinha dar uma leve fritadinha, tome cuidado para não deixar queimar.
    Adicione a banana picada e o cheiro verde, mexa por mais um minutinho e se gostar salpique pimenta do reino moída. Está pronto!

    Dicas
    Você pode fritar a banana e depois juntar à farofa.
    Na receita original não ia alho nem o cheiro verde, acrescentei porque amo estes temperos; você pode fazer sem, fica muito bom do mesmo jeito.
    Caso quiser dar um gosto mais amanteigado na sua farofa, você pode usar margarina vegetal no lugar do azeite
    Alguns leitores usaram banana da terra e disseram que deu certo.
    O ideal é preparar a farofa e consumir no dia, mas caso sobrar, guarde na geladeira por até 2 dias.

    Fonte:Presunto Vegetariano

  • Saiba como criar uma composteira caseira em casa ou apartamento

    Saiba como criar uma composteira caseira em casa ou apartamento

    COMPOSTEIRA EM CASA

    Faça um buraco na terra, de cerca de pelo menos 0,5 metro quadrado. Se a família for grande, você pode fazer dois e, enquanto um descansa, vocês enchem o outro. Ou fazer um grandão, de 1 metro quadrado. Uns 30 centímetros de profundidade são suficientes. Para ajudar a segurar as paredes de terra, você pode colocar tabuas nas laterais ou uma caixa sem o fundo (tipo uma caixa d’água, um caixote, algo que segure as laterais, mas dê acesso ao chão). Também dá para fazer cercando uma área em contato com a terra com cerca de arame, tábuas ou troncos.
    Coloque o material orgânico e não espalhe muito. Va concentrando em um cantinho ate encher o espaço. Sempre cubra muito bem com folhas secas ou serragem (é esse o segredo para o cheiro ruim não aparecer).
    Regue de vez em quando se fizer muito calor ou bater muito sol, porque a mistura pode esquentar e secar. É bom manter úmido para a decomposição acontecer mais rapidamente.
    A cada 15 dias, de uma revirada em todo o material, para ajudar a aerar e facilitar a decomposição.
    Aos poucos, as sobras de alimento vão se transformar em uma terra bem escura, com cheiro de terra molhada. Esse adubo é maravilhoso para as plantas e para a sua hortinha!

    COMPOSTEIRA EM APARTAMENTO

    Um dos sistemas de composteira domestica mais famosos hoje é a composteira com minhocas. Isso porque ela é pequena, não tem cheiro ruim, cabe em quase qualquer cantinho, como a área de serviço, e a decomposição acontece mais rápido com a ajuda desses bichinhos. Esse tipo de composteira é ótimo para quem mora em apartamento ou quem mora em casa e não pode fazer um buraco no quintal, como no método explicado acima. Existem composteiras prontas que já vem com as minhocas, mas você pode fazer a sua usando caixas ou baldas de plástico.

    Uma composteira com minhocas precisa de, no mínimo, três andares: o andar do topo, onde o lixo orgânico vai sendo depositado e coberto com o material seco (serragem e folhas secas) que, quando cheio, deve ficar em repouso por cerca de um mês. Durante esse tempo de repouso, o andar do meio vira o do topo e começa o ciclo de novo. Esses dois andares são onde acontece a compostagem do material. O andar de baixo é o que recolhe o liquido que escorre (os andares são intercalados com furinhos para o liquido cair e as minhocas se movimentarem).

    No final desses dois meses, o chamado período de repouso, o material que sobra é um húmus que parece terra, supernutritivo para as plantas e com cheirinho de terra molhada. Nada disso dá mau cheiro se tudo for feito corretamente.

    O excesso de umidade pode facilitar a criação de mosquinhas, por isso é importante cobrir tudo muito bem com serragem. Além das minhocas, acabam aparecendo outros bichinhos pequenos, como formiguinhas e outros insetos, que também ajudam no processo de decomposição dos alimentos. É tudo limpo e, seguindo todas as etapas, não há risco nenhum de contaminação.

    COMO USAR COMPOSTEIRA COM MINHOCAS

    Para usar a composteira você deve colocar os restos de alimentos aos poucos. Não espalhe tudo, vá concentrando o lixo orgânico em cantinhos. Cubra muito bem com folhas secas e serragem. Não aparte ou comprima, deixe a mistura respirar porque ela precisa do oxigênio.

    Siga colocando seus resíduos ate que o baldinho que estiver em cima esteja cheio. O ideal é levar mais ou menos um mês para encher, assim dá tempo de ele virar adubo e você poder trocar pelo andar do meio. Quando estiver cheio, ele vai para o repouso. Troque de lugar com o que estava no meio da pilha, vazio.

    Quando esse recipiente (que estava no meio e foi para topo da pilha) estiver cheio, depois de um mês ou mais, vai ser hora de trocar os andares novamente. Se tudo deu certo, o recipiente que estava no repouso agora tem húmus.

    Para retirar o húmus, deixe o pote com a tampa aberta em um lugar com bastante luz. As minhocas não gostam e vão se enfiando para dentro da terra. Va raspando o adubo aos poucos, para não machucar e não levar embora as minhocas.

    Na caixa fixa debaixo, vai começar a aparecer um liquido bem escuro. Ele é um biofertilizante poderosíssimo. Dilua cada parte do liquido em dez partes de agua e use essa mistura para regar suas plantinhas uma vez por semana. Elas vão ficar lindas.

    O húmus pode ser colocado em plantas, mas, caso sobre, você também pode doar, colocar nas plantas do condomínio, na praça perto de casa etc.

  • Artigo: O consumo precisa ser consciente

    Artigo: O consumo precisa ser consciente

    É sabido que os recursos naturais no Brasil são abundantes, especialmente a água doce. Mas tal abundância de água, com o passar das décadas, está sendo revista, pois a oferta não é perene o ano todo e varia de região para região. A luz solar, outro bom recurso disponível por aqui para a geração de energia, tem intensidade diferente em cada região. Por isso, para aproveitá-la bem, grandes parques solares devem ser construídos em locais com muita incidência de raios de sol, para que seja aproveitada durante as quatro estações do ano. Um investimento e tanto. Já os alimentos, igualmente fartos, não devem ser desperdiçados, afinal fazem parte de uma cadeia complexa, dependendo do tipo e do lugar. Em comum, todos eles, precisam ser cuidados e preservados. O ideal é que em tudo que façamos o consumo seja consciente, sem desperdício, sem exagero, sempre pensando no bem da sociedade como um todo.
     
    Voltando à água, o Brasil, maior país da América do Sul, é abastecido por muitos rios, o que proporciona boa quantidade de centrais hidrelétricas, principalmente as pequenas centrais hidrelétricas (PCH). A diferença entre as duas é que, em vez de grandes reservatórios de água represada, as pequenas utilizam o fluxo de um rio para gerar a energia, sem a necessidade de represamento. Nas maiores, na época de cheia, parte da água acumulada escoa pelo vertedouro sem gerar energia, pois todas as turbinas da hidrelétrica já estão comprometidas com a geração, ou podem estar em manutenção. Nas PCHs a água que chega é a que vai movimentar as turbinas e, caso seja uma época de pouco fluxo de água, a geração é significativamente comprometida.
     
    Pela extensão do país, existem diferenças climáticas significativas e épocas de seca também. Isso faz com que seja necessário haver geração de energia hidrelétrica espalhada por todo o território, já que, quando temos seca no Sudeste, não temos no Norte, e vice-versa, por exemplo. Essa geração de energia espalhada faz parte do Sistema Interligado Nacional (SIN), mas estão disponíveis alguns sistemas isolados. O SIN e os sistemas isolados são coordenados pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), sob a fiscalização e regulação do governo via Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Por conta da existência do SIN, a energia consumida na cidade de São Paulo pode ter sido gerada no próprio estado ou em qualquer outro.
     
    Como estamos nos aproximando de uma época crítica no Sudeste brasileiro, onde a geração de energia elétrica começa a diminuir devido à estiagem e, além de a água ser utilizada para a geração de energia, é imprescindível para o consumo humano, precisamos nos preocupar. E, mesmo tendo outras fontes de geração de energia, como usinas térmica, eólica, nuclear e solar, produzir energia elétrica por meio delas é mais caro. Sem contar os impactos ambientais nas usinas térmicas e nucleares que também preocupam.
     
    Então, atenção: quanto menos energia for gerada no Sudeste, que é uma região populosa do país, maior será o fornecimento de outras regiões, causando um desequilíbrio de consumo no SIN, podendo, inclusive, devido a alguma pequena falha no sistema, evoluir para um apagão. Logo, precisamos usar com muita, mas muita responsabilidade. É mandatório nos preocuparmos com o consumo consciente da água, afinal é um recurso que nos proporciona a vida e gera energia limpa. A falta da energia elétrica é impactante em nosso dia a dia. Temos que colaborar com o país.
     

  • Artigo: A Arca de Noé do século XXI

    Artigo: A Arca de Noé do século XXI

    A falsa polêmica sobre existir ou não mudança do clima no planeta é assunto que já aborrece os especialistas da área. Afinal, se a grande maioria dos cientistas diz que sim, e essa maioria estuda e pesquisa nos institutos de maior reputação no mundo todo, por que ir atrás daquela meia dúzia que continua negando o fenômeno?  Parece que se há polêmica, então há matéria jornalística, e vale o esforço da cobertura. Aí reside o problema. Dar atenção ao que não é substantivo é apenas uma opção. Portanto, não cobrir os negacionistas que refutam a existência da mudança do clima deveria ser uma alternativa mais relevante para os meios de comunicação - assim como não dar ouvidos aos extremistas na política e na guerra poderia ser uma opção para impulsionar democracias e economias mais saudáveis. Abrir as principais vitrines do mundo na mídia impressa ou virtual é um ato de grande responsabilidade. Quem guarda essa chave poderia pensar mais a sério antes de dar o palco para notícias cujas consequências são destrutivas. Uso esse exemplo para chamar atenção do que considero que deveria ser bem mais exposto na mídia do que a negação do aquecimento global ou sensacionalistas em busca de mídia para sua projeção e busca por poder.

    Se você entende que o cenário das mudanças climáticas é para valer, seja porque leu os estudos publicados aos milhares, seja por ter observado os exemplos recentes de eventos climáticos extremos, como as secas e incêndios na Grécia, Califórnia ou Portugal, certamente vai ficar curioso para entender quais as consequências desse fenômeno. As perdas globais por incêndios atingiram níveis recorde no ano passado - e isso pode piorar à medida que a ameaça da mudança climática cresce. Somos novamente atingidos por uma grande seca no sudeste do país e a escassez hídrica começa a bater em nossa porta, sem que tenhamos agido suficientemente para combater o problema no curto e longo prazo. A quebra de safras agrícolas vem batendo recordes por questão climática, sinais a que também precisamos ficar muito atentos.

    Vale a pena ir um pouco além e investigar as consequências disso para as diferentes formas de vida no planeta. Há cientistas que alegam que estamos vivendo a 6ª maior extinção de espécies da história, numa fase chamada de Antropoceno – a época geológica em que humanos se tornam a principal causa de alterações do planeta. Estamos perdendo espécies de plantas e animais em grande escala, muitos dos quais sequer chegamos a conhecer. Com esse processo acelerado, tornam-se ainda mais urgentes as ações de conservação ambiental, principalmente aquelas em terras públicas (áreas protegidas) e privadas (reservas legais ou áreas de preservação permanente obrigatórias nas propriedades). Além de conservar, é fundamental também restaurar áreas degradadas, a fim de resgatar a capacidade de produção de alimentos, promover segurança hídrica, reter carbono no solo e estocá-lo nas plantas.

    O lado bom da história é que vivemos um grande despertar de atores que têm se dedicado à restauração florestal (ou de outros tipos de vegetação) e à produção agropecuária sustentável, convencidos que ainda temos oportunidade de salvarmos algumas regiões e espécies no planeta de uma devastação ainda maior. Do lado da conservação, sofremos também com a falta de investimento em parques e áreas de conservação, pois o que é considerado bem público não tem recebido a devida atenção, muito menos investimento. E o mais irônico disso tudo é que é justamente nessas áreas que reside a nossa esperança: milhões de espécies de fauna e flora que podem nos salvar das situações extremas em que o aquecimento global está nos colocando. De onde virão as sementes para o reflorestamento de áreas degradadas, se nossas áreas preservadas pegarem fogo ou sucumbirem às secas? De onde virá a água para abastecimento e produção, se comprometermos as áreas protegidas?

    Para sairmos da ação de alguns poucos voluntaristas, o ideal seria que, além dos governos, houvesse um forte engajamento do setor privado, para que pudéssemos dar escala às ações para salvar espécies relevantes de fauna e flora para as futuras gerações. Muitas das ações necessárias podem acontecer na forma de negócios, de micro a grande porte, gerando economia relevante. Os negócios de impacto social e ambiental, neste momento da história, tornam-se peça chave para os desafios planetários.

    Estaríamos vivendo um momento "Arca de Nóe"? O que falta para a sociedade despertar? Além da oportunidade de uma nova economia como aqui descrito, temos opção ímpar a cada eleição. Nosso voto na urna pode ser a diferença entre ter políticas que negam os problemas aqui relatados ou ter gestores responsáveis e comprometidos com as atuais e futuras gerações e com soluções para esses desafios que afetam a todos nós.

  • Armadilha fotográfica faz registro inédito de onças-pintadas na região paranaense da Serra do Mar

    Armadilha fotográfica faz registro inédito de onças-pintadas na região paranaense da Serra do Mar

    Um casal de onças-pintadas foi flagrado na Serra do Mar paranaense. O registro inédito na região foi resultado do projeto “Conservação de grandes mamíferos no Corredor da Serra do Mar”, coordenado pelo pesquisador Roberto Fusco Costa, doutor em Ecologia e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza. Há dois anos e meio, a região é monitorada em busca de mamíferos de grande porte. A ação é desenvolvida pelo IPeC (Instituto de Pesquisas Cananéia) e SPVS (Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental) e conta com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e do Banco ABN AMRO. O vídeo pode ser visto aqui.

    De acordo com o pesquisador, que atua na região há mais de 15 anos, não é fácil conseguir, nesta área, um registro em imagem desse felino, considerado o maior das Américas e ameaçado de extinção no Brasil. “Como a Serra do Mar paranaense está inserida em uma área com o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do Brasil, a presença das onças-pintadas era esperada, mas só tínhamos relatos. Esta é a primeira vez que conseguimos uma imagem que comprova a existência atual desses animais na localidade. O último registro documentado foi feito há mais de 20 anos, com base em vestígios fecais encontrados na região”, explica.

    A imagem coloca a Serra do Mar do Paraná como área fundamental para a conservação de populações de onças-pintadas, reafirmando que a sobrevivência da espécie só é possível devido ao habitat favorável na região. “O registro representa o empenho de vários pesquisadores e instituições que trabalham juntamente com a Polícia Ambiental para tentar manter essa região de Mata Atlântica o mais conservado possível. É um conjunto de esforços para inibir ações ainda comuns, como a caça, que ameaça animais de grande porte”, comenta o pesquisador.

    Monitoramento de grandes mamíferos

    O registro do casal de onças-pintadas na Serra do Mar paranaense foi feito por uma “armadilha fotográfica” colocada em uma região remota da mata. A pesquisa faz a identificação e o mapeamento da ocorrência de diferentes espécies de animais de grande porte no corredor de Mata Atlântica – área da Serra do Mar no Paraná e litoral sul de São Paulo. “Com base nesse mapa de distribuição das espécies, fazemos recomendações para ações de conservação mais efetivas. O registro das onças reforça as informações que a equipe do projeto havia obtido por relatos e entrevistas com moradores locais, trazendo contribuições para o planejamento de conservação e monitoramento a longo prazo”, afirma Costa.

    Com o estudo, os especialistas já registraram outras espécies de grande porte na região, como a queixada e a anta. “O apoio é importante para que tenhamos recursos e condições para obter esses dados, investigar e informar com qualidade a ocorrência de espécies de grande porte, algumas ameaçadas de extinção e que estão presentes na região”, finaliza.

  • Projeto prevê inclusão de áreas da Itaipu em Reserva da Biosfera da Unesco

    Projeto prevê inclusão de áreas da Itaipu em Reserva da Biosfera da Unesco

    A mudança de status faz parte da 26ª Reunião do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (CN-RBMA) e da 18ª Assembleia Geral do Instituto Amigos da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (IA-RBMA), realizadas no Centro de Treinamento da Itaipu, em Foz do Iguaçu.

    A binacional recebeu ainda nesta semana o Seminário Internacional Corredores Ecológicos e Conectividade de Paisagem,  realizado no auditório do Refúgio Biológico Bela Vista (RBV). No evento um grupo de 40 pessoas participou de uma visita técnica à faixa de proteção do reservatório. 

    Os eventos na Itaipu também discutiram outros temas alusivos à binacional, além da inclusão das áreas da margem esquerda como zonas-núcleo da Reserva de Biosfera. Estão previstas a criação da Unidade de Gestão Descentralizada da Itaipu (UGD/Itaipu), a inclusão do Refúgio Biológico Bela Vista (RBV) como posto avançado e a concessão à hidrelétrica do selo "Empresa Amiga da Mata Atlântica". Na abertura do seminário “Corredores Ecológicos e Conectividade de Paisagens" também deverá ser apresentado o novo filme do RBV. 

    As reuniões do CN-RBMA foram realizadas dentro do contexto de revisão periódica e da Fase 7 da RBMA. As revisões são um processo mandatório do Programa MAB/Unesco em que o governo brasileiro tem o compromisso de enviar, a cada dez anos, um formulário sobre a evolução dos trabalhos, desafios e perspectivas de cada uma das Reservas da Biosfera brasileiras. As revisões periódicas são aprovadas pela Unesco em Paris. No caso da RBMA, essas revisões foram feitas em seis fases, entre 1991 e 2008. 

    Reserva da Biosfera

    Atualmente, as florestas protegidas pela Itaipu no Brasil são classificadas como áreas de transição. Com a mudança, elas passam a estar integradas à Reserva da Biosfera da Itaipu no Paraguai (assim titulada em 2017 pela Unesco), formando assim um grande mosaico de áreas de conservação ambiental na região. Além de dar maior visibilidade internacional às ações de conservação da Itaipu (como os corredores ecológicos do Rio Paraná e Santa Maria), a mudança permitirá um maior intercâmbio científico entre a empresa e demais áreas que fazem parte do programa O Homem e a Biosfera (MAB, na sigla em inglês) em todo o mundo.

    A Reserva da Biosfera da Mata Atlântica é a maior de toda rede mundial do programa MAB, da Unesco. Com 78 milhões de hectares, a reserva abarca áreas em 17 estados brasileiros onde ocorre o bioma da Mata Atlântica, formando um grande corredor ecológico entre o Piauí e Rio Grande do Sul, ao longo da costa brasileira, e também em partes dos estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul.
     

  • Caçamba do Bem

    Caçamba do Bem

    E assim com vontade de criar esse mundo melhor, que as arquitetas comprometidas com um futuro consciente, Camila Picoli, Carolina Beckert, Fernanda Heller e a designer Marília Bender Almeida se juntaram com um mesmo propósito: ajudar. “Sabemos que muitas vezes o lado positivo da nossa profissão não é visto e por isso queremos mostrar o real sentido da arquitetura, levando-a para todas as classes com o intuito de proporcionar melhoria na qualidade de vida e incentivar o desenvolvimento social” explica Marília Bender Almeida uma das idealizadoras do projeto.

    Foi a realidade diária de trabalho que fez com que as amigas detectassem um nicho e assim surge o Caçamba do Bem. “Todas estamos em obras de nossos clientes quase todos os dias. Vemos muitas oportunidades que poderiam ajudar famílias, muitas vezes em entulhos. Foi aí que pensamos no porque não usar esse saldo de obra e criar, além de um bazar beneficente, uma cultura de consumo consciente”, diz Carolina Beckert.

    Vale lembrar que uma atitude consciente, de quem se preocupa com os outros, com os impactos negativos do consumo na sociedade, na natureza e na economia, só pode gerar um futuro melhor, e é aí que se encaixa o ponto principal do projeto.

    Essa rede do bem irá acontecer em etapas. A inicial é criar um sistema de coleta destes saldos em obras parceiras. São pisos, cubas, portas, porcelanato, e tudo mais que passar pela curadoria das fundadoras do projeto. A segunda etapa será um bazar estilo “garage sale”, onde esses saldos serão vendidos com até 60% de desconto do valor de mercado. E aí sim, a renda levantada neste bazar que irá 100% para projetos pré-estabelecidos de melhorias. “Nossa ideia é ajudar muitas instituições que precisam e assim unir esforços e criatividade para um resultado positivo na vida de muitas pessoas”, explica Camila Picoli.

    Outro ponto muito importante no projeto, os profissionais parceiros que queiram entrar nessa corrente do bem, terão um selo Caçamba do Bem em seus escritórios. Um símbolo que foi especialmente criado para mostrar à sociedade que o escritório também faz parte dessa arquitetura consciente e solidária. “Cada pessoa tem um estilo próprio, uma maneira de ser, mas criar essa rede de benfeitorias e transformar sonhos em realidade é um trabalho que fará tudo fazer sentido”, diz Fernanda Heller.

    Quando pouco é muito qualquer ajuda faz diferença. E é exatamente o que o Caçamba do Bem está propondo, selecionar essas peças para fazer a diferença em muitas vidas.

    Primeiro desafio

    O recém-lançado projeto Caçamba do Bem está no primeiro passo da ação. No momento estão buscando e selecionando instituições sérias em Curitiba. A instituição escolhida será anunciada oficialmente no lançamento do primeiro Bazar com data prevista para o final do ano de 2018. Quem tiver interesse em ajudar o projeto, pode entrar em contato com o Caçamba do Bem através do email: oi@cacambadobem.com.br

  • Conheça adubos caseiros fáceis de fazer para auxiliar no desenvolvimento de flores e plantas

    Conheça adubos caseiros fáceis de fazer para auxiliar no desenvolvimento de flores e plantas

    Você sabia que usar adubos caseiros é a melhor alternativa para deixar as plantas mais bonitas e saudáveis? Além de não prejudicarem a saúde das pessoas que têm contato com a área verde da casa, eles garantem resultados rápidos, enriquecendo o solo e os vegetais com todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento e a beleza das flores. O melhor é que existem diversos adubos naturais que são bem fáceis de fazer, para confeccioná-los é só ter em mãos alguns produtos. Giuliana Flores, uma das primeiras lojas virtuais de flores e presentes do Brasil,  apresenta alguns deles: 

    Cascas de bananas

    Para a maioria das pessoas, a casca da banana não tem serventia. Por isso, ela acaba sendo jogada fora logo após o consumo da fruta. O que pouca gente sabe é que essa casca pode ser utilizada para enriquecer o solo, deixando a vegetação mais saudável e bonita, já que é rica em elementos como o fósforo e o potássio. Para isso, basta cortar algumas delas em cubinhos e colocá-las junto às plantas.

    Cascas de vegetais

    As cascas de alguns vegetais, como abóbora, cenoura, batata e chuchu, também podem ser usadas na adubação das plantas, pois são ricas em vitaminas. Para ajudar no crescimento saudável, basta cortar esse material em cubos e misturá-lo à terra do canteiro, do vaso ou adicioná-lo ao xaxim.

    Casca de ovo

    Alguns alimentos que provavelmente iriam para o lixo podem ser reutilizados como adubos caseiros. Um exemplo disso é a casca de ovo, que é um dos adubos para plantas mais usados naturalmente. Por ser rica em cálcio e potássio, ajuda muito no desenvolvimento de diversas espécies. Para fazer, é só lavar e triturar as cascas com a ajuda de um pilão. Após formar uma espécie de "farofa", aplique na terra em volta da planta.

    Borras de café

    Ricas em azoto, fósforo e potássio, as borras de café também são excelentes adubos naturais. Você pode colocá-las na compostagem ou diluí-las em água. O ideal é não colocar a borra diretamente na terra.

    Importante ressaltar que as folhagens devem ser adubadas a cada três ou quatro meses, e para aquelas plantas que dão flores, o processo exige que a adubagem seja feita a cada dois ou três meses.

  • Startup tem soluções sustentáveis é pioneira ao criar plataforma colaborativa no setor de energia

    Imagine integrar empresas do setor energético, especialistas em inovação e sustentabilidade e agentes dispostos a disseminar e investir em soluções sustentáveis. É exatamente isso que pretende a NRG Soluções Sustentáveis, startup curitibana atuante desde 2013, ao criar o NRGHub, uma plataforma colaborativa voltada ao setor energético renovável. “O objetivo é promover o networking entre os participantes e estimular a inovação e sustentabilidade, compartilhando conhecimento e experiências do mercado de energias renováveis e eficiência energética”, explica Renata Abreu, fundadora do NRGHub.

    O NRGHub foi projetado para os atores do setor energético brasileiro, tendo como vetor econômico o desenvolvimento sustentável. Seu objetivo é promover o relacionamento e intercâmbio de conhecimentos entre os participantes, desenvolver novas qualificações empresariais por meio de conexões globais, identificar nichos e tendências do mercado, conectar ações empreendedoras e fomentar a competitividade setorial.

    Na fase atual de pré-lançamento, a NRGHub está em busca de parcerias estratégicas para a consolidação da plataforma, como empresas líderes do setor e universidades. Para concretizar o projeto será criado um espaço colaborativo exclusivo para as empresas e instituições que integrarão a plataforma - o primeiro do Brasil voltado ao setor de energia.  Além disso, a NRG Soluções Sustentáveis está firmando parcerias no mercado europeu. “Pretendemos explorar a imersão profissional no ambiente internacional e também trazer especialistas para workshops e seminários temáticos. O grande propósito dessa ação é desenvolver negócios locais a partir de iniciativas e parcerias globais”, esclarece Renata, interessada também em expandir seus contatos para os mercados asiático e americano.

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