• NA COZINHA

    Espaguete de abobrinha

    Espaguete de abobrinha
    opção deliciosa, funcional, nutritiva e muito boa para servir com molho Pesto ou Genovese

    O Espaguete de abobrinha é uma opção deliciosa, funcional, nutritiva e muito boa para servir com molho pesto.

    Basta cortar a abobrinha em espiral com ajuda de um utensílio específico e escaldar por alguns minutos em água fervente temperada com sal e azeite.

    Molhos

    Pesto de Rúcula

    100g de rúcula

    1 xícara de folhas de manjericão

    1 colher de chá de suco e raspas de Limão

    50g de queijo parmesão artesanal

    50g de castanhas-de-caju ou outra oleaginosa

    1/2 xícara de azeite de oliva extravirgem

    1/2 dente de alho

    Pitada de Sal

    Pesto Genovese

    60g de manjericão (só as folhas)

    100ml de azeite de oliva extravirgem

    80g de queijo parmesão artesanal ralado

    40g de queijo peccorino ralado

    20g de pinolis ou nozes

    1 dente de alho

    Pitada de Sal Grosso

    Modo de preparo

    Adicione as folhas, azeite alho e sal, bata em um processador de alimentos e “pulse” algumas vezes até que as folhas comecem a se desfazer.

    Em seguida adicione os outros ingredientes e “pulse” mais algumas vezes até que os ingredientes estejam incorporados. É interessante que não bata muito para que o molho Pesto tenha textura e não vire uma pasta.

    Fonte: Site Pura Vida

  • TECNOLOGIA

    Empresa aplica a ciência de dados para prevenir desastres naturais

    Empresa aplica a ciência de dados para prevenir desastres naturais
    A análise de efeitos catastróficos ganha agilidade e eficiência

    Usar a ciência de dados para atingir objetivos de produtividade ou de redução de custos dentro das empresas tem sido um ponto cada vez mais discutido entre empresários de diferentes setores. Mas, o potencial de extrair informações valiosas dos dados não está restrito ao universo corporativo. De acordo com a Indra, empresa global de tecnologia e consultoria, é possível expandi-lo ao nível de mitigação de danos em caso de desastres naturais.

    A companhia tem vasta experiência no uso de dados para prevenir danos. Do desenvolvimento de aplicações ao estudo de fluxos de trabalho para contingências, a companhia já atuou em países como o Nepal e busca frequentemente novas oportunidades de atuar nessa frente.

    Além disso, trabalha no programa Copernicus com a ESA usando imagens dos satélites de Séntinel para elaborar produtos cartográficos com dados e inteligência que ajudam a mitigar os riscos. Com eles, é possível planejar com antecedência a evacuação de uma cidade em caso de terremoto, detectar áreas expostas ao risco de inundação ou avaliar os riscos de deslizamento após um grande incidente, por exemplo.

    Um dos projetos mais recentes da companhia é o EO4SD, iniciativa com foco no uso de satélites para monitorar regiões potencialmente sensíveis. Usando big data e analytics, as informações são reunidas e a análise de efeitos catastróficos – como inundações ou deslizamentos de terra – ganha agilidade e eficiência.

    A iniciativa entrou em vigor no ano passado e visa atrair principalmente os países emergentes, cujo acesso a financiamento privado para esse tipo de tecnologia é usualmente precário – e em que grande parte do valor arrecadado tem como foco iniciativas de reconstrução pós-desastre, de acordo com a companhia.

    Para manter a operação funcionando, a Indra conta com o trabalho de uma equipe de diferentes empresas e consórcios para realizar essa tarefa, como o GISAT (República Checa), Planetek (Itália), OHB LuxSpace (Luxemburgo), Argans (França) e Nazka (Bélgica), bem como o instituto meteorológico austríaco (ZAMG).

    Como forma de maximizar a proteção oferecida aos cidadãos, a companhia desenvolveu ao longo do tempo uma metodologia de Centro Integrado de Segurança e Emergência, que tem como foco garantir o bem-estar dos cidadãos e proteger a infraestrutura crítica das cidades.

    Com base no software iSafety, a companhia oferece uma gestão centralizada dos recursos disponíveis e a possibilidade de acompanhar passo a passo a resolução de incidentes.

    “O sistema facilita a tomada de decisões por parte de agentes em diversos órgãos, propondo, para cada situação, as opções de resposta que melhor se adaptam a cada cenário, com base em informações em tempo real”, afirma a companhia.

    O ciclo sobre o qual a ferramenta se baseia tem quatro fases, que vão do monitoramento à produção de relatórios, ajudando na tomada de decisão de lideranças.

    “Alguns benefícios práticos desse sistema são: a possível coordenação entre diversos órgãos para um suporte multicentrado, estabelecer protocolos de ativação e desativação, aperfeiçoar sistemas de administração e cuidar dos portadores de necessidades especiais com maior afinco”, finaliza a companhia.

     

  • VIVA ÁGUA

    Movimento quer conservar e restaurar bacia hidrográfica no Paraná

    Movimento quer conservar e restaurar bacia hidrográfica no Paraná
    Bacia do Rio Miringuava abastece cerca de 230 mil pessoas, além de indústrias e produtores agrícolas

    A bacia hidrográfica do Rio Miringuava é a principal fonte de água de São José dos Pinhais, abastecendo inclusive parte de Curitiba e outros municípios metropolitanos. Cerca de 230 mil pessoas, além de indústrias e produtores agrícolas, dependem do fornecimento de água que vem da bacia. Entretanto, isso pode ser comprometido caso a área não passe por ações de conservação. Para contribuir com a segurança hídrica no futuro e com a realidade socioeconômica da região, a Fundação Grupo Boticário lança o movimento Viva Água, que busca conscientizar e mobilizar a sociedade para cuidar da bacia do Miringuava.

    O movimento Viva Água também conta com a parceria do Instituto Renault e busca mais apoiadores da indústria, comércio, poder público e sociedade civil organizada para colocar em prática um plano de melhoria da infraestrutura natural e alavancagem de negócios com impacto social e ambiental positivo na bacia do Rio Miringuava. “O movimento é uma ação estratégica para garantir a segurança hídrica a longo prazo e promover uma transformação ambiental e socioeconômica na região da bacia, beneficiando todos aqueles que necessitam dessa água para suas atividades, seja para a saúde e o bem-estar ou mesmo econômicas”, destaca o presidente do Conselho Curador da Fundação Grupo Boticário, Miguel Krigsner.

    A água é indispensável para inúmeros processos produtivos, o que torna muito importante a participação de indústrias em iniciativas que visem à segurança hídrica das comunidades em que estão inseridas. Sergio Sampaio, diretor de Operações do Grupo Boticário, indica que a empresa tem mapeado quais seriam os impactos da indisponibilidade de água. “Nós sabemos o valor real da água para a companhia. Por isso temos metas rigorosas para reutilização e redução – nos últimos três anos diminuímos o consumo em 22%. Ter a visibilidade de dados assim nos mostra que investir em projetos como o Viva Água é vital para a manutenção do nosso negócio."

    Diante do papel vital dos recursos hídricos para toda a sociedade, o movimento Viva Água irá investir R$ 1,5 milhão para os primeiros 18 meses do projeto. A previsão é de que ao todo R$ 6 milhões sejam direcionados nos próximos 5 anos para alavancar as estratégias de conservação e restauração.

    Para ampliar o impacto da iniciativa, o movimento também concentrará esforços para articular parceiros na região. “Queremos mostrar para atores de diferentes setores a dependência que negócios e a população têm dos serviços oferecidos pela natureza. A partir dessa conscientização, esperamos que, além de trabalharem com o aumento dos níveis de ecoeficiência interna, também estejam alinhados com ações de conservação da água na sua origem, olhando para fora do seu negócio”, afirma o diretor-presidente da Fundação Grupo Boticário, Artur Grynbaum.

  • ALTERNATIVOS

    Produtos vegetarianos e sustentáveis para pets

    Produtos vegetarianos e sustentáveis para pets
    Produtos são livres de corantes, ideais para cães com alergia ou restrições alimentares

    A busca por alimentos alternativos à base de plantas tem crescido num ritmo acelerado. Segundo uma das maiores empresas de pesquisa, a Global Data, 70% da população mundial está reduzindo ou mesmo eliminando a carne do cardápio. 

    A mudança no hábito está associada a uma maior preocupação das pessoas com dietas mais saudáveis, ao cuidado humanizado com os animais e à busca por um consumo sustentável. Prova disso é o aumento de 600% de veganos nos Estados Unidos, em apenas 3 anos, ainda de acordo com o mesmo estudo. 

    Mas se os costumes estão mudando na mesa das pessoas, isso também reflete na alimentação dos pets. Os donos evitam colocar no pote dos animais alimentos que não estão no prato deles. Um estudo da Universidade de Guelph’s Ontario Veterinary College, no Canadá, feito com 3.600 donos de gatos e cachorros, revelou que cerca de um terço deles tem interesse em mudar a alimentação convencional dos pets para a vegana. 

    Empresas que enxergaram essa virada no consumo mundial, hoje, colhem os frutos. É o caso da BF Foods, no Rio Grande do Sul. A companhia gaúcha investiu em petiscos vegetarianos para cães em três versões: frutas, vegetais e care energy (de açaí). Hoje, eles representam 30% das vendas da empresa. “Quem segue esse tipo de dieta, segue por uma filosofia de vida. Então quer dar ao seu pet a mesma opção de alimento”, avalia Claudio Maia, gestor comercial e de marketing da BF Foods. 

    Os petiscos são produzidos com farinhas naturais e proteína de soja. “Conseguimos manter o valor nutricional, mas com 0% de carne”, explica. Além disso, a linha vegetariana é livre de corantes, ideal para cães com alergia ou restrições alimentares.

     

  • Estudantes de Curitiba criam bolsa impermeável a partir de cera de abelha

    Estudantes de Curitiba criam bolsa impermeável a partir de cera de abelha
    A bolsa, disponível em dois tamanhos, é versátil e pode cumprir diversas funções

    Composta por tecidos reutilizados e cera de abelha, a bolsa Beezip foi a alternativa que alunos do segundo ano do Ensino Médio do Colégio Positivo, em Curitiba, encontraram para um grande problema ambiental: o descarte da indústria da moda. De acordo com um relatório lançado pela Ellen MacArthur Foundation, com o apoio da estilista Stella McCartney, a cada segundo, um caminhão de lixo de produtos têxteis é aterrado ou incinerado no mundo.

    Dessa forma, a partir da vontade de substituir o uso do plástico e, ao mesmo tempo, colaborar com o meio ambiente, que um grupo de alunos teve a ideia de criar uma bolsa biodegradável e natural. Eles pensaram em substituir o ziplock e tentaram criar sacolas de tecido a partir da fécula de batata, mas não era uma ideia tão viável. Quando descobrimos a cera de abelha, os dois formatos se uniram e criamos a Beezip, uma substituta do ziplock e que ainda reutiliza o tecido descartado”, explica Pedro de Almeida Silveira, de 16 anos, presidente da Beezip.

    A bolsa, disponível em dois tamanhos, é versátil e pode cumprir diversas funções, como de nécessaire, porta medicamentos, materiais de higiene, celular, estojo escolar, porta-joias, organizadora para malas e mochilas, entre outros. Além disso, as Beezips são uma opção para eventos e passeios na praia, lagos ou piscinas, já que é impermeável. 

    Além de ser uma solução sustentável, o projeto ainda desenvolve um trabalho social, tendo parte da renda revertida para o Lar O Bom Caminho, instituição que acolhe crianças afastadas de suas famílias. O empreendimento faz parte da parceria entre o Colégio Positivo e a Junior Achievement Brasil, organização social que promove o empreendedorismo na juventude. 

    A empresa já vendeu aproximadamente 190 bolsas. Os modelos estão disponíveis em dois tamanhos: o pequeno, no valor de 15 reais, e o grande, a 25 reais. Para adquirir um dos produtos da Beezip e colaborar com a iniciativa, basta entrar em contato pelas redes sociais (@beezip.sae) ou pelo site https://mebeezip.wixsite.com/organization

     

  • BOAS PRÁTICAS

    Projeto com restos de persianas une sustentabilidade e inclusão social

    Projeto com restos de persianas une sustentabilidade e inclusão social
    Resíduos limpos de persianas se transformaram em objetos com design exclusivo

    O projeto “Eu já fui uma persiana”, lançado em Curitiba, é uma ideia  inovadora que une a necessidade de descarte consciente e a geração de renda para pessoas em vulnerabilidade social. A união foi perfeita: a empresária Claudia Semprebon de Figueiredo, queria dar uma destinação digna e adequada aos retalhos de tecidos que são gerados no processo produtivo das persianas. Já Andrea Koppe, presidente da Unilehu - Universidade Livre para a Eficiência Humana, promove oficinas de geração de renda para públicos em vulnerabilidade social. Dessa forma, resíduos limpos de persianas agora são transformados em variados objetos com design exclusivo. 

    “A ideia inicial era confecção de ecobags para destinar parte da renda para projetos que atuassem na remoção de lixo dos oceanos”, explica Claudia. Mas o projeto foi além, com a criação da Linha ClaritáEco. Desenvolvida pelo designer Rafael Fagundes, uma completa linha upcycling ganha o Brasil. Vale dizer que upcycling não é reciclagem, mas sim, o reuso de material que não teria mais utilidade ou valor comercial, transformando-se em peças lindíssimas. “O nome foi escolhido com base no conceito do resíduo, já que as persianas servem para controlar a luminosidade dos ambientes. Depois de uma pesquisa etimológica, foi escolhida a palavra Claritá que, em latim, remete ao brilho. Foi incluída o sufixo eco no final para chamar a atenção para esse reaproveitamento de materiais como matéria-prima, ficando mais claro para o consumidor que os produtos da linha são sustentáveis do ponto de vista ecológico”, conta Claudia. 

    A linha completa possui sete tipos de ecobags, quatro tipos de nécessaires, lancheiras e marmiteiros térmicos, kit ecobag hortifrúti, bolsa fitness, organizadores, embalagem para vinho e estojo. “O grande destaque da Linha ClaritáEco são as ecobags e pacotes de hortifrúti retornáveis – pois eles evitam o uso de sacolas e sacos plásticos, reduzindo fortemente a geração de lixo”, conta Claudia. Os produtos inicialmente estarão à venda na loja virtual da Supera e no showroom da fábrica e, em breve, em mais canais. No dia do evento de lançamento da linha, 100% do lucro dos produtos vendidos serão revertidos para ações da Unilehu. 

    O valor de cada peça é muito maior que o custo que ele possui, afinal, são confeccionadas, em sua grande maioria, por pessoas em vulnerabilidade social - refugiados do Haiti e Venezuela. Há jovens em formação profissional, terceira idade e mulheres da comunidade que também participam deste grupo.

  • ALERTA DA ONU

    Mudança climática ameaça produção de alimentos

    Mudança climática ameaça produção de alimentos
    As florestas são aliadas perfeitas contra as alterações climáticas

    A população da terra está crescendo e, com ela, o consumo. Essa tendência só irá aumentar em um futuro próximo, mas os recursos do planeta são limitados – e o solo não é uma exceção.

    Um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) publicado focaliza a conexão entre o uso da terra e seus efeitos sobre a mudança climática.

    O documento destaca como, em uma espécie de círculo vicioso, solos e florestas doentes agravam as mudanças climáticas, que, por sua vez, causam impactos negativos na saúde das florestas e do solo.

    As conclusões do IPCC são resultado de dois anos de trabalho de 103 peritos de 52 países, que participaram voluntariamente do estudo. Antes do seu lançamento, o relatório foi discutido com os governos no início de agosto em Genebra, na Suíça, e aprovado por consenso por todos os países que participam do IPCC.

    Acordo de Paris

    O relatório aponta que, se o aquecimento global ultrapassar o limite de 2º Celsius estabelecido pelo Acordo de Paris, provavelmente as terras férteis se transformarão em desertos, as infraestruturas vão se desmoronar com o degelo do permafrost e a seca e os fenômenos meteorológicos extremos colocarão em risco o sistema alimentar.

    É um quadro sombrio, mas os autores do IPCC enfatizam que as recomendações do relatório poderiam ajudar os governos a prevenir os piores danos, reduzindo a pressão sobre a terra e tornando os sistemas alimentares mais sustentáveis, enquanto atendem às necessidades de uma população crescente.

    "Minha esperança é que este relatório tenha algum impacto sobre como consideramos a terra no contexto das mudanças climáticas e sobre as políticas que promoverão a gestão sustentável da terra e sistemas alimentares sustentáveis", afirmou Alisher Mirzabaev, coautor do relatório do IPCC.

    Solos e florestas

    Os solos e as florestas são aliados perfeitos contra as alterações climáticas. Eles atuam como sumidouros de carbono, reservatórios naturais que impedem que o CO2 chegue à atmosfera.

    Como aponta Barron Joseph Orr, cientista chefe da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, a gestão insustentável os transforma no oposto: em grandes contribuintes para as mudanças climáticas.

    Da área terrestre do mundo que não é coberta por gelo, cerca de 70% já estão sendo usados para a produção de alimentos, têxteis e combustíveis.
    Os ecossistemas como as pradarias são fundamentais para um clima estável, embora sejam muitas vezes ignorados.

    Estas vastas áreas, que em grande parte são desprovidas de árvores e arbustos, atuam como grandes sumidouros de carbono. Elas também permitem que o gado paste sem que seja realizado o corte de árvores. A tendência de usar essas terras para lavouras significa uma maior liberação de CO2 para a atmosfera.

    "Enquanto é dada muita atenção às florestas, savanas e pradarias são uma paisagem que devemos abordar urgentemente", afirmou João Campari, líder global para a prática de alimentos da WWF Internacional. "Mais de 50% da conversão para a produção frutífera ocorrem em pradarias e savanas."

    As turfeiras, por exemplo, tipo de área úmida que cobre apenas 3% da superfície terrestre, são outro importante sumidouro de carbono, mas constituem até 5% das emissões globais anuais de CO2. Cerca de 15% das turfeiras conhecidas já estão destruídas ou degradadas.

  • FAUNA

    Santuário dos Elefantes ganha nova logo, mas mantém os mesmos ideais

    Santuário dos Elefantes ganha nova logo, mas mantém os mesmos ideais

    O Santuário de Elefantes Brasil (SEB)  é uma organização sem fins lucrativos que ajuda a transformar as vidas e o futuro dos elefantes cativos na América do Sul. A Instituição foi criada em 2012, está localizada no Mato Grosso  e tem como objetivo resgatar elefantes cativos em situação de risco, oferecendo a eles espaço,  condições e cuidados necessários para que possam se recuperar fisicamente e emocionalmente dos anos passados em cativeiro. 

    De acordo com o presidente do Santuário, Scott Blais, entre as atividades do Santuário estão: a busca pela preservação das espécies, o resgate e a reabilitação de elefantes, a defesa, preservação e conservação do meio ambiente, promoção do desenvolvimento sustentável, educação ambiental, voluntariado, estudos e pesquisas técnicas e científicas e projetos culturais.

    O Santuário de Elefantes Brasil é o primeiro na América Latina conduzido pelo Global Sanctuary for Elephants (GSF)  e pela ElephantVoices,  ambas organizações internacionais dirigidas por renomados especialistas. 

    Este ano o Santuário está crescendo, com a resolução de questões que permitirá a chegada de novos elefantes. E para comemorar essa fase, a organização acaba de lançar uma nova logomarca que traduz esse recém chegado ciclo que se iniciou no SEB. 

    “Estamos muito felizes com o lançamento da nova logomarca do Santuário de Elefantes Brasil. Simples, mas extremamente moderna, coloca o foco diretamente onde deve estar, nos elefantes. Esse novo visual chega num momento em que muitos elementos do nosso trabalho estão se unindo, resumindo anos de devoção para liberarmos outros elefantes, abrindo seus caminhos ao Santuário. O futuro dos elefantes em cativeiro na América do Sul, assim como o caminho evolutivo à consciência global, parecem mais promissores”, salienta Blais. 

    A marca foi criada por Greg Kickow, em parceria com Eduardo Talila, ambos voluntários do SEB. A marca nasceu para modernizar a comunicação da ONG. A nova identidade visual busca a contemporaneidade e simpatia das pessoas que apoiam e estão envolvidas com o Santuário. Foi pensada para ir além e se transformar numa linha de produtos com design que as pessoas vão desejar.

     “Quando alguém veste uma camiseta, usa uma ecobag ou uma caneca, está ajudando a divulgar o trabalho do SEB para mais pessoas, e essa divulgação é muito importante para um Santuário ainda tão jovem no Brasil, afirma Greg. 

    O novo design, mais simples e icônico, se relaciona melhor ao lado da logomarca de empresas apoiadoras. A ajuda de grandes empresas é muito importante para a manutenção do SEB e para novos resgates. 

    Serviço

    Santuário Elefantes Brasil - Chapada dos Guimarães - Comunidade Rio da Casca

    Email: info@elefantesbrasil.org.br

    Fone: (65) 92025776

  • SAÚDE

    Conheça cinco benefícios das frutas vermelhas

    Conheça cinco benefícios das frutas vermelhas
    Essas frutas fortalecem o sistema imunológico

    Amora, morango, framboesa, mirtilo e cereja. Além dos tons avermelhados e o sabor marcante, essas frutas têm em comum algumas propriedades nutritivas como vitaminas, minerais e fitoquímicos, que desempenham funções antioxidantes para organismo, fortalecendo o sistema imunológico.

    Também conhecidas como berries, essas frutas podem fazer parte das refeições diárias por meio de receitas, sucos, geleias ou in natura, trazendo benefícios para a saúde e praticidade para o dia a dia. A nutricionista Cyntia Maureen lista cinco benefícios das frutas vermelhas:

    1. Beneficiam a visão

    Por terem grandes quantidades de vitamina C, fósforo, cálcio e vitaminas do complexo B, as frutas vermelhas são aliadas à saúde dos olhos, melhorando a capacidade visual diurna e noturna.

    1. Têm ação anticancerígena e desintoxicante

    Essas frutas são ricas em antocianinas, substância responsável pela coloração avermelhada/arroxeada desses alimentos, que combatem a inflamação e a ação dos radicais livres, sendo, portanto, anticancerígenas e antioxidantes. “Elas proporcionam maior proteção aos órgãos e aos tecidos do corpo, retardando a temida ação do tempo sobre todas as células, como as da pele, por exemplo“, conta.

    1. São ricas em fibras

    A grande quantidade de fibras presente nas berries é ótima para quem procura melhorar o trabalho do sistema digestório. “É bom lembrar que além de beneficiar o intestino, as fibras são aliadas de quem quer reduzir os níveis de colesterol e glicose no sangue”, destaca.

    1. Aumentam a saciedade

    Mais uma vez as fibras desses alimentos caem no gosto de quem quer ficar em dia com a balança. A alta quantidade da substância nas frutas vermelhas dá uma sensação de maior saciedade quando elas são ingeridas, diminuindo a vontade por doces ou snacks pouco saudáveis nos intervalos das refeições principais.

    1. Combatem a anemia

    Frutas desse grupo quando consumidas com algum alimento rico em ferro, auxiliam e promovem uma maior absorção do mineral no organismo. “Por apresentarem bastante vitamina C, que facilita a assimilação do ferro no corpo, são ideais para quem sofre de anemia ou ainda para quem quer evitá-la”, pontua.

  • RECEITA

    Sopa de Inhame com vegan cheese

    Sopa de Inhame com vegan cheese

    A receita é da nutricionista Bruna Pavão. De acordo com ela o inhame é uma raiz com muitos benefícios nutricionais. Entre eles, destaca-se a propriedade anti-inflamatória que contribui para diminuir o acúmulo de toxinas no organismo. “Além disso, o inhame ajuda a fortalecer o sistema imunológico, que evita o desenvolvimento de gripes e resfriados”, informa. 

    Ingredientes:

    1 cebola picada

    2 alhos sem casca

    2 inhames sem casca 

    1 xícara (chá) de leite de soja 

    1 xícara (chá) de vegan cheese mussarela light em cubos (queijo vegano tipo mussarela)

    1 colher (chá) de noz moscada 

    Cheiro verde picado a gosto

     

    Modo de preparo:

    Em um liquidificador, bata todos os ingredientes, exceto o cheiro verde.

    Transfira para uma panela e cozinhe até aquecer.

    Adicione o cheiro verde e sirva.

    Tempo de preparo: 35 minutos 

    Rendimento: cerca de 2 porções

     

  • BOAS PRÁTICAS

    Sustentabilidade: cinco dicas para transformar seu dia a dia

    Sustentabilidade: cinco dicas para transformar seu dia a dia
    A reutilização da água promove muitos benefícios ao planeta

    Economizar energia, reutilizar materiais, reaproveitar a água da máquina de lavar roupa e até da chuva. Pequenas atitudes que podem trazer grandes diferenças para o planeta. Esses são alguns dos objetivos do projeto Escola Sustentável, do Centro Educacional Marista São José (SC), que atende gratuitamente crianças e adolescentes de 6 aos 17 anos no bairro Serraria.

    A ideia é conscientizar por meio de ações pedagógicas em sala de aula. “A educação tem a missão de conscientizar crianças e jovens, pois trabalhar a sustentabilidade vai muito além das questões ambientais, é ensinar as práticas diárias que auxiliam na preservação, na utilização dos recursos e até na diminuição dos custos”, explica Marilene Vieira, uma das responsáveis do projeto da unidade. O Centro se tornou um ponto de referência de coletas de tampinhas, lacres de alumínio, óleos e gorduras - ações que colocam em prática o conhecimento dos alunos sobre sustentabilidade.

    O incentivo também vem dos projetos especiais criados por professores e colaboradores, como é o caso de Gentil Fernandes Vieira, de 65 anos, responsável pela manutenção da escola. Ele trabalha há 19 anos no Centro, onde criou um sistema de captação de água de chuva com calhas que reduziu o consumo de água e hoje é utilizado para a limpeza do Centro. “Eu sempre tive essa ideia, porque a água da chuva cai da calha e vai embora, então aprovaram a iniciativa na hora. É muito importante para o ecossistema reaproveitar algo que está indo fora”, observa.

    O exemplo de Vieira despertou a curiosidade das crianças e até dos moradores da região. “Muitos pais me procuraram para saber como fazer isso em casa, pois a água sai limpa e pode ser totalmente utilizada para limpeza, além de ajudar o meio ambiente e reduzir custos”, comenta. Mas ele não quer parar por aí: agora pretende ampliar ainda mais o sistema e contribuir para as futuras gerações.

    Além da participação de Vieira, os alunos aprendem em sala de aula práticas sustentáveis que podem ser utilizadas no dia a dia. Confira cinco dicas.

    Separação do lixo orgânico e reciclável

    Uma atitude que parece simples pode ser inserida na rotina: preservar os materiais que podem ser reciclados. Uma boa dica é separar em sacolas o lixo que for orgânico, papel, metal, plástico e vidro, caso você não tenha espaço para lixeiras. “Se você mora em prédio ou condomínio pode deixar alguns cartazes de conscientização, propagando ainda mais as boas ações”, sugere Marilene Vieira.

    Reaproveitamento da água

    A reutilização da água promove muitos benefícios ao planeta. Da máquina de lavar roupas, por exemplo, a água despejada pode ser utilizada para a limpeza de calçadas, gerando economia e preservação do meio ambiente.

    Utilização do alimento

    Aquela fruta que fica na geladeira pode ser levada ao congelador e depois usada para fazer shakes e smothies. Os restos de vegetais como cebola, batata e cenoura podem ser utilizados para caldos. As cascas de frutas, como banana por exemplo, podem se transformar em um esfoliante natural para a pele. Uma maneira de aproveitar o alimento de maneira integral e ainda preservar o meio ambiente.

    Reutilização de roupas

    A reutilização de roupas representa menos recursos naturais extraídos e processados, que diminui os processos de poluição. Isso significa que a redução do consumo impacta diretamente a natureza. Uma ideia é customizar as peças de roupas, reutilizar e até doar para bazares e instituições que necessitam.

    Separação do óleo de cozinha

    A destinação correta do óleo de cozinha evita a poluição do meio ambiente. O indicado é guardar o óleo em uma garrafa PET e não jogar nos ralos e pias. Procure os postos de coleta da sua região, pois os óleos podem ser reciclados e até reutilizados para fazer materiais diversos, como o sabão.

  • MEIO AMBIENTE

    Especialista alerta para desequilíbrio socioambiental com a extinção de aves

    Especialista alerta para desequilíbrio socioambiental com a extinção de aves
    O beija-flor contribui no combate ao Aedes aegypti, mosquito que transmite doenças como a dengue, zika, chikungunya e febre amarela

    Considerado o segundo país em diversidade de aves do mundo, o Brasil também carrega um recorde negativo: é a nação que possui mais aves globalmente ameaçadas. Estima-se que cerca de 170 espécies correm risco de serem extintas. Sem elas, um verdadeiro colapso socioambiental poderia tomar conta do território nacional, afetando o equilíbrio do meio ambiente e, consequentemente, influenciando diretamente a vida do ser humano.

    Para evitar esse quadro, a proteção e recuperação dos habitats das aves, em florestas, cerrados e campos, é um dos caminhos que está sendo trilhado por ambientalistas e outros especialistas – medidas que também devem envolver toda a sociedade.

    O diretor-executivo da BirdLife/SAVE Brasil, Pedro Develey, membro da Rede de Especialistas de Conservação da Natureza, explica que qualquer cidadão pode fazer sua parte, como respeitar a legislação ambiental, manter as propriedades rurais com reservas legais e áreas de preservação permanente ou criar reservas privadas. “Mesmo uma pessoa que mora em uma cidade pode manter um jardim privado ou ajudar na manutenção de uma área pública ou plantar árvores nativas que produzam frutos e flores e atraiam as aves.”, completa Develey.

    Ele lembra que na Mata Atlântica, por exemplo, é necessário um processo de restauração florestal. Ou seja, é preciso plantar árvores nativas nas florestas a fim de manter e preservar o habitat das aves. “Para algumas espécies que já atingiram níveis populacionais muito baixos, é preciso um manejo direto, como a criação em cativeiro para garantir uma população que poderia ser reintroduzida no futuro”, alerta.

    De acordo com Develey, as aves são excelentes indicadores ambientais, atuando como um termômetro do meio ambiente. “Um país com tantas aves ameaçadas significa que não está caminhando bem do ponto de vista ambiental. As aves são importantes polinizadores e dispersores de sementes, ‘plantando’ árvores naturalmente e contribuindo para a manutenção do equilíbrio e diversidade do ambiente”, afirma. Além disso, diversas espécies de aves controlam pragas ao se alimentarem de insetos que podem ser prejudiciais à agricultura. Os pássaros também ajudam no combate a vetores de doenças. O beija-flor, por exemplo, além de se alimentar de néctar, contribui no combate ao Aedes aegypti, mosquito que transmite doenças como a dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

    Perdas

    Caso medidas ambientais não sejam tomadas, o Brasil corre um sério risco de perder para sempre muitas espécies de aves. No ano passado, segundo Develey, o país registrou três extinções confirmadas de aves que viviam na Mata Atlântica do Nordeste: o limpa-folha-do-nordeste, o gritador-do-nordeste e uma corujinha, a caburé-de-pernambuco.

    Por outro lado, a ararinha-azul, extinta da natureza desde 2000, deve voltar ao meio ambiente nos próximos cinco meses, quando 50 exemplares da espécie devem chegar ao Brasil, repatriadas da Alemanha. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), as ararinhas serão encaminhadas até o Refúgio de Vida Silvestre da Ararinha-Azul, unidade de conservação criada no ano passado, em Curaçá (BA), especialmente para receber as aves. Depois de um período de adaptação em viveiro, elas serão soltas na natureza. Atualmente, existem apenas 163 exemplares da ave em cativeiro no mundo, sendo 13 no Brasil.

    “Sem dúvida, o bioma com a situação mais delicada para a conservação da avifauna é a Mata Atlântica – especialmente a região entre Alagoas, Pernambuco e Paraíba. Outra espécie extremamente ameaçada é a choquinha-de-alagoas, que hoje só existe na Estação Ecológica de Murici (AL) e as estimativas apontam para no máximo 30 indivíduos”, alerta o pesquisador.

    Consequências

    O especialista aponta que é difícil prever com precisão a extensão das consequências da extinção das espécies de aves. “Existem interações entre as espécies; o desaparecimento de uma pode influenciar diretamente outra, num efeito dominó. Talvez, a curto prazo, os efeitos não serão percebidos, mas a médio e longo prazos, o desaparecimento das aves afeta o equilíbrio de todo o ambiente, que influencia diretamente na vida do ser humano.”

    Além disso, o especialista alerta para uma perda irreparável de um patrimônio natural único e insubstituível. “Costumo fazer uma analogia com as grandes obras de arte: se um incêndio destruísse o Museu do Louvre, seria uma comoção mundial. Mas estamos perdendo aves todo ano; nossas ‘Monalisas’ estão desaparecendo e a maior parte da sociedade ainda não se importa”, alerta Develey.

     

  • FAUNA

    Pesquisa da Proteção Animal Mundial expõe os problemas de animais silvestres mantidos como pets

    Pesquisa da Proteção Animal Mundial expõe os problemas de animais silvestres mantidos como pets

    O comércio de animais silvestres como bichos de estimação, seja este ilegal ou não, é uma prática cruel que gera inúmeros sofrimentos a espécies nativas do Brasil. Além disso, é um incentivo ao tráfico de animais, que representa uma das maiores ameaças para a fauna no mundo. As conclusões são do relatório Crueldade à Venda, apresentado pela Proteção Animal Mundial, organização não-governamental que atua em prol do bem-estar animal. De acordo com a pesquisa, atualmente, mais de 37 milhões de aves são criadas em domicílios brasileiros e mais de três milhões de pássaros vivem em gaiolas em mais de 400 mil criadores amadores legalizados.

    O relatório é parte da campanha “Animal silvestre não é pet”, lançada pela Proteção Animal Mundial para conscientizar a população sobre a importância de conservar os animais silvestres em seu habitat natural. “A população precisa entender que animais silvestres não devem ser mantidos como bichos de estimação. Diferente de cães e gatos, esses animais não passaram pelo processo de domesticação e apresentam características naturais incompatíveis com a vida em cativeiro, o que gera um enorme sofrimento para eles”, explica o gerente de Vida Silvestre da Proteção Animal Mundial, Roberto Vieto.

    “Mesmo tendo todo cuidado, carinho e atenção, é impossível satisfazer as necessidades de bem-estar desses animais e permitir a expressão de seus comportamentos naturais quando mantidos como pets”, afirma Vieto, explicando que o objetivo da campanha “Animal silvestre não é pet” é esclarecer essa questão para possíveis compradores de animais silvestres. “Para aquelas pessoas que já possuem um bicho de estimação silvestre legalizado em casa, a orientação é para que não o solte ou abandone este animal, e que procure assistência veterinária especializada para tentar oferecer os melhores cuidados possíveis”, diz o veterinário. 

    Segundo os dados da pesquisa, no Brasil os animais silvestres mantidos como pets mais comuns são as aves, principalmente passarinhos e aves canoras, seguido por psitacídeos, como araras, papagaios e periquitos.  A pesquisa também revelou que 46% dos brasileiros compram animais silvestres de maneira impulsiva, o que demonstra uma decisão baseada em falsa expectativa e que pode comprometer o bem-estar da espécie e gerar sofrimento.

    A maioria dos compradores (39%) revela que família, amigos e pessoas próximas são a maior influência para a compra de animal silvestre, mas as mídias sociais também exercem uma grande influência no comportamento dos compradores. Os conteúdos disponíveis no Youtube, por exemplo, são o terceiro maior responsável por esse incentivo no Brasil (23%).

    “Trata-se de uma indústria, que além de perpetuar uma prática cruel, estimula o tráfico de animais silvestres. Prova disso é que as 70% espécies mais criadas comercialmente e mantidas em criadores amadoristas são também as espécies mais traficadas. Os esforços para proteger a fauna silvestre devem estar dirigidos para preserva-los no seu hábitat natural, cuidar da natureza, e promover uma cultura de respeito pelos animais silvestres”, afirma Vieto.

  • ARTIGO

    O desastre ambiental brasileiro: com a palavra, países compradores de commodities

    O desastre ambiental brasileiro: com a palavra, países compradores de commodities
    Clóvis Borges é diretor executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS)

    Em entrevista recente, o diretor da ONG inglesa Global Witness, Patrick Alley, afirmou que a "proteção ambiental do Brasil está indo para o precipício". A declaração retrata como a imagem de nosso país está se deteriorando frente às perturbadoras investidas políticas encadeadas a partir da nova gestão federal.

    O posicionamento de Alley demonstra de forma muito contundente o que a maioria dos brasileiros já sabe: não temos controle sobre o uso adequado do patrimônio natural para, ao mesmo tempo, garantir a sua proteção. Também é informação que não surpreende quem acompanha as incontáveis circunstâncias de aviltamento aos direitos humanos que se repetem sistematicamente, em especial na região Amazônica. Mas, o exacerbamento dessa falta de controle, motivado pela atual gestão, superou quaisquer limites.

    Ao mesmo tempo em que diferentes atores estrangeiros rapidamente avançam para caracterizar o Brasil como um dos países mais relapsos em relação às questões voltadas ao meio ambiente, onde o desmatamento e a degradação ambiental são fatores preponderantes, uma discussão complexa se desenrola entre embaixadas da Noruega e da Alemanha com o atual ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

    Trata-se da tentativa de "salvar" o Fundo Amazônia. E que parece longe de alguma alternativa que atenda os interesses, explicitamente divergentes, das partes envolvidas. São recursos de grande monta, superiores a 1 bilhão de dólares, aportados a fundo perdido por países como Alemanha e Noruega para garantir maior controle do desmatamento ilegal na Amazônia e promover o desenvolvimento sustentável da região. Recursos que podem ser, simplesmente, dispensados pela atual gestão pública federal.

    No complexo cenário vivido atualmente no Brasil, há bastante dificuldade em se buscar uma explanação confiável sobre as reais intenções do nosso governo nessas discussões sobre o Fundo Amazônia. Em primeiro lugar, pelo fato de que os pronunciamentos retrógrados sobre os temas globais mais relevantes na área ambiental, como o combate à mudança climática e a perda de biodiversidade, já exaustivamente externalizados pelos ministros das Relações Exteriores e do Meio Ambiente, deixam evidenciada uma lamentável e radical dissonância da administração pública com as principais agendas que preocupam seriamente outros países.

    Mas também deve-se levar em conta que os recursos do Fundo Amazônia são aplicados justamente na coibição de irregularidades que, ao que tudo indica, não faz parte das intenções de nossos atuais gestores públicos. Ao contrário, há evidentes movimentos de libertinagem a partir do enfraquecimento proposital da condição, já extremamente depauperada, dos órgãos ambientais responsáveis pelo controle e fiscalização ambiental.

    Soa lógica a intenção de desvio de finalidade desses recursos defendida pelo atual ministro Salles, o que coaduna perfeitamente com falas do presidente da República aos líderes do agronegócio, afirmando que a sua gestão "não causará constrangimento aos que quiserem trabalhar".

    Talvez o jogo de forças para determinar o futuro desse inédito esforço voltado à proteção da natureza no Brasil já esteja tendendo a um encadeamento previsível. Se países que aportam recursos para sustentar forças de controle contra a destruição da natureza são uma linha de atuação que a gestão Bolsonaro faz questão de afirmar não apoiar, qual poderá ser uma solução a esse impasse que atenda os interesses que as partes, antagonicamente, defendem?

    O sistemático ataque às organizações do terceiro setor em prática no Brasil complementa a busca pela maior flexibilização a ações ilegais na Amazônia e, também, no restante do território. São projetos executados em parceria por essas organizações que, em grande parte, amparam e dão melhores condições de trabalho aos órgãos públicos de meio ambiente, historicamente limitados em contingente, equipamentos, recursos e proteção contra pressões políticas. Além disso, mais de 60% dos recursos do Fundo Amazônia são destinados ao governo, em âmbito federal e estadual, e os outros 40% são divididos entre entidades do terceiro setor e universidades.

    Exemplo muito relevante de uma situação ainda mais grave em termos econômicos diz respeito ao anunciado acordo entre Mercosul e União Europeia. Desde o anúncio, muitos países europeus já endureceram suas posições. Não existe um caminho do meio nesse tipo de discussão. Ou seja, caso seja verdadeira a determinação desses países em realizar uma pressão econômica para que busquemos por aqui uma condição mínima de respeito ao uso e proteção ao patrimônio natural, devem ser cobradas atitudes concretas de parte do Brasil. Uma vez que são eles que compram, em enormes proporções, as commodities brasileiras.

    É preciso pensar em medidas que, no curto prazo, possam reverter o cenário de profunda desconfiança já comprovada pelas intenções singulares de representantes do poder público federal. Chegamos a uma situação de tamanha gravidade em relação aos desmandos na área ambiental, postulados praticamente todos os dias, que movimentos menos contundentes de parte de quem efetivamente tem condições de impor uma postura de compromisso com uma agenda coerente e responsável com o patrimônio natural nacional serão absolutamente ineficazes.

    Ao que tudo indica, a administração federal apenas declinará de seus desatinos absurdos contra o meio ambiente a partir de imposições de ordem econômica internacional e em grande escala. Posições que revertam a conduta desviada dos maiores responsáveis por essas atitudes – os influentes setores da iniciativa privada que sustentam o desmanche da política ambiental do país.

     

  • Anvisa fiscaliza vegetais frescos para promover rastreabilidade

    Anvisa fiscaliza vegetais frescos para promover rastreabilidade
    Produtos que passam a ser fiscalizados pela Anvisa

    Está em vigor a fase de fiscalização e aplicação de multas da Instrução Normativa Conjunta nº 2, que obriga produtores ou responsáveis pela venda de vegetais frescos a fornecerem ao consumidor e à toda cadeia de abastecimento informações padronizadas sobre a procedência dos produtos. O produtor deve informar o endereço completo, nome, variedade ou cultivar, quantidade, lote, data de produção, fornecedor e identificação (CPF, CNPJ ou Inscrição Estadual). A informação deve constar no próprio produto ou nos envoltórios, caixas, sacarias e outras embalagens.

    De acordo com publicação no Diário Oficial da União de 15 de abril deste ano, a Instrução Normativa Conjunta (INC) nº 2 orienta o produtor de frutas, legumes e verduras a promover a rastreabilidade desde o início do processo. A INC foi editada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde (Anvisa).Aplicada em todo o território nacional, a norma permite que a identificação seja realizada por meio de etiquetas impressas com caracteres alfanuméricos, código de barras, QR Code, ou qualquer outro sistema de forma única e inequívoca. Um dos principais objetivos da norma é assegurar ao consumidor produtos vegetais sem irregularidades no uso de agrotóxicos e contaminantes.

    Os padrões de identificação da GS1 como, por exemplo, o código de barras, as etiquetas inteligentes (EPC/RFID) e os códigos bidimensionais propiciam a rastreabilidade e podem armazenar informações adicionais de um produto como data de produção, data de validade, número de lote e outras informações. “O Padrão GS1 está presente em mais de 150 países; são mais de 1,5 milhão de empresas no mundo que se beneficiam dos padrões, agregando eficiência em seus processos e segurança ao consumidor”, comenta João Carlos de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil.

    Há tecnologias que auxiliam a missão de coletar de forma automatizada os dados desde a origem dos produtos. O GS1 DataBar, código de barras bidimensional de dimensões reduzidas e com maior capacidade de armazenar dados, permite identificação do produto, além de controle e número do lote e da data de validade de cada item. O GS1 Databar pode identificar frutas, legumes e verduras, e pode ser aplicado em espaços limitados, obtendo ganho no desempenho de leitura dos produtos identificados. A outra opção é o GS1-128, código de barras usado na cadeia logística para a identificação de caixas e páletes, que pode conter todas as informações variáveis, como a identificação única e inequívoca do produto com a utilização do GTIN-Número Global do Item Comercial, data de produção, data de validade, número de lote.

     

  • Empresários se unem para aproveitar galhos deixados na floresta amazônica

    Empresários se unem para aproveitar galhos deixados na floresta amazônica

    Costumeiramente desprezados pelas grandes madeireiras por estarem fora dos padrões de mercado, galhos de árvores de madeiras consideradas nobres tornaram-se protagonistas em projetos da LAO Design e Engenharia, de Cotia (SP). Isso foi possível graças a uma parceria entre a empresa paulista e a Iiba Produtos Florestais, de Rio Branco, no Acre.

    São espécies, como cumaru-ferro, garapeira e maçaranduba, cujos galhos, segundo o engenheiro mecânico George Dobré, proprietário da Iiba Produtos Florestais, podem chegar a 70 centímetros de diâmetro. “O que se aproveita é apenas o tronco, por não apresentar tortuosidades”, diz. “O que fica, porém, representa cerca de 1/3 de volume de madeira”, completa. 

    Essas matérias-primas vêm de uma região no Amazonas, situada às margens do Rio Purus, e são manejadas por comunidades locais, também responsáveis pelo entalhe das peças a motosserra. “Eles dominam essa ferramenta como ninguém e queremos evidenciar as marcas desse trabalho nos produtos”, diz o designer Lao Napolitano, da LAO Design e Engenharia.

    “Além de nenhuma árvore ser derrubada para nos atender”, diz ele, “para evitar desperdícios, faltas e excessos, tudo é produzido de acordo com a demanda”. Mas, neste caso, a necessidade de que Napolitano comenta não é a do mercado ou da empresa, sob a qual está firmada a sociedade, mas dos locais e da própria Natureza.

    “Isso significa que em vez de dizermos às comunidades o que queremos em que prazo queremos, são eles que dizem o que têm e em quanto tempo podem entregar”, explica o designer. “Como trabalhamos com materiais que são deixados para trás, dependemos da quantidade e características dessas sobras”, completa.

    Além disso, ressalta o designer, é preciso respeitar a cultura e a modo de vida dos povos da floresta. “Eles não estão acostumados a prazos apertados, a agendas lotadas, correrias”. “Para eles, o tempo corre em um compasso diferente do nosso, os valores também são outros, não adianta tentar impor nosso jeito”.

    Na prática, a associação comunitária informa o volume e as caraterísticas das toras que dispõem, a empresa avalia, envia a eles os projetos, para que cortem as peças, que chegam em São Paulo prontas para serem montadas. Os prazos de entrega são definidos no início da negociação, mas pelos fornecedores.

  • Meio ambiente

    IAP encaminha bugio em recuperação a centro especializado

    IAP encaminha bugio em recuperação a centro especializado

    O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) encaminhou um bugio para o Instituto Conservacionista Anami, em São José dos Pinhais. O local é especializado em proteção e recuperação de grandes primatas. O animal foi levado ao Centro de Apoio à Fauna Silvestre (Cafs) em maio deste ano pela Secretaria de Saúde do mesmo município com suspeita de febre amarela.

    Exames realizados no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Paraná (UFPR) descartaram a doença, mas o bugio apresentava sintomas de desequilíbrio motor, provavelmente provocado por uma pancada na cabeça. Depois de ficar mais 15 dias em reabilitação no Cafs, foi encaminhado ao Anami, que possui mais espaço e cuidados especializados para que a melhora continue progredindo.

    O Instituto Anami é um empreendimento de fauna silvestre criado em 2007 para receber os grandes primatas que foram destinados dos circos por conta de um projeto de lei que proíbe a criação de chipanzés nestes estabelecimentos. Com o aumento da demanda passou a receber outras espécies.

    Dos animais que estão no local, 60% são primatas e 40% pássaros de apreensões do IAP e do Ibama. Dentre eles, 25 chipanzés, macacos-prego, macacos-aranha, orangotango, papagaios e araras.

  • EQUILÍBRIO

    Iniciativa promove repovoamento de garoupas para salvar espécie da extinção

    Iniciativa promove repovoamento de garoupas para salvar espécie da extinção
    (Foto: Divulgação)

    Com o objetivo de garantir o equilíbrio ecológico marinho e impedir que as garoupas entrem em extinção, a Associação Ambientalista TerraViva (Atevi) promoveu a soltura de 2 mil alevinos criados em cativeiro. A introdução dos peixes ocorreu na praia da Ilha das Cabras, na região sul de Ilhabela (SP), um santuário municipal onde a pesca não é permitida.

    Essa foi a quinta expedição de repovoamento promovida pela Atevi, com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. A iniciativa, inédita no Brasil, introduziu 10 mil alevinos ao longo da costa paulista em 2019. A previsão é de que, em 2020, mais 10 mil sejam soltos em habitat natural, totalizando 20 mil indivíduos reintroduzidos.

    Solitária e territorialista, a garoupa possui escamas pequenas e pode atingir 50 quilos. Sua carne tem grande importância comercial, principalmente para a região Sudeste do país, onde é mais consumida. Todos os indivíduos da espécie nascem fêmeas e, somente com cerca de 15 anos, passam a ser do sexo masculino, o que, somado ao consumo excessivo da carne do animal, o coloca em risco de extinção.

    Responsável técnica do projeto, Claudia Kerber destaca que a produção de alevinos em laboratório e a introdução em ambiente marinho é fundamental para garantir a sobrevivência da espécie. “Tivemos o cuidado de fazer o programa de repovoamento com animais iguais aos que estão na natureza. Pegamos todo o plantel de garoupas selvagens, fizemos o perfil genético e escolhemos todos os acasalamentos para obter um nível de parentesco muito baixo e o mais próximo possível da população que nós temos aqui na região”, afirma.

    A previsão é de que o projeto tenha duração de dois anos, com monitoramentos a cada 60 dias. Os dados coletados vão embasar políticas públicas para a formulação de programas de repovoamento em vários locais da costa brasileira onde as garoupas já desapareceram.

    Segundo o coordenador de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário, Robson Capretz, a ausência das garoupas gera consequências em todo o ecossistema marinho. “Assim como os tubarões e os meros, as garoupas são topo de cadeia na região que habitam e são muito importantes para manter o resto da cadeia equilibrada. Sem a sua presença, outros animais marinhos podem se reproduzir em larga escala, desequilibrando o ecossistema”, destaca.

  • SILVESTRES

    Aves apreendidas em fiscalizações são devolvidas à natureza

    A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) realizaram a soltura de 30 aves apreendidas em operações de fiscalização. A soltura aconteceu no Criadouro Conservacionista Onça-Pintada, em Campina Grande do Sul, na Grande Curitiba. Ação integra as comemorações do Dia Internacional do Meio Ambiente.
    De acordo com o secretário da pasta, Márcio Nunes, o trabalho dos criadouros conservacionistas é essencial para a preservação e reprodução das espécies ameaçadas no Estado.
    Ele acrescenta que o IAP faz um trabalho muito relevante de acolhimento de animais silvestres apreendidos pela Polícia Ambiental ou entregues voluntariamente pela população. “Cabe à sociedade organizada também apoiar iniciativas como essa. As pessoas precisam ter a consciência de que animais silvestres não são animais domésticos, não são pets”, afirmou o secretário.
    O presidente do IAP, Everton Luiz da Costa Souza, alerta que vender, comprar ou manter animais silvestres sem autorização do órgão ambiental é crime inafiançável. “Muitas pessoas mantêm animais silvestres em cativeiro doméstico, sem conhecimento do assunto, na falsa crença que estão protegendo os espécimes”.
    Quem quiser ter um animal silvestre deve seguir uma série de recomendações e só pode comprar de criadores comerciais licenciados pelo IAP.
    Os profissionais do instituto estão habilitados para acolher e triar os animais silvestres apreendidos. “Nossa equipe técnica tem condições de dar suporte para as solturas, escolhendo as melhores unidades de conservação. Fica o desafio maior da recepção, acomodação e boa aclimatação desses animais”, diz o presidente do IAP.

  • LIMPEZA

    Mutirão retira 7 toneladas de lixo da baía de Guaratuba

    Mutirão retira 7 toneladas de lixo da baía de Guaratuba
    (Foto: Marcela Luz)

    Com a participação de 500 voluntários, o 12º Mutirão de Limpeza da Baía de Guaratuba coletou 7 toneladas de resíduos. Promovido pelo Instituto Guaju, o evento contou, pela segunda vez, com o apoio do Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR). O trajeto do mutirão contempla as praias de Caieiras, Prainha e toda a orla da baía, além das comunidades do Descoberto, Estaleiro, São João, São Joãozinho, Cabaraquara e Paraty.

    “É uma honra para o InPAR participar novamente dessa ação. A educação ambiental é um tema muito presente na atualidade e precisamos formar cidadãos mais conscientes. Por isso, projetos como esse, do Instituto Guaju, são tão importantes”, comenta Rommel Barion, presidente do InPAR.

    Além de resíduos plásticos e de pesca, nesse ano foram encontrados objetos como sofás, colchões, um fogão e até mesmo um freezer.

Quem faz o blog

DESTAQUES DOS EDITORES