• Alimentação

    Comida de verdade da Loma Linda

    Comida de verdade da Loma Linda
    As marmitas são preparadas conforme os rigorosos critérios de higiene e trazem legumes, verduras, frutas, leguminosas e sementes (Foto: Divulgação)

    Localizada ao sul da Califórnia (EUA), a cidade de “Loma Linda”, em espanhol.

    “Colina Linda”, é conhecida como a “meca” da vida saudável.

    Os moradores optaram pela alimentação vegetariana e vegana e são considerados uma das populações com os maiores indicadores de saúde do Planeta.

    Inspirada neste estilo de vida, a curitibana Mônica Bonifácio criou a Loma Linda Vegetarianos.

    A marca oferece cardápios 100% free de produtos de origem animal.

    As marmitas são preparadas conforme os rigorosos critérios de higiene e trazem legumes, verduras, frutas, leguminosas e sementes preferencialmente adquiridos de produtores locais.

    Também tem opções de sobremesas e bolos.

    As encomendas podem ser feitas pelo WhatsApp (41) 9 9153-3730. O cliente tem a opção de receber em casa ou pelo sistema take away. Mais detalhes pelo instagram @lomalindaveg.

  • Destruição

    Incêndios no Pantanal ameaçam o refúgio de onças-pintadas, animal símbolo do Brasil

    Incêndios no Pantanal ameaçam o refúgio de onças-pintadas, animal símbolo do Brasil
    O fogo já atingiu grande parte do Parque Estadual Encontro das Águas, refúgio de onças-pintadas (Foto: Pixabay)

    Os incêndios que atingem o Pantanal continuam a colocar em risco a biodiversidade do bioma.

    De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a quantidade de focos de incêndios registrados nos oito primeiros meses de 2020 equivale à quantidade total dos seis anos anteriores somados. No estado de Mato Grosso, o fogo já atingiu grande parte do Parque Estadual Encontro das Águas, o refúgio com a maior população mundial de onças-pintadas – animal símbolo do Brasil.

    Além do prejuízo ao ambiente, os incêndios acabam impactando a economia local.

    Um estudo da Panthera – organização dedicada à conservação dessas espécies de felinos selvagens – estima que o turismo de observação de onças no Pantanal brasileiro representa um faturamento bruto anual de US$ 6,8 milhões às comunidades da região.

    Mesmo sem plano de manejo, o Parque Estadual Encontro das Águas recebeu em 2015 mais de 2,8 mil visitantes estrangeiros, segundo estudo publicado na revista científica Perspectives in Ecology and Conservation.

  • Saúde

    Nutricionista indica exames que devem ser feita por vegetarianos

    Nutricionista indica exames que devem ser feita por vegetarianos
    Profissional sugere a realização de hemograma completo (Foto: Pixabay)

    A nutricionista Bianca Oliveira indica quais exames que a pessoa que segue dieta vegetariana deveria fazer.

    Hemograma completo: É um exame que revela muito além de anemia, ele me mostra a qualidade das suas células e capacidade de transporte de oxigênio delas. Também me mostra – através do VCM, CHCM e HCM – a previsão de possíveis deficiências nutricionais futuras, mesmo com uma hemoglobina normal e ausência de anemia!

    Ferritina: Esta proteína é capaz de armazenar o ferro, através dela podemos prever e prevenir anemias e otimizar a produção de energia no corpo, melhorando a disposição no dia a dia. Mas cuidado, pois uma ferritina alta não necessariamente revela adequação do ferro no organismo; outros fatores influenciam esta proteína, e isso é levado em consideração ao avaliar seus exames como conjunto e sua individualidade clinica e dietética.

    Vitamina B12: São muitos os fatores que influenciam a absorção e metabolismo desta vitamina, desde uso de anticoncepcional, gastrite, consumo de álcool e até a mastigação! Por isso, muitas pessoas apresentam baixa desta vitamina. A deficiência da B12 atrapalha a memória, concentração, humor e transmissão de impulsos nervosos.

    Vitamina D 25 hidroxi: Esta vitamina tem ação muitíssimo além da qualidade óssea, atuando na imunidade, humor, proteção cardiovascular e doenças autoimunes, além de otimizar a absorção de cálcio na dieta.

    Zinco: Um mineral importantíssimo para saúde sexual, saúde dos cabelos e unhas, para imunidade e várias reações químicas no organismo. Sua deficiência é muito comum, ainda mais para quem suplementa ferro, pois o ferro depleta zinco no organismo.

    Nunca se devem olhar exames isoladamente: uma vez que um exame complementa o outro; deve-se sempre cruzar os resultados com a clínica e todas as individualidades do paciente! Dependendo da sua individualidade outros exames serão importantes no seu caso.

    Outro fator importantíssimo: Nunca se devem considerar apenas os valores da faixa de referência do laboratório para os exames. Todos os parâmetros dos exames tem seu ponto de corte mínimo considerado ótimo para melhor ação no organismo, e muitas das vezes o ponto de corte é bem acima do mínimo proposto na faixa de referência. Com alguns exames dentro da faixa de referência, mas distantes do ótimo, já aparecem os sintomas de deficiência nutricional!

     

  • Decisão correta

    Bambi vai para o Santuário de Elefantes do Brasil

    Bambi vai para o Santuário de Elefantes do Brasil
    Aos 58 anos, Bambi volta a viver em ambiente natural

    Pela primeira vez, em mais de 50 anos, a elefanta Bambi poderá voltar a viver em ambiente natural. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) autorizou a transferência do animal do Bosque e Zoológico Dr. Fábio Barreto, em Ribeirão Preto, SP, para o Santuário de Elefantes do Brasil, na Chapada dos Guimarães (MT).

    A decisão foi tomada com base em imagens e laudos técnicos sobre a rotina de Bambi, que divide o atual recinto com Maison - outra elefanta asiática com quem não tem afinidade. A relação hostil não é saudável para ambas, mas a prioridade pela mudança de Bambi se deu por sua idade avançada e atuais condições de saúde.

    'Agradecemos esta oportunidade de proporcionar a Bambi uma vida que lhe ofereça o espaço, a autonomia e a vivência social dinâmica e o mais próximo possível da natureza. Bambi se juntará a outros quatro elefantes, todos com histórias semelhantes. Pela primeira vez em todas as suas vidas, o santuário é uma chance de descoberta e, de muitas maneiras, uma redescoberta do que significa ser um elefante novamente. Mais do que apenas uma vida incrível, nossa equipe do santuário oferece uma experiência prática incomparável com os cuidados intensivos e diferenciados necessários para elefantes doentes e idoso", afirma Scott Blais, presidente do Santuário de Elefantes Brasil.

    Bambi tem à sua disposição um espaço arborizado de 30 hectares - o equivalente a 300 mil metros quadrados - com riacho, lago e poças de lama.

  • Bem-estar dos animais

    Proteção Animal Mundial lança documentário “Enganado por um Sorriso”

    Proteção Animal Mundial lança documentário “Enganado por um Sorriso”
    Existem mais de 3 mil golfinhos em cativeiro (Foto: Pixabay)

    A Proteção Animal Mundial, organização não-governamental que atua em prol do bem-estar dos animais, lançou documentário “Enganado por um Sorriso”, que mostra a realidade em que vivem golfinhos mantidos cativeiro para o entretenimento, rebatendo o discurso da indústria, que movimenta cerca de 5,5 bilhões de dólares todos os anos.

    O documentário conta com a participação de Lorena Lopez, ex-treinadora de golfinhos no México que, após 10 anos trabalhando para o entretenimento, hoje dedica a vida para defender os animais das barbaridades do setor. “A indústria manipula as informações de forma que você acredita que os animais estão sendo bem tratados, que eles estão felizes de performar para o público. Toda a roupagem no discurso faz com que você acredite nisso. Mas, esses animais são privados de comida, forçados a uma carga de treinamentos intensivos, obrigados a se reproduzir, sofrendo de severo estresse físico e psicológico”, afirma a ativista.

    Segundo pesquisa da Proteção Animal Mundial existem mais de 3 mil golfinhos em cativeiro. No México, um dos principais polos de golfinhos em cativeiro do mundo, são 240 golfinhos em 29 locais. O uso dessas espécies para entretenimento arrecada anualmente cerca de 500 milhões de dólares com a venda de ingressos.

    Nessas atrações cruéis, os golfinhos são usados como pranchas de surf, cercadas por grupos de pessoas, sendo tocados, abraçados e fotografados, em um ambiente barulhento, completamente diferente do habitat natural.

    Para assistir o documentário, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=WHNyQSH4HUg

  • Artigo

    Biodiversidade e as soluções para a “insegurança” hídrica no Brasil

    Biodiversidade e as soluções para a “insegurança” hídrica no Brasil
    Renato Atanazio (Foto: Fernando Dias)

    O Brasil é um dos países com maior disponibilidade de água doce do mundo, com aproximadamente 12% do total do planeta. Possui duas das maiores áreas úmidas do mundo: o Pantanal e a Bacia Amazônica. Seus reservatórios de água subterrânea detêm uma capacidade de 15 milhões de litros por segundo. A vazão média anual dos rios brasileiros é de aproximadamente 180 milhões de litros por segundo.

    Todos esses dados, reunidos no relatório Biodiversidade, Serviços Ecossistêmicos e Bem Estar Humano no Brasil, disponível na Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES), dão a dimensão do tamanho da responsabilidade que um país com alta disponibilidade de água, associada à elevada biodiversidade, carrega em relação à segurança hídrica.

    No entanto, o que temos acompanhado historicamente é uma severa dificuldade na implementação de políticas públicas para a gestão da água e sua integração sustentável com as dinâmicas e necessidades dos centros urbanos.

    A rápida expansão das metrópoles e a falta de planejamento fizeram com que os gestores públicos se apoiassem quase que exclusivamente em infraestrutura cinza (canalização e obras em geral) para garantir o abastecimento de água para a população. Embora seja indispensável para dar escala à oferta de serviços básicos, é essencial que a infraestrutura cinza seja aplicada conjuntamente com a infraestrutura verde – as chamadas Soluções baseadas na Natureza - para proteger as bacias hidrográficas e permitir o uso sustentável dos recursos.

    Como resposta a esses desafios de gestão territorial, avançam no País e no mundo iniciativas que têm a natureza como base . No Peru, a legislação exige que as empresas fornecedoras de água destinem parte da receita para o investimento em infraestrutura natural, como o reflorestamento de áreas e a aplicação de agricultura sustentável próximo a rios e mananciais. Na China – um dos países mais avançados na conciliação entre infraestruturas cinza e verde –, mais de 250 municípios aplicam o modelo de cidades-esponjas com o objetivo de drenar a água da chuva. Estimulam ainda a criação de parques alagáveis (exemplos como este existem em Curitiba há décadas), prédios com jardins suspensos, calçadas permeáveis e praças-piscinas.

    O caso emblemático de Nova York não pode ser ignorado. Lá, de forma inteligente, em vez de aumentar a infraestrutura cinza do sistema de abastecimento, uma parceria público-privada optou por investir na conservação de bacias hidrográficas que garantem a água para a população. Hoje, a medida colhe excelentes resultados, chegando próximo a uma relação de US$ 7 economizados para cada US$ 1 investido em ações de conservação.

    Encontrar soluções a partir da natureza para a Baía de Guanabara foi o objetivo do Oásis Lab, realizado pela Fundação Grupo Boticário, Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) em 2019. A iniciativa reuniu representantes de mais de 50 instituições, empresas, indústrias, OSCs e órgãos públicos para desenvolver ideias e soluções que garantam a segurança hídrica e a resiliência costeiro-marinha na região.

    O diálogo com tantos atores tem sido essencial para trazer resultados práticos e de impacto positivo para a população fluminense. Dois dos projetos cocriados na ocasião receberão investimentos por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em fevereiro entre o Ministério Público do Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) e a Petrobras.

    Outro exemplo que também está sendo colocado em prática é o movimento Viva Água, realizado na Bacia do Rio Miringuava, em São José dos Pinhais (PR), que tem entre seus objetivos contribuir com a segurança hídrica a partir da restauração da vegetação em áreas estratégicas de bacias hidrográficas e do incentivo a atividades socioeconômicas de impacto positivo na natureza.

    Por muitos anos, acreditamos ser possível domar a natureza em nome do desenvolvimento. É chegada a hora de seguirmos um novo rumo, disseminando a ideia e apresentando resultados de que é, sim, possível uma bacia hidrográfica incorporar atividades econômicas compatíveis com sua conservação. Assim, seguimos trabalhando para comprovar com exemplos e números que a adoção de medidas de conservação não representa entrave ao desenvolvimento econômico, mas sim condição essencial para sua efetividade.

  • TV Cultura

    Repórter Eco fala sobre preservação ambiental

    O Repórter Eco deste domingo (7/6), semana em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), irá falar sobre o projeto Mulheres na Conservação. Criado pelo fotógrafo João Marcos Rosa e pela jornalista Paulina Chamorro, ele retrata histórias de pesquisadoras que se dedicam a preservação ambiental, ajudando a salvar espécies brasileiras ameaçadas de extinção.

    “A ideia do projeto surgiu de uma percepção que eu tive ao longo desses 20 anos de estrada de que grandes inciativas pela conservação brasileira eram capitaneadas por mulheres”, diz João Marcos Rosa, fotógrafo e documentarista. A ideia conquistou a jornalista ambiental Paulina Chamorro e a dupla foi a campo acompanhar a rotina das pesquisadoras, com o apoio da Fundação Toyota do Brasil.

    A segunda reportagem fala sobre a crise climática e a pandemia da covid-19. A poluição do ar diminuiu no mundo todo, em função do isolamento social, mas a emergência climática permanece e exige a redução urgente das emissões de gases do aquecimento global. A matéria contará com a entrevista do físico Paulo Artaxo, professor da USP, membro do IPCC - Painel Iintergovernamental de Mudanças Climáticas e coordenador do Programa FAPESP de Mudanças Climáticas Globais.

    Por fim, o terceiro assunto a ser abordado é sobre o vírus e impactos na natureza. A pandemia causada pelo novo coronavírus provocou uma das mais graves crises que a humanidade já enfrentou. A disseminação de doenças desconhecidas está ligada a destruição da natureza, como vai explicar o infectologista Marcos Boulos.

    Apresentado por Márcia Bongiovanni, o Repórter Eco vai ao ar às 18h, na TV Cultura e no YouTube.

  • Do outro lado do mundo

    Nova Zelândia desenvolve ferramenta para auxílio a epidemiologistas

    Nova Zelândia desenvolve ferramenta para auxílio a epidemiologistas
    Pesquisador Demival Vasques Filho (Foto: Divulgação)

    Diante do cenário de pandemia global da Covid-19, a Nova Zelândia tem se destacado devido ao sucesso de suas ações emergenciais. Logo em 23 de março, apenas um mês após o país ter registrado seu primeiro caso do novo coronavírus, a Nova Zelândia se comprometeu com uma estratégia de eliminação da doença. A etapa seguinte, realizada alguns dias depois, foi o anúncio do confinamento (lockdown), medida anunciada pela primeira-ministra Jacinda Ardern quando havia apenas 102 casos e nenhuma morte. A rápida tomada de decisão do governo neozelandês ganhou elogios internacionais, inclusive da Organização Mundial de Saúde.

    O diálogo entre governo e academia pode ser visto como mais um fator de sucesso na abordagem da Nova Zelândia no combate à Covid-19. Um dos muitos exemplos de integração entre o ambiente acadêmico e o governo neozelandês é a atuação do Centro de Excelência em Pesquisa de Ciência de Dados e Sistemas Complexos Te Pūnaha Matatini, coordenado pelo professor Shaun Hendy, e vinculado à Universidade de Auckland.

    O Centro Te Pūnaha Matatini tem desempenhado um importante papel no fornecimento de informações científicas para apoiar o governo da Nova Zelândia no que diz respeito à propagação do vírus no país. Um importante fator para as notícias divulgadas em todo o mundo sobre a bem-sucedida resposta neozelandesa à Covid-19 é o fato de o governo ouvir epidemiologistas e modeladores matemáticos, como os membros do Te Punaha Matatini, dentre os quais, o pesquisador Demival Vasques Filho, brasileiro, nascido em Ilha Solteira-SP, atualmente titular do Instituto Leibniz, em Mainz, Alemanha, e colaborador da equipe neozelandesa.

    Vasques Filho explica que, geralmente, a pesquisa teórica leva tempo para ver sua aplicação no mundo real, o que não aconteceu nesse caso específico: “Pela primeira vez me vi envolvido em uma resposta científica imediata. Como se pode imaginar, as doenças infecciosas se espalham de acordo com os padrões de interação entre as pessoas (assim como ideias, inovação, opiniões). Nosso trabalho recente é sobre isso, mostrando, em particular, que as interações das pessoas como parte de grupos são cruciais para a compreensão desses padrões”

    De um modo simplificado, Vasques Filho revela duas frentes essenciais da pesquisa: quanto mais grandes grupos na sociedade são encontrados, e mais se identificam duas pessoas pertencendo a dois grupos juntos (por exemplo, irmãos indo para a mesma escola, parceiros indo para o mesmo ginásio), a propagação de doenças é facilitada na comunidade, porque existe mais do que chamamos de laços fortes; quanto maior o número de grupos por pessoa (pessoas pertencentes a vários grupos), mais encontramos o que chamamos de laços fracos. Este último favorece a disseminação de doenças entre comunidades.

    O projeto desenvolvido pelo Centro Te Pūnaha Matatini, para o caso específico da Nova Zelândia, busca modelar a estrutura da rede de contatos, por meio da qual a doença pode se espalhar em todo o país, ou seja, uma rede que envolve cinco milhões de pessoas. Para tanto, o Centro Te Pūnaha Matatini conta com os dados de censo, educação, emprego e mobilidade. “Nosso objetivo é ter um melhor conhecimento de como os padrões de contato mudam de acordo com variáveis diversas, como localização, setores da indústria e características da população –idade e sexo, por exemplo. Diante disso, buscamos fornecer informações suficientes aos epidemiologistas para calcular números básicos de reprodução, ou seja, o número médio de novas infecções geradas por uma pessoa infectada, de acordo com essas varáveis, em vez de ter um único número para toda a população”, explica Vasques Filho.

    Essa ferramenta matemática em desenvolvimento pelo Centro Te Pūnaha Matatini poderá ser aplicada em diferentes países e regiões, de modo a auxiliar na formulação de políticas para medidas de distanciamento social em vários níveis, como a discussão que ora acontece entre as realidades das regiões metropolitanas do estado de São Paulo, e as cidades do interior, além de facilitar os trabalhos tradicionais de testagem e o rastreamento de contatos. O modelo matemático permitirá, ainda, ajudar a identificar as comunidades mais vulneráveis, de modo a lhes oferecer o apoio adequado contra a propagação de doenças.

     

  • Degradação dos recifes

    Pesquisadores alertam para morte iminente das espécies

    Pesquisadores alertam para morte iminente das espécies
    Exploração descontrolada do turismo, poluição e aquecimento dos oceanos estão entre as razões da degradação dos recifes (Foto: Christine Eloy )

    Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) constataram que os recifes de corais marinhos no Estado estão passando por um gravíssimo processo de branqueamento. Se a situação perdurar por mais três meses, representará séria ameaça à biodiversidade do ecossistema.

    Segundo o estudo do Laboratório de Ambientes Recifais e Biotecnologia com Microalgas (LARBIM) da UFPB, os corais mais afetados no litoral paraibano estão na Praia do Seixas, no litoral sul. Das 1,1 mil colônias monitoradas, 93% estão totalmente branqueadas.

    No Bessa, na Grande João Pessoa, em monitoramento feito entre março e maio, os pesquisadores observaram que 90% dos corais estavam branqueados. Até janeiro, das 3,6 mil colônias monitoradas, 48% estavam saudáveis, 38% branqueadas e 13% doentes. Ou seja, há aumento vertiginoso do processo de branqueamento.

    “Nunca vi algo igual antes. E olha que eu mergulho, estudo e pesquiso os corais da Paraíba desde 1999. É o maior evento de branqueamento de corais registrado para a Paraíba”, alerta Cristiane Sassi, que é a coordenadora do projeto, financiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

    Ela explica que o branqueamento dos corais não significa que eles estão mortos, mas que estão debilitados e vulneráveis. “Os corais da Paraíba correm risco de morrer, caso o estresse que provocou o massivo branqueamento perdure por mais de três meses”, diz Cristiane, que é professora do Departamento de Sistemática e Ecologia da UFPB e coordenadora do LARBIM.

    Situação igual foi registrada nos recifes de Porto de Galinhas e Tamandaré, no Estado de Pernambuco, por professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e em outros estados do Nordeste, como Rio Grande do Norte e Ceará. Nos recifes da Austrália, em março deste ano, também foi registrado o maior evento de branqueamento dos últimos dez anos.

    Segundo Cristiane, o evento de branqueamento ocorre ciclicamente, mas agora está se tornando mais frequente, assim como as anomalias térmicas estão mais intensas. Como o branqueamento já perdura por cerca de três meses nos recifes paraibanos, os pesquisadores temem que isso dificulte a recuperação dos corais. Além disso, como as praias da Paraíba estão fechadas por conta da pandemia do novo coronavírus, o monitoramento dos recifes está mais difícil e restrito. Os pesquisadores têm contado com o apoio da Capitania dos Portos para continuar indo ao mar, mas mesmo assim de maneira muito mais limitada do que antes.

    Causas do branqueamento

    Cristiane afirma que a exploração descontrolada do turismo natural está entre as razões da degradação dos corais. De acordo com a especialista, outras causas são apontadas por provocar o branqueamento: as de origem local, como poluição marinha, alta taxa de sedimentação, pisoteio e outras ações negativas do homem; e as de origem global, principalmente o estresse térmico, com elevação da temperatura dos oceanos.

    A mortalidade em massa dos corais geralmente ocorre quando o estresse que provocou o branqueamento, seja ele de origem local ou global, perdura por mais de três meses.

    “Entendo que somente com mudanças de nossas posturas, reduzindo a emissão de gás carbônico, a fim de atenuar o aquecimento global, e com a diminuição da poluição dos mares, do uso dos plásticos e com o fim das queimadas, podemos contribuir na conservação dos recifes. Além disso, a prática de condutas conscientes ao se visitar esses ecossistemas também é uma ação que auxilia na sua conservação”, explica a professora.

    A equipe do projeto é formada por alunos dos cursos de Ciências Biológicas, Engenharia Ambiental, Mídia Digital e Psicopedagogia da UFPB. Além de Cristiane, outros dois professores estão envolvidos: Roberto Sassi e Viviany Pessoa.  A ideia é entregar aos órgãos públicos ambientais os dados levantados e fazer sugestões para a gestão desses recifes. Uma das propostas é a ordenação do turismo com a implantação de um programa permanente de ações educativas para orientar os visitantes quanto à prática de condutas conscientes ao visitarem as piscinas naturais.

     

  • Artigo

    Destinação de resíduos a lixões e aterros irregulares colabora para a disseminação do Coronavírus

    Destinação de resíduos a lixões e aterros irregulares colabora para a disseminação do Coronavírus
    Os lixões fazem parte de um problema histórico de difícil resolução no Brasil por conta da falta de investimentos (Foto: divulgação)

    Em meio à luta contra a pandemia do novo Coronavírus, é de grande importância que se discuta também a questão ambiental, com foco especial na destinação final dos resíduos. Quando tratamos de assuntos como a presença de lixões e de aterros controlados, estamos falando também da facilitação da propagação do vírus e da dificuldade em se ter condições adequadas de higiene. Todo o cenário ambiental se reflete também na saúde.

    Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos 2018/2019 da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o Brasil destinou a lixões ou aterros controlados 29,5 milhões de toneladas de resíduos, 40,5% do total produzido, em mais de 3 mil municípios. Os perigos dessa prática são inúmeros, como a poluição do ar e da água, emissão de gases do efeito estufa, atração de vetores e risco de incêndios.

    A Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, previu que todos os lixões do país deveriam ser extintos até 2014. Infelizmente, por conta da falta de prioridade no enfrentamento do problema, da ausência de financiamentos, de busca por soluções conjuntas com outros municípios e de parcerias público-privada, essa meta ainda está longe de ser realizada. No ano passado, a proposta de estender os prazos para a extinção dos lixões em todos os municípios do país entre 2021 e 2024 foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas ainda está em tramitação pelo Senado Federal.

    A existência de lixões a céu aberto traz problemas ainda maiores em tempos de Coronavírus. Afinal, diversos catadores que tiram seu sustento destes locais podem se contaminar com o vírus, já que não há qualquer tipo de proteção. Populações que vivem em áreas próximas a lixões ou aterros irregulares são afetadas diretamente pelos lixões especialmente por conta dos fortes odores e da atração de vetores que podem causar doenças diversas. Em um momento em que muitas pessoas têm sofrido dificuldades para serem atendidas no Sistema Único de Saúde, esse pode ser um problema adicional. Além disso, o chorume vindo do lixo pode contaminar o solo e a água que é extremamente importante para a nossa higiene e proteção durante esse período. Soma-se a isso a falta de saneamento básico adequado e temos um cenário ainda mais complexo.

    Ao invés de destinarmos os resíduos aos lixões, após esgotadas as possibilidades de reciclagem e tratamento, devemos direcioná-los aos aterros sanitários, locais regulamentados que possuem sistemas de drenagem do chorume e do gás metano (que pode ser reaproveitado) e que gera renda e empregos formais a trabalhadores. Nesse caso, os trabalhadores possuem todo o cuidado no tratamento dos resíduos, o que evitaria a propagação por parte do Coronavírus e outras doenças. Outro ponto de grande importância é a necessidade de ampliar a coleta seletiva em todos os municípios brasileiros e estimular a reciclagem e a logística reversa de materiais diversos. Com a realização desses processos, é possível reutilizar materiais como matéria-prima e evitar que sejam descartados incorretamente na natureza.

    Os lixões fazem parte de um problema histórico de difícil resolução no Brasil por conta da falta de investimentos, de interesse por parte do poder público e das condições precárias em que muitos brasileiros vivem. Discutir a gestão e a destinação de resíduos sólidos em locais adequados traz benefícios para a qualidade de vida da população não apenas em relação ao meio ambiente, mas também à saúde, condições de moradia, saneamento básico, empregos e oportunidades.

  • Dia Mundial do Meio Ambiente

    Relação direta entre o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida

    Relação direta entre o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida
    É preciso reconhecer que a natureza não pode mais ser explorada de maneira irresponsável

    No dia 5 de junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, decorrente da primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, realizada no dia 5 de junho de 1972, em Estocolmo. “O encontro teve objetivo de promover atividades de proteção e preservação do meio ambiente, em todo mundo”, ressalta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News & Negócios.

    Em meados do ano passado, a comunidade científica internacional alertou para a crise da biodiversidade no planeta. Liderado pela ONU, o estudo apontou o risco do desaparecimento de um milhão de espécies de animais e vegetais da natureza, ameaçadas pela atuação do homem. Poucos meses antes, a ONU Meio Ambiente havia declarado a Década da Restauração, período entre 2021 a 2030, que congrega diversas frentes de trabalho e iniciativas para a restauração dos ecossistemas globais.

    Na edição desse ano do Dia Mundial do Meio Ambiente, o tema abordado é a biodiversidade e, a Colômbia foi o país escolhido para representar a comemoração, em parceria com a Alemanha. A informação divulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) destaca que a escolha se deve ao fato da biodiversidade registrada na fauna e flora locais.

    O ano de 2019 foi marcado por uma série de discussões no Brasil, desde desastres naturais, queimadas na Amazônia, derramamento de óleo no litoral, dentre outros episódios poluidores. Entre as conclusões está à demonstração da relação direta que a proteção do meio ambiente tem com o desenvolvimento econômico e com a qualidade de vida.

    “As transformações observadas no período de isolamento social, decorrentes da pandemia do novo coronavírus, demonstram a importância da conscientização da população sobre a mudança de hábitos em consumo e no descarte racional de resíduos sólidos”, relata Vininha F. Carvalho.

    A sustentabilidade é um catalisador do crescimento, mas as empresas precisarão encontrar um equilíbrio entre as práticas de sustentabilidade e a lucratividade. O Brasil reciclou 55% das embalagens de pet descartadas pela população em 2019. O volume equivale a 311 mil toneladas do produto – 12% acima do registrado em 2018 –, que geraram um faturamento de mais de R$ 3,6 bilhões, o correspondente a 36% do faturamento total do setor do pet no Brasil.

    As informações são do 11º Censo da Reciclagem do PET no Brasil, elaborado pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), com a participação de 160 empresas de todo o País. Esse grupo está dividido entre recicladores (22%); aplicadores, que são empresas que adquirem e utilizam o pet reciclado em seus produtos (70%); e integrados, que fazem a reciclagem e também utilizam o material na fabricação de itens que retornam ao mercado (8%).

    A pandemia da Covid-19 também trouxe novas reflexões para o meio ambiente. A redução das emissões dos Gases de Efeito Estufa resultou na melhora da qualidade ambiental do planeta.

    O futuro da sociedade no pós-pandemia e, o que poderá ser feito para que os aprendizados do combate à Covid-19 estejam sempre presentes no cotidiano, representa um desafio para ser lançado nesta data tão especial.

     “O fim da pandemia não será o fim dos problemas a serem enfrentados pela sociedade, mas o início de uma nova realidade. É preciso reconhecer que a natureza não pode mais ser explorada de maneira irresponsável, ou a sobrevivência no planeta estará comprometida”, conclui Vininha F. Carvalho.

     

     

  • Nas Minas Gerais

    Florestas plantadas preservam mais de um milhão de hectares de vegetação nativa

    Florestas plantadas preservam mais de um milhão de hectares de vegetação nativa
    As florestas plantadas estão presentes em mais de 230 municípios mineiros, e são compostas por eucalipto, mas também Pinus, Cedro e Mogno (Foto: Divulgação)

    Na semana em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado amanhã (05), reforçar o papel da indústria florestal na preservação de florestas nativas torna-se ainda mais importante. Cultivadas para a produção renovável de madeira, que abastece o mercado de painéis, pisos laminados, carvão vegetal, lápis, celulose, madeira tratada, serrada, entre outros produtos madeireiros, as florestas plantadas preservam mais de 1,3 mi de hectares de florestas naturais apenas em Minas Gerais, estado que detém a maior base florestal plantada do país, com mais de dois milhões de hectares. A conta é simples: cada 1 hectare plantado preserva 0,6 hectare nativo, segundo levantamento realizado pela AMIF – Associação Mineira da Indústria Florestal. O setor de floresta plantada é o que mais contribui para a conservação de áreas de florestas nativas, através de suas práticas sustentáveis de uso do solo e também por fazer uso somente de madeira plantada e manejada para fins específicos de produção.

    Entre os principais motivos da preservação está, ainda, o fato de as florestas plantadas diminuírem a pressão sobre as florestas nativas, uma vez que fornecem às indústrias os insumos necessários para o processo produtivo, como a celulose, carvão vegetal e a própria madeira em um processo sustentado de plantio e colheita de árvores. E as vantagens vão além, de acordo com a Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF): “a cultura de árvores plantadas, ao ser implantada, recupera áreas degradadas, contribui para manter a disponibilidade da água e nutrientes do solo, gera empregos rurais contribuindo para a manutenção do homem no campo em uma vasta cadeia de valor e contribuem para a inclusão social”, explica a presidente da entidade, Adriana Maugeri.

    Desafios

    Outro dado coloca a indústria florestal regional em evidência no cenário global: Minas Gerais é líder mundial de produção e consumo de carvão vegetal proveniente destas florestas, fonte energética limpa e renovável. Apesar de todos os esforços da indústria florestal com os compromissos sustentáveis e legais, estima-se que uma significativa parcela do carvão vegetal consumido no estado ainda tenha origem nas árvores nativas, o que é considerado ilegal desde janeiro de 2018, quando a reformulação da Lei Florestal de Minas Gerais proibiu, entre outras práticas, que a indústria utilize carvão originário de florestas nativas.

     “Acabar com a produção ilegal de carvão vegetal está entre nossos principais pleitos. Não há necessidade de se expandir as fronteiras da cultura de florestas plantadas para áreas nativas e que devem ser conservadas. Há muitas outras áreas que são nosso foco de ampliação. Felizmente temos ao nosso lado importantes ONGs e o próprio poder público, que, assim como a AMIF, lutam para preservar a nossa rica mata nativa dos significativos biomas em Minas, o Cerrado e a Mata Atlântica. O setor de florestas plantadas repudia, veementemente, o desmatamento ilegal e atua fortemente para a ampliação da fiscalização e punição estatal para os criminosos que destroem o que nos resta de matas em nosso Estado”, explica Maugeri.

    Apesar de representarem pouco menos de 1% do território nacional, as florestas plantadas são responsáveis por 91% de toda a madeira produzida no Brasil para fins industriais. As empresas instaladas em Minas Gerais fornecem madeira para outros estados, como Bahia e Espírito Santo, e possuem certificações internacionais, como o FSC - Forest Stewardship Counci, que garante a sustentabilidade do manejo e origem da madeira através da exigência de parâmetros rigorosos. As florestas plantadas com representação da AMIF estão presentes em mais de 230 municípios mineiros, e são compostas, prioritariamente, por eucalipto, mas também Pinus, Cedro e Mogno.

  • Telhados verdes

    Coberturas verdes são alternativas para cidades sustentáveis

    Coberturas verdes são alternativas para cidades sustentáveis
    Construção civil está impulsionada a inserir telhados verdes em projetos residenciais e comerciais (Foto: Divulgação)

    Em 6 de junho,é celebrado o Dia Mundial dos Telhados verdes (World Green Roof Day). Para fortalecer e mostrar a importância das coberturas verdes, arquitetos, paisagistas e engenheiros de diferentes países estão compartilhando inspirações de projetos nas redes sociais com a #wgrd2020 durante esta semana. 

    Segundo o engenheiro agrônomo João Manuel Feijó, especialista em infraestrutura verde e design biofílico, a busca pelo melhor aproveitamento dos recursos na construção está impulsionando a procura por telhados verdes em projetos residenciais e comerciais. Um dos grandes benefícios é a captação de água, a economia com telhas e é a solução ideal para garantir o conforto térmico do ambiente. 

    “Uma cidade repleta de verde traz mais qualidade de vida para as pessoas. Os telhados verdes reduzem a poluição e favorecem a biodiversidade.  Com cisternas para captação de água da chuva, contribuem ainda para a drenagem urbana. A construção verde é fundamental para termos cidades mais resilientes para o presente e o futuro”, ressalta o especialista. 

    Confira três benefícios dos telhados verdes

    Economia financeira - a água da chuva captada pode ser utilizada na limpeza dos ambientes, na jardinagem e também no banheiro, para a descarga, por exemplo.

    Diminuição do consumo de água potável: Este é um dos principais motivos e todo mundo é beneficiado! Economizar água potável é fundamental para o futuro do planeta.

    Redução das inundações: podemos diminuir os alagamentos nas grandes cidades, onde há poucas áreas verdes e o escoamento das chuvas é mais difícil, com a bacia de detenção nos telhados verdes.

  • Política ambiental

    Destruição do meio ambiente no Brasil pode fechar portas comerciais no exterior

    Destruição do meio ambiente no Brasil pode fechar portas comerciais no exterior
    Presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Alemanha, Yasmin Fahimi (Foto: Divulgação)

    Mais uma vez as políticas ambientais do governo Bolsonaro repercutem negativamente nas relações comerciais do Brasil com o resto do mundo. Os retrocessos ambientais, o evidente descaso com a preservação da Amazônia e os povos indígenas e tradicionais que nela vivem colocam em risco as relações comerciais com importantes parceiros internacionais, como Estados Unidos e União Europeia. 

    O mais recente sinal contra o acordo entre o bloco europeu e o Mercosul, lapidado por décadas pela diplomacia brasileira e dos demais membros de ambos os blocos, foi a aprovação pelo Parlamento da Holanda de uma moção contra o acordo, a qual cita o desmatamento da Amazônia como um dos motivos. No caso dos Estados Unidos, o Comitê de Assuntos Tributários ("Ways and Means") da Câmara dos Deputados formalizou em carta ao presidente Donald Trump sua oposição ao plano de expansão dos laços econômicos com o Brasil por causa dos retrocessos em direitos humanos e meio ambiente promovidos durante o governo de Jair Bolsonaro. 

    A alta crescente no desmatamento da Amazônia e o descaso com os povos indígenas, especialmente vulneráveis frente à COVID-19 vão na contramão dos esforços globais pela redução das injustiças sociais e da destruição de ecossistemas naturais. Infelizmente, a política do governo brasileiro em relação à questão socioambiental segue destruindo a imagem do país no exterior, o que pode resultar nesta e em outrasrestrições comerciais, além de espantar investidores.  

    De janeiro a abril deste ano os alertas de desmatamento já chegaram a 1.202 km² de florestas, área  55% superior à do mesmo período do ano passado (773 km²), pelos dados Deter, que mostram uma alta de 94% desde agosto de 2019. Tudo indica que os números oficiais do desmatamento na Amazônia que serão divulgados em novembro deste ano poderão ser significativamente maiores que os de 2019, quando o Brasil quebrou um recorde, elevando a destruição da floresta em quase 30% em apenas 12 meses. As projeções, com base nos dados dos últimos quatro anos, indicam que caminhamos para algo entre 12 mil km2 e 16 mil km2 de destruição. A continuar neste ritmo, além de colocar em risco o equilíbrio climático do planeta e a produtividade da agricultura brasileira, veremos cada vez mais as portas da economia mundial se fechando para o Brasil. 

    A decisão do Parlamento da Holanda reforça outros indicadores de que as políticas ambientais de Jair Bolsonaro são reprovadas na Europa, um dos grandes mercados consumidores de nossos produtos.  A presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Alemanha, Yasmin Fahimi, verbalizou críticas  na semana anterior à decisão holandesa, declarando que "Bolsonaro representa um perigo para a democracia, para o Estado de Direito e para a existência permanente da floresta amazônica. Atualmente não vejo como é possível conciliar as políticas de Bolsonaro com as nossas exigências para o acordo UE-Mercosul nas áreas de desenvolvimento sustentável e direitos humanos". No início do ano,  uma resolução contra o acordo já havia sido tomada pelo parlamento da Valônia, na Bélgica.  

    Os sinais são de que o impacto do desmatamento no acesso ao mercado para a agricultura brasileira irá rapidamente para além do acordo entre os Blocos. Recentemente grupos de empresas globais se posicionaram contra o PL 2633/20 que recicla o texto da MP 910. E as discussões sobre o impacto do consumo europeu no desmatamento ao redor do mundo estão se intensificando no novo "Green Deal". Uma legislação específica deverá ser aprovada até o próximo ano e certamente afetará as commodities brasileiras se continuarmos vendo a expansão sobre vegetação nativa.  

    Os sucessivos ataques à agenda socioambiental e aos direitos humanos, proferidos e praticados pelo governo federal desde seu  primeiro dia de mandato não atendem aos interesses da sociedade brasileira, mas sim dos poucos que ainda se beneficiam e lucram a partir de atividades ilegais e predatórias. Às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, é hora do Brasil reverter este cenário e cuidar de seu patrimônio natural. Assim também estará cuidando de sua economia e da saúde de todos nós, brasileiros.

  • Sustentabilidade

    Empreendimento sustentável garante até 27% de eficiência no uso da água

    Empreendimento sustentável garante até 27% de eficiência no uso da água
    sando no futuro, a MDGP aposta em edifícios sustentáveis que utilizam soluções inteligentes para reuso e redução no consumo de água (Foto: Divulgação)

    A água é um bem precioso e sem ela não há vida. De acordo com o relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), a previsão é que até 2050 falte água para 5 bilhões de pessoas, representando metade da população mundial para este período. No Brasil, a previsão é que até 2035 mais de 70 milhões de brasileiros fiquem sem água. Atualmente, por causa da falta de chuvas, alguns estados passam por longos períodos de estiagem e muitas companhias de água adotam medidas de urgências, como o sistema rodízio de abastecimento de água, o que acaba afetando a população. 

    Em casa a água é utilizada para limpeza, lavar louças e roupas, tomar banho, cozinhar, entre muitas outras utilidades. E pensando no futuro, a Incorporadora MDGP adotou medidas em seus projetos, entre elas, sistemas que fazem a captação de águas pluviais para reuso em irrigação de paisagismo e limpeza de áreas comuns, tendo como premissa a sustentabilidade em seus empreendimentos. “O objetivo não é só oferecer um empreendimento exclusivo e confortável, mas, acima de tudo, proporcionar experiência de morar em uma construção que impacta minimamente o ambiente”, afirma Cássia Assumpção, engenheira da MDGP.

    Para evitar o desperdício de água, os empreendimentos Arbo Cabral e Átman Cabral foram projetados com especificações de metais e louças sanitárias de alta tecnologia, que colaboram com a redução no consumo sem diminuir o conforto e bem estar do morador. No Arbo Cabral, por exemplo, a eficiência hídrica do edifício será de 27,1% para pavimento tipo, 28,6% para cobertura, 33% para áreas comuns e 27,4% no geral, comparado a um empreendimento convencional. “Edifícios sustentáveis, além de proporcionar uma redução nas contas de consumo para os moradores, também garantem imóveis com uma valorização no valor de metro quadrado no mercado”, explica a engenheira.

    Além disso, durante a construção destes empreendimentos também estão sendo adotadas no canteiro de obras medidas para evitar o desperdício de água, como a captação e o aproveitamento de água pluvial para a limpeza e manutenção do local. Os empreendimentos da MDGP ainda estão em processo de certificação para obter o selo GBC Brasil Condomínio, fornecido pelo Green Building Council Brasil, e um dos critérios é obter a eficiência hídrica com o reuso e redução de consumo de água.

  • Meio Ambiente

    Proteção do meio ambiente deve ser prioridade na retomada pós-pandemia

    Proteção do meio ambiente deve ser prioridade na retomada pós-pandemia
    85% dos brasileiros esperam atitudes governamentais no que diz respeito à defesa do verde (Foto: Divulgação)

    Uma pesquisa realizada pela Ipsos para o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 05 de maio, comprovou que a pauta da preservação ambiental não perdeu sua relevância, mesmo em um cenário de pandemia. Na opinião de 85% dos brasileiros, a proteção do meio ambiente deve ser uma prioridade do governo no plano de recuperação do país pós-Covid-19. O estudo ouviu participantes de 16 países, sendo 1000 no Brasil.

    A população que mais espera atitudes governamentais no que diz respeito à defesa do verde é a da China, com 91%. Em segundo lugar, estão, empatados, a Índia e o México, com 89%. Com 85%, o Brasil ficou em terceiro. Por outro lado, Alemanha (55%), Japão (61%) e a Rússia (62%) foram os países cujos entrevistados demonstraram menor interesse na pauta ambiental.

    Um dos motivos pelo qual a maioria esmagadora dos ouvidos brasileiros enxerga a relevância da proteção do meio ambiente no contexto atual pode estar relacionado à uma preocupação com o próprio bem-estar. No Brasil, 85% acreditam que problemas como degradação ambiental, poluição, desmatamento e mudanças climáticas representam uma séria ameaça à saúde.

    Novamente, os chineses estão no primeiro lugar – considerando 16 países – entre os que mais concordam com a premissa: são 93%. Em seguida vêm México, com 91%, e África do Sul, com 90%. Quem menos acredita que as questões ambientais podem gerar impacto na saúde são os Estados Unidos (77%), Austrália e Japão (ambos com 81%) e Canadá (83%).

    De quem é a responsabilidade?

    Apesar de a maior parte dos entrevistados brasileiros concordarem na importância da pauta verde para o futuro, os resultados do levantamento apontam para um paradoxo. Embora 85% defendam que o governo deve priorizar a preservação do meio ambiente na retomada pós-pandemia de coronavírus, 41% dos ouvidos no Brasil admitem que o tema da proteção ambiental não está na sua própria lista de prioridades no momento.

    Na Alemanha e na França, apenas 28% afirmam que não priorizam o tema. Na segunda posição, está o México, com 33%; a Espanha ficou em terceiro, com 35%. Na contramão destes países, os participantes da Índia (67%), da Itália (65%) e da Rússia (58%) apresentam maior descaso com o assunto atualmente.

    A pesquisa on-line foi realizada com 16 mil entrevistados de 16 países, no período de 21 a 24 de maio de 2020. A margem de erro é de 3,5 p.p.

  • Artigo

    Somos Natureza!

    Somos Natureza!
    Alberto Vellozo Machado, Procurador de Justiça coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente e de Habitação e Urbanismo do Ministério Público do Paraná (Foto: Divulgação)

    Meio Ambiente não tem um dia, é o dia a dia, é tudo o que, como diz a nossa distante mas oportuna Lei 6.938/81, abriga e rege a vida. Todas as condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, sintetizam quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Sim, filosofia, compreender o Meio Ambiente no seu mais largo espectro, aliás, não é ser afeiçoado à Sabedoria, é, propriamente, Saber. A lei brasileira remonta a 1981, há quase 39 anos disciplinamos um “direito” ao Meio Ambiente!

    Não paramos, avançamos. Leis, decretos, portarias, o foram detalhando por décadas e alcançamos 1988, havia maturidade para afirmar um Direito Fundamental ao Meio Ambiente. Refinamos nosso discurso, característica de uma sociedade que vai compreendendo suas circunstâncias e, mais do que seus direitos, compreende seus deveres fraternais para com a vida.

    A Constituição Federal, vinda a lume em 5 de outubro de 1988, foi oracular de um lado e desafiadora de outro ao disciplinar sobre o Direito ao Meio Ambiente (art.225): “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida”. Oráculo, sim, porque implica em revelar nossa própria origem e apontar nosso futuro. Desafio, pois propõe respeito à vida em todas as suas dimensões e manifestações.

    O decantado e festejado Direito Fundamental à Vida está intimamente ligado à preservação dos processos naturais que forjam e sustentam o viver. Então, em nosso país de tantos desafios sociais e econômicos, temos dois marcos fundantes que deveriam ter levado à conscientização da superna importância dos processos ecológicos ao bem-estar social e financeiro de nossa sociedade.

    Mas não é bem assim! Vivenciamos, ainda, nossa zona de conforto, imaginando uma cornucópia de bens e serviços naturais inesgotáveis. Não são muitos que se questionam sobre as condições e a produção de bens essenciais como a água, por exemplo. Poucos, proporcionalmente, têm percepção de que lixões e seus nefastos efeitos, são produzidos, exatamente, por quem deveria evitá-los: nós todos. Nos acotovelamos pelos melhores espaços urbanos e, por eles, ignoramos a sanidade do solo, sua permeabilidade, sua estabilidade.

    O Meio Ambiente preexiste à humanidade e só podemos responder quem somos, começando em reconhecer que somos Meio Ambiente, não há separações, ninguém, nenhuma forma de vida está no Meio Ambiente, mas é Meio Ambiente. O próximo passo da humanidade, que não deveria demorar, nos levará à aceitação de sermos natureza e quando violentamos, com nossos excessos, o equilíbrio natural, além de ameaçarmos incontáveis espécies, a nós mesmos colocamos em risco e muitos, muitos mesmo, já se encontram relegados a espaços poluídos e debilitados, que não produzem mais saúde e vida.

    Claro que é algo global, as nossas capacidades mentais deveriam perceber as necessidades de interações. O Meio Ambiente não é servo sob o tacão do ser humano, ao contrário, somos tão dependentes e frágeis, que usamos nossos “dotes” racionais para deformar o meio que nos envolve, para ter momentos, alguns séculos ou milênios, de uma falsa supremacia, mas a realidade é que quando esgotamos os recursos naturais verdadeiramente estamos, autofagicamente, nos consumindo.

    Sim, não é um período de festejar o Dia do Meio Ambiente, mas de conscientização de nossa própria condição natural e dependência da natureza. O Meio Ambiente é o segundo, o minuto, a hora que precisamos respirar, beber, comer, os seres humanos e todas as outras espécies. Fica o convite, aceitemos ser Meio Ambiente, no campo, na cidade. Não somos melhores, nem piores, por que somos um todo chamado Natureza.

  • Na Cozinha

    Torta de abobrinha sem glúten

    Torta de abobrinha sem glúten

    Ingredientes:

    • 1 xícara de mix de farinhas sem glúten Mundo Verde Seleção
    • Queijo branco (tipo minas frescal)
    • 1 xícara de chá de bebida vegetal (amêndoas) sem açúcar
    • 1 pedaço pequeno de queijo parmesão (para ralar)
    • 1 caixinha de tomate cereja (1 xicara de chá)
    • 4 ovos
    • 2 abobrinhas médias
    • Óleo de coco em Spray Mundo Verde Seleção
    • Manteiga ghee sem sal Mundo Verde Seleção
    • Sal rosa do Himalaia fino Mundo Verde Seleção
    • Temperos a gosto

     

    Modo de preparo:

    Pré-aqueça o forno a 180ºC. Corte as abobrinhas em meia lua e leve ao fogo, em uma panela com manteiga ghee, refogue levemente com sal rosa e temperos a gosto, reserve em seguida. Corte o queijo branco em cubos e tempere a gosto.

    Em uma tigela, misture o mix de farinhas sem glúten com o leite vegetal e os ovos, acrescente sal rosa e temperos a gosto. Mexa bem e reserve. Corte os tomates ao meio. Em um recipiente de vidro, utilize o óleo de coco em spray para untar, na sequência, jogue parte da abobrinha, seguida da metade do queijo e metade do tomate.

    Repita a camada com o restante da abobrinha, queijo e tomates. Por fim, jogue a massa por cima e polvilhe o queijo parmesão ralado. Leve ao forno por 30 minutos ou até que esteja dourado.

    Fonte: Mundo Verde

  • Saúde

    Dieta a base de vegetais ganha força entre atletas de elite

    Dieta a base de vegetais ganha força entre atletas de elite
    a grande variedade de informações, documentários e estudos sobre o assunto ajudaram a popularizar a dieta, uma vez que oferece resultado de maneira rápida e cientificamente comprovada.

    Os benefícios das dietas vegana e vegetariana estão em evidência entre os atletas de elite. Ao menos uma dezena de nomes já conhecidos no esporte mundial se declararam adeptos do cardápio à base de vegetais e/ou vegano. De maneira geral, a grande variedade de informações, documentários e estudos sobre o assunto ajudaram a popularizar a dieta, uma vez que oferece resultado de maneira rápida e cientificamente comprovada.

    Recentemente, foi a vez do atleta brasileiro de Artes Marciais Mistas (MMA), Wanderlei Silva, anunciar que está em fase de transição para uma dieta 100% vegetal. Em entrevista concedida ao Yahoo Esportes, o brasileiro disse ter se inspirado no documentário ‘The Game Changers’ (traduzido para o português como Dieta de Gladiadores) e também em pesquisas realizadas no site da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) para tomar a decisão. 

    Dieta de Gladiadores

    “Um tempo atrás, o meu filho mostrou um documentário ‘The Game Changer’, que fala sobre veganismo. O documentário releva as grandes mentiras da alimentação carnívora que a sociedade impõe. No entanto, pesquisei um pouco por conta própria. Eu conversei com uma médica (a minha esposa), eu li artigos e vi a página da ‘Sociedade Vegetariana’, que mostra os benefícios do estilo de vida vegano. Então com todas as pesquisas que realizei, resolvi me tornar vegano e adotar o estilo de vida na minha rotina”, disse Wanderlei, em entrevista ao site.

    O documentário conta com a presença de grandes nomes, a começar pela direção de conteúdo feita por James Cameron, cujo currículo conta com filmes como ‘O Exterminador do Futuro’, Avatar, Titanic, entre outros. A história é construída a partir de uma lesão sofrida por James Wilks, um atleta de Artes Marciais Mistas (MMA), e a sua jornada de recuperação. Os benefícios da dieta vegana e vegetariana são mostrados na prática e embasados com estudos científicos, depoimentos de médicos, atletas e especialistas em nutrição.

    Participações especiais

    Grandes nomes das artes, do esporte e do mundo cinematográfico também reforçaram os benefícios da alimentação vegana e vegetariana durante o The Game Changers. Os atores Jackie Chan e Pâmela Anderson, o pintor e escultor italiano, Joseph Pace, o atleta de força Patrick Baboumian, participante do Arnold Strongman Classic e o piloto de F1, Lewis Hamiltonm, são alguns dos participantes famosos. A participação especial do ex-fisiculturista, ex-governador da Califórnia e ator, Arnold Schwarzenegger, mostrou como a mudança na sua dieta foi fundamental para encontrar mais saúde e energia. 

    Atualmente, o eterno ‘Exterminador do Futuro’ promove no mundo a sua marca ‘Arnold Classic Worldwide’. O evento conta com uma série de atividades esportivas tradicionais, realizadas em diversos países do mundo, como o ‘The Strongman’ e campeonatos de fisiculturismo.

  • Artigo

    Lei paranaense dá espaço para a logística reversa mas ainda precisa passar por ajustes

    Lei paranaense dá espaço para a logística reversa mas ainda precisa passar por ajustes
    Mauricy Kawano

    Uma nova lei sancionada no dia 20 de janeiro de 2020 permite que o Paraná avance rumo à Economia Circular. A Lei Estadual nº 20.132/2020 prevê que os fornecedores de produtos ou serviços ao Estado deverão promover a logística reversa dos resíduos pós-consumo. Desta forma, todos os produtos e embalagens comprados pelo governo estadual deverão ser devidamente recolhidos, destinados e reaproveitados pelos fornecedores após o uso. Tal medida gerará um impacto positivo ao meio ambiente e aos cofres do Estado. Porém, apesar da inovação, ainda há pontos importantes que precisam ser regulamentados e melhorados.

    Ao longo de 2019, o Estado do Paraná gastou mais de R$1,1 bilhão em compras públicas de produtos, dos mais simples aos mais complexos. A grande parte destes materiais acaba sendo utilizada e descartada sem que haja necessariamente um zelo com a sua destinação final. Já existem empresas que estão preocupadas com todo o ciclo de vida de seus produtos, mas muitas ainda não se sentem estimuladas em participar dos processos de logística reversa.

    A nova lei valorizará as indústrias que já realizam os processos de logística reversa, o que será um estímulo a mais àquelas que ainda não investem nestas práticas. Para participar, essas indústrias poderão procurar os sindicatos de seus respectivos segmentos e institutos especializados, como o Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR), para obter mais informações e detalhes sobre o assunto.

    Apesar dos pontos positivos, há ainda fatores importantes a serem regulamentados. Uma das questões que permeiam o assunto é como comprovar que 100% dos resíduos utilizados foram reaproveitados por meio da logística reversa. A meta não é simples de ser alcançada e deve demandar grandes investimentos e articulações entre os envolvidos neste processo.

    A respeito disso, também há que se esclarecer a ausência dos titulares do serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, assim como dos consumidores (no caso, o próprio Governo do Estado) na definição de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida. A ausência destes dois atores no processo contraria a própria Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), legislação que deve servir como base para todas as normatizações sobre o tema.

    Outro ponto de preocupação é a ruptura com o modelo de acordos setoriais e termos de compromisso construídos nos últimos anos. Existem acordos específicos para o descarte de alguns produtos pós-consumo que se tornaram eficientes e são vistos como referências nos processos de logística reversa. O ideal, claro, seria reconhecer e trabalhar em parceria com as entidades que fazem parte dessas iniciativas.

    É claro que ainda existem ajustes e correções de rota a serem feitos. Institutos, associações e sindicatos devem participar das discussões para a regulamentação dessa lei. Por parte do InPAR, estaremos de portas abertas para auxiliar nesse processo e colaborar para que as indústrias se adequem às necessidades dessa nova legislação. De qualquer maneira, trata-se de uma lei extremamente importante e que estimulará o setor produtivo a ser mais eficiente e sustentável.

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