• 06/09/2018

    Vamos "farofar" neste feriadão!

    Vamos

    Farofa de Cebola Caramelizada

    Ingredientes
    250g de cebola bem fatiada (2 unidades médias)
    3 colheres (de sopa) de azeite
    1 dente de alho bem picado
    1/2 xícara (de chá) de farinha de mandioca torrada
    Sal a gosto
    Pimenta moída a gosto
    Salsinha ou cebolinha picadas a gosto

    Modo de preparo
    Em uma panela antiaderente, coloque o azeite, a cebola e tempere com uma pitada de sal.
    Refogue em fogo baixo por cerca de 20 minutos ou até as cebolas ficarem bem douradinhas, levemente amarronzadas. Procure mexer de vez em quando para não queimarem.
    Assim que a cebola estiver no ponto descrito (veja o vídeo), adicione o alho picado e refogue por 1 minuto.
    Adicione a farinha de mandioca torrada, corrija o sal, se necessário, e acrescente pimenta moída e salsinha ou cebolinha picadas a gosto.
    Está pronto!

    Dicas
    Você pode usar farinha de milho, biju ou farinha de rosca (existem veganas) no lugar da farinha de mandioca.
    Recomendo que consuma essa farofa no dia, mas você pode guardá-la por dois dias na geladeira em pote fechado.

    Farofa de Abobrinha

    Ingredientes
    2 xícaras (de chá) de abobrinha brasileira ou italiana ralada no ralador grosso (cerca de 1 unidade média)
    1/2 de xícara (de chá) de cebola picada
    1 dente de alho grande picado
    1 xícara (de chá) de farinha de milho
    1/2 xícara (de chá) de salsinha e cebolinha picadas
    Sal a gosto
    Pimenta moída a gosto

    Modo de preparo
    Rale e pique os ingredientes conforme a descrição. Eu deixo a abobrinha com a casca, porém lavo bem e tiro as partes machucadas. Não uso a polpa, mas não descarto, reaproveito ela em saladas ou sopas.
    Em uma panela antiaderente e em fogo médio, coloque um fio de azeite e refogue a cebola e o alho até ficarem levemente dourados. Adicione a abobrinha ralada, tempere com sal a gosto (cuidado, a abobrinha fica salgada facilmente), e refogue até ela ficar levemente macia, o que é super rápido (2 minutinhos).
    Acrescente a farinha de milho e refogue por 1 minuto. Corrija o sal, se necessário, adicione a salsinha e a cebolinha, e tempere com pimenta moída a gosto. Está pronto!

    Dicas
    Geralmente uso só abobrinha, mas você pode colocar cenoura ralada também.
    Se você não gosta de abobrinha, pode usar repolho no lugar, fica bem gostoso.
    No lugar da farinha de milho, você pode usar farinha de mandioca, biju ou de rosca.
    Farinha de rosca: antes de comprar, você pode perguntar a procedência dela ao estabelecimento ou ler a lista de ingredientes. Uma opção segura é fazer em casa, triturando pães veganos duros e secos em um processador até obter uma farinha.

    Farofa de Banana

    Ingredientes
    2 colheres (de sopa) de azeite (ou óleo)
    2 dentes de alho picados
    1/2 xícara (de chá) de cebola picada
    2 xícaras (de chá) de farinha de milho ou farinha biju
    3 colheres (de sopa) de cheiro verde picado (salsinha e cebolinha)
    2 bananas nanicas maduras de tamanho médio picadas (pode ser em rodelas ou cubinhos)
    Sal a gosto
    Pimenta do reino a gosto

    Modo de preparo
    Em uma panela em fogo médio, coloque o azeite e refogue o alho e a cebola até ficarem levemente dourados. Acrescente a farinha de milho e abaixe o fogo. Tempere com sal a gosto, e refogue por cerca de um minuto, para a farinha dar uma leve fritadinha, tome cuidado para não deixar queimar.
    Adicione a banana picada e o cheiro verde, mexa por mais um minutinho e se gostar salpique pimenta do reino moída. Está pronto!

    Dicas
    Você pode fritar a banana e depois juntar à farofa.
    Na receita original não ia alho nem o cheiro verde, acrescentei porque amo estes temperos; você pode fazer sem, fica muito bom do mesmo jeito.
    Caso quiser dar um gosto mais amanteigado na sua farofa, você pode usar margarina vegetal no lugar do azeite
    Alguns leitores usaram banana da terra e disseram que deu certo.
    O ideal é preparar a farofa e consumir no dia, mas caso sobrar, guarde na geladeira por até 2 dias.

    Fonte:Presunto Vegetariano

  • 06/09/2018

    Saiba como criar uma composteira caseira em casa ou apartamento

    Saiba como criar uma composteira caseira em casa ou apartamento

    COMPOSTEIRA EM CASA

    Faça um buraco na terra, de cerca de pelo menos 0,5 metro quadrado. Se a família for grande, você pode fazer dois e, enquanto um descansa, vocês enchem o outro. Ou fazer um grandão, de 1 metro quadrado. Uns 30 centímetros de profundidade são suficientes. Para ajudar a segurar as paredes de terra, você pode colocar tabuas nas laterais ou uma caixa sem o fundo (tipo uma caixa d’água, um caixote, algo que segure as laterais, mas dê acesso ao chão). Também dá para fazer cercando uma área em contato com a terra com cerca de arame, tábuas ou troncos.
    Coloque o material orgânico e não espalhe muito. Va concentrando em um cantinho ate encher o espaço. Sempre cubra muito bem com folhas secas ou serragem (é esse o segredo para o cheiro ruim não aparecer).
    Regue de vez em quando se fizer muito calor ou bater muito sol, porque a mistura pode esquentar e secar. É bom manter úmido para a decomposição acontecer mais rapidamente.
    A cada 15 dias, de uma revirada em todo o material, para ajudar a aerar e facilitar a decomposição.
    Aos poucos, as sobras de alimento vão se transformar em uma terra bem escura, com cheiro de terra molhada. Esse adubo é maravilhoso para as plantas e para a sua hortinha!

    COMPOSTEIRA EM APARTAMENTO

    Um dos sistemas de composteira domestica mais famosos hoje é a composteira com minhocas. Isso porque ela é pequena, não tem cheiro ruim, cabe em quase qualquer cantinho, como a área de serviço, e a decomposição acontece mais rápido com a ajuda desses bichinhos. Esse tipo de composteira é ótimo para quem mora em apartamento ou quem mora em casa e não pode fazer um buraco no quintal, como no método explicado acima. Existem composteiras prontas que já vem com as minhocas, mas você pode fazer a sua usando caixas ou baldas de plástico.

    Uma composteira com minhocas precisa de, no mínimo, três andares: o andar do topo, onde o lixo orgânico vai sendo depositado e coberto com o material seco (serragem e folhas secas) que, quando cheio, deve ficar em repouso por cerca de um mês. Durante esse tempo de repouso, o andar do meio vira o do topo e começa o ciclo de novo. Esses dois andares são onde acontece a compostagem do material. O andar de baixo é o que recolhe o liquido que escorre (os andares são intercalados com furinhos para o liquido cair e as minhocas se movimentarem).

    No final desses dois meses, o chamado período de repouso, o material que sobra é um húmus que parece terra, supernutritivo para as plantas e com cheirinho de terra molhada. Nada disso dá mau cheiro se tudo for feito corretamente.

    O excesso de umidade pode facilitar a criação de mosquinhas, por isso é importante cobrir tudo muito bem com serragem. Além das minhocas, acabam aparecendo outros bichinhos pequenos, como formiguinhas e outros insetos, que também ajudam no processo de decomposição dos alimentos. É tudo limpo e, seguindo todas as etapas, não há risco nenhum de contaminação.

    COMO USAR COMPOSTEIRA COM MINHOCAS

    Para usar a composteira você deve colocar os restos de alimentos aos poucos. Não espalhe tudo, vá concentrando o lixo orgânico em cantinhos. Cubra muito bem com folhas secas e serragem. Não aparte ou comprima, deixe a mistura respirar porque ela precisa do oxigênio.

    Siga colocando seus resíduos ate que o baldinho que estiver em cima esteja cheio. O ideal é levar mais ou menos um mês para encher, assim dá tempo de ele virar adubo e você poder trocar pelo andar do meio. Quando estiver cheio, ele vai para o repouso. Troque de lugar com o que estava no meio da pilha, vazio.

    Quando esse recipiente (que estava no meio e foi para topo da pilha) estiver cheio, depois de um mês ou mais, vai ser hora de trocar os andares novamente. Se tudo deu certo, o recipiente que estava no repouso agora tem húmus.

    Para retirar o húmus, deixe o pote com a tampa aberta em um lugar com bastante luz. As minhocas não gostam e vão se enfiando para dentro da terra. Va raspando o adubo aos poucos, para não machucar e não levar embora as minhocas.

    Na caixa fixa debaixo, vai começar a aparecer um liquido bem escuro. Ele é um biofertilizante poderosíssimo. Dilua cada parte do liquido em dez partes de agua e use essa mistura para regar suas plantinhas uma vez por semana. Elas vão ficar lindas.

    O húmus pode ser colocado em plantas, mas, caso sobre, você também pode doar, colocar nas plantas do condomínio, na praça perto de casa etc.

  • 06/09/2018

    Artigo: O consumo precisa ser consciente

    Artigo: O consumo precisa ser consciente

    É sabido que os recursos naturais no Brasil são abundantes, especialmente a água doce. Mas tal abundância de água, com o passar das décadas, está sendo revista, pois a oferta não é perene o ano todo e varia de região para região. A luz solar, outro bom recurso disponível por aqui para a geração de energia, tem intensidade diferente em cada região. Por isso, para aproveitá-la bem, grandes parques solares devem ser construídos em locais com muita incidência de raios de sol, para que seja aproveitada durante as quatro estações do ano. Um investimento e tanto. Já os alimentos, igualmente fartos, não devem ser desperdiçados, afinal fazem parte de uma cadeia complexa, dependendo do tipo e do lugar. Em comum, todos eles, precisam ser cuidados e preservados. O ideal é que em tudo que façamos o consumo seja consciente, sem desperdício, sem exagero, sempre pensando no bem da sociedade como um todo.
     
    Voltando à água, o Brasil, maior país da América do Sul, é abastecido por muitos rios, o que proporciona boa quantidade de centrais hidrelétricas, principalmente as pequenas centrais hidrelétricas (PCH). A diferença entre as duas é que, em vez de grandes reservatórios de água represada, as pequenas utilizam o fluxo de um rio para gerar a energia, sem a necessidade de represamento. Nas maiores, na época de cheia, parte da água acumulada escoa pelo vertedouro sem gerar energia, pois todas as turbinas da hidrelétrica já estão comprometidas com a geração, ou podem estar em manutenção. Nas PCHs a água que chega é a que vai movimentar as turbinas e, caso seja uma época de pouco fluxo de água, a geração é significativamente comprometida.
     
    Pela extensão do país, existem diferenças climáticas significativas e épocas de seca também. Isso faz com que seja necessário haver geração de energia hidrelétrica espalhada por todo o território, já que, quando temos seca no Sudeste, não temos no Norte, e vice-versa, por exemplo. Essa geração de energia espalhada faz parte do Sistema Interligado Nacional (SIN), mas estão disponíveis alguns sistemas isolados. O SIN e os sistemas isolados são coordenados pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), sob a fiscalização e regulação do governo via Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Por conta da existência do SIN, a energia consumida na cidade de São Paulo pode ter sido gerada no próprio estado ou em qualquer outro.
     
    Como estamos nos aproximando de uma época crítica no Sudeste brasileiro, onde a geração de energia elétrica começa a diminuir devido à estiagem e, além de a água ser utilizada para a geração de energia, é imprescindível para o consumo humano, precisamos nos preocupar. E, mesmo tendo outras fontes de geração de energia, como usinas térmica, eólica, nuclear e solar, produzir energia elétrica por meio delas é mais caro. Sem contar os impactos ambientais nas usinas térmicas e nucleares que também preocupam.
     
    Então, atenção: quanto menos energia for gerada no Sudeste, que é uma região populosa do país, maior será o fornecimento de outras regiões, causando um desequilíbrio de consumo no SIN, podendo, inclusive, devido a alguma pequena falha no sistema, evoluir para um apagão. Logo, precisamos usar com muita, mas muita responsabilidade. É mandatório nos preocuparmos com o consumo consciente da água, afinal é um recurso que nos proporciona a vida e gera energia limpa. A falta da energia elétrica é impactante em nosso dia a dia. Temos que colaborar com o país.
     

  • 04/09/2018

    Artigo: A Arca de Noé do século XXI

    Artigo: A Arca de Noé do século XXI

    A falsa polêmica sobre existir ou não mudança do clima no planeta é assunto que já aborrece os especialistas da área. Afinal, se a grande maioria dos cientistas diz que sim, e essa maioria estuda e pesquisa nos institutos de maior reputação no mundo todo, por que ir atrás daquela meia dúzia que continua negando o fenômeno?  Parece que se há polêmica, então há matéria jornalística, e vale o esforço da cobertura. Aí reside o problema. Dar atenção ao que não é substantivo é apenas uma opção. Portanto, não cobrir os negacionistas que refutam a existência da mudança do clima deveria ser uma alternativa mais relevante para os meios de comunicação - assim como não dar ouvidos aos extremistas na política e na guerra poderia ser uma opção para impulsionar democracias e economias mais saudáveis. Abrir as principais vitrines do mundo na mídia impressa ou virtual é um ato de grande responsabilidade. Quem guarda essa chave poderia pensar mais a sério antes de dar o palco para notícias cujas consequências são destrutivas. Uso esse exemplo para chamar atenção do que considero que deveria ser bem mais exposto na mídia do que a negação do aquecimento global ou sensacionalistas em busca de mídia para sua projeção e busca por poder.

    Se você entende que o cenário das mudanças climáticas é para valer, seja porque leu os estudos publicados aos milhares, seja por ter observado os exemplos recentes de eventos climáticos extremos, como as secas e incêndios na Grécia, Califórnia ou Portugal, certamente vai ficar curioso para entender quais as consequências desse fenômeno. As perdas globais por incêndios atingiram níveis recorde no ano passado - e isso pode piorar à medida que a ameaça da mudança climática cresce. Somos novamente atingidos por uma grande seca no sudeste do país e a escassez hídrica começa a bater em nossa porta, sem que tenhamos agido suficientemente para combater o problema no curto e longo prazo. A quebra de safras agrícolas vem batendo recordes por questão climática, sinais a que também precisamos ficar muito atentos.

    Vale a pena ir um pouco além e investigar as consequências disso para as diferentes formas de vida no planeta. Há cientistas que alegam que estamos vivendo a 6ª maior extinção de espécies da história, numa fase chamada de Antropoceno – a época geológica em que humanos se tornam a principal causa de alterações do planeta. Estamos perdendo espécies de plantas e animais em grande escala, muitos dos quais sequer chegamos a conhecer. Com esse processo acelerado, tornam-se ainda mais urgentes as ações de conservação ambiental, principalmente aquelas em terras públicas (áreas protegidas) e privadas (reservas legais ou áreas de preservação permanente obrigatórias nas propriedades). Além de conservar, é fundamental também restaurar áreas degradadas, a fim de resgatar a capacidade de produção de alimentos, promover segurança hídrica, reter carbono no solo e estocá-lo nas plantas.

    O lado bom da história é que vivemos um grande despertar de atores que têm se dedicado à restauração florestal (ou de outros tipos de vegetação) e à produção agropecuária sustentável, convencidos que ainda temos oportunidade de salvarmos algumas regiões e espécies no planeta de uma devastação ainda maior. Do lado da conservação, sofremos também com a falta de investimento em parques e áreas de conservação, pois o que é considerado bem público não tem recebido a devida atenção, muito menos investimento. E o mais irônico disso tudo é que é justamente nessas áreas que reside a nossa esperança: milhões de espécies de fauna e flora que podem nos salvar das situações extremas em que o aquecimento global está nos colocando. De onde virão as sementes para o reflorestamento de áreas degradadas, se nossas áreas preservadas pegarem fogo ou sucumbirem às secas? De onde virá a água para abastecimento e produção, se comprometermos as áreas protegidas?

    Para sairmos da ação de alguns poucos voluntaristas, o ideal seria que, além dos governos, houvesse um forte engajamento do setor privado, para que pudéssemos dar escala às ações para salvar espécies relevantes de fauna e flora para as futuras gerações. Muitas das ações necessárias podem acontecer na forma de negócios, de micro a grande porte, gerando economia relevante. Os negócios de impacto social e ambiental, neste momento da história, tornam-se peça chave para os desafios planetários.

    Estaríamos vivendo um momento "Arca de Nóe"? O que falta para a sociedade despertar? Além da oportunidade de uma nova economia como aqui descrito, temos opção ímpar a cada eleição. Nosso voto na urna pode ser a diferença entre ter políticas que negam os problemas aqui relatados ou ter gestores responsáveis e comprometidos com as atuais e futuras gerações e com soluções para esses desafios que afetam a todos nós.

  • 04/09/2018

    Armadilha fotográfica faz registro inédito de onças-pintadas na região paranaense da Serra do Mar

    Armadilha fotográfica faz registro inédito de onças-pintadas na região paranaense da Serra do Mar

    Um casal de onças-pintadas foi flagrado na Serra do Mar paranaense. O registro inédito na região foi resultado do projeto “Conservação de grandes mamíferos no Corredor da Serra do Mar”, coordenado pelo pesquisador Roberto Fusco Costa, doutor em Ecologia e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza. Há dois anos e meio, a região é monitorada em busca de mamíferos de grande porte. A ação é desenvolvida pelo IPeC (Instituto de Pesquisas Cananéia) e SPVS (Instituto de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental) e conta com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e do Banco ABN AMRO. O vídeo pode ser visto aqui.

    De acordo com o pesquisador, que atua na região há mais de 15 anos, não é fácil conseguir, nesta área, um registro em imagem desse felino, considerado o maior das Américas e ameaçado de extinção no Brasil. “Como a Serra do Mar paranaense está inserida em uma área com o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do Brasil, a presença das onças-pintadas era esperada, mas só tínhamos relatos. Esta é a primeira vez que conseguimos uma imagem que comprova a existência atual desses animais na localidade. O último registro documentado foi feito há mais de 20 anos, com base em vestígios fecais encontrados na região”, explica.

    A imagem coloca a Serra do Mar do Paraná como área fundamental para a conservação de populações de onças-pintadas, reafirmando que a sobrevivência da espécie só é possível devido ao habitat favorável na região. “O registro representa o empenho de vários pesquisadores e instituições que trabalham juntamente com a Polícia Ambiental para tentar manter essa região de Mata Atlântica o mais conservado possível. É um conjunto de esforços para inibir ações ainda comuns, como a caça, que ameaça animais de grande porte”, comenta o pesquisador.

    Monitoramento de grandes mamíferos

    O registro do casal de onças-pintadas na Serra do Mar paranaense foi feito por uma “armadilha fotográfica” colocada em uma região remota da mata. A pesquisa faz a identificação e o mapeamento da ocorrência de diferentes espécies de animais de grande porte no corredor de Mata Atlântica – área da Serra do Mar no Paraná e litoral sul de São Paulo. “Com base nesse mapa de distribuição das espécies, fazemos recomendações para ações de conservação mais efetivas. O registro das onças reforça as informações que a equipe do projeto havia obtido por relatos e entrevistas com moradores locais, trazendo contribuições para o planejamento de conservação e monitoramento a longo prazo”, afirma Costa.

    Com o estudo, os especialistas já registraram outras espécies de grande porte na região, como a queixada e a anta. “O apoio é importante para que tenhamos recursos e condições para obter esses dados, investigar e informar com qualidade a ocorrência de espécies de grande porte, algumas ameaçadas de extinção e que estão presentes na região”, finaliza.

  • 04/09/2018

    Projeto prevê inclusão de áreas da Itaipu em Reserva da Biosfera da Unesco

    Projeto prevê inclusão de áreas da Itaipu em Reserva da Biosfera da Unesco

    A mudança de status faz parte da 26ª Reunião do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (CN-RBMA) e da 18ª Assembleia Geral do Instituto Amigos da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (IA-RBMA), realizadas no Centro de Treinamento da Itaipu, em Foz do Iguaçu.

    A binacional recebeu ainda nesta semana o Seminário Internacional Corredores Ecológicos e Conectividade de Paisagem,  realizado no auditório do Refúgio Biológico Bela Vista (RBV). No evento um grupo de 40 pessoas participou de uma visita técnica à faixa de proteção do reservatório. 

    Os eventos na Itaipu também discutiram outros temas alusivos à binacional, além da inclusão das áreas da margem esquerda como zonas-núcleo da Reserva de Biosfera. Estão previstas a criação da Unidade de Gestão Descentralizada da Itaipu (UGD/Itaipu), a inclusão do Refúgio Biológico Bela Vista (RBV) como posto avançado e a concessão à hidrelétrica do selo "Empresa Amiga da Mata Atlântica". Na abertura do seminário “Corredores Ecológicos e Conectividade de Paisagens" também deverá ser apresentado o novo filme do RBV. 

    As reuniões do CN-RBMA foram realizadas dentro do contexto de revisão periódica e da Fase 7 da RBMA. As revisões são um processo mandatório do Programa MAB/Unesco em que o governo brasileiro tem o compromisso de enviar, a cada dez anos, um formulário sobre a evolução dos trabalhos, desafios e perspectivas de cada uma das Reservas da Biosfera brasileiras. As revisões periódicas são aprovadas pela Unesco em Paris. No caso da RBMA, essas revisões foram feitas em seis fases, entre 1991 e 2008. 

    Reserva da Biosfera

    Atualmente, as florestas protegidas pela Itaipu no Brasil são classificadas como áreas de transição. Com a mudança, elas passam a estar integradas à Reserva da Biosfera da Itaipu no Paraguai (assim titulada em 2017 pela Unesco), formando assim um grande mosaico de áreas de conservação ambiental na região. Além de dar maior visibilidade internacional às ações de conservação da Itaipu (como os corredores ecológicos do Rio Paraná e Santa Maria), a mudança permitirá um maior intercâmbio científico entre a empresa e demais áreas que fazem parte do programa O Homem e a Biosfera (MAB, na sigla em inglês) em todo o mundo.

    A Reserva da Biosfera da Mata Atlântica é a maior de toda rede mundial do programa MAB, da Unesco. Com 78 milhões de hectares, a reserva abarca áreas em 17 estados brasileiros onde ocorre o bioma da Mata Atlântica, formando um grande corredor ecológico entre o Piauí e Rio Grande do Sul, ao longo da costa brasileira, e também em partes dos estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul.
     

  • 04/09/2018

    Caçamba do Bem

    Caçamba do Bem

    E assim com vontade de criar esse mundo melhor, que as arquitetas comprometidas com um futuro consciente, Camila Picoli, Carolina Beckert, Fernanda Heller e a designer Marília Bender Almeida se juntaram com um mesmo propósito: ajudar. “Sabemos que muitas vezes o lado positivo da nossa profissão não é visto e por isso queremos mostrar o real sentido da arquitetura, levando-a para todas as classes com o intuito de proporcionar melhoria na qualidade de vida e incentivar o desenvolvimento social” explica Marília Bender Almeida uma das idealizadoras do projeto.

    Foi a realidade diária de trabalho que fez com que as amigas detectassem um nicho e assim surge o Caçamba do Bem. “Todas estamos em obras de nossos clientes quase todos os dias. Vemos muitas oportunidades que poderiam ajudar famílias, muitas vezes em entulhos. Foi aí que pensamos no porque não usar esse saldo de obra e criar, além de um bazar beneficente, uma cultura de consumo consciente”, diz Carolina Beckert.

    Vale lembrar que uma atitude consciente, de quem se preocupa com os outros, com os impactos negativos do consumo na sociedade, na natureza e na economia, só pode gerar um futuro melhor, e é aí que se encaixa o ponto principal do projeto.

    Essa rede do bem irá acontecer em etapas. A inicial é criar um sistema de coleta destes saldos em obras parceiras. São pisos, cubas, portas, porcelanato, e tudo mais que passar pela curadoria das fundadoras do projeto. A segunda etapa será um bazar estilo “garage sale”, onde esses saldos serão vendidos com até 60% de desconto do valor de mercado. E aí sim, a renda levantada neste bazar que irá 100% para projetos pré-estabelecidos de melhorias. “Nossa ideia é ajudar muitas instituições que precisam e assim unir esforços e criatividade para um resultado positivo na vida de muitas pessoas”, explica Camila Picoli.

    Outro ponto muito importante no projeto, os profissionais parceiros que queiram entrar nessa corrente do bem, terão um selo Caçamba do Bem em seus escritórios. Um símbolo que foi especialmente criado para mostrar à sociedade que o escritório também faz parte dessa arquitetura consciente e solidária. “Cada pessoa tem um estilo próprio, uma maneira de ser, mas criar essa rede de benfeitorias e transformar sonhos em realidade é um trabalho que fará tudo fazer sentido”, diz Fernanda Heller.

    Quando pouco é muito qualquer ajuda faz diferença. E é exatamente o que o Caçamba do Bem está propondo, selecionar essas peças para fazer a diferença em muitas vidas.

    Primeiro desafio

    O recém-lançado projeto Caçamba do Bem está no primeiro passo da ação. No momento estão buscando e selecionando instituições sérias em Curitiba. A instituição escolhida será anunciada oficialmente no lançamento do primeiro Bazar com data prevista para o final do ano de 2018. Quem tiver interesse em ajudar o projeto, pode entrar em contato com o Caçamba do Bem através do email: [email protected]

  • 04/09/2018

    Conheça adubos caseiros fáceis de fazer para auxiliar no desenvolvimento de flores e plantas

    Conheça adubos caseiros fáceis de fazer para auxiliar no desenvolvimento de flores e plantas

    Você sabia que usar adubos caseiros é a melhor alternativa para deixar as plantas mais bonitas e saudáveis? Além de não prejudicarem a saúde das pessoas que têm contato com a área verde da casa, eles garantem resultados rápidos, enriquecendo o solo e os vegetais com todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento e a beleza das flores. O melhor é que existem diversos adubos naturais que são bem fáceis de fazer, para confeccioná-los é só ter em mãos alguns produtos. Giuliana Flores, uma das primeiras lojas virtuais de flores e presentes do Brasil,  apresenta alguns deles: 

    Cascas de bananas

    Para a maioria das pessoas, a casca da banana não tem serventia. Por isso, ela acaba sendo jogada fora logo após o consumo da fruta. O que pouca gente sabe é que essa casca pode ser utilizada para enriquecer o solo, deixando a vegetação mais saudável e bonita, já que é rica em elementos como o fósforo e o potássio. Para isso, basta cortar algumas delas em cubinhos e colocá-las junto às plantas.

    Cascas de vegetais

    As cascas de alguns vegetais, como abóbora, cenoura, batata e chuchu, também podem ser usadas na adubação das plantas, pois são ricas em vitaminas. Para ajudar no crescimento saudável, basta cortar esse material em cubos e misturá-lo à terra do canteiro, do vaso ou adicioná-lo ao xaxim.

    Casca de ovo

    Alguns alimentos que provavelmente iriam para o lixo podem ser reutilizados como adubos caseiros. Um exemplo disso é a casca de ovo, que é um dos adubos para plantas mais usados naturalmente. Por ser rica em cálcio e potássio, ajuda muito no desenvolvimento de diversas espécies. Para fazer, é só lavar e triturar as cascas com a ajuda de um pilão. Após formar uma espécie de "farofa", aplique na terra em volta da planta.

    Borras de café

    Ricas em azoto, fósforo e potássio, as borras de café também são excelentes adubos naturais. Você pode colocá-las na compostagem ou diluí-las em água. O ideal é não colocar a borra diretamente na terra.

    Importante ressaltar que as folhagens devem ser adubadas a cada três ou quatro meses, e para aquelas plantas que dão flores, o processo exige que a adubagem seja feita a cada dois ou três meses.

  • 04/09/2018

    Startup tem soluções sustentáveis é pioneira ao criar plataforma colaborativa no setor de energia

    Imagine integrar empresas do setor energético, especialistas em inovação e sustentabilidade e agentes dispostos a disseminar e investir em soluções sustentáveis. É exatamente isso que pretende a NRG Soluções Sustentáveis, startup curitibana atuante desde 2013, ao criar o NRGHub, uma plataforma colaborativa voltada ao setor energético renovável. “O objetivo é promover o networking entre os participantes e estimular a inovação e sustentabilidade, compartilhando conhecimento e experiências do mercado de energias renováveis e eficiência energética”, explica Renata Abreu, fundadora do NRGHub.

    O NRGHub foi projetado para os atores do setor energético brasileiro, tendo como vetor econômico o desenvolvimento sustentável. Seu objetivo é promover o relacionamento e intercâmbio de conhecimentos entre os participantes, desenvolver novas qualificações empresariais por meio de conexões globais, identificar nichos e tendências do mercado, conectar ações empreendedoras e fomentar a competitividade setorial.

    Na fase atual de pré-lançamento, a NRGHub está em busca de parcerias estratégicas para a consolidação da plataforma, como empresas líderes do setor e universidades. Para concretizar o projeto será criado um espaço colaborativo exclusivo para as empresas e instituições que integrarão a plataforma - o primeiro do Brasil voltado ao setor de energia.  Além disso, a NRG Soluções Sustentáveis está firmando parcerias no mercado europeu. “Pretendemos explorar a imersão profissional no ambiente internacional e também trazer especialistas para workshops e seminários temáticos. O grande propósito dessa ação é desenvolver negócios locais a partir de iniciativas e parcerias globais”, esclarece Renata, interessada também em expandir seus contatos para os mercados asiático e americano.

  • 04/09/2018

    Shopping destaque em projetos ambientais

    Shopping  destaque em projetos ambientais

    O projeto Papa Bitucas, por exemplo, foi criado em 2010. Desde então, mais de meia tonelada de resíduos de cigarro foram recolhidos, no Shopping, e destinados à reciclagem para virar hidrosemeadura. As bitucas, poucas vezes vistas como vilãs no quesito ambiental, estão entre as principais responsáveis pela poluição dos oceanos e representam, sozinhas, um terço do lixo recolhido no fundo do mar. Estima-se que cerca de 70% das aves e 30% das tartarugas marinhas sejam vítimas do material.

    O óleo de cozinha, outro importante inimigo do meio ambiente, também é coletado e encaminhado à reciclagem, no Palladium. Só no primeiro semestre de 2018 foram mais de 220 litros recolhidos. Sem a correta destinação, 1 litro de óleo de cozinha pode contaminar até 400 litros de água se despejado diretamente em córregos ou, além disso, pode entupir a rede coletora de esgoto quando descartado em pias e ralos. De acordo com a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), em recente divulgação da Agência Estadual de Notícias (AEN), o óleo de cozinha é um dos causadores dos entupimentos da rede coletora.

    Os postos de coleta de óleo de cozinha estão localizados nos estacionamentos do Shopping, Piso G1 e G2, além da Ehco Estação na entrada para pedestres do Palladium. Para descartar, é importante seguir os seguintes passos:

    1) Depois de usar o óleo de cozinha espere esfriar;

    2) Com a ajuda de um funil despeje o conteúdo em uma garrafa PET;

    3) Leve a garrafa, bem fechada, até um dos coletores do Shopping.

    Já em 2017, o Shopping instalou a Ehco Estação, espaço que conta com coletores de outros resíduos como lixo eletrônico, pilhas e baterias.

    Só neste ano foram recolhidos 234,18kg de lâmpadas, 21,4kg de pilhas, 101kg de vidros e ainda outros materiais como fitas de vídeo (2,5kg), e celular (2,32kg).

    Instalada na entrada do Palladium, a Echo Estação é ornamentada com duas capivaras – animal símbolo de Curitiba - obras arrematadas pelo Shopping no leilão da CapiParade. “Essa é uma das nossas campanhas ambientais que tem o objetivo de incentivar a população a descartar corretamente materiais que podem ser recicláveis”, explica Maria Aparecida de Oliveira, gerente de Marketing do Shopping.

    Desde sua inauguração o Shopping se preocupa com gestão de seus próprios resíduos, implantando em 2008 um Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), onde são reciclados materiais como alumínio, vidro, plástico e papel.

    Outra iniciativa é o Ehco Lixo, um processo de reciclagem que transforma o material orgânico, como restos de comida e gordura da Praça de Alimentação, em composto orgânico para adubo.

    O Palladium promoveu ainda o Carbono Zero, programa em parceria com prefeituras da região, onde alunos de escolas públicas receberam e plantaram mudas de árvores em áreas a beira de mananciais.

    Segundo Maria Aparecida, o Shopping já recebeu diversos prêmios pelas ações: dois Alshop de Gestão Ambiental em 2009, Alshop de Sustentabilidade em 2011, Abrasce Newton Rique de Sustentabilidade 2010 e 2012.

DESTAQUES DOS EDITORES