• Na Cozinha

    Torta de abobrinha sem glúten

    Torta de abobrinha sem glúten

    Ingredientes:

    • 1 xícara de mix de farinhas sem glúten Mundo Verde Seleção
    • Queijo branco (tipo minas frescal)
    • 1 xícara de chá de bebida vegetal (amêndoas) sem açúcar
    • 1 pedaço pequeno de queijo parmesão (para ralar)
    • 1 caixinha de tomate cereja (1 xicara de chá)
    • 4 ovos
    • 2 abobrinhas médias
    • Óleo de coco em Spray Mundo Verde Seleção
    • Manteiga ghee sem sal Mundo Verde Seleção
    • Sal rosa do Himalaia fino Mundo Verde Seleção
    • Temperos a gosto

     

    Modo de preparo:

    Pré-aqueça o forno a 180ºC. Corte as abobrinhas em meia lua e leve ao fogo, em uma panela com manteiga ghee, refogue levemente com sal rosa e temperos a gosto, reserve em seguida. Corte o queijo branco em cubos e tempere a gosto.

    Em uma tigela, misture o mix de farinhas sem glúten com o leite vegetal e os ovos, acrescente sal rosa e temperos a gosto. Mexa bem e reserve. Corte os tomates ao meio. Em um recipiente de vidro, utilize o óleo de coco em spray para untar, na sequência, jogue parte da abobrinha, seguida da metade do queijo e metade do tomate.

    Repita a camada com o restante da abobrinha, queijo e tomates. Por fim, jogue a massa por cima e polvilhe o queijo parmesão ralado. Leve ao forno por 30 minutos ou até que esteja dourado.

    Fonte: Mundo Verde

  • Saúde

    Dieta a base de vegetais ganha força entre atletas de elite

    Dieta a base de vegetais ganha força entre atletas de elite
    a grande variedade de informações, documentários e estudos sobre o assunto ajudaram a popularizar a dieta, uma vez que oferece resultado de maneira rápida e cientificamente comprovada.

    Os benefícios das dietas vegana e vegetariana estão em evidência entre os atletas de elite. Ao menos uma dezena de nomes já conhecidos no esporte mundial se declararam adeptos do cardápio à base de vegetais e/ou vegano. De maneira geral, a grande variedade de informações, documentários e estudos sobre o assunto ajudaram a popularizar a dieta, uma vez que oferece resultado de maneira rápida e cientificamente comprovada.

    Recentemente, foi a vez do atleta brasileiro de Artes Marciais Mistas (MMA), Wanderlei Silva, anunciar que está em fase de transição para uma dieta 100% vegetal. Em entrevista concedida ao Yahoo Esportes, o brasileiro disse ter se inspirado no documentário ‘The Game Changers’ (traduzido para o português como Dieta de Gladiadores) e também em pesquisas realizadas no site da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) para tomar a decisão. 

    Dieta de Gladiadores

    “Um tempo atrás, o meu filho mostrou um documentário ‘The Game Changer’, que fala sobre veganismo. O documentário releva as grandes mentiras da alimentação carnívora que a sociedade impõe. No entanto, pesquisei um pouco por conta própria. Eu conversei com uma médica (a minha esposa), eu li artigos e vi a página da ‘Sociedade Vegetariana’, que mostra os benefícios do estilo de vida vegano. Então com todas as pesquisas que realizei, resolvi me tornar vegano e adotar o estilo de vida na minha rotina”, disse Wanderlei, em entrevista ao site.

    O documentário conta com a presença de grandes nomes, a começar pela direção de conteúdo feita por James Cameron, cujo currículo conta com filmes como ‘O Exterminador do Futuro’, Avatar, Titanic, entre outros. A história é construída a partir de uma lesão sofrida por James Wilks, um atleta de Artes Marciais Mistas (MMA), e a sua jornada de recuperação. Os benefícios da dieta vegana e vegetariana são mostrados na prática e embasados com estudos científicos, depoimentos de médicos, atletas e especialistas em nutrição.

    Participações especiais

    Grandes nomes das artes, do esporte e do mundo cinematográfico também reforçaram os benefícios da alimentação vegana e vegetariana durante o The Game Changers. Os atores Jackie Chan e Pâmela Anderson, o pintor e escultor italiano, Joseph Pace, o atleta de força Patrick Baboumian, participante do Arnold Strongman Classic e o piloto de F1, Lewis Hamiltonm, são alguns dos participantes famosos. A participação especial do ex-fisiculturista, ex-governador da Califórnia e ator, Arnold Schwarzenegger, mostrou como a mudança na sua dieta foi fundamental para encontrar mais saúde e energia. 

    Atualmente, o eterno ‘Exterminador do Futuro’ promove no mundo a sua marca ‘Arnold Classic Worldwide’. O evento conta com uma série de atividades esportivas tradicionais, realizadas em diversos países do mundo, como o ‘The Strongman’ e campeonatos de fisiculturismo.

  • Artigo

    Lei paranaense dá espaço para a logística reversa mas ainda precisa passar por ajustes

    Lei paranaense dá espaço para a logística reversa mas ainda precisa passar por ajustes
    Mauricy Kawano

    Uma nova lei sancionada no dia 20 de janeiro de 2020 permite que o Paraná avance rumo à Economia Circular. A Lei Estadual nº 20.132/2020 prevê que os fornecedores de produtos ou serviços ao Estado deverão promover a logística reversa dos resíduos pós-consumo. Desta forma, todos os produtos e embalagens comprados pelo governo estadual deverão ser devidamente recolhidos, destinados e reaproveitados pelos fornecedores após o uso. Tal medida gerará um impacto positivo ao meio ambiente e aos cofres do Estado. Porém, apesar da inovação, ainda há pontos importantes que precisam ser regulamentados e melhorados.

    Ao longo de 2019, o Estado do Paraná gastou mais de R$1,1 bilhão em compras públicas de produtos, dos mais simples aos mais complexos. A grande parte destes materiais acaba sendo utilizada e descartada sem que haja necessariamente um zelo com a sua destinação final. Já existem empresas que estão preocupadas com todo o ciclo de vida de seus produtos, mas muitas ainda não se sentem estimuladas em participar dos processos de logística reversa.

    A nova lei valorizará as indústrias que já realizam os processos de logística reversa, o que será um estímulo a mais àquelas que ainda não investem nestas práticas. Para participar, essas indústrias poderão procurar os sindicatos de seus respectivos segmentos e institutos especializados, como o Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR), para obter mais informações e detalhes sobre o assunto.

    Apesar dos pontos positivos, há ainda fatores importantes a serem regulamentados. Uma das questões que permeiam o assunto é como comprovar que 100% dos resíduos utilizados foram reaproveitados por meio da logística reversa. A meta não é simples de ser alcançada e deve demandar grandes investimentos e articulações entre os envolvidos neste processo.

    A respeito disso, também há que se esclarecer a ausência dos titulares do serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, assim como dos consumidores (no caso, o próprio Governo do Estado) na definição de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida. A ausência destes dois atores no processo contraria a própria Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), legislação que deve servir como base para todas as normatizações sobre o tema.

    Outro ponto de preocupação é a ruptura com o modelo de acordos setoriais e termos de compromisso construídos nos últimos anos. Existem acordos específicos para o descarte de alguns produtos pós-consumo que se tornaram eficientes e são vistos como referências nos processos de logística reversa. O ideal, claro, seria reconhecer e trabalhar em parceria com as entidades que fazem parte dessas iniciativas.

    É claro que ainda existem ajustes e correções de rota a serem feitos. Institutos, associações e sindicatos devem participar das discussões para a regulamentação dessa lei. Por parte do InPAR, estaremos de portas abertas para auxiliar nesse processo e colaborar para que as indústrias se adequem às necessidades dessa nova legislação. De qualquer maneira, trata-se de uma lei extremamente importante e que estimulará o setor produtivo a ser mais eficiente e sustentável.

  • Espécies

    Papagaio-de-cara-roxa tem a menor taxa de reprodução da década no Paraná

    Papagaio-de-cara-roxa tem a menor taxa de reprodução da década no Paraná
    Filhotes de papagaios-de-cara-roxa (Foto: Lucas Mendes/SPVS)

    Durante o período reprodutivo 2019/2020, o Paraná registrou o menor número de nascimento de papagaios-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) dos últimos dez anos. Além da baixa taxa de nascimentos, o número de filhotes que conseguiram se desenvolver e alçaram o primeiro voo – o que os especialistas chamam de sucesso reprodutivo – foi de apenas 15 aves. A estimativa se baseia no monitoramento de 105 cavidades aptas para formação de ninhos no litoral do estado.

    Desde 1998, a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) monitora anualmente o período reprodutivo do papagaio-de-cara-roxa, que acontece entre os meses de outubro a março. Os monitoramentos são realizados pelos técnicos do Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa, com auxílio de moradores locais, voluntários e apoio da Fundação Loro Parque.

    No Paraná, a equipe registrou 74 ninhos ocupados, com postura de 155 ovos e nascimento de 69 filhotes. Contudo, apenas 15 filhotes se desenvolveram com sucesso. No litoral sul de São Paulo, 23 ninhos foram monitorados, sendo registrada a ocupação de 5 deles, a postura de 9 ovos e nascimento de 7 filhotes, cinco tiveram sucesso no desenvolvimento.

    Os resultados surpreenderam a equipe de pesquisadores. Segundo Elenise Sipinski, coordenadora do projeto, os números são 34% menores que os registrados no ano passado e se assemelham aos resultados anteriores à implantação de ninhos artificiais. “Este período reprodutivo pode ter sido influenciado por diversos fatores. Tivemos uma predação maior que no período anterior, alterações climáticas que levaram temperaturas a extremos, aumentando a possibilidade de doenças, diminuição da oferta de alimentos, entre outras”, explica Sipinski.

    Além de causas naturais, ameaças como captura de filhotes para venda ilegal também podem ter influenciado a reprodução dos papagaios-de-cara-roxa, de acordo com Roberta Boss, técnica do projeto. “Mesmo com o monitoramento, ainda registramos muitos casos de roubo de filhotes de papagaios, especialmente, no litoral de São Paulo. Ameaça esta que se agrava com a derrubada ilegal de árvores utilizadas pelos papagaios para a nidificação”, afirma.

    Buscando suprir a falta de ninhos naturais, a equipe técnica do Projeto de Conservação instala ninhos artificiais de madeira e de PVC em árvores altas da floresta. A implantação começou em 2003, para auxiliar na reprodução da espécie e consequentemente contribuir com a manutenção da população de papagaio-de-cara-roxa no litoral do Paraná. Foram instalados mais de 100 ninhos artificiais em áreas insulares e continentais utilizadas pela espécie. Em São Paulo, essa atividade começou em 2016 e tem aproximadamente 20 ninhos instalados.

    Construção de porto pode agravar situação

    Os baixos resultados do período reprodutivo e o fato da espécie ser endêmica de uma pequena porção de Mata Atlântica, ou seja, só ocorrer em uma estreita faixa deste bioma, aumentam a preocupação com a conservação dos papagaios-de-cara-roxa. No litoral do Paraná, a possibilidade de construção de um porto na cidade de Pontal do Paraná poderia tornar os números ainda mais preocupantes.

    Em um levantamento realizado em 2018, a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) avaliou que a construção do empreendimento afetaria pelo menos 4 mil papagaios-de-cara-roxa, número que representa quase a metade de toda a população. 

    Os especialistas apontam ainda o prejuízo econômico trazido pelo empreendimento, uma vez que a área afetada inclui a Ilha do Mel, segundo maior destino turístico do estado do Paraná e importante dormitório e sítio reprodutivo do papagaio-de-cara-roxa. “Esse empreendimento poderá destruir uma área extensa de planície em Pontal do Paraná, além do impacto na Ilha do Mel. São áreas prioritárias para a espécie pois nelas há uma concentração de guanandis, árvore essenciais para a alimentação, reprodução e abrigo dos papagaios.  Preservar este território, ter o apoio de moradoras locais e o financiamento de outras organizações são quesitos essenciais para que espécies únicas no mundo tenham sua sobrevivência garantida”, explica Elenise Sipinski.

    Outras espécies conhecidas, como a onça-pintada, a anta e os queixadas dependem da manutenção das florestas desta região, conhecida como Grande Reserva Mata Atlântica – maior bloco contínuo do bioma, com mais de 2 mil hectares de florestas, que garantem o equilíbrio de fauna e flora, a manutenção de culturas e cidades históricas, rica gastronomia e desenvolvimento local.

  • Pandemia

    Isolamento social ajuda na recuperação ambiental

    Isolamento social ajuda na recuperação ambiental
    No início de março foi registrado que os canais de Veneza, na Itália, voltaram a ter água clara e nítida

    Várias medidas de isolamento social estão sendo tomadas mundo afora para conter a expansão do novo coronavírus e isso tem mudado o comportamento de alguns animais e até mesmo da paisagem. A desaceleração da produção industrial, entre outras medidas, contribui sensivelmente com a diminuição de fluxo de pessoas em vários lugares antes movimentados.

    Sandra Maria Lopes de Souza, mestre em Gestão Ambiental e coordenadora dos cursos de Pós-Graduação em Meio Ambiente do Centro Universitário Internacional Uninter, explica que “a diminuição da interferência do homem no meio tende a ajudar na recuperação ambiental, seja na qualidade do ar, no habitat dos animais silvestres e urbanos e na diminuição dos impactos ambientais”.

    No início de março foi registrado que os canais de Veneza, na Itália, voltaram a ter água clara e nítida. Em entrevista para a o canal norte-americano CNN, um porta-voz da prefeitura da cidade afirmou que isso aconteceu devido à diminuição do movimento dos barcos que, ao fazer o transporte de pessoas, agitam os sedimentos e os trazem para a camada mais superficial, para depois retornar ao fundo.

    “Os sedimentos são resultantes da erosão de rochas, da precipitação química a partir de oceanos, vales ou rios. Também podem ter uma origem biológica, por organismos vivos ou mortos depositados na superfície da Terra ou nos corpos hídricos”, explica Sandra. Segundo a professora, sempre que se reduz ações do homem, a tendência é melhorar o habitat natural — no caso dos canais, o aparecimento da vida marinha.

    Com a reclusão, os animais silvestres também passaram a ocupar os espaços urbanos. Um grupo de veados, por exemplo, apareceu circulando pelas ruas de Nara, no Japão. Na Itália, vários animais como ovelhas, javalis e até um cavalo caminharam tranquilamente pelas ruas vazias. Já na Tailândia, foram os macacos que dominaram as ruas devido à ausência humana.

    “Não é de hoje que estamos percebendo que a fauna está cada dia com menos espaços apropriados para abrigo. O crescimento das cidades contribui muito para este processo. A pandemia colabora para que algumas espécies adentrem as cidades em busca de comida, uma vez que não há predadores. Outros fatores também contribuem para esse movimento, como a caça predatória, o tráfego ilegal de espécies e o desmatamento desenfreado”, comenta a professora.

    Outro fator que pode ser observado na natureza é o ar mais puro nos países que adotaram o confinamento.  Segundo registros realizados por satélite da Nasa, em fevereiro, a concentração de dióxido de nitrogênio (NO2) caiu drasticamente em Wuhan, cidade chinesa epicentro da pandemia de Covid-19. De vermelho/laranja, o mapa ficou azul. O mesmo fenômeno foi registrado pela Agência Espacial Europeia no norte da Itália, em uma área confinada há várias semanas para combater a propagação da doença.

    “A crise de pandemia que estamos vivendo, não é e nunca será algo bom para a humanidade. Porém, podemos aprender que o ser humano não vive isolado e que precisa de toda a cadeia de produção. O momento é de repensar estilo de vida, necessidade de consumo, importância do trabalho e senso de cidadania e comunidade”, finaliza a especialista. 

  • Vida Animal

    Organizações de proteção animal pedem à OMS o fim do comércio de animais silvestres

    Organizações de proteção animal pedem à OMS o fim do comércio de animais silvestres

    Mais de 200 organizações de todo o mundo se juntaram para pedir o banimento do comércio de animais silvestres e o fim do uso dessas espécies pela medicina tradicional. Em carta enviada à Organização Mundial da Saúde (OMS), os signatários, incluindo a Proteção Animal Mundial, organização global que trabalha em prol do bem-estar animal, destacaram as suspeitas que relacionam o surgimento da COVID-19 com o mercado de vida silvestre na China e apelaram para que a OMS tome as medidas cabíveis para cumprir a sua missão de servir a saúde pública em todos os momentos, recomendando que os governos proíbam permanentemente o comércio da vida silvestre para qualquer fim.

    Para as organizações, a proibição do comércio de animais silvestres ajudaria a proteger a vida humana de futuras pandemias como o novo coronavírus, uma vez que, 60% das doenças infecciosas emergentes são de origem animal e, acredita-se que 70% delas provêm de animais selvagens.

    A carta afirma que, embora seja necessária uma resposta global na detecção, tratamento e redução da transmissão do COVID-19, é igualmente necessário tomar medidas para evitar futuras infecções semelhantes, que afetem o bem-estar social e econômico do mundo. “É urgentemente necessário proibir o comércio de vida silvestre em todo o mundo. Além de evitar condições não regulamentadas e não higiênicas para os animais, o banimento evitaria a proximidade entre humanos e essas espécies exploradas, que gera a oportunidade perfeita para a propagação de patógenos”, afirma a diretora-executiva da Proteção Animal Mundial, Helena Pavese.

    Segundo as organizações, o risco da contaminação dos seres humanos por vírus provenientes dos animais silvestres é ainda mais agravado pelas condições cruéis nas quais os animais são criados ou capturados na natureza, transportados e mantidos em mercados. A aglomeração de diferentes espécies sendo mantidas em conjunto causa imenso estresse, enfraquecendo o sistema imunológico e as deixando mais suscetível a doenças.

    “A OMS pode ajudar a prevenir futuras pandemias, pedindo que os governos excluam o uso da vida selvagem como matéria-prima para fórmulas de remédios da medicina tradicional e banindo, por completo, o comércio de animais silvestres. Essas ações podem salvar milhões de vidas no futuro e proteger milhões de animais silvestres que são desnecessariamente e cruelmente cultivados ou caçados da natureza para abastecer essa indústria”, finaliza Helena.

    As mais de 200 organizações pedem à OMS que:

    - Recomende aos governos de todo o mundo que instituam uma proibição permanente dos mercados de vida silvestres, estabelecendo um vínculo entre esta prática e suas ameaças comprovadas à saúde humana;

    - Recomende aos governos que lidem com os riscos potenciais à saúde humana do comércio de animais silvestres - incluindo coleta da natureza, pecuária, agricultura, transporte e comércio através de mercados físicos ou online para qualquer finalidade - e ajam para fechar ou limitar tais comércio, a fim de mitigar esses riscos;

    - Exclua o uso de animais selvagens, inclusive de espécimes criados em cativeiro, na definição e endosso da Medicina Tradicional da OMS e revise a Estratégia de Medicina Tradicional 2014-2023 da OMS de acordo para refletir essa mudança;

    - Ajude os governos e lidere uma resposta coordenada entre a Organização Mundial do Comércio (OMC), a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e outras organizações multilaterais em todo o mundo em atividades de conscientização para informar claramente os riscos do comércio de vida silvestre para a saúde pública, coesão social, estabilidade econômica, lei e ordem e saúde individual;

    - Apoie e incentive iniciativas que forneçam fontes alternativas de proteína aos consumidores de animais selvagens de subsistência, a fim de reduzir ainda mais o risco para a saúde humana.

  • Recuperação

    A importância da indústria da reciclagem e a rota sustentável do pescado

    A importância da indústria da reciclagem e a rota sustentável do pescado
    A reciclagem de papel, o reaproveitamento de garrafas pet e de alumínio são atividades bastante conhecidas no Brasil

    Reciclagem é a atividade de recuperação da matéria-prima descartada, que se transforma em um novo produto, retornando ao ciclo de produção. A importância da reciclagem está atrelada ao desenvolvimento sustentável de uma região, não só ao meio ambiente, mas também aos aspectos sociais e econômicos.

    A reciclagem de papel, o reaproveitamento de garrafas pet e de alumínio são atividades bastante conhecidas no Brasil. O que poucas pessoas imaginam é que existe também uma indústria de reciclagem de proteína animal e esta alternativa em expansão tem um grande exemplo no sul do país.  

    Estado que mais produz pescados

    Santa Catarina continua a manter o posto de um dos maiores produtores de pescado do Brasil fazendo com que a atividade desempenhe importante papel na economia do estado. São cerca de 150 mil toneladas pescadas industrial e artesanalmente, mas desse montante, 70% da maioria dos pescados são desperdiçados. Para contribuir com o mercado de reciclagem a empresa Agroforte, em Biguaçu, tem a capacidade de beneficiar cerca de 300 toneladas de resíduos de peixes que iriam parar em aterros sanitários ou lixões. 

    De forma consciente e em parceria com peixarias, colônia de pescadores, pequenas, médias e grandes empresas de pescados e mercados públicos, a Agroforte transforma, e torna útil, as partes do peixe que não servem para serem comercializadas. Essa matéria-prima acumulada diariamente passa por um processo de beneficiamento e se transforma na farinha e óleo, tão desejados por grande parte do mercado brasileiro e internacional, dando sequência à linha da sustentabilidade, como importante ingrediente de nutrição animal especialmente para peixes e camarões cultivados. Desse insumo 25% é farinha, 5% é óleo e 70% é água, que a empresa devolve dentro dos padrões estabelecidos pelos órgãos competentes para o meio ambiente.

     

    Saiba como é feito esse reaproveitamento:

     - Coleta: a fase da coleta é feita em parceria com peixarias, filetadores e mercados públicos que descartam os resíduos, que iriam para lixões e aterros, nos caminhões da Agroforte.

     - Cozimento: Assim que o resíduo chega à indústria ele passa primeiro pela fase de cozimento que “frita” o alimento para dessecar. 

    - Separação de fases: (água | secador | óleo) Aqui o resíduo é triturado e dividido em água, farinha e óleo.

    - Processamento: (água | farinha) Nessa fase a água e farinha vão para as Estações de Tratamento onde passam pelo processo de refinamento e purificação.

    - Destino Final: E para finalizar a matéria-prima está pronta para voltar ao ciclo de produção, como insumo de ração para peixes, camarões e pets de alta qualidade.

  • Meio Ambiente

    Brasil caminha para recorde de desmatamento na Amazônia

    Brasil caminha para recorde de desmatamento na Amazônia
    Acumulado entre agosto do ano passado e abril deste ano (9 meses) supera área desmatada entre agosto e julho (12 meses) dos anos anteriores

    Entre agosto de 2019 e abril de 2020 o desmatamento na Amazônia totalizou 5.666 km² – quase o mesmo que a soma da extensão desmatada em 2018 e 2019 no mesmo período, segundo dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter-B), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em termos percentuais, o desmatamento acumulado de agosto de 2019 a abril de 2020 já mostra um crescimento de 94% em relação ao período anterior total (agosto 2018 a julho de 2019).

    Considerado isoladamente, o desmatamento no mês de abril é igualmente assustador: aumento de 64% em relação ao mesmo mês de 2019. Apenas no mês passado foram emitidos alertas de desmatamento para 405,6 km²; em 2019 esse número foi de 247,7 km². Os dados alarmantes de abril dão sequência ao recorde histórico batido no primeiro trimestre de 2020, na comparação com o mesmo período dos últimos dez anos. Apenas na comparação com o mesmo período de 2019, o crescimento foi de impressionantes 51,45%.

    Os alertas do último mês indicam registros de desmatamento em áreas protegidas por lei, como os parques nacionais Mapinguari, Campos Amazônicos, Juruena e Acari e foram concentrados na região da BR-163 (Pará) e noroeste de Rondônia.

    “Há uma inegável trajetória de aumento no desmatamento novamente em 2020, com ritmo ainda mais acelerado do que 2019. A nova taxa oficial dos dados do sistema PRODES deverá ultrapassar, e muito, os 10 mil km² observados no ano passado”, analisa Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF-Brasil. “Ao contrário dos dados de 2019, que consideravam um período ainda sob a gestão do presidente Temer, o novo e impressionante recorde que se avizinha é de exclusiva responsabilidade do governo Bolsonaro”, destaca.

    "É esse cenário que a MP910 agrava: ao legalizar terras griladas, ou seja, desmatadas em anos anteriores, o governo dá  um claro sinal de leniência para os atuais desmatadores. Se aprovada, a MP910 será o grande motor por trás de futuros recordes de desmatamento", alerta Voivodic.

    Esses números mostram o tamanho do desafio que o Vice Presidente, Hamilton Mourão, Coordenador do Conselho da Amazônia, terá para conter o crescimento das ações ilegais na região. Ontem foi autorizada, por apenas um mês, a utilização de operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem), que permite o uso das forças armadas para combater o desmatamento. A GLO enfraquece o trabalho do Ibama e do ICMBio, ao subordiná-los aos militares.

    Embora necessária, a GLO não será suficiente se o Governo Federal continuar enviando sinais concretos de que está do lado dos grileiros, garimpeiros e madeireiros ilegais. Vai apenas enxugar gelo, ainda mais se for apenas por um mês. O incentivo à invasão será incontrolável e assim que as forças armadas virarem as costas, os grileiros vão voltar. É o que já está acontecendo em diversos lugares, como Rondônia e Pará”, afirma Raul do Valle, diretor de Justiça Socioambiental do WWF-Brasil.

    Os alertas diários do sistema Deter são usados para orientar ações de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Por se tratar de medição diária, tendem a ser menos precisos que os dados do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), divulgado anualmente. No entanto, nunca houve divergência entre a tendência apontada pelo sistema Deter e os números auferidos pelo sistema Prodes.

    Estamos avançando em marcha a ré em direção aos volumes de desmatamento do começo do século, quando atingimos picos históricos de desmatamento, totalmente incompatíveis com os compromissos de desenvolvimento sustentável assumidos pelo Brasil”, ressalta Mariana Napolitano, gerente de Ciências do WWF-Brasil.

  • Educação Ambiental

    Escola de Conservação da Natureza terá nova turma em 2020

    Escola de Conservação da Natureza terá nova turma em 2020
    Alunos da Escola de Conservação da Natureza durante aula prática (Foto: Divulgação/SPVS.)

    A Escola de Conservação da Natureza, projeto desenvolvido pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), chega à sua terceira turma em 2020. Expandindo a metodologia para outras áreas do Estado, a SPVS firmou uma parceria com a empresa JTI para viabilizar e promover a Escola de Conservação da Natureza no Campo, como uma atividade de contraturno escolar. O município de São João do Triunfo, no sudeste paranaense, será o primeiro a receber as atividades práticas do projeto, que tem como previsão atender até 50 jovens. As capacitações terão início no primeiro trimestre de 2020. O projeto atuará nos próximos meses com o desenvolvimento de indicadores e materiais, além de contatos com a prefeitura, órgãos públicos e proprietários do município para adaptação da metodologia à realidade local.

    Cerca de 330 proprietários vinculados à JTI atuam no município, muitos deles com filhos em idade escolar, que receberão o apoio da Escola como uma oportunidade de aperfeiçoamento pessoal e profissional. A cidade de 15 mil habitantes está inserida em um ecossistema associado da Mata Atlântica formado por Floresta com Araucária, uma das formações com maior riqueza de espécies do planeta, mas que hoje conta com apenas 0,8% da área original, sendo a maior parte encontrada dentro de Unidades de Conservação (UC). As principais causas da drástica redução de área do ecossistema são o desmatamento, a abertura de novas frentes agrícolas, as queimadas e o intenso processo de urbanização.

    Nesse contexto, a importância da conservação de áreas naturais; a adequação ambiental das propriedades para atender a legislação vigente; proteção de nascentes, corpos hídricos e remanescentes de áreas naturais; identificação de áreas passíveis de restauração ecológica dentro das propriedades e orientação para implantação da melhor técnica de acordo com a realidade da propriedade (controle de exóticas ou enriquecimento); mecanismos financeiros de conservação da natureza que podem beneficiar produtores rurais e boas práticas ambientais relacionadas ao saneamento básico e a destinação correta de resíduos sólidos, são alguns dos temas que serão debatidos com os alunos durante o projeto. “Nossa expectativa é de formar jovens reconectados com o território e informados sobre as relações e oportunidades entre conservação da natureza, produção agrícola e cultura local”, informa a técnica em conservação da natureza da SPVS e coordenadora do projeto, Solange Latenek. Já para o Diretor de Assuntos Corporativos e Comunicação da JTI, Flavio Goulart, a iniciativa será uma oportunidade de a comunidade perceber os potenciais da região e como utilizá-los de maneira responsável. “Por ser uma atividade de contraturno, o projeto contribui também para a erradicação do trabalho infantil, pois os alunos continuam a desenvolver atividades de educação no contraturno, mantendo-se ligados à sua realidade, compreendendo-a e preservando-a. É a aprendizagem voltada à natureza”, afirma.

    Conservação da natureza, educação e profissionalização

    Desenvolvido desde 2017 com o objetivo de sensibilizar, informar e instrumentalizar o público jovem em conservação da natureza, o projeto já formou duas turmas, atendendo cem moradores com idade a partir de 15 anos, inseridos na Grande Reserva Mata Atlântica - o último e maior remanescente contínuo do bioma. Além disso, o projeto mostra aos alunos que existem oportunidades de atuação e desenvolvimento profissional na região, fazendo com que eles reconheçam potencialidades e oportunidades. “Esses adolescentes passaram por oficinas e práticas em áreas naturais protegidas e com isso puderam modificar suas impressões, reconectando-se ao meio natural e às áreas de conservação”, ressalta Solange. 

    Alguns dos alunos que participaram do projeto já estudam e trabalham em atividades relacionadas à natureza. Como é o caso de Alessandra Costa Franco, que participou do projeto em 2018, ano em que concluiu o Ensino Médio na rede pública de Guaraqueçaba (PR). “Foi muito importante para mim, e acredito que para muitos outros alunos, participar da Escola de Conservação da Natureza. Principalmente porque neste período de conclusão dos estudos nós ficamos perdidos sobre o que realmente gostamos e com o que queremos trabalhar”, explica a ex-aluna. Participar do projeto foi um diferencial para que Alessandra conquistasse o trabalho na área ambiental no Porto de Paranaguá. Por influência das aulas, hoje a jovem de 17 anos que pretendia ingressar em um curso superior de Contabilidade se prepara para cursar Gestão Ambiental. “Não tenho nenhuma dúvida sobre a área em que quero atuar”, finaliza. 

  • RENOVÁVEIS

    Natura recebe a maior instalação do mundo de filmes solares de última geração

    Natura recebe a maior instalação do mundo de filmes solares de última geração
    A instalação, que utiliza o total de 1.580 painéis é a maior do mundo no momento. (Foto: Divulgação)

    Na vanguarda da sustentabilidade corporativa, a Natura anuncia a conclusão do projeto que instalou 1.800 m² de painéis de energia solar de última geração em um dos prédios da sede da empresa em Cajamar, região metropolitana de São Paulo. A tecnologia de filmes fotovoltaicos orgânicos (ou OPV, sigla em inglês para Organic Photovoltaic), da empresa mineira Sunew, foi escolhida por sua eficiência superior e o menor impacto no meio ambiente, além de design inovador das películas, que possuem 15 milímetros de espessura e são produzidas a partir de materiais orgânicos, não-tóxicos e recicláveis. A instalação, que utiliza o total de 1.580 painéis é a maior do mundo no momento.

    “Além de buscar eficiência energética, a Natura está produzindo energia limpa. A tecnologia do OPV é a de menor impacto possível, dialoga com nossos valores e reflete nosso compromisso com a sustentabilidade, principalmente no combate às mudanças climáticas”, afirma Josie Peressinoto Romero, vice-presidente de Operações e Logística da Natura.

    A estimativa é que a energia gerada pelos painéis no prédio chamado NAN (Núcleo de Aprendizagem Natura) contribua para evitar a emissão anual de 37 toneladas de CO2e -- o equivalente ao consumo de 459 residências no Brasil em um mês. O uso de energia solar contribui para o pilar de redução do Programa Carbono Neutro da Natura. Lançado há mais de uma década, ele tem o objetivo de reduzir e neutralizar as emissões de gases do efeito estufa (GEE) decorrentes de suas atividades e em toda a sua cadeia de valor.

    A Sunew afirma que, em um ano, o projeto chegará a 73.4 MWh de energia gerada — o que corresponde a uma produção energética até 40% superior ao esperado em instalações de mesma potência composta por painéis solares tradicionais. Essa energia é o suficiente para abastecer o dobro de toda a iluminação do prédio e das 160 posições de trabalho.

    O CEO da Sunew, Tiago Alves, explica que a eficiência do OPV cresce com o aumento da temperatura externa, o que o torna ideal para áreas expostas à forte radiação solar, independente do posicionamento em direção ao sol, como a cobertura do prédio NAN. De acordo com a empresa, o material pode ser aplicado em qualquer superfície, de fachadas de vidro a veículos e mobiliários urbanos. “O filme fotovoltaico orgânico é a tecnologia de células solares de terceira geração, desenvolvido por meio de uma cadeia de produção totalmente sustentável, com baixa demanda energética. Trata-se da alternativa mais sustentável existente no momento, com a menor emissão de carbono entre as formas de geração de energia solar”, completa o executivo.

  • MEIO AMBIENTE

    Estação de reciclagem química e ecobarreiras são alternativas para a conservação da Baía de Guanabara

    Estação de reciclagem química e ecobarreiras são alternativas para a conservação da Baía de Guanabara
    Alta sedimentação e a degradação ambiental colocam a segurança hídrica da Baía de Guanabara em risco (Foto: Divulgação)

    Com significativa importância econômica, social, turística e de lazer, a Baía de Guanabara é a segunda maior do Brasil, abrangendo uma bacia hidrográfica com 16 municípios no estado do Rio de Janeiro. Contudo, a poluição, a alta sedimentação e a degradação ambiental colocam a segurança hídrica e a resiliência da região em risco. A Ilha do Fundão, localizada na baía, foi identificada por pesquisadores como a área mais crítica por ter circulação reduzida, com pouca renovação da água e grande aporte de esgoto e plástico. Mesmo nesse contexto, a região abriga cidades universitárias, empresas, áreas para lazer e recreação, parte de uma reserva de Mata Atlântica e possui um grande potencial turístico e industrial, que estará ameaçado sem estratégias de conservação adequadas.

    Para alavancar as potencialidades da ilha, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com representantes de diferentes instituições – como OceanPact, Inea, L’Oreal, Baía Viva e Holos Brasil – estão desenvolvendo o protótipo de uma estação de reciclagem química na costa da Ilha do Fundão aliada à implantação de ecobarreiras para impedir a entrada de novos poluentes plásticos. A estação adota o método de pirólise, no qual há a decomposição térmica do lixo, transformando-o em insumo para a produção de novos materiais e gerando valor para diversas empresas da região a partir da economia circular. A proposta faz parte do laboratório de inovação Oásis Lab, iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

    Atualmente, 70% dos resíduos são lixo plástico, que é recolhido e enviado para aterros sanitários e nem sempre recebe a destinação adequada ao material. Cada tonelada de lixo transportada que custa em média R$ 1 mil ao Estado. Outra alternativa é a reciclagem mecânica, que exige o trabalho de limpeza dos materiais coletados e também gera grande custo para os cofres públicos. Já a reciclagem química tem custo médio estimado de R$ 400 por tonelada, apresentando-se como uma estratégia viável do ponto de vista econômico, de sustentabilidade e de conservação da biodiversidade.

    Doutora em Engenharia Oceânica e professora da UFRJ, Susana Vinzon explica que o projeto reúne duas ações revolucionárias. “Uma delas é requalificar um espaço a partir da despoluição. As beiradas da Ilha do Fundão são áreas públicas que nem sempre podem ser usadas pela população, justamente por questões ambientais. Outra ação revolucionária é fazer essa despoluição com as melhores tecnologias, integradas com a reciclagem”, ressalta. Os idealizadores do projeto buscam agora atrair investimento para colocá-lo em prática.

    Laboratório de inovação

    A proposta faz parte de um conjunto de projetos desenvolvidos ao longo deste ano no laboratório de inovação Oásis Lab, que reúne cerca de 100 participantes de 50 instituições, empresas, indústrias, ONGs e órgãos públicos, com o objetivo de fortalecer a segurança hídrica e a resiliência costeiro-marinha na região hidrográfica da Baía de Guanabara. Os participantes foram mapeados, engajados, capacitados e cocriaram soluções e agendas integradas com o objetivo de viabilizarem projetos inovadores desenvolvidos em conjunto.

    “Mapeamos atores, iniciativas e instituições relevantes que atuam no território para identificarmos o que vem gerando resultados positivos para o meio ambiente e como potencializar isso por meio de uma aliança estratégica para a conservação e recuperação da região e de sua biodiversidade. Sabemos que muitas pessoas e empresas dependem diretamente da Baía de Guanabara para a provisão de água, regulação climática, cadeia da pesca, produção agrícola e turismo. Diante disso, reunimos atores públicos e privados com experiência e conhecimento em um laboratório de inovação para criar novas ferramentas para restaurá-la e torná-la uma região que aproveita o seu potencial econômico, social e de bem-estar”, afirma Renato Atanazio, coordenador de Soluções baseadas na Natureza da Fundação Grupo Boticário.

  • LITERATURA

    Livro brasileiro sobre a Amazônia é premiado em Portugal

    Livro brasileiro sobre a Amazônia é premiado em Portugal
    Capa do livro premiado na Universidade do Algarve, em Portugal (Foto: Paulo Henrique Faria Nunes)

    O livro “A institucionalização da Pan-Amazônia”, do autor Paulo Henrique Faria Nunes, foi premiado na Universidade do Algarve, em Portugal nesta quarta, 11. A obra, que trata da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), é um dos mais de 70 mil livros publicados no Clube de Autores, a maior plataforma de autopublicação da América Latina.

    Na obra, o autor do livro, que é doutor em ciências políticas e sociais e pesquisador na PUC de Goiás, analisa os principais fatores que favorecem e dificultam o desenvolvimento de uma diplomacia pan-amazônica tendo em vista que a floresta tropical representa, simultaneamente, um trunfo e um motivo de preocupação.

    Na Europa, a obra recebe o Prêmio Manuel Guerreiro, concedido pela Universidade do Algarve, em Portugal. Paulo Águas, Reitor da Universidade, foi quem comunicou o autor sobre a premiação. “Para a escolha da obra como vencedora do prêmio em 2019, foram levados em consideração: a qualidade, a originalidade e o impacto da obra no mundo”, disse.

    Sem fronteiras

    A obra de Paulo é um exemplo de como os livros publicados pelo Clube de Autores podem chegar a qualquer lugar. Ao publicar um livro na plataforma, o escritor ganha um mercado potencial de quase 55 milhões de leitores ao redor do mundo.

    Ricardo Almeida, CEO do Clube de Autores, comemora a indicação. “O Clube de Autores é a cauda longa do mercado editorial brasileiro. No último ano, publicamos cerca de 23% do total de livros brasileiros e sabemos que, em breve, grandes best-sellers sairão da nossa plataforma”, explica.

    E comenta que isso só é possível porque o Clube de Autores possui parceiros gráficos dentro e fora do Brasil, o que possibilita a venda de livros físicos internacionalmente. “Desde fevereiro deste ano, entregamos livros para quase todos os países do mundo. O ‘quase’ fica por conta de países como a Síria e a Venezuela, pois estruturas logísticas em países economicamente colapsados ou em guerra civil são quase inexistentes”, diz.

    Estados Unidos, Canadá, Portugal, Reino Unido, França, Austrália e muitos outros países já estão aptos a receber livros do Clube de Autores. Uma iniciativa que traz benefícios para os autores, para os leitores e para o mercado editorial.

    O CEO finaliza comentando que é motivo de orgulho ter um autor da plataforma sendo indicado para uma premiação internacional. “Para nós, a indicação do Paulo é motivo de orgulho, porque, além de ser brasileiro, é uma obra que está publicada conosco e garantiu sua premiação em uma universidade extremamente importante no mundo”, finaliza.

  • ARTIGO

    Sociedade global à deriva

    Sociedade global à deriva
    André Ferretti (Foto: Guilherme Pupo)

    Já faz quatro anos que 195 nações estão comprometidas a unir esforços para reduzir ou ao menos conter o avanço da temperatura média global. Passados 96 meses, na 25ª Conferência do Clima da ONU (COP25), em andamento em Madri, nos deparamos com uma realidade nada otimista. Todos os relatórios divulgados nas últimas semanas demonstram que não tivemos avanços em relação às metas do Acordo de Paris. Em muitos aspectos – senão todos – estamos ainda piores do que antes de o acordo começar a ser discutido.

    Os impactos desta negligência mundial são visíveis nos quatro cantos do planeta em incêndios de difícil contenção, longos períodos de seca, enchentes, nevascas severas, furacões e processos de desertificação – um retrato negativo para os próximos anos, já que eventos climáticos extremos são cada vez mais frequentes. Enquanto isso, na maior conferência do mundo sobre a temática, quem ganha voz é a ativista ambiental sueca Greta Thunberg, de 16 anos, ocupando o espaço deixado pelos líderes das principais potências do mundo, que poderiam tomar decisões e atuar em mudanças de forma efetiva, mas parecem que ainda não entenderam a urgência do assunto.

    A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris representa um risco, principalmente pela influência sobre outras nações, como países árabes e a Polônia, que têm uma economia fortemente baseada na exploração de combustíveis fósseis. A turbulência político-econômica que afeta países da América do Sul, como Chile e Brasil, impossibilitou a vinda da COP para o continente. A carência de compromissos com o clima dificulta a adoção de medidas arrojadas que migrem para tecnologias ecológicas mais eficientes. Se não concentrarmos esforços agora, aumentamos a dificuldade para o futuro.

    A tendência é de que o mercado global compreenda a necessidade e busque iniciativas que usem energia limpa. Enquanto isso, no Brasil e em diversos países do mundo, continuamos a carbonizar nossa matriz energética, não investimos fortemente no segmento e contamos com uma agricultura fortemente convencional.

    Precisamos de ações efetivas – públicas e privadas – para conservar o patrimônio natural que nos resta. O bom funcionamento dos ecossistemas será nossa maior proteção contra os eventos climáticos extremos, assegurando condições para o desenvolvimento socioeconômico e para o bem-estar da população. É preciso defender a implantação de Soluções baseadas na Natureza como alternativa para a adaptação das cidades diante da crise climática.

    É evidente também que necessitamos mais ambição para cumprir as metas do Acordo de Paris e impedir o caos climático. O ano de 2019 deve ficar entre os três anos mais quentes da história, enquanto a última década foi a mais quente já registrada. E a tendência é de que os ponteiros dos termômetros só aumentem. A ONU alerta para “perspectivas sombrias”. Mesmo que todos os países cumpram sua parte no Acordo de Paris, o planeta esquentaria cerca de 2 graus Celsius. Até o momento, já esquentou 1 grau e os eventos climáticos extremos estão causando sérios impactos. Na tendência atual, estamos rumando para um aumento de 3 a 5 graus, o que seria desastroso.

    A janela de oportunidades para reverter este cenário está fechando. Temos apenas um ano para finalizar as regras do Acordo de Paris e ampliá-lo, já que as metas que estão na mesa são insuficientes. A responsabilidade pela segurança e pela qualidade de vida das pessoas nos próximos anos e das gerações futuras estão nas mãos dos diplomatas e tomadores de decisão presentes na COP25, que negociam em nome de seus países e de toda a humanidade. Sem um consenso entre as nações, qualquer tomada de decisão parece longe de acontecer. É a sociedade global à deriva.

     

  • BOAS PRÁTICAS

    Curitiba ganha loja de cosméticos veganos feitos a mão

    Curitiba ganha loja de cosméticos veganos feitos a mão
    São produtos veganos artesanais para o bem-estar do corpo e da alma (Foto: Divulgação)

    Sabonetes naturais e vegetais com argila e óleos essenciais, xampus sólidos (sem embalagem) para todo tipo de cabelo, condicionador sólido, sabonetes variados de frutas, sais de banho efervescentes e cosméticos com ativos naturais. Esses são apenas alguns dos produtos da curitibana NESH, marca de cosméticos veganos feitos a mão que acaba de inaugurar na cidade de Curitiba. O espaço, instalado na Avenida Vicente Machado, chega ao mercado com mais de 70 produtos.  

    “Somos guiados pela prática diária de tornar consciente o uso de produtos veganos, naturalmente artesanais, buscando o bem-estar do corpo, da casa e da alma, vivendo a pura essência da beleza natural. Queremos distribuir amor em forma de produtos e experiências, promovendo uma grande interação entre os nossos clientes e a natureza”, comenta Thiago Pissaia, fundador e idealizador da NESH.

    A NESH aposta em um mercado em franca expansão no Brasil. No final de 2018, o IBOPE divulgou uma pesquisa muito importante para o segmento, mostrando que 55% dos entrevistados poderiam consumir mais produtos veganos se houvesse uma melhor sinalização nas embalagens. “Chegamos em um período onde as pessoas estão cada vez mais preocupadas com a sustentabilidade e, principalmente, com a vida no Planeta. A NESH pretende ser uma ótima opção para esse público que não consome ou que pretende diminuir o consumo de produtos com origem animal”, detalha Pissaia. 

    Um dos grandes destaques da NESH é a linha de saboaria artesanal, que traz sabonetes naturais e vegetais desenvolvidos com argila e óleos essenciais.  Os sabonetes têm inúmeros formatos e perfumes. Para os cabelos, a marca traz xampus e condicionadores sólidos, sem componentes químicos, com fórmulas ricas em óleos essenciais, vegetais e manteigas. 

    Já os cosméticos com ativos naturais são divididos em coleções especiais, que trazem hidratantes, difusores, sprays de ambientes, óleos corporais, esfoliantes, desodorantes naturais e uma linha vasta para spa e corpo. A Linha Fonte da Juventude, por exemplo, traz Serúm Biohidratante, Máscara Facial de Argila Verde, Água Micelar Bifásica e Geleia Esfoliante. Já a Linha Namastê é composta por Sabonete Líquido, Hidratante Corporal, Esfoliante, Splash Corporal, Máscara de Argila Preta e Home Spray.

    “Nossos produtos trazem toda essência da natureza. Desenvolvemos linhas muito especiais, que não agridem o corpo humano. Temos certeza de que a NESH será um grande sucesso em todo país, pois nos preocupados com cada etapa do processo de produção, tudo para que nossos cosméticos atingissem um altíssimo nível de qualidade”, completa Pissaia.

    Os produtos da NESH estão disponíveis na loja física localizada na Rua Vicente Machado (nº 288), em Curitiba, ou no site www.neshstore.com.br, que entrará no ar com todas as opções no início de 2020. Mais informações no perfil oficial da marca no Instagram (@nesh.eco.cosmeticos).

  • CRIME

    Brasil é um dos maiores mercados para o tráfico de animais no mundo

    Brasil é um dos maiores mercados para o tráfico de animais no mundo
    Os papagaios são algumas das espécies de animais silvestres mais traficadas do mundo (Foto: Divulgação/SPVS. )

    O comércio de animais silvestres é a terceira atividade ilícita mais lucrativa do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e armas, movimentando de US$ 10 a US$ 20 bilhões por ano. Mas o desejo de ter um animal de estimação silvestre faz com que, em média, a cada dez espécies traficadas, apenas uma sobreviva. Além disso, segundo o Ibama a sensação de impunidade faz com que os traficantes também falsifiquem anilhas de controle, vendendo, como se fossem lícitas, 80 das espécies à disposição no mercado de criadores. 
     
    Apesar da legislação brasileira considerar ilegal a caça e o comércio predatório de animais silvestres (Lei de Proteção à Fauna número 5.197) todos os anos 38 milhões de animais são retirados do País segundo dados do Relatório Nacional sobre o Tráfico de Fauna Silvestre (RENCTAS). Além disso, a estimativa é de que a cada 100 animais, 70 sejam comercializados no Brasil, sendo a maioria aves. 
     
    Por sua inteligência, sociabilidade e capacidade de imitar vozes humanas, os papagaios são algumas das espécies mais traficadas do mundo. Existem no Brasil doze espécies de papagaios, das quais seis fazem parte de um Plano de Ação Nacional, coordenado pelo ICMBio. Essas seis são espécies cuja população está em risco ou é muito visada pelos traficantes de animais silvestres. Nesse contexto, torna-se cada vez mais necessário o desenvolvimento de programas que integram ações para a conservação desses animais. 
     
    Para unificar esses esforços, o Programa Papagaios do Brasil, executado pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental – SPVS, em parceria com o Parque das Aves, Fundação Neotrópica, Associação Amigos do Meio Ambiente (AMA) e ICMBio/CEMAVE, com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. O Programa tem como foco apoiar os projetos de conservação das espécies de papagaios e realizar ações do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Papagaios (Pan Papagaios). As espécies-alvo do PAN Papagaios são: papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva), papagaio-charão (Amazona pretrei), papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea), papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis), papagaio-chauá (Amazona rhodocorytha) e papagaio-moleiro (Amazona farinosa).
     
    Durante a primavera essas espécies encontram-se especialmente vulneráveis devido ao período reprodutivo, quando os filhotes se tornam alvos fáceis para os traficantes que os retiram dos ninhos para alimentar o comércio ilegal de animais selvagens. Para a coordenadora do Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa e responsável técnica pelo Programa Papagaios do Brasil, Elenise Sipinski, o caminho para a conservação desses animais precisa passar pela sensibilização e conscientização da sociedade. “Quem viabiliza a existência do traficante é justamente o comprador, por isso é tão importante investirmos em campanhas de comunicação e em estratégias voltadas a educação de crianças e jovens, pois é a partir desse público que a sociedade poderá mudar seu comportamento”, finaliza. 


    Os animais valem mais em seu habitat natural
     
    Por outro lado, o turismo de observação de aves vem crescendo no Brasil e no mundo. Cada vez mais é possível encontrar visitantes em áreas naturais com o propósito de realizar a observação de aves, ou “birdwatching”, fazendo roteiros turísticos em unidades de conservação só para esse fim. Dados da U.S. Fish & Wildlife Service apontam que a observação de fauna chega a movimentar US$ 80 bilhões na economia de países como os Estados Unidos e a Inglaterra. 
     
    Em perspectiva nacional, os visitantes de Unidades de Conservação movimentaram, segundo o dado mais recente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), uma receita de R$ 2 bilhões e mais de 36 mil empregos diretos em um ano. Essas atividades, além de contribuírem com a manutenção da vida silvestre em ambiente natural, geram renda aos moradores do entorno de áreas naturais protegidas, por meio do turismo de natureza, e possibilitam a capacitação e desenvolvimento pessoal.

  • Projeto Sustentável e Solidário

    Acadêmicos criam a empresa [RE]pense em prol do Pequeno Príncipe

    Acadêmicos criam a empresa [RE]pense em prol do Pequeno Príncipe
    Integrantes da equipe da [RE]pense, empresa fruto de aulas de empreendedorismo

    Estudantes do MEP (Management Experience Program) da FAE Business School, de Curitiba, criaram o projeto [RE]pense com o objetivo de aliar consciência sustentável à causa social. A iniciativa consiste em repassar 100% do lucro obtido com a comercialização de garrafas de inox personalizadas ao Hospital Pequeno Príncipe, que completou 100 anos em 2019, explicam as idealizadoras Francesca Piermartiri e Manuela Miranda. Integram ainda o projeto os acadêmicos Luiza Lanzoni, João Victor Paludo, Isadora Porto, Laura Virmond e Matheus Selleti.

     “Nosso objetivo é incentivar a prática dos conceitos de inovação e sustentabilidade pelas empresas, alcançando o maior número de pessoas possíveis. Assim, queremos que elas criem impacto positivo em suas vidas, no meio ambiente e na saúde de milhares de crianças atendidas pelo hospital”, destacam Francesca e Manuela.

    As estudantes observam que as empresas que adquirirem as garrafas personalizadas com a respectiva logomarca ganham mais visibilidade no mercado. Além disso, causam impacto sustentável e social, têm maior alcance nas redes sociais, reduzem custos e ainda podem presentear funcionários e clientes. Pessoas físicas também podem comprar as garrafinhas.

    “Mas o importante é que estarão colaborando para a continuidade do eficiente atendimento oferecido pelo Pequeno Príncipe, maior hospital pediátrico do Brasil”, justificam as estudantes. Elas lembram que ao completar um século de existência, o hospital registrou nos últimos 10 anos mais de 3,5 milhões de atendimentos.

    Mais informações sobre o projeto, inclusive para a aquisição das garrafas, podem ser obtidas pelo email: represente.garrafas@gmail.com.

  • Uma história real

    ONG abriga mais de mil animais e conta com a ajuda de parceiros para manter a causa

    ONG abriga mais de mil animais e conta com a ajuda de parceiros para manter a causa
    Lúcia Westphael é a responsável pela Associação Sítio Dona Lúcia, um abrigo para animais abandonados e vítimas de maus-tratos

     Lúcia Westphael é a responsável pela Associação Sítio Dona Lúcia, um abrigo para animais abandonados e vítimas de maus-tratos, localizado em Blumenau (SC). A história do sítio começou há 35 anos, quando Lúcia resgatou um animal após uma grande enchente na cidade, e desde então esse trabalho não parou mais. Hoje, a sua ONG é a maior de Santa Catarina, totalizando mais de mil animais resgatados. 

    Atualmente, Dona Lúcia se dedica inteiramente à causa e conta com a ajuda dos seus funcionários e voluntários para coordenar o projeto e dar assistência aos animais que foram resgatados, desde cachorros e gatos até cavalos. Todos são medicados e alimentados diariamente, com uma rotina que se inicia às 05h da manhã e não tem hora para acabar, afinal, precisam estar bem cuidados para que possam ir para adoção e encontrem um lar cheio de amor. 

    Lúcia conta que a parte mais árdua do trabalho é a financeira, pois depende da mobilização da sociedade para angariar apoio e doações. “Tenho muitas dificuldades financeiras para dar continuidade a ONG porque o número de animais só cresce, mas realizo esse trabalho porque amo muito os bichinhos e não me imagino fazendo outra coisa na vida”, relata. 

    A parte boa é que a Associação conta com a ajuda de programas sociais como o Lojista Solidário, realizado pela Magnus, fabricante de alimentos para cães e gatos, em parceria com lojistas da região. O programa envolve a comunidade e torna o trabalho de arrecadação mais eficiente. “Já participei por duas vezes do Lojista Solidário, o que me ajudou bastante. É através dele que as pessoas conhecem o meu trabalho, as lojas vendem mais e as doações também acontecem. É uma rede do bem! Além disso, com as doações de alimentos, aplicamos os recursos arrecadados para outras áreas que merecem atenção”, destaca Lúcia.

    Sobre a causa

    O programa Lojista Solidário é uma ação de responsabilidade social da Magnus, fabricante de alimentos para cães e gatos, que tem o intuito de ajudar ONGs e protetores que cuidam de animais de rua. Desde que foi lançado, em setembro de 2018, o programa arrecadou e doou cerca de 120 toneladas de alimentos para mais de 32 mil pets e ajudou 239 ONGs e protetores de animais. 

    A Magnus, que já faz periodicamente doações para ONGs, viu a necessidade de ajudar ainda mais instituições, já que elas consomem em média uma tonelada de alimentos para cães e gatos mensalmente. O programa “Lojista Solidário” conta com a mobilização de comerciantes parceiros da marca, para que possam estimular a comunidade a doar alimentos para os pets. A escolha dessas organizações é feita via indicação do próprio lojista ou por meio da procura no serviço de atendimento ao consumidor, no site da Magnus. 

    A ação consiste em deixar um ponto de arrecadação de alimentos para pets nas lojas parceiras da Magnus ao longo de 30 dias, onde os atendentes instruem os clientes a participarem da campanha para ajudar na doação, que pode ser feita com qualquer marca e quantidade de produto. No último dia da ação, é realizado um evento no próprio estabelecimento com a presença de um representante da Magnus, da ONG escolhida e do lojista. 

    Aos interessados em conhecer um pouco mais do trabalho da Dona Lúcia e sua ONG, basta acessar o site http://sitiodonalucia.com.br/. Lá, é possível contribuir com doações para ajudar na continuidade deste lindo trabalho.

  • Meio ambiente

    Estação de reciclagem de plástico é solução para retirar plástico dos mares e ambientes terrestres

    Estação de reciclagem de plástico é solução para retirar plástico dos mares e ambientes terrestres
    Apenas 1,26% das 11 milhões de toneladas de plástico fabricado anualmente no Brasil é reciclado. Do restante, 80% param nos oceanos

    O descarte incorreto de plásticos é um problema mundial. Apenas 1,26% das 11 milhões de toneladas de plástico fabricado anualmente no Brasil é reciclado. Do restante, 80% param nos oceanos, segundo dados da WWF. Como forma de amenizar esse impacto, cinco mulheres que vivem no litoral paranaense estão adaptando o projeto do holandês Dave Hakkes para desenvolver uma estação de reciclagem de plástico que processará os resíduos plástico.

    “A ideia é ter um espaço onde empresas e pessoas possam trazer o plástico. Em seguida, nós auxiliaremos na separação por tipo de material, trituração e transformação em outros produtos, como capinhas de celular, chaveiros, balde e mármore plástico, trazendo uma solução para o aporte de lixo plástico”, afirma Ellen Joana Cunha, idealizadora do negócio socioambiental Marixo.

    Próxima de finalizar seu segundo mestrado, Ellen estuda assuntos relacionados às ciências ambientais, tecnologia e sociedade. Moradora de Paranaguá, no litoral paranaense, ela identificou nos oceanos uma forma de conservar a natureza e gerar renda. “Como nós estamos em uma cidade litorânea, ter ações como essa são de suma importância para a redução do aporte de lixo no mar. Estudos científicos comprovam que mais de 80% do lixo que alcançam os oceanos são produzidos em terra. O plástico é o artefato do século 20. Foi uma novidade, mas hoje está se tornando um problema”, comenta.

    O projeto ganhou forma quando Ellen começou a participar do Programa Natureza Empreendedora, criado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza para fomentar a cultura do empreendedorismo e desenvolver iniciativas inovadoras com impacto socioambiental positivo. “Eu estou alcançando um sonho profissional e pessoal, que é colocar em prática, melhorar e expandir essa ideia para algo que pode realmente impactar e contribuir com o meio ambiente. Se não fosse esse momento de formação e de troca, talvez seria mais uma pesquisa parada na biblioteca de uma universidade”, ressalta. Para ser colocada em prática, a iniciativa necessita do apoio de investidores.

    Natureza Empreendedora

    O Marixo foi uma das iniciativas desenvolvidas no Programa Natureza Empreendedora, que auxilia a articulação de negócios inovadores na região do Lagamar paranaense. As propostas desenvolvidas visam explorar o potencial econômico da região, capacitar a comunidade local e aumentar a oferta de emprego com impacto positivo ao meio ambiente. Ao todo, 35 empreendedores de Antonina, Morretes, Paranaguá e Guaraqueçaba estão envolvidos no Natureza Empreendedora, que também conta com o apoio do Sebrae-PR na fase de ideação de propostas.

    “Queremos mostrar que desenvolvimento econômico e conservação da natureza conseguem andar lado a lado, gerando benefícios para o meio ambiente e para a comunidade local. É o chamado ‘negócio de impacto’ que gera resultados financeiros positivos de forma sustentável e ainda protege e valoriza o patrimônio natural”, destaca Guilherme Karam, coordenador de Negócios e Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário.

    Iniciado em 2018, o Natureza Empreendedora foi estruturado a partir da identificação do potencial empreendedor aliado à conservação da Mata Atlântica em alguns municípios da região do Lagamar paranaense. O estudo concluiu que há espaço para inovação, melhoria da qualidade de vida da população e agregação de valor, com impacto socioambiental positivo. A pesquisa também mapeou que os jovens desejam continuar na região, mas não encontram oportunidades, e que existe pouco senso de valorização e identidade da Mata Atlântica.

  • Artigo

    Pedido de socorro que vem dos mares

    Pedido de socorro que vem dos mares
    Janaina Bumbeer

    Um novo desastre ambiental coloca o Brasil mais uma vez em sinal de alerta. As manchas de óleo que chegam às praias mostram que a vítima da vez é uma das principais fontes de renda e de alimento dos brasileiros: o oceano. São inegáveis os prejuízos ambientais, sociais e econômicos inestimáveis para toda a população. Diante do problema sem precedentes, sem exitar, brasileiros deixaram suas atividades cotidianas para depois. Salvar o mar tornou-se a ação prioritária do dia. Essa é a realidade das últimas semanas.

    Pescadores madrugam para soar o sinal de alerta de que o óleo se aproxima. Marisqueiros resgatam animais. Surfistas aposentaram temporariamente as pranchas para procurar ondas com manchas pretas. Professores e estudantes trouxeram a sala de aula para a areia e passaram a aprender na prática a importância dos recursos naturais e o protagonismo do ser humano na preservação ou destruição do meio ambiente. Turismólogos deixaram de apenas apresentar belas paisagens e também arregaçaram as mangas para salvá-las.

    O trabalho de cada voluntário e cada profissional deve ser reconhecido e valorizado. São pessoas que estão fazendo a diferença para a minha vida e para a sua. Estão socorrendo o habitat das algas marinhas, responsáveis pela produção de 54% do oxigênio do mundo. O oceano é o principal regulador do clima, viabilizando a vida no planeta. Além disso, é do oceano que vêm aproximadamente 19% do Produto Interno Bruto do País, a partir de atividades como pesca, lazer, turismo e transporte.

    O cenário atual soma milhares de toneladas de óleo já recolhidas, representando uma parcela pequena da quantidade de manchas ainda presentes em centenas de praias no Nordeste brasileiro – tanto na água, quanto na areia. O número de animais afetados e mortos aumenta e o total vai deixar de contabilizar todos aqueles que não foram trazidos pelo mar até a costa. Além disso, o rastro que manchou o litoral nordestino também atingiu mangues e corais, demandando um processo de limpeza mais complexo e pouco acessível. Pesquisadores estimam que, apesar de visualmente “limpo”, o ambiente marinho carregará substâncias químicas por décadas, com prejuízos para os ecossistemas e para a cadeia alimentar, afetando inclusive peixes e frutos do mar que servimos à mesa.

    Ou seja, somos todos impactados! Mesmo vivendo a quilômetros das praias do Nordeste, dependemos do mesmo oceano e compartilhamos a mesma nação. Portanto, também devemos agir e cuidar dos nossos recursos. Precisamos nos informar a partir de fontes confiáveis, apoiar as ações dos profissionais e voluntários e exercer o papel de cidadãos, cobrando ações rápidas e efetivas.

    Há dois meses, o evento Conexão Oceano, realizado no Rio de Janeiro, trouxe à tona o debate sobre o passado, o presente e o futuro da biodiversidade marinha, dos serviços ecossistêmicos e dos mares. O oceano conecta continentes e está presente – direta e indiretamente – na vida de toda a população global. O tema é tão relevante que levou as Nações Unidas a declararem o período de 2021 a 2030 como a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável.

    Reverter o quadro que lamentavelmente vemos hoje no Brasil e considerar os impactos desse cenário são pautas urgentes. É hora de deixar as atividades rotineiras de lado, ouvir o pedido de socorro e fazer a nossa parte para salvar recursos tão preciosos que não conseguimos viver sem.

  • Inovação

    Projeto dá nova vida a quadros negros

    Projeto dá nova vida a quadros negros
    Além de resignificar materiais, pensando em soluções não convencionais, a proposta serviu para incentivar a reflexão sobre o uso consciente dos materiais

    A possibilidade de estender a vida útil de quadros negros, os transformando em módulos para expositores, com design arrojado, é a proposta de um projeto desenvolvido em parceria entre o Colégio Marista Anjo da Guarda e a Escola de Arquitetura e Design da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). A intenção é reutilizar um material que seria descartado, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e reduzindo a necessidade de extração de recursos naturais.

    “Os estudantes tiveram a oportunidade de participar de um processo de criação muito rico. O interessante é o processo e não somente o resultado final”, descreve a professora de Artes do Colégio Marista Anjo da Guarda, Gizele Bettega Teixeira. A ideia surgiu para atender à demanda do colégio por móveis que pudessem comportar as exposições realizadas frequentemente na instituição.

    Criação

    Os estudantes do 9° ano foram responsáveis pelo desenho, concepção do conceito e maquete do protótipo. Com base em uma curadoria, foram selecionados os elementos mais marcantes desenvolvidos por cada equipe para o projeto final. A produção resultou na criação de 16 módulos em dois tamanhos diferentes, incluindo quatro em formato circular, que estão sendo utilizados para diferentes exposições. 

    “Os móveis são versáteis e se adaptam a qualquer material que será exposto, adquirindo várias formas”, explica a responsável pela Aliança Educativa da PUC, setor responsável por relações com Ensino Médio, Marina Marini Mariotto Belotto.  

    Projeto Acontece

    A ideia surgiu, primeiramente, a partir do tema que foi abordado no Projeto Acontece, uma bienal realizada no colégio há 23 anos. Cada edição propõe um tema do universo artístico, o deste ano foi design. Paralelamente, acadêmicos da PUC participaram ativamente como apoiadores para que a realização da proposta fosse concretizada, por meio do projeto Cria.Ação

    Além de resignificar materiais, pensando em soluções não convencionais, a proposta serviu para incentivar a reflexão sobre o uso consciente dos materiais. “Não é preciso comprar algo novo ou jogar fora o que não se usa mais. É possível dar novos significados aos objetos”, reflete Marina. 

     

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