• Paraíso dos vegetarianos

    Turquia possui gastronomia rica para quem não come carne

    İmambayıldı - beringela recheada
    İmambayıldı - beringela recheada (Foto: Divulgação)

    Tão diversa quanto o país, a culinária turca apresenta várias receitas de doces e salgados sem origem animal
    De grande extensão territorial e com uma bagagem cultural milenar, a gastronomia da Turquia é diversa e extensa. Com preparos e pratos específicos em cada região do país, permite opções para todos os gostos e perfis de visitantes. Como variedade e quantidade são importantes na cultura local, as receitas mais tradicionais podem ser adaptadas ao vegetarianismo e veganismo, assim como diversos outros pratos já o são em sua essência.
    Alguns desses pratos são versões para receitas conhecidas no Brasil, mas com um tempero único e sempre com muito azeite! Com uma população crescente de vegetarianos em todo o mundo, a Turquia se torna o destino ideal para uma viagem gastronômica.
    İmambayıldı
    Aqui no Brasil, chamamos esse prato de beringela recheada e é sempre uma ótima pedida. À moda turca, é preparado com muito azeite, tomate, alho, cebola e várias ervas frescas. O nome Imambayildi traduzido ao pé da letra fica “o imam desmaiou” e, diz a lenda, que se deve ao fato do Imam ter desmaiado quando a esposa avisou que usou todo o azeite na receita e depois teria desmaiado mais uma vez ao provar a delícia. Para saber se faz sentido, só experimentando!
    Köfte de lentilha
    Köfte é uma espécie de almondega, a base de lentilha vermelha e triguilho. Normalmente são recheadas com ervas e especiarias, mas podem ser encontradas com arroz e legumes diversos também. O prato costuma ser acompanhado de folhas de uva, alface ou repolho.
    Kısır
    Similar ao tabule, Kisir é uma salada à base de triguilho, feita com pasta de tomate, tomate picado, salsinha e alho. Cebola seca ou cebolinha são bastante comuns, assim como pepinos picados. Limão e azeite de oliva são geralmente usados como temperos, embora muitas regiões usem xarope de romã. É muito comum nas regiões de Osmaniye, Adana, Mersin, Antalya, Karaman, Konya, Gaziantep, Kilis e Antakya. É servido frequentemente em ocasiões comemorativas e sempre com uma xícara de chá turco.
    Barbunya
    Essa é uma ótima receita para mudar um pouco o nosso feijão. A Barbunya é um prato tradicional na culinária turca e consiste em feijão cozido em um molho especial de cebola e tomate. Simples, mas bem saboroso!
    Lokun
    Conhecido como Manjar turco, esse é provavelmente o doce mais famoso da Turquia. Feito à base de amido de milho e açúcar, a goma é temperada com diversos sabores, como limão, nozes, canela, coco, etc. O Lokun pode ser servido ao final de todas a refeição, e melhor ainda quando acompanhado de café turco!

  • Direito Ambiental

    Pena para crimes ambientais é assegurada por lei

    Cristiana Nepomuceno de Sousa Soares, bióloga e mestre em Direito Ambiental
    Cristiana Nepomuceno de Sousa Soares, bióloga e mestre em Direito Ambiental (Foto: Divulgação)

    Estabelecida em 12 de fevereiro de 1998, a Lei n°9.605 determina sanções penais para atividades e condutas que causam danos ao meio ambiente. Seja contra a fauna, a flora, a administração ambiental, o ordenamento urbano ou o patrimônio cultural, tais infrações são passíveis de punição. O meio ambiente cumpre um papel essencial na vida humana, por isso, a violação dos direitos, é caracterizada como crime.
    Anteriormente à lei de 98, o Artigo 225 da Constituição Federal já garantia que todo cidadão tem direito ao meio ambiente equilibrado e deve mantê-lo preservado. Porém, mesmo com o Artigo da Carta Magna, a especialista em direito ambiental Cristiana Nepomuceno de Sousa Soares considera que o cenário atual do país não reflete essa realidade.
    “Notamos que mesmo com a aplicação da lei, os crimes ambientais têm aumentado e ainda temos um longo caminho para ser percorrido. Há necessidade de entender o que significa o desenvolvimento sustentável, aliando o meio ambiente, com o desenvolvimento econômico e social”, explica a especialista.
    Para os crimes praticados contra o meio ambiente, a penalidade varia de acordo com a gravidade da ação. A pena pode ser aplicada em reclusão, prestação de serviços comunitários, interdição de direitos, recolhimento domiciliar, suspensão de atividades ou multa.
    Confira, abaixo, os times de crimes ambientais previstos por lei:
    Crimes contra a flora: é caracterizado pela destruição ou danos na vegetação, como o corte de árvores e a extração e até mesmo a venda e fabricação de balões.
    Crimes contra a fauna: é considerado crime caçar, perseguir, matar, vender e manter em cativeiros os animais.
    Crimes contra o ordenamento urbano e patrimônio cultural: está infringindo a lei quem pichar, danificar alterar ou deteriorar algum bem ou patrimônio.
    Crimes contra administração ambiental: são as atividades de enganar, fazer afirmação falsa ou omitir informações e também, autorizar obras em desacordo com as normas ambientais
    Atualidade
    Apontados como os maiores incêndios enfrentados no país, as queimadas no Pantanal estão previstas como crime ambiental nos artigos 41 e 42 da Constituição Federal. “A cobertura vegetal equilibra o ecossistema, quando retirada pelas queimadas, contribuem para o aumento do aquecimento global, podendo trazer danos irreparáveis”, finaliza Cristiana.

  • Projeto Sustentável

    Artesanato é a chave para empoderamento

    São realizados cerca de 10 cursos ao longo do ano, cada um com cerca de 10 a 12 alunas
    São realizados cerca de 10 cursos ao longo do ano, cada um com cerca de 10 a 12 alunas (Foto: Divulgação)

    No Centro Comunitário Ibema em Turvo (PR), o aprendizado é constante por meio de oficinas regulares de artesanato voltadas para mulheres. Desde 2014, as colaboradoras, esposas de colaboradores e moradoras do local realizam aulas de diferentes técnicas criativas, como pintura em tecido, crochê, macramê, bordado em chinelo, ponto russo e fitas, entre outros. São realizados cerca de 10 cursos ao longo do ano, cada um com cerca de 10 a 12 alunas.
    “Além do benefício da atividade em grupo, essa é uma forma de complementação da renda familiar, empoderamento feminino e socialização para donas de casa e trabalhadoras rurais da região”, conta Carin Machado, da área de Responsabilidade Social da Ibema.
    Todo o material utilizado é fornecido pela empresa, que contrata instrutoras locais e assim valoriza também seus conhecimentos e estimula a prática do ensino.
    O resultado de tudo isso ultrapassa a esfera familiar: por meio do trabalho de cada uma das participantes, surgiu o IbemArte Sustentável, que reutiliza resíduos do processo final de fabricação de papelcartão para a criação de peças de design com alto padrão de qualidade no acabamento. Estão envolvidas no momento 15 artesãs.
    O projeto IbemArte Sustentável recebeu o Selo SESI ODS 2017 na categoria Grande Indústria, por contemplar 2 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: ODS 5 – relacionado ao empoderamento de mulheres e o ODS 8 – relacionado ao crescimento econômico inclusivo e sustentado, emprego pleno e trabalho decente para todos.

  • Meio Ambiente

    Exposição virtual de fotos mostra vida, morte e renascimento do Pantanal após as queimadas

    Araras Azuis
    Araras Azuis (Foto: Steffen Richle)

    No Dia do Pantanal (12 de novembro), o WWF-Brasil lançou uma exposição internacional de fotos da maior planície úmida do planeta. O conceito da coleção de imagens é mostrar o bioma em três momentos cruciais vividos em 2020: em seu esplendor, durante as queimadas e na fase subsequente, quando o bioma tenta se recuperar. “Pantanal: Vida, Morte e Renascimento” acontece em ambiente virtual e, portanto, está acessível à população dos três países pelos quais o bioma se estende: Brasil, Bolívia e Paraguai.
    A exposição reúne imagens poderosas e emblemáticas da riqueza da biodiversidade e sua emocionante resiliência capturadas pelas lentes de renomados fotógrafos brasileiros, bolivianos e paraguaios, como Araquém Alcântara, André Zumak, Nathália do Valle e Reynaldo Leite Martins Júnior (Brasil), Alejandro de los Rios e Stefflen Reichle (Bolívia) e Lourdes Matoso Mendez e Tatiane Galluppi Selich (Paraguai).
    Em seu conjunto, as 24 fotos narram a tragédia que se abateu na região pela conjunção da ação da natureza, na forma da maior seca já registrada desde 1973, com a ação humana, que iniciou os incêndios. Embora exaustivamente expostas pela imprensa, as imagens do período de queimadas ainda são uma forte denúncia da exploração insensata da natureza – denúncia esta que se torna ainda mais forte frente ao contraste de como o bioma se encontrava antes das queimadas.
    Mas a exposição visa também ressaltar a capacidade regenerativa do Pantanal e a consequente importância de preservação desse bioma nos próximos anos, notadamente as áreas destruídas em 2020. No acumulado dos dez meses deste ano, 4,2 milhões de hectares foram queimados no Pantanal, equivalentes a quase um terço do bioma – uma área que agora precisa de tempo para se recompor. Diversas imagens da exposição mostram que esse renascimento já começou e alimentam a esperança de que o Pantanal recupere sua pujança.
    A exposição também mostra a resiliência dos povos da região. A brasileira Nathália do Valle optou por mostrar os rostos das pessoas que moram no bioma como símbolo de esperança e renascimento. Tatiane Galluppi Selich, por sua vez, retratou um mito da cultura Yshir Ybytoso, que só existe no Pantanal paraguaio e que, assim como o bioma, está ameaçado.
    Para os Yshir, Nemurt é um ser poderoso que representa o equilíbrio do mundo através da bengala que ele segura sobre os ombros: se ele ficar cansado e o abaixar, os seres humanos deixarão de existir. A fotógrafa incluiu esta imagem para mostrar a necessidade de respeito pela cultura e tradições ancestrais, que também precisam ser preservadas.
    A exposição é realizada em parceria com a Sciacco Studio (https://www.instagram.com/sciaccostudio/) e ficará disponível até 27/11 na plataforma https://bit.ly/ExpoPantanal.

  • Crime ambiental

    Tráfico de animais e desequilíbrio ambiental aumentam os riscos à saúde pública

    No Brasil, cerca de 38 milhões de animais silvestres são retirados ilegalmente de seus habitats naturais todos os anos
    No Brasil, cerca de 38 milhões de animais silvestres são retirados ilegalmente de seus habitats naturais todos os anos (Foto: Divulgação)

    Considerada a terceira atividade ilícita mais lucrativa do mundo, o tráfico de animais silvestres gera graves consequências políticas, sanitárias e de desequilíbrio ambiental, afirma a pesquisadora do Unicuritiba Marina Pranke Cioato, no artigo“O Tráfico de Animais Silvestres sob a Ótica da Criminologia Verde”, vencedor do 1º Prêmio Juiz Edmundo Cruz de Bioética Edição 2020 na categoria estudante de pós-graduação (especialização).
    Em seu artigo, a pesquisadora analisa a problemática desde a sua origem sob uma perspectiva multidisciplinar, considerando questões sociais, econômicas e políticas e reconhecendo que todo o animal traficado sofre maus-tratos.
    “Acredito que nunca houve um momento tão oportuno para que a sociedade discuta o tema do tráfico de animais e repense sua relação com o meio ambiente. Vivemos um período ainda bastante crítico de uma pandemia que teve origem no comércio ilegal do pangolim – maior vítima do tráfico na África e na Ásia. Além disso, o Relatório Mundo sobre Crimes da Vida Selvagem, lançado em 2020, aponta que as doenças zoonóticas representam 75% de todas as doenças infecciosas emergentes”, alerta.
    Sobre a premiação, Marina entende que a iniciativa ajudará a dar escala à temática do tráfico de animais e permitirá que mais pessoas se atentem ao assunto. “Precisamos lidar com a falta de informação e falta de consciência de parcela da população para problemas que envolvem o meio ambiente e o Direito Animal. Acredito que somente por meio da pesquisa, neste caso específico sobre Direito Animal, e da divulgação de informações conseguiremos criar uma sociedade que assuma uma postura responsável”, diz.
    No Brasil, cerca de 38 milhões de animais silvestres são retirados ilegalmente de seus habitats naturais todos os anos, segundo levantamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) em conjunto com organizações não governamentais (ONGs).

     

  • Alimentação

    Comida de verdade da Loma Linda

    As marmitas são preparadas conforme os rigorosos critérios de higiene e trazem legumes, verduras, frutas, leguminosas e sementes
    As marmitas são preparadas conforme os rigorosos critérios de higiene e trazem legumes, verduras, frutas, leguminosas e sementes (Foto: Divulgação)

    Localizada ao sul da Califórnia (EUA), a cidade de “Loma Linda”, em espanhol.

    “Colina Linda”, é conhecida como a “meca” da vida saudável.

    Os moradores optaram pela alimentação vegetariana e vegana e são considerados uma das populações com os maiores indicadores de saúde do Planeta.

    Inspirada neste estilo de vida, a curitibana Mônica Bonifácio criou a Loma Linda Vegetarianos.

    A marca oferece cardápios 100% free de produtos de origem animal.

    As marmitas são preparadas conforme os rigorosos critérios de higiene e trazem legumes, verduras, frutas, leguminosas e sementes preferencialmente adquiridos de produtores locais.

    Também tem opções de sobremesas e bolos.

    As encomendas podem ser feitas pelo WhatsApp (41) 9 9153-3730. O cliente tem a opção de receber em casa ou pelo sistema take away. Mais detalhes pelo instagram @lomalindaveg.

  • Destruição

    Incêndios no Pantanal ameaçam o refúgio de onças-pintadas, animal símbolo do Brasil

    O fogo já atingiu grande parte do Parque Estadual Encontro das Águas, refúgio de onças-pintadas
    O fogo já atingiu grande parte do Parque Estadual Encontro das Águas, refúgio de onças-pintadas (Foto: Pixabay)

    Os incêndios que atingem o Pantanal continuam a colocar em risco a biodiversidade do bioma.

    De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a quantidade de focos de incêndios registrados nos oito primeiros meses de 2020 equivale à quantidade total dos seis anos anteriores somados. No estado de Mato Grosso, o fogo já atingiu grande parte do Parque Estadual Encontro das Águas, o refúgio com a maior população mundial de onças-pintadas – animal símbolo do Brasil.

    Além do prejuízo ao ambiente, os incêndios acabam impactando a economia local.

    Um estudo da Panthera – organização dedicada à conservação dessas espécies de felinos selvagens – estima que o turismo de observação de onças no Pantanal brasileiro representa um faturamento bruto anual de US$ 6,8 milhões às comunidades da região.

    Mesmo sem plano de manejo, o Parque Estadual Encontro das Águas recebeu em 2015 mais de 2,8 mil visitantes estrangeiros, segundo estudo publicado na revista científica Perspectives in Ecology and Conservation.

  • Saúde

    Nutricionista indica exames que devem ser feita por vegetarianos

    Profissional sugere a realização de hemograma completo
    Profissional sugere a realização de hemograma completo (Foto: Pixabay)

    A nutricionista Bianca Oliveira indica quais exames que a pessoa que segue dieta vegetariana deveria fazer.

    Hemograma completo: É um exame que revela muito além de anemia, ele me mostra a qualidade das suas células e capacidade de transporte de oxigênio delas. Também me mostra – através do VCM, CHCM e HCM – a previsão de possíveis deficiências nutricionais futuras, mesmo com uma hemoglobina normal e ausência de anemia!

    Ferritina: Esta proteína é capaz de armazenar o ferro, através dela podemos prever e prevenir anemias e otimizar a produção de energia no corpo, melhorando a disposição no dia a dia. Mas cuidado, pois uma ferritina alta não necessariamente revela adequação do ferro no organismo; outros fatores influenciam esta proteína, e isso é levado em consideração ao avaliar seus exames como conjunto e sua individualidade clinica e dietética.

    Vitamina B12: São muitos os fatores que influenciam a absorção e metabolismo desta vitamina, desde uso de anticoncepcional, gastrite, consumo de álcool e até a mastigação! Por isso, muitas pessoas apresentam baixa desta vitamina. A deficiência da B12 atrapalha a memória, concentração, humor e transmissão de impulsos nervosos.

    Vitamina D 25 hidroxi: Esta vitamina tem ação muitíssimo além da qualidade óssea, atuando na imunidade, humor, proteção cardiovascular e doenças autoimunes, além de otimizar a absorção de cálcio na dieta.

    Zinco: Um mineral importantíssimo para saúde sexual, saúde dos cabelos e unhas, para imunidade e várias reações químicas no organismo. Sua deficiência é muito comum, ainda mais para quem suplementa ferro, pois o ferro depleta zinco no organismo.

    Nunca se devem olhar exames isoladamente: uma vez que um exame complementa o outro; deve-se sempre cruzar os resultados com a clínica e todas as individualidades do paciente! Dependendo da sua individualidade outros exames serão importantes no seu caso.

    Outro fator importantíssimo: Nunca se devem considerar apenas os valores da faixa de referência do laboratório para os exames. Todos os parâmetros dos exames tem seu ponto de corte mínimo considerado ótimo para melhor ação no organismo, e muitas das vezes o ponto de corte é bem acima do mínimo proposto na faixa de referência. Com alguns exames dentro da faixa de referência, mas distantes do ótimo, já aparecem os sintomas de deficiência nutricional!

     

  • Decisão correta

    Bambi vai para o Santuário de Elefantes do Brasil

    Aos 58 anos, Bambi volta a viver em ambiente natural
    Aos 58 anos, Bambi volta a viver em ambiente natural

    Pela primeira vez, em mais de 50 anos, a elefanta Bambi poderá voltar a viver em ambiente natural. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) autorizou a transferência do animal do Bosque e Zoológico Dr. Fábio Barreto, em Ribeirão Preto, SP, para o Santuário de Elefantes do Brasil, na Chapada dos Guimarães (MT).

    A decisão foi tomada com base em imagens e laudos técnicos sobre a rotina de Bambi, que divide o atual recinto com Maison - outra elefanta asiática com quem não tem afinidade. A relação hostil não é saudável para ambas, mas a prioridade pela mudança de Bambi se deu por sua idade avançada e atuais condições de saúde.

    'Agradecemos esta oportunidade de proporcionar a Bambi uma vida que lhe ofereça o espaço, a autonomia e a vivência social dinâmica e o mais próximo possível da natureza. Bambi se juntará a outros quatro elefantes, todos com histórias semelhantes. Pela primeira vez em todas as suas vidas, o santuário é uma chance de descoberta e, de muitas maneiras, uma redescoberta do que significa ser um elefante novamente. Mais do que apenas uma vida incrível, nossa equipe do santuário oferece uma experiência prática incomparável com os cuidados intensivos e diferenciados necessários para elefantes doentes e idoso", afirma Scott Blais, presidente do Santuário de Elefantes Brasil.

    Bambi tem à sua disposição um espaço arborizado de 30 hectares - o equivalente a 300 mil metros quadrados - com riacho, lago e poças de lama.

  • Bem-estar dos animais

    Proteção Animal Mundial lança documentário “Enganado por um Sorriso”

    Existem mais de 3 mil golfinhos em cativeiro
    Existem mais de 3 mil golfinhos em cativeiro (Foto: Pixabay)

    A Proteção Animal Mundial, organização não-governamental que atua em prol do bem-estar dos animais, lançou documentário “Enganado por um Sorriso”, que mostra a realidade em que vivem golfinhos mantidos cativeiro para o entretenimento, rebatendo o discurso da indústria, que movimenta cerca de 5,5 bilhões de dólares todos os anos.

    O documentário conta com a participação de Lorena Lopez, ex-treinadora de golfinhos no México que, após 10 anos trabalhando para o entretenimento, hoje dedica a vida para defender os animais das barbaridades do setor. “A indústria manipula as informações de forma que você acredita que os animais estão sendo bem tratados, que eles estão felizes de performar para o público. Toda a roupagem no discurso faz com que você acredite nisso. Mas, esses animais são privados de comida, forçados a uma carga de treinamentos intensivos, obrigados a se reproduzir, sofrendo de severo estresse físico e psicológico”, afirma a ativista.

    Segundo pesquisa da Proteção Animal Mundial existem mais de 3 mil golfinhos em cativeiro. No México, um dos principais polos de golfinhos em cativeiro do mundo, são 240 golfinhos em 29 locais. O uso dessas espécies para entretenimento arrecada anualmente cerca de 500 milhões de dólares com a venda de ingressos.

    Nessas atrações cruéis, os golfinhos são usados como pranchas de surf, cercadas por grupos de pessoas, sendo tocados, abraçados e fotografados, em um ambiente barulhento, completamente diferente do habitat natural.

    Para assistir o documentário, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=WHNyQSH4HUg

  • Artigo

    Biodiversidade e as soluções para a “insegurança” hídrica no Brasil

    Renato Atanazio
    Renato Atanazio (Foto: Fernando Dias)

    O Brasil é um dos países com maior disponibilidade de água doce do mundo, com aproximadamente 12% do total do planeta. Possui duas das maiores áreas úmidas do mundo: o Pantanal e a Bacia Amazônica. Seus reservatórios de água subterrânea detêm uma capacidade de 15 milhões de litros por segundo. A vazão média anual dos rios brasileiros é de aproximadamente 180 milhões de litros por segundo.

    Todos esses dados, reunidos no relatório Biodiversidade, Serviços Ecossistêmicos e Bem Estar Humano no Brasil, disponível na Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES), dão a dimensão do tamanho da responsabilidade que um país com alta disponibilidade de água, associada à elevada biodiversidade, carrega em relação à segurança hídrica.

    No entanto, o que temos acompanhado historicamente é uma severa dificuldade na implementação de políticas públicas para a gestão da água e sua integração sustentável com as dinâmicas e necessidades dos centros urbanos.

    A rápida expansão das metrópoles e a falta de planejamento fizeram com que os gestores públicos se apoiassem quase que exclusivamente em infraestrutura cinza (canalização e obras em geral) para garantir o abastecimento de água para a população. Embora seja indispensável para dar escala à oferta de serviços básicos, é essencial que a infraestrutura cinza seja aplicada conjuntamente com a infraestrutura verde – as chamadas Soluções baseadas na Natureza - para proteger as bacias hidrográficas e permitir o uso sustentável dos recursos.

    Como resposta a esses desafios de gestão territorial, avançam no País e no mundo iniciativas que têm a natureza como base . No Peru, a legislação exige que as empresas fornecedoras de água destinem parte da receita para o investimento em infraestrutura natural, como o reflorestamento de áreas e a aplicação de agricultura sustentável próximo a rios e mananciais. Na China – um dos países mais avançados na conciliação entre infraestruturas cinza e verde –, mais de 250 municípios aplicam o modelo de cidades-esponjas com o objetivo de drenar a água da chuva. Estimulam ainda a criação de parques alagáveis (exemplos como este existem em Curitiba há décadas), prédios com jardins suspensos, calçadas permeáveis e praças-piscinas.

    O caso emblemático de Nova York não pode ser ignorado. Lá, de forma inteligente, em vez de aumentar a infraestrutura cinza do sistema de abastecimento, uma parceria público-privada optou por investir na conservação de bacias hidrográficas que garantem a água para a população. Hoje, a medida colhe excelentes resultados, chegando próximo a uma relação de US$ 7 economizados para cada US$ 1 investido em ações de conservação.

    Encontrar soluções a partir da natureza para a Baía de Guanabara foi o objetivo do Oásis Lab, realizado pela Fundação Grupo Boticário, Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) em 2019. A iniciativa reuniu representantes de mais de 50 instituições, empresas, indústrias, OSCs e órgãos públicos para desenvolver ideias e soluções que garantam a segurança hídrica e a resiliência costeiro-marinha na região.

    O diálogo com tantos atores tem sido essencial para trazer resultados práticos e de impacto positivo para a população fluminense. Dois dos projetos cocriados na ocasião receberão investimentos por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em fevereiro entre o Ministério Público do Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) e a Petrobras.

    Outro exemplo que também está sendo colocado em prática é o movimento Viva Água, realizado na Bacia do Rio Miringuava, em São José dos Pinhais (PR), que tem entre seus objetivos contribuir com a segurança hídrica a partir da restauração da vegetação em áreas estratégicas de bacias hidrográficas e do incentivo a atividades socioeconômicas de impacto positivo na natureza.

    Por muitos anos, acreditamos ser possível domar a natureza em nome do desenvolvimento. É chegada a hora de seguirmos um novo rumo, disseminando a ideia e apresentando resultados de que é, sim, possível uma bacia hidrográfica incorporar atividades econômicas compatíveis com sua conservação. Assim, seguimos trabalhando para comprovar com exemplos e números que a adoção de medidas de conservação não representa entrave ao desenvolvimento econômico, mas sim condição essencial para sua efetividade.

  • TV Cultura

    Repórter Eco fala sobre preservação ambiental

    O Repórter Eco deste domingo (7/6), semana em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), irá falar sobre o projeto Mulheres na Conservação. Criado pelo fotógrafo João Marcos Rosa e pela jornalista Paulina Chamorro, ele retrata histórias de pesquisadoras que se dedicam a preservação ambiental, ajudando a salvar espécies brasileiras ameaçadas de extinção.

    “A ideia do projeto surgiu de uma percepção que eu tive ao longo desses 20 anos de estrada de que grandes inciativas pela conservação brasileira eram capitaneadas por mulheres”, diz João Marcos Rosa, fotógrafo e documentarista. A ideia conquistou a jornalista ambiental Paulina Chamorro e a dupla foi a campo acompanhar a rotina das pesquisadoras, com o apoio da Fundação Toyota do Brasil.

    A segunda reportagem fala sobre a crise climática e a pandemia da covid-19. A poluição do ar diminuiu no mundo todo, em função do isolamento social, mas a emergência climática permanece e exige a redução urgente das emissões de gases do aquecimento global. A matéria contará com a entrevista do físico Paulo Artaxo, professor da USP, membro do IPCC - Painel Iintergovernamental de Mudanças Climáticas e coordenador do Programa FAPESP de Mudanças Climáticas Globais.

    Por fim, o terceiro assunto a ser abordado é sobre o vírus e impactos na natureza. A pandemia causada pelo novo coronavírus provocou uma das mais graves crises que a humanidade já enfrentou. A disseminação de doenças desconhecidas está ligada a destruição da natureza, como vai explicar o infectologista Marcos Boulos.

    Apresentado por Márcia Bongiovanni, o Repórter Eco vai ao ar às 18h, na TV Cultura e no YouTube.

  • Do outro lado do mundo

    Nova Zelândia desenvolve ferramenta para auxílio a epidemiologistas

    Pesquisador Demival Vasques Filho
    Pesquisador Demival Vasques Filho (Foto: Divulgação)

    Diante do cenário de pandemia global da Covid-19, a Nova Zelândia tem se destacado devido ao sucesso de suas ações emergenciais. Logo em 23 de março, apenas um mês após o país ter registrado seu primeiro caso do novo coronavírus, a Nova Zelândia se comprometeu com uma estratégia de eliminação da doença. A etapa seguinte, realizada alguns dias depois, foi o anúncio do confinamento (lockdown), medida anunciada pela primeira-ministra Jacinda Ardern quando havia apenas 102 casos e nenhuma morte. A rápida tomada de decisão do governo neozelandês ganhou elogios internacionais, inclusive da Organização Mundial de Saúde.

    O diálogo entre governo e academia pode ser visto como mais um fator de sucesso na abordagem da Nova Zelândia no combate à Covid-19. Um dos muitos exemplos de integração entre o ambiente acadêmico e o governo neozelandês é a atuação do Centro de Excelência em Pesquisa de Ciência de Dados e Sistemas Complexos Te Pūnaha Matatini, coordenado pelo professor Shaun Hendy, e vinculado à Universidade de Auckland.

    O Centro Te Pūnaha Matatini tem desempenhado um importante papel no fornecimento de informações científicas para apoiar o governo da Nova Zelândia no que diz respeito à propagação do vírus no país. Um importante fator para as notícias divulgadas em todo o mundo sobre a bem-sucedida resposta neozelandesa à Covid-19 é o fato de o governo ouvir epidemiologistas e modeladores matemáticos, como os membros do Te Punaha Matatini, dentre os quais, o pesquisador Demival Vasques Filho, brasileiro, nascido em Ilha Solteira-SP, atualmente titular do Instituto Leibniz, em Mainz, Alemanha, e colaborador da equipe neozelandesa.

    Vasques Filho explica que, geralmente, a pesquisa teórica leva tempo para ver sua aplicação no mundo real, o que não aconteceu nesse caso específico: “Pela primeira vez me vi envolvido em uma resposta científica imediata. Como se pode imaginar, as doenças infecciosas se espalham de acordo com os padrões de interação entre as pessoas (assim como ideias, inovação, opiniões). Nosso trabalho recente é sobre isso, mostrando, em particular, que as interações das pessoas como parte de grupos são cruciais para a compreensão desses padrões”

    De um modo simplificado, Vasques Filho revela duas frentes essenciais da pesquisa: quanto mais grandes grupos na sociedade são encontrados, e mais se identificam duas pessoas pertencendo a dois grupos juntos (por exemplo, irmãos indo para a mesma escola, parceiros indo para o mesmo ginásio), a propagação de doenças é facilitada na comunidade, porque existe mais do que chamamos de laços fortes; quanto maior o número de grupos por pessoa (pessoas pertencentes a vários grupos), mais encontramos o que chamamos de laços fracos. Este último favorece a disseminação de doenças entre comunidades.

    O projeto desenvolvido pelo Centro Te Pūnaha Matatini, para o caso específico da Nova Zelândia, busca modelar a estrutura da rede de contatos, por meio da qual a doença pode se espalhar em todo o país, ou seja, uma rede que envolve cinco milhões de pessoas. Para tanto, o Centro Te Pūnaha Matatini conta com os dados de censo, educação, emprego e mobilidade. “Nosso objetivo é ter um melhor conhecimento de como os padrões de contato mudam de acordo com variáveis diversas, como localização, setores da indústria e características da população –idade e sexo, por exemplo. Diante disso, buscamos fornecer informações suficientes aos epidemiologistas para calcular números básicos de reprodução, ou seja, o número médio de novas infecções geradas por uma pessoa infectada, de acordo com essas varáveis, em vez de ter um único número para toda a população”, explica Vasques Filho.

    Essa ferramenta matemática em desenvolvimento pelo Centro Te Pūnaha Matatini poderá ser aplicada em diferentes países e regiões, de modo a auxiliar na formulação de políticas para medidas de distanciamento social em vários níveis, como a discussão que ora acontece entre as realidades das regiões metropolitanas do estado de São Paulo, e as cidades do interior, além de facilitar os trabalhos tradicionais de testagem e o rastreamento de contatos. O modelo matemático permitirá, ainda, ajudar a identificar as comunidades mais vulneráveis, de modo a lhes oferecer o apoio adequado contra a propagação de doenças.

     

  • Degradação dos recifes

    Pesquisadores alertam para morte iminente das espécies

    Exploração descontrolada do turismo, poluição e aquecimento dos oceanos estão entre as razões da degradação dos recifes
    Exploração descontrolada do turismo, poluição e aquecimento dos oceanos estão entre as razões da degradação dos recifes (Foto: Christine Eloy )

    Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) constataram que os recifes de corais marinhos no Estado estão passando por um gravíssimo processo de branqueamento. Se a situação perdurar por mais três meses, representará séria ameaça à biodiversidade do ecossistema.

    Segundo o estudo do Laboratório de Ambientes Recifais e Biotecnologia com Microalgas (LARBIM) da UFPB, os corais mais afetados no litoral paraibano estão na Praia do Seixas, no litoral sul. Das 1,1 mil colônias monitoradas, 93% estão totalmente branqueadas.

    No Bessa, na Grande João Pessoa, em monitoramento feito entre março e maio, os pesquisadores observaram que 90% dos corais estavam branqueados. Até janeiro, das 3,6 mil colônias monitoradas, 48% estavam saudáveis, 38% branqueadas e 13% doentes. Ou seja, há aumento vertiginoso do processo de branqueamento.

    “Nunca vi algo igual antes. E olha que eu mergulho, estudo e pesquiso os corais da Paraíba desde 1999. É o maior evento de branqueamento de corais registrado para a Paraíba”, alerta Cristiane Sassi, que é a coordenadora do projeto, financiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

    Ela explica que o branqueamento dos corais não significa que eles estão mortos, mas que estão debilitados e vulneráveis. “Os corais da Paraíba correm risco de morrer, caso o estresse que provocou o massivo branqueamento perdure por mais de três meses”, diz Cristiane, que é professora do Departamento de Sistemática e Ecologia da UFPB e coordenadora do LARBIM.

    Situação igual foi registrada nos recifes de Porto de Galinhas e Tamandaré, no Estado de Pernambuco, por professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e em outros estados do Nordeste, como Rio Grande do Norte e Ceará. Nos recifes da Austrália, em março deste ano, também foi registrado o maior evento de branqueamento dos últimos dez anos.

    Segundo Cristiane, o evento de branqueamento ocorre ciclicamente, mas agora está se tornando mais frequente, assim como as anomalias térmicas estão mais intensas. Como o branqueamento já perdura por cerca de três meses nos recifes paraibanos, os pesquisadores temem que isso dificulte a recuperação dos corais. Além disso, como as praias da Paraíba estão fechadas por conta da pandemia do novo coronavírus, o monitoramento dos recifes está mais difícil e restrito. Os pesquisadores têm contado com o apoio da Capitania dos Portos para continuar indo ao mar, mas mesmo assim de maneira muito mais limitada do que antes.

    Causas do branqueamento

    Cristiane afirma que a exploração descontrolada do turismo natural está entre as razões da degradação dos corais. De acordo com a especialista, outras causas são apontadas por provocar o branqueamento: as de origem local, como poluição marinha, alta taxa de sedimentação, pisoteio e outras ações negativas do homem; e as de origem global, principalmente o estresse térmico, com elevação da temperatura dos oceanos.

    A mortalidade em massa dos corais geralmente ocorre quando o estresse que provocou o branqueamento, seja ele de origem local ou global, perdura por mais de três meses.

    “Entendo que somente com mudanças de nossas posturas, reduzindo a emissão de gás carbônico, a fim de atenuar o aquecimento global, e com a diminuição da poluição dos mares, do uso dos plásticos e com o fim das queimadas, podemos contribuir na conservação dos recifes. Além disso, a prática de condutas conscientes ao se visitar esses ecossistemas também é uma ação que auxilia na sua conservação”, explica a professora.

    A equipe do projeto é formada por alunos dos cursos de Ciências Biológicas, Engenharia Ambiental, Mídia Digital e Psicopedagogia da UFPB. Além de Cristiane, outros dois professores estão envolvidos: Roberto Sassi e Viviany Pessoa.  A ideia é entregar aos órgãos públicos ambientais os dados levantados e fazer sugestões para a gestão desses recifes. Uma das propostas é a ordenação do turismo com a implantação de um programa permanente de ações educativas para orientar os visitantes quanto à prática de condutas conscientes ao visitarem as piscinas naturais.

     

  • Artigo

    Destinação de resíduos a lixões e aterros irregulares colabora para a disseminação do Coronavírus

    Os lixões fazem parte de um problema histórico de difícil resolução no Brasil por conta da falta de investimentos
    Os lixões fazem parte de um problema histórico de difícil resolução no Brasil por conta da falta de investimentos (Foto: divulgação)

    Em meio à luta contra a pandemia do novo Coronavírus, é de grande importância que se discuta também a questão ambiental, com foco especial na destinação final dos resíduos. Quando tratamos de assuntos como a presença de lixões e de aterros controlados, estamos falando também da facilitação da propagação do vírus e da dificuldade em se ter condições adequadas de higiene. Todo o cenário ambiental se reflete também na saúde.

    Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos 2018/2019 da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o Brasil destinou a lixões ou aterros controlados 29,5 milhões de toneladas de resíduos, 40,5% do total produzido, em mais de 3 mil municípios. Os perigos dessa prática são inúmeros, como a poluição do ar e da água, emissão de gases do efeito estufa, atração de vetores e risco de incêndios.

    A Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, previu que todos os lixões do país deveriam ser extintos até 2014. Infelizmente, por conta da falta de prioridade no enfrentamento do problema, da ausência de financiamentos, de busca por soluções conjuntas com outros municípios e de parcerias público-privada, essa meta ainda está longe de ser realizada. No ano passado, a proposta de estender os prazos para a extinção dos lixões em todos os municípios do país entre 2021 e 2024 foi aprovada pela Câmara dos Deputados, mas ainda está em tramitação pelo Senado Federal.

    A existência de lixões a céu aberto traz problemas ainda maiores em tempos de Coronavírus. Afinal, diversos catadores que tiram seu sustento destes locais podem se contaminar com o vírus, já que não há qualquer tipo de proteção. Populações que vivem em áreas próximas a lixões ou aterros irregulares são afetadas diretamente pelos lixões especialmente por conta dos fortes odores e da atração de vetores que podem causar doenças diversas. Em um momento em que muitas pessoas têm sofrido dificuldades para serem atendidas no Sistema Único de Saúde, esse pode ser um problema adicional. Além disso, o chorume vindo do lixo pode contaminar o solo e a água que é extremamente importante para a nossa higiene e proteção durante esse período. Soma-se a isso a falta de saneamento básico adequado e temos um cenário ainda mais complexo.

    Ao invés de destinarmos os resíduos aos lixões, após esgotadas as possibilidades de reciclagem e tratamento, devemos direcioná-los aos aterros sanitários, locais regulamentados que possuem sistemas de drenagem do chorume e do gás metano (que pode ser reaproveitado) e que gera renda e empregos formais a trabalhadores. Nesse caso, os trabalhadores possuem todo o cuidado no tratamento dos resíduos, o que evitaria a propagação por parte do Coronavírus e outras doenças. Outro ponto de grande importância é a necessidade de ampliar a coleta seletiva em todos os municípios brasileiros e estimular a reciclagem e a logística reversa de materiais diversos. Com a realização desses processos, é possível reutilizar materiais como matéria-prima e evitar que sejam descartados incorretamente na natureza.

    Os lixões fazem parte de um problema histórico de difícil resolução no Brasil por conta da falta de investimentos, de interesse por parte do poder público e das condições precárias em que muitos brasileiros vivem. Discutir a gestão e a destinação de resíduos sólidos em locais adequados traz benefícios para a qualidade de vida da população não apenas em relação ao meio ambiente, mas também à saúde, condições de moradia, saneamento básico, empregos e oportunidades.

  • Dia Mundial do Meio Ambiente

    Relação direta entre o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida

    É preciso reconhecer que a natureza não pode mais ser explorada de maneira irresponsável
    É preciso reconhecer que a natureza não pode mais ser explorada de maneira irresponsável

    No dia 5 de junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, decorrente da primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano, realizada no dia 5 de junho de 1972, em Estocolmo. “O encontro teve objetivo de promover atividades de proteção e preservação do meio ambiente, em todo mundo”, ressalta Vininha F. Carvalho, editora da Revista Ecotour News & Negócios.

    Em meados do ano passado, a comunidade científica internacional alertou para a crise da biodiversidade no planeta. Liderado pela ONU, o estudo apontou o risco do desaparecimento de um milhão de espécies de animais e vegetais da natureza, ameaçadas pela atuação do homem. Poucos meses antes, a ONU Meio Ambiente havia declarado a Década da Restauração, período entre 2021 a 2030, que congrega diversas frentes de trabalho e iniciativas para a restauração dos ecossistemas globais.

    Na edição desse ano do Dia Mundial do Meio Ambiente, o tema abordado é a biodiversidade e, a Colômbia foi o país escolhido para representar a comemoração, em parceria com a Alemanha. A informação divulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) destaca que a escolha se deve ao fato da biodiversidade registrada na fauna e flora locais.

    O ano de 2019 foi marcado por uma série de discussões no Brasil, desde desastres naturais, queimadas na Amazônia, derramamento de óleo no litoral, dentre outros episódios poluidores. Entre as conclusões está à demonstração da relação direta que a proteção do meio ambiente tem com o desenvolvimento econômico e com a qualidade de vida.

    “As transformações observadas no período de isolamento social, decorrentes da pandemia do novo coronavírus, demonstram a importância da conscientização da população sobre a mudança de hábitos em consumo e no descarte racional de resíduos sólidos”, relata Vininha F. Carvalho.

    A sustentabilidade é um catalisador do crescimento, mas as empresas precisarão encontrar um equilíbrio entre as práticas de sustentabilidade e a lucratividade. O Brasil reciclou 55% das embalagens de pet descartadas pela população em 2019. O volume equivale a 311 mil toneladas do produto – 12% acima do registrado em 2018 –, que geraram um faturamento de mais de R$ 3,6 bilhões, o correspondente a 36% do faturamento total do setor do pet no Brasil.

    As informações são do 11º Censo da Reciclagem do PET no Brasil, elaborado pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), com a participação de 160 empresas de todo o País. Esse grupo está dividido entre recicladores (22%); aplicadores, que são empresas que adquirem e utilizam o pet reciclado em seus produtos (70%); e integrados, que fazem a reciclagem e também utilizam o material na fabricação de itens que retornam ao mercado (8%).

    A pandemia da Covid-19 também trouxe novas reflexões para o meio ambiente. A redução das emissões dos Gases de Efeito Estufa resultou na melhora da qualidade ambiental do planeta.

    O futuro da sociedade no pós-pandemia e, o que poderá ser feito para que os aprendizados do combate à Covid-19 estejam sempre presentes no cotidiano, representa um desafio para ser lançado nesta data tão especial.

     “O fim da pandemia não será o fim dos problemas a serem enfrentados pela sociedade, mas o início de uma nova realidade. É preciso reconhecer que a natureza não pode mais ser explorada de maneira irresponsável, ou a sobrevivência no planeta estará comprometida”, conclui Vininha F. Carvalho.

     

     

  • Nas Minas Gerais

    Florestas plantadas preservam mais de um milhão de hectares de vegetação nativa

    As florestas plantadas estão presentes em mais de 230 municípios mineiros, e são compostas por eucalipto, mas também Pinus, Cedro e Mogno
    As florestas plantadas estão presentes em mais de 230 municípios mineiros, e são compostas por eucalipto, mas também Pinus, Cedro e Mogno (Foto: Divulgação)

    Na semana em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado amanhã (05), reforçar o papel da indústria florestal na preservação de florestas nativas torna-se ainda mais importante. Cultivadas para a produção renovável de madeira, que abastece o mercado de painéis, pisos laminados, carvão vegetal, lápis, celulose, madeira tratada, serrada, entre outros produtos madeireiros, as florestas plantadas preservam mais de 1,3 mi de hectares de florestas naturais apenas em Minas Gerais, estado que detém a maior base florestal plantada do país, com mais de dois milhões de hectares. A conta é simples: cada 1 hectare plantado preserva 0,6 hectare nativo, segundo levantamento realizado pela AMIF – Associação Mineira da Indústria Florestal. O setor de floresta plantada é o que mais contribui para a conservação de áreas de florestas nativas, através de suas práticas sustentáveis de uso do solo e também por fazer uso somente de madeira plantada e manejada para fins específicos de produção.

    Entre os principais motivos da preservação está, ainda, o fato de as florestas plantadas diminuírem a pressão sobre as florestas nativas, uma vez que fornecem às indústrias os insumos necessários para o processo produtivo, como a celulose, carvão vegetal e a própria madeira em um processo sustentado de plantio e colheita de árvores. E as vantagens vão além, de acordo com a Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF): “a cultura de árvores plantadas, ao ser implantada, recupera áreas degradadas, contribui para manter a disponibilidade da água e nutrientes do solo, gera empregos rurais contribuindo para a manutenção do homem no campo em uma vasta cadeia de valor e contribuem para a inclusão social”, explica a presidente da entidade, Adriana Maugeri.

    Desafios

    Outro dado coloca a indústria florestal regional em evidência no cenário global: Minas Gerais é líder mundial de produção e consumo de carvão vegetal proveniente destas florestas, fonte energética limpa e renovável. Apesar de todos os esforços da indústria florestal com os compromissos sustentáveis e legais, estima-se que uma significativa parcela do carvão vegetal consumido no estado ainda tenha origem nas árvores nativas, o que é considerado ilegal desde janeiro de 2018, quando a reformulação da Lei Florestal de Minas Gerais proibiu, entre outras práticas, que a indústria utilize carvão originário de florestas nativas.

     “Acabar com a produção ilegal de carvão vegetal está entre nossos principais pleitos. Não há necessidade de se expandir as fronteiras da cultura de florestas plantadas para áreas nativas e que devem ser conservadas. Há muitas outras áreas que são nosso foco de ampliação. Felizmente temos ao nosso lado importantes ONGs e o próprio poder público, que, assim como a AMIF, lutam para preservar a nossa rica mata nativa dos significativos biomas em Minas, o Cerrado e a Mata Atlântica. O setor de florestas plantadas repudia, veementemente, o desmatamento ilegal e atua fortemente para a ampliação da fiscalização e punição estatal para os criminosos que destroem o que nos resta de matas em nosso Estado”, explica Maugeri.

    Apesar de representarem pouco menos de 1% do território nacional, as florestas plantadas são responsáveis por 91% de toda a madeira produzida no Brasil para fins industriais. As empresas instaladas em Minas Gerais fornecem madeira para outros estados, como Bahia e Espírito Santo, e possuem certificações internacionais, como o FSC - Forest Stewardship Counci, que garante a sustentabilidade do manejo e origem da madeira através da exigência de parâmetros rigorosos. As florestas plantadas com representação da AMIF estão presentes em mais de 230 municípios mineiros, e são compostas, prioritariamente, por eucalipto, mas também Pinus, Cedro e Mogno.

  • Telhados verdes

    Coberturas verdes são alternativas para cidades sustentáveis

    Construção civil está impulsionada a inserir telhados verdes em projetos residenciais e comerciais
    Construção civil está impulsionada a inserir telhados verdes em projetos residenciais e comerciais (Foto: Divulgação)

    Em 6 de junho,é celebrado o Dia Mundial dos Telhados verdes (World Green Roof Day). Para fortalecer e mostrar a importância das coberturas verdes, arquitetos, paisagistas e engenheiros de diferentes países estão compartilhando inspirações de projetos nas redes sociais com a #wgrd2020 durante esta semana. 

    Segundo o engenheiro agrônomo João Manuel Feijó, especialista em infraestrutura verde e design biofílico, a busca pelo melhor aproveitamento dos recursos na construção está impulsionando a procura por telhados verdes em projetos residenciais e comerciais. Um dos grandes benefícios é a captação de água, a economia com telhas e é a solução ideal para garantir o conforto térmico do ambiente. 

    “Uma cidade repleta de verde traz mais qualidade de vida para as pessoas. Os telhados verdes reduzem a poluição e favorecem a biodiversidade.  Com cisternas para captação de água da chuva, contribuem ainda para a drenagem urbana. A construção verde é fundamental para termos cidades mais resilientes para o presente e o futuro”, ressalta o especialista. 

    Confira três benefícios dos telhados verdes

    Economia financeira - a água da chuva captada pode ser utilizada na limpeza dos ambientes, na jardinagem e também no banheiro, para a descarga, por exemplo.

    Diminuição do consumo de água potável: Este é um dos principais motivos e todo mundo é beneficiado! Economizar água potável é fundamental para o futuro do planeta.

    Redução das inundações: podemos diminuir os alagamentos nas grandes cidades, onde há poucas áreas verdes e o escoamento das chuvas é mais difícil, com a bacia de detenção nos telhados verdes.

  • Política ambiental

    Destruição do meio ambiente no Brasil pode fechar portas comerciais no exterior

    Presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Alemanha, Yasmin Fahimi
    Presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Alemanha, Yasmin Fahimi (Foto: Divulgação)

    Mais uma vez as políticas ambientais do governo Bolsonaro repercutem negativamente nas relações comerciais do Brasil com o resto do mundo. Os retrocessos ambientais, o evidente descaso com a preservação da Amazônia e os povos indígenas e tradicionais que nela vivem colocam em risco as relações comerciais com importantes parceiros internacionais, como Estados Unidos e União Europeia. 

    O mais recente sinal contra o acordo entre o bloco europeu e o Mercosul, lapidado por décadas pela diplomacia brasileira e dos demais membros de ambos os blocos, foi a aprovação pelo Parlamento da Holanda de uma moção contra o acordo, a qual cita o desmatamento da Amazônia como um dos motivos. No caso dos Estados Unidos, o Comitê de Assuntos Tributários ("Ways and Means") da Câmara dos Deputados formalizou em carta ao presidente Donald Trump sua oposição ao plano de expansão dos laços econômicos com o Brasil por causa dos retrocessos em direitos humanos e meio ambiente promovidos durante o governo de Jair Bolsonaro. 

    A alta crescente no desmatamento da Amazônia e o descaso com os povos indígenas, especialmente vulneráveis frente à COVID-19 vão na contramão dos esforços globais pela redução das injustiças sociais e da destruição de ecossistemas naturais. Infelizmente, a política do governo brasileiro em relação à questão socioambiental segue destruindo a imagem do país no exterior, o que pode resultar nesta e em outrasrestrições comerciais, além de espantar investidores.  

    De janeiro a abril deste ano os alertas de desmatamento já chegaram a 1.202 km² de florestas, área  55% superior à do mesmo período do ano passado (773 km²), pelos dados Deter, que mostram uma alta de 94% desde agosto de 2019. Tudo indica que os números oficiais do desmatamento na Amazônia que serão divulgados em novembro deste ano poderão ser significativamente maiores que os de 2019, quando o Brasil quebrou um recorde, elevando a destruição da floresta em quase 30% em apenas 12 meses. As projeções, com base nos dados dos últimos quatro anos, indicam que caminhamos para algo entre 12 mil km2 e 16 mil km2 de destruição. A continuar neste ritmo, além de colocar em risco o equilíbrio climático do planeta e a produtividade da agricultura brasileira, veremos cada vez mais as portas da economia mundial se fechando para o Brasil. 

    A decisão do Parlamento da Holanda reforça outros indicadores de que as políticas ambientais de Jair Bolsonaro são reprovadas na Europa, um dos grandes mercados consumidores de nossos produtos.  A presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Alemanha, Yasmin Fahimi, verbalizou críticas  na semana anterior à decisão holandesa, declarando que "Bolsonaro representa um perigo para a democracia, para o Estado de Direito e para a existência permanente da floresta amazônica. Atualmente não vejo como é possível conciliar as políticas de Bolsonaro com as nossas exigências para o acordo UE-Mercosul nas áreas de desenvolvimento sustentável e direitos humanos". No início do ano,  uma resolução contra o acordo já havia sido tomada pelo parlamento da Valônia, na Bélgica.  

    Os sinais são de que o impacto do desmatamento no acesso ao mercado para a agricultura brasileira irá rapidamente para além do acordo entre os Blocos. Recentemente grupos de empresas globais se posicionaram contra o PL 2633/20 que recicla o texto da MP 910. E as discussões sobre o impacto do consumo europeu no desmatamento ao redor do mundo estão se intensificando no novo "Green Deal". Uma legislação específica deverá ser aprovada até o próximo ano e certamente afetará as commodities brasileiras se continuarmos vendo a expansão sobre vegetação nativa.  

    Os sucessivos ataques à agenda socioambiental e aos direitos humanos, proferidos e praticados pelo governo federal desde seu  primeiro dia de mandato não atendem aos interesses da sociedade brasileira, mas sim dos poucos que ainda se beneficiam e lucram a partir de atividades ilegais e predatórias. Às vésperas do Dia Mundial do Meio Ambiente, é hora do Brasil reverter este cenário e cuidar de seu patrimônio natural. Assim também estará cuidando de sua economia e da saúde de todos nós, brasileiros.

  • Sustentabilidade

    Empreendimento sustentável garante até 27% de eficiência no uso da água

    sando no futuro, a MDGP aposta em edifícios sustentáveis que utilizam soluções inteligentes para reuso e redução no consumo de água
    sando no futuro, a MDGP aposta em edifícios sustentáveis que utilizam soluções inteligentes para reuso e redução no consumo de água (Foto: Divulgação)

    A água é um bem precioso e sem ela não há vida. De acordo com o relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), a previsão é que até 2050 falte água para 5 bilhões de pessoas, representando metade da população mundial para este período. No Brasil, a previsão é que até 2035 mais de 70 milhões de brasileiros fiquem sem água. Atualmente, por causa da falta de chuvas, alguns estados passam por longos períodos de estiagem e muitas companhias de água adotam medidas de urgências, como o sistema rodízio de abastecimento de água, o que acaba afetando a população. 

    Em casa a água é utilizada para limpeza, lavar louças e roupas, tomar banho, cozinhar, entre muitas outras utilidades. E pensando no futuro, a Incorporadora MDGP adotou medidas em seus projetos, entre elas, sistemas que fazem a captação de águas pluviais para reuso em irrigação de paisagismo e limpeza de áreas comuns, tendo como premissa a sustentabilidade em seus empreendimentos. “O objetivo não é só oferecer um empreendimento exclusivo e confortável, mas, acima de tudo, proporcionar experiência de morar em uma construção que impacta minimamente o ambiente”, afirma Cássia Assumpção, engenheira da MDGP.

    Para evitar o desperdício de água, os empreendimentos Arbo Cabral e Átman Cabral foram projetados com especificações de metais e louças sanitárias de alta tecnologia, que colaboram com a redução no consumo sem diminuir o conforto e bem estar do morador. No Arbo Cabral, por exemplo, a eficiência hídrica do edifício será de 27,1% para pavimento tipo, 28,6% para cobertura, 33% para áreas comuns e 27,4% no geral, comparado a um empreendimento convencional. “Edifícios sustentáveis, além de proporcionar uma redução nas contas de consumo para os moradores, também garantem imóveis com uma valorização no valor de metro quadrado no mercado”, explica a engenheira.

    Além disso, durante a construção destes empreendimentos também estão sendo adotadas no canteiro de obras medidas para evitar o desperdício de água, como a captação e o aproveitamento de água pluvial para a limpeza e manutenção do local. Os empreendimentos da MDGP ainda estão em processo de certificação para obter o selo GBC Brasil Condomínio, fornecido pelo Green Building Council Brasil, e um dos critérios é obter a eficiência hídrica com o reuso e redução de consumo de água.