
Uma pesquisa realizada em vários países, inclusive no Brasil, mostra que os jovens veem o smartphone como o melhor amigo. Segundo a pesquisa, jovens entre os 16 e 20 anos, costumam passar mais de 6 horas diárias no smartphone, seja para fins pessoais, trabalho ou estudo. A pesquisa também perguntou quanto tempo a pessoas costumava passar com os amigos (presencialmente), e aí a média cai para 2,9 horas. A faixa etária também respondeu que seu melhor amigo é o smartphone (41%).
A relação dos jovens com seus celulares chega a ser passional, e muitos têm ciúmes dos aparelhos — até a troca por um modelo novo e mais moderno, claro. Mas isso não é exclusividade dos mais jovens. O comportamento também foi verificado entre as pessoas com a mais idade. Aqueles com 21 a 27 anos possuem quase as mesmas manias dos mais jovens em relação aos equipamentos.
Mas, a partir ddesta idade, verifica-se uma relação menos intensa com os smartphones. Os mais velhos gostam, mas não idolotram seus celulares.
Culpa dos pais
Para Ana Regina Caminha Braga, psicopedagoga e especialista em educação especial e em gestão escolar, o problema não está na tecnologia em si, mas, sim, nos pais, que muitas vezes usam desses meios como mera distração, sem dar a devida importância ao que a criança está fazendo.
As crianças chegam ao mundo e são apresentadas a uma enxurrada de inversão de valores. Muitos pais e responsáveis acabam deixando os filhos em frente à televisão, tablet, celular, sem se preocupar com o que está sendo transmitido e acabam usando aquele meio apenas como uma distração, comenta.