Como tantas vezes prometido na eternizada frase I’ll be back, o ator Arnold Schwarzenegger está de volta ao icônico personagem do T-800 em O Exterminador do Futuro: Gênesis (Terminator Genesis), que estreia no circuito nacional em 2 de julho. “É uma grande honra voltar a fazer esse papel. Há algumas franquias com as quais as pessoas se apaixonam e O Exterminador do Futuro é uma delas”, disse o ator ontem, em entrevista coletiva no Hotel Copacabana Palace, na zona sul do Rio.

Na coletiva onde apresentou o filme à imprensa, Schwarzenegger falou sobre as diferenças de fazer um papel aos 37 anos, idade que tinha quando fez o primeiro filme da série, em 1984, e aos 67, a atual idade. “Nada mudou. O esqueleto do Exterminador é o mesmo de sempre. O que envelheceu foi o tecido humano que cobre o esqueleto. Então eu tive que garantir que estaria em forma. Malhava duas vezes por dia”, diz o ator. Numa das cenas que foram exibidas à imprensa, o exterminador diz duas vezes: “Estou velho, mas não sou obsoleto”.

Assim como no primeiro O Exterminador do Futuro (1984), neste novo filme da franquia John Connor (interpretado por Jason Clarke) é o líder da resistência humana no ano de 2029, em um mundo dominado por máquinas depois que o supercomputador Skynet, criado para a rede de defesa americana, sai de controle e sinaliza que a humanidade é uma ameaça. Para evitar a ascensão da liderança de Connor, o Skynet envia um Exterminador (Arnold Schwarzenegger) de volta ao passado, com o objetivo de matar Sarah Connor (Emilia Clarke), mãe de John, antes mesmo que ela o conceba.

É muito difícil filmar com uma tela verde. Numa cena do filme, seguro um ônibus que está prestes a cair de uma ponte com uma mão. Mas na verdade ali só tem uma tela verde e um bando de gente andando em volta. Você tem que ser bom de fantasia.

Do ator Arnold  Schwarzenegger, comparando o trabalho no set em 1984, ano do primeiro O Exterminador do Futuro, e em 2015.

A primeira grande surpresa, tanto para os antigos fãs, quanto para os recém-iniciados na franquia, ocorre na clássica cena de chegada do Exterminador, em Los Angeles, em 1984. Alguns elementos se repetem, como uma reverência ao universo criado pelo diretor James Cameron há 31 anos, mas apenas para serem ressignificados. Agora, o Exterminador se depara com uma outra versão do T-800, o Guardião (Arnold Schwarzenegger), em uma cena de combate dele contra ele mesmo.

É uma história completamente nova. O roteiro foi muito bem pensado e muito bem escrito para conciliar duas linhas de tempo distintas, comentou Schwarzenegger.

Na nova trama, dos roteiristas Laeta Kalogridis (de Avatar) e Patrick Lussier (de Pânico), o sargento Kyle Reese (Jai Courtney) se depara com um cenário completamente diferente daquele que esperava encontrar quando foi enviado do futuro por John Connor para proteger sua mãe. Em vez da indefesa e desamparada Sarah Connor do primeiro filme, a heroína foi criada desde os 9 anos pelo Guardião. Desta vez, é dela a famosa frase “Venha comigo, se quiser viver”.

As viagens entre passado e futuro e as consequentes redefinições dos acontecimentos são o cerne do novo Exterminador do Futuro, produção da Paramount Pictures e da Skydance Productions.

Para Schwarzenegger, a trama continua mais atual do que nunca. “Eu amei estar de volta à batalha novamente. Em 1984, as pessoas achavam aquilo uma completa ficção científica, mas hoje as máquinas têm um poder enorme. Eu não consigo ganhar um jogo de xadrez contra o meu iPad. Nós estamos muito próximos daquela realidade que vimos no primeiro Exterminador”, disse.