O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje, no discurso logo após o anúncio da vitória pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que as eleições acabaram e que agora, “o adversário são as injustiças sociais”.
“Continuaremos a governar o Brasil para todos, mas continuaremos a dar mais atenção aos mais necessitados. Os pobres terão preferência no nosso governo”, declarou, e defendeu um País “mais equânime e mais justo”.
Lula afirmou que a solução das questões brasileiras está no crescimento econômico e na distribuição de renda. Ele disse que provou que é possível crescer e, ao mesmo tempo, distribuir renda, e destacou o Bolsa Família e o crédito consignado. “As bases estão dadas para que o Brasil dê um salto de qualidade extraordinário nesse próximo mandato”, afirmou, e disse ter mais experiência e ter resolvido a dificuldade macroeconômica da estabilidade econômica.
O presidente também destacou a política externa do governo. “Tudo isso me dá segurança de que vamos fazer um segundo mandato muito melhor”, disse Lula, que afirmou que construiu as bases, que “não temos tempo a perder” e que agora é hora de “trabalhar, trabalhar, trabalhar”.
Vestindo uma camiseta com os dizeres “a vitória é do Brasil”, Lula afirmou: “Não tenho dúvidas de que o Brasil vai crescer mais, que vai aumentar a distribuição de renda neste País, que vai aumentar a consolidação da política externa brasileira, de que vai aumentar o combate à corrupção neste País Não tenho dúvida de que vai continuar o fortalecimento das instituições, e não tenho dúvidas, sobretudo, de que o Brasil irá atingir um padrão de desenvolvimento que será colocado entre os países desenvolvidos.”
“Acho que a inclusão social de milhões e milhões brasileiros, os acertos das coisas que o governo fez, e os erros que também fez, permitiram que nós pudéssemos chegar ao processo eleitoral mais amadurecidos, com mais consciência e consistência das dificuldades que o Brasil enfrenta para dar o salto de qualidade que o Brasil precisa dar”, disse.
Lula elogiou a qualidade do processo de votação e apuração, e destacou a “competência da Justiça Eleitoral”. “O Brasil está vivendo um momento mágico de consolidação do processo democrático”, afirmou.
O presidente reeleito afirmou que realizará uma reforma política no início do segundo mandato e defendeu a importância de que saia por consenso de todos os partidos. “Os partidos políticos precisam ser fortalecer.”
Ele defendeu no discurso uma concertação política. “Quero conversar com todos, sem distinção, não haverá um único partido nesse País que eu não chame para conversar”, disse, e completou: “Agora, o problema do Brasil é de todos nós.”
O petista afirmou também que manterá uma política fiscal dura, pois “a gente não pode gastar mais do que a gente ganha”. Lula agradeceu às “pessoas que confiaram, que acreditaram” e ao povo brasileiro, e deu os parabéns os governadores eleitos.
Ele afirmou que o povo sentiu as melhorias do governo. “O povo sentiu na mesa, sentiu no prato e sentiu no bolso a melhora de sua vida”, disse. Lula afirmou que fortalecerá o Brasil internamente e no mundo.
“Nós iremos continuar fortalecendo o mercado de massas, fortalecendo o mercado interno, fortalecendo as exportações. Eu tenho certeza que nos próximos quatro anos, nós daremos ao Brasil aquilo que o Brasil merece. Durante tantos anos, o Brasil quase chegou lá, mas que por interesses eminentemente políticos momentâneos, o Brasil jogou fora essa oportunidade. Eu não jogarei”, alfinetou.
Ele mandou uma mensagem aos movimentos sindicais, e pediu: “Reivindiquem tudo o que vocês precisarem reivindicar, nós daremos apenas aquilo que a responsabilidade permitir.” Lula destacou a participação do vice-presidente reeleito, José Alencar, que não estava presente no evento. E afirmou que recebeu um telefonema do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) após o anúncio da vitória.