Dois eleitores morreram hoje (29), no Recife (PE) e em João Pessoa (PB), logo após deixarem a seção eleitoral onde votaram. Outra eleitora, no sertão cearense, nem votou. Morreu a caminho do local de votação. A morte do cabeleireiro Eraldo Martins Chaves, de 69 anos, quebrou a rotina na sede do Clube Náutico, no bairro dos Aflitos, no Recife, ontem de manhã. Ele morreu logo após votar, na seção 4 da 8ª zona eleitoral. Chaves passou mal e caiu. Foi socorrido por outro eleitor, um médico pediatra que esperava na fila para votar. Em seguida, o médico do clube, Paulo Regueira, que acompanhava o treino do time no estádio, também chegou ao local para prestar socorro.
De acordo com testemunhas, Chaves sofreu um enfarte e não reagiu aos procedimentos de reanimação tentados por Regueira, com auxílio de respirador e desfibrilador do clube. Mesmo assim ele foi levado para o Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco (Procape) por uma enfermeira que também estava no local para votar e chamou ambulância do Samu. A morte de Eraldo ocorreu por volta das 9 horas.
No sertão da Paraíba, a eleitora Diva Nogueira da Silva, de 57 anos, também sofreu um enfarte quando deixava a seção eleitoral onde havia votado, na cidade de Condado. Ela estava acompanhada por uma amiga.
De acordo com informações do Hospital Regional do município de Patos, a eleitora sentiu-se mal e desmaiou. Diva foi socorrida por outros eleitores e levada ao hospital. “Mas já chegou morta quando deu entrada no pronto-socorro. O médico só atestou o óbito”, explicou a enfermeira-chefe do hospital, Geane Gabelha de Oliveira.
SEM VOTAR – No Ceará, a eleitora Francisca Amarante da Silva, de 66 anos, teve um enfarte a caminho da seção eleitoral onde votaria, na localidade de Poço da Onça, em Tauá, no Sertão dos Inhamuns. Segundo testemunhas, o calor do meio-dia pode ter levado a eleitora a passar mal – os termômetros marcavam 37 graus. Os parentes que a acompanhavam tentaram levá-la para o hospital, que fica a 25 quilômetros do local de votação, mas Francisca já chegou morta.
A agricultora aposentada tinha saído de casa a pé para votar. Para chegar à seção eleitoral, ela percorreria uma distância de 3 quilômetros. Ela estava acompanhada de duas crianças. Depois de andar cerca de 500 metros, Francisca teve o enfarte.