SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O São Paulo anunciou nesta sexta-feira (9) Marco Aurélio Cunha, 62, como o novo diretor executivo de futebol do clube até o fim de 2016. Para assumir o cargo no São Paulo, Cunha se licenciará da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) até o término do ano. Ele comandava o futebol feminino na entidade.
Pouco antes de anúncio oficial, o dirigente registrou o encontro com o presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva. Em seu perfil no Twitter, ele postou uma selfie com o mandatário são-paulino e indicou o acerto.
“Foi um bom encontro com planos para mudar as coisas”, escreveu. “Volto ao São Paulo por uma concessão especial da CBF. Não poderia dar as costas a quem sempre me ajudou”, afirmou Marco Aurélio Cunha em seguida, à rádio Bradesco Esportes. “Acho que você tem de fazer é pronto-socorro. Paciente mal, pronto-socorro. Trata e depois salva. Dar todas condições para o clube melhorar, sair da situação de risco, mal momento de tabela, passar por período difícil e para o ano que vem elaborar o tratamento ideal que nos últimos anos não tem sido feito como o São Paulo fazia. Depois, temos de trabalhar jogadores de perfis vencedores, fatores de agregação, espírito coletivo, aí são valores. Agora temos de passar período crítico e depois tratar com valores, trazer pessoas com valores bons”, completou.
O “sim” de Cunha ao São Paulo havia sido antecipado pelo UOL, empresa do Grupo Folha, que edita a Folha de S.Paulo, na quinta-feira (8). O dirigente admitiu que não “poderia virar as costas” para o clube no momento de dificuldade. “Ninguém chega ao São Paulo por acaso, há um filtro para trazer. Às vezes erra, é natural. Esboça ideia e ele não corresponde. Em geral, as escolhas que são feitas têm um valor agregado. Não é possível que alguém não possa ser aproveitado.”
Na quarta (7), Gustavo Oliveira havia deixado o cargo de gerente de futebol do São Paulo. Desde então, o nome de Marco Aurélio Cunha começou a ser especulado como substituto. Cunha foi dirigente do clube entre 2005 e 2009, quando o São Paulo conquistou títulos como a Libertadores e o Mundial, ambos em 2005, e três vezes o Campeonato Brasileiro (2006, 2007 e 2008).