Exemplos de quem atende em domicílio

23/03/15 às 00:00 - Atualizado às 11:26
(foto: Divulgação)
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No veterinário

Sair de casa para levar o animal de estimação pode ser algo bastante incomôdo. Se o bicho for grande, as dificuldades também o serão. Além disso, o deslocamento pode ser uma fonte de estresse para o pet, agravando alguma situação e colocando o bichinho em situações de risco ou falta de segurança. E exatamente pensando nisso que diveros hospitais veterinários têm ofertado o atendimento em domicílio, como o Hospital Veterinário Pró-Vita, que começou a oferecer o serviço há cerca de um mês.

Nós começamos a oferecer o atendimento em domicílio para atender uma demanda. Os clientes ligavam e pediam se a gente não podia ir até a casa deles por conta das dificuldades de transportar alguns animais. Além disso, os animais se sentem mais a vontade no ambiente deles, mais fácil lidar com eles na própria casa do que no hospital”, afirma Paulo Roberto Lima dos Santos Júnior, administrador do HV Pró Vita.

No atendimento a domicílio, são ofertadas consulta básica, consulta com coleta de exame e vacinação, o que pode ser bastante vantajoso para quem tem mais de um animal de estimação em casa. Segundo Paulo Roberto, a procura pelo serviço neste primeiro mês tem surpreendido. “O interesse que despertou foi maior do que eu imaginava, a procura tem sido bem grande. Algumas pessoas que costumavam vir aqui já estão preferindo o atendimento em domicílio, que realmente é mais cômodo e até mais seguro”.


Foto: Valquir Aureliano

Boutique de rua

Muito antes de surgirem os food trucks ou os serviços em domicílio voltarem a fazer sucesso, Fabiane Post Ploposki já sabia que para fazer negócio, o ideal era ir atrás do cliente, e não o ficar esperando. Em 2006, então, ela começou a trabalhar levando as roupas que vendia para suas clientes. O negócio cresceu e veio então a ideia de criar uma loja móvel.

“Como foi crescendo, chegou uma hora em que eu não tinha mais braço para carregar tanta sacola. Outro problema era que as clientes queriam provar as roupas, mas não tinham como”. Diante das dificuldades, a Fabiane encontrou uma solução engenhosa. “Da surgiu a ideia de criar a Boutique de Rua. Eu precisava de um provador, solucionaria 50% dos meus problema, e também precisava de um carro, porque vendia muito bem no porta a porta”, relembra.

Em dezembro de 2008, então, ela e o marido, após muito investimento (R$ 140 mil) e estudo, conseguiram colocar para andar a van-boutique. Como o negócio era diferente, acabou chamando a atenção e a clientela triplicou.

“Foi tudo muito rápido e no boca a boca. Não tem essa de dia fraco, você sempre está caçando seu cliente para um dia de venda eficiente”, conta. A Boutique de Rua cresceu e já tem sete franquias espalhadas pelos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo.


Foto: Valquir Aureliano

Tratamento de beleza

Cada vez mais profissionais como cabeleireiras, manicures e maquiadoras optam por atender em domicílio. Para comprovar isso, basta entrar em grupos de troca e venda de produtos e serviços no Facebook, como o UFPR Mercadão. É que para os profissionais, pode ser vantajoso trabalhar fora dos espaços físicos mais tradicionais, o que dá maior liberdade e até mesmo mais lucro.

“No salão, 50, 60% do que eu recebia ficava com o dono do lugar. Atendendo em casa, posso cobrar menos do que cobraria no salão e tudo o que eu recebo fica para mim. Além disso, hoje sou eu quem faço a minha agenda e atendo a hora que eu quiser”, afirma Vanessa Souza, que trabalhou a vida inteira dentro de salões de beleza, mas há cerca de um ano resolveu começar a atender na casa das clientes.

Já Silvia Salomão chegou até mesmo a ter o próprio salão. Foram três anos pagando aluguel e lutando para encontrar bons profissionais no mercado, até que ela decidiu inovar e começou a atender em domicílio há cerca de sete anos. Hoje ela conta com mais tempo livre e aproveita para estudar e fazer trabalho voluntário no Hospital do Trabalhador, onde dá aulas de maquiagem.

“Atendendo na casa do cliente, eu faço tudo sozinha, não dependo de ninguém. Também tenho mais tempo livre para fazer outras coisas, como estudar, que é algo que eu queria muito”.


Foto: Franklin de Freitas

Produtos orgânicos

Com a crescente preocupação acerca da saúde e da boa forma, torna-se cada vez mais comum o consumo de produtos orgânicos. Grandes redes de supermercados já oferecem esse tipo de alimento, mas o preço é alto — segundo o Idec, a diferença de custo de um mesmo produto pode chegar a 463% dependendo do canal de venda. Com isso, as feiras acabam sendo um lugar atrativo para quem busca alimentos mais saudáveis. Mas como tempo é dinheiro, as opções de entrega em domicílio podem valer a pena.

Na região central de Curitiba, um dos estabelecimentos que oferece esse tipo de serviço é o Vila Viela Empório Orgânico. O local existe há três anos e há seis meses entrega em domicílio. Inicialmente, a ideia era atender apenas empresas, mas quando os clientes souberam disso, começaram a pedir e a empresa resolveu abrir a opção para pessoas física e também montar um kit fidelidade, que é entregue uma vez por semana aos clientes (sempre terça ou quinta-feira).

”O pessoal está gostando muito (do kit fidelidade), é o nosso carro chefe. Eu creio que já tenhamos entregue umas 500 cestas desde o começo. Nós também fazemos entregas avulsas, mas daí tem taxa de entrega”, afirma Rodrigo Santos do Carmo, administrador do Vila Viela. “Como não há muita oferta de orgânico, as pessoas preferem receber em casa”, complementa.

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