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‘A possibilidade de haver vida fora da Terra é 110%’, diz ufólogo paranaense

Ademir Gevaerd, um dos principais ufólogos do País
Ademir Gevaerd, um dos principais ufólogos do País (Foto: Franklin de Freitas)

Existe vida fora da Terra? Para o maringaense Ademar José Gevaerd, a resposta é inequívoca: “A possibilidade de haver vida no Universo é 110%”, afirma o ufologista, que há 10 anos mora em Curitiba, considerada a “Capital dos discos voadores”, e que também é o fundador e editor da Revista UFO, lançada em 1985 e a mais antiga do mundo em circulação a tratar do tema.

A paixão pelos UFOs, relata, surgiu ainda na infância. “Não teve Ademar Gevaerd antes da ufologia. Estou desde criança nisso aí”, conta ele, que fez sua primeira leitura sobre o assunto aos 7 anos de idade e nunca mais parou. Aos 12, começou as investigações nas chácaras de Maringá, conversando com os peões para saber se alguém teve alguma experiência, se alguém tinha algo para contar. Hoje, aos 57 anos, é referência internacional quando o assunto é ufologia. Por conta disso, as viagens são constantes. “Coisa de pelo menos 10 países por ano.”

Transformar da paixão o seu ganha pão, porém, foi difícil. Até 1986, dividia a dedicação à ufologia com o magistério, dando aulas de química orgânica e inglês em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde morava, e também em Dourados, para onde viajava todas as sextas-feira de ônibus. Ele havia chegado ao estado quatro anos antes, para investigar um avistamento maciço ocorrido no dia 6 de março de 1982 sobre o Estádio Morenão.

“Cheguei num jornal para pegar recortes, informações, e o editor do jornal perguntou: ‘Ué, você pesquisa discos voadores? Existe isso?’ Ficamos um tempão conversando e ele me pediu para escrever um artigo. Não tive dúvida. Bati 20 laudas de texto, saiu até fumaça da máquina de escrever. Saiu em duas páginas centrais no jornal de domingo e com chamada de capa. Todo mundo ficou sabendo que tinha um ufólogo na cidade”, recorda.

Como seu endereço foi colocado na reportagem, o que se seguiu foi uma avalanche de informações. “O tempo inteiro aparecia alguém com um relato. Era policial, juiz, professor... Um monte de gente vinha me contar casos de avistamento de UFO”, diz ele, que em 1985 fundou a Revista UFO, ideia que teve durante as viagens de ônibus para Dourados (MS).

Há 10 anos, resolveu voltar para o Paraná. Instalou-se em Curitiba, onde vive até hoje e, por semana, recebe de 5 a 10 relatos de avistamento de UFO, vindos de toda a cidade e região metropolitana. “Acontece todo o dia. Portão, Barigui e São José dos Pinhais são os mais comuns”, relata, explicando ainda que cada vez mais pessoas acreditam na existência de vida fora da Terra. “A sociedade mudou. De um terço da população que acreditava em vida fora da Terra, hoje já subiu para dois terços.”

Primeiro contato é 'questão de tempo'

Para Gevaerd, a ocorrência de um primeito contato oficial extraterrestre é uma questão de tempo. As visitas de ETs, explica ele, já acontecem. Mas como o choque cultural será muito grande, esse contato tem sido feito de forma subliminar, gradual. “Mas isso vai acontecer até a metade desse século e será um momento especial. Vamos reescrever a nossa história. Será que essas civilizações tiveram um Jesus? Será que acreditam em Deus? Isso vai abalar as religiões?”, prevê.

Ele ainda acredita que aqueles no comando do mundo sabem disso, tanto que há 20 anos fazem reuniões para discutir a possibilidade desse contato. “Na Royal Society de Londres, o (Stephen) Hawking falou: ‘Se o telefone tocar e for alguém do outro lado, talvez seja melhor não atender. Pode ser uma coisa ruim’. Certamente será um evento traumático, um choque. Mas há uma outra questão: será que somos dignos desse contato? Ainda temos guerra na base do machete, gente miseravelmente passando fome. Não conseguimos resolver o básico, somos governados por déspotas. Então é uma sociedade doente. Como receberemos os ETs? Alguém já falou que a terra é o inferno do universo.”

Sua crença na existência de vida extraterrestre, inclusive, apresenta uma argumentação convincente, embasada em dados científicos. “O universo é composto de bilhões de galáxias. A nossa é a Via Láctea, que tem 200 bilhões de estrelas. O Sol é uma estrela e tem 10 planetas ao redor. Se pegarmos esse modelo e aplicarmos à galáxia, teremos 200 bilhões de planetas habitáveis. É muito? Divide por 10, por 100, por 1.000. Mesmo que seja 0,001% (os planetas com vida), já temos milhões de civilizações. Então, a possibilidade de haver vida no universo é 110%.”

Curso inédito será lançado ainda neste ano em Curitiba

Em todo o mundo, apenas países como os Estados Unidos e a Suécia contam com cursos voltados para quem quer se especializar na ufologia. Mas em breve o Brasil também ganhará o seu curso, com direito a certificação do Centro Brasileiro de Ufologia e da Mutual UFO Network (Mufon), uma das mais antigas organizações investigativas dos Estados Unidos sobre objetos voadores não-identificados (OVNIs), fundada em 1969. “Estamos tratando de montar um curso de ufologia. O material já está quase pronto, será em formato de apostila e vai ter mil e poucas páginas, com introdução, como pesquisar... Esperamos fechar tudo até junho”, revela Gevaerd. “A ideia é que seja bem barato, cerca de R$ 100, para todo mundo participar. E com o tempo tende a baixar o preço. A partir daí vai começar a ter uma distinção, entre quem tem certificação e quem não tem”, explica ainda o ufologista.

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