Publicidade
Saúde em Foco

A realidade de um doente renal (parte2)

Transplantes e seus problemas
O transplante é a forma de tratamento mais eficaz, próxima ao natural e de menor custo para substituir a função de um órgão ou tecido que está incapacitado de desempenhar sua função adequada. Um fator significativamente negativo é a falta de doadores disponíveis devido a não doação familiar.
São dois tipos de doadores: vivos ou falecidos. O primeiro apresenta maior dificuldade relacionada à vida do doador (trabalho, provedor familiar), além do risco que, apesar de baixo, existe. O doador falecido é a fonte doadora ideal em um tratamento com órgãos sólido.
A lista de espera de receptores de rim representa mais de 15 vezes o número de órgãos ofertados anualmente. No Brasil, mais de 70% dos transplantes, a partir de doador falecido, ocorreram nas regiões Sul e Sudeste do País. Em 2018, o número de vítimas de mortes anuais violentas e de trânsito ultrapassou os 100 mil. No mesmo período, somente três mil doadores falecidos foram ofertados por suas famílias.
Atualmente, após o diagnóstico de morte encefálica, a equipe médica informa compulsoriamente a Central de Transplantes, que explica à família o processo de doação e consulta se a mesma é doadora de órgãos. Não há nenhuma retribuição financeira ou qualquer outro privilégio.
Na doação, serão realizados procedimentos de retirada dos diversos órgãos e doados para qualquer lugar do Brasil, gratuitamente. Após a retirada dos órgãos e tecidos doados, o corpo do doador é devolvido à família para continuidade dos procedimentos funerários.
Muito pode ser feito
A negativa das famílias muitas vezes é fruto de uma incerteza sobre o desejo do possível doador, sobre o que é doação, o que é transplante e o entendimento de que todos podem, a qualquer momento, ser necessitados e/ou beneficiários de um órgão doado.
Mais de 60% das famílias de possíveis doadores, após serem abordadas, negam a doação devido às incertezas ou por nunca terem conversado sobre o assunto ao longo de sua convivência. As possibilidades dos “Pedros” e das “Marias” retornarem às suas vidas depende apenas de um “sim” de uma família em algum lugar. Tudo pode voltar a ser quase normal apenas com uma decisão de amor ao próximo.
Fernando Vinhal é membro da equipe de transplantes no Brasil

Publicidade

Plantão de Notícias

Mais notícias

DESTAQUES DOS EDITORES