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Susto

A terra tremeu em cinco cidades na Grande Curitiba

Tremores de terra são raros no Paraná, mas um terremoto de 3,5 graus na escala Richter assustou moradores de Rio Branco do Sul e outras cidades da Região Metropolitana de Curitiba na madrugada de ontem. Segundo o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), o tremor foi registrado à 0h16. Ninguém ficou ferido e a Defesa Civil não registrou danos.
O Centro de Sismologia da USP chegou a divulgar a ocorrência de um segundo terremoto, em São Jerônimo da Serra, no Norte do Paraná, mas corrigiu a informação em seguida (moradores da região também sentiram a terra tremer). O tremor sentido em Rio Branco do Sul, Itaperuçu, Almirante Tamandaré, Colombo e Curitiba foi captado pelo sistema de controle de abalos sísmicos da USP, que operava de maneira automática. Após conferência manual, os técnicos confirmaram o primeiro tremor e descartaram a ocorrência de outro abalo. As causas serão estudadas pela USP.
Morador do Morro do Ademir, em Rio Branco do Sul, o comerciante Marcelo Favoni, de 35 anos, estava na cama quando ouviu um ruído forte. O pessoal da cidade está acostumado com explosões devido às minas que têm na região. Mas, comparando com as explosões, que são diárias na cidade, o barulho foi muito maior, afirmou Favoni.
Em seguida, veio o tremor, que durou entre 3 e 5 segundos. Eu estava deitando na cama e balançaram todas as paredes e janelas. Foi coisa de segundos. Morei no Canadá e passei por algumas com gelo. Não é uma sensação muito agradável, relatou o comerciante. Pelo que conversei, sentiram (o tremor) em todos os bairros da cidade. O receio é que, se aconteceu uma vez, pode acontecer outras. Mas não tem como comparar essa situação com as de outros países, como o Japão, por exemplo.
Todo dia
Tremores de terra ocorrem todas as semanas no Brasil, mas a grande maioria deles não é sentido pela população, informou o Centro de Sismologia da USP. Este tremor do Paraná ocorreu próximo a áreas urbanas e por isso várias pessoas sentiram, causando um pouco de susto. Contudo, não recebemos nenhum relato de danos.
Entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016, a terra tremeu em Londrina, no Norte do Estado. Em março de 2016, o Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) promoveu um debate com especialistas e a conclusão foi que o tremor pode ter sido provocado por fraturas na costa terrestre. Outro tremor sentido no Paraná ocorreu em 1º de janeiro de 2011. Com epicentro na Argentina, foi sentido em Maringá, Londrina, São José dos Pinhais, Apucarana e cidades do Rio Grande do Sul e São Paulo.
Um dos terremotos mais fortes registrados no Brasil ocorreu em 22 de abril de 2008. Atingiu 5,2 graus na Escala Richter e foi sentido em cinco estados: Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo. Um hospital em São Paulo ficou danificado e algumas cidades paulistas tiveram o abastecimento de água interrompido. Em 2006, um terremoto de 4,3 graus na Escala Richter atingiu a região dos Campos Gerais. Técnicos da Universidade Federal do Paraná e do Instituto de Sismologia de Brasília afirmaram que a causa foi uma acomodação do solo.
O maior terremoto já registrado no Brasil ocorreu em 1955, no Mato Grosso: 6.6 graus. No dia 8 deste mês, um terremoto de magnitude 8.1 deixou mais de 65 mortos no México.

 

Tempo

Calor volta a dar as caras na Capital
As temperaturas destes últimos dias de inverno voltam a subir e chegar à casa dos 30ºC nos próximos dias. Ontem, a máxima não passou dos 24ºC, e ficou cerca de 6ºc mais baixa que as marcas do final de semana. Hoje, a tarde na Capital volta a ficar quente como se fosse verão, e deve atingir pelo menos 29ºC. Até o final de semana os termômetros voltam a ter marcas acima dos 30ºC. Jás a mínimas ficam mais baixas durante as madrugadas, com temperaturas de até 12ºC.
O inverno termina na sexta-feira com temperaturas altas, mas no domingo as máximas sofrem uma queda brusca, e ficam na casa dos 20ºC. Depois volta a esquentar na região. Uma nova onda de frio deve ocorrer na semana seguinte, mas também não deve durar muito. Com isso, a primavera deve começar com muito calor também.

Terremotos
Placas tectônicas
Terremotos são causados pela movimentação das placas tectônicas. São 12 grandes blocos da crosta terreste onde estão assentados os continentes e os oceanos. Esses blocos estão sempre em movimento, sobre o magma. Quando essas placas se chocam, liberam grande energia sob a terra, que é sentida na superfícies. Esse tipo de terremoto é o mais forte.

Brasil
Todo o território brasileiro está sobre uma única placa tectônica, a Placa Sul-Americana. É por isso que não há grandes abalos no país. O Chile, que fica sobre uma região vulcânica e na divisa entre duas placas (Placa Sul-Americana e Placa de Nasca) sofre constantemente com terremotos de grande magnitude. O México, atingido neste mês por um grande tremor, também tem partes de seu território na divisa entre duas placas (Placa Caribenha e Placa Norte-Americana). O Japão também sofre com terremotos, pois fica na divisa entre a Placa das Filipinas e a Placa Eurasiática. Na Europa, a Itália também fica em um local propenso à ocorrência de tremores, no encontro entre as placas Africana (onde fica toda a África) e a Placa Eurasiática.
Outras causas
No Brasil, os tremores de terra geralmente são gerados por acomodações rochosas, segundos os especialistas. Esses tremores são rápídos e de pouca intensidade. Os terremotos também pode ser causados pela movimentação do magma em regiões vulcânicas.

Ocorrência
Segundo o USGS, órgão americano que faz pesquisas geológicas, tremores como o registrados ontem no Paraná (entre 3.0 e 3.9 graus na Escala Richter) podem ocorrer até 130 mil vezes por dia em todo o planeta. Já tremores como o que atingiu o México neste mês (entre 8.0 e 8.9 na Escala) são registrados, em média, uma vez por ano. Os maiores já registrados (entre 9.0 e 9.9 na Escala) ocorrem uma vez a cada 20 anos.
Epicentro
É onde o tremor se origina, sob a superfície. Os efeitos podem ser sentidos a vários quilômetros.

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