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Rogério Micale

“A vitória era fundamental. Lá na frente vai fazer a diferença”, diz técnico

Alívio. Esse é o sentimento que expressa a reação do técnico Rogério Micale a vitória de sua equipe diante do América-MG, na Vila Capanema, na tarde deste domingo (22 de julho). Entre estreias (o meia Nadson e o atacante Rodolfo), retornos de lesão (Mansur e Carlos), improvisação (o lateral Igor de zagueiro) e mudanças por opção técnica (Caio Henrique na vaga de Alex Santana no meio de campo), o Paraná conseguiu um bom desempenho e segue, mais que nunca, vivo na luta contra o rebaixamento.

A vitória hoje era fundamental e ganhamos jogando bem. Nosso goleiro quase não trabalhou e os jogadores que estrearam, corresponderam. Lá na frente vai fazer a diferença (esse placar”, prevê o comandante paranista, destacando que o ‘fator casa’ será fundamental ao clube no Campeonato Brasileiro. Mas um alerta aos comandados antes dos jogos fora de casa contra Atlético-MG e Palmeiras, na próxima quarta-feira e domingo.

Contra esses times que vão brigar na mesma faixa de campeonato que o nosso, o fator casa tem feito a diferença. Faz tempo que não perdemos aqui, está se tornando um diferencial. Mas para escapar precisamos pontuar fora. Isso é fato.”

MUDANÇAS NA ESCALAÇÃO

Segundo Micale, as mudanças na escalação da equipe – sete ao todo – se deverão ao fato de o time não ter agradado na primeira partida pós-Copa do Mundo, contra o Vitória (derrota por 1 a 0 em Salvador). Além disso, recordou o técnico, alguns reforços não estavam à disposição ainda, bem como outros atletas voltavam de lesão.

Achei que o time, na Bahia, não se portou tão bem. Criei uma expectativa grande, mas não podíamos contar com Rodolfo, Nadson, Carlos também não tinha retornado. E são jogadores contratados para serem titulares. Quanto ao Caio (no lugar do Alex Santana), foi uma opção minha, pessoal, e acho que o Caio foi taticamente bem. E ali atrás não tinha outra opção.. O Igor é o que mais se aproximava de jogar de zagueiro e nos surpreendeu, foi bem, assim como o Mansur foi bem na lateral.”

IGOR VIRA ‘REFORÇO INESPERADO’ PARA A ZAGA

Igor, inclusive, só jogou de zagueiro por conta da falta de opções – Charles foi vetado pelo departamento médico e Rayan estava suspenso após ter levado o terceiro cartão amarelo. Sem opções para o setor, o técnico teve de pedir à diretoria a reintegração do zagueiro Cleber Reis, afastado por problemas disciplinares. Mas ainda só tinha um zagueiro, já que Renê Santos, ex-Atlético Goianiense, ainda não foi regularizado.

Ganhamos mais uma opção com o Igor jogando por dentro. Ele compõe bem como zagueiro, mas também tem algumas boas valências por lateral. Ganhamos dois jogadores em um, mais uma opção no elenco para trabalhar na zaga.”

VAIAS CONTRA LÉO ITAPERUNA

Aos 27 minutos, uma movimentação no banco de reservas. Rogério Micale havia chamado Léo Itaperuna para entrar em campo. Mas foi só perceber que o atacante entraria em campo que começou a chiadeira nas arquibancadas, inclusive com vaias dos próprios torcedores contra o jogador paranista.

Todo mundo te vaiando em casa… Você no mínimo vai se sentir desconfortável. É importante que numa hora dessas, mesmo não sendo da preferência (da torcida), a gente ganhando, apoia o rapaz. Quem sabe ele começa uma virada ali. Vaiar não vai ajudar em nada, só vai piorar”, criticou o treinador paranista.

MAICOSUEL É O NOVO REFORÇO

Ontem, a diretoria do Paraná encerrou as tratativas pela contratação do meia-atacante Maicosuel. O jogador, que esteve no Grêmio até meados de junho e atualmente pertence ao São Paulo, clube em que está encostado, já teria acertado sua chegada à Vila Capanema até o final da temporada, por empréstimo. A expectativa é que o anúncio oficial da contratação seja feita amanhã (segunda-feira), com Maicosuel retornando ao clube em que despontou entre 2005 e 2006.

Com certeza. Se realmente concretizar isso, o Maicosuel é um jogador com maturidade, experiente. Se confirmar vai ser um bom reforço”, comentou Micale, sem dar maiores detalhes sobre a negociação com o jogador, que nos últimos 12 anos passou por nove clubes, inclusive do futebol alemão, árabe e italiano.

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