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Contra o desemprego

Abertura de empresas cresce 173% em Curitiba em 2018

"Diego Meskau e seus s\u00f3cios abriram a Old Times: empreendedorismo"
"Diego Meskau e seus s\u00f3cios abriram a Old Times: empreendedorismo" (Foto: Franklin de Freitas)

A economia curitibana e paranaense vive um momento de reaquecimento. Pelo menos é isso o que indica o relatório estatístico da Junta Comercial do Paraná (Jucepar), o qual aponta que entre janeiro e agosto deste ano a Capital registrou um crescimento de 173,13% na constituição de novas empresas e filiais, registrando o melhor resultado dos últimos cinco anos e também o melhor saldo entre constituições e extinções desde 2015.

De acordo com a Jucepar, nos primeiros oito meses deste ano foram constituídas 9.991 empresas no município, com uma média de 41 empresas criadas por dia (em 2017, haviam sido criadas 3.658 empresas no mesmo período). Por outro lado, o número de extinções também teve um crescimento considerável, de 185,6%, com 6.800 empresas fechando suas portas. Ainda assim, o saldo entre empresas novas e empresas extintas ficou positivo em 3.191, o melhor resultado para o período desde 2015.

Já se considerado os resultados para o Paraná como um todo, a boa notícia é que enquanto o número de empresas constituídas subiu, o de extinções teve queda. Entre janeiro e agosto, foram criadas 31.578 novos empreendimentos – alta de 6,64% na comparação com 2017. Já o número de empresas extintas caiu 2,77%, com 28.642 empreendimentos fechando suas portas. O saldo positivo de 2.936 empresas novas no mercado é o melhor para o período desde 2016 – embora ainda fique distante dos resultados de 2015 e 2014, quando o saldo de empresas criadas ficou positivo em 32 mil.

Ardissom Naim Akel, presidente da Jucepar, destaca que os resultados apontam, especialmente no caso curitibano, para um novo ciclo de otimismo. “A cidade está mais arrumada, algumas iniciativas de incentivo estão acontecendo, no Governo do Estato também há um clima mais favorável ao empreendedorismo”, aponta.

Ainda segundo ele, por conta da crise econômica muitos brasileiros acabaram perdendo o emprego e encontraram no empreendedorismo uma saída para o desemprego. “A pessoa começa a ver um jeito de ganhar a vida sem ser empregado e aí resolve fazer um negócio por conta própria. O setor de alimentação, por exemplo, é dos que mais tem crescido”, comenta Akel. Fechamento do mercado financeiro.

De empregado a empreendedor
Entre as novas empresas de Curitiba, uma das mais recentes é a pizzaria Old Times, localizada no Bairro Alto e inaugurada na última segunda-feira. A proposta do estabelecimento é curiosa: inspirado nas pizzas de R$ 10 que fazem sucesso em São Paulo, eles irão vencer pizzas em tamanho único, grande, cobrando R$ 17,90 (o valor é mais alto porque a qualidade do produto também é maior do que aquela vendida no estado vizinho). Para facilitar a produção e controle dos alimentos, serão apenas 10 sabores.

Diego Meskau, de 29 anos, é um dos sócios da empresa. Por oito anos ele trabalhou em uma rede de fast food, onde acumulou a experiência necessária para agora empreender. “Se fizer um produto de qualidade, atendendo os clientes com respeito e dedicação, o resultado é garantido. Essa é a fórmula do sucesso”, afirma.

Para abrir o negócio, ele e outros dois colegas investiram cerca de R$ 50 mil. Como compraram alguns equipamentos usados e consertaram outros, economizaram aproximadamente R$ 30 mil. A expectativa, agora, é recuperar o valor entre quatro e cinco meses. E os primeiros dias estão sendo animadores: a expectativa era vender 30 pizzas por dia. No primeiro já foram 33 e no segundo, 35. 

“O mercado está estagnado há alguns anos, mas o segmento de alimentação é o primeiro lazer das pessoas e a pizza é uma das comidas favoritas dos brasileiros, depois da carne. Trabalhando como gerente, também notei uma retomada do setor, crescimento do faturamento e do ticket médio. Então resolvemos aproveitar para abrir, que o final de ano são meses forte no comércio e vamos dar o tiro certo para não errar. Começamos pequenos, mas a ideia é expandir e daqui dois anos abrir uma franquia”, conta.

Menos burocracia também tem ajudado os novos negócios
Outro ponto que tem ajudado a fortalecer o espírito empreendedor do paranaense, afirma o presidente da Jucepar, é a implantação da Redesim (Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios). Segundo Ardissom Naim Akel, antes o empresário enfrentava uma verdadeira provação ao tentar formalizar o negócio, tendo de ir até a Receita Federal, a Receita Estadual, Bombeiros, Prefeitura, a própria junta. Hoje, o processo foi simplificado.

“Quando o empreendedor começa a tentar a abrir uma empresa legal, vai para lá, para cá, tem mais isso, mais aquilo. Muita gente desiste de fazer formal e vai para informalidade. É um problema seríssimo. Com a Redesim, ele faz tudo aqui na Junta Comercial e já temos integrado os outros sistemas. Em cinco dias sai o registro completo da empresa, com todos esses licenciamentos e inscrições tributárias. Isso facilitou muito”, comemora.

Empresas em Curitiba

(dados de janeiro a agosto 
de cada ano)

Constituições de empresas e filiais

2018

9.991

2017

3.658

2016

3.496

2015

3.392

2014

6.139

Extinções de empresas e filiais

2018

6.800

2017

2.381

2016

2.413

2015

2.229

2014

2.071

Saldo de constituições e extinções

2018

3.191

2017

1.277

2016

1.083

2015

1.163

2014

4.068

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