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Meio ambiente

Acervo do herbário municipal é digitalizado para integrar banco de dados internacional

Fonte de pesquisa e divulgação da flora brasileira, com aproximadamente 400 mil plantas secas identificadas e preservadas, o acervo do herbário do Museu Botânico está sendo digitalizado.

O processo de digitalização e disponibilização online do acervo faz parte do processo de implantação do Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SIBBR), coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com recursos do Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), do Banco Mundial.

O SIBBR qualifica, reúne e torna disponível na internet, gratuitamente, a informação de biodiversidade contida em coleções de recursos biológicos do País, além de garantir a atualização dos dados e o desenvolvimento de produtos e serviços.

Com a implementação do SIBBR, o Brasil fará parte, como associado, da Plataforma Internacional de Informação sobre Biodiversidade (GBIF, na sigla em inglês), uma iniciativa global dedicada ao compartilhamento de dados sobre biodiversidade. Com isso, os arquivos brasileiros passam a integrar os dados de uma rede que soma mais de 388 milhões de registros de espécies, em mais de dez mil bancos de dados provenientes de 422 instituições.

O compartilhamento de dados por instituições de todo o mundo e a facilidade de acesso a esta plataforma contribuirão para o desenvolvimento de pesquisas científicas e para a definição de políticas públicas voltadas à preservação do meio ambiente, explica o curador do Herbário do Museu Botânico Municipal, Osmar dos Santos Ribas,.

A digitalização está sendo realizada por quatro profissionais e deverá ser concluída em um prazo máximo de dois anos.  Além de imagens, ficarão disponíveis para consulta a identificação científica, a data da coleta, informações sobre o ambiente, descrição e localização por georreferenciamento.

Além do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e do Instituto Botânico de São Paulo, que estão com 100% do acervo digitalizado e disponível para consulta, o Museu Paraense Emilio Goeldi e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) também estão digitalizando os seus acervos.

Histórico

Fundado há 48 anos pelo saudoso botânico curitibano Gerdt Guenther Hatschbach, cujo nome é referência internacional no assunto, o Museu Botânico e o Herbário Municipal recebem a cada ano cerca de 300 mil visitantes. Pesquisadores da instituição ministram cursos e palestras para grupos específicos sobre assuntos relacionados à botânica, ecologia e meio ambiente, conforme calendário próprio e mediante solicitação.

A Plataforma Internacional de Informação sobre Biodiversidade (GBIF) é composta por 58 países e 46 organizações que reúnem informações sobre a existência de espécies vegetais, animais e microrganismos registrados em herbários, museus, coleções zoológicas e microbianas, além de sistemas com dados de observação. Trata-se da maior iniciativa multilateral de acesso virtual a esse tipo de informação.

A rede foi fundada em 2001 e tem sede em Copenhague, na Dinamarca. Na América Latina, países como Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, México, Nicarágua, Peru e Uruguai já integram o GBIF. A adesão do Brasil garante ao país a part

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