No Tribunal do Júri

Acusado de matar Rachel Genofre pega 50 anos de prisão em júri popular

Manifestação na frente do Tribunal do Júri para o julgamento do caso Rachel Genofre
Manifestação na frente do Tribunal do Júri para o julgamento do caso Rachel Genofre (Foto: Franklin de Freitas)

Carlos Eduardo dos Santos, o homem acusado de matar a menina Rachel Genofre no ano de 2008, foi condenado a 50 anos de prisão pelo crime. O veredicto saiu na noite desta quarta-feira (12), após júri popular realizado no Tribunal do Júri, em Curitiba.

Rachel Genofre foi morta em 3 de novembro de 2008, quando tinha 9 anos. O corpo foi encontrado dentro de uma mala na Rodoferroviária de Curitiba. A menina havia sido também  estuprada antes do assassinato. Carlos Eduardo foi identificado como autor do crime em 2019, por meio de amostras de DNA e cruzamento de dados das polícias do Paraná, de São Paulo e do Distrito Federal. Na ocasião, ele já estava preso em Sorocaba (SP) por outros crimes. E acabou confessando a morte da menina. 

Na distribuição da pena, Carlos Eduardo pegou 40 anos por homicídio triplamente qualificado – mediante meio cruel (asfixia) e para assegurar a ocultação de outro crime (no caso, o de estupro) – além de ocultação de cadáver. Ainda foram imputados mais 10 anos por atentado violento ao pudor.

Como havia segredo de Justiça, o julgamento aconteceu a portas fechadas. Apenas as pessoas expressamente autorizadas pelo Juiz tinham acesso ao Plenário. O réu acompanhou o julgamento por videoconferência.

No lado de fora do Tribunal do Júri, familiares, representantes de entidades de defesa dos direitos das mulheres fizeram uma manifestação lembrando a vítima e pedindo pena máxima ao acusado.

Em nota, o escritório Daniel da Costa, que representava a família de Rachel, afirmou que o dia 12 de maio entrará para a história, como o dia em que a justiça foi feita em um dos casos de assassinato e violência infantil mais bárbaros ocorridos na história. “Cerca de quase 13 anos depois, o assassino da menina Rachel Genofre, enfim, pagará pelo seu hediondo crime que ceifou a vida de uma criança que teria um belo futuro em seu caminho, e marcou para sempre a vida de uma família de trabalhadores. A pena de 50 anos de prisão, não trará Rachel de volta, mas deve servir de exemplo e de apelo: VIDAS DE CRIANÇAS IMPORTAM! Abusadores e criminosos sexuais não passarão impunes”, diz a nota.

A defesa de Carlos Eduardo ainda não se manifestou.