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Adam Robô testa a visão de 854 estudantes da rede municipal no Caximba

Adam Robô testa a visão de 854 estudantes da rede municipal no Caximba
(Foto: Luiz Costa /SMCS)

Nesta quinta-feira (11/10), Dia Internacional da Visão e véspera do Dia das Crianças, 854 estudantes, do 1º ao 5º ano, da Escola Municipal Joana Raksa, no Caximba, se divertiram ao passar por testes de visão realizados com a ajuda de um robô.

O equipamento usado nos pré-diagnósticos de doenças oculares foi o Adam Robô, uma criação da startup Prevention, desenvolvido no Worktiba Barigui, nas ações do Vale do Pinhão, o ecossistema de inovação de Curitiba.

A ação, chamada de Amigos da Visão do Caximba, foi promovida por meio de parceria entre a Prevention e a Prefeitura de Curitiba, com a participação de voluntários e o apoio da Associação Adam Robô, Associação Paranaense de Oftalmologia, Ótica Lenz, Pentax, UP Bab, entre outros.

Os testes realizados nas crianças não substituem a consulta médica, porém, serviram para identificar problemas como miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia, daltonismo e outras patologias. As famílias serão orientadas sobre os diagnósticos e as crianças encaminhadas para consultas em clínicas parcerias. Também serão fornecidos óculos aos estudantes que precisarem.

“É um mutirão, organizado por parceiros e voluntários que compreendem a importância da atenção primária, da identificação de casos de doenças oftalmológicas que podem comprometer o desenvolvimento do estudante”, diz Juliano Santos, fundador e diretor da Prevention.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), explica Santos, revelam que, da atual população de 1,2 milhão de brasileiros cegos, 720 mil poderiam enxergar se tivessem recebido tratamento de forma precoce, com apoio de um simples teste de visão.

Dia das Crianças

Os testes na escola aconteceram em meio a programação organizada para festejar o Dia das Crianças e os estudantes nem perceberam a seriedade da avaliação. Usando fantasias de princesas, super heróis, e outros personagens, com adereços e os rostinhos pintados, os meninos e meninas se divertiram com o equipamento.

“Eu olhei dentro do robô e lá tinha um coração, uma flor, uma cadeira e umas letras. Tinha cor também”, contou a estudante Sofia dos Santos, 5 anos, que foi vestida de bailarina fazer o teste.

O teste é feito em cerca de cinco minutos, começando uma rápida anamnese (histórico de sintomas narrados pelo paciente), uma série de questões que os estudantes responderam em meio a conversas animadas com os avaliadores. Na sequência, observaram uma sequência de figuras e letras, com base no diagrama usado pelos médicos oftalmologistas para avaliar a acuidade visual.

Baixa visão

Foi assim que residentes de oftalmologia, voluntários na ação, perceberam que a estudante Thais Gabrielly Dias de Moraes, 9 anos, apresentou baixa visão em um dos olhos e pertencerá ao grupo encaminhado para avaliação médica. "Só enxerguei com um olho e não vi as cores", contou a estudante.

Além de identificar possíveis doenças, o exame permite verificar se os estudantes que usam óculos estão com o grau correto. Enzo Paulo Santos, 8 anos, que nasceu com uma malformação ocular, descobriu que precisará reavaliar os óculos que usa. A mãe do estudante, a diarista Deisi Santos, que participou da avaliação, considerou a iniciativa importante. “É fundamental que os pais fiquem atentos e observem o quanto antes que a criança precisa de tratamento porque isso é determinante para a saúde”, conta Deisi.

Enzo disse que participar do teste com os colegas foi divertido. “Achei legal, o robô é divertido, mas eu só enxerguei uma letra lá de dentro”, disse o estudante.

A diretora Katlen Christiane Scholze da Rosa avaliou a ação como um presente para as crianças e as famílias. “Muitos estudantes pertencem a famílias carentes, que não sabem da importância ou não fazem o acompanhamento da saúde ocular, que nunca levaram as crianças a um oftalmologista”, disse Katlen.

A falta de óculos, ou do tratamento adequado, explica a diretora, pode acabar interferindo na aprendizagem dos estudantes. “É comum que problemas de visão sejam confundidos com dificuldades de aprendizagem. Quando iniciam o tratamento ou passam a usar óculos eles têm melhora no rendimento e param de sentir dores de cabeça”, disse Katlen.

A startup Prevention Vision Test fez parte da primeira turma do Worktiba Barigui, o primeiro coworking público do Brasil. Com o apoio técnico do Instituto Municipal de Administração Pública (Imap), órgão gestor do espaço, e as ações do ecossistema de inovação Vale do Pinhão, a empresa triplicou de tamanho e precisou deixar o coworking. Ela passou a ocupar outro programa de fomento na Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).

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