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"Vaza Jato"

Advogados pedem prisão de Moro e de procuradores

Moro: notícia-crime no STJ
Moro: notícia-crime no STJ (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Na esteira do escândalo provocado pelas revelações feitas ao longo da última semana pelo site The Intercept, o Coletivo nacional Advogados e Advogadas pela Democracia (CAAD) protocolou na noite de sábado (15) uma notícia-crime no Suprerior Tribunal de Justiça (STJ) contra o ex-juiz Sergio Moro e os procuradores federais Deltan Dallagnol, Laura Tessles, Carlos Fernando dos Santos Lima e Maurício Gotardo Gerum. Todos aparecem nos diálogos revelados pela série de reportagens que estão sendo divulgadas sob coordenação do jornalista Glenn Greenwald, cuja equipe teve acesso a conversas privadas de membros da força-tarefa da Operação Lava Jato em aplicativos de conversa como o Telegram.

A petição destaca que Moro, Dallagnol e os demais citados, considerando-se apenas o que foi revelado até agora, teriam cometido crimes como organização criminosa, corrupção passiva, prevaricação, violação de sigilo funcional e crimes contra o regime representativo e democrático, a Federação e o Estado de Direito. Além disso, os quatro inquéritos abertos por Sergio Moro para investigar os vazamentos e a recusa dos envolvidos em entregarem seus celulares para perícia, alegam os advogados, seriam indícios de uma possível tentativa de obstrução das investigações.

Investigação
O coletivo requer a prisão preventiva do ex-juiz e dos membros do MPF e também a determinação de busca e apreensão dos aparelhos eletrônicos (tablets, celulares, notebooks) dos citados, que deveriam ser, segundo os advogados que assinam o requerimento, afastados imediatamente de seus cargos por conta da ameaça de voltarem a cometer crimes e acobertar os que possivelmente já teriam praticado. Também requerem também a quebra do sigilo das comunicações dos envolvidos.

O coletivo também encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedido de apuração dos conteúdos revelados pelo The Intercept, apontando haver indícios que “o Juiz da Operação Lava Jato era quem dterminava os rumos da investigação”.

FAKE NEWS
MPF nega ‘fogo amigo’ como fonte de vazamentos
A força-tarefa da operação Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná divulgou nota no qual diz ser “fake news” a informação que estaria circulando “por meio de grupos de whatsapp e publicados em alguns blogs”, apontando que o procurador Diogo Castor de Mattos como “suposto autor de hackeamento de mensagens atribuídas à força-tarefa Lava Jato em Curitiba”. As mensagens trocadas entre o ex-juiz e ministro da Justiça, Sergio Moro e integrantes da Lava Jato, entre eles o coordenador da força-tarefa, procurador Deltan Dallagnol, começaram a ser publicadas no último dia 9 pelo site The Intercept Brasil. “Tais imputações são absurdas e caluniosas, e estão sendo feitas com base em reportagens antigas contendo mentiras já devidamente rechaçadas anteriormente em notas divulgadas pela assessoria de comunicação do MPF/PR nos anos de 2017 e 2018”, afirma a nota da força-tarefa.

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