Aluno do Ensino Médio conquista bolsa de Iniciação Científica Junior do CNPq

O primeiro lançamento de foguete no mundo aconteceu em março de 1926. A ideia foi concebida pelos físicos russo e americano, Konstantin Eduard Ziolkowski (1857-1935) e Robert Hutschings Goddard (1882-1945), respectivamente. O projétil era movido a gasolina e oxigênio líquido. O tema é o foco central da Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG), realizada anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB). Alunos a partir do Ensino Fundamental - Anos Iniciais até o Ensino Médio podem participar da competição. A 15ª edição da MOBFOG aconteceu em 2021 e João Pedro Martins França, aluno da 2ª série do Ensino Médio, do Colégio Sigma, foi um dos premiados no torneio. Além da medalha de bronze, o jovem conquistou uma bolsa de Iniciação Científica Junior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Durante o ano de 2022, o estudante irá aprofundar os seus estudos nas áreas de lançamento de foguetes e Ciências Química, no programa que tem parceria com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). João Pedro conquistou sua medalha ao construir um foguete real com garrafas PET e movido com propelente (combustível) de vinagre e bicarbonato de sódio. A competição tem como objetivo fomentar o interesse dos jovens pela Astronáutica, Física, Astronomia e Ciências em geral. E conta com quatro níveis diferentes, um para cada segmento, e duas modalidades - a real e a virtual, onde os participantes devem criar um projeto via software Open Rocket, plataforma que simula o lançamento de foguetes. João Pedro conta que já participou de outras olimpíadas de conhecimento, tendo conquistado uma medalha de ouro na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC), quando estava no 9º ano do Ensino Fundamental - Anos Finais. Além de ter participado, em 2021, da edição online da Escola de Verão de Física da Universidade Júnior, organizada pelo Departamento de Física e Astronomia da Faculdade de Ciências da Universidade de Porto, Portugal. O estudante de 16 anos sonha em estudar Engenharia Aeroespacial, na Universidade de Brasília (UnB) ou na Stanford University, nos Estados Unidos, e acredita que essas experiências e atividades irão ajudá-lo no futuro. "Como penso em ir para fora do país, a participação em olimpíadas e nesses programas irão contribuir para deixar o meu currículo ainda mais rico, para quem sabe, conseguir uma bolsa de estudos", conta. O jovem afirma que foi uma surpresa conquistar a bolsa do CNPq. "A princípio essa oportunidade estava disponível apenas para quem tinha ganhado medalha de ouro, mas eles estenderam para todos, então corri para garantir a minha confirmação", aponta. "Agora a minha expectativa é aprofundar ainda mais os meus conhecimentos na área". O programa terá início em janeiro e irá até dezembro de 2022.