Mensagens de apoio

Alunos de Curitiba enviam cartas para atletas paralímpicos

Mais de 10 mil cartinhas de crianças das escolas municipais de Curitiba, com idade entre 4 e 5 anos, estão chegando às mãos dos atletas paralímpicos brasileiros na Vila Olímpica, no Rio de Janeiro. São mensagens de incentivo e motivação que estão emocionando os competidores de todo o Brasil. As mensagens são comoventes e trazem uma energia gigantesca, diz a paratleta paranaense Mari Cristina Santilli, que está no Rio para representar o Brasil na equipe feminina de canoagem.

 

Desejo que todos os paratletas brasileiros tenham muita sorte na Paralimpíada, escreveu a estudante Izabelly dos Santos Lopes, aluna da 5ª série da escola municipal Rio Bonito e uma das estudantes que enviaram mensagens. Sem dúvida, foi uma ótima surpresa receber as cartinhas. Todos os atletas que encontro se dizem emocionados, conta Mari.

 

Os envelopes com os nomes dos atletas estão afixados em um grande painel montado no hall de entrada do prédio da delegação brasileira, na Vila Olímpica. A montagem foi promovida pelo próprio Comitê Paralimpico Brasileiro (CPB), que aceitou ser parceiro na iniciativa. Dessa forma, todos os competidores foram informados e estimulados a buscar as cartinhas, que são renovadas diariamente, dando aos atletas doses diárias de incentivo.

 

 

Gibi Poético

 

A preparação e envio das mensagens fazem parte do projeto educacional Gibi Poético - Um olhar sobre os Jogos Paralímpicos 2016. Trata-se de um material ilustrado, produzido na forma de um gibi, para uso em sala de aula, com que alunos e professores da 4ª e 5ª série das 185 escolas municipais trabalharam suas percepções sobre as diferenças, o respeito, a acessibilidade e a consciência inclusiva. Por meio do Gibi, alunos e professores trabalharam a inclusão, além ser de uma oportunidade de conhecimento e inspiração para a vida, destaca a secretária municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Mirella Prosdocimo.

 

Elaborado por meio de parceria entre a Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Educação e da Comunicação Social, o gibi conta a história de Pedro, uma criança que busca nos esportes uma forma de se adaptar ao seu novo caminho depois de adquirir uma deficiência. Em sua trajetória, ele conhece diversas modalidades esportivas paralímpicas, apresentadas em textos e ilustrações, jogos, personagens com deficiências, almanaque de curiosidades, palavras-cruzadas, labirinto e espaço para desenho.

 

Ao final dos trabalhos de sala, em uma folha em branco na última página, os alunos foram estimulados a escrever e enviar uma cartinha de incentivo aos atletas paralímpicos da delegação brasileira. O Gibi reúne encaminhamentos com base nas Diretrizes Curriculares do Ensino Fundamental, embasados nos três valores olímpicos: excelência, amizade e respeito, e nos quatro valores paralímpicos: determinação, coragem, inspiração e igualdade, explica a secretária municipal da Educação, Roberlayne Borges Roballo.

 

O material contempla também um dos eixos de atuação do Plano Municipal de Políticas de Acessibilidade e de Inclusão para a Pessoa com Deficiência - Plano Curitiba + Inclusiva. No eixo Educação Especial e Inclusiva, uma das ações para o biênio 2015-2017, destaca a garantia de prática de adequações pedagógicas e flexibilizações curriculares nas salas de aula a todos os estudantes com deficiência da rede municipal de ensino.

 

 

Professora da rede municipal disputará prova de canoagem

 

A paratleta Mari Cristina Santilli também é professora da rede municipal de ensino de Curitiba e esteve na Escola Municipal Rio Bonito no mesmo dia que a escola recebeu exemplares do Gibi Poético - Um olhar sobre os Jogos Olímpicos. Além do bate-papo com as crianças sobre a preparação para a competição, Mari acompanhou o início das atividades com o material. Assim como acontecia durante suas aulas, a professora mostrou a prótese de titânio que usa e explicou como um atleta com deficiência faz para competir.

A aluna do 5.º ano Ana Luiza de Oliveira Bezerra da Silva, de 9 anos, aprovou a ideia do Gibi e gostou de rever a professora Mari. Achei o Gibi bem bacana. Tem histórias, ilustrações e mostra o que a professora Mari sempre nos ensina: é possível qualquer pessoa com deficiência praticar esporte e até chegar a uma paraolimpíada assim como ela chegou, contou Ana Luísa