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Antes do 737 MAX, sistema da Boeing incluía mecanismo mais seguro, dizem fontes

Engenheiros da Boeing que trabalhavam no desenvolvimento do sistema de controle de voo do 737 MAX omitiram as principais salvaguardas que haviam sido incluídas em uma versão anterior, usada em um jato militar, disseram pessoas familiarizadas com o assunto.

Investigadores acreditam que o sistema, conhecido como MCAS, esteja envolvido nas quedas das duas aeronaves do modelo MAX, que mataram um total de 346 pessoas.

Depois do acidente da companhia aérea Lion Air, da Indonésia, oficiais da Força Aérea americana relataram preocupação com a possibilidade de o sistema do navio-tanque KC-46A Pegasus compartilhar os mesmos problemas do MAX. Segundo um porta-voz da Força Aérea, autoridades se reuniram com a Boeing para confirmar que o MCAS do KC-46A Pegasus cumpria requisitos para projetos militares, que exigem um design mais seguro para prevenir eventuais falhas no sistema.

Os engenheiros que criaram o MCAS há mais de uma década para o avião militar projetaram o sistema para receber dados de vários sensores - a versão do MAX, no entanto, contava com o 'input' de apenas um dos dois sensores que medem o ângulo do nariz do avião. Além disso, a versão militar do MCAS limitava o poder do sistema de "empurrar para baixo" o nariz do avião, garantindo que os pilotos pudessem recuperar a direção se o avião fosse erroneamente empurrado para um mergulho.

Espera-se que a Indonésia culpe o design do MCAS, os lapsos de supervisão dos EUA e os erros dos pilotos em seu relatório final sobre o primeiro acidente aéreo, informou o Wall Street Journal. Fonte: Dow Jones Newswires.

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