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Montadora recorre

Apesar de decisão judicial que anula 747 demissões, trabalhadores da Renault mantêm greve

Assembleia dos metalúrgicos da Renault nesta quinta (6)
Assembleia dos metalúrgicos da Renault nesta quinta (6) (Foto: Divulgação)

Apesar da decisão judicial que determina a anulação das 747 demissões e a reintegração dos trabalhadores, da  3º Vara do Trabalho de São José dos Pinhais, os trabalhadores da montadora Renault decidiram manter a greve, que já dura 16 dias. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), a paralisação continua até que a empresa aceite atender a segunda reivindicação dos trabalhadores: sentar com para negociar um acordo que garanta a manutenção dos empregos. A Renault do Brasil, por meio de nota, informou que irá recorrer da decisão.

Na noite de ontem (05), decisão judicial anulou as demissões do último dia 21 de julho e determinou a reitengração sob pena de multa diária de R$ 100.000,00. No despacho da ação, a Juíza Sandra Mara de Oliveira Dias entendeu que a Renault o descumprimento do acordo firmado pela própria empresa com o Ministério Público do Trabalho onde se comprometia a não realizar demissões coletivas sem antes negociar com o Sindicato da categoria. Além disso, que a demissão coletiva sem negociação “(...)sem negociação prévia viola garantias constitucionais além de configurar ato antissindical, pois subtrai do sindicato a prerrogativa de servir como defensor dos direitos e interesses da categoria representada”. Na decisão a Lei Estadual nº 15.426/2007 também é citada já que ela veda a demissão de funcionários “por empresas beneficiárias de incentivos fiscais”, caso da Renault.

“A decisão judicial que determinou a reintegração dos trabalhadores foi um primeiro passo alcançado. Agora esperamos o bom senso por parte da empresa para sentarmos e negociarmos um acordo que garanta os empregos. Precisamos dessa garantia. Não tem como encerrarmos a greve sem nada acordado. Senão daqui a pouco a empresa decide demitir de novo e voltamos ao começo de tudo novamente. Esperamos maturidade por parte da Renault. Queremos negociar uma situação que fique razoável tanto para os trabalhadores como para empresa”, diz o presidente do SMC, Sérgio Butka.

Em nota, a Renault informou que ainda não foi oficialmente notificada da decisão. "Em função da necessidade de adequação do quadro de efetivos, motivado pelo agravamento da crise gerada pela Covid-19, da queda das vendas da Renault em 47% no primeiro semestre e da falta de perspectiva de retomada do mercado, a Renault irá analisar o conteúdo da decisão, assim que receber, e irá recorrer às instâncias da justiça que forem adequadas", diz a nota encaminhada à redação do Bem Paraná.

A unidade brasileira da Renault possui cerca de 7.300 trabalhadores que produzem os modelos Sandero Stepway, Logan, Kwid, Duster, Oroch, Master e Captour. A fábrica ainda conta com uma unidade de motores e injeção de alumínio.

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