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Aplicativo ajuda a acabar com filas nos postos de saúde

Aplicativo ajuda usu\u00e1rios a marcar consultas
Aplicativo ajuda usu\u00e1rios a marcar consultas (Foto: Reprodução)

Chegar de madrugada no posto de saúde, muitas vezes encarando o frio e a chuva, só para pegar senha e esperar pelo atendimento médico. Essa cena, banalizada em grandes centros urbanos, começou a ser reescrita há exatamente um ano em Curitiba. Foi quando a Prefeitura lançou o aplicativo Saúde Já, que permite o agendamento online do primeiro atendimento nas unidades de saúde do município.
Desenvolvido pelo Instituto Curitiba de Informática, o app demandou investimento de R$ 141 mil e entrou em funcionamento em fase piloto no dia 29 de março, sendo lançado oficialmente em 12 de abril. Depois disso foi sendo expandido gradualmente e em junho já estava disponível para todos os 111 postos de saúde do município. Em novembro, foi vez do dispositivo receber sua primeira atualização, passando a incluir novas funcionalidades, como primeiro agendamento na Odontologia, cadastro de dependentes e acesso por meio de mensagem em Libras (a linguagem dos surdos).
Até hoje o aplicativo, disponível gratuitamente para smartphones ou tablets nas plataformas Android ou iOS, soma 88 mil downloads. Outra possibilidade é realizar o acesso via internet, por meio da página www.saudeja.curitiba.pr.gov.br. Por mês, segundo a Prefeitura de Curitiba, são realizados em média 10 mil agendamentos via app. 
A promotora de vendas Elenice Aparecida Tulceski de Oliveira, de 49 anos, protagonizava até pouco tempo cenas como a relatada no início do texto. Hoje, beneficia-se das facilidades oferecidas pelo Saúde Já. “Não preciso mais enfrentar fila, vir pela manhã. O aplicativo é fácil   usar, tem dias que peço para meu filho marcar o atendimento e eu sou atendida na hora certa”, diz ela, que costuma ser atendida na Unidade Bairro Alto, justamente a campeã de agendamentos pelo aplicativo - desde junho foram mais de 1,9 mil atendimentos agendados. “Reduzimos a fila em 60%. Os usuários aceitaram rapidamente essa alternativa”, conta Danieli Oliveira, chefia da unidade.

Primeiro atendimento é com a enfermagem
Importante destacar que o agendamento feito por meio do aplicativo é para o primeiro atendimento, feito por um técnico de enfermagem. Será esse o profissional que avaliará qual o encaminhamento
mais indicado para o caso de cada paciente, direcionando o usuário para o serviço adequado ao seu caso (como uma consulta médica com especialista, vacina ou exame). Conforme a classificação
de urgência dada à queixa, agenda-se uma consulta para o mesmo dia ou para dali alguns dias ou semanas.
Essa “porta de entrada” faz parte do modelo de atenção básica adotado na saúde pública no Brasil, que racionaliza recursos e profissionais, para atender a população de maneira eficiente e suficiente.
Os números, inclusive, tratam de demonstrar que a consulta com o médico está longe de ser a única opção. Entre maio e outubro de 2017, cerca de 30% dos atendimentos agendados pelo aplicativo
foram encaminhados para profissionais, entre eles os médicos.
Além deles, porém, os postos de saúde contam também com enfermeiros, fonoaudiólogos, educadores físicos, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas.
Expectativa é acabar comas filas em 2018
Enquanto o aplicativo aponta para o futuro, apresentando-se como importante instrumento em desenvolvimento, a Prefeitura de Curitiba lida também problemas mais emergenciais, entre
eles o enfrentamento das filas no atendimento. E dentro da estratégia do programa Saúde Já – que empresta o nome ao app -, uma série de mutirões reduziu expressivamente as filas de espera por especialidades médicas.
Ao longo de 2017 foram mais de 173 mil atendimentos em mutirões, o que fez reduzir a fila pela metade – ainda restam 98 mil pessoas para zerar a demanda reprimida por exames, consultas
e cirurgias, o que deve acontecer até o fim do ano que vem.
Além de diminuir a fila, também caiu de maneira significativa o tempo de espera pelo atendimento. Na especialidade de Vasectomia, por exemplo, passou de seis meses para 15 dias; na Dermatologia, de dez meses para cinco; na Cardiologia, de quatro meses para um; os pacientes de pequenas cirurgias de pele aguardavam 19 meses pelo procedimento, tempo reduzido para 30 dias