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Curitiba que acolhe

Após aulas gratuitas, haitianos recebem diploma de curso de português

(Foto: Daniel Castellano / SMCS)

Um grupo de 64 haitianos recebeu do prefeito Rafael Greca, na noite desta terça-feira (23/10), os certificados de conclusão do curso instrumental de Língua Portuguesa. As aulas foram feitas em escolas municipais que ofertam, gratuitamente, a Educação para Jovens e Adultos (EJA). A solenidade de entrega dos certificados foi realizada no Memorial de Curitiba, no Centro Histórico, e contou com a presença da secretária municipal da Educação, Maria Sílvia Bacila.

O prefeito deu os parabéns a todos e os convidou a tirar uma foto coletiva. “Parabéns, vocês todos são muito bem-vindos a Curitiba”, disse o prefeito.

“Cheguei aqui em 26 de janeiro deste ano. Não conhecia ninguém. Não falava a língua de vocês. Mas hoje tudo mudou, é um dia muito feliz, porque graças à professora Ciomara posso ganhar minha vida. Eu amo minha professora”, disse Jephte Shadrack Toussaint, 22 anos, que estudou na Escola Irati, no Cajuru.

A professora Ciomara Amorelli Viriato da Silva foi homenageada por todos os estudantes haitianos. “Vocês são as estrelas da noite e merecem uma salva de palmas”, disse Ciomara, emocionada. “Também toda a equipe da educação que trabalha para que vocês tenham esse curso”, completou a professora.

Projeto Haiti

O Brasil tem sido procurado pelos haitianos desde o ano de 2010, quando um terremoto devastou a ilha. Eles vêm para reconstruir a vida e muitos encontraram em Curitiba um novo lar. Mas a barreira do idioma dificulta a regularização da situação dos haitianos e a procura por um emprego. Por isso, a Secretaria Municipal da Educação, por meio do Projeto Haiti, oferta o curso instrumental de Língua Portuguesa em nível básico, elaborado para facilitar o primeiro contato entre os imigrantes e o português.

“O curso permite aos haitianos se comunicarem bem em português, assim podem utilizar os serviços oferecidos a toda população, procurar um posto de saúde, tirar carteira de trabalho, elaborar um currículo, conseguir um emprego, enfim, realizar atividades tão necessárias no dia a dia”, disse a secretária da Educação, Maria Sílvia.

“Vocês podem procurar as Ruas da Cidadania e obter todo o apoio necessário, vocês agora participam da nossa cidade”, completou.

A jovem Belanda Lovidor, 23 anos, veio sozinha do Haiti e está na cidade há um ano e meio. “Vim para refazer minha vida, ser feliz. Este dia é de muita alegria”, afirmou Belanda.

Histórico

O atendimento aos haitianos começou há cerca de seis anos, com turmas pequenas que foram sendo ampliadas ao longo dos anos, conforme a demanda.

A gerente da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Secretaria Municipal da Educação (SME), Isabel Loyola, explica que é função social da escola pública o resgate da cidadania e dos direitos dos cidadãos, independentemente de sua condição social, econômica ou étnico-social. “Para eles é uma enorme conquista dominar o idioma, pois isso abre portas, derruba barreiras”, disse Isabel.

Presenças

Também participaram da solenidade a superintendente de Gestão Educacional da SME, Elisângela Mantagute; o superintendente Executivo, Oséias Santos de Oliveira; a presidente da Associação para a Solidariedade dos Haitianos, Laurette Bernardin, além de familiares dos estudantes.

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