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Sem documentos

Após burlar segurança, menino de 12 anos viaja sozinho de avião de Curitiba para São Paulo

(Foto: Divulgação)

Um menino de apenas 12 anos, morador do Boqueirão em Curitiba, fugiu de casa por ter sido suspenso da escola na última segunda-feira (15) e conseguiu embarcar sozinho para São Paulo no vôo 3012 avião da Latam, que sai às 17h05, do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, em direção ao aeroporto Congonhas, em São Paulo. Ele estava sem documentos, sem passagem, sem autorização dos pais e não foi questionado nenhuma vez durante a sua jornada.

Ele passou pelo esquema segurança e conseguiu acessar a ala de embarques do Aeroporto Afonso Pena. Segundo informações de funcionários da companhia, que não quiseram se identificar, ele teria se infiltrado em uma família sem que ninguém percebesse e como tinha lugar vago na aeronave ninguém, nem mesmos as aeromoças, notaram que ele estava desacompanhado. Quando, o garoto desembarcou em Congonhas não sabia para onde ia e ficou parado em um dos corredores. Foi quando um dos funcionários da companhia o abordou e descobriu que ele era `clandestino" e sem acompanhantes. A LATAM providenciou o retorno do menino na mesma noite para Curitiba, daí sim sob supervisão dos comissários de bordo. 

A empresa LATAM emitiu nota na qual afirma que está apurando o ocorrido.  "A companhia ressalta que esteve em contato tanto com as autoridades quanto com os responsáveis do menor, e prestou assistência para o seu retorno imediato de Congonhas a Curitiba no mesmo dia (15 de abril)", diz ainda o comunicado. 

Com relação ao caso da criança que embarcou no Aeroporto Internacional Afonso Pena,  sem documentação necessária, a Infraero disse em nota, encaminhada à redação do Bem Paraná, que reitera que colaborará com as autoridades policiais para esclarecer o fato em questão. Também informou que reforçará seus processos de segurança na sua rede de aeroportos.

A Polícia Federal (PF) enviou nota dizendo que "é responsável pela área de imigração, embarque e desembarque internacional e ameaça à segurança das aeronaves". "Negligência funcional em embarque doméstico não nos cabe apurar", diz a nota.

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