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Medo é que a Crise dure até o final do ano ou mais

Após Copa do Mundo, economia ‘cai na real’ e pessimismo volta

Indicadores econômicos apontam manutenção da crise econômica e queda da confiança
Após Copa do Mundo, economia ‘cai na real’ e pessimismo volta
Clima pós Copa do Mundo é de desconfiança com a economia nacional (Foto: Franklin de Freitas)

Encerrada a Copa do Mundo, as atenções (do público e da imprensa) desviam-se dos gramados russos e voltam-se à dura realidade brasileira. Com um persistente cenário de crise política e os efeitos da greve dos caminhoneiros ainda reverberando, as perspectivas de recuperação econômica recuam e o pessimismo toma conta.
Deonízia Gabardo, proprietária da Comemorare, empresa de artigos de festas, comenta que o movimento durante o evento Fifa foi positivo, com incremento de aproximadamente 15% no faturamento. Depois da eliminação brasileira nas quartas de final da competição, contudo, a situação voltou “à estaca zero”, como afirma a empresária.“O ano todo veio muito tranquilo, movimento muito baixo, aquém das expectativas e abaixo do ano passado. Não sei, estou um pouco preocupada”.
No setor gastrônomico, a situação é parecida. De acordo com Fabio Aguayo, presidente do Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares do Município de Curitiba (Sindiabrabar), a Copa do Mundo ajudou a incrementar entre 20 e 60% o movimento nos bares e casas noturnas da cidade. O problema, agora, é como será a situação para o restante do ano.
“O setor de gastronomia é um dos que mais sente esses impactos (de retração econômica), porque o cidadão se recolhe. Por isso, segunda, terça e quarta vemos lugares paraticamente desertos. Em tempos bons, os estabelecimentos tem movimento de segunda a segunda”, comenta Aguayo.
Os indicadores mais recentes, inclusive, reforçam o pessimismo. Nesta semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) piorou sua previsão de crescimento para a economia brasileira em 2018 para 1,1%, interrompendo uma sequência de três revisões positivas. Já o Banco Central anunciou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, recuou 3,34% em maio na comparação com abril, alcançando seu pior resultado desde dezembro de 2016. Já o IPCA, índice de inflação oficial do país, teve alta de 1,26% em junho, na maior alta para o mês desde 1995 e o maior índice desde janeiro de 2016, quando considerado todos os meses.
Diante de um cenário desses, não é de surpreender que todos os indicadores de confiança do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), tenham registrado queda no mês de junho. 
Até mesmo setor imobiliário que vinha com boa perpsectiva, agora se preocupa. Apesar de ter crédito, faltam comrpadores, que estão preocupados em fazer uma dívida grande como a compra de um imóvel em tempos de incerteza.
 

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