Vendas

Após pior Dia dos Pais em 2020, comércio espera recuperação

Com flexibilização, data pode superar até o Dia das Mães
Com flexibilização, data pode superar até o Dia das Mães (Foto: Franklin de Freitas)

Depois de amargar o pior Dia dos Pais em 13 anos em 2020, o comércio aguarda uma recuperação neste ano. Na sexta-feira passada, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgou uma estimativa para o Dia dos Pais deste ano um volume de vendas de R$ 6,03 bilhões, maior faturamento desde 2018, com alta de 13,9% em comparação à mesma data no ano passado. O Dia dos Pais é a quarta data comemorativa mais importante para o comércio varejista brasileiro.

Na mesma época do ano passado, quando o varejo ainda experimentava o início do processo de flexibilização das medidas restritivas voltadas ao combate à primeira onda da pandemia do novo coronavírus, as vendas caíram 11,3% e geraram o menor volume financeiro (R$ 5,30 bilhões) desde 2007, que foi de R$ 4,98 bilhões. Agora, já há várias regiões brasileiras autorizando o funcionamento do comércio a toda capacidade.

Mas essa retomada também pode impactar nas vendas online. A tendência é desacelerar um pouco, depois da alta de 47% de janeiro a maio deste ano, de acordo com a Receita Federal. Como a economia está reabrindo, pelo menos aquelas pessoas que estavam indo para o comércio online, principalmente no início da segunda onda, podem voltar ao comércio presencial.

Não quer dizer que as vendas online vão cair, muito pelo contrário, continuarão a subir, mas não devem repetir o ritmo de 2020 e início de 2021.
Uma pesquisa realizada pelo Grupo Datacenso em parceria com a Faciap mostra que para 65% dos comerciantes paranaenses, a expectativa é que as vendas sejam superiores se comparadas as do mesmo período do ano passado, impulsionadas pela flexibilização das medidas restritivas do Estado e dos municípios.