Após polêmica, CBV decide refazer votação sobre manutenção de ranking de atletas

Após polêmica na reunião que define alguns critérios da próxima edição da Superliga feminina, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) decidiu fazer novamente a votação, desta vez utilizando o sistema de videoconferência, para que as equipes da competição não tenham de gastar dinheiro com a viagem de um representante para o Rio.

No encontro na última quinta-feira, os representantes das oito equipes presentes e da Comissão de Atletas (representada pelas jogadoras Amanda e Renatinha) votaram pela manutenção do ranking para as atletas de sete pontos e pela mudança de duas para três estrangeiras por equipe. Só que na reunião foram desconsiderados os votos de São Paulo/Barueri e Curitiba/Vôlei, que enviaram seus posicionamentos por e-mail para reduzir gastos.

Na ocasião, o resultado de 5 a 4 a favor da manutenção do ranking foi apertado, mas se as escolhas de Barueri e Curitiba fossem computadas, o resultado final seria 6 a 5 pelo fim do ranking. "Como estamos em situação de contenção de despesas, não enviamos representante para o Rio. Na reunião, o representante do Rio de Janeiro, pelo que eu soube, disse que nós não estávamos presentes, junto com Curitiba, e que o voto não deveria ser válido", explicou José Roberto Guimarães, técnico do Barueri e da seleção brasileira feminina.

"Nós tínhamos mandado a comunicação por e-mail dizendo que nós éramos a favor da extinção do ranking e de ter três estrangeiras, contanto que não fossem todas da mesma nacionalidade. Enviamos para a confederação e a CBV tinha aceito. Se tivéssemos recebido que a reunião teria de ser presencial, teria ido pagando do meu bolso. Mas não posso aceitar esse tipo de situação da forma como foi feita. Temos direito a voto, igual aos outros clubes", reclamou o treinador.

O modelo de ranking indica que cada clube só pode ter duas atletas de sete pontos: as levantadoras Dani Lins, Fabíola e Macris, as centrais Fabiana e Thaisa, as ponteiras Fernanda Garay, Gabi e Natália, e as opostas Tandara e Tifanny. Votaram pela manutenção Sesc RJ, Sesi Bauru, Flamengo, Fluminense e Pinheiros. Já Dentil/Praia Clube, Itambé Minas, Osasco/Audax e a comissão de atletas votaram contra.

Nesta sexta-feira, diversas jogadoras manifestaram desapontamento com o resultado do pleito, como a central Thaisa, a ponteira Jaqueline e a oposta Sheilla, entre outras. "Desde quando dois times participantes da Superliga foram simplesmente anulados da votação do ranking? Por que?", disse Thaisa, que atua no Minas.