Pandemia

Após polêmica nas redes sociais, Prefeitura de Curitiba diz que não recomenda tratamento precoce contra Covid-19

(Foto: Reprodução)

Embora postagens nas redes sociais da Prefeitura de Curitiba insinuem que o município recomenda o 'tratamento precoce' contra covid-19, que reúne os medicamentos cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina, todos sem estudos comprobatórios contra a Covid-19, a assessoria de imprensa do cidade garantiu que não há um protocolo para uso desses medicamentos no combate ao coronavírus. Os médicos podem até prescrever o tratamento questionável, desde que expliquem aos pacientes a falta de eficiência comprovada deles. Em resposta ao Bem Paraná, a Prefeitura disse ainda que recomendará uma resposta mais adequada nas redes sociais. 

A afirmação de que a Prefeitura oferece esse tipo de tratamento tem sido feita sistematicamente em respostas àqueles que cidadãos que defendem o 'kit covid' no Facebook. As respostas não só sugerem que  Prefeitura tem admitido o uso de tais medicamentos, como afirmam que eles estão disponíveis na rede de saúde do município. "Não há proibição no uso de qualquer medicamento em Curitiba, desde que seja receitado por um médico. O Kit está disponível na rede de saúde pública desde março de 2020 e pode ser usado de acordo com protocolo da saúde. Todos os hospitais de Curitiba receberam ainda em março a cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina", diz a resposta repetida em diversos comentários na página do Facebook da Prefeitura. Pelo menos dois deles agora em março.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba, no entanto, respondeu ao Bem Paraná que a resposta padrão sobre o tratamento precoce não é essa e que embora o município tenha estoque de cloroquina e hidroxicloroquina, não há protocolo para uso do mesmo. Segundo a assessoria, a resposta correta nas redes sociais deveria ser: "Desde o início da pandemia do novo coronavírus, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) segue orientações embasadas em evidências científicas. A prescrição da cloroquina ou hidroxicloroquina ficará a critério do médico que, se optar por fazê-la, deverá informar ao paciente a falta da evidência científica de sua eficácia e o potencial risco de danos à saúde". A assessoria também informou que a orientação seria repassada ao setor de redes sociais da Prefeitura.

A Prefeitura de Curitiba mantém estoque de cloroquina e hidroxicloroquina nos Distritos Sanitários para atender as prescrições das Unidades de Saúde dos Municípios, nas UPAs para atender as prescrições de médicos não SUS e de hospitais, no Centro de Epidemiologia para atender o plantão, na Coordenação de Recursos Materiais para atender as prescrições de hospitais e no almoxarifado central da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba.