Nova direção

Após posse, Ratinho Jr diz que prioridade será cortar gastos para aumentar investimentos

Ratinho Jr: 'Não terei medo e não vou ceder um milímetro para acabar com os privilégios e excessos da máquina pública”
Ratinho Jr: 'Não terei medo e não vou ceder um milímetro para acabar com os privilégios e excessos da máquina pública” (Foto: Franklin de Freitas)

O governador Ratinho Júnior (PSD) afirmou hoje, após tomar posse do cargo, que a prioridade do início de seu governo será cortar gastos de custeio, diminuindo a máquina pública para permitir ao Estado aumentar investimentos na melhoria dos serviços prestados à população. Segundo ele, esse trabalho já começou com a diminuição do número de secretarias de 28 para 15.

“Não terei medo e não vou ceder um milímetro para acabar com os privilégios e excessos da máquina pública”, afirmou Ratinho Jr. Segundo o novo governador, a ideia é ter um Estado “necessário”.

Ratinho Jr destacou diversas vezes que pretende transformar o Paraná “no Estado mais moderno do Brasil”. “Minha forma de trabalho é romper com as tradições e modelos antigos para estabelecer a nova política”, disse. “Tenho orgulho de ser o primeiro governador eleito em 40 anos de não fazer parte de uma oligarquia”, lembrou ele, prometendo ainda “aposentar os velhos dilemas ideológicos e conflitos de confrontação”.

Segundo o governador, apesar de ter um histórico de bons governantes, o Paraná precisa avançar. “O momento político atual do Brasil exige dos governantes um pouco mais de audácia”, defendeu, explicando que pretende promover uma “ruptura do modelo que ao longo dos anos fez com que a máquina pública inchasse”.  Ratinho Jr disse ainda que combater as “mordomias”.

Ratinho Jr viajou logo depois da cerimônia para Brasília, onde irá acompanhar a posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL). O pessedista prometeu investir em infraestrutura e agronegócio, e fazer do Paraná "o celeiro do mundo" e "o hub logístico da América Latina". "Se nós somos o maior produtor de alimentos do planeta, não podemos admitir que há pessoas que passam fome dentro do nosso estado. Ainda temos IDHs próximos do Nordeste", disse, em discurso em frente ao Palácio Iguaçu. 

Filho do apresentador de TV Carlos Massa, o Ratinho, o governador se emocionou ao falar do pai, que estava na primeira fila da plateia. "(Agradeço) meu pai, Carlos Massa, de quem eu herdei com muito orgulho o nome Ratinho Júnior", declarou, com a voz embargada. 

Mais tarde, no Palácio Iguaçu, ele voltou a agradecer ao pai por ter "puxado o cobertor" de sua cama pelas manhãs, para fazê-lo trabalhar. O ex-deputado estadual ainda afirmou que sua eleição como governador foi resultado de um projeto político de 16 anos, que se iniciou com sua eleição para deputado estadual, em 2002. 

Ele disse ter orgulho de não fazer parte de nenhuma oligarquia, e afirmou ter "uma história familiar de superação".

Ratinho Junior (PSD) foi eleito governador no primeiro turno com 59% dos votos (3,2 milhões). Eleito deputado aos 21 anos, o pessedista se posicionou como o "novo" e criticou a "velha política".