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Após renúncia, ex-presidente volta ao comando interinamente do atletismo russo

O comando do atletismo da Rússia está de novo nas mãos de Yevgeny Yurchenko. Pelo menos de forma interina. Após renunciar no mês passado, depois de a entidade perder o prazo para pagar uma multa à World Athletics, que rege a modalidade mundialmente, o dirigente voltou a ser o presidente da Federação Russa de Atletismo (RusAF, na sigla em russo) nesta terça-feira. Ele ficará no cargo até 30 de novembro, quando serão realizadas novas eleições.

O valor de US$ 6,31 milhões (cerca de R$ 34 milhões na cotação atual) fazia parte das exigências feitas pela World Athletics para a reintegração do atletismo da Rússia após o escândalo de doping. A entidade mundial havia multado a federação russa em US$ 10 milhões (R$ 53 milhões) em março, em vez de expulsar completamente a organização que já estava suspensa. Metade da multa precisava ser paga até o início de julho, o que não foi feito.

A Federação Russa de Atletismo só não foi expulsa do quadro de membros associados da World Athletics porque Oleg Matytsin, ministro dos Esportes do país, fez uma oferta incondicional de última hora para pagar a multa.

Novas eleições da RusAF foram agendadas para 30 de novembro, com Yurchenko retornando como presidente interino até então. O atual presidente em exercício, Alexei Plotnikov, renunciou ao cargo para permitir o retorno de Yurchenko, mas permanecerá no Conselho.

A multa da World Athletics veio após uma investigação sobre o campeão mundial de salto em altura, Danil Lysenko. Sete funcionários da federação russa, incluindo o então presidente Dmitry Shlyakhtin, foram acusados pela Unidade de Integridade do Atletismo (IAU, na sigla em inglês) de obstruir uma investigação antidoping, forjando documentos para explicar os testes perdidos de Lysenko. O atleta de 23 anos está suspenso por oito anos.

A Federação Russa de Atletismo está suspensa pela World Athletics desde novembro de 2015, após revelações de doping patrocinado pelo Estado. Atletas russos puderam participar dos Jogos Olímpicos do Rio-2016, por exemplo, como neutros.

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