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Servidores

Após tentativa de invasão, Câmara aprova reajuste

Câmara ontem: cerco e tumulto
Câmara ontem: cerco e tumulto (Foto: Henry Milleo)

Em uma sessão tumultuada marcada por tentativa de invasão da Casa, quebra-quebra e detenção de manifestantes, a Câmara Municipal de Curitiba aprovou nesta segunda-feira (18) três projetos do prefeito Rafael Greca (DEM) envolvendo os servidores públicos da Capital, entre eles o reajuste salarial de 3,5% e a prorrogação até 2021 da suspensão dos planos de carreira da categoria. O terceiro projeto aprovado prevê a redução de 16 para 6 no número máximo de servidores liberados para atuarem nos sindicatos da categoria.
A Câmara amanheceu cercada por agentes da Guarda Municipal para garantir a votação. Por volta das 9h40, um grupo de servidores tentou forçar a entrada no plenário. Janelas e vidros da Casa foram quebrados e cortinas rasgadas. Duas pessoas foram detidas e encaminhadas à delegacia.
Desde o início da manhã, servidores se concentraram em frente ao Palácio Rio Branco, sede do Legislativo municipal. A Câmara pediu apoio da Guarda e da Polícia Militar para garantir o funcionamento da sessão. Quando os trabalhos foram abertos foi permitida a entrada de apenas 28 servidores nas galerias, – o número é o limite determinado pelo Corpo de Bombeiros, alega a Câmara. “A Casa é um prédio antigo, histórico, que não oferece condições de receber um grande contingente dentro da Casa Legislativa. Gostaríamos de ter um espaço ideal para receber a população, é verdade”, disse o diretor-geral do Legislativo, Daniel Dallagnol.
Um grupo de manifestantes tentou invadir, forçando o cordão de isolamento dos guardas municipais e causando empurra-empurra na entrada do plenário. Ao acessar o hall de entrada, os manifestantes bateram nos vidros e quebraram janelas e a porta de entrada do prédio. “A segurança precisou ser mantida. Os manifestantes têm o direito de se manifestar, dentro dos limites possíveis, desejáveis e de urbanidade. Me parece que houve um excesso”, disse Dallagnol.
Bombas
Segundo o comandante do 12o Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Anderson Pereira, foi encontrado com uma das pessoas detidas diversos materiais, como máscara de gás, bombas de fumaça e pirotecnica, alguns materiais de pichação, uma marreta, entre outras ferramentas. “Como ele havia desacatado e desobedecido à ordem dos guardas municipais, foi revistado na frente de outros manifestantes e encaminhado pela própria Guarda Municipal para qualificação, identificação e apresentação à delegacia civil”, explicou Pereira.
Vereadores de oposição pediram a suspensão da sessão, alegando falta de segurança. O pedido, porém, foi rejeitado pelo presidente da Casa, vereador Sabino Picolo (DEM).
Cargos
O pacote aprovado ontem inclui ainda a extinção de 31 cargos da Fundação Cultural de Curitiba, da Fundação de Ação Social (FAS), do Instituto Municipal de Administração Pública e do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc). Em relação ao reajuste, os servidores alegam que acumulam perdas de 10% desde 2017, em relação à inflação do período. A prefeitura alega que concedeu reajuste de 3% no final de 2018, e que boa parte das prefeituras das capitais não estão promovendo reposição salarial de seus funcionários em razão de dificuldades financeiras.
Os sindicatos dos servidores alegam que na prática, os projetos resultarão em perda de renda para a categoria, já que eles prevêem o fim do pagamento em dinheiro do vale-transporte. A prefeitura argumenta que o benefício será mantido.
Durante a votação, foram rejeitadas três emendas que sugeriam reajustes maiores aos servidores. De diversos vereadores, 9,4%; de Professor Euler outras 2 emendas, com índices de correção diferentes: 5% e 6,5%. Eles apresentam estudos para justificar os números.

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