Tartarugas

Aposentada registra cena de crueldade no Litoral

Uma cena de crueldade foi fotografada por uma moradora de Matinhos no final do ano passado, no Balneário Flamingo. A aposentada avistou na areia duas tartarugas mortas amarradas por uma fita no pescoço quando levava seu cachorro para passear na orla da praia. “Foi terrível, eu nunca tinha visto nada parecido na minha vida. Não conseguia dormir com a mostruosidade que fizeram com as tartarugas”, lamenta a moradora do Litoral que prefere não se identificar.

Ela conta que percebeu uma embarcação de pescadores muito próxima da costa e acredita que tenham sido eles que jogaram os animais no mar. “Os pescadores viram quando estávamos olhando para eles e daí lançaram elas no mar. Quando foram trazidas pela força da água já estavam mortas”, queixa-se a aposentada. “Se estivessem vivas poderíamos ter tentado salvá-las”, acrescenta.
Segundo o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a pesca predatória é uma atividade criminosa que pode dar multa de até R$ 55 mil, mais R$ 500,00 por animal morto, além de detenção de um a três anos. “As pessoas que avistarem uma embarcação realizando pesca em local proibido devem anotar a identificação e denunciar para a Força Verde ou para o IAP”, recomenda o 2º Tenente da Polícia Ambiental, Cléber Piovezan.

Os limites para a pesca regularizada no litoral do Paraná variam de uma milha (1800 metros) a até 1,5 milhas (2300 metros) de distância da costa, de acordo com o tamanho da embarcação. Durante a Operação Verão a denúncia pode ser feita pelo telefone 0800-643-0304.
Alerta — Outro perigo para os animais marinhos, além da pesca predatória, é o lixo jogado na beira do mar ou em rios que desembocam na praia. O plástico, por exemplo, pode ser confundido por uma tartaruga como uma água-viva, que serve de alimentação para o réptil. “Se as pessoas tomarem consciência, muitos animais podem ser preservados”, afirma Piovezan.