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Nova tática

Apreensão de cocaína no Porto de Paranaguá tem maior volume em dez anos

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\u00daltima apreens\u00e3o no Porto de Paranagu\u00e1 foi no dia 14 (Foto: Divulgação/Receita Federal)

O Porto de Paranaguá, no Litoral do Paraná, registrou neste ano o maior volume de apreensão de drogas da década. Segundo dados da  Receita Federal e da Polícia Federal, em 2018 foram apreendidas 3,3 toneladas da droga, o que dá uma média de 16 quilos por dia. A última apreensão aconteceu no dia 14 de julho, quando foram flagrados 350 quilos de cocaína  na 5ª apreensão da droga no ano.

De acordo com a receita, a droga foi encontrada em uma operação de rotina realizada em um terminal alfandegado de contêineres, com auxílio de cães farejadores. A cocaína estava escondida em meio a uma carga de madeira, com destino ao Porto de Valência, na Espanha. A técnica utilizada pelos criminosos é conhecida como “RIP ON/RIP OFF” e é quando a droga é colocada no contêiner sem o conhecimento do proprietário da carga.

As apreensões de cocaína em 2018 nos maiores portos do País já são as mais volumosas dos últimos dez anos. Do início de janeiro até anteontem, a Polícia Federal e a Receita Federal flagraram, em média, 66 quilos da droga por dia. O material é achado escondido em contêineres ou nos navios, a maioria com destino à Europa - pelo menos 28 operações somaram 13,8 toneladas retiradas de circulação.

Durante todo o ano passado, foram 17,6 toneladas de droga apreendidas nos portos - média de 49 quilos por dia. Especialistas apontam que o aumento nas apreensões, que começou a ser notado a partir de 2016, indica atuação mais qualificada das forças policiais, com trabalho de inteligência, mas também que as facções criminosas, em especial o Primeiro Comando da Capital (PCC), têm atuado com mais intensidade para escoar o produto ilegal e manter seu ritmo de crescimento.

 

 

 

A droga tem sido destinada, sobretudo, para portos europeus. Neste ano, cocaína foi encontrada em seis oportunidades em contêineres que fariam baldeação ou tinham como destino final o porto da Antuérpia, na Bélgica. A recorrência de casos já fez com que policiais federais belgas viessem a São Paulo, em abril, para discutir estratégias de combate ao tráfico com as autoridades brasileiras.

 

Delegado da Polícia Federal com cinco anos de atuação no Porto de Santos, Ciro Tadeu Morais disse ao [ ]Estado[/ ] que o local é "um funil da droga produzida nos países andinos". Para ele, é "evidente" a grande participação de membros do PCC nos crimes cometidos no porto paulista e destaca a logística oferecida pelo grupo para tentar facilitar o cometimento do crime.

Ninguém foi preso. As investigações ficam a cargo da Polícia Federal.

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